Weblogue colectivo do projecto Mediascópio - CECS / Universidade do Minho | RSS: ATOM 0.3 |



O livro de Jayson Blair Esqueci-me de colocar aqui o link para o texto onde recolhi a informação sobre o livro da autoria de Jayson Blair, cujo título é, adequadamente, "Burning Down My Masters' House", e que será lançado na próxima semana. As minhas desculpas.

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A "herança" de Jayson Blair Há dias, foi uma notícia relativa ao Washington Post, hoje é uma semelhante, relativa ao The New York Times: os dois maiores diários americanos de referência puseram em acção regras internas muito mais estritas e pormenorizadas relativamente, por exemplo, ao recurso a fontes anónimas ou às citações entre aspas. São medidas que surgem na esteira do célebre "caso Jayson Blair" - o repórter do New York Times demitido em Maio de 2003 por acusações múltiplas de plágio e invenção/fabricação de dados noticiosos ou citações - e que procuram prevenir situações semelhantes. Em tempo: o ´celebrizado repórter cumpriu a sua promessa e (como seria de esperar nos USA...) está prestes a pôr cá fora um "livro de memórias" sobre a longa carreira de fraudes que, com aparente facilidade, conseguiu desenvolver num dos maiores jornais do mundo... O livro sai para a semana mas já correm pela imprensa algumas "dicas".

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Independência da TVE, novamente Notícia publicada hoje no DN: “Manipulação da TVE está contabilizada ao segundo”. Aqui fica um excerto: “Uma investigação da equipa multidisciplinar Aideka da Universidade Carlos III de Madrid provou que a televisão pública espanhola (TVE) não foi equitativa no tratamento noticioso da guerra do Iraque (…).Das nove horas e 27 minutos analisadas, que vão desde o início dos bombardeamentos, a 20 de Março, até ao derrube da estátua de Saddam, a 9 de Abril, o Telediário 2 dedicou o dobro do tempo a quem defendia a intervenção”. Quem quiser ter acesso ao estudo, que será publicado gradualmente nos próximos dias, pode encontrá-lo aqui.

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O jornalismo do ponto de vista empresarial Do lado da indústria dos media, e dos resultados financeiros das empresas do sector, há uma preocupação com a qualidade do jornalismo praticado? O Poynter Institute organizou um encontro entre analistas, investidores e administradores, com o mote “Quality – Just how important is it?”, e apresenta uma síntese das questões debatidas. Um dos intervenientes, o investidor Henry Berghoef, afirma taxativamente: “If you're producing quality content for your local audience, it will show up in your circulation, in turn in your advertising, which shows up in your revenue. Those things are all tied together”. A importância dos anúncios classificados para a imprensa escrita, a existência de nichos de mercado para públicos restritos, bem como a ligação entre o mundo empresarial e a comunidade académica, são temas igualmente abordados.

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"Watchblogs, a nova patrulha da imprensa" O mais recente número do Observatório da Imprensa publica um texto de Carlos Castilho intitulado Watchblogs, a nova patrulha da imprensa, que merece leitura. Tomando o caso dos Estados Unidos e da campanha para a eleiçao presidencial por referência, o autor considera que a decisao de uma série de bloggers de "marcar" e analisar o trabalho de jornalistas que cobrem o processo tem tudo para se transformar "num marco na história do jornalismo mundial". Segundo o autor, a imprensa daquele país debate apaixonadamente sobre "as vantagens e desvantagens do monitoramento de reportagens e comentários sobre a campanha eleitoral". "Mais do que ganhos e perdas, o que parece estar em jogo é como os jornalistas responderao ao crescente patrulhamento do seu trabalho pelo público e por seus colegas de profissao, via Internet", acrescenta. Quem faz esse "patrulhamento"? Os watchblogs, "weblogs que vasculham tudo o que sai publicado na imprensa sobre a campanha eleitoral" e que estará "alterando os hábitos dos grandes nomes do jornalismo norte-americano, que atá agora se consideravam uma elite profissional acima de qualquer suspeita". Sobre este mesmo tema, pode ler-se, de Mark Glaser, 'Watchblogs' Put the Political Press Under the Microscope, na Online Journalism Review.

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Ipsis Verbis Santana Lopes, no DN: "(...) não é democracia, e sabe a ditadura, que um líder parlamentar de um partido dê uma opinião sobre a matéria mais em foco nessa semana, na agenda política, só que por essa opinião favorecer a pessoa mais atacada, não é divulgada por um dos órgãos de comunicação social a quem a entrevista foi concedida. Como também tem muito pouco sabor a democracia que existam artigos num jornal, sempre com base em fontes governamentais (ou partidárias), não identificadas, a ofender e caluniar pessoas. (...) Como sabe pouco a democracia, e muito a ditadura, escrever-se um artigo e porem-lhe uma introdução pouco abonatória, sem nada a ver com o conteúdo do artigo, feita pelo órgão de comunicação em que a prosa é publicada. E tudo isto se passa em Portugal." Pacheco Pereira, no Público: "(...) Onde eu penso que a "Focus" não tem razão é no facto de considerar que Carrilho "pondo-se a jeito", e usando a sua vida privada para a política, justifica que se caminhe no mesmo sentido, revelando factos que lhe são hostis, raciocinando que "já que usas os bons e abres a porta, tens que te haver com os maus". É um terreno movediço e que penso inaceitável". "Colunas de boatos e mexericos nas revistas de televisão e cor-de-rosa e em jornais como o "24 Horas" estão todos os dias num perigoso limiar que já há muito ultrapassou a privacidade para se encontrar às portas da intimidade. Processos como o da Casa Pia ajudam a banalizar as violações da vida privada e íntima, que, agora, ainda tem o pretexto do crime pedófilo, mas que criam hábitos e normalidades onde se devia continuar a ver interditos de bom gosto e civilização, já para não falar de questões de legalidade. Uma fronteira invisível de interditos vai sendo assim todos os dias empurrada para uma selvajaria total."

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Acabarao os weblogs com os editores? No próximo mês, a American Copy Editors Society (ACES) organiza uma conferência de cujo programa consta um painel apresentado por Tom Mangan, editor do jornal San Jose Mercury News, subordinada ao tema The Future Doesn't Need Us: Weblogs and the End of Editing as We?ve Known It. Leonard Witt, do Public Journalism Network Weblog , quis saber o que está por detrás do título e fez uma entrevista a Mangan. Vale a pena ler as respostas. Acresce que Mangan é também editor do weblog Prints the Chaff.

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Preocupaçao pela qualidade no jornalismo É interessante a leitura de "Improving Editorial Quality from the Top Down", de Rick Edmonds, no site do Poynter.org. Apreenta um conjunto de programas de alguns grupos jornalísticos norte-americanos, que procuram melhorar a qualidade editorial. Dois parágrafos, a propósito das actividades do grupo Knight Ridder, neste domínio: "Asked if the Knight Ridder program was a straddle between the notion that the reader is king and an old-fashioned model that held journalists were the best judges of good journalism, Jerry Ceppos, the company's vice president/news replied, "Exactly. That's your nut graf." The programs also suggest a revision to the common newsroom grumble that the corporate bosses only care about the bottom line. Many think they have some good ideas for improving editorial quality as well."

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Barcelona 2004 - Fórum Mundial das Culturas A cidade de Barcelona está a mobilizar-se para o Fórum Mundial das Culturas, com um vastíssimo programa cultural. Os organizadores prevêem que esta iniciativa faça da cidade um polo suplementar de atracçao, entre 9 de Maio e 26 de Setembro deste ano - "141 dias para experimentar e reflectir". Das iniciativas previstas, destacam-se numerosas actividades relacionadas com o universo mediático e a sua relaçao com a cultura e a educaçao. Destaco as seguintes (os links permitem obter informaçao pormenorizada sobre o programa e a forma de inscrçao): Información. Poder y ética en el siglo XXI, de 19 a 21 de Maio; Ciudadanos televidentes (INPUT 2004), de 23 a 28 de Maio; Comunicación audiovisual global, diversidad cultural y regulación, de 28 a 29 de Maio Comunicación y diversidad cultural, de 24 a 27 de Maio; Internet, diversidad cultural y medios, de 9 a 11 de Setembro; Conferência Mundial de Meteorologia nos meios de comunicaçao, de 3 a 5 de Junho; Conferência sobre a Comunicaçao da Ciência e da Tecnologia, no âmbito da qual decorrerá também um Seminário sobre Jornalismo Científico.

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1.354 milhoes de telemóveis O número de assinantes de telemóvel cresceu 17 por cento em 2003, à escala internacional, atingindo a cifra de 1.354 milhoes. Segundo o último IDATE News, mais de um quarto dos novos assinantes registados em 2003 viviam na República Popular da China, que estaria a registar um crescimento de quatro a cinco milhoes por mês. Segundo a mesma fonte, os telemóveis da Europa Ocidental, da América do Norte e da zona Ásia/Pacífico representam 75 por cento do total mundial. O crescimento maior regista-se em países de economia emergente, enquanto que o mercado estaria relativamente estável nos países de economia mais avançada, ainda segundo o IDATE.

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A diversidade no éter Como podem os animadores e programadores de rádio saber, de facto, que música é que os ouvintes querem? Muito interessante o artigo disponível na Wired.com, “Radio Takes Music From the Street”.

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"O que é que sente" Graça Franco, no Público: "A mulher saiu cambaleante, amparada ao polícia. Um bonitão de olhos azuis a fazer-se à câmara. A repórter, avisada à má fila pelo chefe da esquadra, não escondia a emoção da prisão em directo. Avançou destemida e lançou a única frase que aprendera no ofício: - O que é que sente, neste momento? (...)"

