Weblogue colectivo do projecto Mediascópio - CECS / Universidade do Minho | RSS: ATOM 0.3 |



Ainda a reforma do ensino superior em media e jornalismo Quase uma semana depois de terem sido dados a conhecer os planos do Governo para a reforma do ensino superior, em particular a estrutura dos graus, o silêncio nos media sobre o assunto tem continuado ensurdecedor. E, no entanto, as incidências político-sociais da medida parecem evidentes, nomeadamente no que respeita à bolsa de uma boa parte das famílias. A este respeito, deixo mais algumas notas: 1. Como compreender que a ministra da Ciência, Investigação e Ensino Superior tenha designado grupos de trabalho para estudar o assunto em questão e que tenha anunciado as recomendações sem que, pelo menos, alguns desses grupos tenham ainda apresentado conclusões? 2. No que toca às Ciências da Comunicação, alguém sabe de alguém ou algum grupo que tenha sido designado para apresentar propostas para a área? E, no caso de exstir, alguém sabe se essa pessoa ou grupo ouviu alguém ou algum responsável de cursos do sector?

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A imprensa como novo alvo da segurança Escreve o Los Angeles Times de hoje: "There's a new front in the Justice Department's war on terror ? a battle against press freedom. Not content with subpoenaing journalists in his inquiry into the identity of the government official who leaked the identity of CIA officer Valerie Plame, Patrick J. Fitzgerald ? the U.S. attorney in Chicago and special prosecutor in the Plame case ? is now seeking phone records of two New York Times reporters in an ostensibly unrelated matter. (...)" Continuação aqui.

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Debate prometedor: Pacheco Pereira e I. Ramonet "Democracia e Mediocracia" é o tema do debate que vai juntar, numa mesma sessão, José Pacheco Pereira e o director de Le Monde Diplomatique, Ignacio Ramonet. A iniciativa, que esteve prevista para amanhã, e que foi, entretanto, adiada para o dia 8 de Outubro, inscreve-se nas comemorações do 30º aniversário do 25 de Abril, promovidas pela Câmara Municipal do Porto. Câmara que continua a manter no seu site a data de 30, apesar de os seus serviços, contactados pessoalmente, informarem sobre o adiamento. A sessão do dia 8 decorrerá na Biblioteca Municipal Almeida Garrett (Jardins do Palácio de Cristal), às 21h00.

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A imprensa no primeiro semestre

O JN mantém a liderança, apesar da subida do Correio da Manhã. O 24 Horas continua a subir e ultrapassa o Público e o Diário de Notícias continua a cair. Assim se poderia caracterizar os dados relativos à circulação paga dos jornais diários no primeiro semestre deste ano, ontem divulgados pela APCT (Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragens). O facto de terem sido inicialmente divulgadas informações que davam vantagem ao CM e que viriam, posteriormente, a ser corrigidas levou o Correio da Manhã a exigir à APCT uma auditoria aos números declarados pelo JN. A Direcção deste diário diz-se tranquila e adianta, em nota, que a iniciativa do seu mais directo concorrente não lhe merece mais do que "uma sonora gargalhada". O ranking é, então, o seguinte:

  • Jornal de Notícias - 117.205
  • Correio da Manhã - 115.964
  • 24 Horas - 51.550
  • Público - 51 397
  • Diário de Notícias - 41.747

Nos restantes segmentos, e no mesmo período, os semanários continuam com tendência para a baixa e os diários desportivos (os que são auditados, já que A Bola não integra a APCT) para o crescimento.

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Jornalistas da Catalunha contra TV "cor de rosa" O Colégio de Jornalistas da Catalunha manifestou-se ontem contra os alegados abusos que programas televisivos diurnos cometem ao explorar para fins meramente económicos a vida privada de "celebridades", sob a capa de "jornalismo de investigação". Um comunicado da organização sustenta que "ninguém pode escudar-se nas liberdades de expressão, informação ou empresa para agredir a honra das pessoas, para mentir ou para difamar de forma consciente". "Não tem nada a ver com jornalismo andar a perseguir, assediar ou ridicularizar pessoas supostamente célebres", acentua a nota, aludindo ao facto de vários dos autores dessses trabalhos serem jornalistas e denunciando também o recurso frequente a câmaras ocultas e a falsas identidades.

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Riscos de degradação do jornalismo Pedro Leal acrescenta, no JornalismoPortoRadio, mais algumas achegas para o exame das incidências na formação de jornalistas, decorrentes da proposta governamental de reestruturação dos graus no ensino superior, e da eventual adopção de licenciaturas de três anos: "(...) no caso do ensino do jornalismo isto vai significar menos carga horária nas cadeiras de práticas de jornalismo. Vai significar licenciados mais jovens e menos preparados, logo mais susceptíveis de serem manipulados. Vai ainda significar uma maior exploração dos estagiários que, em algumas empresas, vão ver os estágios prolongados para além do admissível. Por último esta decisão terá como consequência o aumento da precariedade financeira dos candidatos a jornalistas". Penso que alguns dos riscos apontados são reais, considerando as tendências que já hoje se verificam em grande parte das redacções grandes e pequenas. É certo que as universidades poderão responder com pós-graduações e mestrados de tipo novo. É mesmo desejável que o façam. Contudo, ou os jornalistas e as suas associações se mobilizam para um "upgrade" dos requisitos exigidos para a formação inicial e, sobretudo, para um debate alargado a diferentes actores sociais sobre esta matéria ou as perspecivas para o futuro são tudo menos risonhas.

