Weblogue colectivo do projecto Mediascópio - CECS / Universidade do Minho | RSS: ATOM 0.3 |



"A Folha" despede e não noticia Apesar de ter andado nesta semana por terras brasileiras, só hoje pude ler a coluna de domingo do ombudsman da Folha de São Paulo, Marcelo Beraba. E as notícias que ele nos trouxe não são animadoras. Tomando por pretexto a dívida de 290 milhões de reais, a Empresa Folha da Manhã, que edita a Folha, despediu cerca de 200 dos quase 1.300 funcionários das várias publicações do grupo, o que representa um corte de 18% das despesas com pessoal. Na Redação da Folha, principal título da empresa, foram demitidos 35 jornalistas. "Diferentemente de outros cortes, salienta Marceo Beraba, esse atingiu a elite do jornal. Foram demitidos cinco editores, um fato inédito na história da Folha se consideramos apenas cortes por razões financeiras. Entre os demitidos (agora ou no futuro próximo), estão vários jornalistas com mais de 20 anos de profissão e com especializações em áreas complexas, como ciências, saúde e economia". A questão também levantada pelo ombudsman é que a Folha não noticicou nada disto. Os interessados na informação tiveram de a ir procurar noutro sítio. Ora: "O jornal, que tem a obrigação de cobrir as crises dos governos, das empresas públicas e das empresas privadas, optou por não soltar nenhum comunicado oficial, e isso é um erro. A sociedade reivindica, cada vez mais e com razão, transparência por parte dos meios de comunicação. A saúde financeira dos jornais interessa aos seus leitores porque está em jogo a independência e a credibilidade desses veículos que eles escolheram para comprar, se informar e interagir."

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Al Qaeda e John Kerry A captura de um alto responsável da organização terrorista Al Qaeda, pela qual os EUA haviam oferecido 25 milhões de dólares, concretizou-se há dias, mas foi mantida em segredo, para ser "largada" escassas horas antes do discurso de aceitação de John Kerry como candidato democrata às presidenciais norte-americanas. Escreve Howard Kurtz, no Washington Post: "The arrest was actually made Sunday, the AP reported from Islamabad. But the capture was announced Thursday. The bulletins hit the wires soon after 3 p.m., or about seven hours before John Kerry delivers his acceptance speech." Ler, sobre este assunto, um texto da revista The New Republic, do princípio deste mês, intitulado Pakistan for Bush.

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"Langue de bois" A Direcção Editorial do Público insere hoje uma nota na edição Minho em que, em vez de reconhecer que fracassou quanto ao projecto de uma edição regional, se perde em prosa como esta: a " Direcção do PÚBLICO teve em consideração os inúmeros sinais que nos foram chegando sobre a sua aceitação pelos leitores e decidiu regressar à fórmula anterior, na qual o tratamento noticioso da região se inseria no espaço alargado do Norte" Consequência: "Neste contexto, informamos os nossos leitores que o Local Minho deixará de ter existência autónoma a partir do próximo dia 15 de Agosto". Não é possível saber que "inúmeros sinais" foram esses que a Direcção recebeu. Fica, porém, a pergunta: será que a Direcção fez tudo o que podia para fazer vingar o projecto?

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Más notícias  Segundo avança hoje o DN, o Público prepara-se para encerrar o caderno Local Minho, e para fazer cortes no Local Centro.

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Publicidade: "Neuromarketing" e pessoas "reais"   Porque é que a Coca-Cola vende mais do que a Pepsi quando, em testes em que as bebidas não são identificadas, a maioria prefere o sabor da segunda marca? Está tudo no cérebro, diz o cienstista Read Montague. A notícia é importante para publicitários, já que mexe com conceitos como "brand recognition" e o novíssimo "neuromarketing". A história pode ser lida no Guardian (registo gratuito necessário).   Entretanto, a Dove lançou no final de Março uma campanha para um dos seus produtos, na qual utiliza mulheres "reais", de todas as cores e tamanhos, em vez das vulgares modelos super-magras. A razão? "Stick-thin airbrushed models make women feel bad about themselves". O resultado? Foi divulgado agora: um aumento de 700 por cento na venda desse produto. Sim, leram bem, 700 por cento.

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Weblogues e jornalismo: o caso português "Weblogs and Journalism: an uneasy relation (the Portuguese case)" foi o tema da comunicação que o Luís Santos, do Atrium,  e eu próprio apresentámos ontem na conferência internacional da IAMCR, a decorrer até sexta-feira, na cidade brasileira de Porto Alegre. Foi interessante a experiência da apresentação. Em primeiro lugar, porque permitiu conhecer a Raquel Recuero, uma entusiasta dos blogs e, particularmente, dos blogs lusos de jornalismo e comunicação. Depois, porque, no fim da apresentaçao, um académico, confundido com as questões lançadas para a mesa, pretendeu saber em que corrente teórica é essas questões poderiam ser filiadas. Deixo aqui o resumo do texto que estará brevemente disponível no site da conferência:

Portugal's adherence to weblogs has experienced both an explosion and a shift in nature in 2003. Indeed, the year began with less than 200 registered weblogs and ended with more than 3000. The initial close knit community, where weblogs were predominantly used for personal expression, gave way to a more heterogeneous one, with some newcomers assuming the activity in a semi-professional manner.  People with a special interest in the dissemination of information were amongst this group fuelling a debate (or debates) on weblogs as a new form of journalism (unedited and participatory) and on the role of traditional media. The first national weblog meeting - which took place at Universidade do Minho - reflected such discussions further. In this paper - produced under the scope of an ongoing project of observation of media and society interaction in Portugal, Mediascópio - we will depart from an analysis of media reports and weblogs' posts to present an exploratory framework of the intersections between Portuguese journalism and weblogs and try to discuss possible symptoms of change in the perception that journalists have of their audiences.

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Audiências: imprensa e rádio   Foram já divulgados os dados da Marktest relativos às audiências do período Abril-Junho deste ano, no que toca a rádio e imprensa. Em resumo, embora se tenha verificado uma quebra global de um ponto percentual no número de ouvintes de rádio (ver notícia do Público - Última Hora), o grupo Renascença continua à frente da tabela, liderada pela RFM (ver notícia do Público) e a Media Capital obtém a maior subida do período (ver notícia do DN). Relativamente à imprensa, o JN mantém uma posição de liderança nos jornais diários generalistas, e o Expresso nos jornais semanais, embora o cenário comum seja de decréscimo de audiências (ver notícias do DN e JN).

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Repórter júnior   Entre os cerca de 15 mil jornalistas acreditados para a cobertura da Convenção do Partido Democrata que decorre por estes dias nos EUA, há uma mão cheia de repórteres que se destacam pela idade: 12 a 14 anos. Não há nada como começar cedo!... A história é contada pelo jornal The Boston Globe (dica: Journalism.org).

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Campanhas, políticos e... webdesign Outro texto retirado da Wired: "Unleashing the Web Police" (parte 1 e parte 2), sobre a relação que os políticos norte-americanos estabelecem com os eleitores através da Internet. O autor do texto, Adam L. Penenberg, compara os sites de campanha dos actuais candidatos às presidenciais nos EUA, e chega a algumas conclusões interessantes: "In the end, it may not matter what kind of information appears on the candidates' websites, as long as they have a cool design". Assustador ou apenas reflexo dos tempos?

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Blogs empresariais e comunicação com clientes Para quem estiver interessado em possíveis aplicações empresariais dos blogs, no que respeita às relações com os clientes, aqui ficam os links de um texto publicado na Wired: "The Empire Blogs Back" (parte 1 e parte 2).

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Abrandamento Nos próximos tempos, o ritmo de actualização do J&C abrandará um pouco. Primeiro pela ausência no Brasil, para participar na conferência internacional da IAMCR (International Association of Media and Communication Research), com uma comunicação preparada com a Helena Sousa, sobre o tema "The Economics of Public Service Television and the Citizenship Rhetoric". Depois, devido às férias. Fica o resumo da comunicação em Porto Alegre: ?The increasing participation of citizens in the definition and implementation of the Public Service Broadcasting channels has been presented by several authors as the way forward for the uncertain non-commercial television sector. Facing fierce competition and financially stretched, PSB operators face the redefinition of their traditional role. Depending generically from the governments and/or from regulatory bodies, the reconfiguration of public televisions is perceived as an inevitability and the participatory argument has been integrated in political discourses. The Portuguese PSB, Radiotelevisão Portuguesa (RTP), is no exception to this general framework. Neglected by the socialists (in power from 1996 to 2002) and unable to solve its enormous debt, RTP was just there to be redesigned by the conservative government in office since 2002. Indeed, the current executive perceived the restructuring of RTP as a major political goal. In the strategic document «New Options for the Audiovisual Sector» (2002), the government clarified its intention to reduce the existing two national generalist public service channels to only one. RTP1 was to remain as a generalist channel whilst RTP2 was to be handed out to civil society. According to the government this channel, provisionally called «Civil Society channel» would be a medium of «direct communication and relationship between different partners and the public, without the state intermediation». However, so far RTP2, (renamed A Dois) is still far from any consistent participatory model but the government has already managed to substantially reduce costs. This article aims to demonstrate the deep difference between political promise and political delivery. As far as the rhetoric went, citizens had the centre-stage in this new participatory model but as far as reality can show up to now it is economics rather than citizenry that is at the very heart of the new strategy."

