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O jornalismo de investigação em Portugal global investig. Journ conference Aquilo a que António Granado chamou, simpaticamente, "dar com a língua nos dentes" foi, em rigor, uma informação em primeira mão sobre a participação dele na Global Investigative Journalism Conference 2005, que hoje terminou em Amesterdão. Um post que teve o mérito de levar o autor do Ponto Media a dizer-nos alguma coisa sobre o que passou naquela iniciativa. E que permitiu igualmente pôr em evidência que os media portugueses - incluindo o Público, jornal com evidentes responsabilidades nesta matéria, além de protagonista de um dos trabalhos ali apresentados - passaram à margem desta Conferência, tanto quanto me foi dado ver. Será que isto quer dizer alguma coisa sobre o estado do jornalismo de investigação em Portugal? (Esta nota crítica não diz pessoalmente respeito ao António Granado, visto que não se encontrava em Amesterdão em trabalho profissional, mas como conferencista).

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O fim da "Senhora Dona Lady" Passaram apenas duas semanas após a estreia e aquela que era uma das grandes apostas da SIC termina hoje: "Senhora Dona Lady" desaparece de morte súbita. No entanto, no "site" da estação, lê-se isto: "um final explosivo". Durante a manhã, o "SIC 10 Horas" apregoou a última emissão como se tudo reunisse um interesse ímpar. Talvez tivesse sido melhor não criar falsas expectativas ou, então, dizer a verdade: o programa acaba porque não tem as audiências esperadas, porque não tem qualidade e porque contribuiu para acentuar uma crise directiva que levou à demissão do director de Programas, Manuel Fonseca. Retirar o programa da grelha é uma maneira de deitar ao caixote do lixo um produto mau. Se é assim, talvez fosse melhor não enganar o público.

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A Tropa do 1º Ano Há nas praxes académicas algo de muito semelhante com os reality-shows da moda. Quem por estes dias tem tido a oportunidade (ou o azar!) de conviver com estes rituais carnavalescos concordará certamente que as semelhanças entre estas práticas e os reality-shows não são mera coincidência. Como nos programas televisivos de entretenimento, também nas praxes académicas é evidente uma passagem do cómico à arrepiante exploração do ridículo. Não pretendendo uma análise sociológica rigorosa, fico-me pela anotação do paralelo que vários dias de praxe debaixo da janela (do trabalho, durante o dia, de casa, à noite) têm desenhado no meu imaginário:

  • os "doutores" praxantes exigem que os rapazes se vistam de mulher - não é assim o "Senhora Dona Lady"?
  • a tropa dos ingénuos recém-chegados revela uma estranha obediência ao ridículo a que uns tais de "generais" parecem autoritariamente obrigar - não é assim a "1ª Companhia?"
  • numa clara ridicularização da intimidade, ouvem-se "caloiros" simular orgasmos com postes, exibindo sensações que, se calhar, muitos nunca tiveram ainda - não é para aí que pode resvalar um "AB Sexo"?
  • "porque é que chegou atrasado, caloiro? Encha 10." - não é isto que se ouve no programa das tropas? "Recruta Castelo Branco, não tem que fazer xixi na hora da formação. Encha 10."
  • ...

O que é que imita quê, afinal? Talvez haja, de facto, uma certa realidade nos reality-shows, como dizia há dias Miguel Gaspar no DN.

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Perdas e ganhos: modos de dizer * Correio da Manhã: Correio da Manhã consolida liderança APCT: O único diário que vende mais de 100 mil exemplares * Diário de Notícias: DN foi o único diário a crescer no segundo trimestre de 2005 * Público: Vendas de jornais caíram no primeiro semestre - Tendência afecta diários e semanários generalistas, mas também títulos desportivos * Jornal de Notícias: Vendas de semanários e diários caem no semestre (artigo não incluído na edição digital).

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A única coisa de que não se fala "(...) a única coisa de que não se fala nesta polémica [da renovação das licencças da SIC e TVI] é do interesse público em aproveitar a renovação das licenças para avaliar o que nelas poderia ser alterado, de forma a mudar qualquer coisa no triste estado do panorama televisivo nacional. A televisão está hoje reduzida ao tripé reality shows/novela/futebol, que serve, sem dúvida, os objectivos comerciais dos operadores. Mas estes já só emitem para as maiores minorias possíveis. (...) Nada disto, claro, deveria ser imposto, mas sim discutido. Mesmo se os operadores privados, com as suas famosas sinaléticas, conseguiram reduzir ao absurdo a bondade da auto-regulação. Não está em causa a SIC e a TVI perderem as licenças, mas sim tentar que este processo servisse para melhorar alguma coisa(...)". Miguel Gaspar, in Diário de Notícias, 30.9.2005

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António Granado fala na conferência internacional sobre Jornalismo de Investigação O jornalista do Público e blogger António Granado é o único jornalista português a intervir na conferência internacional sobre Jornalismo de Investigação que hoje tem início em na cidade holandesa de Amesterdão. Granado disse ao J&C ter sido convidado a apresentar um caso em que esteve envolvido, em 2001, enquanto jornalista do Público, quando conseguiu obter do Ministério da Educação os resultados dos exames nacionais do 12º ano, que permitiram a publicação de rankings das escolas, um assunto que originou uma forte polémica, na altura (o jornalista debateu-se com a resistência do ME em facultar a informação requerida, o que fez com que tivesse apresentado uma queixa à Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA), que acabou por lhe dar razão. Nesta conferência encontram-se cerca de uma centena de jornalistas e editores de diferentes partes do mundo, cada qual com a sua experiência de investigação jornalística. No momento em que falámos com aquele profissional, que é também profesor de Jornalismo da Universidade de Coimbra, não era ainda possível ter uma ideia sobre se havia outros jornalistas portugueses a fazer a cobertura de um momento que é raro nos encontros internacionais de jornalistas, na medida em que se encontram ali algumas das mais relevantes experiências do jornalismo de qualidade que hoje se faz no mundo.

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Channel 4 oferece espaço a documentários do público O Channel 4, do Reino Unido, está a dar a possibilidade de candidatos a realizadores de documentários mostrarem gratuitamente os seus trabalhos no seu canal de banda larga. A iniciativa, designada FourDocs é assumida como parte do compromisso do Channel 4 com o serviço público de televisão (via The Independent).

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"Não há limites às pressões da publicidade?", pergunta o SJ O Sindicato dos Jornalistas (SJ) acaba de tomar posição sobre as implicações da campanha da TMN nos jornais diários de hoje (cf., abaixo, A TMN e o saco azul), considerando que pode estar a ser ultrapassado o princípio da separação entre informação e publicidade. Dadas as questões subjacentes à reflexão do SJ, fica desde já aberto o debate sobre o tema, dando continuidade àquele que já se instalou no post colocado de manhã pela Madalena Oliveira. A posição do SJ é apresentada nos pontos seguintes: "1. A generalidade dos jornais diários apareceu hoje ao público com as primeiras, últimas, segundas e penúltimas páginas impressas sobre fundo azul, no âmbito de uma campanha publicitária de uma empresa que, aliás, vem claramente mencionada através do respectivo logotipo. 2. Não estando em causa o recurso do anunciante à generalidade dos jornais, é, no entanto, chocante a submissão dos órgãos de comunicação ao recurso publicitário utilizado, que chega ao ponto de colocar a mensagem publicitária subliminar como suporte gráfico à informação jornalística. Esta submissão põe em causa, de forma ínvia, o princípio da clara separação entre publicidade e informação. 3. O risco de confusão entre conteúdos jornalísticos e mensagem publicitária agrava-se quando o referido fundo azul se prolonga por páginas estritamente editoriais (primeiras, segundas e penúltimas) e já sem menção à entidade anunciada, contribuindo para aprofundar a ideia ? que vai grassando ? de que não há já limites à pressão da publicidade e do marketing. 4. Se é relativamente frequente a opção editorial deste ou daquele jornal por imprimir este ou aquele trabalho em negativo (fundo negro, ou de outra cor) e os leitores aceitam que alguma razão jornalística plausível a determinou, dificilmente se aceitará ter havido, nas edições em causa, uma coincidência maciça pela mesma opção, pela mesma cor e pela cor que suporta a mesma mensagem publicitária! 5. Este episódio, mais grave do que outros anteriores, nos quais a concepção publicitária tende a condicionar opções editoriais, designadamente em termos de paginação, justifica um apelo veemente do SJ às direcções dos jornais, aos conselhos de redacção e aos provedores dos jornais para que encetem uma reflexão séria sobre os limites da publicidade. 6. Ao suscitar esta reflexão, o SJ não pretende conduzir qualquer cruzada contra uma actividade importante para o sector da comunicação social, mas contribuir para que se acautelem limites, se preserve a autonomia editorial e não se hipoteque a credibilidade do Jornalismo".

