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65% dos internautas portugueses acederam a blogues em 2005 Foram 917mil os utilizadores únicos que acederam a blogues a partir de casa durante o ano de 2005, segundo dados do estudo Netpanel, divulgados pela newsletter da Marktest. Segundo o Netpanel, 65.1% dos internautas portugueses com 15 e mais anos acederam a blogues durante o ano quando em suas casas navegaram na internet. Neste período, visitaram mais de 120 milhões de páginas de blogs, uma média de 131 por utilizador. No total do ano, foram dedicadas mais de 1,6 milhões de horas a estes sites, uma média de 1 hora e 45 minutos por utilizador. De um modo geral, o acesso a blogues faz-se depois do jantar (pico pouco depois das 22h) e em especial ao domingo.

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Sindicato contra exploração de estagiários nas Redacções O Sindicato dos Jornalistas(SJ) anunciou ter solicitado ao Inspector-geral do Trabalho que promova uma reunião urgente com a Confederação Portuguesa de Meios da Comunicação Social (CPMCS) para analisar "a utilização ilegal de estudantes no processo produtivo dos média". Segundo o SJ, apesar de a CPMCS ter assinado, em 8 de Junho de 2005, um protocolo sobre a presença de estudantes nas redacçãos de órgãos de informação, continua-se "a verificar a existência de graves situações de utilização de estudantes no processo produtivo de várias empresas". O SJ considera que tais situações "devem ser imediatamente neutralizadas", sob pena de se "agravarem ainda mais, de tornarem inútil o protocolo referido e, sobretudo, de violarem grosseiramente a Lei".

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Mudanças à vista no Diário Digital A onda "light" vai chegar também ao Diário Digital (DD). Segundo o site da Meios e Publicidade (texto de Hugo Real), a partir de 7 de Abril, o DD vai apresentar "uma nova mancha gráfica". As mudanças passam por "novo formato, mais na horizontal, por novas cores e pela forma como surgem os destaques". "O objectivo foi tornar a página mais leve", segundo o director, Rodrigues da Silva. Este jornal digital valorizará os mini-sites: além da Economia, investirá igualmente num de Música. Além disso, o DD, que vai mudar em breve a sua Redacção de 11 profissionais para novas instalações, reforçará igualmente as "breaking news" e deixará de contar com os colunistas Luís Delgado, Clara Ferreira Alves e Mário Bettencourt Resendes. "Hoje em dia, com o fenómeno dos blogues, devemos direccionar o jornal para aquilo que fazemos melhor, ou seja a informação", explica o director.

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Programa final da conferência de 10 de Abril A Nova Entidade Reguladora no Quadro das Políticas de Comunicação em Portugal

Local: Universidade do Minho, Braga (Campus de Gualtar; anfiteatro B II)

9.30h - Sessão de Abertura

  • Moisés de Lemos Martins, Director do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade e Presidente do Instituto de Ciências Sociais da UM
  • Manuel Pinto, Coordenador do Projecto Mediascópio: Estudo da Reconfiguração do Campo da Comunicação e dos Media em Portugal
  • Augusto Santos Silva, Ministro dos Assuntos Parlamentares
  • António Guimarães Rodrigues, Reitor da Universidade do Minho (UM)
10.45h - Lançamento do Livro 'Comunicação Responsável ? a Auto-regulação dos Media' de Hugo Aznar (Porto Editora). Apresentação de Joaquim Fidalgo

11.15h - 1º Painel : Da AACS à ERC

  • Azeredo Lopes, Presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social
  • Francisco Rui Cádima, docente da Universidade Nova de Lisboa e ex-Director do Obercom
  • Manuela Espírito Santo, Mestrado em Ciências da Comunicação (UM) com projecto sobre a AACS
  • Moderação - José Manuel Mendes, docente da Universidade do Minho e ex-membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social

14.30h - 2º Painel: Novos desafios à Política e à Regulação dos Media

  • Teresa Ribeiro, Presidente do Instituto da Comunicação Social
  • Elsa Silva e Costa, jornalista do Diário de Notícias e investigadora dos grupos multimédia em Portugal
  • Pedro Jorge Braumann, docente da Escola Superior de Comunicação Social e Vice-Presidente do Centro de Investigação de Media e Democracia
  • Sara Pereira, investigadora em programação para a infância e membro do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade
  • Moderação - Helena Sousa, investigadora em políticas da comunicação e membro do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade

16.15h - 3º Painel: Regulação, Auto-regulação e Empresas Mediáticas

  • Estrela Serrano, membro da Entidade Reguladora da Comunicação Social e ex-provedora do Diário de Notícias
  • Felisbela Lopes, investigadora em informação televisiva e membro do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade
  • Alfredo Maia, Presidente do Sindicato de Jornalistas e Jornalista do Jornal de Notícias
  • António Lobo Xavier, Consultor do Conselho e Administração da Sonae.com
  • Moderação - Joaquim Fidalgo, ex-provedor do Público e membro do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade

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Sugestão de Jay Rosen Concurso de bloggers para o Washington Post Depois da demissão do blogger conservador contratado pelo Washington Post, pressionado após se ter descoberto uma prática de plagio, Jay Rosen, do PressThink, vem propor um novo caminho ao diário norte-americano. Segundo o blogger e professor da Universidade de Nova Iorque poderia ser uma via que "would be more in keeping with the reputation the post.com should have for being the most innovative newspaper site around - and the most open to emerging voices who are challenging the press". Que via seria essa? "An open competition on the Web to be the next political blogger at post.com, but instead of hiring one 'red state' person and leaving it at that (a strategic error in my opinion) Brady should say that three slots will be filled over the coming year. One from column right, one from column left, and a third voice that is definitely neither of those, which could mean libertarian? or not. When I say open I mean open: anyone can apply. But experience as a political blogger counts. You have to be an original linker and be able to think for yourself. Finalists and semi-finalists get named. There's a week's try-out period for the final few and a big bake off at the end - all with comments enabled. The competition would generate high interest online, and give the winning bloggers a great introduction".

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Condenar o jornalismo Não são de hoje as críticas que se fazem ao jornalismo e à comunicação social em geral. Tenho, aliás, a impressão de que, apesar de um certo olhar apaixonado pelo ofício, sempre houve reservas sobre a qualidade do trabalho dos jornalistas. Muitos são, de facto, os registos que nos dão hoje conta da imagem que os jornalistas tinham na sociedade. Bastaria lembrar, na literatura, os episódios da vida romântica de "Os Maias", de Eça de Queirós, ou, internacionalmente, os escritos dramaturgos de Gustav Freitag, num retrato do chamado jornalismo camaleão - que ora escreve à direita ora escreve à esquerda, de acordo com as conveniências. Cada vez mais se faz também a crítica do jornalismo nas próprias páginas dos jornais. É o que faz justamente Vicente Jorge Silva, no DN de hoje, num texto que valerá a pena ler e de que destaco apenas duas passagens:

«Sou do tempo porventura romântico e quase anacrónico em que o jornalismo se definia como contrapoder, não porque se assumisse como actividade militante contra os poderes estabelecidos, mas porque se colocava numa lógica exterior ao funcionamento desses poderes e tinha em relação a eles um papel de observação e distância crítica, de vigilância democrática e cívica, uma exigência ética no relato rigoroso dos factos e na sua interpretação isenta e imparcial.»