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Programa do Governo para o sector da Comunicação Social O programa do XVI Governo para o sector da Comunicação Social acaba de ser disponibilizado no portal do Governo. As medidas e linhas de actuação definidas no documento surgem  no capítulo "Investir na qualificação dos Portugueses". Compõem o capítulo matérias como o serviço público de rádio e televisão, a reforma da comunicação regional e local, a nova autoridade reguladora dos media e as novas plataformas alternativas à difusão hertziana.

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Empresas de media e a UE A ler: Pinto Balsemão, enquanto presidente do Conselho dos Editores Europeus, escreve hoje no DN sobre "O atraso do mercado interno da UE", naquilo que diz respeito a editores de imprensa e Internet, e organismos de radiodifusão.  

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"Gente capaz de comer tudo o que se lhe dá" O Público escreve:

"O PSD exigiu a Pedro Santana Lopes que houvesse um lugar de secretário de Estado atribuído a este partido no Ministério da Defesa de Paulo Portas e foi, por isso, que à última hora a lista dos secretários de Estado foi alterada."
Pacheco Pereira comenta:
"Gostava muito de saber quem é o sujeito da frase, quem é esse "PSD" que "exige" coisas ao Primeiro-Ministro. O nosso jornalismo comprova todos os dias que há gente capaz de comer tudo o que se lhe dá".

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elmundo.es - 'Cuadernos de periodistas', una nueva revista para los informadores

"Cuadernos de Periodistas" lançado em Madrid A Asociación de la Prensa de Madrid acaba de publicar uma revista -  'Cuadernos de periodistas' - que se propõe abordar a problemática da profissão de jornalista. De periodicidade trimestral, a revista trata, em parte das 121 páginas desta primeira edição, um tema bem candente e polémico: "Jornalismo sem jornalistas" (Fonte: El Mundo).

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U.S. MEDIA RETURNS TO ITS ROOTS: PARTISANSHIP AND BALLYHOO

O jornalismo 30 anos depois do Watergate Há 30 anos, precisamente por estes dias, estava ao rubro a contestação à administração de Richard Nixon, na sequência da revelação do escândalo Watergate, no Washington Post. O presidente dos EUA viria, de facto, a demitir-se a 8 de Agosto de 1974. Vale a pena, a este respeito, ler "U.S. media returns to its roots: partisanship and ballyhoo -Surveying the Sad Decline of the News Business Since the Triumph of Watergate" . Vem na Ad Age. com

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"Clube de Jornalistas" debate cobertura da crise política O modo como os media, e em particular a imprensa, cobriram a recente crise política é o tema da edição de hoje do programa "Clube de Jornalistas", em "A Dois". Moderado por Estrela Serrano, no debate participam Rogério Rodrigues, director adjunto de A Capital, Francisco Sarsfield Cabral, director de Informação da Rádio Renascença, e Manuel Pinto, docente da Universidade do Minho. O programa é emitido à meia-noite.

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"Leituras das Notícias" Cristina Ponte, professora da Universidade Nova de Lisboa, acaba de publicar nos Livros Horizontes o livro "Leituras das Notícias - Contributos para uma Análise do Discurso Jornalístico". Este trabalho retoma, de forma mais condensada, a fundamentação teórica da sua tese de doutoramento, que estudou a representação das crianças na imprensa (esse trabalho está já anunciado como estando para publicação na Imprensa de Ciências Sociais). O livro agora publicado aborda três grandes eixos dos estudos jornalísticos: o jornalismo enquanto género de discurso (pondo-o em diálogo com a literatura); o jornalismo como forma de conhecimento; e a importância do conceito de noticiabilidade em jornalismo. Lentamente, começamos a dispor de instrumentos para pensar não apenas as práticas e os "produtos" profissionais, mas o próprio papel do jornalismo na sociedade. Aqui está um contributo importante nesse sentido.

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Audio-blogging a partir da Convenção democrata Jay Rosen anuncia no Press Think: "I have been cramming with tech people at NYU and if things work the way we've planned, if the WiFi is working, and if I don't screw it up with my own green hands, I will be audio-blogging from Boston, posting edited interviews (and maybe my own voice commentaries) on a University server and linking to them at PressThink. (MP3 format.) I have a nifty new SONY Digitial Hand Held ICD-BM1 audio recorder, which I have been fooling around with. Will try to post a test file in the next day or so".

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Pormenores Os ministérios ou secretarias de Estado espalhados por vários pontos do país; a redução do número de ministérios e de secretarias de Estado; as performances de Paulo Portas em frente às câmaras (para expressar esgares de estupefacção pela designação da pasta que ia sobraçar) e aos microfones para anunciar as virtudes e capacidades da "neta e filha de militares" para secretária da Defesa... Enfim... "possibilidades"! Pormenores.

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D. Wanda Morreu a mulher que conhecia os jornalistas pela voz. No tempo em que. com capacidades extraordinárias, isso ainda era possível. Lidou com a vida do Sindicato desde 1941: D. Wanda vai amanhã a enterrar. Era uma parte importante da memória deste grupo profissional. Será que alguém guardou partes das suas memórias? Complemento: ler o texto «Dona Wanda», uma colaboradora inesquecível, de João Coito, no site do Sindicato.

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Geração perdida?

Geração perdida? A televisão será mesmo um perigo para as crianças? Em excesso, sim - é o que apontam diversos estudos que têm vindo a ser realizados, abrangendo desde os efeitos fisiológicos até às dificuldades de aprendizagem ou de socialização. Um texto publicado hoje no Guardian ("Is television destroying our children's minds?") levanta questões pertinentes sobre este assunto. Aqui ficam alguns excertos: "Should parents worry about what television is doing to their children? Is it making them fatter, stupider, more violent? After all, TV has changed since today's parents were children. It's bigger, brasher and on all the time". "The content of the programmes and videos that children watch must be significant. (...) We also need to give consideration to the notion of "watching television", which might well be qualitatively very different for different children. Some might be gormlessly staring at nothing very much; others making important visual judgments". "So is watching TV a bad thing for under-twos? The research suggests no more than that it could be, while never really tackling the issue of how much TV viewing among toddlers would be regarded as excessive. Ten hours a day might be too much, but what about one hour of Teletubbies watched, in the traditional manner, with mother? Would that be a bad thing? As far as I could discover, there seems to be an inverse relationship between the anti-TV rhetoric and the plausibility of the data upon which it is based. What is also certain is that any such research is going to get a great deal of attention because so many people stand to make a lot of money out of children - programme-makers, soft-toy producers and Ritalin manufacturers among them. Not to mention all those people writing apocalyptic texts that pander to the panic of parents worried that they are raising goggle-eyed sociopaths, thanks to the chattering cyclops". 

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O Forum daTSF   Uma "longa" viagem de carro entre Braga e Covilhã (e regresso) constitui uma boa oportunidade para ouvir rádio e saborear alguns momentos excelentes (como por exemplo, o "Pessoal ...e Transmissível", de Carlos Vaz Marques, que ontem, em reposição, trazia a antena o guitarrista Pedro Jóia). Também ontem, Manuel Acácio conduzia, depois das 10, o Fórum da TSF, desta vez dedicado aos problemas que se anunciam para o arranque do ano lectivo, daqui a menos de dois meses. Escutando a diversidade de contributos, a pertinência dos argumentos, a pungência de alguns casos relatados, dei-me conta daquilo que parece óbvio - o serviço público que este tipo de programas constitui. E lembrei-me que seria bem interessante articular este tipo de foruns com jornais que, no dia seguinte, editariam, em duas ou três páginas, o mais importante do que esses espaços apresentam: e daria para ter depoimentos e casos do quotidiano das pessoas, "reportagem" composta com os argumentos aduzidos em torno do tema debatido, comentários de especialistas,  e ventualmente, uma análise mais distanciada ou mesmo uma nota editorial acrescentada pelo jornal.

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Jornalismo de "possíveis" Na mesma TSF do Fórum, vem hoje, no site, este título, que se pode considerar espantoso: "Lista de possíveis Secretários de Estado". É um refinamento da lógica do jornalismo de palpites. Porque não, a seguir, listas de possíveis medidas do novo executivo, listas de possíveis prioridades, listas de possíveis tensões entre ministros e secretários de Estado, etc?

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Modalidades de derrapagem jornalística Sugiro a leitura do texto editado de um chat com o sociólogo francês especialista dos media Jean-Marie Charon, ontem publicado por Le Monde, e intitulado "Quand les médias s'emballent" (que se poderia traduduzir por algo como "Quando os media disparam", no sentido de forjar um determinado sentido com base na ligação entre factos por vezes nem sequer verificados). O tema parte de alguns casos recentes a propósito de fenómenos de anti-semitismo em que esteve presente "l'existence d'un climat d'attente, une sorte de disponibilité à l'égard d'un certain nombre de faits qui vont paraître crédibles au regard d'une série d'éléments ou d'événements qui ont déjà eu lieu". Charon introduz um tema interesssante na reflexão que faz sobre casos destes: "Tous les médias ne sont pas sur la même logique. Les quotidiens notamment nationaux, qui disposent d'équipes de traitement de faits divers plus expérimentées, plus nombreuses, plus aguerries, vont généralement tenter de vérifier davantage, d'obtenir plus de précisions, alors que les médias audiovisuels, qui travaillent plus rapidement, qui ont moins de journalistes spécialisés dans ces affaires, vont, eux, être davantage disponibles à ces phénomènes et auront moins les moyens de prendre du recul par rapport à eux".

