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A informação inútil Jordi Soler publicou nas páginas de opinião do jornal El País de quarta-feira um texto ("Información Instantánea") , no qual reflecte sobre a emergência do "repórter espontâneo" na informação jornalística. Na coluna, Soler coloca duas questões que me parecem de reter, no acompanhamento das transformações por que passa o jornalismo. Tomando como exemplo o que ocorreu com a cobertura dos atentados de Londres pelos blogues, reconhece que houve muitos aspectos que só com o contributo dos "repórteres-cidadãos" se ficaram a conhecer. Porém, observa, "no quedamos sustancialmente mejor informados que si hubiésemos leído la noticia en las páginas lentísimas de un periódico de papel". Ter muitos elementos, muitas imagens, muitos depoimentos, muitos ângulos - não equivale necessariamente a melhor informação. O ponto decisivo é, porém, outro:

"Pero volvamos a la figura fascinante del reportero ciudadano y concedamos que esta figura está en alza y que en muy poco tiempo gran parte de la información será consignada por ellos, por gente que está frente a una noticia y espontáneamente la fotografía, o la escribe y la cuelga en su blog. Ahora imaginemos, con ánimo novelístico (...), que cada ciudadano ejerce su derecho de convertirse en citizen reporter y sale todos los días armado con su teléfono, que también es cámara, dispuesto a cazar la noticia del día, y sigamos imaginando que esta fiebre periodística se extiende a todos los habitantes de una ciudad. En qué se convierte la información cuando todos la generan y ninguno la recibe? Y una vez extendida la fiebre, los reporteros ciudadanos irán todos fotografiando cualquier pieza de información, cualquier cosa, porque todo puede ser noticia, una alcantarilla, un hombre que cojea, una flor marchita, todos los detalles del día consignados permanentemente en tiempo real, hasta que la trama llega a un punto en que, junto a las veinticuatro horas del día real, transcurren, de manera rigurosamente paralela, las veinticuatro horas de noticias instantáneas de ese día".
O que, de facto, Soler propõe à nossa reflexão não é tanto o problema da informação instantânea, mas o da informação inútil.Afinal, e parafraseando um célebre conto de Borges, para que serviria um mapa se acaso ele fosse elaborado a uma escala tal que se confundisse com o próprio território?


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