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Liberdade de expressão na China A organização Repórteres Sem Fronteiras está preocupada com a liberdade de imprensa na China. Em causa, está um conjunto de princípios estabelecidos pelo governo de Pequim para regulamentar a informação on-line. De acordo com os RSF, o documento de regulamentação proíbe a difusão de informações que:

  • «violem os princípios básicos da Constituição chinesa;
  • «ponham em perigo a unidade do país;
  • «atentem contra a reputação do país;
  • «potenciem o ódio, o racismo e ponham em perigo a harmonia étnica do país;
  • «violem as leis nacionais sobre a religião ou promovam as seitas e as superstições;
  • «propaguem rumores, ponham em perigo a ordem e criem instabilidade social;
  • «tenham carácter pornográfico, violento ou relacionado com os jogos da sorte;
  • «difamem ou atentem contra a reputação das pessoas;
  • «incluam informações ilegais, relativamente à lei ou a regulamentos administrativos;»

Além disso, o inédito para os RSF é o facto de:

  • «ser proibído animar as concentrações ilegais, greves e alterações da ordem pública;
  • «ser proibído organizar actividades ilegais ou criar associações ilegais, através da Internet»;
  • estar previsto que se fechem os sites que não cumpram estas regras, sob multa que pode ascender ao equivalente a 3000 Euros.

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TMN e o saco azul Num dia em que os jornais voltam a falar de Felgueiras e do saco azul, a TMN vestiu os jornais precisamente de azul. Coincidências!

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Cultura de massas O número mais recente de Cuadernos de Información y Comunicación, da Universidade Complutense de Madrid, é dedicado à cultura de massas, inserindo textos de alguns "clássicos" como Jean Baudrillard,Daniel Dayan, Umberto Eco, Paolo Fabri, Gerard Imbert, Stuart Hall ou Eric Landowski, ao lado de outros contributos (Eva Aladro, Jorge Lozano, Javier del Rey Morato e Gonzalo Abril). Destaco os artigos seguintes: - Por qué la ilusión no se opone a la realidad - Codificación y descodificación en el discurso televisivo - Adorno y la crítica de la cultura de masas - De lo espectacular a lo especular (apostilla a La Sociedad del Espectáculo) - Diana, in vivo - Los valores de mostrar. Televisión, actos de mirada y 11-S - Comunicación como proceso simpático - 11-S todavía: semiótica del acontecimiento y explosión - Aplauso y consenso - Universidad y mass media.

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"O jornalismo que se faz hoje é uma forma de prostituição" Ainda não me chegou a versão em papel do último número da revista Jornalismo & Jornalistas, mas, espreitando o site do Clube despertou-me alguma curiosidade a entrevista a Margarida Pinto Correia. Sobre o jornalismo actual, diz: «O jornalismo hoje em dia está totalmente dependente de interesses económicos. (...) Eu acho muitas vezes que o jornalismo que se faz hoje é uma forma de prostituição, não todo o jornalismo, porque ainda se faz muito bom jornalismo e ainda se tomam atitudes muito cívicas através do jornalismo.» Ora, não querendo acreditar que a paixão confessada de tantos profissionais não tenha remédio, apetece-me dizer com a administradora da Fundação do Gil que «Não acredito que estejamos no limite do "não há nada a fazer".»

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Tridimensionalidade da pirâmide invertida eva_dominguez-c.jpg Eva Domínguez, jornalista e docente universitária, especializada em Internet e novos meios e em narrativas interactivas pronuncia-se deste modo sobre a piramide invertida do ciberjornalismo, numa entrevista ao blogue argentino Educación y TIC: "La pirámide invertida no sólo sigue vigente sino que se vuelve casi tridimensional en Internet, puesto que hay que estructurar los contenidos por niveles de profundidad, de manera que el usuario elija qué más quiere saber y acceda a esa información a través de hiperenlaces. Hay que saber preparar, redactar, ordenar y enlazar aquellas informaciones relacionadas con el tema que se consideren interesantes para el internauta, de manera que sea éste el que decida que ya tiene suficiente." Acerca do perfil e competências que deve ter o ciberjornalista, afirma: "En primer lugar, las básicas, saber comunicar, redactar, dominar el lenguaje, contrastar fuentes, buscar la pluralidad, tener capacidad de análisis, de crítica, de síntesis y de criterio informativo y tener una buena cultura general. Además de eso, ha de entender su relación con la audiencia como una colaboración, porque Internet hace posible una comunicación directa con ellos, por lo que dejan de ser una masa para convertirse en nombres propios que reaccionan, critican, alaban pero también aportan perspectivas interesantes e información. (...)". Depois de ter trabalhado no site Enred.ando, Eva Dominguez escreve desde 1999 a coluna mensal El Cuarto Bit no jornal La Vanguardia Digital e é um dos membros do blogue colectivo E-Media Tidbits do Poynter Institute.

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Leituras

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Francisco Penim é o novo Director de Programação da SIC Um dia depois da entrevista de Emídio Rangel ao "Diário de Notícias", Manuel Fonseca demitiu-se da Direcção de Programas da SIC. Porquê? Porque os novos "reality shows" colocam em causa determinados valores ou estereótipos da sociedade portuguesa? Porque esses produtos não conquistaram a audiência que se esperava, tal como num passado recente "O Bar da TV" não conseguiu suplantar o "Big Brother"? Porque, nos bastidores, perfilam-se novos protagonistas para o lugar hoje ocupado por Penim? Que a programação dos canais generalistas se caracteriza por um lenta agonia, já todos percebemos, mas convinha entender melhor certas movimentações. Já imaginaram como seria uma SIC dirigida por Moniz ou por Rangel? E uma TVI coordenada por Rangel? Acho que os próximos tempos podem ser muito movimentados para os lados de Queluz e de Carnaxide.

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Responsabilidades Até que enfim que alguém, nos media, começa a fazer perguntas como esta: "Até que ponto os media são responsáveis pela dimensão de fenómenos como o regresso de Fátima Felgueiras?". Vai ser interessante, um dia destes, verificar o que é que as televisões, nomeadamente, debateram sobre os problemas das comunidades locais, no processo de preparação destas eleições autárquicas. Que parte do tempo ocuparam com os quatro ou cinco "casos" conhecidos. Conhecemos hoje melhor os municípios de Felgueiras, Amarante, Marco de Canaveses ou Oeiras?

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A realidade sugerida de Rangel A entrevista de Emídio Rangel ao DN está carregada de matérias de interesse, tanto naquilo que diz como naquilo que sugere como, ainda, naquilo que não diz, mas que a gente intui. Quer sobre o passado próximo quer sobre o próximo futuro, está lá muita dica, às vezes sob a forma de oraculo ou de elemento indiciador daquilo que todos sabemos e que, num mundo mediatizado, frequentemente esquecemos: a realidade é muito vais vasta e complexa do que a parte que se sabe e que se vê.

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Os jovens, o jornalismo e a leitura da imprensa A semana que está a acabar foi marcada por dois acontecimentos, ambos relacionados com a temática jovens - informação jornalística. A primeira foi a 6ª Conferência Mundial de Jovens Leitores , da Associação Mundial de Jornais, em Buenos Aires, Argentina, e subordinada ao tema "Atraindo uma nova geração para os jornais". Abandonar de vez uma atitude defensiva face à crise de leitura da imprensa generalista, em particular por parte dos jovens poderia resumir o espírito desta conferência, segundo o Editorsweblog. É, de resto, aqui que vem citado Marcelo Rech, director do brasileiro Zero Hora : "o problema não está no jornal enquanto meio de comunicação - está, sim, nas nossas cabeças. Precisamos de inovar constantemente e, de vez em quando revolucionar completamente os nossos produtos, em vez de ficarmos contentes por estarmos a sobreviver". De Portugal e dos media nacionais estiveram presentes (segundo o site da AMJ), Mónica Balsemão, admistradora da Sojornal, Manuel Carvalho, director-adjunto do Público, e Isabel Stillwell, directora da Notícias Magazine. Resta esperar que o contacto com múltiplas experiências e iniciativas apresentadas em Buenos Aires tenha sido para eles inspirador. E por falar em iniciativas, nesta semana teve igualmente início a experiência ASAP (acrónimo de uma expressão que é marca do nosso tempo: "as soon as possible"), da Associated Press. Partilho das interrogações de Luís Santos, já há dias manifestadas no Atrium, mas julgo que eles não podem excluir a possibilidade e urgência de explorar novos caminhos de contacto. A seu tempo se fará a avaliação. Deixo uma nota de apresentação do ASAP, escrita pelo seu directro, Ted Anthony: "Enter asap, which is born today as a unique part of the AP. As we launch today, we believe that, beyond the two worlds of mainstream media and the blogosphere, there's a third route to this overwhelming world of information -- one that blends the best parts of tradition with the exciting revolution of the past decade. We believe in journalism that's experiential and interpretive and interactive and sometimes personal, but we remain deeply committed to the AP's longtime principles of fairness, accuracy and giving people we write about their fair say. We believe that stories can be told with sound, with video, with images and with a combination of them all, but we also recognize that words remain a powerful tool and should be deployed as assertively and exuberantly as any other modern media. We think that the resources of the world's largest news organization, coupled with a willingness to sprint as we work to make the very best of the new world of information, will keep things interesting. But we also recognize that giving people a stake in the news -- real interactivity, not simply going through the motions -- is utterly basic to what we do". (Ler, sobre este assunto, no site do Poynter.org, The ASAP Generation?, de Meghan Martin, assim como o inquérito feito a 15 jovens jornalistas sobre as suas fontes de leitura de notícias).