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200 pontos de wi-fi na Universidade do Minho   A ideia de uma "universidade sem muros" vai avançando na Univerisdade do Minho. Desde hoje, é possível aceder à Internet e consultar uma série de serviços da Intranet nas zonas do campus de Gualtar (em Braga) e de Azurém (em Guimarães) sem estar ligado fisicamente à rede. Num investimento que rondou os 300 mil euros, passou a haver cerca de 200 pontos de acesso à rede wi-fi, o que poderá fazer crescer substancialmente o número dos utilizadores de wi-fi, actualmente na casa dos 1300.

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Os media não estão a servir o público   O colunista norte-americano Bill Press, que já foi um dos protagonistas do programa Crossfire, faz uma análise cáustica ao papel dos media "main stream" dos EUA. Um excerto da entrevista que deu ao Media Bistro: "I don't believe the media are serving the public well today because I don't think the media are doing their job of being fiercely objective, doing their homework, and laying the facts on the table and letting the chips fall where they may".  

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Códigos de ética   É curioso como, para enunciar de forma sistemática e sintética os princípios da ética jornalística, se recorre por vezes a imagens e metáforas de outros foros, como o militar e o religioso. Refiro hoje dois textos: Trincheiras éticas en la redacción, de Javier Darío Restrepo, publicado no mês passado, na revista Pulso del Periodismo, e Diez mandamientos del periodismo, de José Luis Esquivel Hernández, publicado na Revista Mexicana de Comunicación. Do primeiro deles resumo os pontos sublinhados por Darío Restrepo:

"1. La independencia respecto de todos los poderes, especialmente frente al poder gubernamental y el político; porque les da a los lectores la garantía de una información no manipulada ni manipuladora. 2. El compromiso con la verdad, que es una respuesta a lo que el lector quiere encontrar cuando abre sus páginas. 3. Una buena información, en la que se encuentren todos los ángulos de los hechos. 4. Que esté bien escrito y, por tanto, fácil y agradable de leer. 5. Información con valor agregado, esto es, que no se limite a contar sino que explique. 6. Bien editado, porque es un elemento técnico que ayuda a la comprensión. 7. Con agenda propia, que le dé personalidad y lo convierta en un producto que no puede ser reemplazado por otro similar. 8. Que sea capaz de reconocer sus errores; este reconocimiento deja en el lector la convicción de que para el periódico la verdad está por encima de cualquiera otra consideración. 9. Atención a las buenas noticias, lo que supone más profesionalismo y técnica que la sola difusión de malas noticias."

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Código de ética da Al-Jazeera   Já é possível ler o código de ética da Al-Jazeera, apresentado na semana passada, num encontro promovido pelo canal árabe, sediado no Qatar. É um decálogo breve que contempla, em traços gerais, o que é comum encontrar no Ocidente. (fonte: Editorsweblog.org)

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Jornal shiita radical pode reabrir no Iraque   O New York Times publica a notícia da reabertura do jornal radical shiita Al Hawza, cujo encerramento, no final de Março, esteve imediatamente na origem do levantmento das milícias do dirigente Moktada Al-Sadr. Segundo o diário, a decisão foi anunciada pelo primeiro ministro iraquiano Iyad Allawi  e assumida em nome da liberdade de imprensa, sendo entendida como um gesto de boa vontade relativamemnte ao clérigo shiita.

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Ofcom Website | Ofcom Broadcasting Code focuses on protection of minors and importance of freedom of expression

Novos códigos no Reino Unido   A entidade reguladora da comunicação e dos media do Reino Unido, OFCOM,  tem vindo a disponibilizar novas versões de códigos diversos, que se encontravam definidos por organizações autónomas.  É o caso do Broadcasting Code on protection of minors and importance of freedom of expression e, agora, o documento de consulta sobre a publicidade a bebidas alcoólicas.

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Tirar ilações dos erros cometidos   Errar é humano. Reconhecer e corrigir o erro também é, mas menos. No Brasil, um jornalista veterano, Ricardo A. Setti, tinha uma coluna de crítica dos media na revista Exame. Cometeu um erro de precipitação e presunção: para abordar um assunto "quente", comentou como se já tivesse ocorrido "algo que tinha 99% de chances de acontecer, mas não aconteceu". A revista foi impressa com o erro (relativo a um projecto de emenda constitucional disciplinando a composição das Câmaras Municipais) . Perante o facto, tomou duas decisões:

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Política-espectáculo   Judite de Sousa reflecte, no "Jornal de Notícias", sobre o papel da televisão e dos media na vida política dos nossos dias. Faz a defesa da ideia de que, actualmente, "o escrutínio da opinião pública através da Comunicação Social é constante". Considera que "só por preconceito é que alguns olharão para os políticos mais mediáticos de soslaio", uma vez que "ser mediático não é um defeito, é uma qualidade que corresponde às exigências do nosso tempo desde que os media sejam correctamente utilizados, no respeito pelos princípios da liberdade e do pluralismo". Porém, não irá longe de mais a jornalista, ao defender que "com Santana Lopes e José Sócrates, a televisão antecipou a História muito antes dos factos acontecerem"?

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Novo editor de texto do Blogger   Só hoje me dei conta de que o Blogger.com passou a disponibilizar um editor de texto muito mais rico: permite formatar, colorir, alterar a fonte e o corpo do texto, etc. Só não percebo porque é que não foi ainda corrigida a funcionalidade do itálico (quando se clica no comando do itálico, sai o bold, o que obriga a ir ao código de html e fazer as necessárias alterações). Ou será nabice minha? (bem provável).    

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Sobre o editorial de hoje de "A Capital" 1. O director-adjunto de "A Capital", Rogério Rodrigues (RR), mostra-se muito agastado com as reacções ao comportamento de A Capital, especialmente na última semana. Duvido que as críticas que endereça, no editorial de hoje (cf. O problema das fontes ), tenham sido apontadas ao alvo mais adequado, mas cada um sabe as linhas com que se cose. 2. Partilho integralmente da opinião daqueles que saudaram a atitude da Direcção editorial de pedir desculpas aos leitores e de colocar o lugar à disposição. Mas devo confessar o desapontamento quando o director vem dizer que, com as mesmas fontes, tornaria a fazer o que fez e o director-adjunto reafirma, no texto da edição de hoje, que as fontes em que se apoiou são credíveis. Como podem manter a credibilidade se se revelaram completamente erradas, a ponto de não terem transmitido sequer uma sombra de dúvida que levasse o jornal a colocar um "bemol" no tom peremptório das suas manchetes? 3. Concordo com RR que o "problema das fontes" é muito sério e carece de debate. Mais ainda, no actual contexto e nos desenvolvimentos políticos que se desenham para o futuro próximo. Mas pode RR ficar sossegado: estou longe de advogar um jornalismo de "press releases". Mas advogo prudência e distanciamento face às fontes, mesmo ás mais credíveis. E fico preocupado que RR acredite que há fontes de informação desinteressadas. Porque aquilo que, a meu ver, RR esquece no seu texto, é que os leitores também contam. Se se instala nos leitores a desconfiança acerca da credibilidade da informação não será que isso compromete os fundamentos do direito à informação? Por conseguinte, é verdade que há aqui um "problema das fontes", mas ele não pode ser devidamente equacionado sem levar em consideração o ponto de vista dos direitos dos cidadãos. 4. Quero esclarecer que não está aqui em causa o apreço que tenho por Luís Osório e Rogério Rodrigues. Mas o apreço não nos pode inibir de debater o jornalismo que se faz. E esse debate, no caso em apreço, tem por matéria aquilo que foi publicado. A que propósito é que RR pretende que eu o tivesse ouvido, antes de dizer o que disse ao DN de ontem? 5. As picardias que RR escreve sobre os "académicos" devem dirigir-se a um tipo de gente que eu sei que existe mas em que não me revejo. Esse "peditório" da contraposição académicos-jornalistas já deu o que tinha a dar. Isto é: não levou a parte nenhuma. Talvez os dois lados tenham algo a aprender, escutando-se reciprocamente. Preferia ir por aí.

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Índice de desenvolvimento Humano: compreender o mundo que habitamos O Relatório do Desenvolvimento Humano 2004, hoje dado a conhecer, é deidicado, nesta edição, ao desenvolvimento e diversidade cultural, num mundo cada vez mais global. O índice de desenvolvimento humano, apurado num extenso capítulo de sistematização de dados estatísticos, e em que Portugal surge em 26ª posição, constitui uma fonte quase inesgotável de evidenciação daquilo que é o nosso mundo, nas suas realizações, desigualdades, contradições e potencialidades.O documento constitui, igualmente, uma fonte de extraordinário alcance para nos vermos, como país, num contexto mais vasto. Seria pena que o tratamento jornalístico de um estudo destes se limitasse à notícia da praxe, que destaca a descida de Portugal, mas não vai ao âmago das questões. Esperemos para ver quem vai (pode ou quer ir) além do "jornalismo preguiçoso" que não sai do resumo do "press release". (Existem versões em português, castelhano, francês e inglês).

