Weblogue colectivo do projecto Mediascópio - CECS / Universidade do Minho | RSS: ATOM 0.3 |



José Manuel Fernandes retoma, no Editorial de hoje do "Público", o assunto do nosso debate. O título é: "Os media sob escrutínio". Escreve, a dado passo: "Algo, no entanto, pode e deve ser feito. Primeiro que tudo, discutir tudo. Por outras palavras: abrir todos os órgãos de informação à crítica e ao escrutínio de leitores, ouvintes e telespectadores. Isso, muitas vezes, desagrada aos jornalistas, uma classe tão corporativa como qualquer outra, e muito ciosa do seu nariz. Paciência: se exigimos transparência aos outros, permitamos que se questione também a transparência dos nossos métodos". Dois comentários telegráficos: - "Paciência"? - E porque hão-de ser "os jornalistas" - sem distinguir, por exemplo, uma elite que em alguma medida decide e controla o processo - o centro da discussão? De outro modo: qual o efectivo poder dos jornalistas nas redacções de hoje e como é que esse poder se distribui pelos diversos "escalões" na profissão? E porquê só os jornalistas?

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Contributos para um debate necessário. O texto que Pacheco Pereira (PP) publicou ontem sobre o escrutínio da comunicação social e o debate que eu tenho por necessário e importante sobre o que ele propõe apanha-me num momento complicado de ocupações, para esmiuçar o que penso sobre o assunto. Ainda assim, aqui vão alguns tópicos: 1.São mais as vezes em que discordo frontalmente do que escreve PP do que aquelas em que concordo com ele. Mas tenho frequentemente de reconhecer que ele procura, a partir de horizontes e objectivos diferentes dos meus, problematizar situações e modos de pensar sobre elas. Procura argumentar. E isso é algumas vezes estimulante para a reflexão e o estudo, num país em que ainda é mais fácil etiquetar, desqualificar e agredir do que debater. É por isso que, discordando, porventura, de muitos pressupostos de onde parte o “político intelectual”, encontro no que ele escreve interpelações e motivos de interesse. Como encontro noutros, cada qual a seu modo – E. Cintra Torres, E. Prado Coelho, Mário Mesquita, João Lopes, M. Augusto Seabra, Estrela Serrano.... (E vai já uma pergunta: estou enganado, ou são praticamente só homens que escrevem na comunicação social sobre a comunicação social? Será só o reflexo óbvio de um terreno ainda hegemonizado pelo masculino – com as públicas e notórias excepções que todos conhecemos?) 2. Quero reconhecer outra coisa, que PP não reconhece: desde os anos 90, cresceu substancialmente o espaço e atenção dados à comunicação social designadamente na imprensa. Basta ver que, salvo alguma excepção, as páginas de “media” não existiam. Não havia jornalistas a seguir especialmente essa área. Não havia as colunas dos provedores porque simplesmente não havia provedores. Acontece que, globalmente, essa tendência, que começou a ganhar forma especialmente a partir da segunda metade dos anos 90, entrou, nos últimos anos, em estagnação ou mesmo recuo. Veja-se o caso do Expresso. Veja-se o caso do Público, onde a coluna do Provedor era, dominicalmente, um canal de comunicação com os leitores e, ao mesmo tempo, uma plataforma de discussão da acção do jornal e dos jornalistas. 3. Apesar dos casos que temos de atenção crítica ao jornalismo que se faz em Portugal (estou a pensar sobretudo em Mário Mesquita), parece-me justo reconhecer que existe um claro défice neste campo. Sendo –continuando a ser – o jornalismo uma forma e uma instância privilegiada de enunciação e interpretação do espaço público, é, no mínimo, legítimo defender que esse tipo de discurso seja objecto de escrutínio e de análise sistemática. O trabalho dos provedores é já um contributo nesse sentido. Só que hoje, no “firmamento” dessa instância de auto-regulação, pouco mais brilha do que a Estrela...Serrano. Acresce que o discurso que se pode ter sobre a Imprensa e o jornalismo vai muito para além do que podem e devem dizer os provedores. Querem um exemplo recente? Quem discutiu, até agora, o facto de tanto o DN como o JN (edições em papel) não terem dado, na terça-feira, notícia do despedimento dos trabalhadores do portal Lusomundo.net a cujo grupo aqueles dois importantes jornais diários estão ligados? Que eu saiba, só vi a questão ser levantada no weblog do Pedro Fonseca. De resto, é da mais elementar justiça reconhecer que a televisão (e a rádio) não se discute a si própria, em antena. Não existe nada que se assemelhe a um “Arrêt sur Images” francês, por exemplo. 4. Não dispondo de tempo para ir mais longe neste contributo, deixo aquele que me parece ser um dos aspectos mais relevantes aqui em causa: o debate sobre os media ganha em ser um debate alargado a vastos sectores da sociedade, porque, do meu ponto de vista, passa por aí o exercício de uma cidadania mais lúcida e participativa (enfim, são valores que não correm por aí além, no mercado da bolsa de valores mais em voga, mas continuo a achá-los necessários, mesmo que re-equaciondos no mundo que é o de hoje). Julgo também que esse debate ganha em ser apoiado num conhecimento mínimo da realidade dos media e do seu papel na sociedade – ora isso exige estudo, materiais de apoio de qualidade, vontade (política, mas não só) de incentivar essa dimensão ou vertente fundamental da cidadania. Assim, penso que o necessário escrutínio público dos media não é primariamente um problema do Estado ou dos políticos, mas antes da sociedade e dos cidadãos, sendo que, a meu ver, a educação escolar deveria ter aí um papel estratégico (poderei desenvolver este ponto posteriormente). E, por agora, fico-me por aqui, congratulando-me por podermos conversar uns com os outros sobre as nossas ideias sobre estes assuntos. Há outros intervenientes – profissionais do jornalismo, académicos, enfim, cidadãos – que poderão também tomar a palavra. Em alguns casos, essa palavra, obtida a respectiva autorização, poderia saltar da zona dos comentários para esta página principal. O debate continua aberto. [Outras achegas para este debate nos weblogs: ContraFactos & Argumentos, Ponto Media, Jornalismo Digital e CIMJ].