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"Os media e a cidadania global" "Qual a responsabilidade social, ética e empresarial dos grupos que detêm os Mass Media? Que standard e métodos de avaliação utilizam? Têm um código de conduta? Qual a sua atitude e práticas face aos diversos stakeholders? Qual a percentagem dos seus orçamentos que é destinada a campanhas de solidariedade, de ajuda humanitária e de desenvolvimento dos países mais pobres?Que prioridade atribuem os Mass Media às causas sociais e humanitárias? Os profissionais da comunicação são ?espectadores? ou actores dos conflitos? Que tipo de cobertura é feito dos conflitos e do período pós-conflito? Que dificuldades encontram na abordagem das problemáticas ligadas à cooperação internacional, aos projectos de ajuda humanitária, reconstrução e desenvolvimento promovidos pelas ONG? Quais os estereótipos que condicionam a informação no que diz respeito à diversidade? O jornalista é um ?actor humanitário?? Qual o seu papel face à democracia, à cidadania e aos direitos humanos?" Estas são algumas das perguntas a que a Conferência sobre a Responsabilidade Social dos Media procurará responder, de 11 a 13 de Outubro em Lisboa. A iniciativa é do ForumDC (Desenvolvimento e Cooperação). O programa encontra-se aqui e a ficha de inscrição aqui.

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O processo de Bolonha e a formação em media e jornalismo No Atrium foi já abordada a facilidade com que o jornalismo encaixa e difunde o que lhe é dado já preparadinho e a preguiça ou falta de tempo para ir às fontes e para confrontar perspectivas. Isto a propósito da decisão da ministra da Ciência e Ensino Superior de adoptar o modelo 3+2 (três anos para as licenciaturas e dois para os mestrados), com o argumento de que está a aplicar os acordos do processo de Bolonha. É sabido que este modelo colhe apoio em diversos sectores da sociedade, incluindo da parte de "opinion makers" influentes (os últimos que o declararam foi Vital Moreira e, ontem, Marcelo Rebelo de Sousa - curiosamente os dois ligados a cursos que serão tratados de forma privilegiada, se se concretizarem as anunciadas intenções governamentais). Eu não teria objecções de fundo ao modelo que se pretende impor se ele não surgisse como o resultado de dois factores combinados: o desinvestimento público no Ensino Superior e a aliança com lobbies corporativos fortíssimos - caso dos médicos, dos arquitectos, dos advogados (resta saber como será com os engenheiros, o que se passará com os cursos de formação de professores, etc). A verdade é que se o Estado deixar de assumir encargos com a formação para além dos três anos iniciais, teremos, necessariamente, cursos de primeira e cursos de segunda, o que não deixa de colocar problemas até de natureza constitucional. E quanto à comunicação e media e, mais especificamente, ao jornalismo? Aqui, estamos conversados. Com uma opinião ainda difundida entre os jornalistas de que nem seria necessário haver cursos superiores, é de prever que a medida da ministra não só não suscite reservas de fundo, como se recomende que os três anos sejam preenchidos com disciplinas voltadas para o saber-fazer. Como se o essencial do jornalismo consistisse num pacote de técnicas que um candidato devidamente amestrado devesse possuir (e que, desejavelmente, seriam mais adequadamente adquiridas nas próprias redacções). O curioso de tudo isto é que uma medida desta envergadura não seja proposta para debate: o que é anunciado é o calendário da sua aplicação. E, tanto quanto se sabe, as comissões sectoriais, constituídas por grandes áreas do saber, ainda se encontram a realizar o seu trabalho (em alguns casos no maior secretismo, uma vez que os responsáveis dos cursos não são sequer ouvidos).

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Uma enciclopédia do jornalismo A parte boa da notícia: a Sage vai publicar no final do próximo mês The Encyclopedia of Journalism, de D. Charles Whitney. A parte menos interessante: o custo previsto da obra é de 600 dólares.