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O Exército censuraria Na secção de "Cartas" do Expresso vem hoje uma preciosidade, assinada pelo chefe de Gabinete do Chefe de Estado Maior do Exército. Refere-se à coluna de Saldanha Sanches, publicada na edição da semana passada, sob o título "A união sagrada dos militares" e diz, a dado passo:

"Pelo respeito que nos merecem o Expresso e os seus leitores e ainda os conceituados jornalistas, articulistas e comentadores que nele racionalmente escrevem sobre temas militares, o Exército lamenta profundamente que um artigo desta natureza possa ser publicado num jornal que constitui uma referência no panorama dos 'media' nacionais (...)".

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"Os jornalistas acabam por ser um pouco arrogantes" Numa entrevista ao periodistadigital.com, o novo Provedor dos Leitores do La Vanguardia, Carles Esteban, admite que, ainda que não queiram, os jornalistas vão construindo um ego que os afasta das pessoas normais. Constatando que os jornalistas acabam por ser um pouco arrogantes, Esteban considera que «La arrogancia siempre está reñida con la autocrítica y con el reconocimiento de que todos somos humanos y nos equivocamos.» Sobre o papel do provedor, Carles Esteban diz ainda que «la figura del Defensor no ha acabado de extenderse en las empresas periodísticas españolas porque queda un temor a reconocer el error. Reconocerlo es una ventaja, pero hay quien cree que reconocer los errores puede afectar la credibilidad del diario.»

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Comunicação e Lusofonia O Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade realiza, no próximo dia 7 de Outubro, na Universidade do Minho, o I Congresso Internacional de Comunicação e Lusofonia. Este encontro assinala o arranque oficial do projecto "Lusocom: estudo das políticas de comunicação e discursos no espaço lusófono", em desenvolvimento por este centro de investigação. O programa constitui-se de três painéis temáticos: 1º Painel (10h00): Lusofonia: Equívocos, Fronteiras e Possibilidades 2º Painel (14h00): Políticas da Língua e Identidade 3º Painel (16h00): Os Media e a Memória Social Participam neste congresso vários investigadores nacionais, destacando-se também presenças do Brasil, de Timor Lorosae, de Angola e Moçambique e dos EUA.

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Esclarecimento O leitor deste blogue Francisco Alves pergunta, num mail, se ao questionar o trabalho do Público acerca do alegado esquema de Fátima Felgueiras com dirigentes nacionais do PS eu não estarei a pactuar com a "escandaleira" que representa o regresso encenado desta foragida à justiça. Respondo que é precisamente por causa daquilo a que o leitor chama "escandaleira", e que eu subscrevo, que me parece que deve redobrar o cuidado do tratamento mediático. É positivo que o Público investigue a fundo se houve ou não jogadas de bastidores legal ou politicamente condenáveis e quais foram elas. Mas que nos dê factos comprovados, não possibilidades ou suspeições. Porque isso pode contribuir para descredibilizar quem denuncia a escandaleira. E, desse ponto de vista, o que o jornal nos volta a oferecer hoje continua numa zona que não é tranquilizadora para a qualidade do jornalismo. "Que tudo isto tenha sido mera coincidência é coisa que nem os mais piamente crédulos aceitarão", escreve hoje, e com razão, Nuno Pacheco. Mas não basta vontade de denunciar ou indícios de matérias a denunciar para que a denúncia adquira consistência. O Público - e outros órgãos de comunicação - têm de continuar a trabalhar no assunto. Do p'onto de vista do serviço público, isso é mil vezes mais importante do que o inacreditável tempo de antena que está a ser dado a Fátima Felgueiras.

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O que diz a AACS Segundo o DN, "A Alta Autoridade para a Comunicação Social considerou ontem que a nova sinalética da TVI para classificar os seus programas "merece aplauso", porque "representa um esforço auto-regulatório tanto mais de assinalar quanto a auto-regulação é uma atitude infelizmente pouco habitual nos media" nacionais". Um comentário breve: A AACS não diz mais nada? E, então, a sinalética da SIC? E a falta de sinalética na RTP? E a baralhação do telespectador nesta floresta de política contraditórias? E a responsabilidade da AACS? Ler, a este propósito, a mais que pertinente reflexão de Miguel Gaspar, em "A televisão está a regular bem?", no mesmo diário.

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RTP nos Alfa da CP Os passageiros dos comboios Alfa Pendulares vão passar a poder ver conteúdos televisivos da RTP, na sequência de um acordo com CP a assinar na próxima segunda-feira. A notícia do acordo é dada hoje pela newsletter Meios e Publicidade.

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As fontes do "Público" e o valor das suspeitas Não faço a mínima ideia se Fátima Felgueiras (FF) acertou ou não com dirigentes do PS - ou com outras entidades - o seu regresso a Portugal. Mas o que o Público nos oferece, na sua edição de hoje, não nos esclarece muito, apesar de o assunto merecer as honras não só da manchete, mas também do editorial, assinado pelo director, José Manuel Fernandes. Vejamos o que o jornal refere:

"Ao que o PÚBLICO apurou, Fátima Felgueiras manteve, nos últimos meses, contactos com a cúpula do PS, que serviram para concertar as condições do regresso a Portugal, a par de algumas garantias recíprocas."
Provas? Fontes? Elementos que comprovem ou credibilizem a informação? Ficamos a saber que FF diz que comunicou a sua decisão a José Sócrates, "pelo lugar que agora ocupa e pela consideração pessoal" que lhee merece". E ainda que:
"Fátima Felgueiras fez incluir Armando Vara e Narciso Miranda entre as testemunhas que apresentou para o julgamento (com início marcado para 11 de Outubro), sendo que o primeiro foi o coordenador nacional do partido para as eleições autárquicas de há quatro anos e Narciso Miranda o líder distrital do PS-Porto. Ontem, por entre reacções indignadas por parte de todos os partidos, Jorge Coelho evitou qualquer comentário hostil, limitando-se a dizer que as questões relacionadas com Fátima Felgueiras já não dizem respeito ao PS e que a justiça segue o seu caminho.Com a retaguarda política acautelada, os colaboradores mais próximos da edil cuidaram de preparar os aspectos jurídicos do regresso."
De factual, apenas uma suspeita. Um colega jornalista ensinou-me que, num processo deste tipo, "nunca se deve esgotar todos os cartuchos na primeira descarga". Vamos ver se o jornal tem, de facto, alguma coisa para dizer, porque, até agora, disse pouco ou nada. De resto, é no mínimo intrigante o modo como José Manuel Fernandes termina o editorial sobre este assunto:
"Há perguntas incómodas que têm de ser feitas: Quem lhe deu [a Fátima Felgueiras] ordens para actuar? Com quem falou a ex-autarca socialista ou aqueles que negociaram com ela? Falou com alguém do Governo? Com alguém do partido do Governo? Algum membro do Governo sabia que ela regressava ontem? Estas perguntas podem ser injustas por conterem suspeições. Mas o país está cheio de suspeições e estas são o pior dos cancros da democracia e da confiança nas instituições. Quem puder acabar com elas que se chegue à frente".
Seria pena que o Público enveredasse por um caminho de combate às suspeições através de novas suspeições. Mas aguardemos. Talvez as notícias ainda não tenham sido dadas.

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Juiz de factos e de fontes José Manuel Barroso, em Uma 'República de jornalistas'? , no DN: "De há uns tempos para cá, pegou de estaca, em certos jornalistas, a ideia de que interpretar os factos (afinal, responder ao "porquê?") é julgar os factos e as fontes e não, como da pergunta tradicional se deduz, dar todos os elementos disponíveis para que o leitor ajuíze por si, com total liberdade".

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Discutir o Clube de Jornalistas O Clube de Jornalistas discute o jornalismo, mas pode ser, também ele, objecto de debate. Porque não? Em democracia, não deve haver "vacas sagradas", imunes à análise e à crítica. Vem isto a propósito da discussão que surgiu na zona de comentários do post Reconhecer a qualidade (aqui em baixo), relacionado com a entrega dos Prémios Gazeta. Acontece assim, muitas vezes, na vida. A gente aponta para um lado (neste caso, para a qualidade de muito do jornalismo que se faz em Portugal) e alguém (neste caso, Horas Vagas, do blogue Vem Devagar) atira sobre a entidade que promove a atribuição dos prémios. Como disse, não deixa de ser interessante, e porventura importante, discutir o papel do Clube de Jornalistas. Não tenho, por mim, qualquer mandato para o defender. Mas, sem conhecer toda a extensão da actividade do Clube nem o seu modo de funcionamento, observo de longe. E o que vejo não é pouco, pelo menos para o nosso panorama: é talvez a instituição que mais debate o jornalismo e os media em Portugal. Quer através da revista Jornalismo e Jornalistas(*), quer do site, quer, sobretudo do programa na Dois, que leva o nome do Clube, vai ocorrendo aquilo que era certamente uma necessidade urgente da democracia: escrutinar as opções das redacções, as questões que enfrentam os profissionais, as potencialidades e constrangimentos do mercado, das empresas e dos grupos.... E com a participação não apenas de jornalistas (ainda que, neste ponto, fosse desejável alagar o leque dos que discutem estas coisas). Eu acho que isto merece ser reconhecido e apoiado, ainda que debatido e enriquecido. (*) Declaração de interesses: integro o conselho consultivo da JJ.