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Pacheco Pereira volta a ter no Público de hoje uma peça ("O Lugar da Menor Transparência") que toca numa questão a que sou particularmente sensível (ao contrário do António Granado): a importância de existir "uma ecologia de permanente debate e crítica" sobre a comunicação social e na comunicação social. Tal como há uma crítica de TV (de facto: da sua programação), de cinema, de música, etc, porque não há-de existir igualmente uma crítica dos media?. "Só esta - acentua Pacheco Pereira - tem o efeito de educar o público e introduzir um efeito de rigor e vigilância que melhore o trabalho de edição - que tanta falta faz às redacções - e os níveis de exigência nas redacções". E enuncia as dimensões e aspectos de uma tal actividade: "Quer os procedimentos internos, que podem e devem ser escrutinados, como são normalmente os dos órgãos e instituições que actuam no espaço público, até ao conhecimento das redes de poder económico que os possuem, às escolhas, carreira e actividade pública dos que os dirigem ou nele trabalham, aos seu conflitos internos, debates de orientação, métodos de investigação utilizados, problemas de deontologia, tudo isso deveria ser normal matéria noticiosa, mas não é". Só me parece que uma tal linha de trabalho dos/nos media não pode ficar circunscrita ao jornalismo. Penso mesmo que tendências de fundo que se registam hoje no campo jornalístico resultam, em grande medida, da "contaminação" de outras variáveis do campo mediático-económico que não podem deixar de ser equacionadas. [Veja-se outras achegas para esse debate nos blogs: ContraFactos, Ponto Media>/a>, Jornalismo Digital, CIMJ].

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Um anuário sobre as notícias. A MediaMonitor acaba de lançar o "Anuário de Notícias TV 2002", que trata e analisa toda a informação divulgada pelos quatro canais nacionais, no ano passado. Das conclusões destaca-se o seguinte: - Os quatro canais generalistas emitiram 2603 horas de informação, tendo 28.4% desse tempo sido dedicado a temas políticos; - a RTP1 foi o canal que mais notícias divulgou; - porém, a TVI foi aquele em que elas obtiveram maior visibilidade, devido à audiência do canal em prime time. - Quanto aos temas tratados, a política é o que leva vantagem, especialmente na RTP1. A RTP1 concentra ainda mais desporto do que os outros canais. - Temas sociais como saúde, justiça ou educação obtêm maior exposição na TVI. Como salienta Manuel Monteiro, director da Área de Audiências e Planeamento e de Notícias da MediaMonitor, na mais recente edição da newsletter da Marktest, “só agora com este estudo é possivel medir, de facto, quantas notícias de cada assunto são divulgadas e com que duração”. (o acesso à newsletter é gratuito, mas exige registo prévio).