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Aterrador Eduardo Prado Coelho, no Público, citando artigo de Francisco Ferreira da Silva, no DN: "Portugal foi o país em que o fenómeno (da diminuiçao da leitura de jornais)atingiu proporções mais graves: menos 2,2% de leitores de jornais entre 2001 e 2002, e menos 22,4% entre 1996 e 2002. Além, disso, nos jovens entre os 15 e os 24 anos, encontramos 60,4% que não lêem jornais. Onde estão os futuros leitores? Aterrador!"

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Independência da TVE é motivo de polémica Em plena campanha eleitoral para as legislativas, a Espanha assiste a uma acesa polémica por causa da (falta de) independência da sua televisao pública. Os socialistas queixam-se do alegado favorecimento e manipulaçao da cobertura do principal canal televisivo a favor do PP, enquanto que um dos vice-presidentes do Governo de Aznar propoe, em resposta, a construçao de um "monumento nacional à imparcialidade e professionalismo" da TVE e do seu director de Informaçao, Alfredo Urdaci. Ora é precisamente este director que tem sobre si uma condenaçao judicial precisamente por manipulaçao da informaçao, facto que levou, semanas atrás, o Conselho da Europa, a considerar a TVE como um exemplo da influência do poder político na radiodifusao. Também o influente El País dedicou esta semana a Urdaci um editorial, sublinhando que seria "inimaginável" no Reino Unido ou na França um director de informaçao continuar transquilo no seu posto depois de ter sido condenado judicialmente por manipulaçao. E perguntava, a este propósito, na sua parte final: "Tem algo a dizer sobre este assunto o novo líder do PP?". Entretanto, o Conselho de Administraçao da TVE rejeitou a constituiçao, no interior do operador público, de um Conselho de Informaçao, há dias decidido pelos jornalistas, considerando que se trata de "um falso sistema de representaçao, â margem dos Estatutos" da empresa. A criaçao deste Conselho, votado por 506 dos 1200 profissionais da informaçao, foi decidida precisamente para instituir um mecanismo de vigilância interna, do tipo dos conselhos de redacçao portugueses. Para funcionar, precisaria do reconhecimento e aceitaçao do órgao máximo da empresa. Anote-se que esta decisao dos jornalistas nao foi pacífica entre os sindicatos. A UGT acusou a iniciativa de ter sido tomada por um grupo de independentes apoiados pelas Comisiones Obreras e disse que uma iniciativa com fins idênticos estava a correr os seus termos no interior da empresa. Consideou ainda que a decisao de avançar para a criaçao do Conselho contrariou o parecer do Comité Geral Intercentros, que representa nao apenas a redacçao de Madrid mas também das difrenetes delegaçoes do Estado espanhol.

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Cobertura de guerras e de atentados, tema de dois novos livros Dois livros que serao apresentados dentro de dias, na Librairie Tekhnê, em Paris: - Jocelyne Arquembourg-Moreau (2003) «Le temps des événements médiatiques» Coédition Ina / De Boeck Université, Collection Médias Recherches. (A partir d'un corpus constitué notamment par la couverture télévisuelle de la guerre du Golfe en 1991 et celles de plusieurs attentats ou tentatives de détournements d'avions, cet ouvrage tente d'ouvrir des pistes de réflexion qui concernent les mécanismes d'appropriation des événements publics au travers de leurs rapports au temps et à l'Histoire). - Michael Palmer (2003) «Quels mots pour le dire? Correspondants de guerre, journalistes et historiens face aux conflits yougoslaves» Editions L'Harmattan, Communication et Civilisation. ("Quels mots pour le dire ?" capte les logiques enchevêtrées d'acteurs de l'univers du Récit, du Temps et de l'Espace, en fait de la Géocommunication, sous la pression de l'urgence. L'ouvrage revisite la copie des médias produite en plusieurs langues, consacrée au Sud-Est de l'Europe, aux Balkans, à la Yougoslavie surtout - espace-territoire lui-même un «construit fragile » du début du XXè s. qui se dissout entre 1991 et 2003).

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Os especialiastas e os horários de protecção às crianças na TV No "El País" de hoje: "La emisión de programas inadecuados para los menores en el horario de protección infantil (de 6.00 a 22.00) es una de las principales preocupaciones del colectivo que suscribió la declaración Por una televisión de calidad para nuestros niños y adolescentes. El defensor del menor de la Comunidad de Madrid, Pedro Núñez Morgades, advirtió ayer del "excesivo" tiempo que los menores pasan ante al televisor ("más que en el colegio", denunció) y criticó que las cadenas compren dibujos animados japoneses por lotes, donde "la violencia es una constante permanente". Para poner coto a los excesos de las cadenas, Núñez Morgades reclamó la creación de una autoridad de ámbito estatal. En la misma línea se manifestó el presidente del Consejo Audiovisual de Cataluña, Francesc Codina, para quien este organismo debería ser independiente del poder político, con capacidad sancionadora y con un mandato superior al de una legislatura. "No puede ser un instrumento del Gobierno o de la oposición", advirtió. En su opinión, el modelo francés, con competencias incluso para nombrar a los directivos de la televisión y para conceder licencias, sería el modelo a seguir." Concentração televisiva: Mais em Portugal, menos em Espanha O "El País" publica hoje um artigo, em que refere um relatório da Universidade de Navarra, elaborado para o Parlamento Europeu, da responsabilidade de Alfonso Sánchez-Tabernero. Aí são evidentes as diferenças entre Portugal e Espanha no campo da concentração ao nível da televisão. Portugal é dos países europeus com maiores níveis de concentração, contrastando com a Espanha, onde a tendência é menos evidente: "El mercado televisivo español es, después de Francia y Grecia, el menos concentrado de la Unión Europea. Esta situación aleja los riesgos de falta de pluralismo. Sin embargo, el sector debería afrontar reformas para limitar la influencia de los Gobiernos en los contenidos y en la gestión de los canales públicos, según un informe de la Universidad de Navarra elaborado para el Parlamento Europeo(...) El estudio resalta los riesgos de la heterogeneidad legislativa, ya que las normas más liberales -como la italiana, que permiten el desarrollo de grupos fuertes en su mercado interno- pueden extenderse a otros países. Y desvela que el grado de concentración en España "tiende a decrecer lentamente", en contraste con aquellos países que poseen una concentración elevada. En este bloque se sitúan Alemania, Austria, Finlandia, Portugal y "sobre todo, Italia". En los últimos tres años se ha producido un "decrecimiento" de los índices de concentración en 11 países de la UE. Sólo los mercados de Bélgica, Dinamarca, Finlandia y Holanda han incrementado sus cuotas por la subida de la audiencia de los canales líderes."

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Duelo de gigantes O portal Yahoo! declarou na passada quarta-feira que iria abandonar gradualmente o Google como motor de busca, passando a utilizar a sua própria tecnologia. A notícia surge um dia depois de o Google ter anunciado o recorde de indexação de páginas Web, imagens e outros conteúdos: 6 mil milhões de itens. Em causa está um mercado de “apenas” dois mil milhões de dólares. A história vem no NewScientist.com, e o comunicado de imprensa (da Yahoo!, Inc.) pode ser lido aqui.

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Tim Porter, autor do First Draft, expunha há dias algumas razões pelas quais considera que jornalistas e jornais devem utilizar os weblogs. A criatividade e as capacidades comunicativas facilitadas por esta ferramenta eram alguns dos motivos apontados. Entretanto, sugere (e eu concordo) uma visita ao blog que Chris Albritton mantém, como apoio às aulas de Jornalismo Digital na Universidade de Nova Iorque. Albritton utiliza o blog para contactar com os alunos e desenvolve exercícios muito interessantes com o intuito de explicar e promover a utilização dos blogs no jornalismo.

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Blogs geram tensao nas redaccoes "When Journalists Blog, Editors Get Nervous", titula Steve Outing um texto seu na Editor & Publisher. Nele analisa como os weblogs se estao a converter num ponto de conflito nas redacçoes dos EUA. Há, porém, uma grande diversidade de atitudes e de comportamentos, sendo cada vez mais os meios de comunicaçao que inscrevem os blogs no quadro da sua estratégia de interactividade com os utilizadopres da informaçao que produzem. Ficam aqui os parágrafos iniciais de Outing: "When I set out to write a column about staff journalists who write Web logs in their spare time, I found that there are two principal types of employed journalist bloggers: 1. Those who are very careful about what they blog, never getting too controversial and seldom expressing opinions. Their employers know what they're doing and support them as long as they don't do anything that might put the news organization in a bad light. 2. Those who feel stymied by their media-company employers from writing what they want -- who look at the larger blog world and feel annoyed at their managers because they're not allowed such freedom of expression.(...)"

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Protagonistas das notícias: 60% sao do Governo O primeiro ministro lidera destacado a lista dos protagonistas das notícias dos canais de TV de sinal aberto, segundo dados relativos à semana de 9 a 15 de Fevereiro, que a Markterst acaba de divulgar. Durao Barroso surgiu em 39 notícias que tiveram uma cobertura de 7.6 milhões de indivíduos e uma audiência média de 8.9%. A segunda personalidade mais presente nas notícias da semana em análise foi o ministro da Saúde, Luís Filipe Pereira: 25 notícias (com duração de 58 minutos e 2 segundos e audiência média de 8.0%) garantiram-lhe a entrada directamente para o 2º lugar. Já Celeste Cardona, que na semana anterior ocupava o 9º lugar do Top passa para o 3º lugar, tendo estado presente em 24 notícias. No seu conjunto, sao seis os membros do Governo presentes neste "top ten". As personalidades que estavam presentes no Top 10 da semana de 2 a 8 de Fevereiro e que saíram na semana em análise foram Manuela Ferreira Leite, Francisco Louçã, António Costa e José Mourinho.