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"Ipsis verbis" "Ele [José Sócrates], Santana e Portas têm uma visão geracional comum: ganha-se ou perde-se com a capacidade de comunicação, fazendo saltos directos para um eleitorado cada vez menos condicionado, e apto a absorver as inesgotáveis fontes de informação que hoje estão disponíveis". Luís Delgado, in DN, 27.9.2004

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«Os portugueses não acham que a TVI é sensacionalista» O autor da sentença é José Eduardo Moniz, numa entrevista de Miguel Gaspar que o "Diário de Notícias" hoje publica. As asserções do director-geral do canal são notáveis pela sua subtileza. Alguns nacos relativos à informação:

  • "Temos estudos feitos sobre a nossa informação e os dados são fantásticos, relativamente àquilo que é o padrão de qualidade da TVI e a forma positiva como os portugueses nos vêem. O que se escreve, regra geral não coincide com o que resultado dos nossos estudos".
  • "São-nos aplicadas referências como «irreverente», «mais atrevida», eventualmente «mais mordaz». Não somos uma estação passiva, somos uma estação ágil, que se posiciona antes das coisas acontecerem. As pessoas hoje têm coragem para fazer perguntas que antigamente não se faziam na televisão portuguesa".
  • "Não tenho nenhuma razão para pensar que o respeito que a informação da TVI adquiriu junto da opinião pública e dos nossos competidores tenha esmorecido. É cada vez mais redobrada. Entrámos numa fase em que vamos relançar produtos e retrabalhar muitos aspectos essenciais da informação".
Sobre a cobertura do caso Casa Pia, feita pela TVI "A TVI pôs e mantém neste caso os seus melhores jornalistas, que têm plena cobertura das chefias directas e do director-geral. Sempre dissemos que não estávamos contra ninguém. Obviamente estamos a favor de quem sofre e naturalmente não podíamos deixar de acompanhar o drama daquelas vítimas. Perguntado sobre se a TVI assumiu este caso como uma causa, eis a resposta: "A TVI assumiu este caso como um assunto informativo da maior relevância. Não podíamos em nenhuma circunstância nem em nenhum período vacilar na forma como tínhamos definido os nossos critérios. Se as pessoas vêem isso como se fosse uma causa que a TVI tivesse em mãos, para nós é um elogio porque significa que somos uma estação que quando decide cobrir um acontecimento vai de facto até ao osso e não tem medo". Ver o texto completo aqui e o complemento aqui.

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CBS recua na emissão de reportagem sobre Iraque A cadeia norte-americana CBS, acossada, nas últimas semanas, por ter recorrido a documentos aparentemente falsos sobre o passado militar do presidente Bush, terá suspendido a emissão de um trabalho que questionava os argumentos utilizados pelo governo dos EUA para invadir o Iraque. O argumento para a suspensão dado por um porta-voz da CBS foi que "seria inadequado transmiti-lo tão próximo das eleições". O trabalho, a inserir no programa "60 Minutes"El trabajo periodístico sobre Irak, que formaría parte del popular programa '60 Minutes', só não foi para o ar no passado dia 8, porque a CBS quis precisamente acelerar a divulgação dos documentos sobre Bush. Segundo a Newsweek, a matéria inclui alguns dados novos sobre o modo como a administração norte-americana forjou os argumentos para avançar para a guerra. (Fonte: El Mundo)

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Recado Pacheco Pereira, em nota sobre a peça do Público de hoje, intitulada "Justino Incomoda PSD, mas Pode Beneficiar Governo":

"O que se contém nesta notícia é apenas uma opinião política dada anonimamente , transformada em fonte contra todas as regras -porque razão uma opinião política pura tem que ser protegida pelo anonimato das fontes? - e que depois é transfigurada como sendo a "opinião" de uma instituição. Se tomarmos à letra o que lá se diz, três pessoas poderiam, no limite, envolver o PSD: o Presidente do partido, o secretário-geral, ou um porta-voz autorizado por um dos dois, e, nestes casos, a autoria da opinião deveria ser pública. Tudo o resto é treta e cumplicidade entre o jornalista e a fonte para passar um "recado" O título dá ao "recado" a chancela do jornalista e do jornal, ou seja um grau de veracidade mistificadora que esconde o "recado", ou seja, engana os leitores".

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Vai decorrer em Santiago de Compostela, nos dias 29 e 30 de Novembro, o Congresso Iberoamericano de Jornalismo Digital, onde o fenómeno dos blogs será amplamente debatido. Dica eCuaderno.

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Mais concentração na imprensa portuguesa

É o que desejam os empresários de media, reunidos no III Fórum Telecom & Media, organizado pelo Diário Económico. O jornal publica hoje outras notícias relacionadas com o encontro, na secção Destaque.

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Livro sobre "A Imprensa em Portugal" Vai ser lançado amanhã, pelas 18 horas, no Centro de Congressos do Estoril, o livro "A Imprensa em Portugal: Transformações e Tendências", de João Paulo Faustino. A edição inaugura também a Colecção Media XXI sobre a área da comunicação e sociedade da informação, dirigida por Jorge Pedro Sousa. A apresentação do livro será feita por Francisco Rui Cádima e a Timoteo Alvarez. Segundo o autor, o trabalho agora publicado "faz um balanço da situação actual da imprensa e identifica tendências de desenvolvimento e alguns dos principais desafios que se colocam no presente e futuro do sector".

