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O Futuro da Rádio Digital A Associação Portuguesa de Radiodifusão promove este ano um conjunto de oito Seminários sobre o sector de radiodifusão. O primeiro destes encontros está marcado para o próximo dia 9, no Auditório do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Autónoma de Lisboa e pretende discutir "O Futuro da Rádio Digital - Que Alternativa?"

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Jornalismo e economia João Paulo Meneses modera a próxima edição do Clube de Jornalistas, dedicada ao jornalismo sobre economia. [custa-me dizer Jornalismo Económico. Uma vez, numa conferência sobre a reportagem de guerra, ouvi o jornalista Luciano Alvarez dizer que não há o jornalismo de guerra e o outro, porque jornalismo é jornalismo, actividade de actualidade, seja ela económica, política, social... Desde essa altura, custou-me sempre referir-me a estas especialidades.] Em estúdio, vão estar também Martim Avillez Figueiredo, director do "Diário Económico", Sérgio Figueiredo, director do "Jornal de Negócios", e Mário Mateus, presidente da empresa de meios publicitários Iniciative. [Amanhã à noite, na Dois, às 23h30]

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Nova revista anunciada para Março Parece que vai ser uma revista especialmente dirigida aos desempregados, estudantes e candidatos ao investimento. O nome, "Empregos e Negócios", vai estar associado também a um programa de televisão e outro de rádio, com 25 minutos cada, a um portal na Internet e a um salão anual. O projecto é liderado pelo ex-jornalista da RTP Paulo Lavadinho, que anunciou o lançamento da revista para Março. A publicação será mensal e custará 1,95 Euros. [informação da Lusa]

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Mudanças na editoria de Media do Público Joana Amado, que era até agora jornalista do Internacional, é desde ontem a nova editora da secção de Media do jornal Público, segundo noticia hoje o site "Meios & Publicidade" (acesso mediante registo). Substitui na função João Rocha, que transita para a editoria de economia do Público, onde exercerá as funções de jornalista, e vai acompanhada pelas jornalistas Maria Lopes e Ana Machado, provenientes das editorias de Economia e Ciência, respectivamente. O director-adjunto Nuno Pacheco explicou à M&P que o objectivo é centrar o foco da editoria de media "mais ao nível da programação das rádios e televisões, nos conteúdos emitidos e na produção", procurando assim dar uma componente "mais artística" à secção e "menos centrada nos problemas da classe jornalística ou nas questões empresariais". Para Nuno Pacheco, "faz mais sentido transpor essa vertente de informação empresarial para a secção de economia". O Público não dá informação destas mudanças nas suas páginas (pelo menos na edição on-line).

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Quase dois terços dos jornalistas portugueses? Hoje vem no Público a seguinte notícia: Jornalistas defendem que casos em "segredo de justiça" sejam noticiados Quase dois terços dos jornalistas portugueses defendem que os casos em segredo de justiça devem continuar a ser noticiados, refere um inquérito realizado para o jornal especializado Meios&Publicidade. Questionados sobre se estes casos deveriam deixar de ser noticiados, 65 por cento dos profissionais que fazem parte de um painel composto por directores, editores, coordenadores e chefes de redacção de vários órgãos de comunicação social respondeu que "não". Sobre o mesmo tema, 31 por cento do painel dividiu-se entre o incondicional "sim" (6 por cento) e um "sim" desde que "esse procedimento seja respeitado por todos os meios (25 por cento). Apenas quatro por cento não responderam à questão. Os resultados foram conseguidos através das respostas de 52 responsáveis de media portugueses a um questionário enviado entre os dias 16 e 22 deste mês aos 91 jornalistas que fazem parte da Sonda Central de Informação/Meios & Publicidade. Anotações: - Quase dois terços dos jornalistas portugueses? Como assim, se se trata apenas de "directores, editores, coordenadores e chefes de redacção"? - Um inquérito realizado para o jornal especializado Meios&Publicidade? Pode admitir-se que a consulta a um painel (que é, por natureza, de constituição relativamente estavel) possa ser feita por inquérito, mas a notícia cria inicialmente a ideia de que se tratou um inquérito ocasional. - Como explicar que "apenas quatro por cento não responderam à questão", se a pergunta foi enviada aos 91 membros do painel e responderam 52, ou seja, 57 por cento? Não há aqui algo que não bate certo?

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Neve "branqueia" primeiras páginas! À primeira vista, ninguém diria que são primeiras páginas de jornais portugueses. Embora se possa discutir o tempo que as TV's dedicaram a esta notícia ou o espaço que a neve ocupou nos jornais, não resisto a dizer que, pelo menos do ponto de vista estético, as imagens são fantásticas. Gostei francamente das opções de capa!

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Neve nas notícias Nevou hoje na zona sul do país, incluindo Lisboa, onde tal já não acontecia há 52 anos. O assunto foi abertura dos noticiários das 20h00 da RTP e da SIC (a TVI transmite um jogo de futebol a esta hora). Sei que é domingo, mas seria mesmo necessário que a RTP tivesse dedicado 34 minutos a este "fenómeno" e a SIC 32 minutos? Haja paciência.

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Manuel Pinto despede-se da função de Provedor do Leitor do JN Manuel Pinto, professor na Universidade do Minho e principal dinamizador deste blog, completa hoje dois anos como Provedor do Leitor do "Jornal de Noticías". Ao longo deste período, eu e os meus colegas da UM testemunhámos a sua permanente preocupação em colocar o seu cargo ao serviço de uma leitura mais crítica e mais participativa por parte dos leitores do JN. Hoje, no texto de despedida, Manuel Pinto faz uma balanço do seu trabalho e deixa notas de motivação para continuar uma caminhada que ele próprio contribuiu para alargar e enriquecer: "Daquilo que descobri e aprendi, nestes dois anos, um ponto se destaca. Nós, portugueses, somos ainda muito conformistas e estamos longe de exercer em plenitude os nossos direitos de cidadania. Muitos de nós, leitores, nem sequer conhecemos os direitos e responsabilidades que nos cabem como cidadãos, como consumidores, como pessoas. Ora quem não conhece o que lhe cabe, não exerce e fica condenado à menoridade da cidadania. Mas não basta conhecer. Muitos conhecem, mas não dispõem dos recursos para as iniciativas (de protesto, de comentário, de aplauso) que se imporiam. (...) Isto significa que muito do que se pode fazer neste campo cabe certamente à educação escolar, ao associativismo e às iniciativas da vida cívica, mas cabe também, e em medida não pequena, aos meios de comunicação e ao JN em particular, que continuam a ser instituições sentidas como inacessíveis, por quem está de fora. Se este Jornal quiser abrir-se mais ? e eu julgo que só teria a ganhar com isso ? precisa de tomar medidas, algumas delas bem simples como seja: dar mais dignidade e, porventura espaço, à secção de cartas do leitor; publicar com mais destaque os endereços vários para os quais os leitores possam contactar os departamentos do Jornal, incluindo o do próprio provedor; e, sobretudo, instituir com regularidade um espaço de informações sobre as iniciativas, opções e critérios relacionados com a vida do próprio jornal."