«Não se pode voltar atrás e reinventar a história. Mas também não é tolerável assistir-se impavidamente à agonia de uma profissão essencial à vitalidade democrática e cívica de um país, aceitar a promiscuidade das funções sindicais com as funções deontológicas, admitir a existência de um organismo anedótico chamado "Comissão da Carteira", ou ainda condescender com todos os outros humilhantes sinais de menoridade e desordem que condenam o jornalismo à irrelevância, ao desprezo, à servidão. »

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Analisando os dez mais da imprensa portuguesa Os rankings, em rigor, devem ser feitos entre "produtos" análogos, mas jornais e revistas partilham a pertença a uma família comum que é a de serem publicações impressas periódicas. Deste ponto de vista, faz sempre sentido perguntar-nos: para que títulos e tipos de títulos se orientam as preferências dos leitores que compram ou assinam jornais e revistas, em Portugal? Para o ano de 2005, as posições relativas são as seguintes, de acordo com os dados da APCT (entre parêntesis o comportamento de descida ou de subida face ao ano anterior):

  • Maria : 255.894 (-)
  • TV 7Dias: 180.834 (+)
  • Nova Gente: 146.896 (-)
  • Destak: 129.603 (+)
  • Expresso: 126.480 (-)
  • Metro: >121.000
  • Correio da Manhã: 113.792 (-)
  • Caras: 99.941 (+)
  • Visão: 97.216 (-)
  • 10º Jornal de Notícias: 95.231 (-)
Algumas notas acerca desta ordenação: - As três primeiras posições continuam a ser lideradas, de forma destacada, pela imprensa do "coração" e pela que "parasita" a TV, o espectáculo e o glamour. - Os diários gratuitos, apesar de acabados de chegar ao mercado, não só conquistaram as suas posições nos "dez mais", mas ultrapassaram já os diários pagos mais vendidos. - A imprensa dita de referência ou não aparece nestes dez mais ou ocupa um lugar modesto. - Apesar de tudo, e ao contrário das primeiras leituras, não se pode dizer, em rigor, que, pela primeira vez, toda a imprensa cai nas tiragens e circulação: existe uma tendência geral de queda, mas há zonas onde a queda não ocorre e onde até se regista crecimento: a informação económica e alguma imprensa televisiva e de sociedade.

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Metablogue O Voz del Sur, de Julio Frank Casado, retoma um assunto sobre blogues, que também entre nós continua em aberto (ou não?): Ser o no ser un medio. "No es tal un medio de comunicación si no ha sido legalizado? Eso piensan incluso algunos blogueros-periodistas", opina o autor. [E já que estamos neste blogue, aproveitemos para ler o post do passado dia 20, intitulado Cuánto sabe el periodismo?, que tem este mote: "Cada profesión u oficio maneja un núcleo de conocimientos no accesible para el público. En el periodismo, sin embargo, se está perdiendo".]

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Imprensa em Portugal: queda generalizada das tiragens Praticamente só se "safam" os gratuitos: de resto, a queda das tiragens e da circulação parece generalizada, a avaliar pelos dados hoje divulgados pela Associação Portuguesa para o Controlo da Tiragem e Circulação. Todos os diários registam baixas, mais ou menos salientes. O "24 Horas" aguenta-se na terceira posição do "ranking", a seguir ao "Correio da Manhã" e ao "Jornal de Notícias". Alguns já tomaram, entretanto, medidas para contrariar a tendência, sendo ainda cedo para apurar o efeito. Eis alguns contributos para repensar o papel dos jornais e da imprensa em geral:

ACT.: A agência Lusa, na base da qual o Público construira a sua peça, corrigiu, entretanto, a informação inicialmente divulgada. Com 48.985 exemplares de tiragem média, o Público passa, assim, à terceira posição no "ranking". E este pequeno "pormenor" significa também que o "24 Horas", que não tinha parado de crescer desde o seu surgimento, aparenta ter entrado em fase de estagnação.

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Formação de jornalistas na era do digital O número mais recente da Chasqui - Revista Lationoamericana de Comunicación é dedicado, em boa parte, aos requisitos da formação de jornalistas hoje, num quadro de crescente "migração" para o digital. Destaco os textos seguintes:

O número completo em .pdf: aqui.

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Clube de Jornalistas A edição do programa Clube de Jornalistas que a Dois emite amanhã à noite estará centrada na questão das "alterações ao Código Penal relacionadas com o segredo de justiça e o sigilo profissional dos jornalistas. São convidados do programa Rui Pereira, corrdenador da Unidade de Missão para a Reforma Penal, Alfredo Maia, presidente do Sindicato dos Jornalistas, e Jorge Bacelar Gouveia, da Universidade Nova.

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Agenda 30 de Março: "Falar de Blogues Temáticos", com Leonor Areal, do blogue "Doc Log", Vítor Relvas, do blogue "Educar para os Media", e Pedro Magalhães, do blogue "Margens de Erro. [Livraria Almedina - Atrium Saldanha, Lisboa, 19h00] 4 de Abril: Mesa-redonda sobre "Os limites e as fronteiras da liberdade de expressão", com a particpação de Arons de Carvalho (deputado à AR), Elisabete Caramelo (Universidade Lusófona), João Miguel Tavares (DN), Miguel Coroadinha (assessor jurídico da TVI), Vicente Jorge Silva (jornalista). A moderação é de Sara Pina. [Auditório Vítor de Sá - Universidade Lusófona, 18h39] 7 de Abril: Lançamento do livro "Cibermedi@: Os novos meios de comunicação social portugueses on-line", de Tânia de Morais Soares, doutoranda em Sociologia no ISCTE. A apresentação do livro estará a cargo de Estrela Serrano e Paquete de Oliveira. [Auditório Afonso de Barros - ISCTE, 18h00] 10 de Abril: Seminário sobre a nova Entidade Reguladora da Comunicação. Conferência inaugural por Augusto Santos Silva, ministro dos Assuntos Parlamentares. Organizado pelo Centro de Estudos em Comunicação e Sociedade na Universidade do Minho. [A partir das 9h30. Todo o dia.]

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O Processo de Bolonha, segundo os media A aplicação do Processo de Bolonha ao Ensino Superior entrou hoje na agenda mediática. O "Público" dedica duas páginas ao assunto para dar amplo espaço aos estudantes do ensino secundário que fazem declarações deste tipo: "são três anos cá e dois no estrangeiro, não é?"; "Bolonha? A minha mãe é que anda mais a par disso". No noticiário das 19h00 da SIC Notícias, emitiu-se uma peça sobre este tema, mas apenas se ouviram estudantes de Coimbra que gritavam, na Porta Férrea, "Bolonha é uma vergonha!". Um, em traje académico, conseguiu dizer que "Bolonha é um grande atentado contra o Ensino Superior". Serão os estudantes as únicas fontes de informação? Terão eles informação que os habilite a falar disso? Não importaria ouvir os responsáveis pela criação do 1º Ciclo dos vários cursos que começam a funcionar no próximo ano lectivo? Não seria aconselhável procurar saber como é que os Reitores estão a gerir esses processos no interior das suas universidades? Não seria igualmente importante saber o que fez o Ministério do Ensino Superior neste tempo? Nas centenas de departamentos das várias universidades portuguesas, um dos assuntos mais falados desde o final do ano passado é exactamente o Processo de Bolonha, mas este tópico tarda em chegar aos media e, quando chega, esquecem-se as fontes de informação que protagonizam o acontecimento.

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Agenda Abre esta noite a Feira do Livro de Braga. Com um extenso programa cultural, a edição deste ano agendou para 2 de Abril, às 16hoo, uma sessão para reflectir sobre "O debate político na televisão". São convidados Paquete de Oliveira, Eduardo Cintra Torres, Sandra Sousa (RTP), Pedro Cruz (SIC) e Felisbela Lopes (moderadora). A feira decorre no Parque de Exposições de Braga.