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Jornalistas em crise de identidade? A "crise da identidade profissional dos jornalistas" é o tema do programa "Clube de Jornalistas" de hoje, em A Dois. O debate conta com as participações de António Jorge Branco (jornalista da TSF), Fernando Correia (jornalista e professor universitário) e Rosa Sobreira (professora universitária e investigadora), cabendo a moderação Carla Martins. O programa inlcui ainda depoimentos de jornalistas como Diana Andringa, Avelino Rodrigues, Patrícia Fonseca, Jaime Cravo e Cátia Candeias.

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Observatório Brasileiro da Mídia Já tínhamos tido o lamiré através do Intermezzo: a Universidade de São Paulo (USP) lança hoje o Observatório Brasileiro de Mídia, ligado ao Departamento de Jornalismo da Escola de Comunicações e Arte (ECA). A iniciativa, segundo o site Comunique-se (acesso mediante prévio registo) "visa analisar a cobertura feita pela imprensa dos mais diversos assuntos abordados na mídia".

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Marktest apresenta dados para o primeiro semestre de 2004 27.8% dos internautas portugueses visitaram blogues A Marktest acaba de divulgar indicadores sobre visitas a weblogues, referentes ao primeiro semestre deste ano. De acordo com dados do Netpanel relativos a esse período de tempo, 391 mil portugueses com 15 e mais anos visitaram blogues a partir de suas casas. Em termos percentuais, 27.8% dos internautas portugueses com 15 e mais anos acederam à internet de Janeiro a Junho, com a finalidadade de visitar blogues. Neste período, foram visitadas mais de 13 milhões de páginas de blogues, num total de 243 mil horas.

O blogue mais visitado, apesar de há nais de nove meses por actualizar, foi O Meu Pipi. O Barnabé surge numa surpreendente segunda posição. Por domínios, o blogspot.com lidera neste período, com 331 mil visitantes diferentes, seguido do domínio sapo.pt com 157 mil utilizadores únicos e do domínio weblog.com.pt com 25 mil. A diferença entre os dois primeiros domínios é menos acentuada se analisadas as páginas consultadas: 7,2 milhões no blogspot.com e 5,6 milhões no sapo.pt.

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II Congreso Iberoamericano de Comunicación y Educación Vai ter lugar nos dias 2, 3 e 5 de Novembro, em Santiago de Querétaro (Querétaro-México) o II Congreso Iberoamericano de Comunicación y Educación. Mais informações podem ser encontradas aqui.

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Morte de Eddie Adams Foi um fotógrafo norte-americano, premiado com o Pulitzer em 1969. Algumas das imagens registadas por Eddie Adams na guerra do Vietname ficaram para a história do fotojornalismo (ler aqui e aqui). (Dica: A [Minha] Jornada)

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Universidades e Media: diversificar financiamento A ler, na edição de hoje do Diário Económico, um artigo sobre a conferência "A Universalidade dos Valores da Universidade", que decorreu em Bolonha nos passados dias 17 e 18, organizada pelo Observatório da Magna Charta Universitatum. Que problemas comuns afectam as universidades e os media? Pressão dos grupos económicos, controlo governamental, precaridade laboral, e pressões hierárquicas. E o que partilham também estes dois mundos? Muito, a começar pelos objectivos de investigar, e de respeitar e defender a verdade. "A concentração dos grupos económicos é uma das ameaças à autonomia e liberdade de investigação de universidades e meios de comunicação social. Este foi um dos alertas deixados na conferência", pode ler-se no artigo de Madalena Queirós. Destaque, também, para a chamada de atenção de Umberto Eco, participante na conferência: "Universidades devem temer a comunicação social". O encontro contou com a representação portuguesa de Marçal Grilo, ex-ministro da Educação e actual administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, que defendeu uma diversificação das fontes de financiamento como forma de diminuir as pressões de origem económica e política sobre as instituições de ensino superior.

