Weblogue colectivo do projecto Mediascópio - CECS / Universidade do Minho | RSS: ATOM 0.3 |



Televisão digital terrestre O mais recente número da revista espanhoal Telos dedica o seu tema central à televisão digital terrestre, com artigos de - Emili Prado (Virtudes, funciones y futuro de la TDT en la Sociedad de la Información); - María Teresa Soto Sanfiel y Francesc Xavier Ribes i Guàrdia (Del impulso a la inercia. Evolución de la TDT en España); - Emili Prado y Núria García (La apuesta por los broadcasters y por la alta definición. Panorama de la TDT en los Estados Unidos); - Pablo Hernández y Glenn Postolski (Ser digital? El dilema de la televisión digital terrestre en América Latina); - Matilde Delgado y Gemma Larrègola (Análisis de planteamientos, propósitos y despropósitos. Contenidos y servicios de la TDT en Europa); - David Fernández Quijada (Propuesta selectiva de bibliografía y sitios web sobre TDT). (A ilustração, incluída no mesmo número: "Sin título", de José María Niimura).

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Uma no cravo, outra na ferradura Armando Rafael escreve no DN sobre a viagem-surpresa do presidente Bush a Bagdad: "o Presidente dos EUA tem optado, desde a sua eleição, por comunicar directamente com os americanos. Sem intermediários e sem dar azo à necessidade de interpretações do que disse ou do que quis dizer. Daí a aposta em eventos que se impõem por si mesmo e que vivem essencialmente de duas coisas: de imagens devidamente enquadradas e de um conjunto de pequenas frases-chaves, todas elas susceptíveis de poderem ser rapidamente transformadas em múltiplos soundbites para a comunicação. (...) Desse ponto de vista, a sua viagem-relâmpago a Bagdad foi genial. E pouco importa se ela foi motivada por uma queda de popularidade em ano de eleições. O que importa é que ele fez o que tinha a fazer para tentar inverter a tendência. Com alguma dose de risco e obtendo aquilo que uma personagem mediática mais pode desejar: o efeito surpresa." O mesmo DN publica esta peça que é, sem dúvida, um contributo da administração Bush para a credibilização da ocupação do Iraque pelos EUA: "Tropas dos EUA no Iraque escrevem cartas sem saber - Ao todo, foram 11 cartas publicadas em jornais locais da Costa Leste à Costa Oeste dos Estados Unidos. (...) As cartas dos soldados americanos davam conta da alegria dos iraquianos pela sua presença. Uma delas, publicada no Tulare Advance Register da Califórnia explicava: «A maioria da cidade [Kirkuk] deu-nos as boas-vindas com os braços abertos. Depois de quase cinco meses aqui, as pessoas continuam a correr para fora das suas casas, com um calor de 110 graus (43,3 graus celsius), acenando quando as nossas tropas passam nas patrulhas diárias pela cidade». (...) Uma investigação do programa americano 60 minutes da CBS mostrou que a carta era igual a outra publicada no Boston Globe no outro lado do país e que o seu autor não fazia ideia de que a tinha «escrito», nem sequer sabia da sua existência."

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800 mil vezes mais rápida do que a Internet O Departamento de Energia dos EUA concedeu 4,5 milhões de dólares ao Laboratório Nacional de Oak Ridge (ORNL), no Tennessee, para desenvolver uma rede entre 200 mil a 800 mil vezes mais rápida do que as tradicionais ligações à Internet.(fonte: Diário Digital)

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Luzes no labirinto audiovisual: conclusões de um congresso Estão ao dispor dos interessados as principais conclusões do congresso "Luzes no Labirinto Audiovisual", realizado no final de Outubro último na Universidade espanhola de Huelva e promovido pelo Grupo Comunicar. Participado por mais de 600 pessoas de todo o espaço iberoamericano, o congresso constituiu uma expressão da vitalidade de algumas experiências de educação para os media e da afirmação dos contributos específicos elaborados ao longo das últimas décadas neste espaço geo-cultural. Procurou ser ainda um momento de sensibilização dos diferentes parceiros (media, governos, responsáveis educativos) para o investimento nesta área, considerada estratégica e decisiva na construção da "sociedade do conhecimento".

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Dar a ler entrevistas antes de publicá-las Pelos vistos é uma prática habitual nos diários alemães: dar as entrevistas para revisão aos próprios entrevistados, antes de virem a público. Segundo El Mundo, os editores e jornalistas querem pôr cobro a tal prática: "Los periódicos alemanes han protestado en sus ediciones del viernes contra los políticos, que insisten en su derecho a editar los comentarios de las entrevistas que se les realiza. Los diarios han entonado además el 'mea culpa' por haberse sometido a un 'círculo vicioso' que amenaza la libertad de prensa"(Fonte da foto: AFP)

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Carta Aberta de Luís Osório a Helena Vaz da Silva O Causa Nossa insere hoje um post de Luís Osório, intitulado Carta aberta a uma amiga ausente, que é um balanço sobre o "processo RTP/serviço público" no tempo que medeia entre a morte de Helena Vaz da Silva e a actualidade. É um balanço globalmente negativo. Fora o caso do saneamento financeiro, o resto salda-se no seguinte: "Quase dois anos depois de se ter ido querida Helena, quero dizer-lhe que a nossa luta não valeu a pena. A RTP continua a não existir. É certo que foi feito um saneamento obrigatório, questionável em alguns sectores, mas obrigatório. Mas, Helena, um projecto de televisão tem como principal objectivo ter programas de televisão, não é? As lições do Tonecas estão em prime time, a única produção nacional na área da ficção é uma miserável sitcom a imitar o brasileiro Sai Debaixo e deixou de haver formatos pensados por portugueses. E sabe uma coisa, essa ainda mais desarmante? A questão da RTP deixou de ser falada pela oposição, pelos opinion makers e por todos os que nos acusavam de ser corruptos morais e aparatchiks políticos de ocasião. Talvez possamos todos reflectir na mediocridade com que somos manipulados pelas agendas mediáticas e na forma primitiva como nos deixamos todos embalar por esse jogo perverso de tentar estar sempre a surfar por cima dos acontecimentos."

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Sempre Berlusconi O apresentador-vedeta da televisão italiana Paolo Bonolis dá uma entrevista à última edição do semanário Espresso, na qual denuncia a submissão da RAI, estação pública de televisão da Itália, ao poder político e a Berlusconi. "O conflito de interesses está diante dos olhos de qualquer um" - acrescenta este apresentador. Bonolis veio da estação Canale 5, propriedade do primeiro ministro, para a RAI, propriedade do Estado, aqui conduzindo alguns dos programas que fizeram a RAI voltar a liderar audiências em certos segmentos horários (tardes de domingo e serões dos dias de semana). Sobre a recente suspensão de um programa de humor na RAI, Bonolis comenta: "os poderes procuram acautelar-se face a possíveis agressões externas, mas este está a exagerar". "Mi interessa - subinha ainda - combattere l'indifferenza del potere politico, la cultura della guerra, il silenzio connivente dell'informazione. Non voglio entrare troppo in particolari delle mie vicende personali, ma quando la vita ti mette di fronte ai valori fondamentali, primordiali, il tuo orizzonte cambia. Il mio è cambiato."

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A 5 de Janeiro: "A Dois" A Alta-Autoridade para a comunicação Social (AACS) decidiu "não obstar" à escolha de Manuel Falcão para o cargo de 'responsável pela orientação e supervisão do conteúdo' do canal A Dois. E enunciou de novo uma série de reticências sobre o projecto que vai suceder à RTP2. Nomeadamente a alegada "insuficiência da relação do projecto com a sociedade civil como um todo", um argumento que não deixa de ser sintomático, num canal que esteve para se chamar Sociedade e que quer entrosar-se precisamente com a tal "sociedade civil". As emissões de A Dois têm agora data de arranque previsto para 5 de Janeiro, após a formalização de protocolos com as entidades que decidiram integrar o projecto. O principal noticiário do dia será às 21.30, tendo como apresentadores, alternadamente, Carlos Fino e Alberta Marques Fernandes. É pelo menos o que diz o JN.

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DN: mudanças nas edições de fim de semana O Editorial do DN de hoje anuncia as alterações que se verificam nas edições de fim de semana, já a partir de hoje. Assim, a edição de sexta-feira do Diario de Notícias "integra a publicação do DNa, parcialmente reformulado, e a antecipação também para a sexta-feira do DN Mais e ainda do DN Destinos. Amanhã, a inovação surgirá com a revista Grande Reportagem, como suplemento semanal das edições de sábado, dia em que o leitor do DN continuará a contar com o Negócios e com os suplementos DN Motores e DN Emprego. Ao domingo manter-se-á a Notícias Magazine, mas também aqui com uma estreia, já que esta revista surgirá com uma profunda alteração gráfica e com novas exigências editoriais."

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Analogias possíveis entre o jornalismo e a ciência "De como a ciência pode ajudar a notícia". Assim se intitula um texto escrito há já algum tempo pelo jornalista e professor luso-brasileiro Carlos Chaparro. Como ele vem a "matar" para o debate que se tem travado em alguns blogs (cf. post de hoje do ContraFactos & Argumentos) sobre a prática jornalística e a natureza do trabalho dos jornalistas, aqui fica um pequeno trecho desse artigo (salvaguardando, porém, a posição do autor, de que o jornalismo não é uma ciência", mas que lhe fazia bem adoptar alguns procedimentos científicos): " (...) É procedimento científico, por exemplo, olhar os fatos, recortá-los, respeitá-los, investigá-los, decompô-los, relacioná-los com outros - e sempre voltar a eles, para verificações e aferições. Estou convencido de que o jornalismo seria diferente, melhor, mais confiável, mais rigoroso, se os jornalistas adotassem profissionalmente esse procedimento como obrigação metodológica! É característica do conhecimento científico transcender os fatos, ir aos antecedentes, às consequências, às razões que os próprios fatos não revelam, para que adquiram contextos de significação que possam torná-los compreensíveis. Ah! Como o relato da atualidade seria bem mais interessante e esclarecedor para os cidadãos leitores, radio-ouvintes e telespectadores, se houvesse o cuidado e o esforço jornalístico de ir além das aparências e da simples transcrição de recados organizados! É vocação da ciência ser analítica: circunscreve os problemas, estuda-os isoladamente, em profundidade, para que do desvendamento surja a explicação clara e precisa. Que tristeza me dá quando leio textos de repórteres ou percebo decisões de editores que reduzem os relatos jornalísticos a insignificantes atas administrativas, reproduzindo discursos burocráticos, ou construindo-os. São profissionais que, talvez mais por preguiça do que por despreparo, não buscam as contradições e oposições, ou até as complementaridades que dão relevância aos problemas da atualidade. E porque não buscam a essência dos conteúdos, não a enxergam. Empobrecem o seu trabalho e o conceito de atualidade, que dá sentido e importância à profissão. Ensina a filosofia da ciência que o conhecimento científico é verificável. Para assim ser, assume hipóteses a partir de indícios, de conhecimentos pré-existentes (que devem ser pesquisados) e de raciocínios lógicos. Mas a ciência não produz nem aceita verdades a priori; testa as hipóteses, submete as conjecturas à prova, para que todas as afirmações se tornem verificáveis, ainda que para revelar a falibilidade do método. Pois está na hora de os jornalistas acreditarem que o seu sucesso depende da seriedade metodológica com que constroem e socializam conhecimento. (...)". Carlos Chaparro

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Um ano de "Casa Pia" nas televisões portuguesas Entre 24 de Outubro de 2002 e 24 de Outubro de 2003, os canais generalistas portugueses emitiram 5612 notícias (correspondentes a mais de 219 horas) sobre o "escândalo da Casa Pia", as quais foram vistas por uma audiência média de 8,5% (798 mil indivíduos). Os dados constam do Telenews da MediaMonitor divulgados na mais recente edição da newsletter da Marktest. Segundo o estudo, a audiência média da cobertura a este caso é ligeiramente superior à audiência média das restantes notícias, a qual se situa nos 7,9%. Discriminando os dados por canal, chega-se às conclusões seguintes: * "A TVI foi o canal que mais notícias emitiu sobre o assunto (1992) e foi o que mais tempo de antena lhe dedicou (73h51m); * A TVI foi também o canal que registou o maior share de exposição sobre este assunto (33.7%); * Foi igualmente a TVI que mais relevância lhe deu, ao dedicar-lhe 9.3% do tempo informativo total do período; * A SIC foi o canal que registou maior audiência média das notícias que emitiu sobre a Casa Pia (9.9%); * A TVI garantiu a maior visibilidade (exposição ponderada por audiência) do tema, com uma quota de 38.3% do total; * A RTP2 foi o canal que em média emitiu notícias de duração mais longa sobre este assunto (2m38s)".

