Weblogue colectivo do projecto Mediascópio - CECS / Universidade do Minho | RSS: ATOM 0.3 |



Um manancial para o estudo do jornalismo O site do GT Estudos de Jornalismo, da Compós (Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação), do Brasil, foi reformulado e está agora acessível a partir da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Baía. Vale a pena ser visitado: lá se podem encontrar todos os textos apresentados nos encontros da Compós desde a criação do GT, em 2000, e as instruções de como participar da (nova) lista de discussões

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Arcebispo contra a BBC O arcebispo católico de Birmingham desferiu um ataque sem precedentes contra a BBC, acusando a estação de enviesamento e hostilidade na abordagem de questões relacionadas com a Igreja Católica. Um caso citado refere-se a "O Sexo e a Cidade Santa", edição do programa Panorama, previsto para ser emitido em Outubro, coincidindo com o 25º aniversário do papado de João Paulo II.

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Jornais e revistas sobre Música A Biblioteca Pública de Braga abre amanhã uma exposição de revistas e jornais musicais provenientes das suas colecções, como forma de evocação do Dia Mundial da Música. O catálogo que acompanha a exposição é constituído pela descrição bibliográfica dessas publicações, dados que estão disponíveis no site da Biblioteca Pública de Braga. Estão patentes mais de uma centena títulos cujo ano de início de publicação se inscreve entre 1792 e 2001. Entre os mais antigos conta-se o Jornal de Modinhas (Lisboa, 1792), destinado exclusivamente à edição de músicas.

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Parece que o canal informativo francês de expressão internacional sempre vai avançar, depois das oscilações iniciais. A via ou o entendimento encontrado é que não deixa de ser surpreendente pois pode juntar dois eternos inimigos do panorama audiovisual francês: a TF1 e a France Télévisons, que significa também uma união entre uma empresa pública e uma privada. A notícia é do "Le Monde" de hoje: "L'alliance privé-public entre TF1 et France Télévisions semble acquise. Une restructuration de l'audiovisuel extérieur public est envisagée par le rapport rendu public mardi 30 septembre. Le projet devrait voir le jour fin 2004." A este assunto refere-se também o "Libération". Portanto está em vias de concretização um projecto que, antes de nascer, parece já ter um rival à altura, pois a CNN prepara também uma versão em francês. Também em França, o crítico de televisão e animador do conhecido "Arrêt sur Images" Daniel Schneidermann, parece estar de saída do "Le Monde". Parece que as razões são evidentes, a julgar pelo artigo publicado no "Libération": "Il faut savoir où tu es, Schneidermann. Si tu es dedans ou dehors.» Le directeur de la rédaction du Monde, Edwy Plenel, crie au téléphone. On est à la fin du mois de février. Daniel Schneidermann, chroniqueur au supplément «Radiotélévision» du Monde et animateur d'Arrêt sur images, sur France 5, propose à Plenel un débat contradictoire dans son émission avec Pierre Péan et Philippe Cohen, qui viennent de publier la Face cachée du Monde. Plenel est furieux : «Parler avec Péan et Cohen ? Non. La consigne, pour l'instant, c'est qu'on ne parle pas à l'extérieur, et surtout pas avec Péan, qui est antisémite.» Antisémite, Péan ? proteste Schneidermann. C'est alors que Plenel s'emballe : «Il faut savoir si tu es dedans ou dehors (1).»

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"Os mass media na família" O tema escolhido para o Dia Mundial das Comunicações Sociais do próximo ano pelo papa João Paulo II será "Os mass media na família: um risco e uma riqueza". A evocação ocorrerá, em 2004, no dia 23 de Maio. Tradicionalmente, a divulgação do tema do ano seguinte ocorre no dia 29 de Setembro, festa de S. Miguel, S. Rafael e S.Gabriel, este último tido por padroeiro da rádio. No dia 24 de Janeiro, festa do padroeiro dos jornalistas, S. Francisco de Sales, é divulgada a mensagem do papa para a evocação do Dia, instituído por solicitação do Concílio Vaticano II.

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RDP e RTP-África vistas "do outro lado" A matéria já tem uns dias, mas vale pelo ponto de vista africano sobre as emissões da RTP África e RDP África. A propósito de uma reunião de ministros dos PALOP relacionados com os mass media, recentemente realizada em Lisboa, o secretário de Estado Português Domingos Jerónimo terá manifestado a "total disponibilidade" do seu Governo para apoiar os media dos países africanos de língua portuguesa. Eis o comentário da agência All Africa.com, que se define como "the largest electronic distributor of African news and information worldwide": "'We must bet on these channels to and for the Lusophone world", Jeronimo declared. But, despite their names, in fact there is very little specifically African about them. RTP-Africa is full of Portuguese football matches, the Portuguese news, Portuguese soap operas, and third rate Portuguese game shows (including Portuguese versions of such British TV games as "Who wants to be a Millionaire ?", and "The Weakest Link"). There is no way that a Mozambican or Angolan audience will identify with such programming." E sobre o argumento do governante português de que estes meios se dirigem a 200 milhões de falantes da língua de Camões: "In fact, most of these 200 million people live in Brazil and are most unlikely to tune into Portuguese channels aimed at Africa. Jeronimo also makes the mistake of assuming that people living in former Portuguese colonies speak Portuguese. In fact, the 1997 census showed that the great majority of Mozambicans speak no Portuguese at all, making it a nonsense to describe the country as "Lusophone", other than in the narrow, official sense."

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Despedimento de Schneidermann à vista A notícia vem no Libération: Os órgãos directivos de Le Monde não têm apreciado nada as posições críticas sobre a orientação do diário expressas publicamente pelo seu crítico de televisão Daniel Schneidermann e abriram o processo com vista ao seu despedimento. Refere o Libé: "Selon nos informations, Jean-Marie Colombani n'a pas apprécié que Schneidermann renouvelle ses critiques dans son dernier livre, «le Cauchemar médiatique» (Denoël), à paraître jeudi. Dans ce livre, dont l'essentiel n'est pas consacré au «Monde», Schneidermann écrit notamment, à propos de «la Face cachée du "Monde"»: «Il me semblait que "le Monde", plutôt que de répondre comme un clan sicilien offensé par la provocation d'un clan rival (...), devait répondre comme un journal dans une démocratie développée au XXIe siècle: en ouvrant ses bouches, ses comptes et ses archives». Recorde-se que Schneidermann, que é também o autior do programa televisivo "Arrêt sur Images", do France 5, revelou, não há muito tempo, que uma crónica do Provedor do Leitor de Le Monde sobre o livro "La Face Cahéé du Monde", havia sido censurada, o que terá irritado particularmente Jean-Marie Colombani, director do diário.

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Libération: 30 anos e um almanaque de 508 pp. O jornal francês Libération, que celebra este ano três décadas de existência, publica quarta-feira, 1 de Outubro, um almanaque de 508 páginas, com o mesmo formato do jornal. "Este livro de histórias, reunidas por Oliviero Toscani, ilustra os últimos 30 anos de vida do diário francês através da reprodução de títulos e artigos publicados no Libération. A escolha de Toscani, o criativo que ajudou a dar nome à Benetton, confirma o forte investimento do jornal na comemoração do seu aniversário". (fonte: Newsletter de Media e Publicidade da Lusomundo).

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Futuros jornalistas Inicia-se hoje um ciclo de seminários temáticos, promovidos pela turma de jronalismo do 5º ano de Comunicação Social da Universidade do Minho. A iniciativa, coordenada por Felisbela Lopes, visa pôr os estudantes, que no próximo semestre, iniciarão o sue estágio nas empresas jornalísticas, em contacto com interlocutores que os familiarizem com sectores da vida social e cultural. O calendário é o seguinte: 29 de Setembro: “Os meandros das fontes de informação” 27 de Outubro: “Quem dita as regras no desporto?” 3 de Novembro “Pelos corredores do sistema de saúde" 10 de Novembro “A organização do poder local” 10 de Novembro “A esfera do religioso" “Os actores da ordem pública” 24 de Novembro “Economia: protagonistas e instituições” “Quem promove a cultura?" Nomes como Pedro Bacelar, Carlos Daniel, D. Jorge Ortiga, Mesquita Machado, Luísa Bessa, João Aguiar, Carlos Valério e Eduardo Jorge Madureira participarão nesta iniciativa.

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Castells e a Internet A revista digital i-Colectiiva traduziu para português (com adaptações) uma recente entrevista do sociólogo catalão Manuel Castells ao diário Le Monde. Considera ele, a propósito da Internet, que "Hoje dispomos de elementos suficientes para demonstrar que a Internet não isola e tampouco é um instrumento de poder ou do mundo dos negócios. Pelo contrário, é um espaço descentralizador e cidadão. A Internet é um fenômeno econômico, social e político, mas não é nem uma tecnologia que traz em si a solução global aos problemas da humanidade, nem um sistema que cria desigualdades sociais." (via weblog Comunicação, Cultura e Política, de Dênis de Moraes).

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Viajando pela blogosfera Suzana Gutierrez reflecte sobre o fenómeno, num texto com este mesmo título. E sustenta, a dado passo: "(...) os weblogs terão cada vez maior importância, especialmente na comunicação e na educação. São grandes contribuintes para o aumento no número de emissores de conteúdo na internet. São adjuvantes da pesquisa, seja como registro de campo ou como organizador de conteúdos, possibilitam um tipo de investigação aberto que subverte os padrões encontrados na academia. Além disso, weblogs vêm se transformando em importantes repositórios de informações, em verdadeiros filtros que avaliam, interpretam e indexam estas informações. Os weblogs são ambientes de construção cooperativa do conhecimento, da criação de comunidades de pesquisadores e, também, uma alternativa a mídia tradicional, uma possibilidade de voz autônoma no ciberespaço."

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Sarjeta A propósito do post "jornalismo canallha", de ontem, recebi de um leitor a pergunta sobre se a classificação se aplicava àqueles de quem se queixa o director de Periodismo Digital ou também ao comportamento do próprio director. Basta ler esta peça publicada na passada terça-feira no jornal El Mundo para ver que de um lado e de outro o jornalismo andou, neste caso, ao nível da sarjeta.

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AACS multa TVI A Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS) condenou a TVI a pagar uma multa no valor de 50 mil euros (10 mil contos) em resultado de um processo de contra-ordenação instaurado pela emissão de uma reportagem em que foram entrevistados e filmados menores. A reportagem contava o caso de um homem que lançou ácido sulfúrico à sua ex-mulher e entre os entrevistados estaria uma filha do casal de sete anos. (Fonte: Jornal de Noticias)

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Jornalismo de saúde A Universidade Lusófona lança, a 4 de Novembro, um curso de especialização pós-graduada em jornalismo médico e de saúde, com a duração global de 160 horas e em horário pós-laboral.