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Comentários anónimos Nos sites noticiosos que permitem comentários dos leitores, assiste-se por vezes a um triste desenrolar de insultos e obscenidades que nunca seriam admitidas nas tradicionais secções de "Cartas ao Director" que a maior parte das publicações em papel possui. No outro extremo, temos diversos casos de publicações online que pura e simplesmente não dão ao leitor qualquer possibilidade de feedback. Não haverá um meio termo? Vin Crosbie, num texto divulgado pela Online Journalism Review, acredita que sim. Em "Time to get tough: Managing anonymour reader comments", o autor defende uma postura mais responsável por parte dos editores mas também por parte dos leitores que desejam dar a sua opinião:

"We implement technology that permits absolutely anonymous and spontaneous publication of people's comments and we expect the majority of those comments will be decent, civil, and legal. We implement technology that allows readers to correspond with reporters and we expect those reporters will answer those readers' e-mails. We implement technology that allows readers themselves to report the news and we expect that they will report a significant percentage of all stories in the future. We implement such technologies and our publishers expect that it all should be completely automated and not need extra supervisory or moderation staffing. And if a problem develops, we expect newer technology alone to solve it. (...) Technology alone cannot foster a renaissance in journalism, civic involvement and comity. What we need are policies and practices to govern how our readers utilize these online technologies."

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Mozart no "Telejornal" da RTP e no "Jornal das 9" da SIC Notícias Há dias assim: os noticiários televisivos surpreendem-nos de tal forma que ficamos presos a um alinhamento que seguimos com grande interesse. Wolfgang Amadeus Mozart faz hoje 250 anos e a RTP e a SIC Notícias deram-lhe o destaque merecido hoje à noite. No "Telejornal", José Alberto Carvalho partilhou o "plateau" com o pianista António Rosado que levou o seu piano até ao estúdio onde se fabricam e apresentam as notícias do dia. E lá interpretou alguns enxertos do trabalho de Mozart. Por meio dessas interpretações, introduziram-se peças noticiosas centradas na música e com enquadramentos diversos, fez-se uma ligação em directo à Áustria onde a enviada especial Adília Godinho deu conta das comemorações que decorriam em Salzburgo e ainda houve tempo para trocar impressões com o pianista António Rosado. Pode essa opção não obedecer a um clássico alinhamento de um noticiário, mas introduz notas inovadoras que nos permitem respirar melhor por meio de notícias sempre tão repetitivas. No "Jornal das 9" da SIC Notícias, Mário Crespo inseriu esta efeméride na habitual rubrica do tema de análise, convidando para a conversa o jornalista da Antena 2 João Almeida que, através de um discurso muito expressivo, nos ensinou a gostar mais um pouco de Mozart. A vivacidade da conversa levou-o mesmo a entoar algumas melodias do compositor/músico austríaco. Sempre com a música do compositor em fundo, João Almeida talvez se tenha surpreendido a ele próprio, quando disse "É lindo isto!". E com muito mais interesse do que uma selecção noticiosa centrada na política. Com os mesmos de sempre.

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Tendência de queda nas audiências de Imprensa O Correio da Manhã, o Jornal de Notícias e a revista Sábado foram os únicos títulos da imprensa generalista a aumentar os seus índices de audiência no último trimestre de 2005, por comparação com o período homólogo de 2004, segundo dados da Marktest - Bareme Imprensa relativos ao último trimestre de 2005. Segundo o Barême, no período em referência, os jornais do segmento da imprensa diária generalista registaram, no seu conjunto, uma diminuição do índice de audiência de 0,4%, para uma média global de 27,9%. Nos semanários de informação geral, que corresppondem a 8,7% de audiência, a quebra foi ainda maior (10,3%) devido, sobretudo à queda do Expresso (da ordem dos 6%). Nas revistas, pelo contrário, a tendência geral foi de subida de 9,1 para 9,9 %. É o seguinte o ranking da imprensa diária segundo a respectiva audiência Jornal de Notícias - 12% Correio da Manhã - 10,6 Público - 5,1 Diário de Notícias - 3,8 24 Horas - 2,4. Nos semanários, a tabela é a seguinte: Expresso - 7,9% O Independente - 1,1% Tal & Qual - 0,7%. Visão - 7,2 Sábado - 2,7 Focus - 1,8. Dois casos curiosos: nos jornais diários, o Correio da Manhã lidera destacado na circulação (exemplares vendidos), mas tem uma audiência menor do que o Jornal de Notícias. Algo de semelhante se passa com o Expresso, que tem maior circulação do que a Visão (do mesmo grupo) mas uma menor audiência. Uma última nota: os jornais gratuitos distribuídos nas zonas de Lisboa e Porto são contabilizados como imprensa regional. Mas representam 7,3 por cento de audiência média. O Destak teve 5,2 por cento, e o Metro 4,9. Como salienta o Público, "estes dados revelam um pulo face aos 4,8 por cento deste segmento no trimestre de Abril a Junho, quando o Destak teve 3,4 por cento e o Metro 3,6". (Fontes: Meios e Publicidade e Público). Actualização: O valor da audiência da Visão foi corrigido de 8,8 para 7,2, no site que me servira de fonte, o que altera o teor de parte da nota que atrás escrevi.

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S. Francisco de Sales e a mensagem do Papa Por ocasião do dia de S. Francisco de Sales, patrono dos jornalistas, (que se assinala a 24 de Janeiro), o Papa Bento XVI retomou, na mensagem do 40º Dia Mundial das Comunicações Sociais, três vectores que João Paulo II tinha indicado como essenciais: a) a formação ou educação para os media; b) a participação ou o espírito de cooperação e co-responsabilidade; e c) a promoção do diálogo. «Tenho a certeza», diz Bento XVI, «de que sérios esforços para promover estes três aspectos desenvolverão nos mass media a sua vocação de redes de comunicação, de comunhão e de cooperação, ajudando homens, mulheres e crianças a tornarem-se mais conscientes da dignidade da pessoa humana, mais responsáveis e mais abertos aos outros...» Já agora por curiosidade... S. Francisco de Sales nasceu no castelo de Sales, na Sabóia, em 21 de agosto de 1567. Estudou retórica, filosofia e teologia. Morreu em 1622, foi canonizado em 1665 e em 1923, o Papa Pio XI atribuiu-lhe, na encíclica Rerum omnium, o título de Patrono dos jornalistas e escritores católicos, porque foi considerado um escritor que se distinguiu por dizer a verdade com elegância e sem ferir ninguém, por escrever e falar com tanta delicadeza que ninguém se sentia incomodado.