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Televisão pelo telefone em França Três em um: televisão, internet e telefone recebidos pelo fio telefónico eis o que, a partir de segunda-feira promete constituir uma pequena revolução nas telecomunicações em França, segundo relata o Libération de hoje: "La télé sans l'antenne râteau rouillée sur le toit, sans la disgracieuse parabole, sans le vilain câble qui fait des trous dans les murs... Désormais, la télé marche avec un bon vieux téléphone. Il suffit de brancher un petit boîtier sur son poste et d'appuyer sur sa télécommande. Mieux: pendant qu'on regarde la télé, on pourra surfer sur l'Internet et même passer ses coups de fil. C'est Free, le fournisseur d'accès Internet, qui ouvre le bal. Lundi, ses 100 000 abonnés haut débit équipés d'un boîtier fourni par l'opérateur (la Freebox) sont invités à relier leur modem à leur télé, via un câble péritel, pour surfer sur une vingtaine de chaînes gratuites et une kyrielle de chaînes payantes."

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"Os Media", de Francis Balle Francis Balle, professor da Sorbonne e ex-membro do Conselho Superior do Audiovisual francês, tem um grosso livro, actualizado ao longo de sucessivas edições, intitulado "Médias et Société". A editora Campo das Letras acaba de traduzir e publicar "Os Media", livro que, não tendo a envergadura daquele, é por outro lado mais acessível e didáctico. Passa em revista, numa primeira parte, cada um dos principais meios de informação e comunicação, desde a imprensa à internet. Inclui, a seguir, um ensaio em que aborda questões correntes sobre o campo mediático, nomeadamente o "mal-estar" que é cada vez mais recorrente no âmbito da informação e do jornalismo, bem como a relação dos media com o poder e com o campo cultural. O livro contém ainda, na parte dos anexos, um útil glossário e um índice remissivo (que não é frequente, na bibliografia em português).

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"Olho Vivo" Descobri por mero acaso que o Público guarda, no seu site, o arquivo da coluna "Olho Vivo" de crítica de televisão, da autoria de Eduardo Cintra Torres. Um manancial de análises e reflexões daquele que é certamente o autor do mais interessante espaço de análise do fenómeno televisivo em Portugal. Já agora, e a propósito, também no mesmo site figuram as colunas semanais dos dois provedores do Leitor que o jornal já teve: Jorge Wemans e Joaquim Fidalgo.

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O provedor da televisão Agora que o Público vai voltar a ter um provedor do leitor, mais de dois anos depois de Joaquim Fidalgo ter terminado mandato, é altura de voltar as atenções para as televisões de sinal aberto. Seria um sinal que os diferentes canais dariam, a começar pelos da RTP, de vontade de estabelecimento de relações mais abertas com os seus públicos e com os cidadãos, de uma forma geral. Se os diferentes canais não mostrarem abertura para a criação desta figura, ou independentemente dessa possível abertura, porque não pensar um cenário em que a escolha de um "provedor da televisão" resultasse da acção conjunta de diferentes instituições da sociedade portuguesa, com encargos assumidos por elas? Outra modalidade de escrutínio público da televisão, em articulação com a figura do provedor, seria a existência, nomeadamente em A Dois, de um programa regular de análise do fenómeno televisivo e da programação. Não é esse o "espírito" de A Dois?

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O Público vai ter um novo provedor do leitor, a partir de Janeiro. Joaquim Furtado vai ocupar-se de uma tarefa que estava em “standby” neste diário desde Setembro de 2001. Diz o jornalista: “Encaro a função de provedor como uma oportunidade - de alguma maneira ideal, embora com a consciência de que não será a menos espinhosa - para reflectir sobre o exercício do jornalismo, o que é hoje um imperativo, conforme verificamos todos os dias. Ideal porque o provedor se propõe reflectir não apenas segundo a sua agenda de questões, mas sobretudo segundo a agenda ditada por aqueles que justificam a existência dos jornalistas, ou seja, os seus leitores. E sem dúvida que um bom jornal também é feito por bons leitores”.

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Santa ou maldita objectividade? Na parte final da semana que passou ocorreu em alguns blogs um debate sobre os fundamentos do jornalismo que é bem revelador de como a blogosfera pode constituir - e de facto tem constituído - uma nova e importante zona de debate na esfera pública. O motivo ou pretexto foi o comentário de um leitor do Abrupto a um post de Pacheco Pereira. O principal protagonista foi Américo Sousa, do Retórica e Persuasão, cujo pensamento motivou o comentário de Pedro Fonseca do ContraFactos & Argumentos. Ao debate travado juntou-se ainda, pontualmente, o Terras do Nunca. Nos posts publicados encontra-se compendiada uma reflexão fundamental para compreender a natureza do trabalho e da produção jornalísticos, em que que existem argumentos aduzidos dos váriosm intervenientes. Como o assunto é susceptível de merecer mais aprofundamento, aqui ficam alguns pontos de apoio - documentos disponíveis na net e quase todos eles de produção luso-brasileira (exclui-se a referência ao texto clássico de Gaye Tuchman): * Eduardo Meditsch, O conhecimento do Jornalismo,1992. * Mário Mesquita, Em louvor da santa objectividade, 1966 *Liriam Sponholz, doutoranda em comunicação pela Universidade de Leipzig (Alemanha), Objetividade e a teoria do conhecimento *Sylvia Moretzsohn, da Universidade Federal Fluminense, "Profissionalismo'' e "objetividade'': o jornalismo na contramão da política * Luís Carlos Lopes, professor da Universidade Federal Fluminense, Objetivismo, subjetivismo e comunicação pela TV, in Ciberlegenda, n.12, 2003 * Gaye Tuchman, La objectividad como ritual estrategico: un análisis de las nociones de objectividad de los periodistas

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"A vida na era da saturação midiática" Um texto de Dênis de Moraes, intitulado "A vida na era da saturação midiática", publicado no número 12 da revista Ciberlegenda. Moraes é doutor em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, professor e investigador de comunicação.

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Causa Nossa ...finalmente O blog colectivo Causa Nossa, que se havia apresentado a 2 de Julho de 2003 pela pena de Luís Osório, abriu finalmente o seu espaço de opinião e debate. A equipa é constituída por Ana Gomes, Eduardo Prado Coelho, Elisa Ferreira, Jorge Wemans, Luís Nazaré, Luís Osório, Maria Manuel Leitão Marques, Vicente Jorge Silva, Vital Moreira. Um grupo, pelo que se percebe, que se juntava num restaurante de nome próximo ao do blog e que encontrou neste tipo de plataforma um modo de partilhar as discussões e conversas que promovia. A seguir. Comentário: Recentemente, Jose Luis Orihuela questionava a falta de cobertura atenta e competente da actualidade da Internet por parte da imprensa de informação geral. Há jornalistas que acompanham este campo, entre nós. Mas, não é todos os dias que um grupo de pessoas com a projecção pública que têm as que compõem o blog Causa Nossa toma uma iniciativa deste género, que pareceria ter, à primeira vista, significado público e, por conseguinte jornalístico. Alguns dos intervenientes são mesmo pessoas dos media ou que vivem muito na sua órbita. Viram, até hoje, referências significativas a este assunto? É certo que houve, por assim dizer, uma falsa partida, no Verão passado. Mas isso não explica tudo. "Nem pouco mais ou menos".

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Encontro de blogs no Algarve em perspectiva O Almariado propôs Há dias um encontro de blogs do Algarve, aberto a bloggers de outros pontos do país. Um esboço de programa acaba de ser apresentado: inclui uma visita ao centro histórico de Tavira, a apresentação do livro de Paulo Querido e Luis Enes; um vademecum sobre html e a resposta às pergunta: "O que me levou a criar um blogue?".

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Instantaneidade e interactividade online Notícias publicadas no instante a seguir a terem ocorrido é o que mais cativa o leitor no jornalismo online, de acordo com uma pesquisa realizada pelo site Guia do Webjornalista. Esta característica foi seleccionada como o aspecto mais importante por 41% dos que responderam. Logo a seguir, com 28,11% dos votos surge a interactividade. A notícia completa pode ser lida aqui. O site, um trabalho final de um aluno de Comunicação Social da UFPB merece bem a visita.

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Consultar a Internet é “viciante”? É pois, sobretudo no que diz respeito aos sites noticiosos, diz Carl Sullivan, da Editor & Publisher, em “Visiting News Sites Becomes a Habit”. Citado no texto, um investigador da Greystone Communications, John Carey, diz mesmo, em relação à sociedade norte-americana: “It's becoming part of the routine. A lot of people are using the Web first thing in the morning ... with their coffee”. Tal e qual como aconteceu com a televisão nos anos 50, o computador – sobretudo com uma ligação à Internet em banda larga – transforma-se no centro das atenções.

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Festival de Cinema Independente Hoje é dia de ver "Citizen Kane", a obra prima por alguns considerado o melhor filme da história do cinema. O filme de Orson Welles (1941) pode ser apreciado no auditório do Instituto Português da Juventude, em Braga, às 19 horas, no âmbito do 1º Festival Internacional de Cinema Independente desta cidade. Shrek, Fúria de Viver e Porto da Minha Infância são outros filmes do programa de hoje. O Festival prolonga-se até sexta-feira, havendo ainda a assinalar a apresentação de filmes como Manhã Submersa e O Pianista.

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Grimoire, nome de blog É uma mina de surpresas este blog francófono - Grimoire - de Florence Le Cam que foi igualmente a fonte para os dois posts mais abaixo. Cheguei a ele através do registo das visitas ao Jornalismo & Comunicação. Aparentemente domina o português ou, pelo menos, interessa-se pela matéria deste blog. Os posts estão pejados de sugestões e de links interessantes (nada condizentes com o sentido do termo que dá nome ao sítio).

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Weblogs e webzines: um novo género? "Les carnets (weblogs) et webzines : création de nouveaux genres?" é o título de uma comunicação apresentada no mês passado por Valérie Jeanne-Perrier, Florence Le Cam, e Nicolas Pélissier no colóquio "Nouvelles pratiques d'information : extension ou dérive du journalisme?", realizado em Estrasburgo, sob a responsabilidade científica de Jean-Michel Utard (Université Robert Schuman) e Roselyne Ringoot (Université Rennes 1).

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Os jornalistas e a internet: projecto de pesquisa Uma investigação de Florence Le Cam sobre a interacção entre os jornalistas e a Internet está em curso e tem o projecto - de resto, bem interessante e sugestivo - disponível online. Incidirá sobre o caso do Quebec, tomando como terreno alguns sites de órgãos de informação. "Elle repose sur l´étude des usages et pratiques d´Internet ainsi que sur l´exploration des discours véhiculés sur et autour d´Internet par le groupe des journalistes du Québec. (...) La question générale de la recherche se pose en ces termes : dans un contexte d´introduction d´une nouvelle technologie, notamment d´Internet, comment le groupe des journalistes du Québec gère-t-il son appropriation et les modifications éventuelles que cela implique dans la perception du métier, dans la conception des pratiques professionnelles? Que peut-on déduire de cette appropriation à propos de l´identité professionnelle des journalistes québécois?"

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Blogs iranianos A ferramenta dos weblogs constitui uma poderosa arma de expressão do pensamento e de crítica ao actual regime iraniano. Um exemplo: "Editor: Myself, Hossein Derakhshan's English weblog on Iran, technology and pop culture". Por ele, poder-se-á ter acesso a outras portas que abrem para um mundo pouco conhecido no ocidente. Derakhshan calculava, recentemente, que existam no Irão mais de cem mil blogs, embora a grande maioria inactivos.

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Uma BOCC à francesa Quem quiser consultar uma base de dados com algumas centenas de textos, boa parte consultável em texto completo - de ciências da informação e da comunicação pode aceder ao ArchiveSIC. O site é consultável e pesquisável por temática e por autor. Foi criado para guardar e disponibilizar facilmente artigos e documentos de trabalho no domínio referido, conferindo-lhes, dessa forma, uma maior visibilidade.

