Weblogue colectivo do projecto Mediascópio - CECS / Universidade do Minho | RSS: ATOM 0.3 |



Decorre de 1 a 5 de Setembro o XXV Congresso da INTERCOM - Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação. O acontecimento, que evoca as bodas de prata da associação, decorre na cidade de Salvador da Baía e será pretexto e contexto para vários outros eventos. Desde logo, a tomada de posse da nova Presidente da Intercom, a Prof. Sônia Virgínia Moreira, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A nova presidente sucede a uma outra mulher, Cicilia Peruzzo. Depois, a apresentação do PORTCOM, Portal das Ciências da Comunicação, espaço on-line que "possibilita a pesquisa, a recuperação da informação bibliográfica e a troca de conhecimentos entre os pesquisadores, através de um repositório de arquivos abertos" (newsletter da Intercom). Finalmente, a apresentação de vários livros e de números recentes de revistas, com destaque para Comunicação e Sociedade, da UMESP, que, só à sua conta, apresenta três números. Sublinhe-se que os textos das comunicações apresentados nas últimas edições dos congressos da INTERCOM se encontram acessíveis no site da sociedade (pode aceder a eles aqui).

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Os jornalistas portugueses são os mais mal pagos de toda a União Europeia. A conclusão é de um estudo comparativo feito pelo sindicato de artes gráficas da central sindical CCOO da Catalunha, em Espanha, baseado em dados do Eurostat. A notícia saiu há já uns dias, no Diário de Notícias (em 13 de Agosto) e reparei nela porque um dos mal pagos nacionais a afixou, com o título sublinhado a vermelho, aqui na redacção do Comércio do Porto... Não consegui encontrar a notícia na internet nem no DN online para fazer um link, por isso aqui ficam alguns dos dados apurados: - O salário médio bruto mensal dos jornalistas portugueses é de 731 euros, quando a média da UE é de 2210 euros.Os segundos piores pagos da UE são os jornalistas gregos, que ganham em média 1129 euros. Ou seja, estamos mesmo fundeados no fundo da tabela... - Os nossos vizinhos espanhóis auferem uma média de 1552 euros (uma boa causa de azia para quem, como nós aqui no Comércio, pertence a um grupo espanhol... ), os italianos 1688 euros, os irlandeses 1865 euros e os franceses 2189 euros. - Os jornalistas da UE mais bem pagos são os dinamarqueses, com os seus ordenado bruto de 3346 euros mensais - mais de 4,5 vezes mais do que os portugueses. Agora vou procurar no Google cursos intensivos de dinamarquês...

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Morreu António Paulouro, fundador e antigo director do Jornal do Fundão, um excelente jornal local (e o mais lido também), caso raro no nosso país. A notícia foi avançada hoje pela TSF. Paulouro esteve sempre ligado à cultura e às letras. Em 1946 decidiu fundar o jornal em colaboração com alguns colegas. Recentemente, o Jornal do Fundão foi comprado pelo grupo Lusomundo. Foi o primeiro jornal local português a cobrar pelo acesso a notícias na sua versão online.

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Uma informação útil que recuperei na arrumação de papelada antiga: a AEJMC - Association for Education in Journalism and Mass Communication tem disponível on-line os "papers" completos das comunicações apresentadas nos seus congressos anuais, desde 1994 a 2001. O site possui um utilíssimo motor de pesquisa. A qualidade dos textos é desigual. Mas...também não se pode pedir mais, não é? Já agora: ser sócio desta Associação (cerca de 100 euros anuais) dá direito à assinatura de várias revistas, entre as quais a Journalism and Mass Communication Quarterly. Se não houver onde gastar o dinheiro...

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Algumas notas das leituras dos jornais: * Está a constituir-se o núcleo de jornalistas on-line do Sindicato dos Jornalistas. A primeira reunião realizou-se segunda-feira e, no Público de hoje, vem uma notícia. A situação não parece animadora: Humberto Costa, da direcção do Sindicato, afirma que "a situação de precariedade se agravou no último ano, com diversos despedimentos e a consequente redução das redações, que veio aumentar as dificuldades já existentes". Novo encontro está marcado para 9 de Setembro. * A jornalista da BBC Jacky Rowland depôs no Tribunal Penal Internacional que está a julgar Milosevic. Nada de muito especial, não fora o facto de, recentemente, 34 meios de comunicação, entre os quais a CNN, a agência Associated Press e The New York Times, haverem dirigido àquele Tribunal um documento em que apoiam a decisão de um ex-correspondente do Washington Post, Johnatan Randal, de não depor no mesmo caso, por considerar que colocar-se como testemunha de uma das partes mina a sua credibilidade e põe em perigo o trabalho dos colegas. Questão polémica, como se pode ver (e ler na secção internacional de El País de hoje). * A notícia vem em The Wall Street Journal: a percentagem de mulheres em cargos de topo nas empresas e grupos de comunicação não vai além de 25 por cento e a situação piora se se considera apenas os grandes grupos. O estudo foi realizado pelo Annenberg Public Policy Center da Universidade da Pennsylvania (EUA) e pode ser consultado em versão integral ou resumida.