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Provedor dos provedores Rogério Santos, do Indústrias Culturais, tem sido dos leitores mais críticos e atentos do trabalho dos provedores dos diários portugueses, o que estes provedores só podem agradecer, uma vez que realizam um trabalho que, pelo que me toca, tem muito de solitário. Começa por levantar uma questão que pode ser irrelevante se analisada numa única coluna ou edição de jornal, mas que é muito pertinente quando se considera o factor duração: as cartas dos leitores. A experiência diz-me que são muito poucos os leitores que assumem os seus direitos de cidadania neste terreno, não apenas para criticar, mas para debater, propor, apontar silêncios, cumplicidades... Sugere, neste contexto Rogério Santos que seja prestada mais atenção às cartas ao director. Concordo que os jornais, de um modo geral poderiam dar outra atenção e outra dignidade a essa forma de participação. Admito também que, em alguns casos, o conteúdo dessas cartas possa conter matéria de interesse para o provedor. Mas a ideia que tenho é que a grande maioria desses textos discute os assuntos publicados pelo jornal ou por outros media, levanta assuntos novos ou comenta o que outros leitores já escreveram. Mas é um campo a que se pode prestar mais atenção. Sem discutir, agora e aqui, a eficácia da função do provedor e os modos distintos de realizar essa função, um aspecto fundamental parece-me ser a iliteracia mediática e uma vivência democrática reduzida a um conjunto de aspectos formais. Mas estes são tópicos para um debate a prosseguir.

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Os media e os espectáculos em política O psiquiatra e psicanalista portuense Jaime Milheiro tem hoje um texto no Público que pode dar uma ajuda ao entendimento do que seja governar com espectáculo. Recorrrendo à metáfora da fruta podre, deixa um aviso que importa registar: "(...) as multidões aplaudirão, as superfícies regurgitarão, os teatros encantarão. A bênção da comunicação social substituirá a faca, cuja falta já ninguém nota."

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The New York Times > International > Middle East > Television: Al Jazeera Adopts a New Code of Accuracy and Good Taste

Al Jazeera aprova código de rigor e bom gosto O canal árabe Al Jazeera acaba de aprovar um novo código de ética que visa reforçar o equilíbrio e sensibilidade na reportagem. A iniciativa foi anunciada no final de uma reunião de dois dias realizada esta semana no Qatar. O canal tem estado no centro de uma fortíssima pressão dos EUA, que o acusa de actividade anti-americana. Segundo The New York Times, no novo código, a Al Jazeera assume o direito de reportar sobre "o lado mais feio da guerra" mas anuncia ir prestar mais atenção ao tratamento de imagens que possam ferir as sensibilidades quer dos árabes quer dos ocidentais.

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New on the endangered species list: the bookworm | csmonitor.com

Tendências no mundo dos livros e da leitura Leitura sugerida: New on the endangered species list: the bookworm, no Christian Science Monitor

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Notas sobre os dias que passam Viu-se isso nas duas últimas semanas e volta a ler-se nestes dias. É um processo que não tem nada de novo, mas que ganha novos contornos, no quadro político que se encontra em reformulação. Anuncia-se algo, anuncia-se um facto como se ele fosse antecipadamente seguro e inevitável ou estivesse prestes a ocorrer e, se os factos mostrarem que esse algo afinal não se confirma, é porque alguém recuou. A responsabilidade é sempre dos factos e dos actores nele envolvidos. Não de quem os noticia - os noticia ... sem fontes, recorrendo calmamente a essa expressão suprema da retórica do anonimato das fontes que é o "segundo apurou o jornal X". Quem é que havia de "apurar"? A questão é que, na ânsia de dar informação em primeira mão e de bater a concorrência, se transforma o jornalismo num teatro de sombras, encenado por lógicas exteriores ao jornalismo e comprometendo, dessa forma, a credibilidade da própria informação. É um caminho que pode parecer sedutor no imediato. Que até pode trazer alguns êxitos aparentes. O saldo final poderá ser, porém, o descrédito do jornalismo. Ora o descrédito do jornalismo é, hoje muito mais do que ontem, necessariamente o descrédito da liberdade e da democracia. Em tempo: O director de "A Capital", em coerência com o editorial que assinou no sábado, pedidndo desculpas aos leitores, pôs o seu lugar à disposição e solicitou uma posição do Conselho de Redacção (CR). "Este, antes de se pronunciar - informa o "Diário de Notícias" - quer saber a opinião dos jornalistas, que se pronunciarão hoje pelas 15.00". O caso de "A Capital" representou, no meu modo de ver, não o totalmente diverso, mas o extremo de um continuum em que muitos outros jornais se inscrevem.

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"Democracia inacabada: os media e as liberdade política em Angola" O relatório da Human Rights Watch "Unfinished Democracy: Media and Political Freedoms in Angola", a que o Público faz referência na sua edição de hoje, pode ser consultado integralmente no site da organização. Eis alguns dos pontos do índice:

Times of War The Situation Today International Legal Standards on Freedom of Expression and Assembly Angolan Legislation Need for Reform of Angolan Laws Arbitrary Imprisonment, Violence, and Threats against Journalists Misuse of Defamation Laws Restrictions on Private Radio Access to Official Information and State Owned Media Obstacles to Distribution of Private Newspapers Artistic Expression Threats and Attacks against Activists Registration Requirements as a Means of Limiting Freedom of Association.

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Frase do dia "O tempo vai de poses, de imagens compostas para televisões ou auditórios, de peito inchado a dizer que se vai fazer e acontecer e ser. Mas, como diz o refrão do Sérgio Godinho, pode alguém ser quem não é?..." Joaquim Fidalgo, in Público

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Para a história da profissão de jornalista em Portugal O facto de me encontrar fora do país no período em que o livro veio para o mercado, só agora tive ocasião de analisar o trabalho de Rosa Maria Sobreira, intitulado "Os jornalistas portugueses 1933-1974, uma profissão em construção" (Livros Horizonte, 2003). É certamente um daqueles livros que marcarão a produção bibliográfica e o conhecimento sobre o campo jornalístico e um contributo de largo alcance para compreender o modo como a profissão foi ganhando contornos e ossatura. Digamos que não é ainda uma história da profissão de jornalista em Portugal, mas é, seguramente, um contributo marcante para essa empresa, que contou com a prospecção de um significativo corpus de materiais que ainda não tinham sido estudados de uma forma sistemática. Observando as questões suscitadas pela autora, os limites que ela própria apresenta para o seu trabalho (que teve por base uma tese de mestrado), o período por ela coberto, a carência de monografias sobre casos, nomes, eventos, etc - por tudo isso nos damos conta da vastidão do que falta estudar e de como o conhecimento dessa realidade nos poderia ajudar a iluminar os desafios e dificuldades presentes do jornalismo e da própria osciedade.

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MediaGuardian.co.uk

Os cem mais do Reino Unido Pelo quarto ano, The Media Guardian publica a lista dos cem mais poderosos do sector dos media. Um territótio quase só masculino, com um peso enorme do número 1: Rupert Murdoch. Eis os primeiros cinco postos: 1. Rupert Murdoch (Sky, The Times, etc, etc...) 2. Michael Grade (presidente, BBC) 3. David Currie (presidente, OFCOM, entidade reguladora) 4. Sir Peter Burt (presidente ITV) 5. Tessa Jowell (ministra, Cultura,Media e Desporto)

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Presente em 109 países e com 150 milhões de lucro Adivinha de Marie Benilde, em Le Monde Diplomatique: "Quel rapport entre une bouteille de Coca-Cola, une Carte bleue Visa, un produit pharmaceutique Pfizer, un hypermarché Carrefour, un film Walt Disney, une campagne de recrutement de l'armée américaine, une stratégie d'implantation de Philip Morris en Chine? Réponse : Publicis, quatrième groupe mondial de communication avec 35 166 salariés, 32,1 milliards d'euros de chiffre d'affaires, 3,8 milliards d'euros de revenus et 150 millions d'euros de profits". Continuação AQUI.

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Ser provedor no New York Times: "Very, Very Difficult" Perguntado sobre qual considera ter sido, até agora, o maior feito do novo provedor do leitor do jornal "The New York Times", Arthur O. Sulzberger Jr., presidente da empresa, terá respondido: "a sobrevivência". E o caso não é para menos. "The Wall Street Journal" conta hoje que, cansado de ser importunado pelo provedor, o director executivo terá comentado: "Oh homem, você está a precisar de umas férias". De facto, nos sete meses que leva do cargo, Daniel Okrent não se limitou a questionar aspectos como o estilo ou o vocabulário; pôs em causa muitos hábitos adquiridos no jornal. "Very, Very Difficult" - assim classifica o próprio Okrent o seu trabalho, nestes meses iniciais.

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Réseaux vai abordar o fenómeno dos blogues A conceituada revista científica "Réseaux" vai publicar em breve um ponto de situação sobre os blogues, no quadro de uma pesquisa sobre o assunto, da autoria de uma equipa de investigação do IUT de Lannion, da Universidade de Rennes 1 (França), segundo refere o MediaTIC. O estudo está a ser realizado no quadro do projecto M@arsouin, apoiado pelo Conselho Regional da Bretanha, cujo tema central é "a expressão pública através da Internet. Informações sobre o estudo e alguns textos já produzidos podem ser enontradas no site do M@rsouin.