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Audição dos membros indigitados para a Entidade Reguladora Decorre hoje, na Assembleia da República, a audição dos quatro membros indigitados para integrar a Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), um passo previsto na lei e que culminará com a eleição em 2 de Fevereiro próximo. A este propósito, o Sindicato dos Jornalistas (SJ) avançou com uma lista de pontos sobre os quais entende que cada um dos membros se deveria pronunciar, em ordem a que os cidadãos fiquem a saber "o que pensam e como pretendem agir". São os seguintes os pontos indicados pelo SJ:

  • "a) As atribuições e competências do órgão para que estão propostos, bem como a sua composição e forma de designação;
  • b) O actual panorama da concentração da propriedade dos órgãos de comunicação social, a tendência para o seu agravamento e as consequências para a liberdade de expressão;
  • c) O recurso crescente a métodos e estratégias de publicidade subliminar e outras formas susceptíveis de iludir as fronteiras entre a área editorial e a publicidade e/ou o marketing;
  • d) A mercantilização da informação jornalística, com a reutilização desqualificante de material informativo em suportes não jornalísticos ? de sítios na Internet aos ecrãs electrónicos em locais públicos, passando pelos serviços de comunicações móveis;
  • e) Os efeitos sobre a liberdade de expressão da deterioração das condições laborais dos jornalistas e, paralelamente, da utilização ilegal de pessoas sem título profissional em trabalhos jornalísticos;
  • f) A apropriação sistemática dos direitos de autor dos jornalistas com objectivos meramente mercantilistas, pondo em causa o direito do público a uma informação responsável e desvirtuando os princípios éticos e deontológicos que presidem ao jornalismo".
O SJ voltou, entretanto, a manifestar-se contra o processo da designação dos membros da ERC, considerando que se traduz num "negócio de concertação entre os dois maiores partidos", além de que, acrescenta, "a composição está longe de reflectir sequer a diversidade ? aliás reduzida ? do arco parlamentar". Para o Sindicato, a lei que criou a ERC opera a "exclusão de representantes dos jornalistas, das empresas e da sociedade civil ".

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Clube de Jornalistas analisa cobertura das Presidenciais A edição do Clube de Jornalistas desta semana é dedicada à cobertura das Presidenciais pelos media portugueses. Moderado por Ribeiro Cardoso, o programa junta Maria Flor Pedroso (Antena 1), João Adelino Faria (SIC), João Morgado Fernandes (Diário de Notícias) e Felisbela Lopes (Universidade do Minho). [Amanhã, na Dois, às 23h30].

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Blogue do Provedor O jornal Público lançou um blogue para o Provedor dos Leitores. O espaço «foi criado para facilitar a expressão dos sentimentos e das opiniões dos leitores sobre o PÚBLICO e para alargar as formas de contacto com o Provedor.» O blog «não pretende substituir as cartas e os mails que constituem a base do trabalho do Provedor e que permitem um contacto mais pessoal, mas sim constituir um espaço de debate, aberto aos leitores, à Direcção do Público e aos seus jornalistas em torno das questões levantadas pelo Provedor.» [dica do Clube de Jornalistas]

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O agendamento mediático de Timor Leste CCOM_TIMORÉ hoje posto à venda o livro "Timor-Leste: O Agendamento Mediático", da autoria de Rui Marques, actual Alto-Comissário para a Imigração e as Minorias Étnicas (ACIME). O livro, que é prefaciado por Adelino Gomes e que conta com uma nota de apresentação de Diogo Pires Auélio, o orientador da tese de mestrado em que o livro se baseia, constitui o nº 6 da colecção de Comunicação da Porto Editora. A apresentação do livro vai decorrer no próximo dia 31, às 18 horas, na Biblioteca João Paulo II da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa. Rui Marques partiu para o seu estudo formulando a questão seguinte: "Como e porquê conseguiu a causa da autodeterminaçao de Timor-Leste entrar na agenda mediática, crescendo em espiral até ao topo dessa agenda, e em que medida isso foi importante para obter sucesso nos seus objectivos estratégicos?" (pág.171). O estudo empírico assenta na volumosa produção da agência Lusa entre 1987 e 1999 e inspira-se num quadro teórico proposto por Lang & Lang assente nas dimensões de focalização, enquadramento, sistema simbólico e porta-vozes. A análise a que o autor procedeu levou-o a propor cinco fases no processo de agendamento: a) silêncio; b) despertar; c) explosão; d) consolidação; e d) consagração.

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Um jogo "um pouco baralhado" "O jogo [entre jornais de referência e jornais populares] está um pouco baralhado. Alguns jornais populares têm hoje maior qualidade, enquanto alguns jornais de referência se calhar estão a perder alguma qualidade. E isso nota-se muitas vezes quando se olha para os números. Portanto a pretensão dos jornais hoje é que sejam mais eficazes, mais rigorosos, que sejam mais facilmente entendíveis por todos, que se ajustem melhor ao ritmo de vida das pessoas e ao pouco tempo de leitura que têm, pelo que é preciso segmentar a informação. Para isso é preciso que, por exemplo, se utilizem menos palavras, embora sem quebra de exigência, para nos adequarmos mais ao ritmo dos leitores". António José Teixeira, director do DN, em entrevista a "Meios e Publicidade"

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Publicidade e jornalismo: disputa de fronteiras De entre as várias matérias interessantes que o Público de hoje traz (a opinião de Mário Mesquita ou de Eduardo Cintra Torres; o trabalho de Paulo Miguel Madeira sobre os podcasts nas rádos nacionais), gostaria de chamar a atenção para a coluna do provedor do leitor. Depois de, há oito dias, Rui Araújo ter criticado o jornal por não ter assinalado - na cobertura do Lisboa-Dakar - os escritos de Margarida Pinto Correia como publicidade ao serviço da empresa Precision, o administrador desta empresa escreveu uma carta a rebater a leitura feita. Rui Araújo é parco, mas eficiente, nas respostas que dá. O seu texto merece ser guardado e analisado certamente por causa do que nele é dito e sugerido pelo representante da empresa. Mas sou levado a pensar que tanto como o que é dito merece atenção o facto de aquilo ter sido dito. Em concreto, o senhor da Precision acha a coisa mais natural do mundo que uma empresa que não é de jornalismo possa não apenas fazer pretenso jornalismo (visto tratar-se de uma forma capciosa de fazer publicidade), mas também impor como jornalismo aquilo que faz . A carta do tal senhor - e os termos do contrato que terá feito com o Público - vêm dar razão ao que escreveu há oito dias Rui Araújo. Mas a questão não acaba aqui. No texto do administrador da Precision afirma-se, embora sem concretizar, haver no Público reportagens que terão servido para "rentabilizar investimentos". Um assunto que merecia a pena ser esclarecido. As fronteiras entre o jornalismo e a publicidade nunca foram tranquilas. São múltiplas as formas de passagem de um lado para outro. Mas esta modalidade, a que a ex-jornalista Margarida Pinto Correia deu a cara e a pena não deixa de ser interessante: joga com uma não-jornalista que passa, aos olhos do leitor comum, por jornalista e com um texto formalmente jornalístico que não passa, aos olhos do leitor comum, como forma dissimulada de publicidade.

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O drama da baleia-nariz de garrafa Os ouvintes e telespectadores puderam acompanhar hoje, a par e passo, o grandioso e dramático acontecimento das peripécias de uma baleia nariz-de-garrafa, perdida e encurralada no Tamisa e a luta inglória para a conduzir a alto mar. Foi, de facto, um mega-acontecimento. De tal monta que não faltaram os peritos e analistas a ajudar os jornalistas e correspondentes. O caso não era para menos. E não fosse ser dia de reflexão e véspera de ida às urnas e teríamos, certamente, o acompanhamento em directo, encerrando com a apoteose dramática da morte do cetáceo.

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Livro de Manuel Castells e Gustavo Cardoso No próximo dia 3 de Fevereiro, às 11 horas, será lançado na Fundação Calouste Gulbenkian o livro 'A Sociedade em Rede. Do Conhecimento à Acção Política', coordenado por Manuel Castells e Gustavo Cardoso. Esta obra corresponde ao último volume da colecção Debates da Presidência da República.