(Fonte: Newsletter da Marktest, com base no software e-telenews.com da MediaMonitor )

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Rebecca Blood só em Março "O Livro de Bolso do Weblogue", de Rebecca Blood, está agora anunciado para o próximo mês de Março. Inicialmente previsto para este mês, a Campo das Letras acaba de o colocar na lista de lançamentos do mês que vem.

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Blogosfera em introspecçao Pedro Lomba abandona a blogosfera e decide acabar com o Flor de Obsessao: "É melhor acabar. A vida é assim mesmo. Temos de fazer escolhas, escolhas trágicas, irreparáveis, perdedoras. O blog foi uma das grandes experiências do meu último ano. Vou ter saudades." Pacheco Pereira assegura que o Abrupto nao acaba e interpreta, a seu modo, "algum desânimo" que observa pela blogosfera, "em particular de quem já cá está há algum tempo". Daniel Oliveira, do Barnabé, escreve sobre "A depressao deles", ou seja, dos blogs situados politicamente à direita. E considera, a dado passo: "Há uma nova geração que não entra nos jornais e entra nos blogues. (...) O velho lamento “no meu tempo é que era bom”, numa coisa que pouco mais de um ano tem, não faz sentido. A blogosfera há de morrer, claro. Outra forma de comunicar melhor se arranjará. Por isso, discutir o estado dos blogues sem discutir o que eles dizem, é discutir coisa nenhuma."

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"Pobretes mas alegretes" Só hoje li a coluna Olho Vivo, que Eduardo Cintra Torres publica à segunda-feira no Público. Talvez nao fosse tao contundente como EPC, mas talvez nao tenha uma percepçao tao aguda como ele tem do que é, actualmente, o segundo canal e, mais geralmente, o operador de serviço público. No essencial, o que diz Cintra Torres? Que houve algumas mudanças, no sentido de um menor pendor comercial dos canais públicos, mas que no essencial tudo continua na mesma. Retenho dois pontos. O primeiro: "Não havendo quanto à prática actual do serviço público o mínimo debate público e o mínimo protesto visível por parte das elites e da sociedade civil em geral, temos de considerar uma de duas: ou há uma espiral de silêncio que ainda não coçou a borbulha que o rebenta ou a sociedade está realmente satisfeita com a situação televisiva." Pode ser ainda cedo para uma apreciaçao. Pode ser, também, que esteja a acontecer uma mudança nas práticas das tais elites e da sociedade civil em geral. Por exemplo, em que medida a internet - com a panóplia de possibilidades que abre - incluindo de ler, ouvir e ver outros media - nao está a influir no tempo dedicado à televisao? Propoe, a dado passo, EPC: "Mas há também que reflectir sobre a incapacidade e receios que a sociedade tem revelado, não aderindo com ideias, meios e vontade à primeira proposta generosa que o Estado lhe faz a nível da TV desde 1957." Aqui há vários aspectos a considerar. Nao estou seguro que o processo conduzido pela RTP tenha sido totalmente transparente, quanto ao modo como as instituiçoes da sociedade civil dpoderiam/deveriam comparticipar nos encargos da sua participaçao. Ou seja, nao sei se a "proposta generosa" o foi assim tanto ou, pelo menos, se teve em conta a especificdade de cada instituiçao convidada. É que há entidades cujas natureza e potencialidades sao diversas, sendo, por isso, injusto serem tratadas de modos iguais. Em segundo lugar, houve entidades que foram convidadas a assumir os encargos com a sua participaçao e outras em que tais encargos foram/sao assumidos pelo canal. Ainda assim, a nota de Cintra Torres é pertinente e julgo que, em alguns casos, pelo menos, deveria ter havido outra ousadia na participaçao. Ainda se está a tempo rever e corrigir.

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Curso sobre entrevistas em TV A produtora Widescreen, do Porto, promove entre 6 de Março e 10 de Abril, aos sábados, um curso sobre Práticas de entrevistas em TV, coordenado pelo jornalista Mário Augusto. Trata-se de um curso prático de 36 horas, assente em três géneros de entrevista: (1) o debate em estúdio (via régie) com um moderador e dois entrevistados, (2) a intervenção em directo na emissão a partir do exterior e (3) a entrevista de rua.

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Ser e Ter: debate do filme na Católica O filme de Nicolas Philibert "Ser e Ter", actualmente em exibição, é motivo para um debate a realizar quinta-feira, às 17.30, no anfiteatro A2 Edificio 1, da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa Intervêm Manuela Gomes, da Escola Pedro Eanes Lobato; Joaquim Azevedo, do Instituto de Educação da UCP, e José Carlos Abrantes, do Centro de Investigação Media e Jornalismo.

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Internet em debate europeu A Polónia vai acolher o 2º Fórum Europeu sobre conteúdos ilegais e perigosos na Internet. O encontro vai ter lugar em Varsóvia, a 26 e 27 de Março, e do programa fazem parte workshops ligados a questões educativas, legais, éticas e tecnológicas. Textos provenientes do Conselho Europeu, União Europeia e outras instituições, incidindo sobre temas como o cibercrime, a auto-regulação ao nível dos conteúdos em rede, e a protecção de menores, podem ser encontrados aqui.

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Ausência Até ao princípio de Abril, estarei a trabalhar na Universidade Autónoma de Barcelona. Isto poderá fazer com que abrande, da minha parte, o ritmo de actualização do blog.

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Duas revistas e alguns textos A revista Pensar Iberoamerica (número 5 - Janeiro -Abril 2004) é dedicado ao tema "Comunicação e Cultura". Alguns dos textos publicados: Jesús Martín Barbero "Medios y culturas en el espacio latinoamericano"; Martín Hopenhayn "Orden mediático y orden cultural: una ecuación en busca de resolución"; Armando Teixeira Carneiro "La cultura y los media en Portugal"; Carmen Rico "El caleidoscopio de la globalización, la cultura y la comunicación: una visión desde la otra Norteamérica"; Javier del Rey Morató "La comunicación social en la era de la globalización"; Raúl Trejo Delarbre "La televisión: ¿espejo o detonador de la violencia en la sociedad? "; Luis Sandoval "Intelectuales y medios de comunicación. Perplejidad, desconcierto y decisión". Por sua vez, a revista Telos (nº 58) dedica o seu dossier ao tema "A Liberdade de Expressão, Hoje". Inclui textos de Luis Núñez Ladevéze, Maxwell McCombs, Esteban López-Escobar, Emmanuel Derieux, Christina Holtz-Bacha e Manuel Jiménez de Parga y Cabrera. "Recopilado con motivo del X aniversario de la Universidad San Pablo-Ceu y dedicado al XXV Aniversario de la Constitución Española, investigadores internacionales de renombre reflexionan sobre los indicadores internacionales de la libertad de expresión, sobre las diferentes perspectivas de la libertad de expresión o sobre la construcción por los medios de la agenda temática. Y expertos españoles añaden su visión de la jurisprudencia constitucional y de las dificultades del concepto de objetividad y su consiguiente separación entre informaciones y opiniones."

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No meio do caminho No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra. Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra Tinha uma pedra no meio do caminho no meio do caminho tinha uma pedra. Carlos Drummond de Andrade

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Relações entre jornalistas e fontes: limites, perigos, interesses Um caso recente ocorrido no Austin American Statesman, nos Estados Unidos da América, recoloca uma questão antiga do jornalismo, que tem a ver com a relação entre jornalistas e fontes. Em concreto: é aceitável dar a conhecer às fontes as matérias jornalísticas antes de serem publicadas? Num texto há dias publicado no Nashville Scene, Willy Stern, docente de ética jornalística, procura mostrar que a questão está longe de ser linear. Sumariam-se aqui argumentos para um e outro lado: Argumentos contra: * The perception that the media organization is favoring some sources over others. * The fear that a source will try to influence the media organization to change a story in a way that benefits the source but not the newspaper's readers. * The fear that some people or organizations will use their advance knowledge of what information is about to be published to manipulate events for their own gain. (A quick sidenote: when stories may affect publicly traded firms, I would argue they must be kept under tight wraps.) * The fear that such a policy may be used against the media organization should that organization be sued for libel or some other civil complaint." Argumentos a favor: "1. Every story can be improved by having insiders vet it--whether they come off as good, bad or indifferent in the story. "I've never been disappointed," Dobie says. "Every story gets better." 2. Any disagreement over whether the story is fair is hashed out on the front end, with all interested parties being given an opportunity to have their say. "It's actually the stand-up thing to do," Dobie says. "to let people scream at you on the front end. Sometimes, we learn something in the process that can make the journalism better." 3. Stories are not shown selectively. "It's a judgment call," Dobie explains. "I don't favor one group or another but just use common sense." 4. A non-cooperative source will sometimes be lured out of a foxhole and provide new and helpful information. The fact is, in stories I've written for the Scene, we've shown drafts to the attorneys for people we were investigating. When they see what we are up to, they sometimes agree to cooperate. 5. The stories can and do get better without the news organization necessarily being susceptible to pressures. "We don't cave to pressures, but we try to listen intelligently," Dobie says. "It's all a matter of judgment." 6. In the long run, media organizations get better stories if they have a reputation for getting their facts right, for listening and for being fair. Often times, showing stories, or parts of stories, in advance of publication to sources helps a newspaper in source development over the long haul."