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Ameaças ao jornalismo Autocensura e prisão de jornalistas e leis de controlo da internet - eis algumas das principais ameaças à liberdade de expressão e ao jornalismo, hoje denunciadas pela Associação Munidal de Jornais (WAN). Num relatório referente à primeira metade do corrente ano, a organização traça um quadro sombrio indiciador de uma deterioração da liberdade de imprensa no mundo.

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Livro sobre media lançado hoje Ultimamente têm saído diversos livros cujo tema central é a comunicação social. Hoje é lançado mais um – e o tema vem mesmo a calhar: “Fogo sobre os media: Conhecimento, informação e crítica em conflitos armados”, organizado por José Manuel Pureza e Francisco Ferrándiz. A sessão de apresentação é às 18h30, na Livraria Ler Devagar, em Lisboa. O sumário da obra pode ser consultado na página da Quarteto.

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Mulher, jornalista, e japonesa Confesso que desconhecia o panorama dos media no Japão, e sobretudo a situação das (poucas) mulheres jornalistas de imprensa no país, pelo que é uma surpresa o que é dito na entrevista que Rema Christy faz à repórter Kazue Sato, publicada na Japan Media Review/OJR (em duas partes, aqui e aqui). Além dos problemas mais ou menos previsíveis que uma mulher jornalista ainda enfrenta numa situação de minoria – como o assédio sexual ou a desvalorização do seu trabalho – é curioso verificar, pelas afirmações de Kazue Sato, que a aprendizagem académica do jornalismo não é sentida como uma necessidade, chegando mesmo a ser desvalorizada em alguns casos. Nas suas palavras, “there is a tendency in the Japanese media to think that journalists should learn journalism in on-the-job training”. Na entrevista, a jornalista fala também de experiências feitas, no Japão, na área da Educação para os Media.

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Leitura da imprensa A reter, da imprensa de hoje: * Texto de Eduardo Cintra Torres, no Público, sobre uma "prática crescente que faz notícia do mensageiro e da transmissão das mensagens e não do seu conteúdo"; * No suplemento Computadores, do mesmo diário, refere-se um estudo da Marktest, segundo o qual "duas em cada três pessoas que lêem jornais na Internet são homens e a grande maioria é jovem e de elevado estatuto social"; * "O mercado português de BD cresceu exponencialmente neste último ano e meio" e "um dos seus segmentos, aquilo a que se poderia chamar a "moderna banda desenhada portuguesa" (...) tem crescido, igualmente, mas de forma sustentada" - escreve o JN; * No DN, a Provedora dos Leitores, Estrela Serrano, comenta as objecções de um leitor relacionadas com a sondagem publicada pelo jornal no passado dia 9 sobre «o que pensam os portugueses dos jornalistas». *Notícia, no mesmo diário, da publicação do livro de Pedro Sousa "A dramatização na imprensa do 'PREC'" (Ed. Minerva) - um estudo sobre o discurso dos jornais partidários "A Voz do Povo" e "Portugal Socialista", entre Março e Julho de 1975.

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Jovens franceses lêem cada vez menos jornais diários Os jovens franceses entre os 15 e os 24 anos lêem cada vez menos jornais diários. 1,4 milhões na actualidade contra 1,7 milhões em 1994, o que fez disparar para 44 anos a idade média do leitor de jornais francês (42 em 1994). Mas porquê? Essa é a resposta que procuraram os participantes no Congresso da Imprensa Francesa, que se debruçaram sobre as estratégias para fazer regressar um público que lhes foge entre os dedos, tanto para revistas especializadas como para os media audiovisuais. A notícia é do Liberation e pode ser lida na íntegra no blog Educação para os Media. Por cá, são entregues esta segunda-feira, dia 24 de Novembro, os prémios do Concurso Nacional de Jornais Escolares, organizado pelo Público, através do Projecto Público na Escola. A cerimónia decorrerá no Museu de Serralves no Porto. O Público foi pioneiro em Portugal, na implementação de um projecto na área da educação para os media. Talvez uma boa via para a conquista e fidelização de jovens leitores...

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Contar histórias ou dar notícias? No site da Poynter, há um artigo de Chip Scanlan que vale a pena ler: "A Writing Lesson from Nov. 22, 1963". Pegando no caso da morte de J. F. Kennedy, o autor questiona a tendência para se utilizar cada vez mais um estilo narrativo na informação, em substituição da tradicional pirâmide invertida: "Narrative writing, the blend of character, scene, complication, climax, and resolution that we recognize as a story, is a powerful mechanism to communicate information and experience. But even the most fervent champions of narrative journalism are cautious about its use". A "moral da história" é simples e eficaz, e deveria ser afixada em letras garrafais em muitas redacções deste país: "When you have news, report it. When you have a story, tell it".

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Escritor rebela-se contra tablóide Um jovem escritor-revelação acaba de recusar um importante prémio literário, em protesto contra a linha editorial de um dos tabloides que patrocina o galardão, o Mail on Sunday. A notícia, que vem hoje no Daily Telegraph, explica que o escritor, Hari Kunzru, se fez representar na cerimónia de entrega, pelo seu agente, recusando-se a aceitar as 5.000 libras do prémio Llewellyn Rhys Prize atribuído ao primeiro livro do autor, "he Impressionist". O agente leu, perante uma audiência chocada, um texto de Kunzru que referia, nomeadamente: "Along with its sister paper, the Daily Mail, the Mail on Sunday has consistently pursued an editorial policy of vilifying and demonising refugees and asylum-seekers. As the child of an immigrant I am only too aware of the poisonous effect of the Mail's editorial line. The atmosphere of prejudice it fosters translates into violence and I have no wish to profit from it."

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Um pouco por todo o lado, incluindo Portugal, os órgãos de comunicação começam a fundir as suas redacções “tradicionais” e online, depois de um período inicial de “independência”. No site da Online Journalism Review, pode ler-se um texto de Jane Ellen Stevens, “Moving Online Into the Newsroom”, que apresenta uma mão-cheia de casos no mercado norte-americano. “Most newspapers have traditionally not made room for online producers and editors in their newsrooms, shuffling them off instead to a different floor, or to a different building entirely. But in the past few years, many newspapers have decided that having two newsrooms -- one for print and one for online -- doesn't make much sense. One by one, papers are moving their online editorial staff into the main newsroom”. As principais preocupações que envolvem esta decisão, referidas no texto, são assegurar a coerência editorial entre as duas redacções e combater a concorrência de outros sites informativos e de entretenimento. Falta referir – parece-me – a questão da redução de custos, já que muitas vezes estas fusões envolvem a dispensa de alguns jornalistas… mas essa é outra história. Vale a pena ler o texto pelos casos que são expostos, já que são apresentadas soluções e filosofias interessantes relativamente à integração dos meios online e tradicionais.

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"The Day After" vinte anos depois Foi em 20 de Novembro de 1983, no culminar de uma campanha publicitária como raramente se viu nos Estados Unidos. Um filme feito para a cadeia ABC que ficcionava (jogando com dados da realidade) com um ataque nuclear no país. O impacte foi enorme e o mal-estar foi evidente na Casa Branca. Calcula-se que "The Day After" foi visto por cerca de metade da população adulta do país, "a maior audiência até então registada para um filme feito para TV". (Uma sinopse do filme aqui).

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Sem comentários "Falou e disse" é o sistema de comentários que utilizamos neste blog. Hoje está inoperacional, como o leitor terá já dado conta. O restabelecimento do serviço está prometido para ainda hoje. "Falou e disse!

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Concurso de weblogs Alinho na ideia de um concurso de weblogs, lançado há dias pelo Paulo Querido de O Vento Lá Fora. Como escrevi nos comentários ao post em que ele propõe a iniciativa, não sou um aficcionado dos concursos, mas acho que, neste caso, além dos focos projectados para alguns blogs de excelente categoria (assim se espera), o concurso poderá incentivar a qualidade e alimentar o interesse público sobre a blogosfera. Veria com bons olhos um sistema combinado de apreciação mais interno à blogosfera com o olhar de um painel mais distanciado. Admito, contudo, que seria um processo complexo que poderia inviabilizar o concurso. A ideia de Paulo Querido é "seleccionar um grupo de weblogs mantidos por portugueses, para depois proceder a uma votação e eleger -- através de mecanismos electrónicos que ofereçam as melhores garantias anti-fraude -- os mais consensuais em cada categoria". Sugere, para já, cinco categorias: mais interessante conteúdo; melhor grafismo; melhor interactividade; melhor uso criativo da ferramenta; prémio "desaparecido em combate". O conceito de "mais interessante conteúdo" é talvez demasiado aberto, dada a diversidade de bons blogs nas mais diversas áreas e géneros. A forma de contornar a dificuldade faria, porém, aumentar bastante o número de categorias, o que não é desejável.

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Sitcom "Sete minutos no Iraque" D' "A Cartilha" de Clara Ferreira Alves, no Diário Digital: "(...) Sete minutos depois de terem chegado ao Iraque, os jornalistas foram vítimas de uma emboscada, um foi raptado, outra foi alvejada. Aparentemente, ninguém é responsável por este extraordinário exemplo de amadorismo. A GNR deu boleia aos jornalistas e quando lá chegou disse-lhes, agora safem-se. Os jornalistas chegaram lá e acharam, quando a GNR os pôs a andar sem protecção, que se safavam. Podiam ter morrido. O Iraque é um país perigoso, e não apenas nas televisões. Não sei quem disse aos jornalistas que poderiam ficar com a GNR no quartel, como se ouviu dizer. Por que diabo haveria a GNR de albergar, no meio de uma missão militar, jornalistas no seu aquartelamento? E por que diabo achavam os jornalistas que bastava a GNR dizer, venham daí, para poderem ir assim, a trote, sem vistos? É uma aventura portuguesa, entre a farsa e a tragédia. Sete minutos no Iraque podia ser o título de uma comédia de Hollywood mas, evidentemente, não mais do que uma sitcom."

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"Contributo decisivo" João Loureno Roque, professor de História Contemporânea da Universidade de Coimbra, faz no JN o elogio da mais recente obra de Mário Mesquita "O quarto equívoco– o poder dos media na sociedade contemporânea", obra que é apresentada hoje ao fim da tarde, no Porto. Lourenço Roque considera que se trata de "um livro inteligente e brilhante que constitui um contributo decisivo para a projecção, em termos de cientismo ou de cientificidade, das "ciências da comunicação".

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"Jornalismo de esquerda" - contradição nos termos David Shaw, crítico de media no Los Angeles Times, dá uma entrevista à JournalismJobs.com na qual analisa alguns acontecimentos e processos recentes do jornalismo norte-americano, nomeadamente aqueles em que o jornal para que trabalha esteve envolvido. A título de exemplo, eis como comenta o projecto - em que Al Gore estaria envolvido - de criar uma cadeia noticiosa que se oponha às cadeias mainstream, tidas por conservadoras: "I don't think any news program that aims to call itself news but comes out with a political bias is going to be that successful. A liberal news network is mutually contradictory. There is no liberal news or conservative news, there's news. And if you announce upfront that you're going to slant it either way, you automatically eliminate a lot of listeners. What Fox has done is announced they're not going to slant it. They're going to be fair and balanced. People can watch them and feel they're getting a fair and balanced account of the news even when they're not."

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Contra factos, há argumentos Ainda no plano do registo dos factos, aqui deixo mais um contributo, agora do Contrafactos acerca da evacuação da Maria João Ruela, para alguém que queira vir a debruçar-se sobre o caso. Em primeiro lugar, ele recorda uma notícia da SIC Online que diz: "A jornalista encontra-se fora de perigo, numa situação considerada estável pelos médicos, e deverá regressar a Lisboa durante o fim-de-semana, a bordo de um avião disponibilizado pelo Governo que descolou às 20h00 de hoje do aeródromo de Tires, com uma equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM)." Depois de recordar, baseado em informação da instituição, que "o INEM não tem a função de transportar doentes. O INEM só acciona os seus meios, ambulâncias ou Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação sempre que exista perigo de vida", "o que não era o caso",comenta o Contrafactos: "Mas não se pode deixar de questionar a pontualidade do governo/INEM: o avião descolou às 20 horas do dia 14 para a ir buscar e aterrou às 20 horas no dia 16. Porquê esta fixação nas 20 horas, quando estão a começar os telejornais?...".

