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Incêndios: os cidadãos, os políticos e os media Os incêndios são assunto de cidadania. Exige-se sensibilização sobre os factores que os provocam, nomeadamente aqueles factores que estão nas mãos das pessoas. Mas isso não basta. Em certo sentido ? é terrível reconhecê-lo ? a pessoas só tomam consciência de que o assunto é demasiado sério quando ele adquire o carácter de calamidade pública e lhes toca nos haveres e nas vidas. Os incêndios são um tema político. Infelizmente, são-no apenas no Verão. E parece que para pouco mais do que para cantar vitória no caso de a área ardida ter sido menor do que no ano anterior e esconder a derrota, em caso contrário. É assim há muitos anos. Não chega o argumento do aquecimento geral do planeta ou as condições climatéricas excepcionais (e que não afectam apenas Portugal). A cobertura feita pelos media tem sido, salvo casos muito pontuais, abaixo de medíocre. Numa situação destas, não é aceitável que os jornais nos venham repetir o que já vimos nas televisões até à exaustão dos directos. Sempre com os mesmos lugares comuns, as mesmas frases feitas, o mesmo tom dramático. É certo que a época não é favorável a reunir os recursos humanos (profissionais e periciais) que permitam ir além do óbvio e do já visto. Mas isso não pode explicar tudo. Assim como se exigiu outra capacidade de reacção do Governo face à amplitude e gravidade da situação, também parece legítimo exigir que os media se apercebam que é necessário ir além da reportagem das frentes de fogo. Torna-se necessário começar a ?ler? o que tudo isto significa. Que implicações tem. Que contributos reunir para a leitura do que se está a passar. Que políticas implementar, em termos imediatos e a medio e longo prazo. Que recursos afectar. Que novos actores envolver. Questionar também as responsabilidades e papeis da própria comunicação social. Deixo apenas um mote: enquanto os citadinos continuarem convencidos de que o problema dos incêndios diz respeito sobretudo aos donos das florestas e aos rurais, não sairemos da grave situação em que nos encontramos. Ora é do espaço urbano, do referencial urbano, que os media vêem os incêndios.


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