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Blogues e publicidades

Como não podia deixar de ser, também a publicidade começa a estar muito atenta aos blogues e às novas possibilidades de difusão que eles trazem. Um exemplo recente, que pelos vistos enganou alguma gente durante algum tempo, é o de um blogue supostamente informativo, dedicado a uma antropóloga e a uma tribo de índios, que mais não fazia do que disfarçar um anúncio a uma marca de maionese. Distinguir o que é o quê, no meio da miríade incontável de publicações do género, vai sendo um desafio cada vez mais interessante... e cada vez mais complicado! [Dica de Periodistadigital]

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Manuel Castells, prémio Godó de Jornalismo A Fundação Conde de Barcelona acaba de atribuir ao sociólogo das tecnologias e das redes Manuel Castells o prémio Godó de Jornalismo, relativo a 2004, pelo artigo intitulado "Movil-ización política", publicado na coluna regulaar que tem no diário La Vanguardia, poucos dias depois do 11 e do 14 de Março. Numa entrevista a este jornal, Castells revela que vai publicar brevemente um novo livro sobre o papel decisivo que em várias partes do mundo teve a comunicação móvel (como em Espanha, no 14-M, na Coreia do Sul, nas Filipinas, nos Estados Unidos, no Equador...). Salienta o pensador que,"por primera vez en la historia, el poder no tiene el monopolio de la comunicación de masas (...). Lo esencial es que en casi todo el mundo la gente tiene ahora capacidad de comunicación horizontal autonóma, mediante internet y comunicacion móvil. Hay unos 30 millones de blogs en el mundo, y crecen por miles cada día. Yla gente se monta sus programas de radio (podding),sus vídeos (vlogs)y los intercambian en internet. Por primera vez en la historia, el poder político o comercial no tiene el monopolio de la comunicación de masas. Y como la comunicación es lo que conforma nuestras mentes y la política en último término es la batalla sobre las mentes, estamos asistiendo a una profunda revolución en los procesos de formación del poder y el contrapoder". (O texto premiado pode ser lido aqui. O acesso a La Vanguardia exige registo prévio).

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Gente capaz de pensar "Os alunos que vocês nos mandam hoje não servem para a Editora Abril. Eles podem até ter bom domínio técnico das coisas do jornalismo. Mas nós estamos mais interessados em gente capaz de pensar". Roberto Civita, director-presidente da Editora Abril, num encontro com docentes da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, citado por Manuel Carlos Chaparro na sua coluna semanal no site Comunique-se. O texto aduz uma argumentação que merece leitura (via Intermezzo).

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À consideração da RTP Ao discursar na cerimónia de entrega dos prémios Gazeta de reportagem, a jornalista da RTP Anabela de Saint-Maurice manifestou o desejo de que o grande prémio que recebeu sirva para "estimular o regresso da grande reportagem ao horário nobre" televisivo. Já sabemos que é escusado alimentar grandes expectativas relativamente aos canais privados. Mas se eu fosse jornalista no activo, pegaria nos meus tamancos e iria chatear os manda-chuva da programação e da informação do canal público: então, que dizem à ideia? Importavam-se de explicar porque é que a gente só pôde ver a grande reportagem premiada lá para aquele horário em que os olhos já começam a piscar? Nâo têm grandes repórteres? Por onde anda o jornalismo de investigação? Digam lá as vossas razões, para a gente compreender as difiuldades desse lado. Mas falem com a gente. Há uma carrada de euros que a gente está a pôr aí.

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A realidade dos 'reality shows' Sobre o novo 'reality show' da TVI, "1ª Companhia", escreve hoje (Diário de Notícias) Miguel Gaspar o seguinte: «uma sociedade que se esvaziou de todas as referências, só pode tolerar um programa de entretenimento igualmente vazio. Há alguma realidade no reality show.» Se é isto que se pode dizer (com sentido, parece-me) do novo programa de entretenimento da TVI - que não é mais do que uma versão transfigurada dos Big Brothers e das Quintas de Celebridades - que se dirá de um "Esquadrão G" e de um tal de "Dona Lady"? Talvez não sejam senão uma nova versão do pitoresco que foram programas como "All you need is love" ou "Perdoa-me".

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Reconhecer a qualidade Hoje é um dia adequado para reconhecer a qualidade do jornalismo que (também) se faz em Portugal. Os prémios Gazeta, que são os mais importantes que, desde há 21 anos, se atribuem entre nós, por iniciativa do Clube de Jornalistas, continuam a trazer para a boca de cena a capacidade de iniciativa e de criatividade de muitos profissionais (e, ao mesmo tempo, em muitos casos, pelo menos) o pouco valor que a essa capacidade as empresas jornalísticas atribuem. Há, frequentemente, razões para criticar algum do jornalismo que se faz e se difunde. Mas não faltam, igualmente, motivos para aplaudir e para aprender. Profissionais que não desistem com facilidade. Que tomam iniciativa. Que insistem com as chefias. Que procuram vencer a lógica do imediato e do espectáculo. Vale a pena ver o quadro de honra. Não deixa de impressionar. E não faltam ainda outros nomes para próximas edições. Penso num Carlos Vaz Marques, na entrevista; num Joaquim Fidalgo, na crónica. E o leitor deverá querer acrescentar outras sugestões.

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A Capital/O Comérico do Porto Há dias, num post neste weblogue, Manuel Pinto perguntava que se estaria a passar com os jornais A Capital e O Comércio do Porto. O post colheu 10 comentários, mas, à excepção de algumas intrigas internas, pouco se ficou a saber sobre os destinos destes dois títulos. Talvez a edição do Clube de Jornalistas da próxima quarta-feira (Dois, 23h30) revele algumas novidades. Em estúdio vão estar Alfredo Maia, presidente do Sindicato dos Jornalistas, Arminda Rosa Pereira, membro da comissão dinamizadora da Cooperativa Alternativa de Produção Jornalística, Helder Pereira, professor da pós-graduação em Economia Social do Instituto Politécnico de Santarém e Rogério Gomes, último director de ?O Comércio do Porto?.

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Sinergia IMPRESA em site www.maisautarquicas.com é um site conjunto da SIC, Expresso e Visão, cujo objectivo é reunir toda a informação produzida sobre as Eleições Autárquicas de Outubro. Neste espaço vão ser disponibilizadas notícias, entrevistas, artigos de opinião, sondagens, vídeos e informações sobre outros blogs. A principal novidade é a possibilidade de subscrever o serviço RSS (Really Simple Syndication), «um formato que facilita a distribuição de conteúdos através da Internet» e para o qual é preciso um programa leitor RSS. Além disso, o site inclui um item de Jornalismo do Cidadão, secção onde se espera sobretudo a participação do cidadão (que pode incluir um testemunho e fotos sobre a campanha) através de e-mail.

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Sinalética na TVI e ... na SIC Com a decisão da SIC de, também ela, arrancar hoje com uma sinalética da sua programação, a exemplo do que a TVI havia anunciado na quinta-feira, ficamos com este panorama que, certamente não é muito entusiasmante: - dois canais privados cada um com os seus sinais; - duas sinaléticas distintas em cada um dos canais; - um canal público, a quem competem responsabilidades específicas no "contrato" com os cidadãos, sem qualquer sinalética (a não ser a rodinha, imposta a todos). Recorde-se, a propósito da nota que sobre as opções da TVI, aqui publiquei no sábado, que, no caso da SIC, a segmentação etária para os programas que, na opinião do canal, carecem de acompanhamento paterno, me parece mais razoável: 8, 12 e 16.