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Quem domina os media portugueses? "Quem domina os media portugueses? A esquerda ou a direita?" - pergunta, no Diário de Notícias, Pedro Mexia (ele próprio assumindo-se como colunista de direita). Resposta do próprio: "quem domina é o centro"; "uma análise detalhada(...) aponta para um pluralismo sem claro predomínio". Observando que "poucos jornais portugueses praticam o jornalismo de tendência" e que, de um modo geral "em geral as notícias parecem equilibradas", o autor considera "muito falível " o critério da propriedade dos media, uma vez que um capitalista não faz necessariamente um jornal de direita (como comprovaria o caso de Belmiro de Azevedo). Pelo contrário, o poder dos directores e editores de filtrar ideologicamente a agenda e construir o que merece destaque já seria um poder determinante. Mais marcante ainda: a opinião, que se manifesta nos editoriais, nas análises, nos colunistas. Mas, aqui, o panorama seria, segundo Pedro Mexia, pautado precisamente pela órbita do grande centro político, de pendor ora mais conservador ou mais de esquerda. Um ponto que a opinião do autor suscita é este: qual a relevância, hoje, do critério ideológico esquerda-direita para analisar os media? Será que ficam de fora do campo de análise aspectos significativos da realidade que outra grelha porventura evidenciaria? Será que um media assumidamente de esquerda e um media claramente de direita dariam voz, por exemplo, a outro tipo de protagonistas sociais e culturais? Será que os critérios de noticiabilidade se alterariam por esse facto? Um outro texto do mesmo jornal, assinado por Paulo Morais ("Mediocracia"), por exemplo, sugere - exageradamente? - que existem dois países: o país concreto, o das preocupações da maioria das pessoas, e o país virtual, retratado pelos meios de comunicação social. Outro aspecto em que a argumentação de Pedro Mexia podia ser um pouco mais elaborada refere-se à sugestão de que a propriedade dos media é um factor com menores incidências no controlo editorial do que, por exemplo, o poder dos directores e editores. É verdade que as direcções editoriais não têm de ser uma "master's voice" e que, uma vez designadas, se submetem também à pressão dos princípios orientadores da profissão. Mas a realidade é que uma empresa dificilmente vinga se a sua direcção estiver a remar contra os interesses dos respectivos donos. Ou seja, não parece que contrapor os dois níveis seja especialmente relevante, em matéria de análise do controlo dos media. Talvez se tenha de ir um pouco mais longe.

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Figaro recusa ser um jornal militante Declarações recentes, no mínimo ambíguas, de Serge Dassault, dono do grupo do mesmo nome ligado à indústria da aviação e, desde há meses, proprietário do maior grupo de imprensa francês, levaram hoje a uma posição expressiva de alerta e de aviso, da parte dos jornalistas do Figaro, em França. Em reunião que manteve no fim de Agosto com a Sociedade de Redactores daquele diário, adquirido, tal como o Express, no pacote da Socpresse, que agrupa ainda perto de sete dezenas de jornais regionais, Dassault terá declarado, nomeadamente: «Il y a des informations qui font plus de mal que de bien, le risque étant de mettre en péril des intérêts commerciaux ou industriels de notre pays.» Esta visão foi, de imediato, repudiada pelos jornalistas, primeiro do Express e, ontem, em votação secreta, pelos do Figaro, os quais temem que ela possa vir a ser convertida em orientação do grupo. A moção agora aprovada havia sido discutida em plenário de redacção em meados da semana passada e salienta que as declarações do patrão do grupo contradizem os princípios fundadores da carta dos jornalistas das redacções do jornal, os documentos que presidem ao exercício da profissão e "põem em causa os princípios de independência" do Figaro. Nada menos de 93 por cento dos votos expressos sufragaram a moção, na qual se afirma, a dado passo: "La Société des rédacteurs rappelle que Le Figaro ne peut en aucun cas se transformer en un journal militant. Il doit demeurer un grand journal d'informations nationales et internationales, un journal de référence ouvert à tous les courants de pensée, dans sa tradition longue de plus de 150 ans". Sobre Serge Dassault, actualmente com 79 anos, e na corrida por um lugar de senador, vale a pena ler um texto de Dominique Gallois e Pascale Santi, publicado hoje no diário Le Monde, que mostra de forma eloquente o cruzamento de interesses do poder económico, político e mediático.

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A força dos blogues: dois casos Numa semana, dois casos que colocam a blogosfera no centro das atenções. Ambos apontam na mesma direcção: os blogues como instância de comentário, de crítica e de pressão sobre os media clássicos. Um posicionamento que não esgota a diversidade da blogosfera. Uma prática que se tornou relativamente frequente. E que, em algumas circunstâncias, é eficaz. O caso nº 1 é o do trabalho de diversos weblogues norteamericanos, que analisaram ou comentaram os documentos exibidos por Dan Rather, no "60 Minutes" da CBS, e instalaram a dúvida não tanto sobre os factos relatados, mas sobre a consistência das provas apresentadas (ler, a este propósito Blessing or Curse? Editors Examine Blogs' Role in '60 Minutes' Uproar, na Editor & Publisher). O caso nº 2 teve lugar em Espanha, na semana passada, depois do diário El País ter iniciado uma camapnha de angariação de novos assinantes para a sua edição digital, (ab)usando de imagens das torres gémeas e do 11 de Setembro. As reacções em cascata, em numerosos blogs levou a empresa contratada para a tarefa a retirar as imagens, primeiro, e o jornal a pedir perdão aos leitores, no dia seguinte (cf. uma perspectiva do que ocorreu clicando aqui e aqui). Sobre este caso, Jose Luis Orihuela adianta alguns links sobre a matéria e deixa no ar uma ideia: "Es posible que en el futuro recordemos el 16 de septiembre como el día de las bitácoras".