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Motor de busca para blogs Está disponível a versão Beta do WeblogAbout, um motor de pesquisa para weblogs (em língua espanhola). Tem 449 blogs registados. Mais informações aqui. Dica de eCuaderno.

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Registo Matéria para ampla reflexão e debate o texto de Miguel Sousa Tavares sobre os riscos da concentração dos media (incluindo o post scriptum sobre esse caso deprimente da deputada Maria Elisa), bem como o de Rui Baptista intitulado "O tempora, o mores".

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iBlog no Mac! "Apple has added to more bits of software to its .Mac collection - iBlog and Version Tracker Plus. iBlog is a straightforward, OS X application for creating blogs - online journals - that are hosted on your iDisk. Unlike some other blogging tools, there is no complex software installation to go through, though the interface does take a little bit of getting used to." (Fonte: PC Pro)

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Mais uma para a colecção Berlusconi foi aos Estados Unidos. Ali, entre outras actividades oficiais, encontrou-se com empresários de Wall Street. Justificando em pleno o sentido da advertência recente dos bispos italianos, saiu-se com esta pérola, que pode juntar-se a muitas outras tiradas famosas: «Somos o país mais americano de Europa. Só temos 16% de comunistas e as nossas secretárias têm umas pernas de dar a volta à cabeça. Venham investir e morrer em Itália». (Fonte: El Mundo ). A polémica não se fez esperar.

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Jornalismo canalha Ao "jornalismo de caçadeira" a que alude hoje o Ponto Media, poder-se-ia acrescentar o "jornalismo canalha". E nada melhor para o ilustrar do que ler o folhetim que vem publicado no Periodismo Digital, sob o título La llamada de Pedro J. y el pánico de Melchor Miralles ou "Las maniobras del Director de El Mundo y su subalterno en El Mundo TV para censurar y silenciar a Periodista Digital".

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A partir da próxima semana, o diário britânico The Independent vai sair para as bancas em dois formatos alternativos – o actual broadsheet e uma nova versão em formato tablóide – mantendo exactamente os mesmos conteúdos. A notícia, que vem hoje no DN, ressalva uma importante característica do mercado britânico: até agora, o formato e a “respeitabilidade” do jornal sempre tinham estado associados – jornais “de referência” em formato broadsheet, jornais “sensacionalistas” em formato tablóide. Confesso que estou com grande curiosidade em conhecer os resultados, a médio prazo, desta decisão. Qual dos formatos irão os leitores habituais do The Independent preferir? A mudança poderá ajudar a captar novos leitores, para quem o manuseamento de um jornal de grandes dimensões se torna incómoda na pagarem de autocarro ou numa mesa de café? Haverá outros jornais que seguirão o exemplo? Ou correrá o jornal The Independent o risco de ser castigado pela ousadia? Se a experiência correr bem, apelo desde já aos responsáveis do Expresso que ponderem fazer o mesmo… :-)

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Os números da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragens (APCT) relativos à primeira metade deste ano revelam que o Correio da Manhã (CM) foi o jornal diário generalista com maior volume de vendas, tendo crescido cerca de 17,5 por cento em relação ao mesmo período de 2002. Alguns dos dados divulgados pela APCT podem ser consultados na própria edição online do CM, do Diário Económico (aqui e aqui), e no Público (aqui e aqui), já que não encontrei o comunicado no site da associação. O artigo do CM reproduz as opiniões de Emídio Rangel, Vicente Jorge Silva e Paquete de Oliveira, que aproveito para transcrever: “Como interpreta a liderança do CM no panorama da imprensa jornalística?” Emídio Rangel: “O Correio da Manhã procura aproximar-se dos seus públicos, tenta acertar naquilo que as pessoas pretendem. É esse respeito pelo público que explica o êxito do jornal. Os que vivem de costas voltadas para as pessoas pagam um preço”. Vicente Jorge Silva: “A tabloidizição da Imprensa portuguesa é um fenómeno muito negativo. Sou a favor da Imprensa de referência, como o jornal Público, e continuo fiel aos seus valores. A ditadura da maioria faz-me espécie. Faço parte do outro clube”. Paquete de Oliveira: “O CM beneficiou do aparecimento de títulos como o ‘24 Horas’. Deixou de estar no extremo, passou a ocupar um ponto médio e traçou uma estratégia que combina muito bem aspectos dos títulos de referência com outros dos jornais populares”.

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TV, ficção, realidade e censura A decisão da Justiça brasileira de proibir a exibição do programa Domingo Legal é objecto de amplo tratamento no Observatório de Imprensa. O seu director, Alberto Dines , considera que a medida revela "o furor censório e a comichão autoritária que domina grande parte da magistratura brasileira", uma vez que "o réu só pode ser punido pelas infrações cometidas e não por aquelas que eventualmente cometerá". Por sua vez, no mesmo local, o jornalista e professor Muniz Sodré prefere analisar o fenómeno dos deslizamentos entre os terrenos da fição e os da realidade. "A verdade mesmo - observa - é que, na sociedade midiatizada de hoje, a mídia eletrônica pode ser tão alucinatória quanto um estupefaciente qualquer. A própria reação das instituições tradicionais acaba, sem disto se aperceber, entrando no jogo, ao se rearrumarem as coisas dentro da própria linguagem que o sistema televisivo entende e assimila: a da lógica empresarial". É ainda Muniz Sodré que recorda alguns casos recentes da televisão brasileira: 1. Há pouco mais de um mês atrás, todas as circunstâncias da filmagem da cena de uma personagem sendo morta por bala perdida numa rua da Zona Sul do Rio de Janeiro ("Fernanda", da telenovela Mulheres Apaixonadas, da Rede Globo de Televisão) foram tratadas pela imprensa como se fosse um fato do real-histórico. 2. Semanas depois de a cena ter sido transmitida ao grande público, uma passeata em favor do desarmamento, também na Zona Sul do Rio, contou, além dos populares de sempre, com a presença de atores dessa mesma novela, dentre os quais Tony Ramos numa cadeira de rodas, para simular o personagem que, na ficção eletrônica, ficara gravemente ferido em conseqüência do citado episódio da bala perdida. 3. Agora, em setembro, o programa Domingo Legal (Gugu Liberato, SBT) transmite uma entrevista, de aparência jornalística, em que dois supostos criminosos encapuzados fazem ameaças a autoridades e jornalistas de um outro canal de tevê. Diante da reação dos atingidos e das perspectivas de punição por parte dos órgãos competentes, o apresentador Gugu Liberato desculpa-se publicamente sem, entretanto, conseguir pôr um fim às mais variadas manifestações de indignação, uma das quais se traduziu no cancelamento de um patrocínio.

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ÍNTIMA FRACÇÃO SUSPENSA O que já há tempos pairava no ar aparece, preto no branco, no blog Íntima Fracção: a nova Direcção da TSF decidiu tirar este programa da grelha da estação. A palavra a Francisco Amaral, seu autor há 20 anos: "No próximo sábado cumpre-se a última "Íntima Fracção" na TSF. Já não é a primeira vez que o programa é suspenso. Quando da passagem da Antena 1 para a TSF, há 14 anos ( ! ), a IF parou durante 4 meses. Durante os 20 anos que completa a 8 de Abril de 2004, foi o único período em que a sua transmissão esteve suspensa. A IF é um programa de rádio de autor, por isso, não faz sentido dizer que acabou. É absurdo dizer a um pintor que deixe de pintar porque uma galeria não lhe expõe mais os quadros. Mesmo que a esta galeria se tenham dedicado 14 anos de vida. Assim, a IF continua. Procura casa. Uma casa da Rádio onde se abra a janela e se deixe o som, o rumor do coração e da música, sair pelo meio da noite ... flutuando ... através do espaço infinito. Entretanto, amigos do programa decidiram criar IF no ar, um blog que recolhe ideias para a continuidade do programa.

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Imagens animadas no jornal do futuro O novo tipo de jornal reciclável que se perspectiva poderá também incorporar imagens animadas, de acordo com os horizontes abertos por pesquisas de cientistas holandeses da Philips. Segundo um artigo da Reuters, "Even before the electronic ink has dried on the e-page, a new generation of electronic paper may soon be able to bring a moving image to a foldable screen near you". (via Contrafactos).

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Vale a pena transcrever a última newsletter do Sindicato dos Jornalistas: DIREITOS LABORAIS "ESQUECIDOS" NA CIMEIRA DA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO As organizações sindicais repudiam a ausência de menções aos direitos laborais fundamentais na agenda da Cimeira Mundial das Nações Unidas sobre a Sociedade da Informação, que terá lugar em Genebra, na Suíça, em Dezembro deste ano. FIJ DENUNCIA ARROGÂNCIA NORTE-AMERICANA NO IRAQUE A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) considera inaceitável a decisão dos investigadores norte-americanos de ilibar as tropas do EUA de qualquer responsabilidade pela morte de Mazen Dana, um premiado repórter de imagem palestiniano morto a tiro a 17 de Agosto, em Bagdade. TELEVISÕES ÁRABES PODEM SER EXPULSAS DO IRAQUE A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) condena a ameaça de expulsão de Bagdade feita às estações televisivas Al-Jazeera e da Al-Arabiya pelo Conselho Governamental Iraquiano, e acusa-o de minar a liberdade de imprensa ao tentar abafar vozes independentes e alternativas. JORNALISTA DE “O JOGO” ISOLADO NUM ARMAZÉM POR RECUSAR RESCISÃO A Jornalinveste, proprietária e editora de "O Jogo", mantém ilegalmente um jornalista isolado num armazém de painéis publicitários da Olivedesportos, na Maia, denuncia o Sindicato dos Jornalistas (SJ) em comunicado.

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Os blogs de sites noticiosos devem ser editados antes da publicação ou isso “corta” o seu carácter espontâneo? A pergunta é de Mark Glaser, na OJR, e as opiniões de vários editores e jornalistas dividem-se. A perspectiva de Mark Paul, do Sacramento Bee, daria para começar uma longa discussão: “O profissional sabe que precisa de um editor, e o amador acha que não precisa de um”. Embora não existam ainda “códigos de boas práticas” para o funcionamento de blogs pertencentes a sites noticiosis, Mark Glaser deixa algumas sugestões aos seus responsáveis: definir o assunto do blog (por exemplo, uma matéria que não tenha tido espaço nas páginas da edição impressa), escolher pessoas em quem se confie para escrever os posts, dar a conhecer o blog e o seu funcionamento às pessoas da redacção e administração que não participam na sua escrita, e não ter medo de colocar os links para sites com informação adicional para os leitores (“Keep the readers in mind, and try to be of service to them. That will bring them back on a regular basis”).