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Entrevistas sobre jornalismo A Association of Alternative Newsweeklies (AAN) publicou um conjunto de entrevistas com os vencedores da edição de 2005 dos "AltWeekly Awards", que anualmente premeia jornalistas, colunistas, críticos, fotógrafos, cartoonistas e designers de publicações semanais "alternativas" dos EUA e Canadá. A série de 33 entrevistas, intutulada "How I got that story", apresenta diversos pontos de vista sobre o jornalismo, e engloba as visões tanto de estreantes como de veteranos na profissão. (Dica: Poynter Online).

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Prémio de Jornalismo O Governo Civil de Braga vai atribuir anualmente um Prémio de Jornalismo no distrito. De acordo com o regulamento, os trabalhos (cujo prazo de entrega de este ano terminou no dia 15) têm que ter sido publicados em órgãos de edição ou distribuição no distrito de Braga.

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As presidenciais e os critérios de noticiabilidade Ruben de Carvalho escreve hoje no DN sobre dados revelados pela Marktest na terça-feira passada, relativamente aos tempos da cobertura televisiva dos candidatos às Presidenciais. De acordo com estes dados, Cavaco Silva foi o candidato que, entre 9 e 15 de Janeiro, protagonizou maior número de notícias e notícias de maior duração. Garcia Pereira foi, pelo contrário, o candidato que, no mesmo período, protagonizou o menor número de notícias e notícias de menor duração. Embora não o diga claramente, julgo que Ruben de Carvalho "contesta" esta disparidade. Sobre isto tenho uma opinião diferente, que se exprime num conjunto de interrogações:

  1. É assim tão ilegítimo que as TV's (e todos os órgãos em geral) dediquem mais tempo (ou espaço) a um candidato do que aos restantes?
  2. Resumem-se os critérios de noticiabilidade à equidade do número e duração das notícias?
  3. Não é lógico que a causa desta disparidade está a jusante (a montante, quero dizer) no modo como candidato gere a sua campanha e não na objectividade dos jornalistas?
  4. Se numa campanha acontecem menos factos noticiáveis, por que razão devem os órgãos de comunicação social noticiar aquilo que parece não suscitar nenhum dos critérios jornalísticos?
  5. Não é esta questão da equidade da cobertura jornalística quase uma exigência pelo cumprimento de uma espécie de "quotas de exposição mediática"?

Não me parece que a avaliação do trabalho da comunicação social se deva centrar neste aspecto quantitativo. De um modo geral, diria até que temos assistido a um bom trabalho - rigoroso e equilibrado - que, a meu ver, comprova a caducidade das persistentes acusações de Mário Soares.

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Livros novos Foram recentemente publicados ou estão prestes a sair os seguintes livros (ainda não lidos): - Discours et Communication, de Paul Ricoeur (ed. Herne) - La révolte du pronétariat : Des mass média aux média des masses, de Joël de Rosnay e Carlo Revelli (na Fayard; este livro tem um bem interessante blogue associado, a que vale a pena fazer uma visita) -Perspectives on Culture, Technology And Communication: The Media Ecology, de Casey Man Kong Lum, ed. (na Hampton Press Communication).

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Nomes para a nova ERC O PS e o PSD chegaram a um acordo relativamente a uma lista conjunta de candidatos ao conselho regulador da nova Entidade Reguladora para a Comunicação Social que substituirá a Alta Autoridade para a Comunicação Social. Os quatro nomes propostos são: Estrela Serrano, Elísio Cabral de Oliveira, Rui Assis Ferreira e Luís Gonçalves Silva. O quinto elemento será cooptado pelos membros eleitos. De acordo com o Diário de Notícias, os membros da ERC serão eleitos pela Assembleia da república no dia 2 de Fevereiro. Mais detalhes no DN e no Público

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Mulheres preferem a TVI e a RFM De acordo com a newsletter de Janeiro da agência Media Planning Group (a que o Público faz hoje referência na secção de Media), as mulheres vêem mais televisão do que os homens, tendo assistido no primeiro semestre de 2005 a uma média de 3h26m de TV por dia. O canal favorito do público feminino é a TVI, a que se segue a SIC e depois a RTP (o que coincide genericamente com a população total). Em termos radiofónicos, a RFM foi, na primeira metade de 2005, a rádio preferida dos portugueses. No que respeita à leitura de jornais, parece que as mulheres afinal lêem mais do que os homens. [Confesso que os números apresentados me causam alguma estranheza, porque, se interpreto bem os gráficos, de acordo com estes dados, a percentagem de homens que lêem jornais calcula-se subtraindo ao valor da população total o valor relativo às mulheres. Ora, isto dá valores absurdamente estranhos para os homens... Não consegui ver a ficha técnica deste estudo. Julgo que o jornal Público também não. No entanto, noticia estes valores sem os interrogar.]

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Livro de Fernando Correia abre discussão sobre grupos económicos dos media "Jornalismo, grupos económicos e democracia" é o título do novo livro de Fernando Correia. Em cinco capítulos, o autor interroga a realidade que constitui os media hoje, explica a concentração da propriedade, problematiza a homogeneidade aparente dos jornalistas, debate o jornalismo e os interesses de classe e discute os problemas e desafios de uma profissão em mudança. Na contracapa, escreve isto: "É uma realidade incontestável que os media (entendidos aqui no sentido restrito de órgãos de comunicação social) ocupam hoje um lugar central na nossa sociedade. Isto deve-se à força da sua influência conjunta, em particular daqueles que iremos caracterizar como os media dominantes, mas, essencialmente, ao peso da televisão, quer sobre a opinião pública e a consciência social quer sobre os outros meios; à transformação dos media em geral num importante ramo de negócios que implica vultuosos investimentos, mas também capaz de gerar enormes lucros, no que se refere às grandes empresas do sector; ao enorme poder dos media - isto é, daqueles que têm o poder nos media - sobre os políticos e as instituições políticas à escala nacional e mundial - deste modo provocando uma perigosa perversão no funcionamento da democracia". Fernando Correia é autor de vários livros de jornalismo, é membro fundador do Clube de Jornalistas e director editorial da revista "JJ- Jornalismo e Jornalistas". A sessão de lançamento está marcada para o dia 15 de Fevereiro, pelas 18.30 Horas, num hotel de Lisboa. [Post de Felisbela Lopes]

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Novos blogues sobre media e ciberjornalismo

Por estes dias ganham vida os seguintes novos blogues:

  • MediaShift, a lançar hoje pela norte-americana PBS e animada por Mark Glaser, ex-Online Journalism Review. Prestará especial atenção ao modo como os media digitais (blogs, RSS, podcasts, jornalismo dos cidadãos, wikis, agregadores de notícias) estão a transformar a sociedade e a cultura dos EUA.
  • Tejiendo Ideas, do catalão Santiago Tejedor, docente da Universidade Autónoma de Barcelona, onde coordena a Oficina de Multimédia do Master internacional de Comunicação e Educação, pertencendo igualmente ao Observatorio de Periodismo e Internet (OPEI). O blogue, alojado no site de Periodista Digital, dedicar-se-á ao ciberjornalismo: as suas mensagens, a sua organização, os seus profissionais, os seus serviços? procurando igualmente, "tecer" propostas, comentários, críticas e ideias?
  • Upload - Um blogue de grupo, lançado pelo Daily Telegraph no quadro das mudanças recentes no jornal. Acompanhará "os perigos e vantagens do jornalismo online e o modo como as novas tecnologias estão a mudar os media".