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Abusos na programação televisiva A TVI enche o seu serão de telenovelas. Depois do "Jornal Nacional", temos diariamente "Fala-me de amor", "Dei-te quase tudo" e "Mundo meu". Poderíamos discutir se um canal "generalista" pode seguir uma programação monotemática em horário nobre, mas, pela minha parte, estou cansada de falar no mesmo. Aceitando "à força" esta estranha oferta televisiva, eis o que se tem passado nos últimos dias: os jornais anunciam uma determinada sequência ao nível da programação das referidas novelas, mas aquilo que vai para o ar é outra que, no dia seguinte, volta a ser baralhada. Qual a novela que aparecerá primeiro hoje: "Fala-me de amor" ou "Dei-te quase tudo"? Ninguém sabe. Outro facto insólito: a TVI está a promover há mais de três semanas os últimos episódios de "Mundo meu" que ainda continua a ir para o ar. Está quase, quase a acabar, mas, entretanto, vamos viciando os telespectadores nas novas telenovelas. Ontem anunciou-se o último episódio para sábado, um serão que habitualmente não é de telenovelas, mas não faz mal. O domingo à noite também não é propício para palhaçadas, mas a proposta é agora a de irmos todos a um determinado circo...

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Duas entrevistas Destaco da newsletter de hoje do portal Periodistadigital.com duas entrevistas a jornalistas espanhóis: A Igmacio Camacho - «Tenemos de ser medios de tendencia, no de partidos» A Ruan Ramón Lucas - «Los periodistas nos arrastramos siempre por poco dinero y estamos sometidos a pressiones»

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Jornalismo desportivo e clubes de futebol - Uma relação perigosa? O programa "Clube dos Jornalistas" aborda hoje o tema ?Jornalismo desportivo e clubes de futebol ? Uma relação perigosa??. Para apresentar esta edição, o site do Clube lança o tema deste modo:

Para responder a perguntas tão polémicas como "Há ou não promiscuidade entre os jornais e os clubes desportivos?"; "Os clubes utilizam ou não os seus jogadores como arma de arremesso contra os jornais?"; "Os jornais cedem ou não às chantagens de que são alvo por parte dos dirigentes dos clubes de futebol?", estarão presentes em estúdio Rui Santos, comentador desportivo e ex-jornalista do jornal "A Bola"; Alexandra Tavares-Teles, jornalista desportiva do Correio da Manhã e da revista Sábado; e Rui Cartaxana, ex-director do jornal "Record" e actual Provedor do Leitor do mesmo jornal. O debate será moderado por Fernando Esteves.
Não conheço, naturalmente, o conteúdo do programa que costuma ser gravado com antecedência. Estou com alguma expectativa, embora também, confesso, com o cepticismo q.b. quanto ao aprofundamento desta questão. Os elementos da mese têm obrigação de conhecer aquilo de que vão tratar. Resta saber se tratarão e aprofundarão aquilo que conhecem.

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FDNlogo O fenómeno dos jornais gratuitos constitui uma das mais significativas mudanças em curso, no terreno da imprensa, nos últimos dez anos. Piet Bakker, um professor da Amsterdam School of Communications Research (ASCoR), da Universidade de Amesterdão, decidiu criar uma base de dados para acompanhar o assunto. Designa-se Free Daily Newspapers. The Reinvention of Newspaper. Publica uma newsletter, dados por países, cronologias, textos de investigação, reproduções de capas, etc. Um sítio a acompanhar sobre uma matéria que envolve já 24 milhões de exemplares por dia em mais de 30 países de vários continentes.

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José Nuno Martins provedor do radiouvinte zenuno martins O "Amigo da Música" e um dos "senhores" da rádio em Portugal, José Nuno Martins, foi indigitado provedor dos ouvintes da Radiodifusão Portuguesa, segundo noticiou hoje a Lusa. Nuno Martins, que tem uma longa história de produtor e realizador de rádio e televisão, apresenta, desde 2004, precisamente na Antena 1, o programa "Amigo da Música", mas a sua trajectória vem dos anos 60, com o programa "PBX", na onda média do RCP, assim como o Tempo ZIP. PaqueteO seu nome, tal como o de Paquete de Oliveira, na RTP, serão submetidos agora ao parecer dos conselhos de opinião da RDP e RTP, respectivamente, os quais terão um mês para emitir parecer. Salvaguardando sempre o modo como um e outro exercerão os respectivos mandatos, é de assinalar que se trata de nomes prestigiados, que poderão contribuir para a dignificação de uma função que irão inaugurar no sistema audiovisual público.

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Elisabete Caramelo na Gulbenkian O Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian acaba de convidar Elisabete Caramelo para directora do Serviço de Comunicação da Fundação, segundo um comunicado agora divulgado. A ex-jornalista da TSF foi, desde 1996 e até há dias, consultora para a Comunicação Social do então Presidente da República, Jorge Sampaio, sobretudo nas áreas da Cultura, Educação e Sociedade da Informação. Elisabete Caramelo sucede no cargo a Jorge Wemans, que há meses deixou a direcção do Serviço de Comunicação da Gulbenkian para ir dirigir a Dois.

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Provedor dos Telespectadores Paquete de Oliveira é o nome do convite para Provedor dos Telespectadores de que nos dá hoje conta o DN. Não sabemos se foi o primeiro ou sequer se há outras alternativas já ponderadas, mas a opção não parece, de todo, surpreender. A figura do Prof. Paquete é afável, simpática, já conhecida dos ecrãs pela participação no programa "Casos de Polícia", o sotaque é insular (também por isso atraente!), no meio académico é reconhecido com muito mérito, enfim, concordaremos que uma boa escolha. A confirmar-se a aceitação do convite, esperemos que o Provedor entre rapidamente em funções, porque já passou quase um ano desde que se iniciou o processo de instituição desta figura na rádio e na TV públicas.

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"A presença do Norte na Comunicação Social" O Gabinete de Imprensa - Associação de Profissionais e Colaboradores da Comunicação (Associação de Utilidade Pública sediada em Guimarães) celebra no próximo sábado 30 anos de existência. Para assinalar a data, está agendado um debate (cerca das 15h00) para discutir a presença do norte na comunicação social. São convidados desta iniciativa Carlos Daniel (RTP), David Pontes (Jornal de Notícias), José Augusto Moreira (Público) e Daniel Deusdado (Farol de Ideias). A moderação é de Felisbela Lopes, docente da Universidade do Minho, comentadora da RTP-N e também animadora deste blogue.

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Espectáculo " (...) Marques Mendes alega que ele não é um homem de espectáculo, e que com ele o PSD não vai alimentar os media. Pois bem, então ele que diga, de uma vez, como é que vai "tocar" o eleitorado, contrariar o incomensurável trabalho de "informação" do Governo, e a tranquilidade obstinada de Sócrates, que sem oposição dispara em todas as direcções, mata quem aparece no caminho e abafa tudo o que é polémica e irritante.Será que o novo estilo de oposição é não fazer oposição?(...)" Luís Delgado, in Diário de Notícias, 20.3.2006

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Notícias da blogosfera Bizarro - Uma nota para subscrever por inteiro o apontamento feito pelo Atrium (cf "jornalismo para referência futura (mesmo!)") acerca da manchete de hoje do (aparentemente) incorrigível Expresso. Não lembraria ao diabo e é, de facto, digna de registo essa peregrina ideia de remeter uma obrigação legal (e, o que é bem mais importante, um direito dos leitores), como é o caso da publicação da ficha técnica de uma sondagem, para ... a edição anterior do jornal. Aniversário - No meio de muitos afazeres, passou um aniversário - o terceiro - do Indústrias Culturais. Na blogosfera, o trabalho de Rogério Santos é certamente dos que mais introduz produção própria, num terreno especializado (ainda que amplo). É muito trabalho o que pressupõe tudo o que é ali publicado. Aqui fica a gratidão por essa dádiva e o convite a recordar elementos para a memória dessa espaço na Internet e a pontualização das novidades nos últimos tempos introduzidas.

