Weblogue colectivo do projecto Mediascópio - CECS / Universidade do Minho | RSS: ATOM 0.3 |



Um dos aspectos mais controversos da questão do sigilo profissional dos jornalistas, entre nós, tem a ver com a excepção aberta pelo próprio Código Deontológico (e que o comunicado da AACS, estranhamente, não cita): admite-se que o jornalista possa revelar a fonte, a título excepcional, "se o tentarem usar para canalizar informações falsas" - ver art. 6º. Esta excepção tem, a meu ver, ocasionado aproveitamentos perversos, como sucedeu no célebre caso dos jornalistas do "Diário de Notícias" no assunto U. Moderna. Na altura houve alguns debates conduzidos pelo Sindicato (há materiais no "site" do SJ - tenho de aprender a pôr aqui os links...), e havia uma corrente de opinião forte no sentido de que aquela excepção fosse simplesmente retirada do Código. Sou totalmente favorável a essa retirada, até para inviabilizar os tais aproveitamentos perversos. E quando haja lugar a situações excepcionais, um jornalista pode sempre apresentar a questão ao Conselho Ético e Deontológico, fundamentando assim uma sua decisão pessoal numa reflexão mais colectiva. É importante que a questão do sigilo seja vista não só como um direito-dever individual mas, sobretudo, como um património de todo o grupo profissional dos jornalistas e, em sentido mais lato, da própria sociedade, como alicerce da liberdade de expressão e da liberdade de imprensa.

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A AACS E A DETENÇÃO DE UM JORNALISTA POR RECUSA DE REVELAÇÃO DE FONTES A propósito da detenção do jornalista José Luís Manso Preto por se ter recusado a revelar as fontes de informações, a Alta Autoridade para a Comunicação Social acaba de divulgar um comunicado em que define uma posição de princípio sobre o assunto. Eis os pontos mais significativos: (...) 2 - O princípio fundamental pelo qual [a AACS] entende que se rege o direito à protecção das fontes de informação consta da alínea b) do nº 2 do artigo 38º da Constituição, como um dos corolários da garantia da liberdade de imprensa, que a mesma Constituição consagra como direito fundamental da ordem democrática e do Estado de Direito. 3 - Por seu turno, a Lei 1/99 de 13 de Janeiro, garante que “os jornalistas não são obrigados a revelar as suas fontes de informação, não sendo o seu silêncio passível de qualquer sanção, directa ou indirecta”. E o Código Deontológico do Jornalista, aprovado a 4 de Maio de 1993, impõe mesmo que “o jornalista não deve revelar, mesmo em juízo, as suas fontes confidenciais de informação, nem desrespeitar os compromissos assumidos”. 4 - Esta é, aliás, a orientação uniforme dos países democráticos ocidentais e constante, designadamente, da Resolução do Parlamente Europeu de 1994, da Resolução nº 2 da 4ª Conferência dos Ministros Europeus sobre a Política para o Meios de Comunicação Social de Praga, de Dezembro de 1994, e da Recomendação nº R (2000) 7 do Comité de Ministros do Conselho Europeu de 8 de Março de 2000, onde se pode, designadamente ler que “as leis internas e as práticas nos estados membros devem prever de forma explicita e inequívoca a protecção do direito dos jornalistas e não revelar informação que identifique uma parte, de acordo com o artigo 10º da Convenção para a Protecção dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais e os princípios aí estabelecidos, os quais devem ser considerados como o limiar mínimo do respeito deste direito”. 5 - A única limitação a este direito é a constante do artigo 135º nº 3 do Código do Processo Penal, que prevê que o tribunal competente apenas “pode decidir da prestação de testemunho com quebra do segredo profissional” no caso de este se mostrar “justificado face às normas e princípios aplicáveis da lei penal, nomeadamente face ao princípio do interesse preponderante”, mas não sem que seja sempre obrigatoriamente “ouvido o organismo representativo da profissão relacionada com o segredo profissional em causa”. 6 - Pela sua própria natureza, esta limitação do direito da não divulgação da fonte pelo jornalista não pode deixar de ser interpretada de forma restritiva e de aplicação circunscrita às situações expressamente previstas do referido preceito legal, cuja aplicabilidade ao sigilo dos jornalistas será mesmo questionável, dada a sua consagração constitucional. (...)". Anote-se que o Expresso de hoje revela haver dois outros casos de jornalistas com problemas com a justiça por causa da (não)revelação das suas fontes informativas (ver texto Informação Desprotegida).