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Frase do dia "(...)Por mim, há muito que deixei de ler jornais e ver telejornais como um relato daquilo que se passou durante o dia. Hoje sento-me frente ao televisor e tento perceber quem é que está a tentar vender o quê a quem." Màrio Almeida, cit in Abrupto

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Director de "A Capital" pede desculpas Quem tiver presente a absoluta garantia que ao longo de toda a semana passada o jornal "A Capital" dava aos leitores de que Jorge Sampaio ia - só podia - convocar eleições, terá visto como lógico que, no sábado, o jornal tenha publicado em editorial um pedido formal de desculpas aos leitores, assinado por Luís Osório e Rogério Rodrigues, que, para que conste, começava assim: "Com base em depoimentos absolutamente fidedignos, fontes muito próximas do Presidente da República e vários conselheiros políticos, garantimos como certa a marcação de eleições antecipadas. Mantivemos essa posição praticamente desde o início e, com o passar dos dias, os outros jornais de referência aproximaram-se das nossas posições. No entanto, arriscámos mais do que os outros. (...) Na vida ganha-se e perde-se, mas na vida também é fundamental retirar ilações dos erros que se cometem. É verdade que A Capital fez um trabalho exaustivo de acompanhamento desta crise política, mas também é verdade que errou quando na primeira página informou erradamente os seus leitores. Sabemos que isso acontece em todos os jornais, sabemos até que a relação dos leitores com a matéria que lêem é todos os dias mais desconfiada. Mas a questão é que não fomos capazes de ser dignos da confiança que muitos leitores sentiram no nosso trabalho. Não fomos dignos e, por isso, pedimos desculpa. Internamente retiraremos as conclusões fundamentais para poder recuperar a sua confiança".

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Óscar Mascarenhas responde a João Paulo Meneses Sugiro um salto ao Blogouve-se, para ler a Carta Aberta ao Presidente do Conselho Deontológico do Sindiato dos Jornalistas escrita pelo sócio 1811 do SJ, João Paulo Meneses:

"(...) Se não estiveste fora de Portugal durante o último mês acompanhaste o envolvimento de alguns dos teus camaradas de profissão na cobertura do Euro-2004. E certamente não gostaste. Mas não disseste nada? Ou gostaste? Ouviste os teus camaradas a bater palmas em conferências de imprensa, ouviste jornalistas a agradecer no lugar de fazer perguntas, viste ? certamente ? jornalistas de cachecol (como já tinhas visto nas vitórias do FC Porto). Mas não disseste nada? O que se passa com o teu órgão?(...)"
E a (extensa) resposta de Óscar Mascarenhas, de que ressalto:
"(...)Nisto das palmas, agradecimentos e cachecóis, há o lado ritual e o lado ético. Quer-se um ritual de contenção e distância para garantir a veracidade e isenção do que se noticia. Então, deixa-me perguntar: os jornalistas das palmas, agradecimentos e cachecóis distorceram, mentiram ou sonegaram informação? Creio que posso afirmar que os jornalistas das conferências de imprensa foram, em regra, exactos no que ali se passou. Mas bateram palmas: não deviam, porém não mentiram. Mas agradeceram: não deviam tê-lo feito ali, deviam combinar um almoço de homenagem como fazem muitos jornalistas da política (e eu não vejo nisso nenhum mal), com políticos que se despedem ou no fim de viagens de Estado. Todavia, os que agradeceram não deturparam o que aconteceu. Usavam cachecóis: não deviam ? tal como os cachecóis não deviam aparecer em mesas de pivots de telejornais ? contudo não sonegaram informação. Eis, pois, o que penso sobre o que devem ser os comportamentos e como devemos julgá-los. No caso vertente, os jornalistas das conferências de imprensa não me parece terem falhado no seu compromisso ético de informar com verdade, mas registaram falhas na liturgia. Para a próxima farão melhor."
Estamos, pois, conversados?

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Nem um jornal português nas Ramblas de Barcelona Decorreu ontem na localidade de Peralada, na Catalunha a segunda edição do Forum da Comunicação, dedicado às relações intra-peninsulares no plano económico, político, cultural e social. O evento, participado por jornalistas portugueses e catalães, é motivo do artigo de hoje do director do jornal la Vanguardia, intitulado "Acercarse a Portugal", que considera que, hoje, o nosso país "rebosa optimismo". Mas o mesmo jornal, numa coluna de Gregório Morán, ontem publicada, e a propósito do desconhecimento existente sobre o nosso país, denunciava: "(...)Cuando escucho con periódica frecuencia a los líderes del país, a los prebostes de la banca, la cultura y el comercio hacer loas a la importancia de Portugal y la vecina hermandad y todas esas zarandajas que se escuchan cada vez que hay una semana turística o esos comederos en forma de seminarios sobre Portugal hoy, o la nueva literatura portuguesa, cuando oígo eso me sublevo. Y la razón es tan obvia como que mientras esos caballeros hablan con lengua de madera sobre lo mucho que quieren, deben y les interesa Portugal, ninguno de ellos ha movido un dedo, es más, ni siquiera saben que en España, y por supuesto en ningún quiosco de las Ramblas barcelonesas, se puede comprar un diario o una revista portuguesa. Ya llegan diarios paquistaníes, japoneses, rusos... pero portugueses no hay ni uno. (...)". Tendo passado boa parte dos últimos meses na capital da Catalunha, posso confirmar que nunca consegui comprar ali um jornal do nosso país.

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"Jornalismo, ciências e saúde" - congresso no Porto Decorrerá em 17 e 18 de Março de 2005, na Universidade Fernando Pessoa, no Porto, o Congresso de Estudos Jornalísticos (II Luso-Brasileiro e IV Luso-Galego). As inscrições encontram-se abertas, assim como as propostas de comunicação. O tema - "Jornalismo, ciências e saúde" - desdobra-se em aspectos como comunicação social médica, informação médica e jornalismo, interacção entre os estudos jornalísticos e ciências sociais e exactas, e trajectórias e campos de investigação nos estudos jornalísticos lusófonos. Mais informações AQUI.

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"El País" batido em Madrid pela imprensa gratuita O último "Estudio General de Medios", de Espanha, revela que os jornais gratuitos bateram em audiência o tradicional líder, o "El País". Os dados indicam que o diário "20 Minutos" é o mais lido em Madrid, com um pouco mais de um milhão de leitores, situando-se em segundo lugar um outro gratuito, "Metro" , com 748 mil. "El País" continua a ser o primeiro diário entre aqueles que são pagos, mas passa para a terceira posição, com 770 mil leitores. O desportivo "Marca" e o generalista "El Mundo" não chegam ao meio milhão (Fonte: Periodistas 21)

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TV's espanholas darão 5% dos rendimentos anuais para o cinema As televisões públicas e privadas espanholas vão ser obrigadas a canalizar 5% dos seus rendimentos anuais para o financiamento de filmes, de acordo com um decreto hoje aprovado pelo Governo do país vizinho. A medida estava, de lagum modo prevista num documento legal anterior, mas admitia várias formas de fuga, pelo que não era pura e simplesmente cumprida. A taxa de 5% pode ser aplicada em cinema de origem europeia, sendo que 60% se destinará a apoiar o cinema espanhol. E se uma medida destas fosse proposta em Portugal?

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Medidas a tomar Escreve o Abrupto:

"Chegados à fase do 'que fazer', vamos começar a falar do que é possível fazer, na sequência que se usava nas velhas reuniões associativas: 'Informações. Análise da situação. Medidas a tomar'.
Creio que percebo o que JPP quer dizer, mas permitam-me umas notas, a propósito: - a diferença entre o que aconteceu nos últimos quinze dias e ontem é que se passou da "análise" à "acção". O PR agiu. Ferro Rodrigues agiu. Desagrada-me profundamente esta posição paternalista do PR que reconhece maturidade e maioridade à solução encontrada, mas logo a seguir trata os dirigentes como se fossem uns rapazes, gente em risco, a quem é preciso administrar umas admoestações e ameaçar com uma porrada. - Não estou nada certo de que já tenhamos ultrapassado a fase das "informações". Pode ser que me engane, mas quer-me parecer que ainda temos bastante para indagar e analisar quanto ao que se passou desde o dia 25 ou 26 de Junho (ou, porventura, mesmo desde antes). Por dever de ofício, estive a rever os jornais destas duas semanas: os buracos e contradições abundam. Ver "o que é possível fazer", sim. Inclusive para esclarecer melhor os bastidores da crise. No universo político e mediático.

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Sampaio pronuncia-se sobre a crise às 21.15 O presidente da República tem previsto para hoje, às 21.15, um discurso ao país para anunciar, ao que se supõe, a sua posição e decisão para a actual crise política. A fonte é o Público online e vários outros órgãos de informação que citam uma "fonte oficial". Refira-se que o "Jornal de Negócios" está a noticiar, numa notícia colocada às 18.09 no seu site, que Jorge Sampaio vai anunciar a decisão de convidar o PSD a propor um nome para o cargo de primeiro ministro. Não é indicada qualquer fonte.

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"Papel digital" e jornais sem rotativas A habitual colaboração de Eva Dominguez no "La Vanguardia" aborda, desta vez, as perspectivas que se abrem à digitalização dos media, nomedamente com o desenvolvimento de tecnologias de papel digital e carregamento de edições online para suportes portáteis. A autora refere-se à comercialização, há semas atrás, o Japáo, do produto Librie, e ao significado que, apesar dos limites da actual versão, pode vir a ter para os leitores dos jornais do futuro (e, já agora, para o meio ambiente). Um excerto: "El periódico que llega a los quioscos cada mañana es el resultado de un proceso que ha ido avanzando tecnológicamente. Actualmente, la cadena de producción de un diario es digital casi en su totalidad, excepto en sus últimos eslabones, la distribución y el producto final. Internet eliminó hace tiempo estos dos últimos en los diarios online mientras que la reciente comercialización de aparatos con tinta electrónica acerca el momento en que los periódicos impresos sean digitales hasta el final". Informação complementar: - Sony Librie e-book reader a sharp new contender - Sony inicia la comercialización del papel electrónico - E-books: a new chapter or same old story?