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Como cobrir rumores como o que circulou sobre John Kerry? De novo Matt Drudge: pôs a circular um rumor sobre a vida privada do potencial candidato democrata às presidenciais norte-americanas, John Kerry. Na rubrica "Yalk about ethics", do Poynter Online abordam-se algumas questões que podem ser equacionadas sobre como agir diante da questão. Uma delas e a respectiva resposta: Q: What about the justification (for publication) that says once the story is out, it's out -- and that there's no point trying to put the genie back in the bottle? A: Many journalists believe that you can't un-ring a bell that's been rung. But that doesn't mean we can't consider alternatives for how we ring the bell. One option journalists can consider, when it seems appropriate, is to stop ringing the bell, or stop ringing it in the same way. Consider how your news organization will be heard on this story and what image you want your audience to have about how you cover such events.

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"A Tribo Jornalística", novo livro de Nelson Traquina Está a chegar às livrarias o novo livro do Prof. Nelson Traquina, intitulado "A Tribo Jornalística". Tem a chancela da Editorial Notícias. É um livro em que, depois de várias reflexões sobre os processos de construção da realidade em jornalismo, o autor nos convida a reflectir sobre a própria profissão jornalística, entendida como "comunidade interpretativa". Como ainda não tivemos ocasião de ler o livro, aqui fica o texto de apresentação, distribuído pelos serviços de comunicação da Editora: "Os media noticiosos são cada vez mais notícia nas sociedades contemporâneas. Ainda há quem ainda conteste que a sua actuação seja um poder que afecta diversas vertentes da vida dos seus cidadãos, incluindo a eleição dos líderes políticos e a ascensão e queda dos seus ídolos? Dos dois lados, quer do Atlântico quer do Pacífico, o jornalismo e os seus profissionais são objecto de reflexão, debate, controvérsia e mesmo condenação. Este livro tem como objectivo a análise do campo jornalístico moderno, colocando sob a lupa os seus profissionais – os jornalistas. Com base em dados empíricos, este livro defende a tese de que os jornalistas são uma «comunidade interpretativa» transnacional, ou seja, uma tribo que partilha toda uma ideologia profissional, um conjunto de valores e normas, bem como toda uma cultura profissional rica em representações que ganharam uma dimensão mítica, conseguindo atrair aos cursos universitários de Comunicação e de Jornalismo a nata de novas gerações. Coloca a hipótese de que a existência de uma comunidade jornalística transnacional na diáspora mundial constitui um dos factores principais, embora pouco mencionado, da nova era da globalização." Nelson Traquina é docente na Universidade Nova de Lisboa e director do CIMJ (Centro de Estudos de Media e Jornalismo). É professor catedrático em Jornalismo (é de resto o único catedrático português nesta área), sendo autor e/ou editor de livros como O que é Jornalismo? (Quimera, 2002), O Estudo do Jornalismo no Século XX (Brasil, Editora Unisinos, 2001), A Redescoberta do Poder do Jornalismo: Análise e Textos da Teoria do Agendamento (Minerva, 2000), Big Show Media:Viagem pelo Mundo do Audiovisual Português (Noticias, 1997), e Jornalismo: Questões,Teorias e «Éstórias» (Veja, 1993). É ainda co-autor de várias outras obras.

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Media Guardian com registo A área de Media do jornal The Guardian, que é talvez um dos melhores trabalhos jornalísticos de acompanhamento e cobertura deste campo da realidade social, vai passar a exigir registo prévio (não ainda pagamento). A informação é dada pelo E-Media Tidbits. "Guardian Unlimited editor Emily Bell says access control will be at the story level (not index pages) and media stories that make it to the front of the site will remain free."

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Militares norte-americanos na corrida ao "papel digital" Os militares norte-americanos estão também na corrida para a produção de papel digital. Depois de laboratórios na Holanda e no Japão terem anunciado recentemente avanços neste campo, o Washington Post acaba de revelar, num texto de Leslie Walker ("Makers Scramble To Put Some Bend In 'Electric Paper' ") que o exército norte-americano conta gastar 43,7 milhões de dólares nos próximos cinco anos num centro da Universidade Estadual do Arizona, para desenvolver ecrãs electrónicos flexíveis. "The idea is to give soldiers a tiny, rugged readout of current data about enemy troops, weather and geography that could take a bullet and still flash marching orders."

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Nova colecção sobre Comunicação: lançamento é hoje É hoje que são apresentados, na FNAC do Norteshopping, pelas 18.30h, os dois primeiros títulos da nova colecção de Comunicação, lançada pela Porto Editora. Trata-se de "Os Donos da Notícia - Concentração da Propriedade dos Media em Portugal", de Elsa Costa e Silva, e "Weblogs - Diário de Bordo", de Elisabete Barbosa e António Granado. Os ecos mediáticos desta iniciativa, ainda antes da apresentação, estendem-se para lá das fronteiras do país. Há dias, Mario Lima Cavalcanti publicava no portal brasileiro Comunique-se, sob o título "Diário de bordo para blogueiros", uma entrevista com Elisabete Barbosa, co-autora de um dos livros agora lançado, que explica como surgiu a ideia deste trabalho conjunto com António Granado (acesso sujeito a prévio registo). Também o blog espanhol BarraPunto publicou um post sobre a mesma matéria, assim como o lusófono Portal dos jornalistas. Vários textos têm sido publicados nos media (hoje, por exemplo, o DN traz uma pequena entrevista com Elsa Costa e Silva).

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Manuel Castells: conferência em Lisboa "Models of the Network Society: a cross-cultural perspective" é o tema da conferência que o Prof. Manuel Castells profere amanhã, em Lisboa, por iniciativa conjunta da Fundação Calouste Gulbenkian e do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa. Na ocasião proceder-se-á ao lançamento das obras do conferencista "A Sociedade em Rede", "O Poder da Identidade" e "O Fim de Milénio e Galáxia Internet", editadas pela Fundação. A conferência realiza-se pelas 11h00, no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian. Tido como um dos mais importantes pensadores sobre a sociedade da informação e sobre a sociedade em rede, o seu trabalho tem-no levado a analisar as implicações dos seus estudos no plano económico. E agora, que se volta a enaltecer uma concorrência erigida como valor em si (o "show" mediático do "Compromisso Portugal" aí está para o comprovar), vale a pena prestar atejnção ao modo como Castells coloca a questão da competitividade, na última edição da sua habitual coluna no jornal catalão La Vanguardia: "(...) Aún más importante es el hecho de que competir no equivale a poner la zancadilla o a destruir al competidor, sino que una forma esencial de competencia en la economía actual es la cooperación con otras empresas, incluidos algunos competidores directos. Esto es así porque la subcontratación de funciones esenciales de la empresa a quienes están especializados en ellas es mucho más eficiente que la integración en la empresa de todo lo que conlleva su proceso de producción. Así por ejemplo, Nokia acaba de contratar por 400 millones de dólares a Hewlett Packard la gestión centralizada de sus datos y de sus servidores, mientras mantiene otro contrato con IBM para los servicios y consultoría en las operaciones informáticas de sus empresas. Pero IBM y Hewlett Packard trabajan también con otras empresas de telecomunicaciones rivales de Nokia. Quién es competidor y quién es cooperador depende del mercado, del producto y del tiempo de la cooperación. Esto tiene consecuencias para la cultura empresarial. Competir mediante la agresión dificulta la posibilidad de aprender de los otros mediante procesos conjuntos de producción y de gestión. Competir y cooperar a la vez genera una cultura de la comunicación que contribuye a la mejora general de la capacidad creativa y productiva de la sociedad. Y, por consiguiente, al aumento de la riqueza y a la expansión de un mercado donde casi todos prosperan. A condición, naturalmente, de que las empresas compartan sus ganancias con sus trabajadores porque, si no, el mercado no se amplía.(...)".

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Segredo de justiça e informação sem contraditório Luís Costa, no Público, sobre o segredo de Justiça: "O segredo de justiça existe, mas ninguém o cumpre. E ninguém o cumpre porque não há punição - nem sequer investigação - para quem o viola. Neste universo de impunidade generalizada, os primeiros e supostos defensores desse segredo, por obrigação legal inequívoca, são aqueles que mais se entregam à sua violação sistemática. Não raras vezes, são os mesmos que depois se lamentam do que veio nos jornais e do que deu na televisão - mas apenas e só quando essa informação não lhes convém. Quem anda ou andou pelas redacções dos jornais sabe que sempre foi assim. A diferença é que agora se nota mais. No entanto, ao anónimo cidadão convém fazer "zapping", porque os canais televisivos usados pela acusação e pela defesa não são propriamente os mesmos, como já se percebeu. Ou, em alternativa, comprar vários jornais no dia seguinte (sim, porque alguns jornais também têm fontes privilegiadas num dos lados da contenda - e amavelmente conferem às fontes o privilégio de verterem informação sem contraditório)".

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O factor "tempo" Juan Luis Cebrián, citado por Luís Costa: "Conhecemos o fútil e perecedouro do nosso trabalho. Os jornais saem todos os dias, escrevem-se todos os dias, nascem e extinguem-se diariamente, são uma espécie de fogueira das vaidades, entre as quais não são menores as dos próprios jornalistas. Por isso, convém desconfiar da sua pretensa influência e defender-se da sua arrogância evidente. O tempo arrasa os jornais com uma facilidade incrível. O tempo é mais forte do que os juízes, que a censura, que os leitores, e que a verdade."

