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Lembram-se que o Governo nomeou uma Comissão para fazer propostas sobre o serviço púbico de televisão? E que era presidida pela malograda Helena Vaz da Silva, a pessoa mais interessante daquele grupo de individualidades? Aguarda-se com expectativa as linhas que estão a ser gizadas. A observação que eu faço é que me espanta que uma matéria desta envergadura cultural, económica e política não seja motivo de audições públicas e que a referida comissão não tenha procurado - que se saiba - ouvir as instituições da sociedade civil mais directamente interessadas na definição do futuro do serviço público de televisão. Pode ser que a questão esteja fora das atribuições que o Governo lhe estabeleceu e que o tempo (político) seja escasso para o efeito. Mas já isto diz muito daquilo que, substantiva e metodologicamente, o actual Governo (como em boa medida os anteriores, reconheça-se) entende dever ser o serviço público de TV: um modelo em que não cabe a participação do dito público. Entretanto, sugiro a leitura do artigo publicado hoje no diário Le Monde, intitulado Le gouvernement prépare l'avenir de la télévision publique. Nele o ministro da Cultura e da Comunicação, Jean-Jacques Aillagon , repudia o boato que corria sobre a privatização do canal France 2 e defende a necessidade de "um serviço público forte e com carácter". Também o primeiro ministro francês, recusando embora um aumento de 3 por cento da taxa de TV, que o Sr. Aillagon pretendia, fez questão de frisar que o serviço público constitui a "ossatura" da República Francesa. Nem mais! Enquanto o Governo francês aguarda um conjunto de relatórios, alguns deles solicitados ainda no tempo do governo socialista, e que versam sobre a violência no ecrã, a dimensão cultural da TV e sobre a própria taxa, o ministro dá a entender quais as orientações que a televisão pública adoptará: maior investimento na criação própria, mais acentuada "proximidade cultural", e fim da concorrência com o principal canal privado, a TF1.


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