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Comentadores serão uma mais-valia? Um estudo feito pela Marktest aos telejornais durante o mês de Outubro permitiu concluir que a presença de Marcelo Rebelo de Sousa no Jornal Nacional, ao domingo, dá à TVI uma acentuada vantagem. O programa atinge a audiência média de 17.7 durante os comentários e de 13.2 durante as restantes notícias. Com Pacheco Pereira, esses valores são, respectivamente, de 11.2 e 11.3. Relativamente às terças e quintas-feiras, é o Jornal da Noite da SIC que consegue uma ligeira vantagem durante os comentários de Santana Lopes e Manuel Maria Carrilho, enquanto que durante os comentários de Miguel Sousa Tavares e Perez Metelo, na TVI, a audiência média é inferior à das restantes peças emitidas no Jornal Nacional. No entanto, é o Jornal Nacional da TVI que consegue a audiência média mais elevada no período observado.

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Registo Dos últimos dias registo - para "memória futura" - este post - Os jornalistas portugueses e as guerras - do Terras no Nunca. Também o Guerra e Pas tem matéria sobre o assunto no post 25-II Seguros (deste blog, sugiro igualmente a leitura de 23.II - A mulher de Carlos Raleiras - muito bem observado!).

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Weblogs, webrings e comunidades virtuais A Biblioteca Online de Ciências da Comunicação - BOCC, disponibilizou recentemente o artigo Weblogs, webrings e comunidades virtuais, de Raquel da Cunha Recuero, doutoranda em Comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e professora da Universidade Católica de Pelotas (Brasil). O texto "procura defender a idéia de que podem existir comunidades virtuais estruturadas sobre círculos de pessoas que lêem e interagem através dos weblogs todos os dias. Os webrings , como são chamados no trabalho estes círculos, seriam os virtual settlement das comunidades, que ali estabeleceriam suas relações, principalmente através dos sistemas de comentários, muito populares na maioria dos blogs. É discutido também um estudo de caso conduzido entre 22 weblogs durante quatro meses e a classificação dos blogs em Diários Eletrônicos e Publicações Eletrônicas, realizada pela autora".

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Dar a palavra Daniel Schneidermann, no Libération: "J'ai souvent remarqué, dans Arrêt sur images, que les journalistes chargés des reportages ont tendance, par manque de temps ou par confort, à enquêter dans les environs immédiats des sièges des chaînes de télévision, qui sont rarement situés dans les quartiers prolétaires. C'est peut-être un début d'explication. (...). Si, nous journalistes, ne devions donner la parole qu'à ceux avec lesquels nous sommes d'accord, quel pauvre journalisme nous ferions, ne croyez-vous pas?"

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"Voyeurismo" Teresa de Sousa critica, no Público, os exageros televisivos (e poderíamos acrescentar: radiofónicos) a propósito das peripécias com os jornalistas portugueses enviados ao Iraque - em particular o caso do rapto de Carlos Raleiras e da evacuação de Maria João Ruela: "O que interessava aos portugueses era saber que o repórter da TSF fora libertado e estava bem e em lugar seguro, e que a jornalista da SIC está a recuperar igualmente bem e já de regresso a Lisboa. O resto é puro "voyeurismo". O problema destas imagens é que elas dão a exacta dimensão do que é a informação transformada em entretenimento. Vale tanto a história de Ruela como vale a do crime numa aldeia perdida na serra a abrir os noticiários. Valem tanto as lágrimas das famílias dos soldados portugueses como as dos protagonistas de qualquer drama familiar vivido algures numa vila do interior. Não há distância, não há interpretação, não há contenção, não há informação. Tudo se resume à lógica do "reality-show", por mais patético ou, mesmo, ridículo que acabe por ser". Ainda a este propósito, leia-se a carta de uma leitora que, no mesmo jornal, e relativamente ao facto de ter sido o INEM a evacuar Maria João Ruela, pergunta: O Tratamento Será Igual para Todos?

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"Telebasura", telelixo A última actualização da Sala de Prensa dedica particular atenção ao telelixo. Abre com um texto de Carlos Elías (professor de Jornalismo Especializado na Universidade Carlos III, de Madrid), que analisa a degenerescência do jornalismo espanhol, invadido por programas "del corazón". Sandra Ruiz Moreno (jornalista da Universidade da Sabana em Bogotá (Colômbia) escreve sobre a trivialização da informação televisiva que afecta os noticiários um pouco por todo o lado, contrapondo o rating à qualidade. Há ainda o texto de uma conferência de José Manuel de Pablos Coello e Concha Mateos Martín (ele catedrático de Jornalismo e ela doutoranda em Ciências da Informação, ambos da Universidade de La Laguna, em Tenerife, Espanha), os quais reflectem sobre estratégias informativas para se poder ter acesso a um jornalismo de qualidade, na imprensa e na televisão.

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Magno apresenta "O Quarto Equívoco" Carlos Magno, o homem das metáforas e dos trocadilhos, é o escolhido para apresentar no Porto o mais recente livro de Mário Mesquita, "O Quarto Equívoco: O Poder dos Media na Sociedade Contemporânea". A apresentação acontecerá quinta-feira, dia 20, às 18.30 horas, na Livraria Leitura, no Porto.

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A edição 2003 da conferência da ONA - Online News Association já terminou mas ficaram registadas, num blog colectivo, conclusões e notícias. De lá retirei algumas previsões do futuro: Here are the predictions the "Back to the Future" panelists gave for how they see their businesses in three years: -- Retha Hill, Vice President for Content, BET.com: People will interact with TV in a way they can't now. -- Dean Wright, Vice President and Editor in Chief, MSNBC.com: More visual, with more video. -- Esther Dyson, Chairman, Edventure Holdings Inc.: My newsletter will be a blog. -- Ruth Gersh, Editorial Director, AP Digital: Print will no longer drive the AP. AP will create things in the order they need to be filed. -- Leonard Apcar, Editor in Chief, The New York Times on the Web: We will not be wedded to the newspaper as the central core of The New York Times. -- Mitch Gelman, Senior Vice President and Executive Producer of CNN.com: We'll have more on-demand access to video, via TiVo and the Web, and thus more choice. -- Richard Deverell, Head of News Interactive, BBC News: We'll have more intelligent engagement with our audiences, and a broader diversity of the devices delivering news.

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Blogtalk 2.0 Já está marcada para Julho de 2004 , em data a anunciar, a segunda conferência europeia sobre weblogs, de novo em Viena de Aústria. É organizada pelo Center for New Media da Danube University Krems. Na sequência do sucesso que constituiu a primeira, esta propõe-se encetar o "dialog between bloggers, developers, researchers and others who share, enjoy and analyse the benefits of blogging. The focus is on weblogs as an expression of a culture based on the exchange of information, ideas and knowledge. In the spirit of the free exchange of opinions, links and thoughts we wish to engage a wide range of participants from the blogosphere in this discourse." Eis a lista de tópicos sobre os quais a organização aceita propostas de papers:

- weblog applications tools - monitoring the blogosphere - blogging in an enterprise environment - weblogs and knowledge management - blogosphere and emergent systems - weblogs as a medium: senders, users and audiences - weblogs as texts: genres, styles and aesthetics - weblogs in the social sciences: history, statistics and case studies - weblogs in cultural studies: uses, rewards and meanings - metaphors of blogging and blogger - political impact using the weblog format - weblogs and journalism - weblogs in educational settings - rss and other standards in the blogosphere - ...
(via eCuaderno)

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Cem anos da Columbia Graduate School of Journalism Está anunciada para 1 de Dezembro próximo a publicação de um livro que vai certamente fazer história: Pulitzer's School: Columbia University's School of Journalism, 1903-2003, da autoria de James R. Boylan (Ed.: Columbia University Press). Em capa dura, são 400 páginas para evocar e recordar um século de existência daquela que é considerada como uma das melhores escolas de jornalismo do mundo. O trabalho inclui já a súmula dos debates sobre o futuro da instituição, desencadeados pelo actual presidente da Universidade de Columbia, Lee Bollinger, conforme refere a apresentação: "Marking the centenary of the founding of Columbia University School of Journalism, this study sets the story of the school's origins and development against the backdrop of the long, unresolved argument about a basic question: Can (and should) journalism be taught? Originally known as "the Pulitzer School" in honour of its chief benefactor, the newspaper magnate Joseph Pulitzer, the Columbia School of Journalism has been for a century a significant presence in the world's most visible journalism community. Assailed by critics for being disengaged from the real world of working journalists and hailed by supporters as upholding journalism's gold standard, the school has had a turbulent, even contentious history. Granted access to the school's records, James Boylan takes the measure of the diverse views of the school and its roles, up to and including the debate initiated by Columbia's president in 2003, Lee Bollinger".

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Novos suplementos no Público O Público vai assinalar a sua edição número 5000, no próximo dia 29, com a publicação do número zero do jornal, que esteve para ir para as bancas em 1 de Janeiro de 1990. Vai também lançar mais um suplemento, desta vez ao domingo. «É um suplemento de reportagens, opinião e análise, que tenta desenvolver ou antecipar os temas da semana seguinte», explica João Carlos Silva, editor do suplemento. Para o editor, este novo formato não pretende concorrer com o da Grande Reportagem a ser incluído no DN e JN. (Fonte: Diário Económico)

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Sobriedade segundo M. Moura Guedes Está lá tudo, na entrevista que a apresentadora Manuela Moura Guedes, rcentemente nomeada subdirectora de informação da TVI, dá hoje ao DN, num trabalho de Leonor Figueiredo. Nem quer ouvir falar em sobriedade. Para ela "é não ter bebido uns copos." Só faz parte do seu vocabulário "como antónimo de ébrio. Ou cinzentismo." Porque "Televisão é comunicação. As notícias são histórias do dia-a-dia, mais e menos relevantes, de gente anónima." Quando questionada sobre o facto de a TVI ter posto no Jornal Nacional um homem a masturbar-se, responde que "o limite está na verdade". A jornalista pergunta-lhe ainda: "A vossa informação é mais para o «povo que lavas no rio», ou não é?". A resposta: "Coitadinho, é o povo do Pedro Homem de Melo. Genuíno, que a Amália cantava e que precisa de ser distraído. Mas não é essa a nossa informação. Até parece que o DN não tem páginas para divertir as pessoas...".

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Olhares sobre o que se passa A leitura da actualidade consegue, por vezes, operar prodígios. Leia-se esta prosa de Luís Delgado, no Diario de Notícias, sob o título Lembranças: "Os EUA confirmaram o que se previa: entregar o poder aos iraquianos já no primeiro semestre de 2004, e começar a retirada dos seus contingentes mais pesados. A Casa Branca não mudou de estratégia - já se adivinhava há uns meses - apenas confirmou o calendário. Por lá ficarão forças especiais, unidades de intervenção rápida, e meios aéreos poderosos. Não se brinca com o calendário eleitoral americano." Confronte-se agora, por exemplo, com o post "Cada vez mais difícil, cada vez mais necessário", que escrevia ontem Pacheco Pereira no Abrupto.

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Imprensa regional: aposta na profissionalização O secretário de Estado Feliciano Barreiras Duarte anunciou em Braga um plano de reformas para a Imprensa Regional, segundo a qual serão concedidos incentivos à profissinalização no sector. Apoio à contratação de jornalistas, repórteres fotográficos, técnicos de marketing e especialistas em grafismo contam-se nas intenções do Governo. Além disso, as medidas, a divulgar até ao fim deste ano, incluem também a promoção de um plano de leitura, discriminação positiva dos jornais do interior e maior fiscalização. O plano foi anunciado no encerramento do V Congresso da Associação da Imprensa de Inspiração Cristã (AIC), que decorreu nos últimos dias, em Braga, longe das atenções dos grandes media nacionais.

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Cooperação entre os jornais regionais e as escolas O V Congresso da Associação da Imprensa de Inspiração Cristã (AIC), que decorreu em Braga entre quinta-feira e sábado, afirmou a vontade de ser "a voz dos mais simples e dos mais esquecidos, reflectindo os reais problemas, ansiedades e interrogações das comunidades que servem, mantendo ao mesmo tempo uma forte ligação aos emigrantes e Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP’s)" Os congressistas manifestaram-se emprenhados na "procura de novos leitores, numa ligação estreita com as instituições de ensino dos vários níveis", "no estabelecimento de formas de cooperação entre diversos títulos, salvaguardando as respectivas especificidades e/ou caminhando para parcerias duradouras, estabelecidas com base em projectos claros e bem definidos". "Apostando num jornalismo de proximidade, comunitário e cívico, a Imprensa de Inspiração Cristã reafirma o compromisso com a ética e deontologia profissionais, procurando “fazer o bem”, fazendo-o bem" - acentua o documento aprovado no final. Os associados da AIC exigem do Governo "apoio à promoção da leitura dos jornais e à difusão da Imprensa, e reclamam o cumprimento dos preceitos legais relativos à distribuição da publicidade institucional."