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"A Dois" - novos dados Na apresentação da programação de "A Dois" feita ontem na Assembleia da República pelo ministro Morais Sarmento, ficamos a saber, pelo DN e pelo Público de hoje, mais alguma coisa sobre o que vem aí. Assim: - A Fundação Gulbenkian poderá juntar-se à lista das instituições que terão espaço no canal; - O conselho de acompanhamento, de carácter consultivo, terá uma «comissão permanente»; - A Dois não terá publicidade comercial, embora o seu financiamento passe «por dez spots de cinco segundos por minuto, como forma de patrocínio»; - A percentagem de conteúdo de serviço público passa dos actuais 45 para 80 por cento e a produção nacional terá na nova grelha uma quota de 60 por cento; - Um aspecto mais relacionado com a área deste blog: O Clube de Jornalistas terá no canal um programa semanal que debaterá publicamente todas as questões do mundo da informação escrita, televisiva, radiofónica ou on-line.

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O que diz Moniz? Quinto aniversário da chegada de José Eduardo Moniz ao quarto canal que passou, entretanto, da terceira posição para a primeira e, depois, para a segunda , em termos de share de audiências. Na entrevista ao Público, o que diz Moniz? Que "nenhum programador faz a televisão de que gosta". Ou seja, e nas palavras dos entrevistadores Sofia Rodrigues e João Manuel Rocha, "dirige um canal que pouco tem a ver com os seus gostos pessoais". A frase tem-me andado a bailar no espírito desde que a li, de manhã, e acho que tem qualquer coisa de estranho, qualquer coisa de masoquista. É claro que muito pouca gente se pode dar ao luxo de fazer exactamente aquilo de que gosta. É igualmente indesmentível que muito boa gente bem gostaria de trabalhar no que lhe dá gozo, e não ir, cada manhã, como quem vai para o cadafalso ou, pelo menos, para um qualquer purgatório. Não será o caso de Moniz. Não se pode dizer que ele seja propriamente um condenado. É difícil acreditar que um profissional da sua laia ande nesta vida por desprazer. Que regresse, cada noite, a casa vergado à má-consciência de um trabalho mal feito. Que entre nas instalações da TVI macerado pelo modelo de televisão preferido e que "assentaria numa grande dose de informação, num conjunto de séries e de bom cinema". É por isso que, reconhecendo ao director da TVI a competência num estilo e o direito à insatisfação perante o que faz, eu não entendo o que ele diz e que faz o título da entrevista ao Público.

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Audiência da imprensa regional Estão a decorrer neste momento reuniões para apresentação da metodologia e dos resultados de um grande estudo sobre audiência de imprensa regional desenvolvido pela Marktest. A divulgação pública do estudo ocorrerá em 15 de Outubro próximo. As reuniões têm decorrido desde 12 deste mês com as publicações periódicas regionais das diversas regiões do país, juntando a Marktest e a AIND - Associação Portuguesa de Imprensa. Á última edição da newsletter da Marktest explica a metodologia seguida no estudo: "O objectivo de um estudo desta natureza é obter indicadores de leitura de títulos Regionais, comparáveis com os indicadores obtidos para os títulos nacionais, no estudo Bareme-Imprensa. No entanto, devido ao número elevado de publicações a operar no mercado português, tornava-se necessário definir critérios de inclusão de títulos. Com esse objectivo, em meados de 2001, a Marktest decidiu realizar um estudo piloto que pudesse fornecer informação necessária à selecção dos títulos a estudar num projecto regular. Este estudo piloto foi realizado no Bareme-Imprensa, na 3ª vaga de 2001 e 1ª e 2ª vagas de 2002 e consistiu em perguntar espontaneamente aos entrevistados que publicações de Imprensa Regional tinham por hábito ler ou folhear. Concluído este teste, foram seleccionados todos os títulos que obtiveram espontaneamente um mínimo de 5 referências na amostra (num total de 15,321 entrevistas), para estudo no projecto regular de Audiência de Imprensa da Marktest - o Bareme-Imprensa."

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"Mas isso é jornalismo"? Acaba de sair o número 83 (relativo a Setembro) da Revista Latinoamericana de Comunicação Chasqui. Entre outros artigos, destaca-se "El ciberperiodista: entre la autoridad y la interactividad", de José Luis Orihuela. Trata da "existência de tipos e funções específicas do narrador, em ambientes de informação interactiva". O registo do texto num curto extracto: "(...)La clave de la nueva narrativa ciberperiodística consiste en que los narradores dejen de comprender al periodismo como una "conferencia" y lo comprendan como "una conversación o un seminario". Las audiencias, lectores, espectadores, televidentes, se han convertido en una parte sustancial del proceso comunicativo. Su voz suena ahora junto a las voces "profesionales", y a veces, hasta con más fuerza. El dilema de los nuevos narradores no consiste en perder autoridad para ganar interactividad, sino en redefinir el alcance y los contenidos de su autoridad en un entorno interactivo o pretender seguir al margen del proceso, desautorizando sistemáticamente las voces nuevas bajo la desgastada consigna "es eso periodismo?" (...)

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Dois dos vários pontos de interesse dos posts de hoje do Ponto Media: "AQUI ESTÃO as notas de entrada deste ano (do último aluno colocado) nos cursos de Comunicação e Jornalismo do Ensino Público: - UNova (C.Com.) – 16,45; - UPorto (Jorn. e C.Com.) – 15,80; - ISCSP (Com. Social) – 15,75; - UCoimbra (Jornalismo) – 15,30; - Politécnico Lisboa (Jorn.) – 15,23; - Pol. Coimbra (Com. Soc.) – 14,77; - UPorto (C. Inf.) – 14,60; - UMinho (Com. Soc.) – 14,46; - Pol. Setúbal (Com. Soc.) – 14,15; - Pol. Portalegre (Jorn. e Comunic.) – 13,80; - ESE de Faro (Com. Soc.) – 13,74; - UBeira Interior (C.Com.) – 13,54; - Pol. Leiria (Com. Soc. e Edu. Multimédia) – 13,49; - Pol.Viseu (Com. Soc.) – 13,39; - Pol. Tomar (Com. Soc.) – 12,34. " Censura nos Media "The Top 25 Censored Media Stories of 2002-2003" já saiu. Uma iniciativa do Project Censored. Vale a pena olhar com atenção para o tipo de matérias que não passou no crivo dos censores (que são, por norma, defensores da liberdade de expressão).

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Sinais (minoritários) dos tempos Do texto "A televisão por um sabonete", de Joâo Miguel Tavares, no DN: "A televisão da minha sala não está morta, mas definha. Longe vão os tempos em que abria o olho mal eu entrava em casa, e me acompanhava noite dentro, sem pestanejar. Hoje envelhece muda, com uma ou outra demonstração de vitalidade _ um jogo de futebol, um telejornal mais assanhado, uma visita que insiste em ver a novela _, mas sempre em doses homeopáticas e sem qualquer espécie de fidelidade à programação dos canais abertos. A esses, a minha televisão fechou-se. Não por me repugnarem os reality shows, a banalidade das telenovelas portuguesas ou a tabloidização dos noticiários. A repugnância ainda é uma forma de fascínio. Simplesmente, os canais generalistas, na sua pastosa mediocridade, na sua «programação classe C», não me despertam quaisquer sentimentos - apenas um infindável tédio. (...) Da mesma forma que não usamos todos os dias, durante três ou quatro horas, uma batedeira, uma máquina de lavar ou um aspirador, também a televisão recuperou a sua dimensão puramente utilitária _ já não é ela, com o seu olho gigante, que me vê a mim, mas sou eu que a vejo a ela, quando quero e como quero. (...)".

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Fosso geracional no uso da Internet Pondo em causa a ideia de que o fosso digital é de natureza económica, um estudo recente concluiu que é a idade e não o dinheiro que é determiante no uso da Internet . O estudo foi realizado em meados deste ano no Reino Unido por uma equipa coordenada pelo Prof. Richard Rose.

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Blogger/Jornalista despedido Um jornalista da Bloomberg diz ter sido despedido alegadamente por causa do blog pessoal que mantém. E não é caso único. I got fired from Bloomberg today because of this web site. I'll post more about it later but I need to start networking like mad now and find a job. If anybody knows of any job openings, email me. Dica de Dan Gillmor.

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Ecos do Encontro Uma boa sintese relativa ao I Encontro Nacional sobre Weblogs, realizado na última quinta e sexta-feira, na Universidade do Minho, em Braga, vem publicada no suplemento Computadores do Público de hoje. "Escrever Sim, Discutir Não", é o título que o autor, Pedro Fonseca, lhe dá, para aludir à ideia, ventilada no evento, de que é mais fácil fazer um blog do que discutir a blogosfera e o seu papel na sociedade. O texto principal é complementado com a peça Ferramenta de Aproximação no Ensino e Blogues para a cidadania.

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Um blog estuda blogs de celebridades Um blog sobre blogs, logo um metablog. Chama-se so this is mass communication? e é editado por uma doutoranda que, na Universidade da Florida (em Gainsville) estuda os blogs de algumas celebridades. No primeiro post: Welcome to my blog. I figured if I am going to study it, I should learn how to use it. ". (dica de Mediatic).

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Moblogs e jornalismo O Público traz hoje um trabalho de Paulo Miguel Madeira, intitulado Webloggers saem para a rua sobre os possíveis impactes dos moblogs na prática e no produto jornalísticos. Um extracto:"A realização em Tóquio da Primeira Conferência Internacional sobre Moblogging, em 5 de Julho, parece indicar que há de facto alguma coisa em marcha. A ideia de qualquer pessoa se poder tornar um repórter acidental permite pensar que isso pode mudar alguma coisa no jornalismo. "Todas as barreiras à publicação, que até existiam na publicação a partir de computadores pessoais, desapareceram com o 'moblogging', e isso é espantoso", disse o organizador da conferência, Adam Greenfield. Mas também há a perspectiva de os jornalistas profissionais virem a utilizar o 'moblogging' como sistema de publicação." O autor do artigo cita Rheingold e um artigo que escreveu sobre o fenómeno dos blogs na Online Journalism Review em que sublinha: "É óbvio que está a emergir um novo fenómeno social mas que ainda não é claro se estamos a assistir a uma moda passageira ou à emergência de um novo e poderoso 'medium' para a acção colectiva, como a literacia que foi permitida pela imprensa escrita e pela Internet".