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Guia para as leituras de fim de semana "Chegámos a um momento ímpar do jornalismo: sabemos finalmente, e melhor do que ninguém, o que vai dentro da cabeça das pessoas. Dizemos o que um homem vai decidir antes de este o fazer. E o engano é dele, se por azar psicológico, decidir o contrário. Sabíamos melhor do que o próprio". Rui Cardoso Martins in "Jornalismo e Jornalistas", nº19, Julho-Setembro 2004, p.66

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Normalíssimo Parece claro: afinal, a cerimónia de entrega dos prémios Gazeta, no início desta semana, não tinha qualquer interesse jornalístico e, portanto, o silêncio pesado que se abateu sobre o que lá se passou parece ter sido mais do que justificado. Ana Sousa Dias apresenta um dos mais excelentes programas de entrevistas da televisão? Fez, na ocasião, uma das mais lúcidas análises da situação das redacções? Os jornalistas - ou pelo menos parte deles - não compareceu no acto, alegadamente em protesto contra a presença do Presidente da República? Tudo normal. Normalíssimo.

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«Desgostoso e com mágoa» Numa peça de dois parágrafos do DN de hoje, o segundo parágrafo, o maior, refere o seguinte:

"Henrique Granadeiro, presidente demissionário da Comissão Executiva da Lusomundo Media, subholding da PT Multimédia, que ali presidiu ao seu último acto nessas funções [apresentação de uma campanha de marketing] - para as quais foi nomeado o actual administrador executivo da Lusa, Luís Delgado - disse, sem especificar, sair «desgostoso e com mágoa». Artur Santos Silva, a quem coube apresentar a colecção, admitiu não conhecer as circunstâncias de tais mudanças, mas aproveitou para «protestar veementemente», dada a «seriedade e garante de independência» que, em seu entender, representa Henrique Granadeiro."

A peça intitula-se "A história de Portugal contada pelo dinheiro". Em complemento a ela, merece leitura o texto da coluna "Linhas Direitas", de Luís Delgado, intitulado "Regresso a 'casa'", publicado no mesmo jornal.

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A blogosfera e a mediasfera O blogger José Pacheco Pereira volta a escrever, no Público, um artigo marcante sobre o fenómeno dos blgues no espaço público. O artigo pretende "fazer um balanço deste novo tipo de publicação electrónica". Algumas ideias:

  • "Cerca de 20 a 30 blogues portugueses fornecem todos os dias novas ideias, reflexões, informações, que um cidadão avisado e culto não deve perder."
  • "uma revolução está em curso, principalmente no âmbito do sistema comunicacional, e, a partir daí, afectando os sistemas que lhe são próximos: a política nacional e local, a crítica literária e artística, a divulgação científica, entre outros."
  • "Nenhuma análise hoje do estado da comunicação social em qualquer país onde existe um sistema mediático - jornais, rádios, televisões - pode ser feita sem incluir os blogues."
  • "Os jornalistas, principalmente da imprensa escrita, vão hoje buscar imensa coisa aos blogues, umas vezes citam, outras não, e os leitores dos jornais desconhecem a importância dessa contribuição."
  • "Uma leitura a fundo dos blogues locais poderia suprir muitas deficiências resultantes da ausência de correspondentes locais e revelar histórias bem interessantes."
  • Esta circulação rica e diversificada, em tempo quase real, constrói um tecido mais complexo à volta de notícias e interpretações e, em consequência, resulta muito crítica dos media tradicionais."

O autor do Abrupto sublinha as influências dos blogues no espaço público e, em particular, no campo jornalístico. É certo que aquilo a que ele chama "mediasfera" é muitíssimo mais amplo do que o jornalismo. Por outro lado, há aspectos do uso que se está a dar aos weblogues que Pacheco Pereira não refere (o uso pedagógico, por exemplo). Assim como não considera as repercussões para o exercício da cidadania decorrentes da possibilidade do acesso à expressão e à palavra no ciberespaço por parte de agentes sociais outrora (muito mais) excluídos. De qualquer modo, o artigo constitui um documento de referência incontornável, como proposta de reflexão sobre o fenómeno dos blogues.

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Um silêncio que perturba A propósito dos prémios Gazeta, deve dizer-se que a cobertura feita pela imprensa pouco mais é do que indigente. Li uns parágrafos no Correio da Manhã , no Diário de Notícias e em A Capital, maioritaria e "político-correctamente" guiados por banais palavras do Presidente da República, que, a avaliar pelos ecos, não disse nada de especial. Mas Ana Sousa Dias, pelo menos ela, colocou algumas questões sobre a actualidade do jornalismo, que passaram ostensivamente para o mundo do silêncio. Está aí o sítio do Sindicato dos Jornalistas, com uma versão editada das palavras da jornalista e, que eu tenha visto, nada mais. E, no entanto, houve jornalistas que tiveram acesso ao texto do discurso que Ana Sousa Dias proferiu. O que quer dizer que o trabalho jornalístico sobre o jornalismo não passa. Ou, pelo menos, não passou. Rogério Rodrigues, em editorial de A Capital, alude ao alheamento dos jornalistas relativamente ao evento de segunda-feira, sugerindo que terá havido alguma forma de protesto pela presença do Presidente. Terei entendido bem? E se assim foi, isso não é notícia?