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"A mentira na primeira página" Eduardo Jorge Madureira escreve, hoje, na sua coluna no Diário do Minho sobre o desplante da mentira no jornalismo. Deixo a abertura e o fecho: "O texto, seco e breve, estava impresso na página nove do jornal "24 Horas" do dia 24 de Julho de 2003. Para a história do jornalismo, ficava registada uma consideração antológica assinada pelo director do diário: "Pode acontecer darmos uma notícia falsa, mas ela resultará de um erro, não de má-fé. Jardel, Fonseca e Costa e Moita Flores foram vítimas de erros nossos, na capa. Voltaram, no dia seguinte, à primeira página e, com o mesmo destaque, foi feita a correcção desses erros. Este é o carácter 24 Horas".(...) Não é preciso haver fontes envenenadas e profissionais sem escrúpulos para haver mau jornalismo. Uma fonte um pedacinho turva e um jornalista incompetente ou preguiçoso bastam para inquinar a informação. É por isso que, nos tempos que correm, os leitores precisam de tomar especiais cautelas. Precisam de saber que, para estar informado, é preciso bastante mais do que espreitar as primeiras páginas nas montras dos quiosques. E, além disso, precisam de interrogar o que lêem na imprensa — e, claro, o que ouvem e vêem nos outros meios de comunicação social."

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Cibercultura blog Está explicada, pelo menos em parte, a presença mais rara da Inês nas Conversas de Café: o trabalho docente na licenciatura em Ciências da Informação do Instituto Superior Miguel Torga, em Coimbra. Mas já criou aí um blog da disciplina que lecciona - Cibercultura. A seguir.

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O medo "É verdade que o que hoje domina todas as redacções é o medo, como diz o mais famoso apresentador de telejornais americanos, Dan Rather? Medo de perder o emprego, medo de ver a audiência baixar, medo de ver as receitas publicitárias desaperecerem?" Carlos Pinto Coelho, in Directo ao Assunto, TSF, 9.11.2003

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Sugestões de leitura - 2 No Público, Augusto M. Seabra retoma e desenvolve alguns pontos suscitados por Augusto Santos Silva em artigo recente sobre os media como "O primeiro poder", a concentração de grupos, a deriva de jornais de referência, a agenda populista, redução do pluralismo, pressão governamental e controlo da direita. No DN, Maria Elisa considera que "a televisão portuguesa no seu conjunto é uma das que contêm mais espaços de opinião política, em todo o mundo. Essa opinião surge em diversos formatos: os frente-a-frente, que opõem duas personalidades de quadrantes políticos diferentes, uma representando a maioria, outra a oposição, e que rodam diariamente na SIC Notícias; os chamados «comentadores residentes», com presença semanal individual, caso de Marcelo Rebelo de Sousa, Miguel Sousa Tavares e António Peres Metelo, exclusivos da TVI, ou de Pacheco Pereira e Manuel Maria Carrilho, na SIC." E interroga-se, a este propósito: "Corresponde esta abundância de comentadores a uma opinião pública mais forte, mais esclarecida? Só um trabalho de investigação poderia, com seriedade, responder a esta questão".

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Sugestões de leitura - 1 No Público, vem publicado um trabalho de Paulo Miguel Madeira sobre o poder do jornalismo. Inquiriu vários directores de órgãos de informação e, apoiado nos depoimentos recolhidos, põe em título a ideia de que o referido poder tem sido empolado. Só o director do Expresso parece destoar claramente desta opinião. No JN, os enviados ao sul do Iraque Domingos Andrade e Alfredo Cunha dão conta do "desnorte dos jornalistas portugueses, votados ao mais completo abandono". Por sua vez, Eduarda Ferreira ouviu vários repórteres de guerra portugueses, que sublinham a "necessidade de os profissionais receberem formação específica para enfrentar situações de risco acrescido, de forma a poderem cumprir o objectivo da sua deslocação: informar."

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[In]segurança dos jornalistas "A missão de informar" - assim se intitula o editorial do DN de hoje, relativo aos ataques de que foram vítimas jornalistas portugueses no Iraque. O parágrafo final: "Quando as coisas correm mal, é preciso sermos solidários com os que estão numa situação difícil e procurar resolver os seus problemas pelos meios que temos à disposição. Às autoridades cabe a procura de mediação e apoio diplomáticos. Mas ninguém pode garantir a segurança absoluta numa zona de alto risco como é hoje o território do Iraque. Toda a segurança é importante, mas nunca é suficiente para quem tem, por dever e imposição pessoal, a missão de informar." Comentário: "Ninguém pode garantir a segurança absoluta numa zona de alto risco". Certo. Mas a solidariedade não basta. Certíssimo. Mas: sem qualquer tipo de escolta numa zona daquelas? E nem uma palavra sobre as responsabilidades das empresas no capítulo da segurança, quando enviam os repórteres de guerra? Assim, à aventura, a ver se temos sorte? Se, pelos vistos, nem os militares se sentiam à vontade para levar os jornalistas "embedded" nas suas colunas!?

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Livro de Carlos Fino em terceira edição e em versão brasileira O livro "Guerra em directo", do jornalista Carlos Fino, lançado há pouco mais de uma semana, já vai na terceira edição e prepara-se para ter uma versão brasileira dentro de dias. O prestígio que o jornalista ganhou no Brasil, pelas suas reportagens em Bagdad seguidas através da RTP Internacional, fizeram com que tivesse sido convidado para um sem número de conferências e debates, a seguir à guerra. Um sinal disso mesmo é que o site do Observatório da Imprensa, onde colhi estas informações, transcreve também a entrevista dada por Fino a Alberta Marques Fernandes, no Jornal da RTP2, no passado dia 3, a propósito do livro. Apresenta, além disso, uma recensão, da autoria de Heródoto Barbeiro, com o título "A Isenção sob Fogo de Barragem" e ainda um curto trecho transcrito livro. Na entrevista à RTP2, a dado passo o jornalista comenta deste modo as limitações e condicionantes do trabalho em directo: "Por falta de tempo e pela própria pressão das redações de hoje em dia, quer dizer, as possibilidades que há, pelas novas tecnologias, de podermos entrar em directo de qualquer parte em qualquer momento dá-nos a ilusão de termos a informação e de estarmos a ver a história em directo, dá-nos essa sensação de ubiqüidade, de sermos quase deus, podemos estar em todo lado em qualquer tempo, mas isso levanta questões em relação ao jornalismo, quer dizer, como é que pode haver distanciamento, algum distanciamento crítico, que é marca de qualquer bom jornalismo, se estamos ali em directo? Por outro lado, às vezes não se passa nada, mas há a pressão das redações, é preciso alimentar o sistema, falar, o que importa é mostrar que se está lá e que se está a dizer qualquer coisa, seja o que for. Portanto, são essas questões que essas novas tecnologias e que esta nova maneira de fazer informação, digamos, não colocam questões inteiramente novas mas eu diria que acentuam as velhas questões do que é que nós somos, do que é que estamos aqui a fazer, e como é que estamos a fazer."

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Retorno do Socio[B]logue O Socio[B]logue tem o regresso marcado para a próxima segunda-feira, 17 de Novembro. É o próprio João L. Nogueira que anuncia.

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Pentágono acusado de intimidação Trinta organizações jornalísticas norteamericanas, entre as quais a CNN, a Reuters, a Associated Press e a ABC, dirigiram uma carta ao Pentágono, queixando-.se de dificuldades crescentes colocadas pelos militares na cobertura da situação no Iraque. A missiva acusa as tropas de "intimidação", sublinhando que a situação piorou substancialmente desde que a guerra propriamente dita terminou. Os incidentes reveladores de um "crescente ambiente hostil aos jornalistas" têm acontecido sobretudo com repórteres de imagem, em situações que os militares consideram que lhes podem ser desfavoráveis. A cartas enviada há dias refere que os media "documented numerous examples of US troops physically harassing journalists and, in some cases, confiscating or ruining equipment, digital camera disks, and videotapes", violando as orientações estabelecidas pelo próprio Pentágono. Também a Associated Press Managing Editors (APME), que reúne mais de 1700 jornais membros dos EUA e Canadá, protestou anteontem contra estes atropelos , exigindo que sejam dadas orientações para que o equipamento e materiais dos jornalistas não voltem a ser confiscados.

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Jornalistas portugueses atacados no Iraque Afinal, a violência no Iraque acabou por atingir não os soldados, mas os jornalistas portugueses. Felizmente que não há mortos a registar. Maria João Ruela, da SIC (foto ao lado; créditos: LUSA), está fora de perigo e a ser tratada aos ferimentos numa perna e Carlos Raleiras, da TSF, embora nas mãos dos raptores, estará, aparentemente, dependente do pagamento do resgate exigido. A agência Lusa adianta, entretanto, que o Governo, através do Ministério da Administração Interna [Administração Interna?] anunciou ter pedido às autoridades norte- americanas e britânicas "todo o apoio possível" na procura do jornalista da TSF raptado. Acrescenta também que o Sindicato dos Jornalistas recorreu a organizações profissionais de âmbito internacional para encontrar um intérprete que possa ajudar nos contactos com os sequestradores. Por sua vez, o site Portugal Diário revela que o Governo tem pronto um avião e uma equipa médica para ir buscar a jornalista Maria João Ruela, logo que os médiocs que a tratam o considerem oportuno. É fácil comentar o caso à distância e sem conhecer os pormenores que estão por detrás da decisão da dos diversos jornalistas portugueses de avançar para o território iraquiano com uma coluna de três jipes sem qualquer tipo de escolta militar. A verdade é que um jornalista da RTP, que integrava o grupo, reconhece agora que "talvez tenha sido uma imprudência entrar no país sem segurança". Carlos Vaz Marques, no Outro-Eu: "(...) Como muito bem explica Adelino Gomes no prefácio ao livro "Por dentro das guerras", de Mário Rui de Carvalho, acabado de publicar, não há repórteres de guerra em Portugal. Há repórteres à mercê do acaso, da sorte ou da providência divina, para quem puder acreditar nela. A diferença entre os nossos repórteres da sorte e verdadeiros repórteres de guerra, como o veterano Mário Rui de Carvalho, é a preparação e o treino específico (...)".

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Definir "convergência" no jornalismo digital 0 "It's a ubiquitous buzzword, used to describe everything from corporate strategies to technological developments to job descriptions". Rich Gordon, num capítulo do livro "Digital Journalism: Emerging Media and the Changing Horizons of Journalism" a publicar no próximo mês, discute o conceito, no capítulo "Convergence Defined", publicado na Online Journalism Review. Rich Gordon é professor associado e responsável pelo programa sobre novos media na Northwestern University, depois de ter sido repórter e editor em diferentes órgãos de comunicação. (lido no Ponto Media).

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Internet, política e eleições O sociólogo catalão Manuel Castells observa, na sua última colaboração no La Vanguardia, que a Internet tem vindo a assumir um lugar de destaque em praticamente todas as áreas da vida social. O relativamente escasso uso na política poderá vir a modificar-se, segundo ele, com o que se irá passar com a campanha para a próxima eleição do Presidente dos Estados Unidos da América. E que já está a marcar a campanha do até agora principal candidato do lado democrata, Howard Dean: "En buena medida, el atractivo de Dean se debe a los dos temas centrales de su campaña: es el único candidato que, desde el principio, se opuso a la guerra en Iraq y sigue oponiéndose a la ocupación; y es el unico candidato que centra su programa en una política de seguro de salud que vaya permitiendo gradualmente la cobertura universal de la salud, en un país en el que hay más de 40 millones de personas sin ningún tipo de seguro. Pero los observadores concuerdan en que el método de la campaña de Dean tiene un papel primordial en su inesperado éxito, superando a candidatos con mucho más dinero y apoyos de la máquina del partido. Y esa campaña está basada, por primera vez, en el uso de Internet. Un uso muy específico: crear una plataforma de apoyo a Dean que la gente puede interpretar a su manera, construir sus propios grupos y hacer sus propias propuestas, no sólo de contenido, sino de acción, sin control de los responsables de la campaña. (...)El resultado? En estos momentos hay más de medio millón de personas que han dado su nombre y su dirección electrónica y personal para participar en la campaña. (...) Este gesto simboliza la verdadera novedad del uso de Internet en la campaña: liberar el poder de Internet como instrumento de participación y de interacción, aceptando el no control del aparato del partido sobre los ciudadanos. Es probable que no baste esta afirmación democrática para ganar una elección, en contra del peso mediático y de las máquinas establecidas. Es también probable que el éxito inicial se deba a que los usuarios de Internet suelen ser más jovenes, más educados y más progresistas que la población en su conjunto. (...) Pero su demostración de la capacidad de Internet para movilizar a la gente cuando se la deja libre para organizarse y movilizarse puede quedar como un hito en el proceso de cambiar las formas de hacer política".