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Blair aperta BBC O governo de Tony Blair prepara uma profunda reforma da BBC que poderá custar à empresa o fim do estatuto de autonomia de que gozou desde a sua fundação. Segundo o diário La Vanguardia Digital: "El acoso se explica, en parte, por el pacto que el primer ministro suscribió con Rupert Murdoch antes de las elecciones de 1997". E o autor da peça, correspondente do jornal em Londres, acrescenta:. "Jamás en toda su ilustra historia se había encontrado la BBC con un gobierno tan hostil como el de Tony Blair, empeñado en segar su independencia e implantar en el Reino Unido un modelo de radiotelevisión controlada por el poder, como es el caso de Estados Unidos, Italia y otros países europeos".

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SEMANA DOS MEDIA NA ESCOLA 2004 EM FRANÇA O Clemi - Centre de Liaison de l'Enseignement et des Moyens de Comunication, organismo francês com grande e meritório trabalho realizado no campo de Educação para os Media, tem já em preparação a próxima edição - a 15ª - da semana dos media na escola, que decorrerá entre 22 e 27 de Março de 2004. Este será um extraordinário momento de reflexão e promoção das boas práticas no campo da educação para os media em França. O tema escolhido para o próximo ano é também aliciante: "Diversité des médias, pluralisme des opinions".

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Os media ao serviço do bem comum Ainda não tinha tido oportunidade de ler o documento recente dos bispos portugueses, intitulado Responsabilidade solidária pelo bem comum. É sem dúvida um quadro de referência para reflectir sobre a vida pública, que mereceu, em tons diferentes, atenção da blogosfera ( A Esquina do Rio, o Blogdemocracia, A Quinta Coluna , aaanumberone, Arte de Opinar e Catalaxia), com excepção dos blogs da "I Liga" e de muitos dos "opinion makers" dos nossos media. O documento inclui um ponto sobre o papel dos media: "Os meios de comunicação social desempenham um papel fundamental enquanto educadores informais da comunidade humana. Daí decorre a responsabilidade moral em relação ao bem da sociedade. Esta enorme capacidade, que os agentes dos meios de comunicação social possuem de interferir no bem comum, pode concretizar-se em sentido negativo, pela acentuação da violência, exploração dos instintos e tantas outras formas que denigrem a pessoa humana na sua dignidade, como em sentido positivo, pela apresentação e promoção dos valores da comunidade. Mesmo considerando que a responsabilidade moral nem sempre gera audiências nem vende jornais, não se podem considerar como critérios primeiros e exclusivos a soberania das forças do mercado livre, a preocupação exclusiva pelas audiências e pelas vendas, a preocupação em dar aos leitores, ouvintes, telespectadores e internautas apenas aquilo de que gostam e que alimentam os seus instintos mais primários. Renovamos o nosso aplauso e a nossa gratidão ?a quantos contribuem para que os meios de comunicação social estejam sempre ao serviço da verdade e do bem, da liberdade e do direito, da cultura e da solidariedade, portanto da realização pessoal e do progresso da sociedade? 18 . Uma comunicação social autêntica só tem sentido quando está ao serviço do homem e da sociedade, ao serviço da verdade e do bem. Nesse sentido, os media devem ser ponto de referência na formação dos cidadãos para a participação responsável e solidária no bem comum. O Estado tem um papel moderador importante, através de leis e políticas que sejam congregadoras e enriquecedoras dos pluralismos existentes numa sociedade aberta. ?Uma das formas de o fazer é velar por que a comunicação social não agrida nem silencie os valores que alicerçam o edifício nacional, nomeadamente os de natureza cultural e religiosa. Outra forma é suprir, no respeito do princípio da subsidiariedade, as eventuais deficiências da comunicação social privada na promoção desses valores? 19 . Uma sociedade civil desperta e actuante na afirmação e defesa da vontade colectiva e uma autoridade pública atenta e capaz ao serviço da comunidade, são essenciais para a construção do bem comum. Aqui encontra justificação o serviço público de comunicação (imprensa, rádio, televisão, internet) como um direito de todos os membros da comunidade. A ele corresponde o dever de todos, e em particular do Estado, para com a sociedade aberta, plural e heterogénea, de fomentar os valores que mais dizem à alma nacional: a arte, a cultura, a língua, as crenças, os costumes, a saúde, a segurança e a esperança num futuro melhor. Nesse conjunto, estão também incluídos os valores da espiritualidade e da religião cristã-católica, numa abertura a outras expressões religiosas." Por sinal, um ponto sem grandes novidades e, no último período, com um discurso que ganharia em clareza se se circunscrevesse à religião cristã/católica ou, se fosse essa a intenção, que me agrada mais, que referisse também as restantes religiões. Não se entende o que vem a ser "...numa abertura a".

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ENCONTRO DE BLOGS E A EDUCAÇÃO O Encontro de Weblogs, realizado em Braga nos dias 18 e 19 de Setembro foi um excelente momento de divulgação, reflexão e estudo do fenómeno dos blogs, que tem tido um excepcional crescimento em Portugal nos últimos meses. A temática dos blogs na educação foi também debatido, tendo ficado bem patente a pertinência e importância que esta ferramenta pode ter na escola, com incidências directas na motivação e envolvimento dos alunos, participação em projectos, no campo que se abre ao nível da criatividade e novas ideias, e nas vantagens que trás relativamente ao aumento de interacção entre alunos, professor e alunos e mesmo entre os diversos professores. Foi também várias vezes aflorada a possibilidade dos weblogs servirem de plataforma para edições escolares, com especial relevo para o jornal escolar. Será, com toda a certeza um campo a testar e a explorar nos próximos tempos, embora algumas questões possam desde já ser suscitadas. A forma de organização dos weblogs, embora favoreça o arquivo e a sistematização cronológica da informação, não tem uma estrutura tradicional dos jornais online, podendo esse facto desencorajar ou minimizar o impacto de possíveis experiências; O eterno problema da preparação dos alunos e professores para a utilização das ferramentas, com especial incidência para as classes mais jovens, onde os weblogs poderiam ter uma pertinência e um efeito maiores.

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Algumas notas breves sobre o encontro de blogs - As duas intervenções iniciais foram um excelente momento para pensar a blogosfera num mapa mais largo de questões que ela coloca. Quando nos encontramos no meio da floresta, só vemos árvores. Para ver a floresta, é necessário distância e altura. Há quem só goste de ver a floresta. Há quem não goste ou não possa sair do meio das árvores. - Da intervenção do Jose Luís Orihuela, resumida numa síntese disponível em português , ficou-me a metáfora da cerveja. Quando Gutemberg "inventou" a imprensa, os monges copistas, numa primeira fase, entraram em crise de identidade, mas depois da fase depressiva, dedicaram-se a fabricar cerveja (de que nos chegaram algumas das melhores marcas). A nova "invenção" gutemberguiana seria esta possibilidade de de publicação e edição virtualimente diponibilizada de forma fácil a toda a gente, aberta pela web e, em especial, pela ideia subjacente aos blogs. A "cerveja" seria aquilo que os jornalistas teriam agora que inventar; ou seja, a redefinição do papel e lugar do jornalismo num novo quadro em que cada pessoa ou grupo também pode ser fonte e autora da sua própria palavra, da sua própria voz; - da intervenção do António Granado, anoto apenas um ponto que tempera e complementa a provocação de Orihuela: o acesso à Internet ainda é um fenómeno de info-ricos, o que ainda é mais verdade para o âmbito da blogosfera (ao contrário do que poderia fazer supor uma notícia breve do Público de ontem, que dizia que em Portugal o acesso à Internet tem 6.158 milhões de clientes). - o encontro Blogs & Beers foi um excelente momento de encontro descontraído, numa esplanada sossegada do centro de Braga: deu para aquelas conversas que os ambientes um pouco mais formais dos encontros não dá. Foram feitas fotos que brevemente começarão a circular.

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Grupo Lusomundo funde empresas "Fusão de empresas no grupo Lusomundo": "A Empresa do Jornal de Notícias passa, a partir de hoje, a incorporar as sociedades Diário de Notícias, Pressmundo, Prodiário e Someios. O registo do projecto de fusão foi ontem efectuado pela Lusomundo Media, do grupo Portugal Telecom (PT). Fora da fusão por incorporação ficaram a TSF, a Editorial Notícias e os jornais regionais que o grupo possui."

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Podemos acreditar no que vemos, ouvimos e lemos? O Flashpoints USA é uma série da PBS (Public Service Broadcasting), dos EUA, sobre assuntos de grande relevância pública, da responsabilidade de dois nomes importantes do jornalismo, Bryant Gumbel and Gwen Ifill. O mais recente episódio intitula-se Can you believe what you see, read and hear?.

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A propósito do encontro, realiza-se amanhã em Braga mais um Beers & Blogs, às 9 da noite, no Nova Bar Esplanada, no Campo da Vinha.

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Um blog aberto a todos Os enorganizadores do I Encontro Nacional sobre Weblogs, que amanhã se inicia em Braga, decidiram divulgar publicamente o login e a password de acesso à zona de escrita do blog do Encontro, de modo a permitir a qualquer interessado intervir nesse mesmo blog. A ideia é que quer os participantes no Encontro, quer aqueles que não têm possibilidade de participar, possam, nos próximos dias, intervir no debate sobre a blogosfera, suas potencialidades, realizações riscos. Para os menos familiarizados com os blogs, que estejam interessados em dar a sua opinião, deverão aceder ao Blogger, inserir o login (encontro) e a password (braga) e começar a escrever. Acabada a mensagem, basta clicar em "post and publish" e já está. Apesar dos riscos, a iniciativa parece estar a correr bem.

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Debater o ensino do Jornalismo Cerca de uma dezena de cursos de jornalismo e comunicação de diferentes partes do país apresentam, hoje e amanhã, na Universidade do Minho, em Braga, as suas experiências de ensino, os fundamentos e orientações das suas propostas curriculares, as dificuldades e mais valias da formação que promovem e, em geral, as exigências, metodologias e conteúdos do que importa considerar, hoje, na formação dos futuros jornalistas. Esta iniciativa da SOPCOM-Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação é organizada pelo Núcleo de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho. A abrir a iniciativa, haverá um enquadramento geral da problemática do ensino do jornalismo, proposta por Eduardo Meditsch, da Universidade Federal de Santa Catarina do Sul (Brasil) e de Xosé Lopez Garcia, da Universidade de Santiago de Compostela.