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Rescaldo mediático do Euro 2004 Um estudo do Grupo Initiative citado hoje pelo "Diário Económico" fornece mais dados sobre a dimensão do Euro 2004 enquanto acontecimento mediático: - O investimento publicitário associado às transmissões televisivas do Euro 2004 foi mais do dobro do valor investido no campeonato europeu de 2000: se no Euro de há quatro anos se investiu, em média, e por jogo cerca de 250 mil euros, desta vez - com o campeonato a decorrer em Portugal - o valor rondou os 500 mil euros. - 66% do total investido pertenceu aos patrocinadores oficiais. - Quanto ao perfil do espectador deste Euro, a conclusão indica que quem habitualmente não é fã de futebol, ficou agarrado ao ecrã. É o caso das mulheres - mais 30% do que o habitual assistiu os jogos pela televisão -, dos jovens entre os 15 e os 34 anos (mais 17%) e das classes A e B (mais 16%). - Nos canais de televisão, quem mais lucrou com os jogos do Euro foi a RTP, que transmitiu mais desafios do campeonato que as operadoras concorrentes, tendo tido o exclusivo a partir das meias finais. O resultado final foi um acréscimo de 22% de audiência e 4,7% de ?share?. A SIC, apesar de se ter mantido na liderança das audiências em Junho, baixou o ?share? em 1,2% enquanto a TVI baixou-o em 2,6%. - Os jogos deste Euro em Portugal foram 40% mais vistos pelos portugueses que os do de 2000, registando audiências médias de 35,2%.

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Nasce um "gigante" mediático em França Vale a pena ler o dossier hoje publicado pelo "Libération", a propósito da entrada da TF1 (grupo Bouygues) na Socpresse (grupo Dassault), em França, e em particular o texto "Quatre raisons de craindre le futur géant". Esses motivos de apreensão são os seguintes: 1. Deux mastodontes pour un monopole sur l'info 2. Main basse sur la pub 3. Les télés locales à la merci de TF1 4. Des machines de pouvoir au service de la droite.

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Concentração dos media em 10 países europeus: um estudo Acaba de ser publicado na Holanda um importante estudo sobre concentração da propriedade dos media na Europa, envolvendo dez países. Intitulado "A mapping study of media concentration and ownership in ten european countries", o estudo de 257 páginas, coordenado por David Ward, estuda o problema nos seguintes países: Espanha, França, Itália, Alemanha, Luxemburgo, Reino Unido, Bélgica, Suiça, Suécia e Holanda. Eis um sumário das principais conclusões:

? "A wide range of regulatory instruments is employed in the countries to ensure that media markets remain plural. At the same time, competition policy is becoming an increasingly central mechanism for assessing whether a merger or acquisition involving a media company will have a detrimental effect on the sector. The instruments employed by the ten countries in the broadcasting sector range from ceilings for market share that any one broadcaster is allowed (and traditionally in Italy financial ceilings) and diversity in terms of shareholders (France) to less media-specific rules that are built on the idea of maintaining fair competition in markets. In some cases there are special provisions for mergers or acquisitions involving media companies (the UK); in other cases the media are subject to the same competition rules as any other industrial sector. ? The majority of countries in the study, which have set limits on market shares for the media industry, are witnessing concentration levels that are reaching the established ceilings and there is a lack of effective instruments to deal with the issue of increased market presence brought about by performance. ? Levels of concentration differ considerably in the ten countries as well as in the different sectors within each country investigated in this report. High concentration in one sector may be complemented by a moderate degree of concentration in another sector in the same country. However, calculations of media concentration show that in nearly all sectors included in the report concentration levels are increasing. ? During the past decade there has been increasing concentration of ownership throughout Europe; and this raises considerable pluralism issues. In the majority of countries in this study the press sector consists of a handful of newspaper groups that dominate the sector, despite the fact that there are thousands of titles available across Europe. ? The television and radio industries have also witnessed growing concentration in the respective markets as companies have grown through superior performance or through acquisition and merger. In most television and radio markets a strong public service broadcaster has retained significant market power. Since the introduction in the 1980s of commercial broadcasting in most of the countries covered by this study, there has been an increasing presence of a small number of large groups, which now dominate the commercial radio and television sectors".

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A responsabilidade do jornalista No blogue Dois Dedos de Conversa, Helena Araújo chama a atenção para o texto de John Pilger ("Why the truth must be told") ontem publicado em The Independent. E aproveita para propor pertinentes reflexões sobre "a responsabilidade do jornalista".

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Saddam: distorções intermináveis No espaço de dois dias, duas indicações de como a figura de Saddam continua a ser pretexto para as distorções de origem mais diversa. Na edição de hoje, "The New York Observer" cita Christiane Amanpour, uma dos três jornalistas que foram autorizados a presenciar a comparência de Saddam Hussein perante um tribunal, na semana passada. Aquilo que ela presenciou na sala não joga com o retrato que foi transmitido para o exterior, através de imagens previamente seleccionadas. Segundo diz, foi um Saddam "derrotado, fatigado e confuso" o que apareceu diante do juiz, ao passo que as imagens divulgadas pintavam um Saddam duro e desafiante. "Whether the TV feed was U.S.-crafted propaganda (to make Mr. Hussein seem a worthy antagonist, perhaps) or just self-serving censorship, the TV event showed the power of an image removed from its context" - salienta o autor do texto. Também ontem a revista Editor & Publisher dava conta de um facto, na altura muito comentado, que aponta igualmente na direcção da manipulação da imprensa. Refere-se ao célebre dia em que os americanos derrubaram a estátua de Saddam. Em "When Saddam Fell: How the Press was Misled From Day One", a revista refere um relatório do exército dos EUA, há dias divulgado pelo "Los Angeles Times" que mostra como aquilo que foi apresentado como um movimento espontâneo dos iraquianos "libertados" não passou de uma habilidosa opera~ção montada pelos serviços de de psicologia militar.

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Segredo de justiça e os media

Segredo de justiça e os media O JN publica hoje um conjunto de artigos sobre as alterações ao Código de Processo Penal relacionadas com "publicidade do processo e segredo de justiça", com reflexos na actividade jornalística: - Governo fecha portas da Justiça aos media - "Querem ir longe demais" - Entrevista a Germano Marques da Silva - "É um mau passo, numa má direcção" - Opinião de Henrique Granadeiro - Grandes escândalos fora dos noticiários - Socialistas relativizam sigilo e querem prazos para inquérito

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O Euro 2004 na televisão 1. Evolução da audiência média durante a final (Portugal-Grécia):

2. Audência e share de cada um dos jogos do campeonato

FONTE: MediaMonitor/Marktest

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O que diz o Prof. Marcelo Será que estava tudo a ouvir Pedro Santana Lopes? É compreensível. Mas na TVI, perante uma Manuela Moura Guedes completamente em roda livre, Marcelo Rebelo de Sousa, fazendo sombra ao seu líder, desenhava cenários que são interessantes para alargar o campo das possibilidades (para uns) ou aumentar a confusão (para outros). Por exemplo: - Defesa de duas pessoas diferentes, uma para presidente do Partido e outra para Primeiro Ministro - Não-recusa terminante da parte do próprio professor de poder vir a ser convidado para Primeiro Ministro: "É uma questão a ver") - Lançamento da ideia de que a candidatura presidencial de Cavaco ficou bastante comprometida - Crítica a Durão Barroso pela forma como utilizou conversas com o Presidente da República; - Defesa de Manuela ferreira Leite, perante o ataque dos correlegionários que ainda há quinze dias enalteciam as suas virtudes. Ora, lendo a imprensa de hoje, parece que nada disto é relevante jornalisticamente. Tanto quanto me apercebi pelas edições digitais, apenas o o "Correio da Manhã" e o JN lhe dá algum destaque (cf. "Marcelo quer Santana líder mas outro no Governo". Santana tornou-se tema hegemónico. De resto, parece que Santana funciona, para os jornalistas como os eucaliptos para a floresta.

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Frase do dia "Si se pide que los jueces estén bien pagados para que nadie tenga tentación de sobornarlos, <<¿no deberían estar bien pagados los periodistas?" y que tal autonomía probablemente exigiría alguna ley, como, dijo, hay en otros países." José Bono, ministro da Defesa de Espanha. In El Mundo online, 5.7.2004

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Problemas Parece haver problemas com o blogspot. com, nomeadamente no acesso à zona de edição.

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Créditos para os assessores do futuro primeiro ministro O jornalista João Paulo Meneses sugere, no Blogouve-se, uma resposta para o desafio de Pacheco Pereira, quando este incentiva os jornalistas a revelar a identidade das fontes que se verifica passarem informações que se vêm a revelar falsas: "Por que é que a maior parte dos jornalistas não o irá fazer? Provavelmente porque preferem trocar este crédito mais tarde com os assessores do futuro primeiro-ministro...".

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BBC intensifica esforços para reforçar credibilidade

BBC intensifica esforços para reforçar credibilidade No dia em que celebra o 50º aniversário do seu serviço noticioso em televisão, a BBC anuncia a criação de um website onde pretende corrigir eventuais erros jornalísticos e proporcionar feedback aos seus espectadores. O anúncio desta medida - reflexo ainda do caso David Kelly - foi feito pelo director de informação Richard Sambrook, em entrevista ao Guardian. Mais iniciativas para reforçar a credibilidade jornalística da BBC estão em vias de ser divulgadas, e um artigo mais alargado sobre esta questão pode ser lido aqui.