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Impacte da Internet na Imprensa Leitura recomendada: El impacto de internet en la prensa, estudo editado pela Fundação Auna, de Madrid, da autoria de José M. Cerezo / Juan M. Zafra. Aí se sustenta que a Internet tem crescido ao ritmo dos grandes acontecimentos internacionais, em especial o 11 de Setembro e que o digital é o futuro da imprensa. Uma atenção especial é atribuída aos blogs: "Los weblog se han convertido en uno de los fenómenos más sorprendentes y significativos vinculados a internet de los últimos años" (a referência a este relatório encontrei-a no Diário Económico)

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Desmantelar os andaimes das notícias O Poynter.online traz um interessante texto de Chip Scanlan, intitulado “Dismantling Your Story's Scaffolding” que chama a atenção para a importância de valorizar o trabalho e as competências do leitor, quando o jornalista escreve as suas peças. Em questão estão as “muletas”, ou então os “andaimes” a que se recorre com frequência na escrita e que, tal como na construção de um edifício, devem ser retiradas no final do processo. “Scaffolding – escreve Scanian - is an essential part of the writing process. But as my editor, Julie Moos, pointed out recently, "Just because it's part of your writing process doesn't mean it should be part of my reading process." As normas do processo da escrita podem variar bastante de cultura para cultura e de autor para autor, mas a prosa limpa, escorreita, legível não deixa de ser uma virtude, também no jornalismo.

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Só na cabeça de Morais Sarmento... "Só na cabeça do ministro Morais Sarmento é que há uma série de entidades ? câmaras, Gulbenkian, Cruz Vermelha, associações dos velhinhos ou invisuais ? que sabe fazer televisão. Mas ele está muito enganado: isto não é pegar numa câmara e vamos lá filmar!". A afirmação é de Miguel Sousa Tavares, em entrevista à última Foco, a propósito de "A Dois". Nela o comentador considera, a propósito da comissão que o Governo criou para repensar o segundo canal, e de que o próprio também fez parte : "Fomos todos usados para caucionar uma solução que o Governo já tinha na cabeça; fossem quais fossem as conclusões, eles já sabiam o que iam fazer". Refira-se, a este propósito, que reúne hoje o Conselho de Opinião da RTP para se pronunciar sobre o contrato específico de serviço público, um passo necessário para a clarificação da situação institucional e o arranque de "A Dois" (arranque que continua com data prevista para fins deste mês).

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O poder dos media O juiz conselheiro Artur Costa tem hoje, no Jornal de Notícias, um breve apontamento sobre "O poder dos media". Cruza, na reflexão, observações de artigos recentes de Augusto Santos Silva e Ignacio Ramonet, e de um livro – "Reality shows e liberdade de programação" - de Gomes Canotilho e Jónatas Machado, que ainda não li. O primeiro (longo) período: "A dimensão do poder dos media adquiriu uma tal relevância nos tempos que correm, que Augusto Santos Silva, em artigo publicado no "Público" do dia 8, o designou de "o primeiro poder", achando completamente inadequadas, em termos de realidade actual, as designações de "quarto poder" e de "contrapoder", para exprimir a real influência que os media (os clássicos e os novos) têm, enquanto conformadores de mentalidades, comportamentos, vivências, pólos de dinamização das novas indústrias que giram em torno da comunicação e da cultura de massas, e enquanto eixos do novo poder (o primeiro poder?) que se desenha, no interior do sistema político-mediático."

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"Ainda bem que me pergunta" - novo livro de Daniel Ricardo Com a chancela da Editorial Notícias, acaba de sair o livro "Ainda bem que me pergunta - Manual de escrita jornalística". É seu autor o editor-executivo da revista Visão Daniel Ricardo. A editora observa, na apresentação da obra, que se trata do "primeiro manual de escrita jornalística, que se publica em Portugal, de um autor português para o público português". O autor propõe-se explicar como "escrever com clareza e rigor semântico", como "estruturar uma notícia, uma reportagem, uma entrevista", como "elaborar os respectivos títulos" e como evitar as «armadilhas» ortográficas e gramaticais. Assim, este livro poderá interessar jornalistas, colaboradores da Imprensa, professores e estudantes de Jornalismo, bem como "todos os que, por obrigação profissional, têm de escrever correctamente".

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ImaisG - infografia A I+G (info+grafia) é "uma oficina interactiva que produz serviços de informação visual para editores de jornais on-line e impressos. Apesar da oferecer essencialmente produtos de infográficos interactivos e estáticos, tem outras áreas de intervenção" no campo do grafismo. O site contém vários exemplos de tratamento infográfico de acontecimentos de actualidade.

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A concentração dos media e o papel dos comentadores televisivos são os dois temas abordados por Fernando Rosas num artigo de opinião no Público, intitulado “O Discreto Sequestro da Liberdade de Expressão”. Para abrir o apetite, aqui fica um excerto: “Mesmo com jornalistas competentes e independentes, esta função do comentador isolado e permanente (a situação seria diferente, e já se praticou na SIC, com uma sucessão de diferentes comentadores de distintas inclinações) pode abeirar-se, perigosamente, do comissariado ideológico”.

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Censura? O facto de cerca de quinze jornais estrangeiros não terem sido distribuídos em terras de Sua Magestade no passado dia 10 de Novembro, por conterem textos incómodos para a família real britânica, está a levantar uma forte onda de contestação nos media internacionais, com acusações de censura surgidas de vários quadrantes. O Público de hoje faz eco da questão: "Vários jornais estrangeiros contendo artigos sobre o "escândalo" não têm sido distribuídos em Inglaterra ou chegam tarde às bancas. Na segunda-feira, o "Le Monde" foi mesmo retirado de circulação pelo "Financial Times", que o distribui. Segundo a AFP, o "Le Monde" considera que o que está em causa é um esquema de "censura" à imprensa europeia. Uma associação de editores italianos afirma por seu lado que é "muito grave" que os jornais não cheguem às bancas. O Le Monde, um dos jornais visados, aborda de uma forma bastante alargada a questão na sua edição de 11 de Novembro. Do outro lado da barricada estão os jornais britânicos, pelo menos alguns, que procuram defender a imagem do Príncipe Carlos, tanto através dos seus escritos como através do boicote à distribuição de jornais estrangeiros com quem têm parcerias. Os jornais estrangeiros ausentes dos quiosques britânicos foram: Le Figaro, Libération, El Pais, El Mundo, ABC, Corriere della Sera, Repubblica, La Stampa, Il Giornale, Il Messagero, Frankfurter Allgemeine Zeitung, Millyet, El Watan, De Standaart, De Telegraph e De Volskrant.

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Motor de busca de blogs em cinco línguas ...mas não em português. É um facto: chama-se Bloogz - World Wide Blog. Tive dele conhecimento através do e-Cuaderno, onde fui buscar o código html para a gravura junta. Vale a pena experimentar. Para saber as características da tecnologia a que recorre, ver aqui.




Bloogz

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Academia das Artes e Ciências de Televisão Encontra-se em discussão uma proposta de criação da Academia das Artes e Ciências de Televisão de Portugal. A exemplo dos E.U.A., Brasil e Espanha, a iniciativa, em que se destaca José Machado, do Apresentador TV , "visa instituir uma associação que promova o prestígio e reconhecimento social de todos aqueles que trabalham num sector tão influente, assim como das obras por estes criadas". A participação dos interessados pode ser feita através deste sítio.

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A mobs inteligentes Parece-me interessante esta entrevista com Howard Reinghold, autor do livro Smart Mobs: The next social revolution e que se tem dedicado a estudar o fenómeno das comunicações móveis. I should emphasize we're just seeing the first baby steps. If we remember when the PC first came out in the late 1970's, it was a pretty puny thing. You can hold something in your hand today that is a thousand times more powerful than the first PC and one-fifth the price with a much, much faster connection than the first modems. We're only beginning to see the ways people can connect the way they do on the Internet with people they do not know but with whom they share an interest.

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Windows faz 20 anos Foi a 10 de Novembro de 1983, no Hotel Plaza de Nova York que foi apresentado o sistema operativo Windows, o primeiro a incluir um interface gráfico. Diz, a este propósito o Ideasapiens, a quem devo a lembrança da efeméride: "Aquel año comenzó la batalla entre Microsoft y Macintosh, se comenzó a incorporar el ratón después de que lo inventara Douglas Engelbart en 1968. Un año mágico".

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Cimeira Mundial: prémios com finalistas São já conhecidos os finalistas dos prémios da Cimeira Mundial da Sociedade da Informação, os quais resultam de um concurso internacional lançado no âmbito da preparação da Cimeira. O objectivo foi dar visibilidade a conteúdos digitais de qualidade. Foram seleccionados mais de 800 "produtos" oriundos de 130 países, dos quais o júri seleccionou cinco finalistas em cada uma das oito categorias (e-learning, e-cultura, e-governo, e-entertainment, e-ciência, e-saúde, etc). Entre os seleccionados encontram-se o Splendid Chinese Culture portal, Tropical America , Public Library of Science e Living Heritage .

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Administração do JN recusa reunir-se com Sindicato O presidente da Comissão Executiva da Empresa do "Jornal de Notícias" (JN), Henrique Granadeiro, recusa reunir-se com a Direcção do Sindicato dos Jornalistas (SJ) e os delegados sindicais, alegando que o Sindicato desenvolve uma “actividade caluniosa” contra a empresa. Em comunicado emitido hoje, a Direcção do SJ considera que esta postura demonstra “uma obstinada atitude de fuga ao diálogo” e “uma tentativa de se furtar à satisfação da legítima exigência de ver esclarecidos os objectivos da fusão e da concentração e de discutir medidas preventivas de eventuais efeitos negativos”.

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As crianças telespectadoras e a leitura Um estudo promovido pela Fundação Kaiser Family e pelo Children's Digital Media Centers, sobre os hábitos de consumo dos media de crianças com menos de seis anos, concluiu que "as crianças que têm televisão no quarto ou vivem em casas onde ela está ligada a maior parte do tempo têm mais dificuldade em aprender a ler que as outras crianças da mesma idade". A notícia foi publicada no Público do dia 10 de Novembro e refere ainda que "nos lares com um exagerado consumo de televisão, 34 por cento das crianças entre os quatro e os seis anos sabem ler, menos do que os 56 por cento que vivem em casas onde o pequeno ecrã está menos vezes ligado. As crianças que vêem mais televisão dedicam menos tempo à leitura e a ocupações no exterior". Um dado a ter em conta no estudo, é que o mesmo foi feito por telefone com os pais das crianças... A versão integral do relatório pode ser encontrada aqui e uma abordagem mais desenvolvida no blog "Educação para os Media".