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Jornalismo participativo Já se encontra disponível o livro We Media: How audiences are shaping the future of news and information, de Shayne Bowman/Chris Willis (edição de JD Lasica e prefácio de Dan Gilmor). O tema do livro é o jornalismo participativo, no qual os blogs (ou, com mais rigor, uma parte deles) se podem incluir. Registo a posição de Gilmor: "(...) This is all about decentralization. Traditionally centralized news-gathering and distribution is being augmented (and some cases will be replaced) by what?s happening at the edges of increasingly ubiquitious networks. People are combining powerful technological tools and innovative ideas, fundamentally altering the nature of journalism in this new century. There are new possibilities for everyone in the process: journalist, newsmaker and the active ?consumer? of news who isn?t satisfied with today?s product ? or who wants to make some news, too. One of the most exciting examples of a newsmaker?s understanding of the possibilities has been the presidential campaign of Howard Dean, the first serious blogger-candidate, who has embraced decentralization to the massive benefit of his nomination drive. Participatory journalism is a healthy trend, however disruptive it may be for those whose roles are changing. Some of the journalism from the edges will make us all distinctly un-comfortable, raising new questions of trust and veracity. We?ll need, collectively, to develop new standards of trust and verification; of course, the lawyers will make some of those new rules. And today?s dominant media organizations ? led by Hollywood ? are abusing copyright laws to shut down some of the most useful technologies for this new era, while governments increasingly shield their activities from public sight and make rules that effectively decide who?s a journalist. In a worst-case scenario, participatory journalism could someday require the permission of Big Media and Big Government." (dica de Ponto Media).

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Experiência jornalística: curso avançado de step, cardiofit e danças latinas Para apresentar os noticiários do principal concorrente da TV Globo, a SBT, basta saber ler e ter um bom par de pernas. A estratégia de colocar duas jovens de currículos nada jornalísticos (uma era bailarina de lambada e a outra comissária de bordo) e curvas tonificadas como pivôs já abrange dois telejornais. A notícia está no JN de hoje e nem sei porque me dei ao trabalho de fazer este post quando faria muito mais pela minha carreira passando quatro horas por dia no ginásio.

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Blogodependências Sempre que um fenómeno se expande e ganha visibilidade, surgem os discursos e as teorias sobre a dependência. O mesmo se passa com os blogs. Esta pode ser uma matéria interessante, nas vésperas do encontro sobre weblogs em Braga. Mas é sintomática a tendência de colocar os problemas no factor externo e raramente no sujeito que com ele lida. Leitura de apoio com o seu lado provocatório: o texto "Variations sur le blog": "Que représente le blog pour le blogger : Le blog est le blogger ! Je défends l'idée que le blog est l'ego du blogger, son "moi», (caché), enfin pas si caché que cela, heureusement pour nous !" (via mediaTIC).

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RTP compensada... por quê? A notícia já tens uns dias, mas não queria deixá-la passar ao lado. Segundo o Público de sexta-feira passada, o novo contrato de concessão de serviço público estipula que o Estado indemnize a RTP pela perda de receitas publicitárias decorrente da limitação imposta ao tempo de anúncios comerciais permitido por hora. Isto vem na sequência daquele protocolo assinado entre os três operadores de televisão, ao abrigo do qual os dois privados (SIC e TVI) se comprometem a emitir alguma programação de serviço público enquanto a RTP reduz a publicidade de forma a libertar para os concorrentes mais mercado publicitário - e o povo terá que fazer zapping entre os canais para ver o serviço público. Se já não percebi a generosidade deste acordo nem de que maneira vai melhorar a televisão que temos, menos ainda alcancei a lógica subjacente ao cálculo das indemnizações compensatórias na proposta do novo contrato de serviço público (que vai ser apreciado pelo Conselho de Opinião e pela AACS, entidades que, como sabemos, estão dotadas de amplos e vinculativos poderes...). Segundo a notícia, o Estado compromete-se a indemnizar a RTP "do valor correspondente a preços de mercado à perda de receitas de publicidade decorrente da imposição de critérios específicos quanto ao conteúdo da programação de serviço público e de um limite, ao número de minutos de publicidade por hora, inferior ao fixado para os restantes operadores". Se bem percebi, o Estado vai pagar mais à RTP para produzir menos serviço público. E haverá mais alterações: o Conselho de Opinião quase desaparece como órgão consultivo (mais uma revisão legal e ele desaparece de vez...) e desaparecem também as obrigações de emissão mínima de ficção e documentários de produção nacional.

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Parece que o primeiro flash mob em Portugal não correu propriamente como o esperado, mas a organização já prometeu voltar "ao ataque" com uma segunda edição, a 25 de Outubro, em diversas cidades do país. O relato pode ser lido aqui.

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O "piii..." da Antena Um Não sei se o sinal horário que, até ontem, caracterizava a antena 1 da RDP era "o mais belo" do mundo, como emocionadamente escreve Adelino Gomes, no Público. Era uma imagem de marca, pelo menos. E, sobretudo, aquele que foi escolhido para o substituir parece-me de qualidade muito duvidosa. Ao mesmo tempo, não deixa de ser curioso como pequenos nadas, como um sinal horário, podem revestir tanta importância. Aquele sinal, aquele simples "piii", que muitos ouvíamos sem ouvir, afinal tem importância. Assim na vida...

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Encontrei, no E-Media Tidbits, o link para o weblog de Jay Rosen, professor no departamento de jornalismo da Universidade de Nova Iorque. O blog chama-se PressThink. Logo a abrir, uma entrevista com Michelle Nicolosi, editora da Online Journalismo Review. Acerca da relação entre weblogs e jornalismo, Nicolosi diz: Let’s change the question: Is any original reporting and writing happening at independent publications online? Yes, some. When people who have worked as reporters or editors at mainstream publications become independent online publishers, the results can be good. Independent online publishers develop “authority” the same way offline publications and broadcast stations do: They prove over time that they are reliable — that they have good news judgment, that they get it right, that they are a competent guide to issues that are important and interesting to their readers.

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International Conference on Public Participation and Information Esta conferência realiza-se de 10 a 12 de Novembro próximo, no Massachusetts Institute of Technology, Cambridge, USA. São seus objectivos: "bringing together researchers and practitioners interested in the use of information technologies to support public participation, as well as researchers in fields related to participatory democracy models and information technology developments targeting public participation". Estas conferências iniciaram-se em 1999, em Lisboa.

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eCuaderno Vale a pena dar um salto ao novo eCuaderno, de Jose Luis Orihuela (que é o mesmo que vai intervir, na quinta-feira, no Encontro sobre Weblogs, na Universidade do Minho, em Braga). O novo eCuaderno, com "pistas, notícias e ligações sobre cibercultura, meios de comunicação e blogging), possui agora um espaço próprio e um design bastante mais atraente.

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Pagar para ter cobertura jornalística No momento em que o Brasil descobre que um ex-governador conhecido pelos seus apelos à ética, pagou durante anos a dezenas de órgãos de comunicação para ter notícias favoráveis, foi conhecido o primeiro índice comparativo internacional sobre a probabilidade de os media se deixarem corromper por dinheiro. Portugal ocupa, nesse estudo uma posição razoável: a 10ª, em 66 países analisados. O estudo foi patrocinado pelo maior jornal turco, o Hurriyet, e realizado pelos investigadores Dean Kruckeberg, catedrático do Departamento de Estudos de Comunicação na Universidade Northern Iowa, e Katerina Tsetsura, doutoranda do Departamento de Comunicação da Universidade Purdue. A iniciativa coube à International Public Relations Association (IPRA) no quadro da "Campanha pela Transparência dos Media".

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"The priesthood of Journalism" The priesthood of journalism stands to become more interactive and, in a sense, more accountable.Jay Rosen, in Columbia Journalism Review, Sept.-Oct.2003

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Lula da Silva "Sabem quantos profissionais de comunicação trabalham nas equipes dos diversos órgãos federais, de administração direta e indireta, em Brasília e espalhados pelo País? Exatamente 2.215. Foi o que me informaram na SECOM (Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica), quando fiz a consulta. E me disseram mais: em maioria esmagadora, são jornalistas. Profissionais de Relações Públicas e de outros segmentos? Só em raros casos pontuais. Os números confirmam a ocupação do espaço de assessoria de imprensa/comunicação por jornalistas - na esfera governamental, de forma ainda mais acentuada do que na economia privada. Os números da SECOM indicam, também, que o governo se tornou – já faz tempo – o maior empregador de jornalistas, no Brasil. E o modelo se multiplica por governos estaduais e municipais." Manuel C. Chaparro, in Comunique-se (acesso após registo). O texto ajuda a contextualizar estes dados.

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Poderes alternativos Mário Bettencourt Resendes toca hoje - ao de leve, como se vai tornando cultura dominante - "o papel dos jornalistas nas democracias liberais contemporâneas". Cita um "político britânico de primeira linha, que viu o seu nome frequentes vezes nas primeiras páginas dos jornais por motivos relacionados com a sua vida privada": «Os jornalistas dos nossos dias comportam-se como os dirigentes sindicais dos anos sessenta e setenta; ganharam um poder desmesurado, tornaram-se arrogantes, esquecem os valores originais que deveriam nortear a sua missão, invocam os interesses daqueles que supostamente representam, neste caso a entidade ambígua que é o público, para justificar as opções mais polémicas, estão deslumbrados pela notoriedade e influência de que dispõem - não sei se, daqui a duas ou três décadas, não estarão reduzidos ao papel secundário que hoje têm os dirigentes sindicais, que foram ultrapassados pela crescente terciarização das economias modernas, pelos avanços tecnológicos e pela proliferação da negociação salarial ao nível das unidades empresariais.» Os comentários do director do DN ao tema parecem desviar-se da questão: "(...) muitos daqueles que agora se queixam esquecem que, durante décadas, os titulares do poder, nomeadamente político e económico, usaram fundos públicos e cultivaram relações espúrias em regime de impunidade e sem o devido escrutínio por parte dos media; são esses também os mesmos que alimentaram - e ainda hoje alimentam - a fogueira mediática onde por vezes acabam esturricados. É óbvio, mesmo assim, que espaço de afirmação dos media tradicionais tem já fronteiras fluidas. Surgem fontes alternativas de informação, com poder e influência que já não são desprezíveis. Falta-lhes, por agora, o registo da credibilidade dos títulos instalados. Se a ganharem, só nos poderemos queixar de nós próprios". Parece, assim, que: - mais do que discutir a validade e fundamento da comparação feita, o argumento da resposta consiste em passar a bola para o lado de quem faz a observação. - às fontes de informação alternativas falta-lhes ainda, segundo Bettencourt Resendes, a credibilidade de que gozam os títulos instalados. Mas essa crtedibilidade é que estava a ser questionada nas afirmações do tal político. - Não se entende porque é que os media tradicionais se deverão queixar, se as tais fontes alternativas vierem a adquirir credibilidade. Por mim, parece-me salutar que se multipliquem as fontes e que aumente a qualidade. Porque é que haveríamos de criar antinomias onde pode haver complementaridades?

