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O processo de Bolonha e a formação em media e jornalismo No Atrium foi já abordada a facilidade com que o jornalismo encaixa e difunde o que lhe é dado já preparadinho e a preguiça ou falta de tempo para ir às fontes e para confrontar perspectivas. Isto a propósito da decisão da ministra da Ciência e Ensino Superior de adoptar o modelo 3+2 (três anos para as licenciaturas e dois para os mestrados), com o argumento de que está a aplicar os acordos do processo de Bolonha. É sabido que este modelo colhe apoio em diversos sectores da sociedade, incluindo da parte de "opinion makers" influentes (os últimos que o declararam foi Vital Moreira e, ontem, Marcelo Rebelo de Sousa - curiosamente os dois ligados a cursos que serão tratados de forma privilegiada, se se concretizarem as anunciadas intenções governamentais). Eu não teria objecções de fundo ao modelo que se pretende impor se ele não surgisse como o resultado de dois factores combinados: o desinvestimento público no Ensino Superior e a aliança com lobbies corporativos fortíssimos - caso dos médicos, dos arquitectos, dos advogados (resta saber como será com os engenheiros, o que se passará com os cursos de formação de professores, etc). A verdade é que se o Estado deixar de assumir encargos com a formação para além dos três anos iniciais, teremos, necessariamente, cursos de primeira e cursos de segunda, o que não deixa de colocar problemas até de natureza constitucional. E quanto à comunicação e media e, mais especificamente, ao jornalismo? Aqui, estamos conversados. Com uma opinião ainda difundida entre os jornalistas de que nem seria necessário haver cursos superiores, é de prever que a medida da ministra não só não suscite reservas de fundo, como se recomende que os três anos sejam preenchidos com disciplinas voltadas para o saber-fazer. Como se o essencial do jornalismo consistisse num pacote de técnicas que um candidato devidamente amestrado devesse possuir (e que, desejavelmente, seriam mais adequadamente adquiridas nas próprias redacções). O curioso de tudo isto é que uma medida desta envergadura não seja proposta para debate: o que é anunciado é o calendário da sua aplicação. E, tanto quanto se sabe, as comissões sectoriais, constituídas por grandes áreas do saber, ainda se encontram a realizar o seu trabalho (em alguns casos no maior secretismo, uma vez que os responsáveis dos cursos não são sequer ouvidos).


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