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Jornalismo de sarjeta ... o que escorre da peça do Correio da Manhã, intitulada "Pinto da Costa: Maria Elisa reconforta dragão".

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Frase do dia "Claramente, digo que não é razoável continuar a ter sete ou oito novelas no ar ao mesmo tempo". Francisco Penim, director de programas da SIC, em entrevista ao DN

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Em directo do Pavilhão Atlântico sem nada para dizer

O Congresso do PSD começou há poucos minutos no Pavilhão Atlântico (Lisboa) onde, também há momentos, teve inicio a Assembleia-Geral do Sporting. Em ambos os acontecimentos, onde está a notícia? Para já não há nada, mas os canais de televisão e as estações de rádio já gastaram longos minutos em directos vazios de informação.

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Bolsas para curso de jornalismo sobre ciência O Instituto de las Américas, situado no campus da Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD) organiza, de 12 a 21 de Julho o Tercer Taller"Jack F.Ealy" sobre Periodismo Científico. Consta de aulas práticas, conferências e encontros com cientistas de diversas áreas e visitas de estudo. Para a edição deste ano, o Instituto concede 25 bolsas. É condição de participação um efectivo domínio do espanhol falado e escrito. Os requisitos e o formulário de inscrição encontram-se aqui. "Da Guerra do Iraque à crise dos Cartoons" O Curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto organiza na próxima segunda-feira, às 18 horas, uma conferência intitulada "Da Guerra do Iraque à crise dos Cartoons: o Choque das Ignorâncias". O conferencista convidado é Álvaro Vasconcelos, director do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais. A iniciativa decorrerá nas instalações do curso, na Praça Coronel Pacheco, 8, no Porto.

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Jornalismo justiceiro Jorge Gabriel, assessor de Imprensa do ex-presidente Jorge Sampaio, dá hoje uma entrevista ao Correio da manhã. À primeira pergunta ["Como avalia, à luz da experiência de dez anos em Belém, o jornalismo da actualidade?"], responde assim: "Temos excelentes jornalistas e muitos exemplos de bom jornalismo em Portugal. A verdade, porém, é que há uma realidade emergente que ganhou, nos últimos anos, uma dimensão que começa a ser preocupante. Às vezes de forma inconsciente, outras vezes ? o que é particularmente grave ? de forma consciente. Não se confirmam as fontes, recorre-se com demasiada frequência a estagiários, não há preparação em relação aos temas que se pretende acompanhar, há um genuíno prazer em dar más notícias e, pior que tudo isto, o jornalista tem vindo a assumir um papel que não é o dele, o papel de justiceiro".

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12 conselhos para o jornalismo online Cito do Journalism.org este conjunto de 12 conselhos para o jornalismo online:

  1. Know your audience;
  2. Think first... and think different;
  3. Tailor your news gathering;
  4. Write lively and tight;
  5. Explain;
  6. Never bury the lead;
  7. Don't pile on;
  8. Short but sweet;
  9. Break it up;
  10. Eliminate the guesswork;
  11. Do not fear the link;
  12. Take risks... but remember the basics.

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Ramonet e Portugal Em vários aspectos sinto-me distante das posições ou análises que sobre o campo mediático têm figuras como Ignacio Ramonet e a corrente de que ele é hoje um dos principais epígonos. Úm deles é o modo de enunciar um problema (a prevalência de uma exacerbada lógica de mercado no campo dos media) recorrendo a rankings de (re)ordenação dos vários poderes (político, mediático, económico). Mas há pontos em que Ramonet é de uma clarividência acentuada. E, na conferência que proferiu há dias em Lisboa, de que os jornais dão hoje conta, ele diz algo que pode ser aplicado ao modo como alguns jornais e colunistas se têm atirado, de uma forma por vezes descabelada ao Governo, a propósito da Entidade Reguladora da Comunicação (como a que sugere ser ele responsável pela rusga feita pelo poder judicial ao 24 Horas). Segundo relata o Público, Ramonet defendeu que "o facto dos media serem muito críticos do poder político não é sinónimo, hoje em dia, de liberdade de expressão". E, citando o conferencista,acrescenta: "Isso deve-se ao facto de os políticos terem cada vez menos poder. O poder político é o único legítimo, mas já não é o principal. O primeiro poder é o económico. E esse é mais difícil de criticar. Daí eu defender que a liberdade de expressão deixou de ser uma característica pertinente dos media. Ela já não serve o principal objectivo dos media, que era o de se assumirem como contra-poder, de se oporem aos verdadeiros detentores do poder." Quando a crítica não se sustenta em factos e argumentos válidos, ou escamoteia aspectos que são relevantes para a compreensão dos temas em debate, acaba por se descredibilizar a ela própria e, em última análise, reforçar os argumentos daqueles a quem se opõe.

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Pensar o futuro da televisão Num país como o Reino Unido, com cerca de 70 por cento dos lares com possibilidade de aceder à TV digital, qual o futuro do serviço público? O Livro Branco da BBC, anteontem conhecido, propõe-se preparar a empresa para o cenário do digital, mantendo apostas claras na informação de qualidade, num entretenimento inteligente e numa atenção constante aos hábitos dos telespectadores, em mudança acelerada. Neste contexto, é interesante a leitura do jornalista da BBC, Torin Douglas, que acompanha as questões de media, intitulada "Charter crucial to BBC's future". O mote é dado logo no início: " imagine what the broadcasting world will be like in the year 2016, when the next BBC Royal Charter comes to an end. I do mean 'imagine'. Many in broadcasting find it hard to predict the next 10 months - let alone 10 years - so rapid is the pace of change in communications". Por cá, quem a está a pensar e projectar a TV digital?

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Nova Carta da BBC aposta no digital O Gogerno britânico apresentou ontem no Parlamento a nova carta da BBC, intitulado "A public service for all: the BBC in the digital age". Esta notícia do Guardian propõe quatro pontos para a leitura do documento.

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Leitura Carta aberta ao ministro dos Assuntos Parlamentares , de Vicente Jorge Silva, em que questiona como é que o Governo chegou "com tanta facilidade a um 'pacto de regime' secreto (embora despudorado) com o maior partido de oposição sobre a 'regulação' (ou o controlo?) da comunicação social".

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A rádio é isto mesmo Viajava há pouco na A3, ouvindo a Antena 1. Uma interrupção da programação para falar do trânsito. Desta vez havia, de facto, novidades: um ouvinte telefonara a contar ter escapado por pouco a um choque frontal com um automobilista que circulava, naquele momento, em contra-mão na A4, na direcção Porto-Amarante. O alerta foi ainda repetido pelo coordenador do programa. E, poucos minutos depois, quando na Antena 1 se procurava avisar a Brisa, chega informação do desfecho previsível: a notícia de embates frontais, da morte do automobilista em contra-mão, de outros feridos. Tudo no espaço de uns minutos, com os ouvintes a "verem" o filme dos aconteciementos. A Antena 1 - nem de propósito - tinha a passar pelo local uma jornalista que entrou em directo, sobretudo para dizer que o morto era um septuagenário e a ecoar um pedido da GNR para que os automobilistas da via que se dirigia ao Porto não parassem para ver o desastre. [Às 18, a informação abria também as notícias na TSF,mas o jornalista referia, por duas vezes, a A4 como ligando Porto-Braga. Só podia aumentar a confusão]. A rádio é tudo isto. Mais nenhum media faria melhor.