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Um desafio de Pacheco Pereira aos jornalistas Oh! Outra vez Pacheco Pereira? Eu sei que Pacheco Pereira não colhe muitos favores entre boa parte dos jornalistas. Mas isso não pode e não deve inibir ninguém de tomar em devida conta os desafios que lhes lança, por enviesadas que sejam as críticas que por vezes faz aos enviesamentos dos jornalistas e por muito que tenda a meter no mesmo saco o que deveria ser distinguido. Nos últimos dias, tem vindo a sugerir que os jornalistas se têm deixado manipular por uma alegada "central de contra-informação" a favor da estratégia de Santana Lopes. E, a propósito de vários desmentidos dos factos a notícias dadas como certas, PP desafia, no Abrupto: "Está na altura dos jornalistas fazerem aquilo que sempre disseram que fariam quando as suas "fontes" deliberadamente mentem: denunciar os seus nomes". De facto, o ponto 6 do Código Deontológico dos Jornalistas admite isso mesmo: "O jornalista deve usar como critério fundamental a identificação das fontes. O jornalista não deve revelar, mesmo em juízo, as suas fontes confidenciais de informação, nem desrespeitar os compromissos assumidos, excepto se o tentarem usar para canalizar informações falsas. As opiniões devem ser sempre atribuídas". Assistimos, nos últimos dias, a uma luta terrível pela imposição da legitimidade de uma solução para a crise política aberta pelo ainda primeiro ministro Durão Barroso. E que nem sempre, dos vários lados em que os interesses se movimentam, tal tentativa de imposição se tem pautado por argumentos e pelo debate de ideias. Dir-se-ia que tudo isso é normal. Mas também deveria ser normal analisar as análises. Confrontar o que se disse com aquilo que, entretanto, se veio a saber. E ver onde é que esteve a manipulação, se a houve e quando a houve. Aparentemente, já há muita matéria sobre a mesa para trabalhar. No entanto, parece que este tipo de reflexões não tem lugar na pena dos próprios jornalistas e nos meios em que trabalham. E mesmo nos blogues a disponibilidade para os comentários e para o debate parece ser quase inexistente ou nula.

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Muitos scoops e poucas dúvidas Um dos vários assuntos do número correspondente a Julho-Agosto da Columbia Journalism Review incide sobre a análise de como foi possível que Chalabi (o iraquiano homem de confiança da CIA, recentemente caído em desgraça) ter manipulado tanto os media. "Many 'scoops', too little skepticism. (...) Ahmad Chalabi and his cohorts at the Iraqi National Congress spun riveting tales of germ labs and nuclear facilities that were swallowed nearly whole by the press-and not just The New York Times's Judith Miller, as Douglas McCollam's cover story, 'The List,' makes clear. How a government-funded program fed ersatz informers to a gullible press".

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Portugal no Euro 2004 Manchetes de hoje: "Jornal de Notícias": Triste fado "Correio da Manhã": Acabou o sonho "Público": Valeu a pena "A Bola": Orgulho e tristeza "Diário de Notícias": Fugiu.

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"Qualquer coisa se está a passar no País" "(...) Qualquer coisa se está a passar no País, algo (o que quer que seja) de consequências imponderáveis, uma ruptura epistemológica, um buraco no espaço-tempo nacional, para que a minha mulher que antes não ligava a TV para ver um jogo de futebol, invective agora ansiosamente Cristiano Ronaldo por ele perder a bola no meio campo ou por ser pouco lesto a rematar à baliza. Por uma vez, que me lembre (pelo menos desde o 25 de Abril), falamos todos da mesam coisa, na rua, na escola, nos transportes públicos, universitários e empregados de mesa, intelectuais empedernidos e motoristas de táxi, polícias e ladrões, todos metidos no mesmo festivo e mais ou menos ingovernável barco. Todos? Não! Uma pequena aldeia da Portugália habitada por irredutíveis portugaleses resiste ainda e sempre ao invasor, recordando-nos que os verdadeiros problemas nacionais são o PIB, a competitividade, a retoma-lá-dá-cá da indústria, do comércio e dos serviços, numa altura em que, para o resto do País, grande problema nacional seria o Ricardo Carvalho lesionar-se. É certo que uma vitória no Euro não resolve o problema do sobreendividamento das famílias nem o défice público. Mas também ler versos, ou escrever versos, ou ir ao cinema, ou ouvir música, ou tão-só deslumbrar-se diante de um jacarndá em flor, não resolve, e mesmo assim, coisas como essas, e como um golo no último minuto de um prolongamento, têm o singular poder de nos fazer felizes de uma espécie de felicidade onde nem o défice da dra Manuela ferreira Leite a 0% poderia alcançar(...). Manuel António Pina in Visão, 1 de Julho de 2004

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firstamendmentcenter.org: news

Americanos voltam a valorizar a liberdade de expressão Um estudo publicado pelo First Amendment Center em colaboração com a American Journalism Review indica que os americanos voltaram a valorizar os direitos de expressão e de informação, profundamente abalados pelas consequências do 11 de Setembro de 2001. Essa valoração recuperou terreno e encontra-se actualmente em níveis análogos aos do pré-11 de Setembro. Há dois anos atrás, perante a questão "The First Amendment goes too far in the rights it guarantees", a nação dividia-se a meio nas respostas. O inquérito realizado este ano oferece um panorama completamente distinto: 30 por cento concordam com a afirmação e 65 por cento discordam. O assunto vai ser tema de um artigo a publicar na edição de Agosto>Setembro da American Journalism Review.

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Crescem as perspectivas de concentração dos media em França Duas semanas após ter tomado o controlo da Socpresse, que inclui títulos como Le Figaro e um grande número de jornais regionais, Serge Dassault negoceia agora com o grupo Bouygues, que detém a principal canal de televisão, a TF1, para que o grupo entre na Socpresse, embora em posição minoritária. Aparentemente, e segundo o jornal Le Monde, que dá a notícia, as vantagens recíprocas seriam sobretudo no terreno do mercado da publicidade. Le Monde acrescenta esta nota analítica: "Ce rapprochement entre la première chaîne de télévision et les 70 titres de la Socpresse (dont Le Figaro, L'Express et de nombreux quotidiens régionaux) provoquerait une onde de choc dans la communication, en particulier dans la publicité, même si, en raison du poids dominant de TF1, tout couplage est juridiquement délicat".

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Há uma "central de desinformação", alerta Pacheco Pereira Pacheco Pereira considera, no Abrupto, que está a funcionar uma "central de desinformação" a favor da estratégia de Santana Lopes no PPD/PSD. O caso mais recente de manipulação dos media teria sido a versão do que se passou no Conselho Nacional do Partido, anteontem realizado. Mas há outros casos, como a tentativa de envolvimento de Cavaco Silva e, sobretudo, a informação sobre as alegadas expectativas que Jorge Sampaio teria dado a Durão Barroso, de que em nenhum caso haveria lugar a eleições antecipadas.Isto só vem confirmar algo a que aludi aqui, num post de anteontem, que, curiosamente, ninguém quis comentar. As televisões e alguns jornais foram peremptórios acerca da intervenção da ministra das Finanças: pediu desculpas por ter falado em "golpe de Estado no Partido", justificando com o "calor" do momento. Ainda hoje isso é repetido no "Público": "As únicas vozes críticas no conselho nacional foram Miguel Veiga e Manuela Ferreira, que pediu desculpa por eventuais excessos ao acusar Durão e Santana de prepararem "um golpe de Estado" partidário". Em declarações à Rádio Renascença, citadas no site da SIC Online, pode, entretando ler-se, hoje: "Manuel Ferreira Leite afirma que votou contra o nome de Santana Lopes para a presidência do PSD. A ministra das Finanças desmente ainda que tenha pedido desculpa ao autarca de Lisboa e mantém a opinião de que a substituição directa de Durão Barroso por Santana é um golpe de Estado no partido". O comentário de Pacheco Pereira, no Abrupto, é peremptório: "Como se viu com a forma como foi "relatada" aos jornalistas a intervenção e o voto de Manuela Ferreira Leite no Conselho Nacional, já se percebeu como está a funcionar uma estratégia de "informação", ou seja, uma central de desinformação. Coordenada, organizada e intencional, destinada a obter efeitos políticos imediatos. Os jornais foram manipulados para contarem mentiras. Manuela Ferreira Leite nem pediu desculpas, nem votou Santana Lopes". O outro caso foi a tentativa de legitimar Santana Lopes com o nome de Cavaco Silva. O assunto mereceu destaque em "O Independente", ao dizer, em título de primeira página que o "novo líder do PSD recebe aval de Cavaco". A resposta não se fex esperar e não deixa lugar a dúvidas. Em declarações ao "Expresso" de hoje, o ex-primeiro ministro afirma: "«Desminto categoricamente». E considera «desonesto» que o seu nome esteja a ser usado em «jogos políticos». Finalmente, Jorge Sampaio viu-se já obrigado a desmentir de forma categórica, e por mais de uma vez, que tenha havido quaisquer expectativas ou compromissos ou negociações, nos contactos com o ainda primeiro ministro. Visando directamente a câmara de eco deste tipo de manobras, Pacheco Pereira dirige-se aos jornalistas, para lhes lançar um desafio: "Está na altura dos jornalistas fazerem aquilo que sempre disseram que fariam quando as suas "fontes" deliberadamente mentem: denunciar os seus nomes".