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A fiasco da candidatura de Dean e os (novos) media Como compreender o fiasco da campanha de Howard Dean na corrida para a nomeação democrata para discutir com George W. Bush a eleição presidencial? Como analisar as expectativas geradas em torno do candidato? Que papel teve a web e a blogosfera na criação e alimentação das expectativas? Para ensaiar respostas a estas questões, é de ler o texto de Jay Rosen, "Voices at the Crash Site Say the Frontrunner Was Never Ahead", no Press Think.

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Credibilidade e tecnologia Vale a pena ler a notícia de Armando Rafael, no DN de hoje, sobre a conferência que o jornalista da BBC Nik Gowing proferiu em Lisboa, sobre o tema "Informação em situações de crise e conflito". Versa nomeadamente sobre as consequências para a credibilidade da informação jornalística da facilidade com que um número cada vez maior de cidadãos e instituições se podem constituir como fontes dos media. Vantagens e desvantagens das novas tecnologias e das novas ferramentas.

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"Não há facada ou sacholada que escape" à TVI "De Norte a Sul do país, mesmo na mais recôndita aldeola, não há facada nem sacholada que escape aos repórteres do 'Jornal da Noite'. Nem briga de mulher com marido, desavenças de familiares ou amigos, assédios comprovados e outros apenas falados". Estas são palavras da Associação de Telespectadores a respeito da Informação da TVI, num comunicado sobre os melhores e piores programas das televisões nacionais em Janeiro. O JN ,que dá a notícia, refere que a A TVI reagiu à apreciação dizendo que "tem todo o interesse em saber quem compõe esta associação, até porque já tentou e nunca conseguiu chegar à fala com os seus responsáveis". É ainda a TVI que é motivo do comentário intitulado "A eternização dos noticiários", de José Manuel Rocha, no Público: "As manobras que visam eternizar o tempo de vida de um serviço noticioso começam a raiar os limites do absurdo. Mesmo assim, a TVI não se poupa a esforços para ganhar este campeonato. (...) Ninguém pode criticar uma estação por querer ganhar o campeonato das audiências. Mas que não seja à custa de passar atestados de menoridade intelectual aos telespectadores.(...)".

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Investigação em Ciências da Comunicação em Portugal Só agora a FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia) divulgou no seu site os resultados oficiais da avaliação externa dos centros de investigação na área de Ciências da Comunicação. Foram afinal oito os centros avaliados, sendo os seguintes os resultados da classificação atribuída:

- VERY GOOD - Núcleo de Estudos de Comunicação e Sociedade - U. Minho - GOOD - Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens - U.Nova - GOOD - Centro de Investigação Media e Jornalismo - GOOD - LABCOM - Laboratório de Com. e Conteúdos On-line - U. B. Interior - FAIR - Unidade de Investigação em Comunicação e Arte - U.Aveiro - FAIR - Centro Interdisciplinar de Ciência, Tecnologia e Sociedade - U.Lisboa - FAIR - Centro de Estudos das Tecnologias, Artes e Ciências da Comunicação - FAIR - CICANT-C. de Investig em Comun. Aplicada, Cultura e Novas Tecn. - U. Lusófona
O painel de avaliadores foi constituído por - Peter Golding, coordenador (Loughborough University, Leicestershire, UK) - Cees Hamelink (University of Amsterdam) - Els De Bens (Universiteit Gent, Belgium).

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O jornal: espelho (e não mestre) do público Do "Dicionário de Citações" de Antero de Quental, Ana Sá Lopes, do Glória Fácil, cita esta, que vem na letra J:

"Labora em ilusão supor que é possível criar e fazer durar uma publicação superior em moralidade e ilustração ao nível moral e intelectual do público. É ilusão supor isso, porque não lendo ninguém senão o que lhe agrada, o público nunca favorecerá senão o que estiver à sua altura, e por isso o jornal, para durar, será sempre e necessariamente o espelho lisonjeiro do público e não o seu mestre severo. Os jornais só sobrevivem fazendo-se confidentes da comédia do público, das suas paixões, dos seus erros, das suas ilusões, e não os seus apóstolos".
Espelho vs. mestre; identificação vs. missionação - serão estas as únicas alternativas, nos nossos dias?

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Conferência sobre "Weblogs no Jornalismo" Terá lugar em 15 e 16 de Maio ... nos Estados Unidos da América, promovida pela Escola de Jornalismo da Universidade de Carolina do Norte em Chapel Hill. Esteve prevista para finais de Janeiro, mas as condições meteorológicas obrigaram ao adiamento. Uma ideia dos principais temas do programa: articula-se em duas partes, um Skills Workshop (Creating and Maintaining a Weblog; The Blogging process; Making Improvements to Your Blog; e Reception and Networking) e uma segunda parte sobre o tema propriamente dito, Weblogs in Journalism (A Weblogs Overview; What Journalism Can Learn from Interactive Publishing; Blogging on the Job; Personal Publishing and the Law; e Participatory Journalism: A New Media Ecosystem?) O weblog da conferência está aqui.

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A Emissora Nacional e a propaganda do Estado Novo "A Emissora Nacional como instrumento de propaganda do Estado Novo, 1933-1945" é o título e tema da tese de mestrado apresentada ontem por Nelson Ribeiro, director da estação Mega FM. A dissertação foi apresentada na Universidade Católica Portuguesa, instituição de que o autor é docente (dica de Industrias Culturais).

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Jornalista da RR publica reportagens no Médio Oriente "Os cinco sentidos - Matando a paz no Médio Oriente" é um livro de Arsénio Reis, actual editor e pivot dos noticiários da manhã da Rádio Renascença, que a Difel começará a distribuir ainda esta semana. O jornalista aceitou o desafio da editora para escrever as suas experiências de reportagem em Israel e na Palestina. O livro tem prefácio de Mário Soares e apresenta na capa uma foto em que aparecem dois miúdos, um palestiniano e outro israelita, vistos de costas, abraçados, a caminhar ... para as trevas.

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Rumores e noticias Eva Dominguez escreve, sob este título, no La Vanguardia, um texto que merece leitura. Escreve: "El fenómeno no es nuevo. La novedad reside en su geografía, su ámbito de alcance y su protagonismo. Antes de Internet, sólo los medios de comunicación establecidos tenían la capacidad de difundir un rumor a una importante masa de población. Actualmente, cualquiera puede ser emisor de un chisme, inocuo o nocivo, y difundirlo a un parte significativa de la población del país y allende los mares a través de todas las formas de publicación que Internet ofrece." A autora apresenta, depois, iniciativas que investigam o rasto deixado por boatos e rumores na web ou que procuram verificá-los - eventualmente contradizê-los - com factos.

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O fenómeno "Télé 2 semaines" Lançada em 5 de Janeiro último, num mercado francês aparentemente saturado, a revista "Télé 2 semaines" tem sido um fenómeno de vendas: com projectos que colocavam a fasquia de arranque no milhão de exemplares, tem atingido, nas últimas semanas, números que já não andam loge do milhão e meio. Uma ideia subjacente (que estará a fazer igualmente sucesso nas revistas sobre televisão, na Alemanha): instituir um ritmo quinzenal e não semanal. Por detrás deste lançamento está o grupo Prisma Presse, ligado ao gigante Bertelsmann. Factores que potenciam o êxito: a novidade da periodicidade, o preço (um euro) e uma campanha publicitária que tirou partido da nova legislação relativa à publicidade à imprensa na TV.

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Reforços e mexidas na Lusomundo Media Joaquim Vieira vai dirigir, a partir de 1 de Março, a revista Grande Reportagem, e com ele entra também na mesma publicação a jornalista Felícia Cabrita, onde será grande repórter, mantendo-se Francisco Camacho como director adjunto. Ao mesmo tempo, para a sua administração, o grupo Lusomundo Media foi buscar José Marquitos à Direcção da empresa que edita o Público, o qual iniciará igualmente funções a 1 de Março. Entretanto, Mário Bettencourt Resendes passou a assumir funções de director geral de publicações, deixando o seu nome de figurar no cabeçalho do DN. Fernando Lima exerce agora em pleno a direcção editorial do diário.

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Rigor da informação Estrela Serrano, Provedora do Leitor do DN: "Uma maior atenção ao que é publicado parece, pois, aconselhável. Porque, para que os leitores confiem nas notícias é necessário que os jornalistas não só não escondam os seus próprios erros, como expliquem o sentido das decisões que tomam e dos silêncios com que se deparam. O rigor da informação não pode ser uma utopia".

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Imbecilidades Vale a pena ler "Quando os jornalistas deliram", para constatar que os exemplos de imbecilidade e boçalidade existem em todas as profissões e em todos os lados.

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Diários europeus perdem leitores O relatório anual da "Asociación de Editores de Diarios Españoles" (AEDE) citado pelo El País, refere a descida na difusão dos diários espanhóis que surge na linha do que vem acontecendo noutros países europeus: "El retroceso en la difusión no es un fenómeno exclusivo de España. En los últimos seis años la prensa europea ha perdido alrededor de 6 millones de ejemplares, con especial incidencia en Alemania y en Reino Unido. En este panorama, la AEDE considera "alarmante" la caída de lectores entre los jóvenes. La tasa de consumidores de diarios entre la población comprendida entre 14 y 24 años se situó en el 32,5% del total, sólo por delante de Francia en el conjunto de la Unión Europea. Esta circunstancia ha provocado un progresivo envejecimiento del perfil de los lectores (42,6 años de media frente a los 39,7 de 1997)".