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Sobre o jornalismo do "jornalismo dos cidadãos" O Público volta hoje ao tema da relação entre os cidadãos e o jornalismo através de um trabalho de Maria Lopes na secção de Media e do editorial da Direcção:

Gostei de ler o trabalho, embora ele seja, do meu ponto de vista, excessivamente "mediocêntrico" e assente em dois equívocos. Um é o equívoco juridicista. Como é óbvio, de um ponto de vista legal só quem tem carteira profissional e tem o jornalismo como actividade principal, permanente e remunerada pode ser considerado jornalista. Só que a dinâmica social está a sitiar e a ultrapassar o aspecto legal, como se tem vindo a verificar em muitos países. E a prova é que o assunto está a ser cada vez mais debatido, como o trabalho de hoje do Público bem ilustra. O outro equívoco é técnológico. O chamado jornalismo dos cidadãos adquiriu pujança e visibilidade muito apoiado no contributo das ferramentas de auto-edição e da difusão dos novos processos de captação, edição e publicitação de mensagens digitais. Mas o fenómeno é também cultural e político. Não se reduz à sua componente técnica. As características da apropriação social das tecnologias e as finalidades com que elas são aproveitadas e utilizadas (nomeadamente para criar novas e por vezes alternativas fontes de informação, introduzir novos centros e temas de interesse, divulgar novas leituras do que se passa) deve merecer a nossa atenção. Refira-se, finalmente, que, numa das peças da jornalista Maria Lopes, Manuel Vilas-Boas, presidente do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas diz que o órgão a que preside ainda não regulou sobre o assunto do jornalismo dos cidadãos, mas isso poderá acontecer a médio prazo: "Estamos a planificar trabalho e nada do que é imprescindível para a prática do jornalismo nos passará ao lado."

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Depois da Terra, o Google leva-nos a visitar ... Marte Antecipando as viagens que um dia certamente se farão, o planeta vermelho já pode ser visitado através de mais uma ferramenta disponibilizada pelo Google: o Google Mars. A iniciativa surgiu na sequência de um trabalho conjunto com investigadores da NASA e da Universidade Estadual do Arizona, que pôs em interacção a experiência e tecnologia do Google Maps e do Google Earth com os mapas que os cientistas foram construindo ao longo dos anos. Como guia da visita, refere o blogue do Google: "Explore the red planet in three different ways: an elevation map shows color-coded peaks and valleys, a visible-imagery map shows what your eyes would actually see, and an infrared-imagery map shows the detail your eyes would miss".

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Comunicação Social: quarto poder? Decorre entre hoje e quinta-feira, na Universidade do Minho, a X Semana de Direito, no âmbito da qual está programada uma sessão sobre as relações entre a Comunicação Social e a Justiça. São convidados deste encontro, organizado pela Associação de Estudantes de Direito da Universidade do Minho:

  • José Manuel Mendes, docente do Departamento de Ciências da Comunicação da UM, presidente da Associação Portuguesa de Escritores e ex-membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social, recentemente extinta;
  • Luís Santos, docente do Departamento de Ciências da Comunicação da UM, ex-jornalista do JN e animador do blogue Atrium;
  • Pedro Cruz, jornalista da SIC;
  • Helena Matos, colunista do jornal Público.

Esta sessão está agendada para quinta-feira, às 15h00

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O estado do jornalismo Já está online o relatório "The State of News Media 2006 - an annual report on american journalism", editado pelo Project on Excllence in Journalism.

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Regulação dos media em debate no Clube de Jornalistas Meio ano depois de o assunto ter estado em debate público e de ter sido objecto de discussão na Assembleia da República, os jornais (e acessoriamente a rádio e a TV) têm vindo a fazer da ERC (Entidade Reguladora da Comunicação Social) tema de debate e de polémica. O programa Clube de Jornalistas pegou no assunto na edição desta semana (quarta-feira, pelas 23 e 30, na Dois, com repetição na quinta às 15 horas). Convidados em estúdio para este debate estarão o ministro Augusto Santos Silva (que tutela a comunicação social), o presidente da Confederação de Meios de Comunicação social, Bernardo Bairrão; o presidente do Sindicato dos Jornalistas, Alfredo Maia; e o professor da Universidade Nova, especialista em comunicação televisiva, Francisco Rui Cádima. O moderador é João Paulo Meneses. Sobre esta matéria, sugere-se as leituras seguintes: - Para um debate informado, de Augusto Santos Silva, texto em que o ministro defende que "vale a pena escrutinar as políticas públicas para a comunicação social, assim como as actividades de todos quantos são agentes neste campo. Mas com opiniões informadas e não juízos de intenção fundados em omissões e truncagens". - Ordens e regulações, coluna de Miguel Gaspar, para quem o que está em causa, no debate em curso, não é a ERC, mas "aquilo que mudou quanto ao sigilo profissional" dos jornalistas [Mudou?] - Ou a ERC integra regulados ou não regula conteúdos, entrevista do DN de ontem a Alfredo Maia, presidente do Sindicato dos Jornalistas, em que este afirma: "Se se chama regulador e tem as competências que tem, deve ter os regulados: os jornalistas, as entidades patronais. Se tivesse apenas competências administrativas, nós não reclamaríamos"); - Entidade reguladora não fará fiscalização presencial para avaliar conteúdos informativos, no Público (parte da entrevista do "Diga lá, excelência", de José Manuel Fernandes e Graça Franco a Augusto Santos Silva).

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Redacção não respeita os direitos de uma criança A bebé de uma aldeia dos arredores de Viseu que em Dezembro de 2005 andou nas manchetes das notícias, por maus tratos e abuso sexual alegadamente cometidos pelos pais, volta a ser hoje notícia nas páginas do Diário de Notícias e na Notícias Magazine. Os motivos do regresso ao assunto são por certo jornalisticamente justificáveis. O que não é justificável é que, contra o mais elementar bom senso profissional, o nome da bebé continue a figurar profusamente nos títulos e nos textos publicados. Afirma o Código Deontológico dos Jornalistas no seu ponto 7: "O jornalista não deve identificar, directa ou indirectamente, as vítimas de crimes sexuais e os delinquentes menores de idade, assim como deve proibir-se de humilhar as pessoas ou perturbar a sua dor". Em Dezembro, é bom lembrar, depois de algumas chamadas de atenção, vários media arrepiaram caminho e deixaram de publicar o nome da menina. Pelos vistos, não há nas Redacções quem pense no interesse das crianças. Outros "valores mais altos se alevantam". Só para se ter uma ideia: daqui a uns anos, não será preciso que a vítima vá aos arquivos dos jornais. Bastará colocar num motor de pesqusia na Internet o seu nome e a palavra Viseu. O resultado do exercício é esclarecedor. Como diz o povo, "numa quem quer cai; noutra cai quem quer". Para este caso, como os "menores" não falam nem protestam, será que o Conselho Deontológico existirá? E a Entidade REguladora da Comunicação Social?

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JN: o design do novo título O design do título constitui um dos terrenos em que se poderá observar as mudanças com que o Jornal de Notícias" aparece amanhã nas bancas (primeira gravura): JN JN2 JN3 Aparentemente idêntico, contém algumas alterações que o suavizam: o título passa todo a cor branca em fundo azul claro, partido em duas linhas; o "de" traz agora um corpo mais pequeno e passa a ser também grafado em cor branca e mantém-se a barra vermelha de sublinhado. O resultado geral é um título mais leve. Aguardemos as restantes novidades. Acima encontra o leitor a versão actual e a anterior, que vigorou longos anos.

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AgoraVox em inglês O projecto de jornalismo dos cidadãos designado AgoraVox, que surgiu em França em Junho de 2005, acaba de abrir uma versão em inglês (em fase beta). Eis o modo como o projecto se apresenta:

"AgoraVox puts together one of the first large-scale European initiatives for a totally free of charge 'citizen journalism'. Our initial standpoint is simple: thanks to the effective democratization of multimedia and information technologies (IT), each citizen has the ability to potentialy become a 'reporter' who can identify and offer high added-value information. With means of a simple phone, a computer, a camera or a a digital video camera, thousands of internet users or bloggers are now able to perform an incredible local work that no media, no organization, no association could ever accomplish. Citizens then become mere "real-time captors" of what is occurring at every moment on the planet, having the chance to supply stories, images, video or audio abstracts (...)".