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Ana Sousa Dias e o papel dos jornalistas mais velhos "Como numa música ou num texto literário, a técnica deve estar toda lá dentro [das histórias]mas deve ser invisível, tal como nós próprios temos de ter em conta que o nosso papel é acessório. Esta é a forma de fazer jornalismo da larga maioria dos jornalistas, dos que não são reconhecidos na rua, dos que não se colocam nos bicos dos pés mas que diariamente estão no cerne da nossa profissão - a notícia. Boa ou má, a notícia é essencial para que nós todos, cidadãos, possamos tomar decisões". As palavras são de Ana Sousa Dias, na intervenção que fez na cerimónia de entrega dos prémios Gazeta de Jornalismo, que decorreu anteontem, em Lisboa. A jornalista referiu-se aos últimos anos, "marcados nas redacções pelo precipitado afastamento dos 'mais velhos' que eram, como em todas as profissões e actividades humanas, os garantes da passagem do testemunho". "Fica mais caro pagar um redactor ou um copy-desk experientes, capazes de dizer não a uma ordem errada, de resistir a pressões exteriores e de corrigir erros, do que a cinco estagiários que, mesmo que sejam óptimos, são substituídos por outros cinco daí a uns meses". Ana Sousa Dias lamentou ainda que das universidades estejam a "chegar às redacções jovens preparados à luz dos melhores princípios mas que, em muitos casos, ficam pendurados em situações precárias e começam a profissão a fazer o que aprenderam que não deve ser feito". "O problema é que o preço mais alto está a ser pago por todos: está na perda da qualidade do resultado, na quebra das regras mais simples e sensatas, numa espécie de mata-e-esfola do pior que a actualidade nos traz" - observou. (Fonte: Sítio do Sindicato dos Jornalistas)

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Transformações na Imprensa Na edição deste mês de "Newspapers & Technology", vale a pena ler "Newspapers transforming business models to meet changing needs" , da autoria de Jim Chisholm, consultor da Associação Mundial de Jornais. Aborda a questão de como enfrentar a tendência para o declínio da circulação, na generalidade dos "mercados maduros", discutindo temas como as novas formas de distribuição, a imprensa gratuita, os casos de sucesso e os factores que se salientam nesse sucesso, etc. A abrir, estes dados:

"(...) circulation declines need to be seen in context. While newspaper sales are declining by between 1 percent and 3 percent a year depending on the market and its conditions, these declines are nothing compared with the decline in the consumption of TV news. The average mainstream terrestrial TV news program has seen audiences decline by around 50 percent. Meantime, viewing levels of TV news are declining at over twice the rate seen in newspapers, despite an explosion in the number of news channels. What is more, newspaper readers continue - in their millions - to pay for their newspapers, while TV viewing is largely free of charge. Newspapers, along with other media, compete with ever busier lifestyles for attention. Closer linkage to these changing lifestyles and consequential information demands is one route to greater success in the future. (...)"

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Prémios Gazeta: a qualidade do jornalismo Vi tarde o convite para estar presente na cerimónia de entrega dos prémios Gazeta de Jornalismo 2003, que ocorre hoje por iniciativa do Clube de Jornalistas, em Lisboa. De qualquer modo, não quero deixar de me associar ao acto, já que assinala e reconhece três casos de qualidade no jornalismo português, com destaque para Ana Sousa Dias, que recebe o Grande Prémio Gazeta (peço desculpas ao Rogério Santos por piratear a imagem do Indústrias Culturais, onde se reproduz a capa do último número de "Jornalismo e Jornalistas"). Ao lado da autora de "Por Outro lado", quero realçar o trabalho de Carlos Fino, que recebe a Gazeta de Mérito, e o de Liliana Garcia (Prémio Revelação), esta com um carinho especial, uma vez que fez o Curso de Comunicação Social da Universidade do Minho e foi minha aluna.

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Acesso livre às revistas da Sage Até 31 de Outubro, a prestigiada editora Sage faculta acesso livre e gratuito à versão digital das suas revistas científicas. Só de comunicação e media são cerca de duas dezenas de títulos. É possível pesquisar por termos-chave, por autor e por título de revista. Eis aqui a porta de entrada. Bom proveito!