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O E-Diário , que se apresenta como "o primeiro serviço de weblogs disponibilizado em Portugal" (e que já foi apresentado aqui, em 19 de Julho passado) não parece estar a ter grande sucesso. Das cerca de duas centenas de blogs que aparecem registados, grande parte deles - a avaliar por uma amostragem aleatória entre aqueles que são de acesso livre - possuem dois ou três posts, regra geral colocados nos primeiros dias depois da abertura e não têm sido actualizados. O E-Diário foi criado pelo Diário Digital, a primeira publicação profissional em Portugal a ser pensada e realizada expressamente para a Web.

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Dois weblogs sobre jornalismo e curiosamente criados por uma empresa de consultoria: a Mediathink Consultores, de Espanha. Um dos blogs chama-se Periodistas 21 e trata de temas relacionados com o jornalismo. O outro chama-se Ensayos 21 e aborda as mesmas questões numa perspectiva ensaístia. Interessantes. Além disso, mais uma achega sobre a utilidade que os weblogs podem ter para as empresa. (dica de Jornalistas da Web)

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Está a fazer por estes dias um ano que o jornal Publico está sem Provedor do Leitor. Foi em 30 de Setembro de 2001 que Joaquim Fidalgo escreveu a peça "Virar de Página",que assinalou o fim do seu mandato de dois anos. Desde então, a Direcção do jornal remeteu-se a um silêncio que começa a ser ensurdecedor. No site do jornal, o link para o Provedor continua activo e até continua a ser possível escrever a um Provedor que ... pura e simplesmente não existe. Será assim que o Público respeita o seu público? E o público, será que se preocupa com o assunto e faz chegar ao Público a sua inquietação e o seu protesto? O que dizia Joaquim Fidalgo no seu derradeiro texto como titular da função - que esta "instância de recurso" que é (também) o provedor procurou contribuir para que se abrissem mais as portas e as janelas da casa" - soa hoje a "démodé" e deixa, involuntariamente, a ideia de que as portas, entretanto, se voltaram a fechar. Ora o Público também somos nós. Ou não somos?

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"Religião: o gueto informativo" - assim se intitula uma peça terça-feira divulgada pela agência Ecclesia, na qual vários jornalistas portugueses reflectem sobre o modo como os órgãos de informação tratam a questão das religiões. "Que lugar tem o religioso nos órgãos de comunicação social não confessionais? Quando é que a informação religiosa se torna notícia?" Foram estas algumas das questões colocadas pela Ecclesia a cinco jornalistas: António Marujo, do jornal Público, Licínio Lima, do Diário de Notícias, Mário Robalo, do Expresso, Manuel Villas-Boas, da TSF, e Joaquim Franco, da SIC Notícias. A leitura é interessante e elucidativa.

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O Público vai ter um local para o Minho. À semelhança do que já acontece com o local Porto e Lisboa, a partir de 1 de Outubro sairá o Público Minho. Eu saúdo a iniciativa.

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Deixo, então, um contributo para a discussão. Não meu, mas retirado de uma crónica de Dan Guilmor, cronista do San José Mercury News e blogger, a propósito do grupo escolhido pela Universidade de Columbia: I hope his panel, many members of which are drawn from journalism's priesthood, realizes that the new media will be shaping the message in ways we've barely begun to understand. I admire these folks for their profound contributions to the craft, and don't want to lose what the best traditional journalism has done for our society. But I fear that the priesthood has only a remote grasp of what happens when technology tempers tradition.