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Conferências sobre Liberdade e Responsabilidade A comunidade académica renova o seu interesse pelas difícieis questões da liberdade de expressão e da responsabilidade social. Merecem atenção, pelas temáticas e pelos oradores, as seguintes conferências: Fundamentalism and the Media, organizada pelo Centre for Media, Religion and Culture, Universidade do Colorado e Hate Speech: Cases and Policies in Contexts, organizada pela Central European University, em parceria com outras instituições.

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Diferenças geracionais no uso dos media noticiosos Recomendo a leitura atenta do quadro produzido pela Outsell's News Usage Research, relativo a Dezembro passado, que permite ver, julgo que para os Estados Unidos, como há um efeito geracional na utilização dos media noticiosos, com as gerações mais novas cada vez mais centradas nos media digitais. (Vi a informação no 5W Prensa Café, que inclui um post sobre o assunto).

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Movimento na blogosfera lusa O Espectro, de Constança Cunha e Sá e Vasco Pulido Valente, anuncia o seu fim. "Não temos tempo para o fazer como ele deveria ser feito", justificam os seus autores, no dia em que o Expresso noticia que Clara Ferreira Alves pôs um processo judicial a Pulido Valente, devido ao conteúdo de um post recente precisamente no Espectro. Ao mesmo tempo, acaba de surgir o Kontratempos, de Tiago Barbosa Ribeiro, autor ou colaborador de vários projectos na web, nomeadamente Guerra Civil Espanhola. Um blogue "para discutir actualidade, política, ideias. E, naturalmente, alguma sociologia avulsa".

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Semana da Imprensa na Escola na Galiza e em França Prensa-Escuela O programa "Prensa Escuela" do jornal La Voz de Galicia associa-se à 18ª Semana da Imprensa na Escola que segunda-feira tem início naquela comunidade autónoma do Estado espanhol, por iniciativa do "ministério" galego da Educação. O suplemento semanal que La Voz dedica ao uso do jornal nas actividades educativas ("La Voz de la Escuela") sugere, na sua última edição, algumas actividades para os vários dias da semana. A consulta do sítio na Internet permite ver o investimento que, nos últimos tempos, o programa tem vindo a fazer nos logues, sob a designação de "Cadernos digitais". Também em França, e sob a coordenação do CLEMI (Centre de Liaison de l'Enseignement et des Moyens d'Information), decorre a partir de segunda-feira a semana dos media na escola, para a qual aquela instituição mobiliza centenas de meios de comunicação e milhares de escolas de todo o país. Uma amostra da intensa e diversificada actividade do CLEMI pode ser consultada na página dedicada a esta Semana dos Media. Em Portugal, depois de alguma expressão adquirida por iniciativa idêntica, a Semana dos Media tem vindo a perder visibilidade, destacando-se apenas as iniciativas levadas a cabo pelo projecto do Público, "Público na Escola".

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Leituras Dois textos do site Sala de Prensa: Carlos Santiago: "Periodistas en vías de extinción: una comprobación lamentable" Javier Darío Restrepo: "Periodismo... más necesario que pan"

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Profissionais e amadores Aproveitando a semana de acesso livre ao Financial Times, recomendo a leitura do equilibrado e clarividente artigo de Tom Glocer, Old media must embrace the amateur. Fica este extracto: "(...) So how should we respond to and control content fragmentation in this era of two-way flow? First, media companies need to be 'seeders of clouds'. To have access to high-value new content, we need to attract a community around us. To achieve that we have to produce high-quality content ourselves, then display it and let people interact with it. If you attract an audience to your content and build a brand, people will want to join your community. (...) Second, we need to be 'the provider of tools'. This means promoting open standards and interoperability, which will allow a diverse set of consumer-creators to combine disparate types of content. Third, we must improve on our skills as the 'filter and editor'. Media have always had these functions. The world will always need editing: consumers place value in others making decisions about what is good and what is not (...)".

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Ciberjornalismo: conclusões do congresso de Huesca Da sétima edição de um dos mais prestigiados e mais "antigos" congressos sobre ciberjornalismo, ficam as conclusões finais, que retiro do jornal La Nacion, num trabalho do jornalista Gastón Roitberg, no qual vale ainda a pena ler o sub-título "Voces de Huesca":

  1. La actividad ya empieza a dar beneficios. En el último año se ha producido una evolución positiva en cuanto a la publicidad, audiencias, consumos y las cuentas de resultados de los principales medios son ya positivas.
  2. El periodismo ciudadano asoma con gran fuerza. Los ciudadanos tienen ya la posibilidad técnica de publicar información y opinión en Internet de una manera inmediata y barata. Esto implica una vigilancia constante e intensa sobre el trabajo profesional de los periodistas lo que necesariamente obliga a mejorar la calidad y los modelos de la información editada por los medios de comunicación de masas, que deberán incorporar la participación ciudadana activa.
  3. El consumo de información ha variado en los últimos años y ya se han consolidado modelos exclusivos de Internet, como la información sindicada (RSS y podcasting). Estos modelos de consumo parten de la deconstrución del temario informativo en beneficio de la personalización de la información, por lo que ahora ya es posible el consumo cuándo, dónde y cómo el usuario desea. Esto debe hacer que repensemos los modelos periodísticos actuales.
  4. La publicidad en Internet continúa siendo imprescindible, pero es fundamental mejorar la creatividad y la eficacia publicitaria para explotar las posibilidades del nuevo soporte interactivo.
  5. Las agencias de información son las principales generadoras de contenidos en los medios de comunicación en Internet pero sigue existiendo la necesidad de la adaptación de la información de agencia a las características específicas de la web. El periodista es imprescindible. Los profesionales deberán adaptarse a los nuevos roles creados por las tecnologías y satisfacer las nuevas demandas de la sociedad de la información
  6. La tecnología ha cambiado los sistemas de producción de información. No obstante, aún sigue siendo fundamental cambiar las estructuras de los mensajes informativos para adaptarse a las nuevas necesidades de la sociedad.
  7. El periodista es imprescindible. Los profesionales deberán adaptarse a los nuevos roles creados por las tecnologías y satisfacer las nuevas demandas que surgen en la Sociedad de la Información. Las universidades deben, por lo tanto, asumir la formación para estas nuevas necesidades.
  8. Es ya posible realizar un control estricto sobre los consumos de información. El periodista de principios del siglo XXI debe ser consciente de que, antes que los públicos masivos, su objetivo es el interés general".

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Sobre uma notícia incompleta O Público traz hoje a seguinte breve, na página de Media: "O PÚBLICO recebeu 24 prémios no concurso anual da Society fo News Design (SND) referentes a 2005, ficando classificado entre os dez jornais mais premiados do mundo. Anunciados no passado dia 21 de Fevereiro, só agora é que o site da SND disponibilizou a listagem completa dos prémios. Todos aqueles que foram atribuídos ao PÚBLICO ficaram classificados na categoria de Prémio de Excelência." Comentário: O Público merece felicitações, até porque a Society for News Design é, actualmente, a mais reconhecida entidade do ramo. Consultando, porém, o sítio da SND, concluímos que o panorama, para os jornais portugueses, é um pouco diferente. Há, pelo menos, mais dez prémios de excelência que foram atribuídos a títulos nacionais. Perde alguma coisa o diário se disser, por exemplo, que, na mesma competição, também O Independente recebeu seis prémios de excelência (e ainda um de prata e uma menção honrosa) e que o Expresso recebeu quatro de excelência? Se várias equipas portuguesas de futebol ou de outra modalidade jogarem numa competição internacional, o Público só dará aos seus leitores os resultados de uma delas, aquela que tiver ganho, por exemplo? Repete-se aqui o que é já uma pecha da informação dos media sobre si próprios: uma informação parcial e, frequentemente, autista. CORRECÇÃO (9.3) - O leitor Adriano Nobre alerta-me para o facto de o jornal Expresso, a que faço referência no comentário anterior, não ser o semanário de Balsemão, mas um jornal da América Latina. O erro deveu-se ao facto de o site da SND indicar Lisboa como cidade da publicação premiada. Aqui fica a correcção, que se agradece. Ela não retira, no entanto, pertinência ao comentário feito.