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No início de funções da nova Direcção do DN Os nomes da nova Direcção editorial do Diário de Notícias aparecem hoje, pela primeira vez, no cabeçalho do jornal, obtido que foi o parecer favorável do Conselho de Redacção à nova estrutura directiva. A nova equipa arranca com uma declaração de intenções para "Uma nova etapa", de que destaco: "Iniciamos funções numa altura em que, devido à massificação da informação, se levantam muitas dúvidas sobre a tarefa de informar. Da nossa parte queremos dizer que não cederemos à presente moda do populismo fácil. Também para nós tem pleno valor o que o Estatuto Editorial consagra quanto ao respeito pelos princípios deontológicos e pela ética profissional dos seus jornalistas, assim como pela boa-fé dos leitores. Somos pelo rigor da informação, somos pela pluralidade de opiniões. Isto leva-nos a um outro ponto: gostaríamos de ser agente activo na procura de ideias novas para o debate público, seja em que áreas for." Obviamente que se deseja que o DN cumpra as intenções que Fernando Lima e a sua equipa enunciam. Vale a pena, contudo, recordar que o director inicia funções contra o sentir maioritário do Conselho de Redacção e da Redacção. É um handicap que não tem implicações legais, mas tem-nas certamente no plano ético-deontológico. Muitos vêem com inquietude este "pecado original". E Helder Bastos, responsável pela Redacção do Porto, levou isso ao ponto de se demitir das funções e estudar a eventualidade de deixar o próprio jornal. De resto, o DN (e o Conselho de Redacção) não explicam, na edição de hoje, o que significa dar parecer favorável à nova estrutura directiva. A ambiguidade é suficiente para passar uma esponja sobre o anterior parecer desfavorável, emitido por unanimidade. Neste contexto, vale a pena ter presente a coluna de ontem de Estrela Serrano, a Provedora do Leitor. Intitulada "Sinais de deriva", o texto observa que "Merecem, por isso, ponderação as referências à «governamentalização» e «tabloidização» do jornal, à sua «descaracterização» e «perda de credibilidade junto dos leitores», feitas por um órgão com a autoridade do Conselho de Redacção (CR) e apoiadas pela grande maioria da redacção, e, por outro lado, a intenção manifestada pelo novo director, de pretender «recolocar» o DN numa «linha da credibilidade». Estrela Serrano pontualiza criticamente cada um destes itens para concluir que um ponto relevante da trajectória do DN em tempos recentes consiste na " «duplicidade» editorial e a hesitação entre o modelo de um jornal de referência e o modelo popular/tablóide", o que "tem perturbado os leitores, levando alguns a procurar alternativas."

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Como sobreviver em situações perigosas: guia para repórteres Um livro que não podia ser mais oportuno - "On assignment: a guide to reporting in dangerous situations". Acaba de ser publicado e colocado na web pelo Comité de Protecção de Jornalistas. Na verdade, trata-se de uma versão profundamente revista de um outro manual já com dez anos de existência, e que, por isso, pôde incorporar as experiências e ocorrências dos anos mais recentes, nomeadamente o rapto e execução de Daniel Pearl, do Wall Street Journal, nos inícios de 2002, no Paquistão; a cobertura jornalística das guerras do Afeganistão e do Iraque; a morte de Tim Lopes, no Brasil, etc. "In the aftermath of Pearl’s murder - escreve o CPJ na introdução do livro - veteran journalists, including the most seasoned war correspondents, began examining their own routines: Could they suffer Pearl’s fate? What can they and their media organizations do to make their work safer? How should they respond in an emergency? Are there new security issues for those reporting on terrorism, as Daniel Pearl was, in the wake of the September 11, 2001, attacks on New York and Washington, D.C.?". Uma advertência expressa no mesmo guia: muitas das vítimas do exercício do jornalismo são colaboradores e correspondentes locais ou free lancers que os grandes media contratam, em alturas em que não é possível ou em que entendem não se justificar o envio de profissionais seus. Esses profissionais locais ficam muito mais expostos aos perigos, porque não dispõem nem da mesma preparação nem de meios de auto-protecção. O CPJ apela, assim, às empresas jornalísticas para que cuidem particularmente desses aspectos quando contratam os serviços de tais profissionais.

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Opinião dos portugueses sobre o jornalismo O Diário de Notícias inclui hoje um dossier sobre a opinião dos portugueses sobre o jornalismo que se faz em Portugal e sobre o tratamento jornalístico de alguns casos recentes, como o da Casa Pia. O dossier inclui igualmente uma entrevista como o ex-jornalista e professor Joaquim Letria. Aproveito para referir, neste contexto, o trabalho publicado na última edição da revista Visão, que inclui matéria análoga a este trabalho do DN.

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Diário de Maria Elisa No espaço semanal que tem no DN, Maria Elisa traz hoje uma pormenorizada explicação sobre as circunstãncias e motivos que a levaram a candidatar-se como independente pelo PSD à Assembleia da República e que a levaram, agora, a renunciar ao mandato. A peça tem vários motivos de interesse. Deixo aqui o parágrafo em que ela explica por que alimentou um "low profile" como parlamentar: "Jamais alimentei a polémica que, alguns políticos e alguma comunicação social, geraram à volta do meu «caso»: o caso de uma suposta incompatibilidade entre a minha carreira de jornalista da RTP e o estatuto de deputado. Diversas personalidades, como por exemplo António Costa, avançaram explicações, generosas para comigo, sobre as motivações dessa agitação, que teriam por base sentimentos tão mesquinhos como a inveja. Essas pessoas podem testemunhar que, na AR e ao nível das comissões a que pertenci, inclusive na Assembleia Geral do Conselho da Europa e da OSCE, fui uma presença assídua e empenhada, tão discreta quanto possível pois sabia que a minha notoriedade não deixaria de suscitar reacções antagónicas por parte daqueles que procuram, no Parlamento, uma visibilidade que, até lá chegarem, não conseguiram."

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Media: aliados ou adversários da educação? Sob o tema geral "Direitos e Responsabilidades na Sociedade Educativa", o Serviço de Educação da Fundação Calouste Gulbenkian organiza nos próximos dias 26 e 27, em Lisboa, uma conferência internacional, cujo comissário é Diogo Pires Aurélio. Um dos temas parcelares a abordar nesta iniciativa inttula-se "Comunicação social: adversária e/ou aliada dos educadores" e tem lugar no segundo dia, de manhã, com a participação de David Buckingham, do Instituto de Educação da Universidade de Londes, e Jose Manuel Pérez Tornero, especialista em televisão educativa e professor da Universidade Autónoma de Barcelona. A moderação do debate estará a cargo de Francisco Saarsfied Cabral. No texto de abresentação da conferência, Diogo Pires Aurélio questiona, a propósito da "presumível influência (da comunicação social) na formação da criança, como de todo o tecido social, da sua estrutura simbólica e dos seus modos de comportamento e relação":

"Encarados no seu dealbar como um complemento da tarefa dos educadores, os meios de comunicação de massa transformaram-se num instrumento que muitos, hoje em dia, receiam na medida em que poderá subverter as bases do sistema educativo e, deste modo, acarretar, entre outros prejuízos, a diluição dos vínculos sociais que, por mais frágeis que sejam, fazem falta a qualquer agregado. Pode um dispositivo como a comunicação social desenvolver-se totalmente à margem de qualquer responsabilidade neste domínio? E que responsabilidades se lhe devem atribuir, sem chegar, por um lado, a pedir-lhe mais do que ele realmente pode fazer pela educação nem, por outro lado, entregá-lo aos cuidados do poder, o qual, como a história demonstra, tende inevitavelmente a exceder-se no zelo?"
(Para consultar o programa da conferência, clicar aqui).

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"A Dois": incertezas e expectativas O JN dá conta da perplexidade e incerteza que alguns parceiros que se inscreveram para participar no projecto do segundo canal da RTP (agora batizado "A Dois") manifestam relativamente ao novo canal: " (...) no que diz respeito aos conteúdos, e da parte das entidades convidadas para participar no canal, os trabalhos estão mais atrasados do que seria de esperar nesta fase. Várias associações, que preferem não ser identificadas, reclamam a ausênciade indicações concretas que lhes permitam colocar em andamento a produção dos programas. "O grande problema é que nós não sabemos fazer televisão", disseram várias vozes das associações contactadas ao JN. (...) A Fundação Luso-Americana, por exemplo, já se mostrou disposta para colaborar nas áreas de divulgação da ciência, tecnologia e cultura, através de conteúdos relacionados com a colecção de arte ou das conferências que regularmente promove mas, por enquanto, continua sem saber em que moldes o poderá fazer. "Há que aprofundar as conversas com a RTP, de forma a ter uma perspectiva mais clara de quem é que vai fazer o quê", disse Fernando Durão, secretário-geral da Fundação, que também assegura que não haverá um financiamento directo da instituição aos custos de eventuais programas. Já a Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres revelou, contudo, que irá suportar os custos do seu espaço televisivo quinzenal." Por sua vez, Pedro d' Anunciação escreve, no Expresso-Actual: "Se tenho uma grande expectativa em relação às novidades da Dois (...), a minha ânsia vira-se especialmente para o novo modelo de telediários que esta estação vai estrear. Consta que o papel principal (...) vai caber a Carlos Fino. Espero sobriedade, ritmo informativo, mais comentários do que opiniões, isenção, critérios sensatos de alinhamentos, e tudo isto compactado num tempo máximo de meia hora. Resumindo, espero boa informação".

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» Felisbela Lopes e Sara pereira (orgs) A TV do Futebol; Porto: Campo das Letras

» Televisão e cidadania. Contributos para o debate sobre o serviço público. Manuel Pinto (coord.), Helena Sousa, Joaquim Fidalgo, Helena Gonçalves, Felisbela Lopes, Helena Pires, Luis António Santos. 2ª edição, aumentada, Maio de 2005. Colecção Comunicação e Sociedade. Campo das Letras Editores.

» Weblogs - Diário de Bordo. António Granado, Elisabete Barbosa. Porto Editora. Colecção: Comunicação. Última Edição: Fevereiro de 2004.

» Em nome do leitor. As colunas do provedor do "Público". Joaquim Fidalgo. Coimbra: Ed. Minerva. 2004