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O debate sobre os caminhos e as orientações na formação de jornalistas, a que neste weblog se tem feito diversas referências, ultimamente, deveria ser estendido à realidade portuguesa. A polémica desencadeada pelo reitor da Universidade de Columbia enuncia questões importantes, que estão a alargar-se a outras instituições norteamericanas. Hoje mesmo surge mais um contributo que envolve o Departamento de Jornalismo e Comunicação de Massa da Universidade de Nova Iorque, onde pontifica Jay Rosen, o arauto do chamado "jornalismo cívico" ou "comunitário". Alguns dos pontos debatidos são igualmente relevantes em Portugal, um país onde a tradição da formação superior em jornalismo é muito jovem. Valeria a pena, a meu ver, entrar a sério neste debate. Há quem tenha ideias muito definidas sobre o assunto. Pela parte que me cabe, tenho algumas, poucas. Tenho muito mais interrogações. E é dessas interrogações que conto falar, numa comunicação que irei brevemente apresentar em Santiago de Compostela. Achegas para esse "paper" são bem-vindas. Hei-de voltar brevemente a este assunto neste espaço.

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Mais desenvolvimentos na discussão sobre o futuro do ensino do jornalismo na Columbia School of Journalism. O presidente da Universidade de Columbia convidou um grupo de 29 especialistas de renome do jornalismo americano para preparar um relatório sobre o tema, que deverá estar pronto ainda este inverno. (dica de Media News) Recorde-se que o presidente da Universidade de Columbia não quis nomear um reitor para a escola de jornalismo, enquanto não houvesse um debate profundo sobre o ensino do jornalismo que se ministra nas universidades.

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Mais uma utilização dos weblogs como ferramenta de comunicação. A propósito do livro Smart Mobs - The next social revolution, foi criado um weblog onde um grupo de bloggers, incluindo o autor do livro Howard Rheingold, discutem assuntos relacionados com a temática o livro. Smart Mobs vai sair para as bancas a 13 de Novembro. Aqui está uma entrevista feita por JD Lasica (obrigada pela diga) com o autor do livro.

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Mais um artigo sobre ferramentas para weblogs. É interessante para quem quer começar um blog. E está em português. Dica do Blog News.

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Algumas iniciativas a realizar brevemente, relacionadas com o "nosso" campo, que encontrei do site do OBERCOM: * Ciclo de Colóquios: «Jornais e Jornalistas Portugueses:História e Memória» I Colóquio: «A Imprensa Académica e Estudantil (Séculos XIX e XX)» 18:30h, 17 de Outubro de 2002 Hemeroteca Municipal de Lisboa * Conferência/Debate: «A Regulação no Sector da Comunicação Social» Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Universidade Técnica de Lisboa Edifício ISCSP, pólo Universitário da Ajuda 28 de Outubro de 2002 Contacto: Luís Landerset Cardoso; E-mail: landerset@iscsp.utl.pt *I Congresso Luso-Galego de Estudos Jornalísticos «A Investigação e o Ensino do Jornalismo no Espaço Luso-galego» Apoio: OBERCOM Consello da Cultura Galega, Santiago de Compostela, 29 e 30 de Outubro de 2002 Inscrições: Jorge Pedro Sousa (Centro de Estudos da Comunicação da Univ. Fernando Pessoa) Tel. 22 507 13 00 (ext. 2210); Telemóvel: 91 400 65 30; E-mail: j.p.sousa@mail.telepac.pt

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Há uns anos, um conhecido sociólogo portugês telefonou-me do Porto com a seguinte pergunta: "se tivesses de sugerir a leitura de um livro que trate com alguma profundidade e rigor o campo da comunicação e dos media, que livro recomendavas?". A resposta saiu-me de imediato: Denis McQuail (2000), Mass Communication Theory - an Introduction, Sage Publications Ltd, 4ª ed.. A boa notícia é que a Fundação Calouste Gulbenkian vai publicar em breve a tradução portuguesa desta obra de referência.

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O jornalista José Luís Manso Preto, hoje detido por se recusar a revelar em tribunal a identididade de uma fonte, foi libertado após ter sido constituído arguido, segundo notícia do Sindicato dos Jornalistas.

