Weblogue colectivo do projecto Mediascópio - CECS / Universidade do Minho | RSS: ATOM 0.3 |




Envie este post



Remember me (?)



All personal information that you provide here will be governed by the Privacy Policy of Blogger.com. More...



Ainda os cartoons sobre Maomé: Os valores e os modos de os promover Sobre a divulgação dos cartoons representando o profeta Maomé, creio estar a haver alguma confusão de planos. Julgo que ninguém de bom senso ousa pôr em causa a liberdade de expressão e de criação, antes deseja que essa liberdade se estenda a todo o planeta. Por liberdade não entendo apenas a publicação, mas a aceitação da contestação e o confronto de argumentos entre diversas sensibilidades. Ao longo da História da humanidade já se lutou e morreu por causa das imagens. O que hoje vemos não é tanto a ilustração de que a mesma humanidade se encontra em diversos pontos de um mesmo percurso - como se poderia supor a partir de uma visão teleológica da História. Sendo certo que a mesma água não passa duas vezes sob uma ponte, não é menos certo que, num quadro de relações globais e de encontros e desencontros culturais, a História não é irreversível. Um sinal de enviesamento de algumas análises que têm sido feitas a propósito dos cartoons está em que, precisamente em sociedades que se afirmam arautos da liberdade de expressão, valores "mais altos" como a segurança, a luta contra o terrorismo ou a pressão de um cristianismo fundamentalista têm vindo a pôr em causa as mesmas liberdades (com a diferença de que ainda vai sendo possível denunciar essas limitações). No caso em presença, não me parece que a questão revista a simplicidade que lhe atribui um homem inteligente como é Pacheco Pereira, quando escreve que esta "é uma questão de liberdade. Ou há, ou não há". Se a realidade fosse assim cristalina... Mas não é! Mesmo cá, ainda temos muito a aprender no que toca à liberdade. E um uso ostensivo e arrogante da liberdade pode ser, nos seus efeitos, uma ameaça à própria liberdade. É por isso que me parece necessário distinguir, no caso dos cartoons sobre Maomé, entre a primeira publicação e a "onda solidária" que se lhe seguiu: em muitos casos a divulgação acobertou-se pudicamente no argumento de que era preciso mostrar às pessoas o que estava no centro da polémica; noutros casos, de forma mais assumida, quis-se fazer peito, arvorando uma solidariedade que - em alguns casos, pelo menos - raiou a provocação. Ora isto, julgo, pouco tem a ver com liberdade. [Um sinal desta liberdade encontra-se no confronto de posições que, a propósito da posição de Pacheco Pereira, se estabeleceu entre os leitores do Abrupto. E às quais PP tem vindo a dar espaço].


0 resposta(s) para “”

Responder





Quem somos

» Manuel Pinto
» Helena Sousa
» Luis Antonio Santos
» Joaquim Fidalgo
» Felisbela Lopes
» Madalena Oliveira
» Sara Moutinho
» Daniela Bertocchi
» Sergio Denicoli

» E-MAIL

Últimos posts

» Bom jornalismo = mau negócio? Poderá o jornalismo...
» Instituído provedor na TVE e RNE. E na RDP e RDP? ...
» Manifestação da Função Pública em Lisboa Correio ...
» Western Union acaba com telegramas Aconteceu na s...
» ERC: novas regras de financiamento De acordo c...
» Foi ou não a cobertura jornalística de Timor-Leste...
» Duas referências no Diário de Notícias
» Debate sobre a ERC na Universidade do Minho
» "La Vanguardia" faz 125 anos
» O "caso Teresa e Lena" e a agenda mediática A cha...

Ligações


Arquivos

» Abril 2002
» Maio 2002
» Junho 2002
» Julho 2002
» Agosto 2002
» Setembro 2002
» Outubro 2002
» Novembro 2002
» Dezembro 2002
» Janeiro 2003
» Fevereiro 2003
» Março 2003
» Abril 2003
» Maio 2003
» Junho 2003
» Julho 2003
» Agosto 2003
» Setembro 2003
» Outubro 2003
» Novembro 2003
» Dezembro 2003
» Janeiro 2004
» Fevereiro 2004
» Março 2004
» Abril 2004
» Maio 2004
» Junho 2004
» Julho 2004
» Agosto 2004
» Setembro 2004
» Outubro 2004
» Novembro 2004
» Dezembro 2004
» Janeiro 2005
» Fevereiro 2005
» Março 2005
» Abril 2005
» Maio 2005
» Junho 2005
» Julho 2005
» Agosto 2005
» Setembro 2005
» Outubro 2005
» Novembro 2005
» Dezembro 2005
» Janeiro 2006
» Fevereiro 2006
» Março 2006
» Abril 2006
» Maio 2006
» Junho 2006
» Julho 2006
» Agosto 2006
» Setembro 2006
» Outubro 2006
» Novembro 2006
» Dezembro 2006
» Janeiro 2007

Livros

TV do futebol

» Felisbela Lopes e Sara pereira (orgs) A TV do Futebol; Porto: Campo das Letras

» Televisão e cidadania. Contributos para o debate sobre o serviço público. Manuel Pinto (coord.), Helena Sousa, Joaquim Fidalgo, Helena Gonçalves, Felisbela Lopes, Helena Pires, Luis António Santos. 2ª edição, aumentada, Maio de 2005. Colecção Comunicação e Sociedade. Campo das Letras Editores.

» Weblogs - Diário de Bordo. António Granado, Elisabete Barbosa. Porto Editora. Colecção: Comunicação. Última Edição: Fevereiro de 2004.

» Em nome do leitor. As colunas do provedor do "Público". Joaquim Fidalgo. Coimbra: Ed. Minerva. 2004

» Outras publicações do CECS

Eventos

» Conferência: A Nova Entidade Reguladora no quadro das políticas de Comunicação em Portugal (2006)

» I Congresso Internacional sobre Comunicação e Lusofonia (2005)

» Jornadas ?Dez Anos de Jornalismo Digital em Portugal: Estado da Arte e Cenários Futuros? (2005)

» Todos os eventos







Subscribe with Bloglines


Technorati Profile Powered by Blogger and Blogger Templates