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"Panem (pouco) et circenses" (muito) José Manuel Nobre Correia, um professor que há longos anos trabalha sobre os media na Universidade Livre de Bruxelas, tem um texto no Público de hoje ("Os Produtores de Espectáculos"), cujo interesse reside em ser a visão (particular) de um observador português que nos vê do exterior. A parte final sublinha: "Os "media" portugueses constituem globalmente uma triste ilustração dos efeitos nefastos da concorrência em tempos de neo-liberalismo selvagem e de fragilização do poder político. Renunciam cada vez mais a propor uma abordagem inteligível da actualidade capaz de permitir uma melhor inserção dos indivíduos na vida da "polis", fazendo deles cidadãos no pleno sentido da palavra. E assumem-se gradualmente como produtores de um espectáculo permanente que transforma as pessoas em actores narcísicos e exibicionistas ou espectadores "voyeurs" e amadores de sensações fortes. A sociedade do consumismo e do "lazerismo" terá pois o futuro garantido. E a democracia ?... "

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Moblogs Vale a pena ler 'Moblogs': el ojo público, de Eva Dominguez, em La Vanguardia: "Los 'moblogs' ofrecen al periodismo testimonios gráficos de primera mano, allí donde el periodista no puede llegar. Los medios tienen más ojos públicos que nunca. Cuentan con muchos colaboradores potenciales. La labor de los profesionales sigue estando ahí, porque el acceso a la tecnología no es suficiente para hacer buen periodismo. Lo que sí parece es que aunque las bases del oficio sean las mismas, las formas están cambiando porque en la era de Internet las reglas de la difusión del mensaje son distintas y las expectativas de los lectores respecto de los medios, también".

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A causa deles O Causa Nossa continua lá, imperturbável, com o anúncio datado de 2 de Julho: "Causa Nossa será apresentado no prazo de um mês. Contará com a participação de Ana Gomes, Eduardo Prado Coelho, Elisa Ferreira, Jorge Wemans, Luís Nazaré, Luís Osório, Maria Manuel Leitão Marques, Vicente Jorge Silva, Vital Moreira". Então, mas a causa deles não contempla o direito - ou o simples desejo - do leitor a um complementozinho de informação? A não ser que "um mês", na causa deles, ... Actualização (atrasada): A Causa Nossa está com uma "pedalada" tal que, ainda antes de nascer (sim, porque aquilo que nos ofereceu foi uma comunicação de nascimento), já tem um challenger: a Causa Vossa, que promete fazer soar as trombetas celestes e as infernais: "Causa Vossa será apresentado assim que possível. Contará com a participação de Álvaro Cunhal, Aníbal Cavaco Silva, António Guterres, António Ramalho Eanes, Diogo Freitas do Amaral, Jorge Sampaio, José Manuel Durão Barroso, Manuel Alçada e Mário Soares".

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A atracção dos mentirosos A corrida ao blog que "está a dar", avaliada pelo contador, é impressionante. Em escassos dias, ultrapassou a centena de milhar de visitas. E isto apesar de (ou por causa de) de dizer para não se acreditar em nada do que escreve. Fenómenos.

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E o Pentágono? A capa do Público do passado dia 11 provocou, como refere hoje a Direcção daquele diário, em nota editorial "reacções desencontradas". O mesmo aconteceu na blogosfera. É salutar que provoque reacções e não menos salutar que sejam desencontradas. Houve quem não gostasse nada de ver o jornal associar a data de 11 de Setembro, na mesma página, aos atentados de Nova Iorque e Washington e ao golpe de estado perpretado por Pinochet no Chile. Mas houve igualmente quem se regozijasse com tal associação. Pela parte que me diz respeito, fui sensível a outro ponto: nas cerca de dez peças que o Público dedicou ao 11 de Setembro de 2001, é preciso um grande esforço para encontrar lá alguma referência àquele ponto, aparentemente irrelevante, que foi o ataque terrorista ao centro nevrálgico do poder militar americano - o complexo do Pentágono. Que os Estados Unidos da América tenham procurado montar uma releitura dos factos em que o atentado ao Pentágono praticamente desapareceu é uma coisa. Que o Público, e em geral a Imprensa, alinhem sem mais nesse refazer da história, é outra bem diferente.

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"Ponto Media" Entre a mão cheia de motivos de interesse que o Ponto Media hoje nos proporciona, destaco: - novas funcionalidades do Blogger Pro (como colocar posts para dias futuros) que passam a estar gratuitamente ao dispor dos utilizadores; - o novo blog Pessoal e... Transmissível, do programa com o mesmo nome, de Carlos Vaz Marques, na TSF; - ... e uma notícia que prova que, por vezes, o crime compensa.

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As vantagens do digital Uma forma excelente de aproveitar as potencialidades que a internet oferece aos jornalistas que trabalham para publicações online: nos 30 anos sobre o golpe que derrubou, no Chile, o presidente Salvador Allende, o jornal La Tercera, desde a meia noite até ao final do dia de hoje, tem publicado o que estaria a acontecer no Chile, em cada minuto, se estivessemos em 1973. À hora deste post, era isto: 15:45| Aún no existe confirmación oficial. Versiones militares aseguran que altos oficiales del Ejército habrían ordenado a un grupo de peritos de Investigaciones realizar los primeros exámenes médicos Dica de E-Media Tidbits.

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A propósito... A propósito: para quando a nomeação e entrada em funções de um novo Provedor do Leitor do Público? Os leitores aguardam desde 30 de Setembro de 2001. Houve uma vaga promessa e, que tenha visto, nenhuma explicação, entretanto. O Diário Económico referiu, a dado momento, o nome de Joaquim Furtado, mas nada, até agora, se concretizou. Em que ficamos?

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O jornalismo em questão Tinha-me passado a leitura e a referência ao texto de Estrela Serrano, na segunda-feira. Estamos tão carentes de análises sobre a produção jornalística, que não podemos senão congratular-nos com as achegas da Provedora do DN. Desta vez, toma como motivo da sua coluna a "série de acontecimentos ocorridos no mundo dos media (que) provocou sobressalto em todos aqueles que encaram o jornalismo como um elemento essencial da democracia." A reflexão incide em particular sobre as fontes não identificadas que, cada vez mais, estão presentes no nosso jornalismo. Em que condições é legítimo recorrer a fontes anónimas? Em que medida o recurso a esse tipo de fontes contribui para descredibilizar o jornalismo? A autora refere, entre outros, os autores Bill Kovach e Tom Rosenstiel, no livro The Elements of Journalism (2001). Aí, observa Estrela Serrano, "lembram que uma das mais antigas técnicas adoptadas pelos jornalistas para assegurarem ao público a fiabilidade do seu trabalho é fornecer-lhe as fontes das informações. Quando a fonte é claramente identificada o público pode decidir por si próprio se a informação é credível".

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JJ - nº15 Tendo como tema forte "A imigração e as minorias na imprensa e na televisão" (um trabalho de Isabel Ferin da Cunha), acaba de sair o número 15 da JJ - Jornalismo e Jornalistas, revista editada pelo Clube de Jornalistas. A entrevista de fundo deste número tem como figura o Prof. Nelson Traquina, catedrático de Jornalismo na "Nova" de Lisboa, que considera que os jornalistas deveriam fazer um esforço por dar mais notícias positivas. A habitual e sempre interessante rubrica "Memória" trata, desta vez, ao longo de 14 páginas, "A Emissora Nacional nos anos 30" Outros temas deste número: cobertura jornalística da guerra no Iraque; a gestão das empresas de imprensa regional e rádios locais; e jornalistas como empregados de limpeza nas rádios locais de Setúbal.

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"A tabloidização fatal da vida portuguesa" "Uma onda de sordidez invadiu o país, misturando a queda de uma ponte no IC19 com a natureza do pacto de estabilidade, a pequena malandrice das cassetes pornográficas com a pedofilia, o "Big brother" com o regresso às aulas. Esta onda de sordidez em torno de acontecimentos televisivos ajuda a perceber o que está em causa: a tabloidização fatal da vida portuguesa." Francisco José Viegas, Jornal de Notícias, 11.9.2003

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Programa final do Encontro de Weblogs Acaba de ser divulgado, no blog respectivo, o programa final do I Encontro Nacional sobre Weblogs, que se vai realizar na próxima semana, na Universidade do Minho. Ei-lo: Dia 18 de Setembro 17.30 h Abertura do secretariado e recepção dos participantes 18.00 h Abertura e sessão de boas-vindas 18.15 h Intervenções:

*Panorama da blogosfera em Portugal, por António Granado (Ponto Media) *Panorama espanhol e europeu da blogosfera, por Jose Luis Orihuela (e-Cuaderno).
19.45 h Suspensão dos trabalhos Dia 19 de Setembro 09.30 h 1º Painel - Weblogs, cidadania e participação
*Abrupto *Blog de Esquerda *Socioblogue
11.00 h Intervalo 11.30 h 2º Painel - Weblogs, ensino, aprendizagem e investigação
*Aula de Jornalismo *Gente Jovem *JornalismoPortoNet *Teoria da Comunicação
13.00 h Intervalo para almoço 14.30 h 3º Painel - Weblogs, jornalismo e comunicação
*Contrafactos e Argumentos *Íntima Fracção *Jornalismo Digital
16.30h Intervalo 16.45 h Sessão final: Weblogs e sociedade - Horizontes da blogosfera
*Todos os participantes
18.00 h Encerramento dos trabalhos.

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O que vem à rede Eu que sou um fiel matinal da Antena Um, ainda não me tinha dado conta - provavelmente por causa de horários desencontrados- que a rubrica "O que Vem à Rede", está a dar particular atenção à blogosfera. Diz o autor, Mário Rui Cardoso: "Acompanhando a explosão da blogosfera nacional, passaremos a dedicar especial atenção, durante algum tempo, aos blogues portugueses (...)". E já por lá passaram oito.

