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5. Ganhar voz, tomar a palavra Vem a propósito uma outra vertente que dá sentido e se considera, de modo geral, estruturante das iniciativas e projectos de educação para os media, que é a componente que valoriza a actividade expressiva e comunicativa. Relaciona-se de perto com a actualidade, uma vez que, em muitos contextos em que se promove a educação para os media, ela se traduz na produção de meios de comunicação da escola, ou seja, em jornalismo escolar. Em diversos contextos, a tradição do jornalismo ou da imprensa escolar remete para uma filiação que tem mais a ver com a renovação pedagógica do que com a preocupação jornalística ou de compreensão do universo mediático. Os contributos de Freinet enfatizam o desabrochar das capacidades expressivas e comunicativas das crianças mediante a produção colaborativa de mensagens significativas. No quadro da educação para os media, esse contributo é fundamental e pode ser alargado à perspectiva do que, naquilo que se está a passar, é actual, significativo, importante e, por conseguinte, merece ser destacado e divulgado. É verdade que, com frequência, a produção de jornais murais, impressos e electrónicos, bem como de programas radiofónicos, se desenrola em paralelo às actividades programadas de ensino-arendizagem e se converte numa mera actividade de ocupação de “tempos livres”. Mas também é certo que, noutras instituições, este trabalho é devidamente assumido e articulado com o projecto educativo do centro ou do agrupamento de escolas. Convém não menosprezar o insubstituível papel que este tipo de dinâmicas pode ter no quotidiano das escolas e na experiência de formação dos alunos. O jornalismo escolar constituiu, em muitos casos, um momento decisivo de auto-descoberta e de socialização, determinante na trajectória futura daqueles que nessa experiência se envolveram. Acresce que os processos a que dá lugar, se devidamente aproveitados e acompanhados, facultam múltiplas ocasiões de compreender e interagir com as questões dos grandes media, proporcionam um intercâmbio entre jovens e adultos em contextos diversos dos das aulas. Os meios para promover esta actividade expressiva e informativa tem-se vindo a enriquecer enormemente nas últimas décadas. Ao tradicional jornal de parede ou impresso e à prática da rádio na escola, os projectos neste domínio podem recorrer hoje, com relativa ou crescente facilidade, à fotografia digital, ao disco compacto, às técnicas de animação de imagem, às video-cartas, a jornais produzidos a distância , sem esquecer, obviamente, as novas formas de informação e comunicação em rede, como os chats, os fóruns, os weblogs, etc. A experiência ensina-nos que, também aqui, quando se procura valorizar a liberdade e a autonomia dos mais jovens, podem surgir igualmente os riscos inerentes ao exercício dessa liberdade. Mas a assunção desses riscos e a capacidade de lidar com eles de forma frontal, positiva e pedagógica parece ser o único caminho da aprendizagem da cidadania.


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