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|W|P|106859024946338379|W|P||W|P|mjspinto@gmail.com11/12/2003 12:10:00 da manhã|W|P|Manuel Pinto|W|P|Academia das Artes e Ciências de Televisão Encontra-se em discussão uma proposta de criação da Academia das Artes e Ciências de Televisão de Portugal. A exemplo dos E.U.A., Brasil e Espanha, a iniciativa, em que se destaca José Machado, do Apresentador TV , "visa instituir uma associação que promova o prestígio e reconhecimento social de todos aqueles que trabalham num sector tão influente, assim como das obras por estes criadas". A participação dos interessados pode ser feita através deste sítio.|W|P|106858980840221696|W|P||W|P|mjspinto@gmail.com11/11/2003 11:13:00 da tarde|W|P|Elisabete Barbosa|W|P|A mobs inteligentes Parece-me interessante esta entrevista com Howard Reinghold, autor do livro Smart Mobs: The next social revolution e que se tem dedicado a estudar o fenómeno das comunicações móveis. I should emphasize we're just seeing the first baby steps. If we remember when the PC first came out in the late 1970's, it was a pretty puny thing. You can hold something in your hand today that is a thousand times more powerful than the first PC and one-fifth the price with a much, much faster connection than the first modems. We're only beginning to see the ways people can connect the way they do on the Internet with people they do not know but with whom they share an interest. |W|P|106859240001698796|W|P||W|P|elis.barbosa@gmail.com11/11/2003 09:43:00 da tarde|W|P|Manuel Pinto|W|P|Windows faz 20 anos Foi a 10 de Novembro de 1983, no Hotel Plaza de Nova York que foi apresentado o sistema operativo Windows, o primeiro a incluir um interface gráfico. Diz, a este propósito o Ideasapiens, a quem devo a lembrança da efeméride: "Aquel año comenzó la batalla entre Microsoft y Macintosh, se comenzó a incorporar el ratón después de que lo inventara Douglas Engelbart en 1968. Un año mágico". |W|P|106858701620611626|W|P||W|P|mjspinto@gmail.com11/11/2003 08:11:00 da tarde|W|P|Manuel Pinto|W|P|Cimeira Mundial: prémios com finalistas São já conhecidos os finalistas dos prémios da Cimeira Mundial da Sociedade da Informação, os quais resultam de um concurso internacional lançado no âmbito da preparação da Cimeira. O objectivo foi dar visibilidade a conteúdos digitais de qualidade. Foram seleccionados mais de 800 "produtos" oriundos de 130 países, dos quais o júri seleccionou cinco finalistas em cada uma das oito categorias (e-learning, e-cultura, e-governo, e-entertainment, e-ciência, e-saúde, etc). Entre os seleccionados encontram-se o Splendid Chinese Culture portal, Tropical America , Public Library of Science e Living Heritage .|W|P|106858151139967269|W|P||W|P|mjspinto@gmail.com11/11/2003 07:40:00 da tarde|W|P|Manuel Pinto|W|P|Administração do JN recusa reunir-se com Sindicato O presidente da Comissão Executiva da Empresa do "Jornal de Notícias" (JN), Henrique Granadeiro, recusa reunir-se com a Direcção do Sindicato dos Jornalistas (SJ) e os delegados sindicais, alegando que o Sindicato desenvolve uma “actividade caluniosa” contra a empresa. Em comunicado emitido hoje, a Direcção do SJ considera que esta postura demonstra “uma obstinada atitude de fuga ao diálogo” e “uma tentativa de se furtar à satisfação da legítima exigência de ver esclarecidos os objectivos da fusão e da concentração e de discutir medidas preventivas de eventuais efeitos negativos”. |W|P|106857965121282384|W|P||W|P|mjspinto@gmail.com11/11/2003 04:49:00 da tarde|W|P|JoCaBraGo|W|P|As crianças telespectadoras e a leitura Um estudo promovido pela Fundação Kaiser Family e pelo Children's Digital Media Centers, sobre os hábitos de consumo dos media de crianças com menos de seis anos, concluiu que "as crianças que têm televisão no quarto ou vivem em casas onde ela está ligada a maior parte do tempo têm mais dificuldade em aprender a ler que as outras crianças da mesma idade". A notícia foi publicada no Público do dia 10 de Novembro e refere ainda que "nos lares com um exagerado consumo de televisão, 34 por cento das crianças entre os quatro e os seis anos sabem ler, menos do que os 56 por cento que vivem em casas onde o pequeno ecrã está menos vezes ligado. As crianças que vêem mais televisão dedicam menos tempo à leitura e a ocupações no exterior". Um dado a ter em conta no estudo, é que o mesmo foi feito por telefone com os pais das crianças... A versão integral do relatório pode ser encontrada aqui e uma abordagem mais desenvolvida no blog "Educação para os Media". |W|P|106857009791587024|W|P||W|P|jocabrago@gmail.com11/11/2003 07:49:00 da manhã|W|P|Manuel Pinto|W|P|No início de funções da nova Direcção do DN Os nomes da nova Direcção editorial do Diário de Notícias aparecem hoje, pela primeira vez, no cabeçalho do jornal, obtido que foi o parecer favorável do Conselho de Redacção à nova estrutura directiva. A nova equipa arranca com uma declaração de intenções para "Uma nova etapa", de que destaco: "Iniciamos funções numa altura em que, devido à massificação da informação, se levantam muitas dúvidas sobre a tarefa de informar. Da nossa parte queremos dizer que não cederemos à presente moda do populismo fácil. Também para nós tem pleno valor o que o Estatuto Editorial consagra quanto ao respeito pelos princípios deontológicos e pela ética profissional dos seus jornalistas, assim como pela boa-fé dos leitores. Somos pelo rigor da informação, somos pela pluralidade de opiniões. Isto leva-nos a um outro ponto: gostaríamos de ser agente activo na procura de ideias novas para o debate público, seja em que áreas for." Obviamente que se deseja que o DN cumpra as intenções que Fernando Lima e a sua equipa enunciam. Vale a pena, contudo, recordar que o director inicia funções contra o sentir maioritário do Conselho de Redacção e da Redacção. É um handicap que não tem implicações legais, mas tem-nas certamente no plano ético-deontológico. Muitos vêem com inquietude este "pecado original". E Helder Bastos, responsável pela Redacção do Porto, levou isso ao ponto de se demitir das funções e estudar a eventualidade de deixar o próprio jornal. De resto, o DN (e o Conselho de Redacção) não explicam, na edição de hoje, o que significa dar parecer favorável à nova estrutura directiva. A ambiguidade é suficiente para passar uma esponja sobre o anterior parecer desfavorável, emitido por unanimidade. Neste contexto, vale a pena ter presente a coluna de ontem de Estrela Serrano, a Provedora do Leitor. Intitulada "Sinais de deriva", o texto observa que "Merecem, por isso, ponderação as referências à «governamentalização» e «tabloidização» do jornal, à sua «descaracterização» e «perda de credibilidade junto dos leitores», feitas por um órgão com a autoridade do Conselho de Redacção (CR) e apoiadas pela grande maioria da redacção, e, por outro lado, a intenção manifestada pelo novo director, de pretender «recolocar» o DN numa «linha da credibilidade». Estrela Serrano pontualiza criticamente cada um destes itens para concluir que um ponto relevante da trajectória do DN em tempos recentes consiste na " «duplicidade» editorial e a hesitação entre o modelo de um jornal de referência e o modelo popular/tablóide", o que "tem perturbado os leitores, levando alguns a procurar alternativas." |W|P|106853694034888695|W|P||W|P|mjspinto@gmail.com11/09/2003 01:01:00 da tarde|W|P|Manuel Pinto|W|P|Como sobreviver em situações perigosas: guia para repórteres Um livro que não podia ser mais oportuno - "On assignment: a guide to reporting in dangerous situations". Acaba de ser publicado e colocado na web pelo Comité de Protecção de Jornalistas. Na verdade, trata-se de uma versão profundamente revista de um outro manual já com dez anos de existência, e que, por isso, pôde incorporar as experiências e ocorrências dos anos mais recentes, nomeadamente o rapto e execução de Daniel Pearl, do Wall Street Journal, nos inícios de 2002, no Paquistão; a cobertura jornalística das guerras do Afeganistão e do Iraque; a morte de Tim Lopes, no Brasil, etc. "In the aftermath of Pearl’s murder - escreve o CPJ na introdução do livro - veteran journalists, including the most seasoned war correspondents, began examining their own routines: Could they suffer Pearl’s fate? What can they and their media organizations do to make their work safer? How should they respond in an emergency? Are there new security issues for those reporting on terrorism, as Daniel Pearl was, in the wake of the September 11, 2001, attacks on New York and Washington, D.C.?". Uma advertência expressa no mesmo guia: muitas das vítimas do exercício do jornalismo são colaboradores e correspondentes locais ou free lancers que os grandes media contratam, em alturas em que não é possível ou em que entendem não se justificar o envio de profissionais seus. Esses profissionais locais ficam muito mais expostos aos perigos, porque não dispõem nem da mesma preparação nem de meios de auto-protecção. O CPJ apela, assim, às empresas jornalísticas para que cuidem particularmente desses aspectos quando contratam os serviços de tais profissionais.|W|P|106833228447620790|W|P||W|P|mjspinto@gmail.com11/09/2003 09:06:00 da manhã|W|P|Manuel Pinto|W|P|Opinião dos portugueses sobre o jornalismo O Diário de Notícias inclui hoje um dossier sobre a opinião dos portugueses sobre o jornalismo que se faz em Portugal e sobre o tratamento jornalístico de alguns casos recentes, como o da Casa Pia. O dossier inclui igualmente uma entrevista como o ex-jornalista e professor Joaquim Letria. Aproveito para referir, neste contexto, o trabalho publicado na última edição da revista Visão, que inclui matéria análoga a este trabalho do DN.|W|P|106836878031551647|W|P||W|P|mjspinto@gmail.com11/09/2003 09:00:00 da manhã|W|P|Manuel Pinto|W|P|Diário de Maria Elisa No espaço semanal que tem no DN, Maria Elisa traz hoje uma pormenorizada explicação sobre as circunstãncias e motivos que a levaram a candidatar-se como independente pelo PSD à Assembleia da República e que a levaram, agora, a renunciar ao mandato. A peça tem vários motivos de interesse. Deixo aqui o parágrafo em que ela explica por que alimentou um "low profile" como parlamentar: "Jamais alimentei a polémica que, alguns políticos e alguma comunicação social, geraram à volta do meu «caso»: o caso de uma suposta incompatibilidade entre a minha carreira de jornalista da RTP e o estatuto de deputado. Diversas personalidades, como por exemplo António Costa, avançaram explicações, generosas para comigo, sobre as motivações dessa agitação, que teriam por base sentimentos tão mesquinhos como a inveja. Essas pessoas podem testemunhar que, na AR e ao nível das comissões a que pertenci, inclusive na Assembleia Geral do Conselho da Europa e da OSCE, fui uma presença assídua e empenhada, tão discreta quanto possível pois sabia que a minha notoriedade não deixaria de suscitar reacções antagónicas por parte daqueles que procuram, no Parlamento, uma visibilidade que, até lá chegarem, não conseguiram."|W|P|106836845710422054|W|P||W|P|mjspinto@gmail.com11/09/2003 12:02:00 da manhã|W|P|Manuel Pinto|W|P|Media: aliados ou adversários da educação? Sob o tema geral "Direitos e Responsabilidades na Sociedade Educativa", o Serviço de Educação da Fundação Calouste Gulbenkian organiza nos próximos dias 26 e 27, em Lisboa, uma conferência internacional, cujo comissário é Diogo Pires Aurélio. Um dos temas parcelares a abordar nesta iniciativa inttula-se "Comunicação social: adversária e/ou aliada dos educadores" e tem lugar no segundo dia, de manhã, com a participação de David Buckingham, do Instituto de Educação da Universidade de Londes, e Jose Manuel Pérez Tornero, especialista em televisão educativa e professor da Universidade Autónoma de Barcelona. A moderação do debate estará a cargo de Francisco Saarsfied Cabral. No texto de abresentação da conferência, Diogo Pires Aurélio questiona, a propósito da "presumível influência (da comunicação social) na formação da criança, como de todo o tecido social, da sua estrutura simbólica e dos seus modos de comportamento e relação":
"Encarados no seu dealbar como um complemento da tarefa dos educadores, os meios de comunicação de massa transformaram-se num instrumento que muitos, hoje em dia, receiam na medida em que poderá subverter as bases do sistema educativo e, deste modo, acarretar, entre outros prejuízos, a diluição dos vínculos sociais que, por mais frágeis que sejam, fazem falta a qualquer agregado. Pode um dispositivo como a comunicação social desenvolver-se totalmente à margem de qualquer responsabilidade neste domínio? E que responsabilidades se lhe devem atribuir, sem chegar, por um lado, a pedir-lhe mais do que ele realmente pode fazer pela educação nem, por outro lado, entregá-lo aos cuidados do poder, o qual, como a história demonstra, tende inevitavelmente a exceder-se no zelo?"
(Para consultar o programa da conferência, clicar aqui). |W|P|106833047593092914|W|P||W|P|mjspinto@gmail.com11/08/2003 12:30:00 da tarde|W|P|Manuel Pinto|W|P|"A Dois": incertezas e expectativas O JN dá conta da perplexidade e incerteza que alguns parceiros que se inscreveram para participar no projecto do segundo canal da RTP (agora batizado "A Dois") manifestam relativamente ao novo canal: " (...) no que diz respeito aos conteúdos, e da parte das entidades convidadas para participar no canal, os trabalhos estão mais atrasados do que seria de esperar nesta fase. Várias associações, que preferem não ser identificadas, reclamam a ausênciade indicações concretas que lhes permitam colocar em andamento a produção dos programas. "O grande problema é que nós não sabemos fazer televisão", disseram várias vozes das associações contactadas ao JN. (...) A Fundação Luso-Americana, por exemplo, já se mostrou disposta para colaborar nas áreas de divulgação da ciência, tecnologia e cultura, através de conteúdos relacionados com a colecção de arte ou das conferências que regularmente promove mas, por enquanto, continua sem saber em que moldes o poderá fazer. "Há que aprofundar as conversas com a RTP, de forma a ter uma perspectiva mais clara de quem é que vai fazer o quê", disse Fernando Durão, secretário-geral da Fundação, que também assegura que não haverá um financiamento directo da instituição aos custos de eventuais programas. Já a Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres revelou, contudo, que irá suportar os custos do seu espaço televisivo quinzenal." Por sua vez, Pedro d' Anunciação escreve, no Expresso-Actual: "Se tenho uma grande expectativa em relação às novidades da Dois (...), a minha ânsia vira-se especialmente para o novo modelo de telediários que esta estação vai estrear. Consta que o papel principal (...) vai caber a Carlos Fino. Espero sobriedade, ritmo informativo, mais comentários do que opiniões, isenção, critérios sensatos de alinhamentos, e tudo isto compactado num tempo máximo de meia hora. Resumindo, espero boa informação".|W|P|106829462576381402|W|P||W|P|mjspinto@gmail.com-->