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Parabens ao WEBJORNALISMO. Como se pode ver no Blogtree, o Webjornalismo, blog da iniciativa da Elisabete Barbosa, faz por estes dias um ano de vida e já é “filho” e “pai" (mãe?) de outros blogs. Além da qualidade do seu póprio desempenho. É muita coisa para um ano de vida.

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O Pentágono não tem que temer. Esta é a conclusão que se pode tirar de um artigo "How the news will be censored in this war") que Robert Fisk publica no diário inglês The Independent. Leia-se e pasme-se: "Indeed, reading a new CNN document, "Reminder of Script Approval Policy", fairly takes the breath away. "All reporters preparing package scripts must submit the scripts for approval," it says. "Packages may not be edited until the scripts are approved... All packages originating outside Washington, LA (Los Angeles) or NY (New York), including all international bureaus, must come to the ROW in Atlanta for approval."

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Ainda sobre a compra do Blogger pelo Google, o site Jornalistas da Web fez uma compilação interessante de textos sobre o assunto.

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Um artigo, na AJR, sobre os estudantes de Jornalismo nos EUA que saem para o mercado de trabalho, revela uma situação muito semelhante à portuguesa. Os jornais de cidades pequenas aceitam facilmente os jovens jornalistas mas, apesar de por vezes as condições de trabalho não serem más, os salários são baixos. A maior parte dos jovens jornalistas mantêm-se nestes jornais por pouco tempo, até encontrarem um emprego melhor, eventualmente em grandes jornais. No entanto, há quem pense que estes trabalhos deveriam ser melhor recompensados. "The industry has got to figure out a way to restructure salaries, and yet, who is going to take the lead? If the big corporations--the Gannetts, the Knight Ridders--don't, and they really can't given the need to satisfy the shareholders, we're just backing ourselves further and further into a corner.", afirma um dos entrevistados, editor de um jornal local. Acho que, em Portugal, esta reflexão também seria útil e acrescentar às preocupações, as situações dos estagiários. Dica de First Draft.

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Aula Aberta sobre Televisão Educativa. A Direcção do Mestrado em Ciências da Comunicação – área de especialização em Comunicação, Cidadania e Educação, da Universidade do Minho, promove sexta-feira, dia 28, às 15 horas uma aula aberta que tem por tema “Televisão educativa e educação para a televisão no contexto dos novos media”. Será interveniente o Prof. José Manuel Pérez Tornero, que é professor e director do Mestrado em Comunicação e Educação da Universidade Autónoma de Barcelona e Vice-Presidente da Associação Internacional de Televisão Educativa. Esta iniciativa marca a abertura do Curso de mestrado em Comunicação, Cidadania e Educação, um projecto de ensino pós graduado que pretende debater e aprofundar o lugar dos media na formação dos cidadãos. O Prof. Perez Tornero é licenciado em Jornalismo e em Filologia Hispânica, doutorado em Comunicação e, além de uma vasta experiência como director da televisão educativa da RTVE, é Assessor da UNESCO e da Comissão Europeia em matéria de Media Education e TV. É autor de La semiótica de la publicidad, La seducción de la opulencia, Tribus urbanas, El desafío educativo de la TV, Comunicación y educación en la sociedad de la información, entre outros. Actualmente, prepara un estudo intitulado “La educación y la cultura: Más allá de Internet”

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Prestige desprestigia a TVE. Meia centena de trabalhadores da TVE-Galiza acabam de denunciar aquilo que consideram actos de censura da direcção do canal, relativamente à cobertura dos acontecimentos relacionados coma tragédia do Prestige. Segundo El País de segunda-feira, a situação aqueceu ainda mais quando, durante a grande manifestação “Nunca Mais”, no domingo, em Madrid, a televisão pública optou por pôr no ar a repetição do final da “Operação Triunfo”, guardando as referências à manifestação para o Telediário, como se de um vulgar evento se tratasse.