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Política "telejornável" Para o criador da nova imagem do PSD, Einhart da Paz, assim como para Santana, "política é o que é necessário para garantir uma presença na primeira página do "Expresso" e no telejornal desta noite". Escreve-o Eduardo Cintra Torres, na coluna semanal do "Público"

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Perguntas sem resposta Ficou quase sem resposta o desafio recentemente lançado pelo provedor dos leitores do "New York Times" (NYT), Daniel Okrent, aos editores dos cinco maiores jornais dos EUA (apenas o "USA Today" se dignou responder). Um dos que não respondeu foi precisamente o NYT, que o autor promete voltar a inquirir. O assunto é o das fontes anónimas e as perguntas são estas: "When officials who demand anonymity call a news briefing because they wish to get their story out, but are unwilling to be held accountable for it, why is The Times obliged to be their messenger? How is this different from publishing an unattributed and unsubstantiated rumor?"

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Escutar e aprender Se os jornalistas escutassem mais os académicos ligados aos media e se estes prestassem mais atenção aos jornalistas será que a qualidade do jornalismo melhoraria? A edição de Agosto da revista The University of Chicago Magazine discute a questão que será, provavelmente, também pertinente entre nós. O texto é de Rick Perlstein.

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Filmes e jogos mais caros? (2) Ainda na sequência do post de ontem, mais uma notícia do JN: - Editores de vídeo ameaçam fugir para Espanha "Representantes de várias 'majors' americanas a operar no mercado do vídeo em Portugal colocam a hipótese de fechar portas em solo nacional. A ameaça emergiu ontem, durante a reunião, em Lisboa, da Associação Portuguesa de Editores de Videogramas (APEV), na qual foi analisado o melhor curso de acção para fazer face à taxa de 2% sobre as receitas que a nova lei do cinema impõe à actividade, a fim de financiar o Fundo de Investimento para o fomento do audiovisual português".

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Filmes e jogos mais caros? O Jornal de Notícias publica hoje um conjunto de artigos sobre as "novidades" que a Lei da Arte Cinematográfica e do Audiovisual vai trazer para o sector e, em consequência, para o público consumidor de filmes e videojogos. Aqui ficam os títulos e entradas: - Bilhetes mais caros para financiar cinema português Lei impõe novas regras de contribuição para o Fundo de Investimento. Taxas sobre distribuidores e exibidores penalizam consumidor. Sector à espera de regulamentação. - "Novo imposto é ilegal" Taxa de 2% sobre distribuição de vídeo não fazia parte do projecto de lei, reclama associação do sector. Preço dos DVD, VHS e jogos de vídeo deverá aumentar para "repor lucros". - Portaria será publicada 'em breve' Secretário de Estado não compreende reacção da Associação Portuguesa de Editores de Videogramas.

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Irritante para uns, negócio para outros Mais um artigo de Adam L. Penenberg em Wired.com: "Ads that annoy also succeed" (parte um e parte dois). "Most experienced web surfers will tell you that the most annoying aspects of life on the internet are pop-up ads and spam" - Serão poucas as pessoas que não concordam com esta afirmação... mas o facto é que estas ferramentas vieram para ficar. Os anunciantes não estão a dar mostras de querer abandoná-las, já que, apesar da irritação que provocam no público em geral, dão frutos. Adam L. Penenberg desmonta alguns mitos criados à volta de anúncios pop-up e de spam: "You might think they couldn't possibly work. But if you did, you'd be wrong. On the contrary, they are enormously successful".

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"Marketing to Women - Rethink Pink"

Para cativar as consumidoras "não basta adicionar qualquer coisa rosa" nas campanhas publicitárias ou nas embalagens dos produtos. "Why do so many ads try to speak to women as if they are a sisterhood of Stepford wives? Why do advertisers think that women only drive small cars? Do they really think that they buy things, such as Gillette's Venus razor, because they are pink? Nearly 50% of women dislike how they are portrayed in advertising, according to the Future Foundation, compared with 37% of men. Surprise, surprise", escreve Genevieve Fox na edição de hoje do jornal The Guardian. A 13 de Outubro terá lugar uma conferência em Londres ("Marketing to Women - Rethink Pink") onde será debatida esta questão.

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35 anos em ligação Passam hoje 35 anos sobre a primeira ligação (entre computadores) que deu origem àquilo que viria a ser a Internet que agora conhecemos. A efeméride é recordada hoje no Público e no Diário de Notícias. Outro texto (já com alguns dias) que pode ser consultado é da Associated Press, disponível na ABC News. Interessante é também um outro texto do Público sobre a importância das redes, incluindo as redes sociais.

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Blogs e política Muito interessante: "Site Tracks Political Zeitgeist", de Adam L. Penenberg, publicado hoje no site Wired.com (em duas partes, aqui e aqui). Um excerto: "The individual may err, but the collective whole probably won't. Suddenly news isn't a one-sided lecture anymore. It's a conversation. Instead of Big Media telling us what the news is, we as a collective ensemble decide, and reward publications by sending traffic streaming to stories and posts we find interesting. Which is why Technorati's latest addition to its convention coverage is so intriguing. It's, dare I say, democratizing media".

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