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"Não há limites às pressões da publicidade?", pergunta o SJ O Sindicato dos Jornalistas (SJ) acaba de tomar posição sobre as implicações da campanha da TMN nos jornais diários de hoje (cf., abaixo, A TMN e o saco azul), considerando que pode estar a ser ultrapassado o princípio da separação entre informação e publicidade. Dadas as questões subjacentes à reflexão do SJ, fica desde já aberto o debate sobre o tema, dando continuidade àquele que já se instalou no post colocado de manhã pela Madalena Oliveira. A posição do SJ é apresentada nos pontos seguintes: "1. A generalidade dos jornais diários apareceu hoje ao público com as primeiras, últimas, segundas e penúltimas páginas impressas sobre fundo azul, no âmbito de uma campanha publicitária de uma empresa que, aliás, vem claramente mencionada através do respectivo logotipo. 2. Não estando em causa o recurso do anunciante à generalidade dos jornais, é, no entanto, chocante a submissão dos órgãos de comunicação ao recurso publicitário utilizado, que chega ao ponto de colocar a mensagem publicitária subliminar como suporte gráfico à informação jornalística. Esta submissão põe em causa, de forma ínvia, o princípio da clara separação entre publicidade e informação. 3. O risco de confusão entre conteúdos jornalísticos e mensagem publicitária agrava-se quando o referido fundo azul se prolonga por páginas estritamente editoriais (primeiras, segundas e penúltimas) e já sem menção à entidade anunciada, contribuindo para aprofundar a ideia ? que vai grassando ? de que não há já limites à pressão da publicidade e do marketing. 4. Se é relativamente frequente a opção editorial deste ou daquele jornal por imprimir este ou aquele trabalho em negativo (fundo negro, ou de outra cor) e os leitores aceitam que alguma razão jornalística plausível a determinou, dificilmente se aceitará ter havido, nas edições em causa, uma coincidência maciça pela mesma opção, pela mesma cor e pela cor que suporta a mesma mensagem publicitária! 5. Este episódio, mais grave do que outros anteriores, nos quais a concepção publicitária tende a condicionar opções editoriais, designadamente em termos de paginação, justifica um apelo veemente do SJ às direcções dos jornais, aos conselhos de redacção e aos provedores dos jornais para que encetem uma reflexão séria sobre os limites da publicidade. 6. Ao suscitar esta reflexão, o SJ não pretende conduzir qualquer cruzada contra uma actividade importante para o sector da comunicação social, mas contribuir para que se acautelem limites, se preserve a autonomia editorial e não se hipoteque a credibilidade do Jornalismo".


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