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Pareceu-me de interesse referir os livros sobre jornalismo online recenseados por Mindy McAdams na Online Journalism Review e a que a Elisabete fez há dias referência neste blog. Em Teaching Texts for Online Journalism, os casos analisados são: * "Online Journalism: A Critical Primer" (de Jim Hall, Pluto Press, London, 2001); * "Journalism Online" (de Mike Ward, Focal Press, Oxford, 2002); * "Introduction to Online Journalism: Publishing News and Information" (de Roland De Wolk, Allyn and Bacon, Needham Heights, Massachusetts, 2001); * "Journalism and New Media" (de Timothy Garrand, Focal Press, Oxford, 200, 2ª ed.); * "Hot Text: Web Writing That Works" (de Jonathan and Lisa Price, New Riders, Indianapolis, 2002); * "Telling the Story: Writing for Print, Broadcast and Online Media" (de The Missouri Group, Bedford/St. Martin's, Boston, 2001); * "News in a New Century: Reporting in an Age of Converging Media" (de Jerry Lanson and Barbara Croll Fought, Pine Forge Press, Thousand Oaks, California, 1999); * "Going Live: Getting the News Right in a Real-Time, Online World" (de Philip Seib, Rowman & Littlefield, Lanham, Maryland, 2001). ............................ O mais recente relatório do Pew Internet & American Life Project intitula-se "The Internet Goes to College: How Students are Living in the Future with Today's Technology" e estuda o impacto da Internet entre os universitários norte-americanos. Algumas conclusões: a taxa de utentes é muito superior à da população dos EUA (86 para 59 por cento); grande parte do tempo é dedicado a comunicar com amigos e conhecidos e secundariamente a procurar e recolher informação relacionada com o estudo; uma grande maioria considera que a Internet veio melhorar a sua vida académica.

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Numa decisão sem precedentes em Portugal, um jornalista foi detido por não divulgar uma das suas fontes. A dica é da TSF e refere que "o jornalista colaborador do «Expresso», Manso Preto, foi detido por ter recusado revelar um fonte relacionada com o caso dos irmãos Pinto, acusados de tráfico de droga. O Sindicato dos Jornalistas já contestou a decisão da juíza".

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Um grupo de oito investigadores da área de comunicação da Universidade do Minho dirigiu ontem uma carta aberta ao primeiro ministro Durão Barroso, propondo uma audição pública sobre as grandes opções para o serviço público de televisão. O texto completo do documento pode ser lido aqui. Avanço alguns excertos: "O intenso debate que perpassou as páginas da Imprensa, na última Primavera, mostra à evidência que a televisão e em especial o serviço público interessam os cidadãos. Mas é justo reconhecer que esse debate, tendo envolvido primordialmente responsáveis e colunistas dos media e alguns intelectuais e dirigentes políticos, esteve longe de incorporar as sensibilidades, ideias e propostas de vastos sectores da sociedade civil e de cidadãos de diferentes proveniências." (...) "Assim sendo, e porque nos parece, enquanto investigadores do fenómeno televisivo e enquanto cidadãos deste país, que nos encontramos perante um momento e uma oportunidade singulares, consideramos ser o momento oportuno para propor uma metodologia de acção que, salvaguardando a legitimidade da actuação do Governo e a premência das soluções, acautele igualmente o princípio do envolvimento público, atrás enunciado. Essa metodologia passa por tomar a reflexão e as propostas do Grupo de Trabalho nomeado pelo Governo como contributo e ponto de partida para um debate público a levar a cabo em período de tempo razoável, ao longo dos próximos três meses. Com base nessas e noutras propostas que o Governo entenda colocar como termos de referência, seria desencadeado um processo de audição pública de instituições e de cidadãos, quer presencialmente quer por escrito, coordenada por uma comissão constituída ad hoc ou, em alternativa, no âmbito da Alta Autoridade para a Comunicação Social ou do Conselho de Opinião da RTP".(...) "Definidos os termos de referência do debate e as questões específicas a colocar, seria aberto um período de audição e de recolha de contributos, previa e adequadamente anunciado na Comunicação Social, sendo as principais organizações nacionais e sectoriais expressamente convidadas a participar. Os contributos escritos seriam disponibilizados na Internet, para conhecimento alargado e enriquecimento do próprio debate." Assinam a carta-aberta Moisés Martins, Manuel Pinto, Helena Sousa, Joaquim Fidalgo, Helena Gonçalves, Helena Pires, Felisbela Lopes e Luís Santos.