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Mulheres dominam informação televisiva nos EUA Nos Estados Unidos, há cada vez mais mulheres que desempenham o cargo de "pivot" de informação televisiva, de acordo com um estudo da Radio-Television News Directors Association e da Ball State University, citado pelo Boston Globe. O problema começa logo nas universidades, como refere a autora do artigo, Suzanne C. Ryan (Dica: Romenesko):

"The numbers of anchormen, which started declining 10 years ago and now are at an all-time low, have left station managers scratching their heads and college journalism professors pondering their enrollment. At Emerson College, there is just one man in the graduate broadcast journalism program. There are 20 female students."

O artigo diz respeito à situação nos Estados Unidos, mas por cá também se verifica o mesmo nos cursos de Comunicação Social, em que as mulheres constituem a maior parte dos alunos.

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Memória do jornalismo português Hoje, o Público traz dois contributos para a memória do jornalismo e dos jornalistas portugueses. Um é a entrevista com o sócio nº 1 do Sindicato dos Jornalistas, José Estêvão, que iniciou a actividade no início dos anos 40 e que lamenta que o jornalista "se apresente como vedeta". O outro vem na Pública e apresenta aquela que o jornal diz ser, além de escritora, "a primeira jornalista portuguesa": Antónia Gertrudes Pusich de seu nome, nascida em 1805 e falecida em 1883, editora e redactora de "A Cruzada", "A Beneficiência" e "A Assembleia Literária".

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Novo livro de Cintra Torres "A Tragédia Televisiva" é o nome da obra que o Eduardo Cintra Torres apresenta no próximo dia 14 de Fevereiro, em Lisboa. Esta edição resulta da sua dissertação de Mestrado, apresentada recentemente no ISCTE, sob a orientação de Manuel Villaverde Cabral, que afirma o seguinte no livro deste autor: "Uma tese genuinamente original, que recorre a toda a literatura disponível desde os gregos antigos até às últimas teorias da Comunicação Social, para lidar com um fenómeno televisivo cada vez mais presente na nossa vida quotidiana." Também Pacheco Pereira foi convidado a fazer um sucinto enquadramento desta investigação, escrevendo isto: "A modernidade parece fazer-nos voltar teimosamente à antiguidade. A televisão faz-nos voltar à tragédia, agora transmitida pelo "directo", essa ficção do real instantâneo. É o mesmo? É e não é. A televisão recompõe com vigor o modus da tragédia, mas não a representa no espaço público da cidade, mas colada aos nossos olhos, colada à nossa casa. São estas semelhanças e diferenças que este livro analisa. Um estudo pioneiro e inovador do 'discurso" televisivo'". Eduardo Cintra Torres é autor da coluna semanal de crítica de televisão do jornal "Público" e prepara, neste momento, a sua tese de doutoramento. [Post de Felisbela Lopes]

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A blogosfera segundo Juan Varela

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Foto da AP gera polémica Está a gerar alguma discussão na blogosfera a autenticidade de uma fotografia distribuída pela Associated Press no passado dia 6. A imagem em causa mostra um gatinho que terá nascido apenas com um olho, e foi enviada à agência noticiosa pela dona do gato. A Associated Press afirma ter feito as necessárias diligências para apurar a veracidade da foto, mas para muitos leitores as dúvidas persistem (Editor & Publisher). Independentemente de neste caso específico a fotografia ter ou não sido manipulada, a questão - naquilo que diz respeito ao fotojornalismo - centra-se na crescente desconfiança face às imagens que são divulgadas, como refere um editor da Associated Press citado no artigo da Editor & Publisher:

"'I can't believe this picture has generated this much [attention],' said Tom Stathis, AP regional photo editor who sent out the photo from his Southern California office on Jan. 6. 'With the ability to manipulate images becoming so easy, nobody trusts the unusual. It kind of takes the magic out of photojournalism.' But it also has turned any photo whose origin is not 100% known into a potential fake."

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Fontes anónimas Para leitura de fim-de-semana, o texto "Name that source: Why are the courts leaning on journalists?", de Jeffrey Toobin, na revista New Yorker.

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Mapa da leitura de Imprensa regional É no centro do país, em especial no distrito de Coimbra, que se registam as mais elevadas taxas de leitura da Imprensa regional, de acordo com dados relativos a 2005, divulgados pela Marktest. O Bareme Imprensa Regional contabiliza, no Continente, mais de 4,5 milhões de residentes com 15 e mais anos que costumam ler ou folhear jornais regionais, um número que representa 54.3% do universo em análise e que, face a anos anteriores, tem revelado uma dinâmica de crescimento. Essa percentagem representa um aumento quando comparada com o ano anterior (51.4%). Em 2003, ano em que o Bareme Imprensa regional começou a ser efectuado, tal percentagem situou-se nos 50.9%. (Crédito da gravura: Marktest)

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"Bolonha e o desvario no Ensino Superior" A SOPCOM - Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação - divulgou ontem à imprensa um documento de que pelo menos o DN de hoje dá conta. Tendo tomado posição relativamente ao documento do CRUP -Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas - intitulado "Consolidação da Oferta Educativa no Ensino Superior, em reunião de Dezembro passado, em Braga, a SOPCOM critica, especificamente no referente às Ciências da Comunicação, o facto de:

  • as direcções dos cursos existentes e as associações científicas e profissionais do sector não terem sido consultadas;
  • não se atender aos curricula dos diversos cursos, não se olhar às condições reais de funcionamento das Ciências da Comunicação em Portugal, nem à história da formação e do desenvolvimento desta área científica no espaço académico nacional;
  • este documento se precipitar em medidas avulsas e desintegradas;
  • a proposta não tomar posição sobre a natureza do ensino ministrado;
  • se ignorar as nomeclaturas já homogeneizadas dos cursos europeus;
  • a Comunicação ter sido classificada na área das "Ciências Jurídicas e Sociais", estando separada do jornalismo e da comunicação social que estiveram na origem das Ciências da Comunicação;
  • se autonomizarem especializações como Estudos Culturais, Multimedia e cinema, que ficam anexados à área das "Artes e Humanidades";
  • as áreas da Comunicação Aplicada (Publicidade, Marketing e Relações Públicas) poderem ficar adstritas aos polítécnicos.

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Congresso de Jornalismo Digital Já está também disponível o programa do VII Congreso Nacional de Periodismo Digital, que se realiza em Espanha entre 2 e 3 de Março próximo. Até 5 de Fevereiro ainda é possível enviar propostas de comunicações, para uma destas temáticas: Prensa digital y corresponsales, Periodismo ciudadano, Los caminos de la publicidad digital, Periodismo de divulgación tecnológica, Periodismo narrativo en internet, El periodismo del futuro (incluyendo el ámbito educativo) y las agencias de noticias en la red.