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"A realidade imita a televisão" "No excesso mediático que caracteriza a contemporaneidade a estrutura simbólica inverteu-se: referente e referido hoje, tal como o objectivo e o subjectivo no Renascimento e no Iluminismo, trocaram de lugar. Hoje aquilo a que nos referimos é ao que surge na televisão, como referente e significante, como realidade em si mesma. O telejornal das 20:00, a emissão contínua da CNN, a "última hora" por todos os canais do cabo e dos satélites, são hoje o que existe e encontramos na complexidade e ambiguidade das nossas vidas. (...) Saindo dos écrãs da televisão, os incêndios saíram do terreno do que é relevante. Daí a desaparecerem das florestas, dai aos fogos se apagarem foi um pequeno passo. Aliás, os apelos institucionais para que as estações de televisão não transmitissem permanentemente imagens e directos dos incêndios fazem parte da mesma e surpreendente história de fundo: a realidade imita a televisão. O fogo na televisão acaba inapelavelmente por queimar as florestas e as matas no terreno". in Público, 19.09.2005

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Conselhos para infográficos multimédia Já tem uns dias na Online Journalism Review, mas vale a pena registar: User feedback drives five principles for multimedia news on the Web - um trabalho de Peter Schumacher. Dá conta das conclusões de um teste efectuado aos infográficos interactivos de sites noticiosos como o do New York Times, da BBC ou de El Mundo, relacionados com a cobertura do desastre do tsunami. Os tais "princípios" são os seguintes:

  1. Avoid an information overload
  2. Have users' expectations concerning interaction functionality in mind
  3. Be careful using animation
  4. Let users fully control the interaction
  5. Involve users in testing your graphics.

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Queixa de Blair: enviesamento das notícias da BBC sobre o Katrina A revelação veio pela via menos convencional, nada menos do que o magnata dos media Rupert Murdoch: o primeiro ministro britânico, Tony Blair, considera que a cobertura das consequências do furacão Katrina por parte da BBC esteve pejada de ódio para com os americanos. A opinião de Blair terá sido passada a Murdoch numa conversa privada entre os dois e revelada por este último numa conferência promovida por Bill Clinton, no sábado, em Nova Iorque. Clinton referiu-se, de resto, ao assunto, observando que, do ponto de vista factual, a cobertura da BBC foi rigorosa, ams que o assunto foi formatado de modo a deixar mal o presidente Bush. Um responsável da BBC já contestou esta acusação.

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Licenças de TV Hoje, na secção Media do Público, escrevemos um texto que será mais um contributo para o debate aberto neste blog, no dia 30 de Agosto, a propósito da renovação das licenças dos canais privados de televisão. Editamo-lo aqui a fim de alargar a discussão à volta deste importante processo. Contra a renovação administrativa das licenças de TV Por estes dias, a renovação das licenças dos canais privados de televisão discute-se através daquilo que se julga ter sido uma antecipação dos respectivos pedidos e através da futura titularidade da propriedade das estações televisivas. Ainda ninguém falou da programação da TV que (não) temos. Todo o processo parece resumir-se a uma questão administrativa, quando o audiovisual exigiria um outro enquadramento. Que os políticos insistem em ignorar. O país político está preocupado com as estações privadas de televisão. Eu também. Mas enquanto a classe política se enreda em discussões acerca dos eventuais negócios e implícitos interesses económicos à volta do audiovisual, atirando para a praça pública receios de um "assalto" à TVI por parte dos espanhóis, eu espanto-me perante o silêncio quanto à actual programação televisiva. Por exemplo, em pleno horário nocturno, as duas televisões generalistas privadas - mas de concessão pública - são canais de entretenimento, com programas de formatos similares que fazem assinaláveis avanços em direcção à esfera privada dos cidadãos. Nos últimos dias, Governo e partidos de oposição envolveram-se numa questiúncula à volta da (futura) titularidade da TVI, depois de o grupo que detém a respectiva propriedade, a Media Capital, ter assinado uma opção de venda de acções com a Prisa, um dos grupos económicos mais poderosos em Espanha. Para acentuar uma teoria da conspiração que foi sendo instalada entre nós, também se levantaram suspeitas acerca do pedido feito pelos canais privados junto da Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS) para a renovação das respectivas licenças que foram emitidas em Janeiro de 1992 por um período de 15 anos, terminando, pois, em 2007. Segundo a oposição, terá havido encontros entre os governantes portugueses e os empresários espanhóis da Prisa, garantindo os primeiros a viabilidade do negócio aos segundos. E estranha-se aquilo que se diz ter sido uma antecipação do pedido de renovação das licenças. Convém esclarecer dois pontos. Primeiro: a actual Lei da Televisão não apresenta impedimentos à entrada de capital estrangeiro nas empresas privadas de televisão. Segundo: a lei que enquadra a actividade da AACS confere-lhe poderes exclusivos para renovar ou fazer cessar as licenças de televisão, não se prevendo nesse processo qualquer intervenção do Governo. Se houve, como se aventou, reuniões entre ministros portugueses e administradores da Prisa e se aí se prometeram eventuais influências junto da AACS no sentido de se apressar a renovação das licenças sem comprometer qualquer futuro negócio entre a TVI e os espanhóis, convinha que se apresentasse prova disso. O tempo e a paciência dos cidadãos não se compadecem com especulações. Neste processo de acumulativas suspeições e de sucessivas audições parlamentares a respeito das licenças de televisão, estranho o silêncio à volta daquilo para que se vocaciona uma televisão: a programação. Será que a renovação das licenças da SIC e da TVI vai ocorrer sem se discutir a evolução da oferta televisiva desses dois canais de TV? Nestes anos, houve mudanças profundas. Inevitáveis? Até certo ponto, sim, mas a actual grelha televisiva dos canais privados desvirtua completamente os projectos que o Governo escolheu como vencedores das respectivas concessões num polémico Conselho de Ministros que decorreu a 6 de Fevereiro de 1992 e que teve como porta-voz dessa decisão o ministro da Presidência, na altura Luís Marques Mendes. Hoje dificilmente nos recordaremos dos primeiros anos de coabitação entre canais públicos e privados. Enquanto o serviço público de televisão vivia numa enorme letargia, a SIC apresentava originais formatos de entretenimento e, sobretudo, programas de informação de qualidade. Lembram-se da "Grande Reportagem" ou dos "Ficheiros Clínicos", emitidos em horário nobre e com substanciais índices de audiência? Já lá vão alguns anos, é verdade. A chamada "grande-informação" desapareceu do horário nocturno das estações privadas em 2003, com o resistente "Hora Extra" que ia para o ar a partir da meia-noite, algo incompreensível face à qualidade do programa apresentado pela jornalista Conceição Lino. No contexto actual, as perguntas acumulam-se. Não deveria a Lei da Televisão ser mais precisa quanto à constituição de uma grelha de programação, principalmente em franjas nocturnas? Os canais generalistas não negam a sua identidade quando o horário nobre, após o noticiário das 20h00, se preenche exclusivamente com entretenimento? Um telejornal poderá oscilar entre os 50 minutos e os 100 minutos de duração? Em segmentos de maior audiência uma estação de televisão, mesmo privada, pode ter no ar blocos de programação compostos por duas telenovelas de duração imprevisível que se juntam a séries de humor ou à ficção nacional? Um canal generalista, mesmo privado, tem legitimidade para sanear da sua grelha a informação semanal (debates, programas de grande-entrevista ou de grande-reportagem...)? A SIC e a TVI podem ter uma oferta televisiva radicalmente diferente daquela que se propunham fazer quando ganharam as respectivas licenças? Face àquilo que vemos, a resposta a estas perguntas é afirmativa. Mas ninguém parece interessado em discutir isto. É aquilo que um canal de TV - público ou privado, mas de concessão pública - pode fazer com a sua programação e aquilo que um órgão regulador não faz relativamente aos excessos que se cometem o que me preocupa. E é igualmente a discussão administrativa que actualmente se desenvolve à volta das licenças dos canais privados o que mais me incomoda. Porque a identidade de uma TV constrói-se, sobretudo, pela programação que (não) tem.

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Sobre a sinalética da TVI A decisão unilateral da TVI de avançar para a inserção de sinalética em parte da sua programação, indicativa dos públicos destinatários, é uma medida positiva. Independentemente sinaletica TVIdas razões que possam ser invocadas, tudo aquilo que dê corpo a um esforço de auto-regulação é positivo. De resto, a SIC anunciou já que vai seguir o mesmo caminho, tanto mais que, segundo diz, apenas aguardava que se pudesse avançar com todos os canais de sinal aberto afinados pelo mesmo diapasão. Dito isto, há alguns pontos que carecem de mais esclarecimento e debate: - Que critérios foram seguidos para distinguir as idades em que se torna recomendável o "aconselhamento parental" (AP), ou seja, os 10 e 12 anos? - Se o conteúdo do Jornal Nacional é programado e conhecido (no essencial) com antecedência, porque é que não se aplica a ele (e à restante informação) a mesma sinalética? - Se, como foi posteriormente esclarecido, a iniciativa só se aplica a programas da responsabilidade da TVI (e que não tenham sido classificados por outras entidades externas), que vamos ter no ecrã? Interrupções de sinalização? Confusão de sinaléticas distintas? - Se os restantes canais não adoptarem a sinalética da TVI, quem se vai entender, na floresta de sinais? E a rodinha vermelha: continuará ou, como agora se diz, vai ser "descontinuada"? - E que adianta colocar a sinalética "AP10" e "AP12" em programas emitidos a horas em que os pais não estão em casa para fazerem o tal AP (acompanhamento parental)? (Crédito da gravura: DN)

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Uma "notícia positiva" ...a que o DN publica hoje ("Telejornais da RTP, SIC e TVI obedecem a lógica comercial ") sobre o doutoramento de Nuno Goulart Brandão.