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Um excelente trabalho o de Mandy McAdams na Online Journalism Review. O autor faz uma apreciação crítica de um conjunto de livros sobre jornalismo digital. O pretexto do artigo é analisar os livros necessários e interessantes para quem precisa de ministrar um curso sobre o assunto. Jim Hall, John Pavlik, Mike Ward e Roland de Wolk são alguns dos autores cujos livros merecem uma análise crítica.

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Em Portugal, o número de mulheres jornalistas era, ainda há poucos anos, reduzido. Quando comecei a trabalhar em Braga, em 1992, lembro-me de duas jornalistas mulheres, além das minhas colegas de redacção. Hoje, as mulheres povoam as redacções. E quando se analisam as turmas dos cursos de comunicação social percebe-se que há cada vez mais mulheres a trabalhar nesta área. No entanto, há mulheres em lugares de poder no jornalismo nacional? O número de editores do sexo feminino é elevado? Nos EUA, um estudo revela que os poder das mulheres nesta profissão ainda é muito reduzido. De acordo com um estudo publicado em Junho pelo Media Management Center, apenas 20% dos cargos de editor de topo nos principais jornais são ocupados por mulheres. E houve um declínio em relação a 2000, ano em que o número chegava aos 25%. Para esta sondagem foram contabilizados 137 jornais, com circulação superior a 85 mil exemplares. Há dois anos, havia 34 mulheres em posição de destaque. Este ano são apenas 26. A notícia completa no Editor and Publisher.

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Foi constituído no sábado passado o grupo de trabalho da área de Jornalismo, no âmbito da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação – SOPCOM. Para sublinhar o entendimento do jornalismo como actividade contextualizada social e culturalmente, o grupo de investigadores deu-lhe a designação de Jornalismo e Sociedade. O GT propõe-se: - estimular a reflexão e a investigação no seu campo científico; - dar a conhecer publicamente a produção científica sobre jornalismo e sociedade; - favorecer a circulação de informação entre os membros; - gerar o aproveitamento de sinergias entre os investigadores e entre os centros de investigação a que eles pertencem; - criar interfaces entre investigadores, jornalistas, estudantes de jornalismo e os cidadãos em geral. Para o efeito, o GT de Jornalismo e Sociedade procurará, entre outras iniciativas, - realizar ou apoiar as iniciativas de interesse que sejam apresentadas individual ou colectivamente pelos seus membros - estabelecer laços e acções de cooperação com grupos de instituições congéneres; - estimular a participação dos seus membros nos congressos da SOPCOM; - organizar congressos, debates, colóquios e actividades similares; - criar bases de dados sobre pesquisa e ensino do jornalismo; - debater o ensino do jornalismo e estudar as relações entre os jornalismo e sociedade nos seus diferentes níveis e âmbitos bem como as transformações que o campo atravessa. O GT de Jornalismo e Sociedade será coordenado por um secretariado de três membros eleitos pelos fundadores por um período de dois anos. Foram eleitos na referida reunião Cristina Ponte, Jorge Pedro Sousa e este vosso escriba.

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Uma interessante dica do E-Media Tidbits: produtores do programa Frontline, da PBS estão a realizar um documentário sobre a Al-Quaeda. Em viajem por vários países do Médio Oriente, publicam diariamente uma mensagem de correio electrónico onde relatam as suas actividades como jornalistas. Assim, se fica a saber como é o dia-a-dia dos jornalistas em situações semelhantes e como é feito um documentário. Um bocado do último texto publicado: We taped one interview with a member of the swat team that engaged Abu Zubaida in hand-to-hand combat. He told--in vivid detail--how Abu Zubaida grabbed him by the neck and pushed him back before the police opened fire and shot Abu Zubaida in the groin. "He is the bravest and strongest person I have ever met," the officer said of Abu Zubaida. "He told me I was not a Muslim." e ainda mais um pedaço: Meanwhile, I learn that our interview with the Punjab governor is delayed again. I decide that we're flying to Karachi first thing the next morning. I am tired of run-arounds. Histórias completas aqui.