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Como são as mulheres representadas no jornalismo? "Há ou não um olhar hegemónico masculino sobre o mundo que transparece nas notícias?" A essa e outras perguntas será hoje, Dia Internacional da Mulher, dedicado o programa "Clube de Jornalistas", no canal Dois, às 23.30 horas. No debate, moderado por Carla Martins, participam Albertina Jordão, editora do "Notícias da Amadora" e especialista em questões relacionadas com os direitos das mulheres, Cândida Pinto, subdirectora do jornal "Expresso", Fernando Cascais, director do Cenjor e professor universitário, e Maria João Silveirinha, professora universitária e investigadora, coordenadora nacional do estudo "Who makes the news?". Serão ainda emitidos depoimentos das jornalistas Inês Serra Lopes, directora do "Independente", bem como de Helena Marques e Maria Antónia Palla. Informação complementar: - Relatórios de 1995, 2000 e 2005 de "Who Makes de news" - 'Reality' in the St. Louis Post-Dispatch, artigo do Newspaper Research Journal

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Código de ética para o jornalismo visual A Society for News Design (SND) está a elaborar um código de ética que constitua uma referência para os profissionais do sector. E decidiu fazê-lo de forma participada, aceitando (e dispondo-se a publicar) contributos e comentários, tendo por base o rascunho já redigido. Dado o interesse e actualidade do assunto, aqui se publica cópia desse rascunho: "The Society for News Design's Proposed Code of Ethical Standards Preamble: As members of the Society for News Design, we have an obligation to promote the highest ethical standards for visual journalism - for all journalism - as they apply to the values of accuracy, fairness, honesty, inclusiveness, and courage. Accuracy Accuracy is the indispensable value in journalism and must not be compromised. We must deliver error-free content, across all our media platforms. We must ensure that our content is a verifiable representation of the news and of our subjects. We promise never intentionally to mislead those who depend upon us for public service. We will correct errors promptly and prominently. We must be as accurate with our colleagues as we are with our audiences. Honesty We value original thought and expression. Our work will be free from fraud and deception ? that includes plagiarism and fabrication. We will attribute content and honor copyrights. We will strive to keep news content free of special interests, inside or outside the news organization. We embrace the value of transparency, disclosing the thinking behind key decisions ? from a credit line up to an editor's note on the front page. Fairness We must be scrupulously fair. We recognize that our work can have great impact on the subjects we cover and therefore we must respectfully balance that against the public's need to know. Even when it is impossible to avoid harm in the pursuit of truth telling, we will work hard to minimize that harm. We will listen to our critics. Our judgment in these matters must be based on our sense of right and wrong in a manner consistent with our professional values. Inclusiveness We will remain vigilant in our quest to combat prejudice and lead needed reforms. We will avoid stereotypes in reporting, editing, presentation, and hiring. Diversity, broadly defined, will be a hallmark of our work. We accept the responsibility to understand our communities and to overcome bias with coverage that is representative of the constituent groups in the community. Over time, all groups, lifestyles, and backgrounds should see themselves and their values represented in the news. Courage Journalists need moral and, at times, physical courage to fulfill their responsibility to serve the public. It takes courage to stand behind values such as accuracy, honesty, fairness and inclusiveness. Such courage is necessary to achieve personal integrity and build credibility. This includes the courage to step beyond rigid boundaries. We must test conventional thinking explore innovative story-telling to help changing audiences understand an increasingly complex world. Logic and literalness, objectivity and traditional thinking have their important place, but so must imagination and intuition, responsible creativity and empathy".

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Weblogues e o seu impacto no jornalismo Ainara Larrondo Ureta (Universidad del País Vasco) Presencia del formato weblog en los cibermedios: una aproximación a sus usos y funciones José Manuel Cerezo Gilarranz (Fundación Auna) Los weblog: participación y política en la Sociedad de la Información Jorge Sánchez Badillo (Universidad Nacional Aut ónoma de México) Información, periodismo y weblogs. Reflexiones teóricas Rafael Carrasco Polaino (Universidad Complutense de Madrid) Weblog. Posibilidades y amenazas de la facilidad de publicación de información en la Red. David Parra Valcarce (Universidad Complutense de Madrid) La bitácora: participación, transformación, infoxicación y consolidación. (Intervenções da mesa sobre Impacto de los Blogs en el Periodismo y los Medios, coordenada por Jesús Flores Vivar, da Universidad Complutense de Madrid, na V Bienal Iberoamericana de la Comunicación 2005).

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Achegas para uma "alfabetização digital" Um dos desafios mais prementes para quem navega na web é ser capaz de avaliar a fiabilidade dos sítios que visita. Daí que seja importante a capacidade de accionar e aplicar critérios de análise. Esse seria um dos eixos daquilo a que se tem vindo a chamar alfabetização digital, erradamente confundida, por vezes, com destrezas técnicas no manuseio do hardware e software. Os dois contributos seguintes, de uma investigadora da universidade de Vigo, orientam-se nesse sentido: Gloria Gómez (2005). "Tres criterios para evaluar la calidad informativa en Internet: credibilidad, cobertura, novedad". Global Media Journal (em espanhol), vol. 2, nº4. Gloria Gómez (2004). "Una Perspectiva Evaluadora de Documentos Web desde la Ciencia de la Comunicación". Razón y Palabra, nº40.

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Novidades no Jornal a partir do dia 13 Agustina e Rui Reininho colunistas do JN O JN está a publicar um anúncio em que chama a atenção para a sua edição do próximo dia 13, data em que o Jornal surgirá com alterações, algumas delas significativas. O "Diário Digital" foi saber o que a equipa dirigida por José Leite Pereira tem estado a preparar. Daquilo que apurou conclui-se que "o objectivo é aproximar o jornal ainda mais dos leitores", e afirmar-se pela utilidade e acutilância. Em concreto:

  • Uma nova revista, intitulada "Viva", à sexta-feira, voltada para o universo da televisão;
  • Nova secção de abertura, designada "Primeiro Plano", abordando destaques da actualidade;
  • Fusão das editorias de Política e Sociedade, surgindo em seu lugar o "Nacional";
  • Desaparecimento do caderno diário de Desporto, que será publicado só às segundas-feiras (sendo a informação desportiva publicada nas páginas normais do JN);
  • O suplemento de Negócios transita da segunda para a quinta-feira;
  • Novos colunistas, nomeadamente Agustina Bessa-Luís e o cantor Rui Reininho;
  • Alguns retoques, não muito profundos, no grafismo do jornal;
  • Maior ênfase às políticas e as suas consequências na vida das pessoas;
  • Aumento do espaço editorial do "noticiário de proximidade".
Conhecemos estas informações através do "Diário Digital". Embora já não em primeira mão, seguramente que elas serão igualmente conhecidas, e certamente com mais pormenor, através do próprio JN. A este propósito, o site respectivo desconhece em absoluto que se preparam todas estas mudanças.