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Weblogues: terceiro encontro nacional Já está marcado o terceiro encontro nacional de weblogues. A organização vai ser da Licenciatura em Jornalismo e Ciências da Comunicação e do Centro de Estudos das Tecnologias, Artes e Ciências da Comunicação, da Universidade do Porto - que acolherá o encontro nos dias 13 e 14 de Outubro. [informação do JornalismoPortoNet]

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Ainda o aniversário do Clube de Jornalistas na Dois O Clube de Jornalistas poderia ser uma instituição de cariz social e cultural mais ou menos distinta e provavelmente satisfaria assim os seus associados. Mas não é o caso. A sua acção e intervenção no debate do jornalismo, juntando actores de diversas proveniências converteram-no numa referência incontornável do jornalismo em Portugal, que uma história do campo não poderá deixar de considerar com atenção. Foi, primeiro, a revista "Jornalismo e Jornalistas" - um caso já significativo de longevidade (embora de difusão lamentavelmente limitada); foi o site na Internet, no Outono de 2004, e foi, antes dele, o programa na Dois, que hoje celebra dois anos de vida. Em todas estas frentes, a mesma preocupação: "reflectir e intervir". O "Clube de Jornalistas" na Dois tem já no activo perto de uma centena de edições, frequentemente com uma atenção flagrante à actualidade, e por onde têm passado em revista os temas centrais da prática jornalística, da sua dimensão económica, das vicissitudes profissionais, da relação com as fontes (e com os poderes), o acesso à profissão, o impacto da Internet e dos novos media, entre muitos outros. Vale a pena dar uma na vista de olhos lista de temáticas que o site do Cle regista. Houve programas que mereciam outro destino que não o de ficarem enterrados nos arquivos. Era fundamental disponibilizá-los, nomeadamente através da Internet. Poderiam ser um material excelente de apoio à formação nas instituições de ensino superior, além de um recurso excepcional na educação para a cidadania, nos ensinos básico e secundário. Penso, entretanto, que a existência do programa na Dois não retira a pertinência e necessidade de um outro programa voltado para a análise da actividade televisiva, sobretudo dos canais hertzianos. Fica a ideia para o novo director do canal.

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Clube de Jornalistas na TV faz hoje 2 anos Augusto Santos Silva ainda não era o ministro da tutela da Comunicação Social, mas foi, faz hoje precisamente dois anos, um dos convidados da primeira emissão do Clube de Jornalistas na TV (na mesma edição estiveram também Estrela Serrano e Eduardo Dâmaso). De acordo com o Clube, o projecto superou as expectativas, tendo tido resultados satisfatórios em termos de audiências. Não fui nunca tão optimista relativamente ao programa, que acompanho desde a primeira edição. Já o disse noutras ocasiões, porque me parece, acima de tudo, um espaço sub-aproveitado. Apesar de me parecer que os aniversários devem também ser momentos de reflexão e "re-projecção" de estratégias, hoje insisto apenas nos aspectos positivos do programa, sobretudo no facto de semanalmente "o jornalismo ir à televisão". É verdade que, desde a abertura dos canais privados de televisão, o jornalismo é mais discutido publicamente. Os jornais abriram secções específicas de "Media", os provedores dos leitores começaram a ter uma actividade mais ou menos regular, os assuntos da ética e deontologia jornalística fizeram debates televisivos e radiofónicos, a publicação de livros e revistas especializadas foi francamente impulsionada... mas faltava uma presença regular na TV. O Clube de Jornalistas conseguiu-o, tendo assegurado alguma reflexão que importava fazer também nos ecrãs e contribuindo para o escrutínio público do jornalismo e dos jornalistas, numa altura em que se volta a falar da crise daquele que Gabriel García Marquez chamou "el mejor ofício del mundo". Parabéns à equipa que garante este programa todas as semanas! [Imagem: DN]

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"Os jornalistas só gostam de Cavaco?" Eduardo Prado Coelho no Público de hoje: «Os jornalistas são na maioria contra Cavaco, mesmo que os proprietários e directores dos jornais sejam favoráveis a Cavaco. E se temos seguido os jornais ou a televisão, verificamos que tem existido um esforço milimétrico para conseguir uma cobertura equilibrada de todas as candidaturas (excepto a de Garcia Pereira, que ninguém toma muito a sério, nem mesmo ele próprio). [§]Que vemos nós na campanha de Soares? Uma ira generalizada contra a comunicação social, tanto mais absurda quanto Soares tem a máxima dificuldade em encontrar factos que comprovem as suas gritadas observações. Fez disso o tema desta fase final, como se os grandes adversários fossem os vendidos jornalistas.»

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O problema dos estágios curriculares em jornalismo José Vítor Malheiros escreve hoje no Público sobre o sobreaproveitamento de estagiários nas redacções, numa clara exploração de mão-de-obra gratuita.

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E o "novo" Diário de Notícias? Sinal dos tempos é o que parece a mudança do Diário de Notícias. É pelo menos isso o que percebemos do editorial que anuncia "um jornal mais exigente". O mais curioso, parece-me, é a percepção da mudança dos ritmos. Sobretudo, tendo em conta que a questão do tempo é central nos tempos pós-modernos. Para além da velocidade que caracteriza as próprias deslocações no espaço, a nossa era é efectivamente marcada pela precipitação mediática dos acontecimentos que torna boa parte da actualidade bem mais previsível do que noutros tempos. À direcção deste "novo" DN parecem preocupar fundamentalmente os novos ritmos de leitura. O jornal "mudou porque é preciso optimizar o encontro com os leitores, facilitar a leitura, tornar o discurso mais acessível, ajudar quem lê a não perder tempo na busca de informação mais breve ou mais detalhada. (...) Mudou porque há menos tempo para ler nos dias de trabalho e outra disponibilidade nos dias de lazer. Porque há ritmos de leitura diversos num mesmo dia, numa mesma edição de jornal." Numa análise muito superficial, diria que o texto ocupa menos espaço (os textos parecem efectivamente mais pequenos) e o grafismo está mais leve (sem estar "popularucho", o que é bom). Mas espero que este aligeiramento na aparência não seja também um aligeiramento na essência do jornalismo que o Diário de Notícias faz há 141 anos.

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International Symposium on Online Journalism Está aberto até 27 deste mês o call for papers do International Symposium on Online Journalism agendado para 7 e 8 de Abril, em Austin.

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Jornalista precisa-se! Afinal ainda se procuram jornalistas por anúncio em secções de classificados. No Expresso Emprego desta semana, o Secretariado Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - CPLP - procura um jornalista de nacionalidade portuguesa com o seguinte perfil:

  • Profissional com elevado sentido de responsabilidade e capacidade de organização;
  • Habilitações adequadas à função;
  • Domínio, falado e escrito, da língua inglesa e bons conhecimentos da língua francesa;
  • Bons conhecimentos de informática;
  • Capacidade de iniciativa e trabalho de equipa;
  • Experiência comprovada na área da comunicação social;
  • Boa inserção no meio da comunicação social dos países de língua portuguesa.

Oferece-se: Vencimento compatível com a função; Bom ambiente de trabalho.

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Guerra de preços No Reino Unido, está instalada uma guerra de preços entre alguns jornais do país. Daily Express, Daily Star, Daily Mail e London Evening Standard saíram hoje para as bancas com novos preços reduzidos. A descida do custo para o leitor acontece na mesma altura em que o Guardian e o Independent aumentaram o preço de capa. A história pode ser lida aqui (registo gratuito necessário).