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O Núcleo de Pesquisa em Jornalismo da INTERCOM - Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação - lançou, durante o recente congresso de Salvador da Bahia, o primeiro número da Revista Brasileira de Estudos de Jornalismo. Com periodicidade semestral, a Revista dá prioridade à publicação de textos inéditos nas seguintes categorias: 1. Artigos científicos, 2. Resenhas, 3. Entrevistas, 4. Livros e indicações de leituras e 5. Resumo de teses e dissertações. Os textos são objecto de avalição científica prévia. O Conselho Editorial (provisório) é constituído por José Marques de Melo, Nilson Lage, Francisco Karan, Muniz Sodré de Araújo Cabral, Cicília Maria K. Peruzzo, Cristha Berger, Sérgio Caparelli, Vera França e Marcos Palácios.

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Temos apontado aqui, repetidas vezes, para links que reflectem sobre o fenómeno dos weblogs. Nomeadamente sobre as relações de proximidade e distanciamento relativamente à prática jornalística.Há sites que que se dedicam apenas a coligir textos sobre este tópico. Hoje gostava de colocar uma questão, se é que algum dos leitores deste blog, d' aquém e d' além mar, tem ideas sobre o assunto. Trata-se de tomar os weblogs como ferramenta de trabalho na leccionação e aprendizagem das disciplinas de jornalismo. Propostas e experiências de recurso aos weblogs na educação já começam a aparecer. Idem para cursos de iniciação ou de análise de weblogs, como por exemplo o da Universidade da Califórnia em Berkeley. O desafio que gostaria de enfrentar com os estudantes da licenciatura do Curso de Comunicação Social da Universidade do Minho seria desenvolver uma boa parte do trabalho prático recorrendo ao blog. Algumas questões que tenho: deverei optar por um weblog colectivo? por um site com links para weblogs individuais? Sendo um espaço para exercícios e correcções, deverá ser de acesso aberto? Deixo, para já, estas preocupações que tenho. Pode ser que alargue horizontes lendo as achegas de vocês que me lêem, sejam ou não membros do J&C.

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Uma entrevista com o jornalista brasileiro Sergio Charlab, autor de um dos primeiros livros sobre internet no Brasil. A entrevista é pequena, mas merece ser lida. Além disso, assinalo o regresso do Panopticon, o jornal dos estudantes da Faculdade de Comunicação da Universidade da Baia, onde esta entrevista foi publicada. Dica do Tá na Tela.

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Mais um artigo a analisar a relação dos weblogs com o jornalismo. Desta vez saiu no Los Angeles Times e chama-se Crashing the blog party. O artigo refere-se ao facto da palavra blog estar a ser considerada para integrar o Oxford English Dictionary e lembra que a Universidade da Califórnia já tem uma disciplina sobre weblogs. O artigo não chega a nenhuma conclusão sobre a velha questão: serão ou não os weblogs uma forma de jornalismo? No E-Media Tidbits, Rich Gordon também aborda o assunto. E conclui que, caso o blogger comente e analise a actualidade, pode ser considerado como jornalista. Já agora, número do artigo do LA Times: existem actualmente entre 200,000 e 500,000 weblogs.

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O articulista José Claudio Escribano do diário argentino La Nacion redigiu um texto de grande pertinência abordando a relação entre o patriotismo e o exercício do jornalismo, à luz dos acontecimentos de 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque, e respectiva cobertura pelos media norte-americanos, marcada por um patriotismo ferveroso que José Claudio Escribano respeita e, de algum modo, apoia face às circunstâncias, justificando: "Cuando un periodista de extraordinario coraje físico y profesional como Peter Arnett, que fue sometido al escarnio de los nacionalistas de su país por la cobertura para la CNN durante la Guerra del Golfo, dice que frente a la atrocidades del 11 de septiembre reacciona como norteamericano antes que como periodista, ¿qué estúpido se anima a contradecirlo?". Para ler ainda a propósito do "jornalismo de causas".

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A investigação sobre o fenómeno dos weblogs e a sua relação com o jornalismo vai dando os seus passos. Um contributo recente vem de Donald Matheson, docente e investigador da Escola de Jornalismo da Universidade de Cardiff (País de Gales). O seu texto News weblogs: An invitation to abandon the craft? vale a pena ser lido. Acresce que as notas em que se apoia nos remetem para outras sugestões de leitura igualmente interessantes.