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Leituras Entrevista a Ramón Salaverría sobre a evolução do jornalismo digital e as características da escrita interactiva, na revista Dialógica Entrevista a Dominique Wolton ("Salvar a la comunicación y cuestionar el concepto de Sociedad de la Información2), no Portal de la Comunicación da Univ. Autónoma de Barcelona.

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Revista Comunicação e Sociedade Acaba de sair o nº 7 da revista Comunicação e Sociedade do CECS (Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade) da Universidade do Minho. Editado pela Campo das Letras, este volume é especialmente dedicado à Economia Política dos Media, numa organização de Helena Sousa. Inclui textos de vários investigadores nacionais e estrangeiros, bem como o texto "Publication in a free society: the problem of accountability", uma aula aberta que Denis McQuail proferiu na Universidade do Minho, em Maio de 2004, no âmbito da cátedra Lloyd Braga.

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A "inforopinião", segundo Pacheco Pereira No Abrupto, José Pacheco Pereira escreve sobre A 'inforopinião' - a informação a que temos direito", num post em que lamenta o "bias" da comunicação social no modo como "inforopinou" sobre os incêndios (em Portugal) e sobre o Katrina (nos EUA). Em que consiste a "inforopinião"? Para JPP, " é um dos ramos do 'politiquês', muito praticado pelos jornalistas. Os jornais, com o estilo das notícias assinadas que misturam factos com julgamentos de valor, as televisões com os pivots dos telejornais fazendo comentários e 'bocas' pessoais, resultam numa poluição do espaço público, com efectivos resultados no incremento da desinformação". A inforopinião - e o correspondente enviesamento ético - manifestar-se-ia igualmente no "poder de nomear, mesmo á revelia dos nomeados", em especial no que diz respeio às classificações de esquerda e direita. Sem negar este "poder de nomear" do jornalismo, há que dizer - e JPP alude ao facto - que foi muito a partir do terreno partidário que veio a nomeação da direita ou do centro-direita (em contra-posição à esquerda). O argumento foi, de resto, até tempos muito recentes, usado como "motivo de orgulho", no combate político, como todos estamos certamente recordados. O que significaria que quem nomeou, neste caso, não foi, em primeiro lugar, o jornalismo. O que algum jornalismo terá feito - e essa é provavelmente outra das suas pechas - foi adoptar, sem pestanejar muito, os "termos de referência" (se quisermos, o "framing") que as fontes lhe propuseram. Mas as observações de Pacheco Pereira não deixam de ser pertinentes e, parafraseando o que ele escreve, seria "pena, muita pena" que não estivéssemos atentos ao assunto. O que creio que torna, por vezes, as observações de Pacheco Pereira sobre o jornalismo menos bem recebidas é a parcimónia com que reconhece o que também existe de bem feito, o que resulta do esforço de muitos excelentes profissionais, as duríssimas tensões que atravessam hoje algumas redacções (ou a falta dessas tensões, o que não é menos preocupante). Aludir "en passant" às "habituais excepções" chega a ser injusto para as próprias "excepções". Não esqueço um outro apelo d e um dos posts de JPP: "há também muita universidade nesta área em que professores e alunos poderiam fornecer estudos a tempo de servirem para alguma coisa, nem que seja para que uma sempre pequeníssima parte da opinião pública possa julgar sobre o produto que lhe está a ser dado". O que posso dizer é que, na Universidade do Minho, algumas condições para esse trabalho começam a existir. Através do projecto Mediascópio, está para sair um trabalho que analisa precisamente uma série de casos, ocorridos no país e no estrangeiro, em que se verificaram derrapagens éticas no jornalismo. Mas é verdade que o ritmo (lento) da investigação mais o ritmo (lentíssimo) da publicação conflituam com a tempestividade. Esse é um ponto que teremos de rever.

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Que se passa com "O Comércio do Porto" e "A Capital"? Estão fechados, já sabemos. Mas até meados de Agosto, sucediam-se as notícias sobre a constituição de uma cooperativa. A partir dessa altura, os media emudeceram sobre o assunto. Mas a informação que se colhe quer num quer noutro dos blogues dos trabalhadores daqueles dois jornais não são especialmente eloquentes. No de "O Comércio do Porto" fica-se mesmo com a ideia de que as coisas, pelo menos no que respeita ao processo seguido, não estão a correr da melhor forma. Será assim? Ou são as dificuldades inerentes a este tipo de processos?

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Google cria motor de pesquisa de blogues Go to Blog Search Home Mais uma iniciativa do Google, em fase beta: um serviço de pesquisa direccionado para a blogosfera. (Via: Loic le Meur Blog)

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Televisão e obesidade infantil Um estudo revelado ontem pelo International Journal of Obesity concluiu que o tempo gasto pelas crianças a ver televisão é um indicador do index de massa corporal e de excesso de peso na infância. Tendo avaliado um grupo de crianças até aos 15 anos de idade, o estudo resultou na constatação de que há uma associação significativa entre o número de horas de consumo de televisão e o aumento de peso, sendo curioso que esta associação é mais forte nas raparigas do que nos rapazes.

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"Privilégios" de jornalistas discutidos na blogosfera Tem-se discutido, em alguns blogues, temas de interesse para o campo jornalístico, que não se vê serem transpostos ou retomados pelos meios jornalísticos profissionais. Em "O que é que têm os jornalistas que são diferentes dos outros?...", o blogue Do Portugal profundo pergunta: "Se caiem os subsistemas de saúde e de segurança social, dos militares, polícias e outros, com regalias superiores ao regime geral de segurança social do país, como é o que o Governo mantém o subsistema de segurança social e de saúde dos jornalistas, mais vantajoso que o dos próprios funcionários públicos?..." Por sua vez, em Jornalistas anónimos na blogosfera , o Glória Fácil questionou, no final da semana passada, situações como as de "jornalistas no activo que colaboram sob anonimato em blogues políticos" ou "jornalistas que antecipam anonimamente para esses blogues prosas que depois assinarão nos respectivos media". E que, "assim, à custa deste reles contrabando, se vangloriam de marcar a agenda dos media ? quando na verdade essas antecipações lhes chegam de redacções". A Grande Loja do Queijo Limiano considerou estas afirmações "uma ignomínia".

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Um novo aparelho de rádio DRM radio set A partir do Natal, vai ser comercializado um novo tipo de aparelho de rádio que permite receber quer emissões digitais quer convencionais, segundo anuncia hoje o site da BBC News. Esta nova geração de receptores foi apresentada em Berlim, na passada semana, pelo consórcio Digital Radio Mondiale (DRM), que refere que será possível captar, no mesmo aparelho, um leque muito maior de programas, visto que captará, com um grau elevado de qualidade sonora, emissões em DAB, DRM, AM, FM/RDS e onda curta.

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Lúcia Sigalho: memórias da jornalista Acompanhando a imprensa ao ritmo possível, encontro na Pública a entrevista feita por Maria Inês de Almeida a Lúcia Sigalho, encenadora e actriz. Dos dois anos em que exerceu o jornalismo, nos extintos jornais "Tempo" e "O Século", a entrevistada conta histórias edificantes, que importa não esquecer. "No jornal 'O Século', trabalhei como grande repórter. Ainda descobri pólvora mas também tive um problema de censura motivado por essa pólvora." Começa a desfiar alguns linhos da memória. "Quando o Nuno Rocha fez um artigo sobre a Patrícia Cavaco Silva a dizer que ela era genial e assinou com o meu nome, tive de me vir embora. O meio do jornalismo, pelo menos aquele onde trabalhei, era sui generis.» Acha que não teve sorte no jornalismo. "Houve um editor que me disse assim: O João Soares não tem culpa nenhuma que tu o tenhas embebedado e que ele tenha feito declarações que o prejudicam. Eu achei aquilo a última coisa do mundo que alguém me podia dizer. Estive sentada duas horas em frente à máquina de escrever. Levantei-me, desci as escadas e nunca mais lá pus os pé".

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O Euro 2004 na imprensa portuguesa e britânica Raymond Boyle e Cláudia Monteiro publicam no número (Vol.20, n.2, 2005) do European Journal of Communication, o artigo "'A Small Country with a Big Ambition' - Representations of Portugal and England in Euro 2004 British and Portuguese Newspaper Coverage". Os autores pertencem à Universidade de Stirling, no Reino Unido, sendo Cláudia Monteiro investigadora do Stirling Media Research Institute. Fica aqui o resumo: "This article examines the way aspects of Portugal and Portuguese culture and society are talked about in and around the media coverage of a major international sporting event. It focuses on how things other than sport get talked about against the backdrop of a major international sporting and media event, and how these discourses connect with wider political, economic and cultural frames of reference. The research draws from newspaper coverage of Euro 2004 in the Portuguese and British newspaper markets. It examines the distinctive news sports agendas in both countries and shows how there is a growing distinction between the more European style of sports journalism in the British broadsheet/ compact market and that of the tabloid newspapers in this country. It also outlines the differing versions of Portugal presented to the world from within two differing European newspaper markets".