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Como os jornais noticiam os seus sucessos e fracassos A propósito do post de há dias, acerca dos dados referentes às posições relativas de jornais e revistas, alguns leitores terão notado discrepâncias de vária natureza, entre os dados vindos a lume. Uma primeira nota para observar que, neste tipo de informação, normalmente todos ganham alguma coisa: depende do critério seleccionado ou enfatizado. Há habilidades, a que a estatística se presta, que permitem empolar um sucesso ou disfarçar um recuo. Mas a questão pode ser mais funda. Tomemos um exemplo: afinal, o "24 Horas" superou a circulação do "Público", tornando-se, assim, no terceiro diário do país, como afirma o JN, ou apenas se aproximou do diário do gruopo SONAE, como afirma o próprio "Público"? A resposta é simples: cada um utiliza um critério diferente para veicular a informação (que lhe interessa). O "Público serve-se da circulação paga, relativa aos jornais vendidos por assinatura e nas bancas; o JN alude à circulação total, que inclui também as ofertas. Neste caso atrás, não está em causa a pertinência de cada critério utilizado. É claro que cada um deles tem as suas vantagens e os seus limites, do ponto de vista da economia das empresas e da audiência dos diferentes títulos. Mas, no caso, não deixa de ser psicológica e sociologicamente importante saber se é o recém-chegado "24 Horas" ou o prestigiado "Público" que ocupam os primeiros lugares do podio. A verdade é que, por detrás destas leituras, reside um excelente tema para investigação jornalística e e académica: como é que os media, e não apenas a imprensa, se noticia a si mesma? Que metadiscurso elabora sobre o campo em que se inscreve? Como se joga também aí a credibilidade de cada um dos meios, sobretudo à medida que os públicos começam a ter mais recursos para comprara e analisar a informação disponível?

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Sophia "Vemos, ouvimos e lemos não podemos ignorar"

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Índices de sucesso escolar nos Cursos de Comunicação Social do país O documento "Índice de sucesso escolar no Ensino Superior Público: Diplomados em 2002-2003", produzido pelo Observatório da Ciência e do Ensino Superior, tem sido objecto de referências várias nos media. Como a informação se encontra discriminada por cursos, aqui ficam os dados relativos ao campo do jornalismo e comunicação: ÍNDICES DE SUCESSO: Ensino Universitário:

86% - Comunicação Social (Univ. Minho) 85% - Ciências da Comunicação (ESE - U.Algarve) 81% - Ciências da Comunicação (U. Beira Interior) 74% - Comunicação Social (ISCSP-UTL) 66% - Novas Tecnologias da Comunicação (U. Aveiro) 51% - Ciências da Comunicação (U. Nova L.). 16% - Jornalismo (U. Coimbra).
Ensino Politécnico:
78% - Relações Humanas e Com. no Trabalho (ESE-IPLeiria) 77% - Jornalismo (Escola Sup.C. Social - IPL) 76% - Comunicação - C. Organizacional (ESE-IPCoimbra) 65% - Comunicação Empresarial (Escola Sup.C. Social - IPL) 65% - Jornalismo e Comunicação (IPPortalegre) 64% - Publicidade e Marketing (Escola Sup.C. Social - IPL) 62% - Tecnologia e Comunicação Audiovisual IPPorto) 61% - Comunicação Social (ESE-IPSetúbal) 59% - Comunicação Social (ESE - IPViseu) 54% - Comunicação Social (E.S.Tec -IPTomar) 41% - Comunicação - C. Social ((ESE-IPCoimbra) 29% - Comunicação - C. e Design Multimédia (ESE-IPCoimbra).

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"Pescadinha de rabo na boca" ou os rumos do jornalismo em Portugal De um comentário inserido no blogue ">Diário de Um Jornalista, retiro este relato eloquente, subscrito por António Barbosa: "Trabalho numa publicação há mais de um ano. Quanto tentei obter a Carteira Profissional deparei que esta publicação não se encontra registada no ICS nem na AIND (ou seja é ilegal). Do Sindicato de Jornalistas disseram que não podiam intervir porque eu não me encontro sindicalizado no SJ. Mas para isso, eu preciso da Carteira Profissional (se não, nada feito). Do ICS e após intervenção da AACS, pediram para eu indicar qual o nome da publicação para poderem ajudar-me. Mas, se faço isso fico sem emprego porque o ICS nestes casos encerra o Jornal em causa. Se for para outra publicação (o que anseio o + cedo possível) o tempo que já exercí não conta para obter a Carteira Prof. Passo rec. verdes como exercendo a actividade de Jornalista mas se as finanças forem averiguar estou tramado porque não tenho a Carteira Prof. Agora já perceberam ?pescadinha de rabo na boca?.. Assim vamos no Portugal dos pequeninos..." A propósito do Diário de um Jornalsita, refira-se que um dos seus mais frequentes intervenientes, Ricardo Simaes, acaba de anunciar a interrupção dos seus escritos, uma vez que, afirma, "este blog acabou por servir para tudo menos para aquilo que, desde determinado momento, passou a ser o seu objectivo essencial: a denúncia das mais diversas ilegalidades no jornal "O Primeiro de Janeiro", ilegalidades essas que fazem parte do dia a dia de muitas empresas portuguesas.(...)". E aproveita para manifestar a sua desilusão "com o que é o jornalismo em Portugal e, mais grave ainda, com o que este tende a ser".

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"A Capital" desde hoje online Aí está disponível online o diário que faltava: A Capital, desde há pouco tempo dirigido por Luís Osório.No topo superior, lá vem a marca do grupo espanhol de media em que se integra, a Prensa Ibérica, também detentora de O Comércio do Porto e de numerosos jornais locais do país vizinho: "01 Julio 2004". A mesma concepção do site, idêntico grafismo, as mesmas cores do diário regional portuense.

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O "mistério" sobre a "operação" Santana Lopes Primeiro, os factos: entre sexta e sábado passado, mal se tornou claro que Durão Barroso iria abandonar a chefia do Executivo, os media desataram num frenesim, consagrando o nome de Pedro Santana Lopes como natural e lógico "sucessor" do ainda primeiro ministro. No fim do dia de sexta e, principalmente, no sábado, pelo menos até à chamada de atenção de Jorge Sampaio, a questão já não estava em Santana Lopes, mas no nome dos ministros que o acompanhariam no novo governo por ele chefiado. Agora os comentários e perguntas: tudo indicia que, entre quarta e sexta-feira, teremos tido, no nosso país, um dos mais empolgantes momentos de montagem de uma operação mediática por parte dos "spin doctors" do Governo e do maior partido da coligação. A ponto de as campaínhas terem feito soar o alarme em vários lados, incluindo dentro do próprio PSD. Que se passou, de facto, tanto quanto é possível saber? Como foi montada a operação? Quem esteve nela envolvida? De que modo os media alinharam? Quem está a investigar o assunto?

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Imprensa regional: "entre o liberal e o proteccionista" O secretário de Estado Feliciano Barreiras Duarte dá hoje uma entrevista ao JN sobre a reforma da comunicação social regional e local. Não se sabendo o que vai acontecer a esta reforma, com a crise política desencadeada por Durão Barroso, ainda assim, vale a pena ler. Barreiras Duarte "diz que adopta uma via intermédia, entre a liberal e a proteccionista, na reforma da Comunicação Social regional. Considera o porte-pago um bloqueio à qualificação do sector e refuta a ideia de que se abre caminho à concentração empresarial". Sobre o mesmo assunto, ler do mesmo político o texto de opinião intitulado "Obrigado Dr Arons de Carvalho", que sai hoje na página de Media do "Público".

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Media Capital interessada em adquirir JN, DN, TSF... Em entrevista à Reuteurs, hoje citada pelo "Diário Económico", Miguel Pais do Amaral confirma o interesse do grupo Media Capital na aquisição da Lusomundo Media, detentora de meios como o "Jornal de Notícias", o "Diário de Notícias" e a TSF , entre outros. A condição é que a PT Multimedia ofereça "o preço certo". O presidente da Media Capital salientou que, por enquanto, esta é apenas uma resposta «hipotética», visto não ter «informação que esse assunto esteja em cima da mesa».

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Building public value

Construção do "valor público" serviço público Já tem sido feita, aqui e ali, referência a documentos recentes sobre o futuro da BBC, designadamente aos discursos dos novos responsáveis. Mas não tanto ao extenso documento que lhes está na origem: "Building public value: Renewing the BBC for a digital world"

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Grandes tendências dos novos programas televisivos As grandes tendências da época 2003/2004 nos programas de televisão dos oito principais mercados mundiais (Alemanha, Austrália, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Itália e Reino Unido)foram recentemente analisadas num trabalho da Eurodata, a que a newsletter da Marktest faz referência. No período compreendido entre 1 de Setembro de 2003 e 30 de Abril deste ano, registou-se o lançamento de 1501 novos programas (mais 20% do que na época de 2002/2003), nos quais predominam: conselhos, avisos e recomendações sobre "como melhorar a carreira profissional, como encontrar o/a companheiro/a ideal, como testar os conhecimentos na área do savoir faire ou como obter uma lipoaspiração de sucesso". Entre as tendências apuradas, destacam-se os seguintes aspectos: - o "hard core" da reality TV está para ficar; - valoriza-se o conceito de coaching, apelando ao bem-estar: programas que dão pistas para aumentar a auto-confiança e melhorar diversas áreas da vida dos espectadores. - investe-se no conhecimento de pessoas com um estilo diferente; - diluem-se as fronteiras entre os vários géneros de programas; - destacam-se os dramas familiares: mães possessivas, sogras difíceis, maridos ciumentos, amantes empreendedores ou filhos intoleráveis.

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