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O blog do provedor O Jornal The Oregonian tornou-se provavelmente no primeiro jornal a criar um weblog para o seu provedor do leitor. O titular do cargo sublinha que esta nova plataforma lhe poderá permitir contactar com mais leitores e mais vezes do que lhe possibilita a tradicional coluna semanal. De resto, o jornal atribui uma grande importância aos blogs. Vários dos seus jornalistas que cobrem a campanha eleitoral têm o seu blog e o site do diário acolhe blogs da sua zona geográfica de influência.

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O Jornalista e o Delator Com o título "The Journalist and the Whistle-Blower", Geneva Overholser publica um texto na página de opinião do jornal The New York Times, que merece reflexão. Nele a autora reflecte sobre a questão de saber se a regra de ouro do jornalismo de não revelar as fontes, quando foi esse o contrato que, justificadamente, com elas se estabeleceu, não apresenta algumas vulnerabilidades. O exemplo em que se baseia é o de Robert Novak e o caso lança-nos de novo no processo que conduziu à guerra no Iraque. A abertura: "Never burn a source. It's a cardinal rule of journalism: do not disclose the identity of someone who gives you information in confidence. As a staunch believer in this rule for decades, I have surprised myself lately by concluding that journalists' proud absolutism on this issue — particularly in a case involving the syndicated columnist Robert Novak — is neither as wise nor as ethical as it has seemed.(...)"

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Ainda não é desta que se votará pela Internet O Pentagóno cancelou os planos no sentido de permitir aos militares e civis residentes no estrangeiro que votassem pela Internet nas próximas eleições, segundo acaba de revelar o Washington Post. O motivo invocado foi a falta de segurança. Os especialistas que acompanhavam o projecto que vinha a ser desenvolvido consideraram que os computadores pessoais são tão vulneráveis que poderiam pôr em causa os resultados da eleição no seu todo.

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Dyke assina contrato com editora de Murdoch "Expect fireworks". É assim que a editora HarperCollins se refere ao livro que Greg Dyke, o ex-director geral da BBC, que se demitiu na última semana, irá escrever e que ela conta editar em Setembro próximo. O valor do negócio ronda, segundo o jornal The Guardian, 500.000 libras, o que dá bem a ideia do "picante" que é esperado que o livro contenha, nomeadamente sobre as relações entre o governo Blair e a BBC. Alguns comentadores criticaram o facto de Dyke ter feito negócio com uma editora que pertence ao magnata dos media Rupert Murdoch que ele sempre criticou. A resposta é de quem "não brinca em serviço": Greg Dyke assegurou, no contrato, que a HarperCollins fica impossibilitada de censurar qualquer crítica que no livro venha a ser feita a Murdoch.

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Toda a gente (?) centrada na (in)decência "Both the House and Senate Commerce Committee's will hold hearings on Wednesday morning on broadcast television content. The House hearing will focus on the Janet Jackson flap and HR-3717, Rep Fred Upton's bill to increase indecency fines. The Committee will continue the discussion on Thursday morning. The Senate hearing will be broader, looking at both sexual and violent content. All five FCC commissioners are expected to testify before both committees. (...) A version of the bill has passed in this committee three times, but it has never been voted on by the entire Senate. FCC Chairman Michael Powell is heading an investigation of the Janet Jackson incident. Many believe he will treat CBS parent Viacom as a repeat offender." (Fonte( Benton Foundation daily newsletter)

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Em primeira mão Derrick de Kerckhove na Universidade do Minho Derrick de Kerckhove, director do McLuhan Program in Culture & Technology e Professor da Universidade de Toronto, vem proferir uma conferência a convite da Reitoria da Universidade do Minho no próximo dia 16, pelas 15 horas, no âmbito da evocação do 30º aniversário da instituição . A conferência de Kerckhove inscreve-se igualmente na mudança de imagem institucional que a UM vai apresentar a partir do dia 17, dia do aniversário propriamente dito. A vinda deste "guru" da comunicação e dos novos media constituirá igualmente uma oportunidade para contactos com os investigadores do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade. Derrick de Kerckhove possui um vast?ssimo curr?culo, de que se destaca o trabalho que desenvolveu com Marshall McLuhan ao longo de dez anos. Do seu currículo salienta-se: "He edited 'Understanding 1984' (UNESCO, 1984) and co-edited with Amilcare Iannucci, 'McLuhan e la metamorfosi dell'uomo' (Bulzoni, 1984) two collections of essays on McLuhan, culture, technology and biology. He also co-edited with Charles Lumsden The Alphabet and the Brain (Springer Verlag, 1988), a book which scientifically assesses the impact of the Western alphabet on the physiology and the psychology of human cognition. Another publication, La civilisation vid?o-chrétienne appeared in France in December, 1990 and in Italy the following year (Feltrinelli, 1991). Brainframes: Technology, Mind and Business (Bosch & Keuning, 1991) addresses the differences between the effects of television, computers and hypermedia on corporate culture, business practices and economic markets. The Skin of Culture (Somerville Press, 1995) is a collection of essays on the new electronic reality which stayed on Canadian best-sellers lists for several months. It was translated in a dozen languages including Japanese, Chinese, Korean, Polish and Slovenian [e português: A pele da cultura. Lisboa: Relógio d'Água, 1997]. Connected Intelligence (Somerville, 1997) introduced his research on new media and cognition (em portugu?s: A inteligência Conectiva: Lisboa, FDTI, 1998). His latest book The Architecture of Intelligence was first issued in Dutch in December 2000, and in English (June 2001), Italian and German in September 2001. (...) Derrick de Kerckhove has offered connected intelligence workshops worldwide, and now offers this innovative approach to business, government and academe to help small groups to think together in a disciplined and effective way while using digital technologies. (...)Derrick de Kerckhove has participated in the preparation and brainstorming sessions for the plans for: the Ontario Pavilion at Expo '92 in Seville, the Canada in Space exhibit, and the Toronto Broadcast Centre for the CBC. He is now involved in plans for a major exhibit on Canada and Modernism at the Cit? des sciences et de l’industrie in Paris for 2004 and was member of the cultural committee of Toronto’s bid for the Olympics in 2008." Alguns textos do autor: - The Internet Enters Television, A Trojan Horse in The Public Mind - McLuhan and the “Toronto School of Communication” - A Theory of Greek Tragedy - Connected Communities: Real Bodies - Virtual Connections - Network Art and Virtual Communities - What is Paper Good At? - What Would McLuhan Say? (entrevista ? Wired) - Internet: a hora do desencanto

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8 de Abril: dia de luto e de protesto A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) declarou o dia 8 de Abril, em que se completa um ano sobre o bombardeamento do Hotel Palestina, em Bagdad, como dia de jornada de luto e de protesto pela morte de dois cameramen, José Couso, da espanhola Telecinco e Taras Protsiuk, da Reuters. A jornada servirá igualmente para protestar contra o que a FIJ considera um “lamentável fracasso do Pentágono em explicar de forma adequada porque morreram jornalistas” e em “assumir as responsabilidades” pelo ataque ao hotel.

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De Aviz para todo o país Apesar de (ou por causa de) ser um sem-abrigo, o Elias mantém-se atento ao mundo à sua volta. Através dos seus donos, soubemos que vive para os lados de Aviz. Nasceu em 2001 a olhar e comentar sobretudo assuntos de economia. Entretanto, diz, “alargou os seus horizontes e fala de tudo um pouco”. Tem vários pais: o Anibal Fernandes, que é quem desde sempre faz os textos e ajudou no nascimento do boneco; a Rute Reimão que desenhou o «master» e que vai fazendo os acrescentos quando necessário e ultimamente o JC Serra que dá apoio nos textos e nos abriu esta janela para o mundo. “Assim o blog serve, essencialmente, para que os jornais regionais que têm acordo de o publicar, possam ver o que lhes interessa e pedirem para lhes ser enviado por mail um ficheiro com qualidade de impressão”. Neste momento o "Fonte Nova", de Portalegre e o "Diário do Alentejo", de Beja, já estão a publicar. “Andamos a falar com um jornal de Lisboa e outro do Porto, mas estamos à procura de interessados em outros distritos”. Antes que o Elias bata à porta, pode bater à porta do Elias, o sem-abrigo.

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A Manuela do "Jornal Nacional" Não resisto a transcrever este post do Barnabé: "António Costa falou mal da TVI e dos comentários de Marcelo. Comentário de Manuela Moura Guedes, no noticiário: "o senhor deputado deve, por motivos familiares, estar habituado a ver outra televisão". Para que Moura Guedes consiga entender, tem que se manter o estilo: Nós temos de a aturar porque ela apresenta o telejornal. E isso só acontece por motivos familiares."

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A campanha na web, agora e há quatro anos Já se encontra disponível online o estudo "ePolitics 2004 - A Study of the Presidential Campaign on the Internet", editado pelo Project for Excellence in Journalism, que o Ponto Media anunciava esta manhã. Duas ou três ideias que são sublinhadas na apresentação: "At a time when the Internet has become the primary source of election news for a growing number of Americans, political news web sites have clearly evolved but have also taken some steps backward (...). Sites have come a long way in offering users a chance to compare candidates on the issues-something almost entirely absent in 2000. They are also no longer merely morgues for old newspaper stories and provide more chance for users to manipulate and customize information. Yet the major Internet news sites make less use of interactivity, contain less original reporting, have fewer links to external sites, and offer fewer chances to see and hear directly from the candidates on their election front pages than they did four years ago, according to the study by the Project for Excellence in Journalism, which did a similar study in 2000. (...)". Existe uma versão competa do estudo em pdf. Para comparar com estudo idêntico realizado há quatro anos, clicar AQUI.