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Público tem novo Provedor do Leitor Primeiro texto do Provedor do Leitor, Rui Araújo, no Público: 'Enquanto provedor, tentarei (parafraseando o primeiro director do Público, Vicente Jorge Silva) suscitar uma linha de esclarecimento e de diálogo pedagógico permanente, fazer do jornal uma obra aberta e interactiva entre quem o escreve e quem o lê. Propcurarei ainda debater questões específicas da prática jornalística em nome do mesmo acréscimo de tranparência que pedimos aos outros e da promoção de uma cultura de cidadania. E nunca me esquecerei de que, apesar da competição, da pressão económica e da fragmentação do público, a liberdade de imprensa é o derradeiro esteio da democracia'.

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SIC Notícias comemora meia década

A SICN iniciou as suas emissões há cinco anos. Na edição de hoje, o jornal "Público" coloca a seguinte questão: o que é que este canal trouxe de novo à informação e à televisão? Transcrevo aqui o meu testemunho, esperando que a este pequeno texto se juntem outros, com outras perspectivas.
Em meia década, a SIC Notícias alargou a agenda noticiosa dos media; diversificou os interlocutores com direito à palavra televisiva; soube contextualizar com rapidez os factos da actualidade; conferiu outra dimensão a áreas marginais à informação (cinema, música, arquitectura, livros?); manifestou sensibilidade estética na escolha dos cenários e criou duplas de apresentadores de grande eficácia comunicativa. Sublinhe-se, porém, o facto de o canal se centrar muito na política e nos políticos (na elite do poder) e de perspectivar os assuntos a partir de pontos de vista demasiado enraizados em Lisboa. Dirigindo o seu trabalho a um público que considera interessado em (discutir) assuntos de interesse público, talvez fosse pertinente fomentar maior interactividade com os telespectadores. Não será este um projecto com os recursos necessários (a repetição de peças torna-se, por vezes, cansativa; e os noticiários da manhã custam a arrancar), mas talvez fosse tempo de acompanhar mais o país que está fora das fronteiras da capital e que também vê com atenção a SIC Notícias.

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Breve nota sobre um "apenas" Há dias, foi título em vários jornais portugueses que "Apenas quatro em cada dez espanhóis lêem jornais e revistas". Esse título saiu também em Espanha em vários lados e, em Espanha, faz sentido, ainda que os números tenham subido, ainda que ligeiramente, face à contabilização anterior. Fará sentido aquele "apenas" também em Portugal, país onde a situação é pior do que no país vizinho?

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Duas leituras Passos atrás, de Umberto Eco, no Diário de Notícias A Blog That Blogs Corporate Blogs, de Dan Mitchell, no The New York Times (obrigado ao Eduardo pela dica).

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Análise: os Media e a campanha presidencial Estrela Serrano faz hoje no Público algumas observações sobre os efeitos da mediatização da campanha presidencial. Apesar do acesso condicionado a assinantes, transcrevo esta ideia: «O enquadramento "acusação" e "ataque", conferido a títulos e textos de apresentação de peças relativas a alguns dos candidatos nesta eleição, condiciona a recepção dessas peças e prepara o telespectador e o leitor para encarar a campanha como um palco de ataques e acusações entre candidatos, imprimindo um tom "negativo" às peças relativas aos autores dos "ataques" e das "acusações" (que surgem geralmente nas imagens em poses pouco serenas), ao mesmo tempo que vitimiza os "acusados". »

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Portugueses viram menos televisão em 2005 audiência TV 2004-2005 Em 2005, cada português viu, em média por dia, em sua casa, 3 horas, 32 minutos e 9 segundos de televisão, menos 2 minutos e 2 segundos do que no ano anterior. Os dados foram apurados pela Marktest Audimetria/MediaMonitor e constam da mais recente newsletter da Marktest. Entre os factores que aquela empresa aponta como fazendo pender a balança do tempo de consumo para o ano anterior conta-se o Euro 2004 e o Rock in Rio. Outros acontecimentos internacionais como a guerra no Iraque, os atentatdos terroristas ou o tsunami são também referidos como podendo ter prendido mais as pessoas aos ecrãs de TV. Os maiores consumidores deste meio são, por região, os residentes no Grande Porto (mais 4.4% do que a média do universo); por classe social, os indivíduos da classe baixa (mais 22.1% do que a média do universo); por sexo, as mulheres (mais 8.5% do que a média do universo); por idade, os indivíduos com mais de 64 anos (mais 36.0% do que a média) e, por situação no lar, as donas de casa (mais 19.8% do que a média)."A idade, a classe social e a situação no lar são, assim, as variáveis que mais influenciam o consumo de televisão, já que as diferenças observadas por região não são muito significativas", observa a Marktest.

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"Brazilian Journalism Research" "Brazilian Journalism Research" - assim se intitula uma nova revista semestral de investigação em estudos jornalísticos, saída da iniciativa da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) e dirigida por Luis Gonzaga Motta. Com um dossier dedicado ao tema "Journalism research - diversity and convergence", este número inaugural sublinha o facto de a iniciativa da publicação de uma revista científica em língua inglesa representar a passagem dos estudos sobre jornalismo no Brasil da adolescencia para a maturidade. (Informações complementares no site da SBPJor).

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Mário Soares e a Comunicação Social Em entrevista ao DN de hoje, Mário Soares insiste na ideia de que a comunicação social portuguesa tem apresentado um candidato como pré-vencedor [referindo-se a Cavaco Silva]. Por outro lado, diz que a comunicação social já foi mais livre e pluralista, sugerindo que «um jornalista, se quiser ser independente, pode arriscar o seu emprego e depois não encontrar outro grupo que o acolha.»

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Imprensa em transição Ainda sobre o futuro da imprensa, é possível ler um interessante artigo de Joseph Epstein na edição de Janeiro da revista Commentary, intitulado "Are Newspapers Doomed?" (Dica: Romenesko). Aqui fica um excerto:

"The time of transition we are currently going through, with the interest in traditional newspapers beginning to fade and news on the computer still a vast confusion, can be likened to a great city banishing horses from its streets before anyone has yet perfected the automobile. (...) Nevertheless, if I had to prophesy, my guess would be that newspapers will hobble along, getting ever more desperate and ever more vulgar. More of them will attempt the complicated mental acrobatic of further dumbing down while straining to keep up, relentlessly exerting themselves to sustain the mighty cataract of inessential information that threatens to drown us all. Those of us who grew up with newspapers will continue to read them, with ever less trust and interest, while younger readers, soon enough grown into middle age, will ignore them."

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"Atentados contra a imprensa em 2005" O Comité para a Protecção dos Jornalistas e a organização Repórteres Sem Fronteiras classificam 2005 como o pior ano da última década para o exercício do jornalismo. Os relatórios destes dois organismos estão disponíveis na Sala de Prensa.