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Katrina: a responsabilidade do silêncio O provedor do leitor ("public editor") do diário The New York Times coloca hoje uma questão interessante e original relativamente à cobertura do furacão Katrina pelos media. Em "Covering New Orleans: The Decade Before the Storm", Byron Calame foi ver o que é que o seu jornal publicou sobre Nova Orleães nos últimos dez anos, indagando, nomeadamente, se chamou a atenção para a situação de vulnerabilidade em que viviam as camadas mais pobres da população da cidade e para os riscos decorrentes dos diques, em caso de catástrofe. O que encontrou foram, sobretudo "stylishly written articles about the city's charm, cuisine and colorful characters". Em dez anos, apenas dois artigos referiram - e de forma discreta - a pobreza e outros tantos trataram dos diques. E nenhum deles para instruir os cidadãos sobre o que fazer, em caso de perigo. Conclusão: "Given the dimensions of poverty in New Orleans and the city's dependence on a levee system, The Times's news coverage of these problems over the past decade falls far short of what its readers have a right to expect of a national newspaper". Nem todos os jornais norte-americanos adoptaram o mesmo comportamento.

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Clube de Jornalistas recomeça na 4ª feira No regresso de férias, o programa Clube de Jornalistas sofre de novo alterações relativamente ao horário de emisão. Passa a ir para o ar à 4ª feira, às 23h30. A primeira edição pós-Verão é já esta semana, num programa dedicado aos Prémios Gazeta 2005.

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Invocar o 11 de Setembro 11 de Setembro é quase uma data como outra qualquer. Há, no entanto, um peso nesta grafia que faz com que a escrevamos reportando sempre a memória para o ano 2001. É assim que acontece quando os anos passam por datas de acontecimentos da nossa maior alegria ou da nossa maior tristeza. Tenho, porém, a impressão de que há no 11 de Setembro algo de extraordinariamente diferente. E tenho como certo que os media têm nisto uma enorme responsabilidade, pela forma como cobriram o acontecimento internacionalmente . 11-S funciona hoje como o indicador da imagem de duas torres a desmoronar-se. Mesmo admitindo que os ataques terroristas aos EUA, como os de Madrid e de Londres, têm uma carga emocional (traumática) de incomparável dimensão, outras datas deveriam tocar-nos igualmente quando o calendário por lá passa outra vez. 3 de Setembro? 26 de Dezembro? 30 de Agosto?... Não são também datas que, pela dimensão das tragédias que representam, nos deveriam fazer estremecer todos os anos?! PS: O Museu Nacional de Imprensa (Porto) mantém em reposição, até ao dia 16 de Outubro, a exposição "O 11 de Setembro na imprensa mundial".

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Apenas 14,6% da população mundial usam a Internet Os dados mais recentes relativos ao acesso e uso da Internet à escala mundial dão conta de assimetrias assinaláveis entre as diferentes regiões do mundo. De acordo com a Internet World Stats, existem em 2005 cerca de 938 milhões de utilizadores da Internet, o que corresponde a 14,6% da população mundial. Mas comparativamente com o ano 2000, o crescimento foi da ordem dos 160%. A Africa, a América Latina e o Médio Oriente doram as regiões do mundo em que o crescimento nesse período foi mais elevado (acima dos 200%). Relativamente à União Europeia, Portugal, com 58,2% de penetração da Internet, aparece colocado acima da média (48,1%). Olhando para as regiões, conclui-se que a América do Norte e a Europa, que albergam 16,5% da população mundial, têm 52,5% do total de utilizadores da Internet. Em contrapartida, A África e a América Latina, que somam 22,5% dos habitantes do planeta, possuem apenas 14,3% de utilizadores (sendo que a África entra com 1,8%). A Ásia é o país com mais utilizadores, embora a taxa de penetração da Internet não vá além dos 8,9%. Se fôssemos ver as disparidades dentro de cada região ou de cada país, encontraríamos outras modalidades daquilo que se vem chamando "digital divide". [Em tempo: suscita-me algumas dúvidas o número de mais de seis milhões de utilizadores da Internet que a organização que trata os dados atribui a Portugal].

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Coisas que fazem sorrir * Marques Mendes a considerar "uma machadada na nossa língua e na nossa cultura" o eventual controlo da Media Capital pelo grupo espanhol Prisa. * João Van Zeller, ex-administrador da Media Capital, que detem a TVI, a declarar, nos excertos antecipados da entrevista a publicar amanhã pelo DN, que "pessoalmente era incapaz de conviver" - nem que lhe pagassem! - com a linha editorial de um órgão de comunicação social como o El País.

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À atenção de Judite de Sousa Para a "grande entrevista" de hoje à noite: "(...) há três perguntas às quais, mais tarde ou mais cedo, [o PS, o Governo e Santos Silva] vão ter que dar esclarecimentos. É o PS a favor ou contra o domínio da TVI, e a prazo de grande parte da comunicação social portuguesa, por empresas espanholas? O que levou o Governo a aprovar antecipadamente, a meio do Verão, um diploma controverso sobre a renovação de licenças de televisão cuja decisão só estava prevista para 2006? E houve ou não, e em que moldes, um contacto prévio do patrão da Prisa espanhola com o Governo de Sócrates a propósito da compra da TVI? Esperemos pelas respostas." José António Lima, Expresso online.

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Leituras Relatório do Desenvolvimento Humano 2005. Um manancial para quem não quiser andar no mundo para ver passar os combóios.

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Sequelas do furacão Lendo no site da BBC "Has Katrina saved US media?" ou no do USA Today "Katrina rekindles adversarial media" (são meros exemplos de muitos dos textos destes dias, fico com a impressão de que se torna necessário ir mais fundo do que aquilo que se tem ido para compreender o que se está a passar com a atitude dos media norte-americanos. Sem perspectiva histórica, incluindo da história recente, não iremos lá.

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Novo provedor no La Vanguardia (e silêncio dos lados do Público) Depois do fim do mandato de Josep Maria Casasús como "defensor do leitor" do jornal La Vanguardia, em fim de Julho, o jornal nomeou já o seu substituto, que acaba de iniciar funções. Trata-se de Carles Esteban, jornalista há 30 anos, metade dos quais naquele diário. No "nosso" Público, pelo contrário, são passados oito meses desde que Joaquim Furtado cessou funções e parece repetir-se a longa vacatura que ocorreu, quando Joaquim Fidalgo terminou o mandato. Consta que há nome, mas isso não basta. Carles Esteban, na sua primeira coluna, cita um trabalho elaborado na Universidade de Navarra onde, a propósito do papel do provedor, se escreve:

"Aunque la credibilidad de un medio depende de muchos factores, la presencia del Defensor simboliza el esfuerzo que realiza un medio para tener presente a su público. Esto es algo que debe tenerse muy en cuenta en un mercado saturado y móvil como el de la comunicación. De hecho, esta figura profesional nació cuando muchos diarios estadounidenses empezaron a darse cuenta de que, aunque errar era humano, admitirlo podía ser una buena forma de aumentar la credibilidad".

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Ponto Media renovado Voltou o Ponto Media, não apenas noutra morada e com outro RSS, mas com posts menos telegráficos. Com o corpo de letra um tudo-nada menor e uma foto de cabeceira menos hegemónica, a obra fica excelente. Um claro salto em frente, para já. A foto do post sobre a Lucília é um verdadeiro scoop que quase só o António Granado poderia oferecer-nos. Os restantes posts mostram que este blogue continua a ser imprescindível.

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Leituras O fogo é a mensagem - notas para o debate sobre mediatização dos incêndios, texto de José Luís Garcia, no Público: "As televisões vivem da opulência imagética e as tecnologias garantem essa abundância. Mas o público não precisa de tantas imagens, estas é que precisam de público". A linguagem somos nós, texto de João Lopes, no Diário de Notícias: "(...) sendo evidente que os jornalistas são honestos e a informação televisiva procura o bem comum, os eventuais incidentes de percurso não maculam o simples facto de a televisão trabalhar, arduamente, para nos dar a conhecer a realidade 'como ela é'. Abençoada ilusão!". Sectarismo - post de Carlos Vaz Marques em "O Outro Eu": "Como costuma dizer um amigo meu: não se deve atribuir à maldade o que a simples incompetência explica facilmente. Eis uma máxima que tenho por válida tanto para quem faz seja o que for como para quem critica o que é feito".

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Dossier Katrina São inúmeras as reflexões redigidas sobre a cobertura mediática da tragédia provocada pelo furacão Katrina. A dimensão do acontecimento e as consequências humanas e materiais deram o mote a umas quantas actuações excessivas nalguns casos, excepcionais noutros, dos media. O Poynter Institute reuniu um conjunto de documentos num dossier que intitulou "Covering Katrina". Destacam-se fotos, entrevistas em registo audio e textos de análise.