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Dois livros, dois apresentadores Paquete de Oliveira, investigador do ISCTE e presidente da SOPCOM (Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação), e João Canavilhas, docente e investigador da Universidade da Beira Interior serão, respectivamente, os apresentadores dos livros "Os Donos da Notícia - Concentração da Propriedade dos Media em Portugal", de Elsa Costa e Silva, e "Weblogs - Diário de Bordo", de Elisabete Barbosa e António Granado. Os livros, que inauguram uma nova colecção sobre comunicação e media da Porto Editora, serão apresentados na quinta-feira, dia 12, às 18h, na FNAC do Norteshopping, no Porto.

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Ainda o relatório Hutton e a BBC - BBC jogada às Feras - A História de uma Crise sem Precedentes, de Luiz Weis - E David Kelly Continua Morto, de Alberto Dines - Hutton and the BBC, de David Elstein (exige inscrição prévia) - The Campbell Code, de Anthony Barnett (exige inscrição prévia). - BBC facing its toughest crisis yet, de Mark Rice-Oxley. - Lessons from a BBC Blunder, de John Hughes. - The threat to the media is real. It comes from within Prejudice, petulance and cynicism have fuelled the reaction to Hutton, de Martin Kettle - Media's mistake in rushing to defend itself, de Gillian Bowditch

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Quando mais pode significar menos Vale a pena ler "Why more choices may mean fewer", do crítico de televisão do Chicago Tribune. As lógicas da programação televisiva e os comportamentos das audiências num contexto de multiplicação de canais, de diversificação do acesso e de novas formas (tecnológicas) de controlo do uso da TV por parte dos telespectadores.

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Elias o Sem Abrigo Conhecem? Uma análise da actualidade em cartoonblog, nascida já em 2004. E com "A Portuguesa" em fundo. Vale uma espreitadela.

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De boca a orelha Joaquim Fidalgo, no Público: "Nos "States", a famosíssima agência Procter & Gamble contratou recentemente o que diz ser "uma força de venda" de 280 mil jovens, com idades entre os 13 e os 19 anos, para acções de "marketing" no sistema "de boca a orelha". O pressuposto é de que a gente nova vê pouca televisão e lê poucos jornais, pelo que as mensagens publicitárias em suportes convencionais lhes passam ao lado. Em contrapartida, há uma progressiva circulação informal de mensagens (lá está o "de boca a orelha", a saída em grupo, a noite na discoteca, a troca de opiniões sobre compras, a explosão do "e-mail", do "chat", do "MIRC", do "SMS") que significa novos canais de comunicação, mais próximos e mais eficazes. Então, por que não usá-los para difundir anúncios? E cada um daqueles 280 mil jovens é incumbido de, nos contactos com os seus amigos e colegas, ir fazendo passar a mensagem de que tal ou tal produto "é demais", dando a conhecer e induzindo à compra. E uma sugestão de um amigo, directa e pessoal, sempre é mais persuasiva do que um "slogan" distante a passar na televisão, não é?... Se ele me diz que o tal champô é "cool", eu tendo a acreditar que ele até já o experimentou e se deu muito bem. Vou lá imaginar que está apenas a fazer a propaganda que lhe encomendaram e a ganhar uns cobres para as férias! (...)"

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Candidatos a repórter trabalham de…telemóvel Wireless Election Connection – assim se chama o website criado para o "Mobile Media Project”, que é, nem mais nem menos, uma experiência levada a cabo pela Universidade da Carolina do Sul para cobrir as "primárias" recorrendo a telefones com captação de imagem. O interessante desta experiência é que são os estudantes que, munidos dos telemóveis, são repartidos em equipas colocadas em outros tantos locais da Carolina do Sul, de onde enviam os seus posts.

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Quais são as fontes do Google.news? Uma empresa norte-americana dedicou-se a estudar quais os sites noticiosos que o serviço de notícias do Google toma como fontes. Os resultados reservam algumas surpresas, sobretudo para o contexto em que foi realizado o estudo: 1. Reuters AlertNet 2. Guardian Unlimited, UK 3. ABC News 4. The Atlanta Journal Constitution 5. San Francisco Chronicle 6. The New York Times (Dica de E-Media Tidbits) Entretanto, o motor de busca Google foi considerado pelo segundo ano consecutivo a marca global do ano de 2003 conquistando 16,2% dos votos dos inquiridos, segundo refere hoje o Diário Económico.

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A Economia da Televisão Já se encontra nas bancas o livro “A Economia da Televisão - As estratégias de gestão de um media”, de Enrique Bustamante, editado pela Campo das Letras. O autor é professor catedrático de Comunicação Audiovisual e Publicidade na Universidade Complutense de Madrid e director do Centro de Estudos da Comunicação (CEC). O livro aborda aspectos como o financiamento público, o funcionamento do mercado publicitário, os canais por assinatura ou por encomenda, incluindo as novas televisões digitais por satélite ou por cabo. Além disso aborda, em todas elas, a produção e o mercado de programas, o papel do marketing e dos estudos de mercado, os estudos de audiência e os princípios das grelhas de programação.

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Rangel, a SIC, publicidade e notícias Talvez porque haja poucos leitores do Jornal de Negócios entre os bloggers, a verdade é que só o Blogouve-se - que eu saiba - referiu a polémica nos últimos dias surgida entre Rangel e vários jornalistas da SIC. Tudo começou com um texto do ex-director do canal de Carnaxide no Jornal de Negócios de sexta-feira em que, sob o título "Publicidade encoberta", visava um programa da SIC dedicado a automóveis, que seria, em sua opinião, um frete às marcas. A resposta vem hoje no mesmo jornal, através de Ricardo Costa, Paulo Camacho e uma das marcas de carros que aparecem no programa.

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Metro: um caso a seguir no panorama dos jornais gratuitos O Público refere o caso: o grupo de imprensa Metro International SA, sediado no Luxemburgo, lançou, só no dia de ontem cinco novas edições, elevando para cerca de 30 os jornais gratuitos distribuídos em quase outras tantas cidades europeias e de outras partes do Mundo. A Espanha passou a contar com mais dois títulos: "Metro Valencia Hoy' e `Metro Alicante Hoy', passando a sete o número de cidades que contam com a distribuição destes jornais, num total superior a 700 mil cópias diárias. Também ontem foi lançado um jornal do grupo na cidade francesa de Lille, a quinta cidade a fazê-lo e elevando para 500 mil os exemplares diariamente distribuídos no país. Finalmente, a Metro International iniciou igualmente ontem o terceiro título gratuito do grupo na Dinamarca, elevando para 240 mil os exemplares distribuídos em cada dia. A Metro apresenta-se a si própria como "worlds largest newspaper outside Japan by readership, with 13 million daily readers of 29 editions in 16 countries in 14 languages, with a high number of readers per copy, at 2.8. The newspaper can be read in a 16.7 minute commute, and is typically read by a 48% female readership. 48% of people under 35 years of age in distribution areas read Metro at least once a week."

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Berlusconi intervém directamente na RAI, denuncia a presidente A denúncia vem, agora, directamente da presidente da televisão pública italiana, Lucia Annunziata: Silvio Berlusconi “está directamente implicado” nas decisões da RAI, desde a escolha de jornalistas até à emissão ou não de certos programas. Estas afirmações terão sido feitas ontem, em plena reunião dos governadores do ente público de televisão, tendo desencadeado de imediato leituras políticas contraditórias. Segundo a presidente da RAI, Berlusconi telefona aos membros do conselho de administração para dar as suas sugestões, o que para Lucia Annunziata expõe “um conflito de interesses”, já que o chefe do governo é também proprietário do grupo Mediaset, e deste modo controla seis dos sete canais em sinal aberto de Itália. Ainda há uma semana, a subdirectora de informação do principal telejornal se demitiu em protesto contra o tratamento da informação política na RAI, tendo recebido uma carta de solidariedade de parte considerável da redacção da televisão pública. (Fonte: Newsletter do Sindicato dos Jornalistas).

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Dois artigos... e umas tantas perguntas ...Jornalistas e Políticos, de Teresa de Sousa e "On" e "Off" de José Vítor Malheiros, ambos no Público. Um e outro deixam subentendida uma questão que valia a pena ser debatida, com base nas experiências vividas pelos jornalistas: qual é a margem de manobra e de iniciativa de que o jornalista dispõe e, correlativamente, qual o peso (de constrangimento e/ou de capacitação) que advém de o jornalista actuar a partir de uma redacção, de uma empresa, de um grupo de comunicação? Dito de outro modo: há, hoje, margem de iniciativa nas redacções? Em que termos se coloca? De que forma é explorada pelos profissionais? Haverá uma "terceira via" entre a visão romântica do jornalista como o cavaleiro andante, eventualmente justiceiro, e, por outro lado, o "pau mandado" que não consegue / não pode escapar à lógica comercial e ao entendimento das notícias como um mero negócio?