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Novo projecto editorial bracarense Muitas ilustrações, ricos portfólios e uma entrevista de vida são algumas das opções editoriais que caracterizam o projecto da "Oblíqua". A revista, que será uma publicação bimestral, nasceu no Outono do ano passado. No primeiro número [cuja capa se reproduz aqui] lê-se: «A Oblíqua nesta primeira edição é, assim, o resultado de uma vontade grande em ajudar a fazer do nosso espaço-tempo algo mais do que este assim-assim, viver a urbe e torná-la mais do que apenas. Quase aposto que daqui a um ano as coisas estarão melhor. Caso não seja bem assim, bom, teremos pelo menos esta revista para nos entretermos, para podermos pensar um pouco mais, avançar um pouco mais, derivar um pouco mais.» O próximo número está anunciado para o final deste mês, «por altura das eleições para a Presidência da República».

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Leituras Rogério Tomaz Jr., Democratização da comunicação - Avanços no controle social da mídia, no Observatório da Imprensa: uma reflexão sobre o programa Direitos de Resposta, que é o "resultado de uma ação judicial movida pelo Ministério Público de São Paulo, em parceria com seis entidades de direitos humanos, contra a Rede TV!, em razão de recorrentes violações de direitos cometidas no programa Tardes Quentes, do humorista João Kléber". Gloria Gómez Diago, Tres criterios para evaluar la calidad informativa en Internet: credibilidad, cobertura, novedad. "El propósito es proporcionar indicadores (extraídos de listas de evaluación publicadas en internet) que nos muestren algunos de los elementos comunicativos que se están considerando para medir la calidad informativa de los websites.".

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Papel de jornal vs. tecnologias digitais Quando tanto se fala de RSS, wireless, e tantas outras maravilhas do digital aplicadas aos meios de comunicação, será que um mero jornal - sim, o tradicional e, para alguns, obsoleto jornal impresso em papel - ainda tem algo para oferecer ao mundo? Fred Grimm, do Miami Herald, acredita que sim e, em "Wireless and reliable - and no batteries", com algum humor, apresenta algumas vantagens da imprensa convencional face aos meios digitais:

"Marvel at our paper-thin technology -- each page 40 times skinnier than an iPod Nano. Take it anywhere. Take it to the bathroom. To bed. On an airplane. When the flight attendants hustle through the cabin shutting down Blackberrys, Razrs, Vaios, Shuffles and Palm Pilots, your Miami Herald keeps on working. (...) For a quarter or two, our reporters ran out to plane crashes on your behalf. We talked to crime victims. We nabbed lying politicians. We hounded state officials who treated foster kids like livestock. We sent reporters wading through the flood waters in New Orleans, driving into hurricane winds in Florida. Our reporters got shot at in Iraq. And mugged in Pompano Beach. If someone just now invented a device that managed all this for a couple of quarters, they'd be hailed as a genius. They'd be plastered across the cover of Wired magazine."

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Morreu Carlos Cáceres Monteiro A Lusa e o público.pt noticiaram há pouco a morte do fundador da Revista VISÃO. O jornalista tinha apenas 57 anos e estava hospitalizado há 3 semanas. Um breve perfil do jornalista está já disponível na página do Sindicato de Jornalistas, órgão de que Cáceres Monteiro foi presidente entre 1977 e 1980. Mais informações também na VisãoOnline.

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Ponto Media faz 5 anos Penso que posso dizê-lo em nome de todos os colaboradores do "Jornalismo e Comunicação": parabéns ao António Granado pelo quinto aniversário do Ponto Media. É inequivocamente uma passagem obrigatória todos os dias. Ao jeito de apontador, o blogue que motivou muitos outros é uma referência pela antiguidade (que nestas coisas pode ser "posto"!!), pela qualidade, pela diversidade e, sobretudo, pela persistência.

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Escutar e Monitorizar a blogosfera converteu-se numa necessidade É mais um texto para guardar naquele separador dos recortes sobre a blogosfera - "El quinto poder?" é o título de um post de Manuel Luche no Blogosfer@. Sublinhando a importância crescente dos blogues, o autor sugere que «En ocasiones, los blogs son la única fuente para informarse sobre aquello que los medios tradicionales no ven, o incluso, la fuente que precipita los acontecimientos». E remata dizendo que «Sería excesivo afirmar que los blogs se han convertido en el quinto poder. Simplemente, están contribuyendo a cambiar el cuarto? y para bien.»

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"O ano 2006 em 10 pontos" - DN João Adelino Faria assina hoje no DN um conjunto de questões que poderão encontrar resposta em 2006. Destaco, por curiosidade, o ponto 9: «9-Media de bolso - Televisões, rádios e jornais de bolso podem ser o negócio do próximo ano. As operadoras de telemóveis esfregam as mãos perante os anunciados lucros da venda destes conteúdos.»

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Expectativas no primeiro de Janeiro * Jorge Wemans inicia o mandato como director de A Dois. Quiseram, de vários modos, armadilhar a sua entrada em funções, sugerindo que se tratava de um "boy". Tanto quanto conheço JW, não creio que se adeque à forma onde o querem meter. Terá a tarefa de trazer de volta o segundo canal à empresa de serviço público, se e quando a Assembleia da Repúbica alterar a actual lei da televisão. Será motivo de especial escrutínio o modo como a promessa eleitoral do PS irá ser concretizada: integrar o canal no serviço público, não recuando (antes a aprofundando) a respectiva abertura à "sociedade civil. Como voto de ano novo,deixo aqui um desejo: dado que o provedor do telespectador será dos dois canais e terá o seu programa semanal na RTP1, seria altura de criar na Dois um programa de análise da actividade das televisões, aproveitando o melhor que tem o francês "Arrêt sur Images", de Daniel Schneidermann. Henrique Monteiro assume a direcção do Expresso. Aguarda-se o que mudará, para além de novas caras e novo formato. A primeira página da última edição sob o mandato de José António Saraiva não podia ser mais exempliicativa de um jornalismo (pelo menos de primeira página) de que Monteiro deveri arrepiar caminho. Concedamos o benefício da dúvida. Rui Araújo passa a ser o provedor do leitor do Público. É uma boa notícia, depois de praticamente um ano em que o jornal esteve sem provedor (e de quase dois de vacatura da função, antes do mandato de Joaquim Furtado). Não faltaram casos, ao longo de 2005, em que teria sido interessante o leitor encontrar na provedoria um interlocutor.

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Morreu Lorenzo Gomis gomisFaleceu ontem em Barcelona o jornalista e escritor Lorenzo Gomis, com a idade de 81 anos, segundo noticia o diário La Vanguardia. Foi catedrático da Faculdade de Ciências da Comunicação da Universidade Autónoma de Barcelona, na qual ingressou desde a respectiva abertura, em 1973. Chegou a ser director do diário "Correo Catalán" (já desaparecido), fundador e director, da revista de inspiração cristã El Ciervo (ainda em publicação) e subdirector de "La Vanguardia". Neste diário publicava todas as segundas-feiras uma coluna bastante apreciada. Gomis é autor de várias obras, em particular "Teoria del periodismo" (Paidós, 1991, reed.: 2002). Nela dfine notícia como a "expressão jornalística de um facto capaz de interessar ao ponto de suscitar comentários. (...) ...capaz de ter repercussões" (1991: 49). Nesta linha, segundo ele, "é mais notícia o facto que tiver mais repercussões" (1991: 97). O "presente social" seria, assim, "a sedimentação dessas informações na consciência dos leitores e ouvintes" (1991: 23).

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