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O Prof. Manuel Pinto já tinha abordado aqui no J&C, o nascimento do núcleo de jornalistas online do Sindicato dos Jornalistas. A segunda reunião do núcleo realizou-se ontem e destinou-se a eleger o secretariado e à criação de grupos de trabalho. Os integrantes do núcleo vão reunir-se mensalmente e analisar questões como a instabilidade dos postos de trabalho, os atropelos aos direitos laborais e de autor, a falta de legislação específica e a credibilização do sector. Aqui está a notícia completa.

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O professor e jornalista luso-brasileiro Carlos Chaparro presta uma oportuna homenagem ao ex-director do Jornal do Fundão António Paulouro, recentemente falecido, na sua mais recente coluna em O Ribatejo. Cito: "A propensão à autocensura é a mais problemática das fragilidades a combater, tanto em repórteres em início de carreira, com as convicções ainda em formação, como em repórteres veteranos em estado de adesão a acomodações convenientes. Autocensura é o sacrifício voluntário da independência, sob as razões de medos ou de interesses. Faz parte das relações de poder em que o repórter inevitavelmente se envolve, no quotidiano do seu exercício profissional - no plano interno, o poder nem sempre visível das hierarquias; no plano externo, o poder de pressão dos sistemas circundantes, do económico ao político, do ideológico ao cultural, do corporativo ao normativo. Se vasculharmos na intimidade dos processos e ambientes da produção jornalística, encontraremos outras manifestações de poderes coercitivos ou inibidores, entre eles o poder das amizades, o poder dos mais velhos, o poder dos críticos – e, nas escolas, o poder dos professores".

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O parlamento do Togo, país africano paradigmático das democracias ditas musculadas, aprovou um pacote legislativo desenhado pelo Governo e direccionado para os jornalistas (que ainda têm coragem de admiti-lo...) que agrava as penas de prisão para os casos de "difamação ou insulto ao presidente, instituições estatais, tribunais, Forças Armadas e órgãos da Administração Pública", conforme se pode ler no excelente Africa Strategy. Presume-se que o sonho do ministro da Defesa e do Estado, Paulo Portas, seja emigrar para o Togo, depois da manchete do Expresso.

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Depois de ter bloqueado o acesso ao Google, o Governo da China fez agora o mesmo ao motor de pesquisa Altavista. Entretanto, os gestores do Google negoceiam com as autoridades chinesas o fim do "embargo" ao seu site. A notícia está no El Mundo.

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O Pew Internet and American Life Project, um centro de investigação, lançou um estudo que mostra a importância adquirida pelo jornalismo amador (os norte-americanos chamam-lhe do it yourself journalism) na sequência do 11 de setembro. Diz o estudo que os cidadãos norte-americano usam a internet para complementar a informação que obtêm dos media tradicionais. Os ataques terroristas foram também importantes para o desenvolvimento dos weblogs nos EUA. O Cyberjornalist fez uma análise ao estudo. O estudo original pode ser encontrado aqui.

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Mais do que ser o mais rápido a sacar na net, é preciso anunciá-lo: assim pensarão os editores da edição online do jornal argentino Clarín, que traz sob cada título o tempo estimado de leitura. O destaque de hoje da Sociedade, por exemplo, é coisa para demorar quase quatro minutos a ler. Dos 4 minutos e 16 segundos do texto mais extenso aos 51 segundos do mais curto, o Clarín está aí para todos os horários...

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A organização RSF - Repórteres Sem Fronteiras acaba de publicar o relatório "11 septembre 2001 – 11 septembre 2002: Internet en liberté surveillée" (consultável também em inglês ou castelhano). Ideia geral: a escalada securitária está a levar um grande número de países ditos desenvolvidos a legislar no sentido de pôr a Internet sob a vigilância dos serviços de segurança e a dar a países de regime autoritário "de mão beijada" o pretexto para apertar ainda mais os mecanismos de controlo.