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Já se sabe que os weblogs são excelentes ferramentas de comunicação e que várias empresas utilizam esta ferramenta para contactar com os seus clientes. Nos EUA, Tara Sue Grubb, candidata ao congresso nas eleições intercalares pelo estado da Carolina do Norte, que mantém um blog, onde analisa diversas questões relacionadas com a campanha, que podem ser discutidas pelos leitores, e ainda aceita contribuições. (Dica de Dave Winer)

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Lembram-se que o Governo nomeou uma Comissão para fazer propostas sobre o serviço púbico de televisão? E que era presidida pela malograda Helena Vaz da Silva, a pessoa mais interessante daquele grupo de individualidades? Aguarda-se com expectativa as linhas que estão a ser gizadas. A observação que eu faço é que me espanta que uma matéria desta envergadura cultural, económica e política não seja motivo de audições públicas e que a referida comissão não tenha procurado - que se saiba - ouvir as instituições da sociedade civil mais directamente interessadas na definição do futuro do serviço público de televisão. Pode ser que a questão esteja fora das atribuições que o Governo lhe estabeleceu e que o tempo (político) seja escasso para o efeito. Mas já isto diz muito daquilo que, substantiva e metodologicamente, o actual Governo (como em boa medida os anteriores, reconheça-se) entende dever ser o serviço público de TV: um modelo em que não cabe a participação do dito público. Entretanto, sugiro a leitura do artigo publicado hoje no diário Le Monde, intitulado Le gouvernement prépare l'avenir de la télévision publique. Nele o ministro da Cultura e da Comunicação, Jean-Jacques Aillagon , repudia o boato que corria sobre a privatização do canal France 2 e defende a necessidade de "um serviço público forte e com carácter". Também o primeiro ministro francês, recusando embora um aumento de 3 por cento da taxa de TV, que o Sr. Aillagon pretendia, fez questão de frisar que o serviço público constitui a "ossatura" da República Francesa. Nem mais! Enquanto o Governo francês aguarda um conjunto de relatórios, alguns deles solicitados ainda no tempo do governo socialista, e que versam sobre a violência no ecrã, a dimensão cultural da TV e sobre a própria taxa, o ministro dá a entender quais as orientações que a televisão pública adoptará: maior investimento na criação própria, mais acentuada "proximidade cultural", e fim da concorrência com o principal canal privado, a TF1.

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Recordar-se-ão que a Elisabete nos deu conta, recentemente (2 de Agosto), da decisão do presidente da University of Columbia de adiar por mais algum tempo a designação do novo director da prestigiada Graduate School of Journalism. No centro do problema está o modo como se tem vindo a ensinar e aprender jornalismo, que aquele responsável universitário quer ver mais debatido. Depois da decisão, várias foram as reflexões publicadas nos principais órgãos dos EUA. Deixo aqui o link para mais um contributo (Rethinking the Lessons of Journalism School), num assunto igualmente pertinente em Portugal, quando está já agendada para o próximo dia 14 de Setembro a reunião com vista à constituição do Grupo de Jornalismo da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação.

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Quem (não) gosta dos Peanuts e de Charles Schulz, o seu criador? Pois acaba de abrir um museu a eles dedicado, construído de raíz, na cidade de Santa Rosa, Califórnia (EUA). O Snoopy, esse, já há bastante tempo tinha o seu sítio na web.

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A conhecida marca britânica Cadbury provocou um tremendo incidente diplomático com uma campanha publicitária aos seus chocolates. No anúncio, compara a vontade de possuir o explosivo território de Cachemira ao desejo que provocam os chocolates - é demasiado bom para se partilhar. "I´m too good to share. What am I? Cadbury´s Temptations or Kashmir?" é o slogan que acompanha um mapa daquela zona do globo que traz a Índia e o Paquistão em ameaças mútuas de sopapos nucleares. A notícia é do Guardian.

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Vou de férias. Volto no final do mês. Para os que já foram ou ainda vão, boas férias. Para quem fica, bom trabalho!

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Desde que o presidente da Universidade de Columbia decidiu não nomear um reitor para a escola de jornalismo (depois do anterior ter saído) enquanto não se discutisse a forma como o jornalismo é ensinado, nos EUA o assunto voltou a ser tema cental em alguns debates. O responsável pelo departamento de Jornalismo da Universidade da Califórnia, William A. Babcock, veio a público dizer que a prática do jornalismo é como tocar piano - será muito melhor se o seu executante tiver uma formação base: Journalism training is a bit like playing the piano. A pianist who only hits the notes seldom "makes music" of the same caliber as a person who also knows composition, musicology, theory, and music history. In journalism, it's a given that a reporter can write about, report, and edit the news. But to approach the craft with an informed professional perspective – to "make journalism" – aspiring journalists need to study media ethics, law, history, global communications, and theory. O artigo completo está aqui. Como complemento para a discussão, deixo outro artigo sobre o mesmo assunto. (dica de Media News)

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Os grupos xenófobos e racistas são cada vez mais numerosos na Internet, onde não só publicam discursos - os mais elaborados constituem exercícios revisionistas -, estabelecem alianças (a chamada Internacional Negra existe!) e coordenam as suas actividades, como também se financiam através da venda de "memorabilia" nazi, de música e de bilhetes para concertos clandestinos de bandas skin neo-nazi. De acordo com uma investigação dos "think-tank" do centro Simon Wiesenthal, um dos principais lobis semitas do mundo, há cerca de 3300 sites na Web com este tipo de conteúdos, mais 700 do que no ano passado. O texto sobre o ódio digital pode ser lido aqui.

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What We're Doing When We Blog é o título do texto publicado no espaço Dave Net, mantido do Dave Winer, do Scripting News (Dave Winer escreve os artigos deste espaço mas, pontualmente convida alguém para escrever). A autora do texto é Meg Hourihan, co-autora de um livro sobre weblogs que será publicado em breve, co-fundadora da Pyra, empresa que desenvolveu o Blogger (o software que usamos para manter o Jornalismo e Comunicação) e blogger. O artigo aborda a definição de weblog, as características dos posts e é excelente para quem está agora a chegar ao mundo dos weblogs e quer ficar a saber como participar.

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