Weblogue colectivo do projecto Mediascópio - CECS / Universidade do Minho | RSS: ATOM 0.3 |



O Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho está, neste momento, a constituir uma base de informação com vista a um eventual convite para a docência. Os interessados deverão ter uma sólida formação em Ciências da Comunicação e bases para o desenvolvimento de projectos de ensino/investigação no âmbito do Audiovisual e Multimédia.

Os interessados devem enviar os seus CVs para sec-cicom@ics.uminho.pt

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Navegar pela Internet após o jantar é a ocupação preferida de 40% dos jovens portugueses, segundo o estudo Crianças e Jovens: A Sua Relação com as Tecnologias e os Meios de Comunicação, realizado pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES) do ISCTE em colaboração com a PT.COM. 30% da amostra prefere assistir a televisão e 12% ficar à frente dos jogos após a refeição nocturna. Mas se tivessem que optar apenas por um meio de comunicação, 70% dos jovens escolheriam a Internet. Entre Internet e telemóvel, a dúvida seria maior: 50% continua a preferir navegar na Web, mas já há um número significativo, 43%, que optaria pelo telemóvel. Curioso notar que, segundo a pesquisa, 37,2% das jovens portuguesas consideraram que a sua vida mudaria para pior se ficassem duas semanas sem telemóvel, contra 23,4% dos rapazes. Mais dados no Expresso desta semana.

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A edição deste mês do Le Monde Diplomatique Brasil apresenta o texto da intervenção que Manuel Castells realizou no Seminário Les médias entre les citoyens et le pouvoir ("A mídia entre os cidadãos e o poder"), organizado pelo Fórum Mundial da Política e a província de Veneza em San Servolo, Itália, em 23 e 24 de junho de 2006. Nesta comunicação, Castells explica por que os blogs, o RSS e outras tecnologias podem mudar os padrões de informação com que a humanidade se acostumou há séculos. E o que isso tem a ver com a crise da política tradicional. Reproduzimos abaixo alguns trechos do artigo (em Português do Brasil):

"(...) embora o mundo afirme não ter mais confiança nos governos, nos dirigentes políticos e nos partidos, a maioria da população ainda insiste em acreditar que pode influenciar aqueles que a representam. Ela também crê que pode agir no mundo através da sua força de vontade e utilizando seus próprios meios. Talvez essa maioria esteja começando a introduzir, na comunicação, os avanços extraordinários do que eu chamo de Mass Self Communication (a intercomunicação individual) (...) Tecnicamente, essa Mass Self Communication está presente na internet e também no desenvolvimento dos telefones celulares. (...) Em pouco tempo, houve uma explosão de novas formas de comunicação. As pessoas desenvolveram seus próprios sistemas: o SMS, os blogs, o skype... (...) O que realmente importa não é tanto a existência de todos esses blogs, mas a ligação que há entre eles, e o que eles condensam e difundem com a totalidade de interfaces comunicacionais (esta interligação é viabilizada pela tecnologia RSS). A Mass Self Communication constitui certamente uma nova forma de comunicação em massa - porém, produzida, recebida e experenciada individualmente. (...) Falta pouco para que, através da Mass Self Communication, os movimentos sociais e os indivíduos em rebelião crítica comecem a agir sobre a grande mídia, a controlar as informações, a desmenti-las e até mesmo produzi-las. Neste momento em que a democracia formal e tradicional está particularmente em crise (...) o que percebemos diante da explosão das Mass Self Communication assemelha-se à reconstrução de novas formas políticas, mas ainda não é possível dizer no que elas resultarão. No entando, de uma coisa podemos ter certeza: a sorte da batalha será jogada no terreno da comunicação, e terá peso a nova diversidade dos meios tecnológicos."

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Alfredo Maia, presidente do Sindicato dos Jornalistas, está a dirigir um pedido de ajuda a jornalistas e "outros criadores intelectuais (escritores, pintores, músicos, arquitectos, engenheiros, encenadores e actores, investigadores e cientistas das mais variadas áreas, realizadores, etc.)" para que subscrevam um apelo que o Sindicato entregará à Assembleia da República. Em causa está o desacordo deste organismo relativamente a algumas disposições da proposta de Lei de revisão do Estatuto do Jornalista. No documento que deverá circular por eventuais subscritores explicam-se as razões daquilo que se intitula como uma defesa da liberdade de criação e expressão dos jornalistas.

