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Manuel Maria Carrilho, a família e os media Destaco, de dois textos de opinião, nos jornais de hoje: Daniel Sampaio, em A Captital: "A forma como certa imprensa reagiu à participação da família de Carrilho num filme da candidatura é reveladora. Ansiava pela discussão de propostas inovadoras, como o Parque Urbano ribeirinho ou o parqueamento móvel, mas alguns jornalistas preferiram criticar as declarações da mulher do candidato, ou brincar com as palavras balbuciadas pelo filho bebé". Eduardo Prado Coelho, no Público (acesso reservado a assinantes): "mais uma vez se verificou o paradoxo central da nossa comunicação social: verberando os aspectos mais fúteis da política (as frases soltas, as pequenas quezílias, os escândalos), reduz grande parte da informação a esses aspectos. Sob o pretexto de denunciar, alimenta-se de tais materiais. " Aparentemente, "certa imprensa" ou "a nossa comunicação social" não terá tratado adequadamente o que de relevante foi anunciado na apresentação da candidatura de Carrilho à Câmara Municipal de Lisboa. E esta é uma acusação séria e que remete para um problema frequente no jornalismo: fazer de questões marginais ou de futilidades notícia e esquecer o relevante, sob pretexto de buscar a originalidade. Os trabalhos jornalísticos publicados sobre o assunto devem ser analisados sob essa perspectiva. Mas uma vez que também aqui escrevi sobre o assunto, devo esclarecer que não foi nem é o facto de os candidatos ou titulares de cargos políticos aparecerem com as famílias que me levanta problemas. Nesse ponto distancio-me do que escreve Raul Vaz (in "O erro capital de Carrilho"), no DN de hoje". Eu não simpatizo com essa estratégia, mas cada qual é livre de fazer o que entende. Além de que há vários modos de o fazer, uns mais discretos do que outros. Com uma condição: desde que os direitos das pessoas sejam respeitados. Eu insurgi-me contra a instrumentalização de crianças (mesmo admitindo que o que se viu nomeadamente na TVI tenha sido uma exploração sensacionalista de um aspecto secundário da apresentação da candidatura). Depois de ler os comentadores acima, mantenho a nota crítica e sinto mesmo necessidade de a reforçar, uma vez que tais opiniões continuam a esquecer, em nome do interesse político e público, os direitos de crianças instrumentalizadas.


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