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Inquérito sobre a UE e a guerra. A Presidência grega da União Europeia tem em linha um inquérito bastante interessante sobre a posição dos cidadãos relativamente ao conflito em torno do Iraque. Está longe do simplismo e reducionismo de muitos outros (o da Time, por exemplo) e permite, no fim, confrontar a resposta a cada questão com o sentir dos restantes 30 mil votantes que já se pronunciaram. (Não está aqui em causa, evidentemente, qualquer veleidade de significância do ponto de vista estatístico).

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Jogos racistas na Internet. A Comissão para a Igualdade de Oportunidades e Direitos Humanos da Austrália acaba de alertar para o facto de existirem cerca de 20 jogos de computador com conteúdos racistas publicados e distribuídos pela Internet. Esses jogos, alegadamente comercializados em páginas web racistas dos EUA, incluem designadamente assassínios simulados de pessoas de outas etnias.

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Internet: mais de 500 milhões. Eleva-se a cerca de 580 milhões o número de pessoas em todo o mundo com acesso à Internet, segundo dados apurados pela Nielsen NetRatings e divulgados pela NUA. O número dos que dispõem de acesso cresceu perto de 17 milhões, desde o Outono passado.

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“Salvem a TSF Online”. Este é o apelo que os 31 profissionais que asseguram diariamente a emissão da TSF na Internet acabam de lançar, propondo aos interessados a subscrição de um abaixo-assinado que se encontra on-line. A PT Multimédia confirmou hoje que vai extinguir a Lusomundo.net, estando, a enviar propostas de rescisão de contrato, segundo informa a LUSA. Para os trabalhadores, os indicadores disponíveis apontam para um crescimento significativo das consultas ao site nos últimos dois anos, sendo cada vez maior o número de empresas interessadas nos conteúdos da Lusomundo.net. Entretanto, o Sindicato dos Jornalistas difundiu um comunicado sobre o problema em que afirma que "aos trabalhadores, incluindo 24 jornalistas, foi anunciado que ou assinam os contratos de rescisão que lhes serão propostos amanhã pela administração ou serão dispensados em condições inferiores". O SJ classifica tal atitude como uma “chantagem inadmissível”. O ContraFactos & Argumentos observa, com argúcia, um ponto que é neste contexto, significativo: "Nem o DN nem o JN fizeram qualquer referência nas edições de hoje sobre o assunto... O DN tem no Última Hora que Jornalistas da Lusomundo.net recebem amanhã propostas de rescisão de contrato".

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O “pedo-filão”. É polémica, mas pertinente e oportuna, a leitura do tratamento jornalístico ao escândalo da Casa Pia, feita na última edição do "Observatório da Imprensa" (do Brasil) por Rui Paulo Cruz e intitulada “O pedo-filão da pedofilia”. Eis uma amostra: “ (...) Enaltecem alguns o papel da imprensa neste processo. E muitos jornalistas vangloriam-se, a pretexto deste caso, das virtudes do jornalismo de investigação. A minha opinião, para grande pesar de mim próprio, não podia ser mais oposta. Não vejo nas páginas dos jornais, nem nas matérias dos telejornais, nada que se pareça com investigação. E vejo muito pouco jornalismo. Jornalistas e barões da mídia estão querendo passar para o exterior a idéia de uma grande investigação jornalística que não existiu. Tudo começou com uma reportagem de antecipação à prisão do primeiro suspeito, matéria que resultou de informações recebidas (e não investigadas) por uma jornalista de um membro da polícia que lhe é muito próximo. Excessivamente próximo, para o meu gosto, e para o que a ética aconselha...Nessa matéria, e nas outras que se seguiram, fatos confirmados e autores identificados: quase nenhum. Mas multidões de notáveis a falar sobre eles. Resulta desta perversa mistura (segredo de justiça e jornalismo de preguiça) que nada se sabe e quase tudo se inventa” (...).

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Teses de mestrado em jornalismo. Conhecer o que se vai estudando e produzindo no campo do jornalismo e da comunicação é um contributo que weblogs como este podem prestar, sobretudo quando as instituições universitárias parecem viver cada uma para si mesma. É, por isso, de registar a iniciativa do Instituto de Estudos Jornalísticos da Universidade de Coimbra de colocar no seu site a listagem das teses de mestrado defendidas até ao presente, referindo o autor, o tema e a data da prova pública. É pouco (o ideal seria ter também os abstracts ou/ e os índices, para não falar no texto completo), mas é mais do que muitas outras instituições congéneres fazem.