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Um combate entre dois poderes "La production de l'actualité politique est ainsi devenue le résultat d'un combat entre deux puissances. Les journalistes pensent que le jeu est à l'avantage des élus (qui contrôlent l'information) et les élus pensent que le jeu est à l'avantage des journalistes (qui contrôlent la publicité). Est-ce que quelqu'un pense que le jeu est à l'avantage du public ?" Michel Venne, Le pouvoir des journalistes, in Le Devoir (Québec), 8.9.2003

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Uma agenda de debate sobre os media - II O documento do SJ recorda ainda a realidade da concentração mediática entre nós: "Do quadro geral descrito, ressalta um elemento fundamental . o problema das concentrações dos meios de comunicação social e dos seus efeitos, para os quais o Sindicato dos Jornalistas tem vindo a chamar a atenção. De facto:

• Todos os principais órgãos de informação estão hoje na posse de cinco grupos - Portugal Telecom; Cofina; Impresa, Média Capital e Sonae. Além de muitas outras publicações, produtos e serviços e controlo de tecnologias e serviços de telecomunicações e Internet, bem como de distribuição de publicações, o seu domínio caracteriza-se do seguinte modo: - "Jornal de Notícias", "Diário de Notícias", "24 Horas" e TSF: Portugal Telecom - "Correio da Manhã", "Record" e "TV Guia": Cofina - "Expresso", "Visão" e SIC : Impresa - TVI, Rádio Comercial, Rádio Cidade e Rádio Clube Português: Média Capital - "Público" e Rádio Nova: Sonae • Mesmo a agência noticiosa portuguesa, a Lusa, regista uma forte influência do sector privado, nomeadamente da Impresa".

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Uma agenda de debate sobre os media - I Para além do levantamento sobre a situação actual das principais empresas jornalísticas portuguesas, a que se fez referência aqui em baixo, o Sindicato dos Jornalistas acaba de elaborar também um estudo intitulado "POR UMA AGENDA DOS PODERES PÚBLICOS PARA OS MÉDIA", entregue aos órgãos de soberania. Trata-se de um estudo de 11 páginas que caracteriza o sector dos media, escalpeliza a situação profissional dos jornalistas e propõe medidas de carácter imediato e estrutural. O documento debruça-se sobre a realidade das empresas de media, alerta para "a necessidade de remunerar o capital o mais rápida e o mais abundantemente possível", considerando que ela "vem impondo:

• Uma fortíssima concorrência e uma luta desenfreada pelas audiências • A prevalência de meros critérios de rentabilidade económica sobre os princípios do serviço público da informação • A gestão por objectivos mesmo com sacrifício da qualidade e do rigor informativos • A crescente afirmação de uma "indústria de conteúdos" • A instrumentalização da informação jornalística como mero suporte publicitário e veículo de distribuição de produtos estranhos ao objecto da comunicação social (brindes, brinquedos, cutelarias...), bem como factor de credibilização destes • A transformação da Informação jornalística em mera mercadoria passível de distribuição em múltiplas plataformas tecnológicas em que os grupos fazem grandes apostas ou de que são originários • A adopção de linguagens, estilos e até opções editoriais por vezes estranhos à autonomia editorial e técnica dos jornalistas, bem como à sua deontologia profissional • A padronização crescente dos valores noticiosos • A valorização artificial de temáticas de mero entretenimento e até de promoção de produtos e serviços numa lógica exclusivamente comercial."

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Marques de Melo: homenagens O Congresso da INTERCOM, que terminou há dias em Minas Gerais (Brasil) prestou homenagem ao Prof. Marques de Melo, o primeiro doutorado em Jornalismo no Brasil e um artífice da construção da comunidade académica das ciências da comunicação naquele país. A sua tese, defendida em Fevereiro de 1973, na Universidade de São Paulo, intitulava-se "Fatores Sócio-Culturais que Retardaram a Implantação da Imprensa no Brasil". A homenagem passa também pela abertura, na Internet, de um "Cibermemorial Marques de Melo", que inclui, para já, aspectos bio-bliográficos e outros elementos da trajectória deste professor e investigador.

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Para complementar o post anterior, aqui fica o link para uma notícia da Lusa, reproduzida pelo Público.pt. O título diz tudo: “Jornalistas: encargos com desemprego aumentam 181,3 por cento entre 2000 e 2002”.

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"A situação nas empresas jornalísticas em 31 de Agosto de 2003" é o título de um documento que o Sindicato dos Jornalistas entregou, há poucos dias, à AR e ao Governo. Trata-se de um sintético (e negro) retrato de algumas das principais redacções de órgãos de comunicação. Horários de trabalho excessivos, existência de trabalho não remunerado, falta de políticas salariais e/ou de promoções, recurso ao trabalho de estudantes, atropelos aos direitos de autor, “confusão” entre jornalistas e delegados comerciais… é só escolher. Se as coisas se passam assim nos grandes órgãos, imagine-se o cenário que resultaria de uma análise mais alargada ao nível de todo o país. A ler, sobretudo por candidatos a futuros jornalistas e recém-licenciados em busca de uma oportunidade. Não para que se conformem, mas para que estejam preparados.

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Novo blog de estudantes Blog do fórum do curso de comunicação social é nome de um novo weblog que em si mesmo diz tudo. Foi criado hoje e a justificação vem no primeiro post: "Como se torna mais fácil chegar aqui que ao yahoo groups, o cs-uminho 'transferiu-se' para a blogolândia."

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Walter J. Ong - Sítios na Web Para quem pretender entrar no pensamento e obra deste autor, aqui ficam algumas pistas: - The Ong Project - Panorama da obra de Ong - Texto: Orality and Literacy: The Technologizing of the Word - Remembering Walter Ong - Postman contra Ong.

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Ong - pensamentos The sequential processing and spatializing of the word, initiated by writing and raised to new order of intensity by print, is further intensified by the computer, which maximizes commitment of the word to space and to (electronic) local motion and optimizes analytic sequentiality by making it virtually instantaneous. Walter J. Ong, in Orality and Literacy: The Technologizing of the Word The very concept of technology arises in a context of intellecual activities which would be quite impossible unless the mind had access to technology to shape its own thinking processes. Walter J. Ong, in Technology outside us and inside us "Human knowledge demands both proximity and distance, and these two are related to one another dialectically. Proximity perceptions feed distancing analyses, and vice versa, creating a more manageable intimacy. "As a time-obviating, context-free mechanism, writing separates the known from the knower more definitely than the original orally grounded manoeuver of naming does, but it also unites the knower and the known more consciously and more articulately. Writing is a consciousness-raising and humanizing technology. So is print, even more, and, in its own way, so is the computer. But that is another story, which has yet to be told or written or printed or processed." Walter J. Ong, 'Writing is a Technology That Restructures Thought', 1986 (in Faith and Contexts v4)

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Olho Vivo recorda Walter J. Ong Agradeço ao "Olho Vivo" de Eduardo Cintra Torres a informação, que me escapara, da morte de Walter Ong, no mês passado. É um nome importante da construção do campo das ciências da comunicação e, em geral das humanidades, infelizmente quase desconhecido entre nós. Para já, as palavras de Cintra Torres: "Morreu em 12 de Agosto o padre jesuíta norte-americano Walter J. Ong. Tinha 90 anos. Escreveu em 1982 um dos livros que mais ajudam a entender os processos de comunicação da TV e outros meios electrónicos e a sua influência nas formas de pensamento e de aprendizagem. O livro, "Orality and Literacy" (Routledge, 1999), não está traduzido para português. Ong estudou com Marshall McLuhan. Mas, enquanto este se concentrou na evolução da palavra escrita para a impressa e daí até à aldeia global electrónica, Ong estudou a oralidade como meio de comunicação e nas suas implicações nos processos do pensamento (como Jack Goody). Para Ong, voltámos ao predomínio da oralidade agora que os novos humanos aprendem a linguagem através da TV, do CD, dos jogos, de outros meios electrónicos. É uma oralidade diferente da primitiva, é a "oralidade secundária", que, todavia, "depende da escrita" para a sua existência. No caso da TV, é difícil estudar seriamente os "talk-shows" e em especial os programas informativos (telejornais, debates, entrevistas), sem ter lido Ong, apesar de ele nunca se debruçar sobre este "media". Infelizmente, muitos estudos portugueses sobre TV, mas também os franceses, ainda não assumem esta abordagem, que já deveria constituir ponto de partida implícito e obrigatório. Aí, os académicos espanhóis vão anos à nossa frente. Os muitos comentadores portugueses que na imprensa escrevem sobre TV também ignoram esta dimensão essencial da comunicação oral e o que a distingue da comunicação escrita. Se McLuhan é iluminante pelas muitas intuições, verdadeiras estrelas cadentes do pensamento, Ong é mais consistente e sólido. Suponho que o trabalho de Ong sobreviverá mais tempo."

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Blogando... No Mar Salgado: "Não ganhando mais por esse facto (a não ser mais chatices e "fucking responsabilidade mediática") converteu-se automaticamente em figura pública, vendo a sua anterior vida completamente espiolhada nas televisões e jornais - desde a t-shirt, à mota, passando pelo ginásio, o divórcio, a criança, etc. Digo "anterior vida" porque trata-se de uma vida que o juíz Teixeira não voltará a ter nos tempos mais próximos, tal a devassa a que foi sujeito. (...) Será que vale tudo? Será que, a exemplo da cena política, vamos passar a ter problemas em atrair gente séria para a magistratura perante um cenário com estes contornos (cidadão indefeso versus voragem dos media)? E será exigível a alguém o total sacrifício da sua vida privada?" Não tenho acompanhado os media como gostaria. Vi alguma coisa, no sentido do denunciado aqui, há uns meses atrás. Este tipo de práticas pseudo-jornalísticas ocorre sem que se passe nada? Onde anda Alta Autoridade? O Ministério Público? A Imprensa crítica (dos outros)? Tudo com medo? No Blogítica Nacional: Transcreve na íntegra o texto divulgado quinta-feira, dia 4, pela agência Inter Press Service, sob o titulo Politicians Take Over the Journalist Seat , com assinatura de Mario de Queiroz. A abertura: "Journalists in Portugal are being displaced from news analysis and commentary by politicians, who media executives have taken by the hand in a bid to boost ratings. But media critics complain of sensationalism and conflict of interests.". No Virtualidades, sobre "A geração Big Brother": "Li em diversos artigos que este tipo de programas era para as classes menos instruídas e com pouca cultura. Por um lado, esta minha afirmação nada muda, pois sabe quem por lá anda, que o Ensino Superior está hoje cheio de "analfabetos" culturais, para quem o Big Brother representa uma boa maneira de passar umas boas horas à terça-feira. Mas se até as pessoas instruídas se deixam levar por este lixo televisivo, onde se passeiam verdadeiros ignorantes à procura da fama rápida e fácil, o que terá acontecido?" No Abrupto, sobre as linhas editoriais dos jornais portugueses: "É questão de saber se os nosso órgãos de comunicação social tem uma orientação editorial que possa ser identificada? "Num ou noutro caso, têm, ou pelo menos um embrião de orientação, como se pode perceber no Independente. Mas a regra é não terem, o que explica uma certa esquizofrenia. Esta divide-se em duas variantes: uma, a de, num mesmo jornal, haver diversos editoriais, nalguns casos completamente contraditórios, conforme os seus autores; outra, a de não existir consistência entre a linha definida nos editoriais e o conteúdo de diferentes secções, em particular as de política nacional e internacional. "Uma das razões porque me parece inaceitável, no caso português, julgar a "cor" política de um jornal pelos seus editoriais, é essa inconsistência interior. No caso da guerra do Iraque, por exemplo, os editoriais do Diário de Notícias eram às vezes, pró-coligação, mas o noticiário diário era baseado nos artigos de Robert Fisk, notório opositor da intervenção, e cujos originais saiam num jornal inglês que tinha essa oposição como linha editorial. "É uma fragilidade da nossa comunicação social essa ausência de linhas editoriais claras e eu defendo a prática anglo-saxónica de os media tomarem posições públicas sobre matérias de política corrente. No Blog de Esquerda: "Instalou-se na blogosfera um debate sobre uma suposta simpatia da imprensa por uma suposta extrema-esquerda chique. O debate faz-me lembrar um outro, nos EUA, em que os ideólogos da direita americana desfizeram-se em prosa para combater um suposto domínio dos liberais nos media. Para desmontar essa ideia peregrina, aconselho “What Liberal Media? The Truth About Bias and the News”, de Eric Alterman. Em Portugal, não podemos ignorar as tendências esquerdistas de António Ribeiro Ferreira, José Manuel Fernandes, José António Saraiva, Luís Delgado e Inês Serra Lopes. Dirá José Pacheco Pereira que todos os directores de quase todos órgãos de informação serão a excepção que confirma a regra. Imaginemos que sim. Mas que facto extraordinário terá levado a que a excepção fosse sempre promovida a director e a regra se ficasse pela redacção?"