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Sala de Prensa Novidades do derradeiro número de Sala de Prensa (nº 64, Fev. 2004): *La negociación periodística: acerca del vínculo entre periodistas, medios y políticos, de la información como mercancía y de algunas otras cosas que, o se ocultan, o no se quieren admitir, o pocos reconocen como parte de su propia experiencia, de Alfredo Torre; * La iniciativa del reportero en la sala de redacción, de José Luis Requejo Alemán * La cultura y su periodismo: un planteamiento antropológico, un acercamiento al método etnográfico y una perspectiva profesional para reflexionar acerca de la cultura y los periódicos en México, de Fidela Navarro Rodríguez * Fotoperiodismo y fotoarte, de Eric Casais.

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Um "selo digital" para enviar um e-mail A Microsoft e o Yahoo parece que estão a encarar a sério a possibilidade de taxar o correio grossista, como forma de combater o lixo que nos inunda as caixas de correio electrónico. A ideia foi lançada há dias por Bill Gates, na intervenção que fez no World Economic Forum, em Davos, na Suiça, e foi logo objecto de fortes críticas. Mas parece que está a ser examinada nas suas implicações. Num artigo intitulado "Gates Backs E-Mail Stamp in War on Spam", publicado hoje no New York Times, equacionam-se as dificuldades e vantagens de tal tipo de soluções (que já haviam, de resto) motivado algumas pertinentes reflexões da parte de Pedro Fonseca, no Contrafactos e Argumentos). Por exemplo: quem difunde uma newsletter com cinco mil assinantes pagaria uma taxa de envio como se se tratasse de spam? E para quem iria essa taxa?

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Montagem de uma tragédia televisiva No Público de hoje, Eduardo Cintra Torres aplica à análise da cobertura da morte em directo de Miklos Feher a proposta teórico-metodológica que defendeu recentemente na sua tese de mestrado no ISCTE. Essa proposta teve por base a análise da "tragédia televisiva" montada em torno da cobertura do 11 de Setembro e da queda da ponte de Entre-os-Rios. No "caso Feher", os passos de tal construção seguiram um guião que envolveu: "(...) * Adopção de estilo jornalístico emocional. Infecção do estilo emocional a toda a sociedade, a começar logo nos módicos do Hospital de Guimarães e depois à imprensa escrita e às instâncias de poder, incluindo o poder político. * Busca de bodes expiatórios (todos falsos, no caso): serviços médicos no campo, ausência de desfibrilhadores, demora da ambulância. * Transformação da vítima num herói com qualidades superiores às que realmente possuía. * Heroicização de pessoas relacionadas, em círculos concêntricos: familiares, direcção do clube, adeptos. * Criação e heroicização da personagem coro, as pessoas na rua, os que à chuva choram e querem ver o morto e querem ser multidão. * Criação do máximo número de emissões directas, todas ou quase todas sem qualquer relev?ncia informativa. Interrupção da programação normal. * Tentativa de alcançar ou forjar uma "unidade nacional" ("um país inteiro de luto", titulava a SIC), sem clubes nem partidos, única forma de justificar a tragédia televisiva. A utopia sinistra da "unidade nacional" ocupa o discurso jornalístico e das personagens ouvidas, sejam as "pessoas importantes" ou do coro popular. * Invocação da linguagem vernácula da tragédia, do destino e do divino. * Recurso ao modo de expressão melodramático: linguagem excessiva e adjectivada, novo vocabulário (Miklos passou definitivamente a Miki), emoções fortes, arquétipos maniqueístas, música pró-fúnebre nas notícias, imagens ao ralenti ou a preto e branco. A tragédia televisiva acabou da forma costumeira: com a sua apropriação pelo poder político, simbolizando a retoma do equilíbrio social anterior à tragédia. (...) Esta tragédia televisiva apresentou uma diferença face a outras como a queda da Ponte ou o 11 de Setembro: não havia razão para ela". O artigo explica porquê.

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Recomendações editoriais para a cobertura do desporto * Cada jornal deve pagar as viagens de serviço, alojamento e refeições dos seus repórteres; se existir um voo fretado para cobertura de um evento, o jornal deve, mesmo assim, pagar a sua viagem, calculando o custo da mesma num voo comercial. * Evitar participar ou trabalhar em actividades que possam criar conflitos de interesses, ou aparência de conflito, como assessorias de imprensa ou de imagem de associações desportivas. * Não aceitar refeições, descontos, brindes ou prendas, à excepção dos de valor insignificante, também disponíveis ao público; * Se for impossível devolver um donativo ou uma prenda, estes devem ser entregues a uma associação de caridade; não aceitar facilidades, como uso de equipamentos desportivos (ginásios, campos de ténis, etc.), a não ser para efeitos de trabalho. * Não aceitar oferta de bilhetes, à excepção de credenciais necessárias à cobertura de um evento. * Analisar as implicações da participação em votações para prémios e nomeações no âmbito de associações desportivas, evitando conflitos de interesse. * Seguir princípios éticos, observando as regras previstas para o uso de fontes anónimas e verificando a informação obtida através de fontes indirectas. * A citação de informação obtida em «segunda mão» deve ser comunicada aos leitores. * A distribuição de tarefas aos repórteres deve ser feita com base no mérito, sem preconceitos de raça ou género. (Recomendações da Associated Press Sports Editors (APSE), citadas pela provedora do leitor do DN, Estrela Serrano).

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Os perigos de entrar na blogosfera Habitualmente tende-se a focar mais as vantagens e virtualidades dos weblogs do que os riscos e problemas que eles podem trazer a quem os utiliza. Um texto - "You're Fired" - publicado no New York Post, chama a atenção para este lado menos entusiasmante, com referência a vários casos: "What would seem to be a relatively harmless pastime is often anything but - many bloggers have been fired, lost friendships, destroyed relationships, and invited unwanted harassers and stalkers into their lives."

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Para onde vão os blogs? "Hacia donde van los webblogs?", pergunta Eduardo Manchón. Vale a pena ler o texto e este comentário (dica de Grimoire).

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Marcelo e o Expresso Marcelo Rebelo de Sousa terminou o seu "show" de hoje na TVI com uma catilinária contra "uns rapazes assessores do PSD que andam a fazer garotices, pensando que estão a fazer política" (não é literal, mas a ideia foi essa). Referia-se a "notícias" vindas a lume este fim de semana, segundo as quais ele próprio poderia vir a ser indicado pelo Governo para a Comissão Europeia e Alberto João Jardim iria deixar o Governo da Madeira e assumir o cargo de presidente da Assembleia da República. As referidas "notícias" foram publicadas no Expresso, como lembrou Marcelo. Que zurziu forte e feio em alguns sectores do PSD, mas não teve uma palavra para caracterizar um jornalismo que dá como notícias o que, segundo ele, não seriam mais do que manobras de fontes interessadas. Das duas, uma: ou há fundamento, e os comentários de Marcelo não fazem sentido (ou fazem apenas na medida em que ele próprio está parcialmente envolvido); ou não há fundamento e então o jornalismo do Expresso não pode deixar de ser questionado. Aqui vale a pena recordar as afirmações de há dias do director, José António Saraiva("Os Jornalistas", in Expresso Online, 20.1.2004): " (...) é bom que se comece a separar o trigo do joio e não se confunda o mau com o bom jornalismo, o jornalismo sério com o jornalismo sensacionalista, o jornalismo com regras com o jornalismo sem regras, o jornalismo que respeita a dignidade das pessoas com o jornalismo que salpica de lama toda a gente. O jornalismo que o EXPRESSO faz não tem nada que ver com o jornalismo que se faz em alguns jornais. Em relação a esse tipo de jornalismo, não devemos ser cúmplices - temos de ser críticos. Para o jornalismo melhorar, é necessário que se comece a denunciar os excessos e os atropelos. Juntar comida boa com comida estragada não dá comida assim-assim - dá comida estragada. Juntar todo o jornalismo no mesmo saco conduzirá inevitavelmente ao descrédito de todos os jornalistas." Sobre o jornalismo do Expresso, leia-se também o post "Uma triste referência", de Luís Nazaré, no blog Causa Nossa.

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Ex-director geral da BBC acusa Blair Em entrevista dada hoje à edição semanal do Times (acesso pago), o ex-director geral da BBC Greg Dyke acusa o governo de Tony Blair - e particularmemente o seu ex-director de comunicação Alastair Campbell - de pressões sobre a redacção do operador público. "Pressionava sistematicamente os jornalistas que se negavam a reproduzir a sua versão dos acontecimentos", denuncia Dyke. Acusa ainda Campbell de negar informações veiculadas pela BBC, que vinham, posteriormente, a verificar-se verdadeiras. (Fonte: Di?rio Digital) À margem: a notícia que sobre esta matéria traz hoje o Diário Digital constitui, em vários parágrafos, a tradução literal de um serviço da agência espanhola EFE, publicado, por exemplo, no site de El Mundo. Não custava nada atribuir a fonte. de resto, as traduções literais têm destas coisas: a dado passo diz-se que Campbell "foi exonerado pelo juiz Brian Hutton". Ora a frase ganharia em clareza se palavra espanhola "exonerado" fosse traduzida por "desculpabilizado".

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O jornalismo e a justiça O programa de A Dois "Clube de Jornalistas" aborda, na edição de hoje, o tema, glosado nas últimas semanas, das relações entre jornalismo e justiça. O jornalista e presidente do Conselho deontológico, Óscar Mascarenhas, a juíza Fátima Mata-Mouros, e o advogado e representante da Ordem dos Advogados João Miguel Barros serão os convidados de Ribeiro Cardoso.

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Lidos... A revista Media XXI correspondente ao bimestre Novembro/Dezembro inclui um dossier sobre a "Concentração nos Media". a "Meios" de Dezembro apresenta como tema principal um estudo designado "A Internet e a Imprensa em Portugal".

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