«1. Ao consagrar que os jornalistas não se podem opor a "modificações formais introduzidas nas suas obras" pelos seus superiores hierárquicos (Art.º 7.º-A, n.º 4), anula dois direitos fundamentais protegidos pela Constituição da República (artigos 37.º e 38.º) - o direito à liberdade de criação e o direito à liberdade de expressão; 2. Ao conceder expressamente à estrutura hierárquica da redacção a faculdade de alterar, sem consentimento do autor, os trabalhos originais criados, desde que aquela invoque, "designadamente", "necessidades de dimensionamento (...) ou adequação ao estilo" do órgão de informação: a) põe em causa a relação de confiança entre o jornalista e as fontes de informação; b) legitima a amputação de obras à revelia do autor, com a consequente eliminação de partes fundamentais das peças, incluindo de depoimentos vitais à compreensão do seu contexto; c) legitima a adulteração grave dos originais e do sentido das declarações e dos factos recolhidos; d) autoriza a manipulação da informação com meros intuitos mercantis ou de instrumentalização; e) abre caminho à censura interna nas Redacções; 3. Ao conferir à entidade proprietária e ao grupo económico em que esta se integra o direito à livre utilização, em todo e qualquer órgão de informação pertencente à empresa ou ao grupo, de obras destinadas ao meio a que o jornalista pertence (Art.º 7.º - B, n.º 3), viola grosseiramente um princípio fundamental do direito de autor, pois está a dar-se protecção legal a uma verdadeira usurpação; 4. Ao legitimar a livre reutilização em diversos órgãos de informação pertencentes ao mesmo grupo económico, contribui de forma decisiva para: a) agravar o empobrecimento da diversidade informativa, b) estrangular o pluralismo na comunicação social; c) aumentar a precariedade e o desemprego entre os jornalistas em resultado da consequente eliminação de postos de trabalho no sector; d) transformar a informação num mero produto branco, sem a marca de um autor que responda por ela; e) legitimar um verdadeiro atentado aos direitos morais dos autores das obras usurpadas e quiçá contrafeitas; f) transformar a informação - um bem essencial - numa mera mercadoria adaptável aos interesses de mercado, susceptível de condicionar as opções dos cidadãos.»
Em Julho passado, o Sindicato tinha já emitido um parecer sobre a proposta do novo Estatuto.

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A SAGE acaba de anunciar o lançamento de uma nova revista científica na área da comunicação. Dirigida por Teun van Dijk, esta publicação vai chamar-se "Discourse & Communication" e define-se como uma revista que publicará trabalhos que prestem atenção específica à abordagem qualitativa (análise discursiva) de questões relacionadas com a investigação em comunicação. O primeiro número está previsto para Fevereiro de 2007 e poderá ser acedido on-line gratuitamente, mediante pré-registo.

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Já está on-line na zona de contactos do site dos provedores do ouvinte e do telespectador um formulário para envio de mensagens. Além disso, estão também definidas algumas regras para as referidas mensagens que deverão ser sintéticas; aliás, «não serão aceites mensagens manuscritas com mais de uma página, nem e-mails com mais de 450 palavras (2200 caracteres)». Vale também a pena anotar ainda estas advertências, comuns para José Nuno Martins e para Paquete de Oliveira:

«O Provedor não aceitará mensagens não identificadas, podendo no entanto, respeitar o pedido de reserva quanto à identidade pública do correspondente, desde que assinalada a casa própria. Ou seja, para que o Telespectador [ou o Ouvinte] veja a sua mensagem tratada (porventura, até apresentada no Programa do Provedor do Telespectador), será obrigatório preencher os campos de identificação, tanto em mensagens enviadas por Fax como por Correio Postal, indicando o Nome, o Telefone, o Endereço de Fax / Correio Postal, tal como é identicamente exigido no contacto por e-mail. Evidentemente que o Provedor do Telespectador não aceitará desenvolver temas apresentados com linguagem insultuosa.»

As mensagens deverão ser classificadas como crítica, dúvida, sugestão ou satisfação.

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Vale a pena ler um texto de Donald R. Winslow publicado há pouco tempo no site da organização norte-americana National Press Photographers Association (NPPA). Intitulado "A Question of Truth: Photojournalism and Visal Ethics", o texto parte de dois casos recentes em que foram detectadas manipulações em imagens publicadas em jornais, alargando a discussão não apenas à actuação dos fotojornalistas mas também ao papel dos editores e designers:

"Several years ago when digital technology moved into photojournalism and replaced film and darkroom prints and the digital altering and manipulating of images began to surface in multiple ethical violations, [John] Long noted, 'The genie is out of the bottle, and it won?t go back in'."

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A presença dos investigadores do CECS na conferência da IAMCR foi bastante enriquecedora. A participação nas sessões temáticas foi, como sempre acontece nestas ocasiões, apenas parte da experiência. Os debates académicos às vezes apenas sinalizados nas apresentações tiveram continuidade em conversas de almoço ou jantar e situações houve em que um mesmo assunto se pode perceber (e discutir) ao longo dos vários dias. Nas conversas discutiram-se ainda possibilidades de projectos comuns e acertaram-se parcerias pontuais. Em tudo isto viveu imerso o grupo durante seis dias...ao sétimo (e ao oitavo, por conveniência de voos) houve tempo para passear pelo Cairo e experimentar algumas das suas particularidades. (Na foto, oito dos nove investigadores do CECS junto à primeira pirâmide do mundo, a pirâmide de Saqqara)

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