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Pesquisadores brasileiros de Jornalismo - sociedade ganha forma no Porto! Vai nascer em Novembro próximo a Sociedade Brasileira de Pesquisadores de Jornalismo, promovida por um grupo de investigadores de diversas universidades brasileiras, ''que vem debatendo ao longo dos últimos anos a necessidade de solidificar a identidade académica do campo do jornalismo''. A decisão de iniciar o processo constitutivo resultou de ''uma avaliação preliminar realizada durante o I Congresso Luso-Brasileiro de Estudos de Jornalismo, no Porto'', no passado mês de Abril. O encontro para a formalização terá lugar na Universidade de Brasília nos dias 28 e 29 de Novembro. (dica de Eduardo Meditsch, no boletim da ALAIC)

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O pijama e a gravata Daniel Schneidermann, no suplemento de televisão do jornal Le Monde, a propósito da intenção de membros do governo francês de participar num reality show da TF1, destinado a promover uma maior aproximação entre políticos e cidadãos: Désormais, les camps sont tracés. Les tranchées sont creusées. La République ne souffrira pas la demi-mesure. On sera pour ou contre. Pyjama contre costume-cravate. « On n’ a pas besoin d’ être en pyjama pour exprimer ses convictions », a énoncé Jean-Pierre Raffarin, en conseillant « amicalement » ses ministres dans Le Figaro de ne pas participer au projet d’ émission de « politique-réalité » de TF1.

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TVI: "a grande referência da televisão em Portugal" A entrevista de José Eduardo Moniz ao Jornal de Notícias pode ser analisada de vários pontos de vista e suscitar reacções desencontradas. Há, todavia, um aspecto que creio não suscitar divergência: é clara quanto à lógica que conduz o canal. Veja-se, a título exemplificativo, o que diz acerca do Jornal Nacional e da prática de o esticar (ou, menos frequentemente) encolher, como se fosse uma pastilha elástica": "Acho que a grande referência de televisão em Portugal hoje, sejamos nós líderes ou não, é a TVI, sobretudo à noite. Portanto, os nossos concorrentes ajustam-se muito àquilo que a TVI vai fazendo. Se, por razões económico-financeiras, de estratégia de programação ou porque há muita informação do dia, resolvemos fazer jornais maiores, a concorrência acompanha. Se fazemos mais curtos, eles também. Acho que na pastilha elástica só varia a marca."

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"A Sociedade do Espectáculo" O livro de Guy Debord, "A Sociedade do Espectáculo" é já um clássico sobre o tema. Há uma tradução em português, disponível na web, para o caso de alguém estar interessado. Deixo aqui o ponto n. 30: A alienação do espectador em proveito do objecto contemplado (que é o resultado da sua própria actividade inconsciente) exprime-se assim: quanto mais ele contempla, menos vive; quanto mais aceita reconhecer-se nas imagens dominantes da necessidade, menos ele compreende a sua própria existência e o seu próprio desejo. A exterioridade do espectáculo em relação ao homem que age aparece nisto, os seus próprios gestos já não são seus, mas de um outro que Ihos apresenta. Eis porque o espectador não se sente em casa em nenhum lado, porque o espectáculo está em toda a parte.

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Novidades editoriais na D. Quixote Um livro sobre a corrupção em Portugal, da autoria de Maria José Morgado (ex-responsável pela Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira da Polícia Judiciária) e do jornalista José Vegar; um livro do director do Expresso, intitulado “Confissões de um Director de Jornal"; e os três primeiros "Cadernos D. Quixote de Reportagem", um dos cquais sobre o Processo da Casa Pia na Imprensa, de Oscar Mascarenhas e Nuno Ivo - eis algumas das novidades que encontraremos nas livrarias, entre este mês e o final do ano. Notícias mais completas no Textos de Contracapa.

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Posters da 2ª Guerra Mundial O site da biblioteca da Northwestern University, em Illinois, nos Estados Unidos, disponibiliza uma coleção de psters da Segunda Guerra Mundial. Estes documentos foram produzidos para divulgar os aliados dos norte-americanos na época. Cada poster trazia o seguinte texto: 'Este homem é seu amigo. Ele luta pela liberdade'." (dica de Poster Art, de Mario Lima Cavalcanti)

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SOBRE OS "WEBLOGS" A "newsletter" Mediabriefing.com apresenta hoje um pequeno "dossier" sobre o mundo dos "weblogs" que pode merecer uma vista de olhos.

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Apresentação de "A Dois" nos media: No Público: RTP e Governo Prometem Segundo Canal Mais Barato, um texto de Sofia Rodrigues e Ana Ribeiro Rodrigues, complementado com Programação-tipo para o Segundo Canal e Entidades Abordadas Que Confirmaram o Seu Interesse No Diário Económico: Custos do canal “A dois” estabilizam em 28 milhões de euros em 2006, um trabalho de Carlota Mascarenhas. No Diário de Notícias: RTP2 renasce em 2: num projecto inédito, de Leonor Figueiredo, texto completado com Produção nacional vai aumentar para os 60%, Mais de 50 entidades aderem ao projecto , e Crianças, jovens e mulheres são público a conquistar. No Jornal de Notícias: Novo canal 2 "Não vamos deixar deter pelos invejosos" Televisão e sociedade a dois e até ao infinito, num trabalho de Manuel menano, completado com os textos Metade dos encargos até 2006 Lista das entidades associadas ao projecto, segundo o DN: Centro Nacional de Cultura Fundação Oriente Santa Casa da Misericórdia de Lisboa Universidade de Aveiro Universidade Aberta Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa Comissão para a Igualdade das Mulheres Instituto do Emprego e Formação Profissional Instituto para a Inovação, Comissão para a Igualdade no Emprego Ordem dos Engenheiros Rádio Renascença Jornal Público Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimedia Associação dos Imigrantes Russófonos Canal Parlamento Observatório do Ambiente Clube dos Jornalistas Liga dos Bombeiros Portugueses Fundação para a Educação Ambiental Comité Olímpico de Portugal Instituto de Defesa Nacional Unidade Missão e Conhecimento Liga para a Protecção da Natureza Confederação Nacional das Associações de Família Associação Nacional das Farmácias Universidade Lusófona Fundação Luso-Americana Instituto Camões Alto Comissário para a Imigração Fundação Centro Cultural de Belém Fundação Serralves Oceanário de Lisboa.

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"A Dois": "A mais importante mudança" O Ministro da Presidência, Morais Sarmento, considerou hoje, na cerimónia de apresentação da "nova vocação e da nova imagem" do 2º Canal de Serviço Público de Televisão, que o projecto apresentado "é, talvez, a mais importante mudança" que o Governo levou a cabo no audiovisual português, "porque traduz a força de uma nova ideia, sentida e desejada por muitos outros". "Aqui temos tudo a ganhar e nada a perder" - considerou o membro do Governo, num discurso em que chega a citar o jornalista e poeta Manuel António Pina. E explica o que será o novo canal "A Dois": "A «2:» representa uma nova estação que não se fecha sobre si própria, antes permitindo um acesso sem precedentes a toda a sociedade. Uma estação que dá finalmente uma oportunidade única a essa sociedade para que possa, através do maior meio de comunicação social, reflectir as suas preocupações, divulgar os seus trabalhos, proporcionar a todos um maior conhecimento. Um canal que será complementar em relação ao restante panorama audiovisual, alargando o público alvo tradicionalmente atingido pela RTP2, promovendo uma programação diferenciadora. Um canal que terá por missão um serviço público prestado pela primeira vez pelo público." Morais Sarmento, afirmou ainda que "a previsão deste modelo é que o contributo financeiro da RTP seja cada vez menor, por oposição à contribuição dos parceiros que se espera seja cada vez maior" e que "só os programas de informação serão produzidos pela própria RTP, tudo o resto ficará a cargo de produtores independentes, seleccionados pelos diferentes parceiros."

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» Felisbela Lopes e Sara pereira (orgs) A TV do Futebol; Porto: Campo das Letras

» Televisão e cidadania. Contributos para o debate sobre o serviço público. Manuel Pinto (coord.), Helena Sousa, Joaquim Fidalgo, Helena Gonçalves, Felisbela Lopes, Helena Pires, Luis António Santos. 2ª edição, aumentada, Maio de 2005. Colecção Comunicação e Sociedade. Campo das Letras Editores.

» Weblogs - Diário de Bordo. António Granado, Elisabete Barbosa. Porto Editora. Colecção: Comunicação. Última Edição: Fevereiro de 2004.

» Em nome do leitor. As colunas do provedor do "Público". Joaquim Fidalgo. Coimbra: Ed. Minerva. 2004

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