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Há uma agência de notícias das favelas brasileiras online. No site, destaca-se um projecto muito interessante - o Olhares do Morro - sediado no Morro de Santa Marta, uma das favelas mais famosas do Rio de Janeiro (é aquela onde Michael Jackson gravou o videoclip "They don´t care about us") com 12 mil habitantes. O fotógrafo Vincent Rosenblatt convidou os habitantes das favelas a fotografarem tudo o que quiserem na sua cidade, para depois mostrar o resultado ao mundo.

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Realiza-se no próximo dia 14, sábado, às 14 horas, em Lisboa, uma reunião de investigadores ligados à área do Jornalismo, com vista à constituição do Grupo de Trabalho (GT) de Jornalismo, no âmbito da SOPCOM, Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação. A reunião terá lugar na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova, à Avenida de Berna. Com os GTs visa-se "instituir espaços estáveis de confluência dos investigadores associados na SOPCOM, com afinidades ao nível dos seus interesses de pesquisa e capazes de gerar uma série de actividades de promoção das Ciências da Comunicação na sua área de especialidade". Recorda-se que, segundo o ponto 1 do Regulamento em vigor, "A formação de um GT deverá ser proposta por um número nunca inferior a 10 membros da SOPCOM, sendo essa proposta acompanhada necessariamente por um texto programático que sirva de carta fundadora do GT".

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O Núcleo Sindical dos Jornalistas On-line, constituído em 26 de Agosto último no âmbito do Sindicato dos Jornalistas portugueses, reúne-se na segunda-feira, às 18 horas, na sede do Sindicato, para eleger os cinco membros do seu secretariado e definir um plano de trabalhos. O SJ disponibilizou no seu site o regulamento do Núcleo.

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A grande maioria dos bloggers (eu inclusive) mantém um weblog sem ganhar nenhum dinheiro com isso. Apenas alguns sortudos são pagos para esta simpática tarefa. Também já se sabe que cada vez mais empresas se preparam para criar e manter weblogs. Assim, Dane Carlson criou o primeiro espaço de emprego para bloggers. Chama-se weblogs4hire e pretende juntar empregadores que procurem bloggers com experiência e os candidatos ao emprego. (dica do blogroots)

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O número de cibernautas ultrapassou os 580,7 milhões em todo o mundo. Só desde Dezembro de 2000, aumentou em 173,68 milhões de pessoas. A novidade é que a Europa está na frente, com 185,83 milhões de cibernautas, logo seguida pelos EUA e pelo Canadá. A América Latina, a África e o Médio Oriente são as zonas do mundo com menor potencialidade de expansão em termos de utilizadores de Internet, pouco passando dos 30 milhões. Uma notícia do Diário Digital.

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Que mudanças causou ao conteúdo dos media a crescente concentração da propriedade? Aqui estão dois exemplos de activismo pela devolução dos media ao interesse público, pela denúncia de atropelos à liberdade de expressão por parte dos "grandes patrões" e pela reforma dos media em geral. O Reclaim the Media! e o Media Reform Information Centre têm muita informação (numérica, inclusive) sobre as empresas da comunicação social e respectiva evolução no mercado, uma agenda de eventos relacionados com o seu activismo e imensa documentação (o Media Reform Information Centre tem dados sobre tudo quanto é possível imaginar e merece definitivamente ser acrescentado aos favoritos de qualquer investigador).

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A censura do Governo chinês aos conteúdos de internet prossegue e desde sábado que os cibernautas chineses não têm acesso ao popular motor de pesquisa Google. A Universidade de Harvard mantém até uma lista de sites de acesso bloqueado naquele país. A lista é enorme e as proibições expressivas: nela estão páginas noticiosas (como a BBC e a CBS), de diversas organizações de direitos humanos (como a Amnistia Internacional), vários sites sobre o Tibete e ainda o site da Playboy e outros afins.

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Acaba de ser publicado o relatório de uma Comissão criada em Março na Irlanda, para estudar o futuro da televisão. As conclusões apontam no sentido não só da manutenção, mas do reforço do serviço público e de um operador público que preste tal serviço. O documento sublinha ainda a necessidade de considerar um aumento da taxa de TV. O relatório pode ser lido no formato word ou acrobat.

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