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Best of the Blogs Começou no dia 1 deste mês a segunda edição do "Best of the Blogs", promovido pela rádio alemã "Deutsche Welle". O concurso é dirigido particularmente a weblogues de vocação jornalística, redigidos num de nove idiomas - alemão, inglês, árabe, chinês, espanhol, português, russo, francês e farsi (persa). Os prémios são atribuídos segundo cinco categorias: "melhor post-cad"; "melhor blog"; "melhor blog multimedia"; "melhor blog jornalístico" e "liberdade de expressão". Esta última categoria tem o patrocínio da organização Repórteres Sem Fronteiras. Os resultados são conhecidos a 21 de Novembro próximo. (Detalhes sobre as condições do concurso neste sítio.)

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Não "acredite se ler no Expresso" Há oito dias, o semanário Expresso titulava na sua primeira página, com grande destaque: "Manuel Alegre não desiste". Viu-se. Há oito dias, o semanário Expresso fazia manchete com o seguinte título: "BELMIRO APOIA CAVACO". Hoje, numa discreta breve lateral e numa carta do empresário, no interior, diz, com a maior da desfaçatez, que a notícia não tem qualquer fundamento. Belmiro de Azevedo ainda ousa sugerir ao jornal que peça desculpas aos leitores, com um relevo semelhante ao destaque da peça de origem. Mas, sobranceiro, o Jornal ficou mudo. Não é nada com ele. Pode dizer tudo e o seu contrário. Enfim, um enorme monumento à credibilidade do jornalismo.

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Manuel António Pina: colunista diário no JN O Jornal de Notícias iniciou o mês de Setembro renovando a sua equipa de colunistas, um terreno em que o diário não tinha apostado muito. A principal nota é que o escritor e poeta Manuel António Pina, que foi durante muitos anos jornalista do JN e é um dos melhores cronistas portugueses, passa a ter uma coluna de segunda a sexta feira, na última página do jornal. Entre os nomes que passarão a integrar a lista de colunistas do JN destaca-se Manuel Serrão, Honório Novo, Elisa Ferreira e Paulo P. Almeida. Francisco José Viegas, Paquete de Oliveira, Judite de Sousa são alguns dos colunistas que já escreviam neste diário. A coluna de Manuel António Pina, intitulada "Por outras palavras" teve início anteontem, e logo com um texto "Apresentação sob a forma de crónica", que vale a pena ser aqui transcrito: "Provavelmente, está tudo dito. Mesmo o sentimento da ociosidade e da inutilidade das palavras é uma sensação infinitamente cansada. E, no entanto, temos que dizer tudo de novo todos os dias, de juntar os pedaços dispersos do mundo e, com eles, descobrir para nós um lugar do nosso tamanho ou, ao menos, uma forma de sentido para aquilo a que chamamos a nossa vida. E, para isso, tudo o que temos são palavras. O que sabemos palavras; o que sonhamos: palavras; o que sentimos: palavras; e a nossa própria boca que fala é, também ela, só uma frágil e insegura palavra. O cronista é filho de Cronos, o tempo que passa, e a crónica vive o mesmo redundante destino do jornal que, como os velhos tipógrafos diziam, no dia seguinte serve apenas para embrulhar peixe (e que outro destino tem tudo senão o esquecimento?). Está então o cronista diante do mundo e de si próprio. E só pode repetir (na melhor das hipóteses por outras palavras, donde o título genérico destas crónicas) aquilo que cada homem imemorialmente repete: o amor e a morte, o medo e a esperança, a alegria e a decepção. Acontece assim nos sonhos. Temos medo e sonhamos com a esfinge. A verdade, porém, não é a esfinge, a verdade é o medo; a esfinge é só a imprecisa forma do nosso medo. Também a crónica aqui falará, a partir de hoje, de gente, de factos, de acontecimentos, mas o que dirá é outra coisa. E essa coisa é que é a verdadeira."

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Liberdade de expressão em Angola A "Justice Initiative" e "Interrights" acabam de dirigir um apelo ao Governo de Angola para que cumpra "as suas obrigações internacionais no domínio dos direitos humanos", na sequência da expiração do prazo concedido pela ONU para que o país adopte medidas destinadas a proteger a liberdade de expressão A Carta Aberta dirigida ao Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, surge na sequência da decisão de Março de 2005 do Comité dos Direitos Humanos, segundo a qual Angola violou o direito à liberdade de expressão do jornalista Rafael Marques, ao prendê-lo em 1999 por escrever artigos críticos do presidente. O Comité concedeu às autoridades angolanas 90 dias para indemnizar Rafel Marques e para tomar medidas que previnam a ocorrência de violações similares no futuro. Nenhuma destas determinações foi cumprida até à data. Rafael Marques foi detido e preso em Luanda, em 16 de Outubro de 1999, após ter publicado um editorial no jornal "Agora" acusando José Eduardo dos Santos de corrupção e incompetência. Marques ficou detido durante 40 dias sem acusação formada, e posteriormente julgado e condenado por "injúrias" ao Presidente.

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Cobertura mediática da catástrofe do Katrina O Project forExcellence in Journalism acaba de criar, no seu site, uma nova secção designada "Reporting Katrina", dedicada à cobertura dos efeitos do furacão nos estados do Mississippi, Louisiana e Alabama, nos Estados Unidos da América. Está dividida em cinco secções, das quais destaco, em especial: Reporting on the reporting: A compendium of press criticism e Citizen Journalism: The WE MEDIA response to the crisis. Para uma percepção sobre o que os media de diferentes partes do mundo estão a ler este magno acontecimento, vale a pena ler In Katrina's Eye, Visions of America, um trabalho de Jefferson Morley, publicado no The Washington Post.

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Fenómeno da Wikipedia em destaque no Le Monde O diário le Monde faz hoje primeira página com o fenómeno da enciclopedia gratuita Wikipedia. Segundo o jornal, a Wikipedia conta já com edições em 62 línguas e é visitada diariamente por 80 milhões de pessoas. "C'est un défi, certainement, note Olivier Lajouanie, directeur du marketing et de la communication de Larousse. Ce que fait un site comme Wikipedia, c'est de la mise à jour instantanée. Là où nous ne nous sentons pas menacés, c'est que des outils comme ce site ont des faibles-ses importantes, avec, par exemple, une qualité d'information très variable. Cela ne remet pas en cause l'édition d'encyclopédies venues de grandes maisons cohérentes et indépendantes."

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Presidenciais: dispositivos que não funcionam Um dos aspectos que tem chamado a atenção, quer no discurso de Manuel Alegre quer no de Mário Soares, é o pouco cuidado com a qualidade do dispositivo televisivo ou, se se quiser, da encenação. Manuel Alegre aparecia, pelo menos em dois canais, de cara quase coberta pela quantidade de microfones presentes na tribuna. E por mais de uma vez criou ruído ao procurar algo que, depois, se veio a perceber ser o copo da água. Mário Soares começou por um exercício de metacomunicação: em vez de falar directamente para os presentes e para o país, pôs-se a agradecer aos jornalistas o facto de fazerem aquilo que é a sua profissão: informar. E aquelas interrupções da instalação sonora são reveladoras de um amadorismo que não se compreende, em quem já tem traquejo nestas andanças. Podem parecer questões menores, mas contam. E quando não se cuida delas, a atenção à mensagem necessariamente decai.

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Katrine: apuros dos media no meio da catástrofe "Quem mais precisou de informação foi quem menos a ela teve acesso", escreve hoje o jornal Washington Post, a propósito do acompanhamento noticioso das consequências do furacão Katrine, no sudeste dos Estados Unidos da América. Por sua vez, o New York Times relata depoimentos de vários responsáveis mediáticos, segundo os quais cobrir uma catástrofe desta dimensão está a ser pior do que reportar a guerra no Iraque ou o tsunami de Dezembro, na Ásia. Muitas são as iniciativas de "jornalismo dos cidadãos" quer de blogues quer dos próprios meios de difusão colectiva mais importantes. Mas está visto que, em circunstâncias como as que se desencadearam, primeiro pela destruição do furacão e, depois, quando se pensava que o pior já tinha passado, pela ruptura dos diques e pelas inundações, a mobilidade fica comprometida e a informação não circula. Não há, mais de 48 horas depois, uma ideia do alcance da destruição. E, se o país (e os media) parecem ter sido surpreendidos pela dimensão do problema, o próprio presidente Bush também não escapa às críticas. Segundo o editorial do New York Times, sintomaticamente intitlado Waiting for a Leader, "George W. Bush gave one of the worst speeches of his life yesterday, especially given the level of national distress and the need for words of consolation and wisdom. In what seems to be a ritual in this administration, the president appeared a day later than he was needed. He then read an address of a quality more appropriate for an Arbor Day celebration: a long laundry list of pounds of ice, generators and blankets delivered to the stricken Gulf Coast. He advised the public that anybody who wanted to help should send cash, grinned, and promised that everything would work out in the end." A propósito: tendo em conta a dimensão do caso e as repercussões que ele tem e terá no plano económico internacional, não será que os media portugueses, de um modo geral, têm subvalorizado esta catástrofe? Complemento: Sugiro a leitura deste post do Ireal-TV.

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