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"Ser jornalista é ser tradutor". "Só isso"?


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" (...) O jornalismo português ganhava em só ter profissionais com o curso de Jornalismo, dos verdadeiros. Eu dou rapidamente esse curso: ser jornalista é ser tradutor. Só isso. Um tradutor é um tipo que entende duas línguas: aquela que ele sabe e os leitores não sabem, língua essa que ele verte para aquela que ele e os leitores conhecem. Quer dizer, sem entender a misteriosa ou longínqua coisa que têm para dizer, os jornalistas não são nada, porque não têm nada para dizer. (...) O preconceito de que bons são os jornais com conceitos está a acabar, mas da pior maneira. Não porque se tenha, enfim, entendido que os grandes personagens dos jornais são as pessoas e os factos, mas porque os jornais com conceitos definham. Temo que se chegue à conclusão que a culpa é dos leitores que são burros. Quando burros são os jornalistas que não entendem o que fazem, não entendendo não traduzem, não traduzindo são ignorados". Ferreira Fernandes, in Correio da Manhã, 1 de Outubro de 2006


6 resposta(s) para “"Ser jornalista é ser tradutor". "Só isso"?”

  1. Anonymous peter42y 

    Gostei do artigo depois de o ler na integra.
    O autor sustenta que os jornalistas n?o entendem do que falam e por isso n?o o conseguem explicar aos leitores.
    Cito:
    " burros s?o os jornalistas que n?o entendem o que fazem, n?o entendendo n?o traduzem, n?o traduzindo s?o ignorados.".

    Acontece por?m que hoje o conhecimento ? t?o vasto que ? imposs?vel entender de tudo e portanto ? imposs?vel traduzir esse assunto de forma clara para o leitor.

    Um jornal n?o tem nem pode ter economista que perceba de economia..., jornalista que perceba especificamente do m?dio oriente..,outros que acompanhem a politica em portugal.., por forma a explicar tudo bem explicadinho ao leitor.

    O jornalista - d?-me ideia- ? um faz tudo que ,por consequ?ncia, n?o consegue dominar tudo (e explic?-lo ao leitor).
    Caro amigos que me leiam : Da minha parte eu era especialista sobre Israel, Palestina.
    Tenho 40 mil not?cias sobre a mat?ria.
    Consigo explicar alguma coisita.
    Assim tenha eu audi?ncia. Visitem-me pois, deixem no meu jornal o vosso coment?rio, as vossas criticas e as vossas suggest?es

  2. Anonymous Anónimo 

    Gostei do artigo depois de o ler na integra.
    O autor sustenta que os jornalistas nao entendem do que falam e por isso nao o conseguem explicar aos leitores.
    Cito:
    " burros sao os jornalistas que nao entendem o que fazem, nao entendendo nao traduzem, nao traduzindo sao ignorados.".

    Acontece porem que hoje o conhecimento eh tao vasto que eh impossivel entender de tudo e portanto eh impossivel traduzir todo o conhecimento de forma simples e clara para o leitor.

    Um jornal nao tem nem pode ter economista que perceba de economia..., jornalista que perceba especificamente do medio oriente..,outros que acompanhem a politica em portugal.., por forma a explicar tudo bem explicadinho ao leitor.

    O jornalista - dah-me ideia- eh um faz tudo que ,por consequencia, nao consegue dominar todas e cada uma das matehrias que aborda.
    Caro amigos que me leiam : Da minha parte eu era especialista sobre Israel, Palestina.
    Tenho 40 mil not?cias sobre a matehria.
    Consigo explicar alguma coisita.
    Assim tenha eu audiancia. Visitem-me pois, deixem no meu jornal o vosso comentahrio, as vossas criticas e as vossas sugestoes

  3. Anonymous Sim?o dos Reis Agostinho 

    ? impossivel ser-se totalmente objectivo. qualquer tradutor o sabe. ? por isso que, por mais que o objectivismo seja uma meta de aproxima??o, todo o texto jornalistico ter? implicita uma vis?o particular de um ponto. a pr?rpia no??o de noticiabilidade e o gatekeeping das reda??es est?o sujeitos ? interpreta??o do jornalista. n?o far? tamb?m um Juiz uma interpreta??o da Lei?

  4. Anonymous Anónimo 

    seria interessante que o senhor FF desse o curso como despedir em dois dias. uma das disciplinas era an?lise comparativa de sal?rio e de produtividade (sim, produtividade), constando do qual ver quantas pe?as escreveu determinado jornalista e dividi-las pelo sal?rio. depois ter-se-ia de fazer uma p?s-gradua??o em "como adaptar este curso quando um jornalista est? de f?rias".

  5. Anonymous Anónimo 

    pois.
    produtividade..,pessas jornalisticas....; nao sou jornalista mas imagino como se processa a coisa. O jornalista esta sob pressao para escrever pessas, textos.
    A qualidade de texto escrito ah press?o ressente-se, especialmente se se tratarem de assuntos do internacional. ( Digo eu).
    O jornalista precisa de tempo para investigar..,indagar.
    Se lhe tiram esse tempo ele acaba por nao conseguir fazer boas pessas.
    Estas sao teorias minhas, amigos.
    Eu sei sobre o medio oriente porque passei horas, dias meses ,a ler sobre assunto.
    Consigo entender melhor um facto porque sei coloca-lo no contexto de outros factos ocorridos ah meses.
    Se eu estivesse sobre a pressao de escrever textos nunca teria aprendido nada.
    Posso estar enganado mas a qualidade do jornalista nao se ve plo numero pessas.
    A qualidade de um cozinheiro n?o se ve plo numero de refeissoes que ele consegue fazer.
    Ve-se pla qualidade, sabor , textura, de cada uma.
    Essa pressao a que o jornalista esta submetido prejudica qualidade do trabalho, suspeito eu.
    (Mas eu nao sou jornalista. limito-me a pensar, gostar de certos topicos)

  6. Anonymous Victor Lince 

    Jornalistas com curso de jornalismo... era uma boa ideia, se os cursos de jornalismo fossem minimamente aceit?veis.

    Nos meus anos de redac??o, encontrei poucos que sa?ssem da faculdade (sim, com um curso de jornalismo) e escrevessem de forma minimamente aceit?vel. Na maior parte dos casos, a cultura geral deixava demasiado a desejar e a forma como tentavam fazer um texto era... ? melhor nem dizer.

    Pior: Para muitos, o google e a Lua funcionavam como as ?nicas fontes de not?cias e fotos (o recurso aos press-releases e ao arquivo fotogr?fico dava demasiado trabalho). Claro est?, fazer telefonemas, ir ao local, investigar casos "bicudos", criar uma rede de contactos (que, muitas vezes, at? nos d?o a not?cia em primeira m?o), realizar entrevistas, fazer reportagens... nao, nada disso, d? muito trabalho.

    N?o sou contra as redac??es que tenham apenas jornalistas formados em comunica??o social - mas s? quanto os cursos forem, pelo menos, razo?veis. Mas, como diz um amigo meu (editor num conhecido di?rio): "Quantos jornalistas bons ? que tu conheces que tenham um curso de comunica??o social?"

    Bem, conhe?o alguns que t?m. Mas o balan?o final ? demasiado mau para ser verdade...

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