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Público: novos colaboradores e outra ordenação de secções O Público, que completou ontem 16 anos de existência, anunciou para hoje pequenas alterações na ordenação das suas secções (a Economia vai mais para o fim e a Cultura passa a ser paginada junto à informação de Sociedade e Ciência). Por outro lado, o diário inicia uma nova etapa no espaço de opinião, com a contratação de novos colunistas. Nas palavras de José Manuel Fernandes, trata-se de "mais gente nova, mais gente de fora de Lisboa e mais mulheres", consciente que está o jornal de que "a pluralidade de pontos de vista não deve ser apenas ideológica, mas reflectir as diferentes formas de olhar para os problemas do país e do mundo que diferentes experiências de vida e formações académicas proporcionam". Os nomes anunciados são os de Constança Cunha e Sá, Pedro Magalhães, Rui Ramos, Rui Tavares, Vítor Dias, André Freire, João Teixeira Lopes, Carla Machado e José Miguel Júdice. São de saudar estes esforços. Mas é de registar que tais medidas reforçam um modelo de jornal existente. Não inovam relativamente a esse modelo. Neste contexto, uma sugestão: o blogue do provedor do leitor, que foi e é certamente uma excelente ideia, não tem passado de um repositório das colunas de Rui Araújo. É bom disponibilizar as cartas dos leitores, acompanhadas das respostas dos responsáveis editoriais e dos jornalistas assim como do remate do provedor. Mas um blogue é - podia ser - bem mais do que isto.

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O que é, hoje, ser correspondente estrangeiro? Um livro recentemente publicado nos Estados Unidos da América [Through Their Eyes - Foreign Correspondents in the United States, de Stephen Hess, Brookings Institution Press 2005] sobre a cobertura feita da América de Bush pelos correspondentes estrangeiros lança a polémica: em 90 por cento dos casos, é possível exercer as funções de correspondente naquele país, vivendo, por exemplo em Tóquio ou em Bogotá ou em Lisboa. E isto porque, no dia a dia, mais do que a informação mainstream, que as agências dão, se trata sobretudo de, com meios escassos, encontrar novas fontes, descobrir informação relevante que os grandes media não dão. Aí, os blogues e outro tipo de ferramentas de auto-edição surgem como recurso imprescindível. O que leva o site IBLNews a perguntar, uma vez mais: "Serão os blogues o futuro do jornalismo?". De um colóquio recentemente realizado sobre estas matérias, o mesmo site fornece o link para o podcasting de vários dos intervenientes.

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Podcasting : já é possível ouvir (um pouco) o Expresso O Expresso disponibilizou este sábado, com a entrevista ao primeiro-ministro, José Sócrates, um serviço de podcasting anunciado como a primeira de uma série de iniciativas análogas. O conteúdo áudio da entrevista pode ser importado e ser, posteriormente ouvido no computador, no iPod ou num qualquer leitor de mp3. O semanário diz ser "o primeiro jornal de informação a lançar online a tecnologia digital podcast".

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Doutoramento de Estrela Serrano aprovado com "muito bom com louvor e distinção" Intitulada "Para um estudo do jornalismo em Portugal, 1976-2001. Padrões jornalísticos na cobertura de eleições presidenciais", a tese de doutoramento de Estrela Serrano corresponde a uma vasta investigação que permite conhecer de forma aprofundada a cobertura noticiosa dos media em período de campanha eleitoral para a Presidência da República. A investigadora analisou o trabalho feito a esse nível pelo "Diário de Notícias", RTP, SIC e TVI. Segundo se escreve hoje no DN, os padrões de mediatização foram sendo alterados ao longo dos tempos, devendo essa mudança ser interpretada à luz da vontade de satisfazer "'a identidade idealizada do espectador ou leitor' que o jornalista constrói com base nas tais audiências ou shares, sem conhecer o perfil do seu público". Estrela Serrano considerou ainda que os jornalistas "mostram que o interessante é mais notícia do que o verdadeiramente importante" e que, em televisão, as imagens não revelam ideias, apenas ilustram o que o discurso jornalístico diz (na vez do candidato). No blogue http://industrias-culturais.blogspot.com/, Rogério Santos disponibiliza mais dados sobre a apresentação pública desta tese que decorreu, ontem à tarde, no ISCTE e que mereceu a aprovação máxima por parte do júri onde se integrava o orientador desse trabalho, Prof. Paquete de Oliveira.

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Jornal em papel electrónico aparece em Abril Duzentos assinantes do jornal económico belga "de Tijd" estão a testar a eficácia do papel electrónico, prevendo-se que, em Abril, esta nova tecnologia possa começar a empreender uma pequena revolução nos jornais. A notícia é do jornal alemão "Die Welt".

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Cobertura jornalística das eleições presidenciais Estrela Serrano tem amanhã, dia 2, às 15 horas, a defesa da sua tese de doutoramento em Sociologia. Intitula-se "Para um estudo do jornalismo em Portugal, 1976 - 2001. Padrões jornalísticos na cobertura de eleições presidenciais". A sessão tem lugar no novo edifício do ISCTE, em Lisboa. A orientação coube aos Profs. Paquete de Oliveira e Mário Mesquita.

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RTP ultrapassa (de novo) as audiências da SIC Segundo se pode ler hoje no "Jornal de Notícias" (artigo de Ricardo Paz Barroso): "O principal canal da estação pública terminou o mês de Fevereiro à frente da SIC, no eterno campeonato das audiências. Esta é a segunda vez, num período de quatro meses, que a RTP1 alcança este feito. Foi também em Outubro que este canal conseguiu ultrapassar a SIC. Foi a primeira vez, desde Abril de 1995. (?) Embora lidere no conjunto do mês, a RTP1 é ultrapassada pela SIC no horário nobre (19-24 horas) em 3%, obtendo apenas 21,7% e nas manhãs, das 10 às 13, com o programa 'Fátima'". Com estes números, a direcção de Francisco Penim poderá ter algumas dificuldades em continuar o seu trabalho. Hoje, em entrevista ao "Diário de Notícias", Manuel Fonseca diz que a sua demissão como director de Programas da SIC "foi uma opção errada do conselho de administração". No entanto, não se pode ignorar que as suas últimas decisões na Direcção de Programas foram desastrosas. Passados alguns meses após a renovação de directores, impõe-se a pergunta: o que mudou realmente na SIC na generalista? Mudaram (para melhor) as manhãs e o início da tarde, é verdade, mas falta ainda assegurar formatos (eficazes) no arranque matinal e no final da tarde. E o horário nobre?? Mudou o estúdio do "Jornal da Noite", mas isso é um pelouro da Direcção de Informação. Nos serões, talvez fosse melhor ir por outro caminho, porque é aí que os canais privados ganham mais (prestígio, audiência e receitas publicitárias).

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Estágios em debate Os estágios nas redacções são o tópico de partida para a edição de hoje do Clube de Jornalistas na TV [Dois, 23h30]. O programa é moderado por Carla Martins e conta com a presença de Alfredo Maia, Daniel Ricardo, Henrique Pires Teixeira e Marta Curto. Este é um tema que tem motivado diversas intervenções públicas, nomeadamente do Sindicato de Jornalistas que fala de "exploração de centenas de estudantes". A palavra "exploração" é, aliás, frequente neste debate. Mas não é só por aí que o problema dos estágios se coloca, parece-me. É também uma questão de qualidade dos próprios órgãos de comunicação social que publicam ou emitem "trabalho inexperiente"... que pode ser o mesmo que dizer, imponderado e precipitado... O que, num sector tão sensível como este, pode não ser um problema menor.

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TV do futebol

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» Televisão e cidadania. Contributos para o debate sobre o serviço público. Manuel Pinto (coord.), Helena Sousa, Joaquim Fidalgo, Helena Gonçalves, Felisbela Lopes, Helena Pires, Luis António Santos. 2ª edição, aumentada, Maio de 2005. Colecção Comunicação e Sociedade. Campo das Letras Editores.

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» Em nome do leitor. As colunas do provedor do "Público". Joaquim Fidalgo. Coimbra: Ed. Minerva. 2004

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