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”Convergência” nas redacções. O European Journalism Centre (EJC) organiza no início da próxima semana, na Holanda, um seminário avançado sobre iniciativas de “convergência”, nas redacções dos media europeus. Serão apresentadas experiências avaliativas de empresas e grupos como a BBC News Interactive, Financial Times e Reuters, que têm apostado em integrar as vertentes de imprensa, on line e broadcasting, procurando manter uma cobertura noticiosa de qualidade e explorando hipóteses de serviços direccionados para segmentos mais específicos dde audiência.

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O Pentagono e os jornalistas. Ainda sobre o modo como o Pentágono está a procurar formatar a cobertura da guerra pelos jornalistas, vale a pena ler o texto de Greg Mitchell na Editor & Publisher, com o título "Pentagon Ground Rules May Limit Reporting - Media Will Be Asked to Remove 'Sensitive' Info". Escreve, a abrir: "Close examination of one of the final sections of ground rules for embedded reporters traveling with U.S. forces recently distributed by the Pentagon reveals potential limits on reporting of "sensitive" material in any attack on Iraq. It also discloses how disputes with the media over review of their material, and restrictions on coverage, will be handled and decided".

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Hora da publicidade? A colocação entre 10 a 15% do investimento publicitário no meio internet, juntamente com os outros suportes (televisão, imprensa, rádio e ‘outdoor’) beneficia as marcas a ponto fazer crescer as suas vendas na mesma proporção - diz hoje o Diário Económico. Esta é a conclusão saída do estudo – Cross Media Optimization Studies (XMOS) – realizado pelo Interactive Advertising Bureau (IAB) norte-americano junto de uma marca de lenços de papel e de uma pasta de dentes. Ainda segundo o DE, "o investimento publicitário global vai aumentar 2,78% este ano e 4,46% em 2004 depois de dois anos de recessão", de acordo com previsões da International Goldman Sachs que avisou, no entanto, que "uma segunda guerra do Golfo mudará o cenário para pior".

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A Lusa ao telemóvel. A agência Lusa inicia hoje um novo serviço de distribuição de notícias através de alertas SMS (mensagens escritas instantâneas) nos telemóveis da rede TMN. Até 15 de Março a subscrição é gratuita, passando depois o serviço a ter um custo de 0,152 euros por mensagem.

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O Público, no seu suplemento computadores, voltou a tratar a questão dos weblogs. Embora o tema de fundo seja a compra do Blogger.com pelo Google, são feitas diversas referências ao fenómeno dos weblogs e, em concreto, à sua situação em Portugal.

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Para acompanhar a guerra o "Café Pedagógique" criou um "portal" destinado a ajudar a compreender o conflito. São numerosas as ligações propostas, estando presentes as perspectivas francesa, americana, dos países neutrais, dos historiadores, etc., etc. Parece um bom espaço de análise tendo em conta a multiplicidade de visões, tendo a perspectiva pedagógica sempre presente. O que é importante e deve ser realçado. Pode ser encontrado aqui.

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Para acompanhar a cobertura da guerra. À medida que a Administração Bush vai conduzindo a campanha, de modo a acelerar a guerra – agora também o moral das tropas “oblige”- vai saltando, de novo para a ribalta a questão da cobertura jornalística. Algumas notas dos últimos dias: * No "Público" de hoje, e sob o título "Iraque: Um Casamento Arranjado Entre Militares e Imprensa", escreve-se: "Se a tropa partir para a guerra no Iraque, fá-lo-à com centenas de jornalistas do mundo inteiro, num casamento arranjado, sem precedentes, entre a imprensa e as forças armadas norte-americanas. O Pentágono convidou os "media" a enviar mais de 500 jornalistas para as operações de combate para "cobrir" esta guerra anunciada (...)". A peça do DN sobre o mesmo assunto intitula-se "Repórteres às ordens da tropa". * Don Wycliff, do Chicago Tribune, conta como os jornalistas estão a fazer treinos intensivos sobre e para a guerra, parecendo estar a instituição militar mais colaborante com o campo jornalístico do que aquando da guerra do Golfo. Mas como salvaguardarão os jornalistas a sua independência?: “(…)Each journalist will be "embedded" in a unit, living, traveling and going into combat with it. But instead of a weapon, the journalist will wield a pen and pad or a still or videotape camera. The journalists will eat the same food, share the same sleeping quarters and endure the same hazards--including, potentially, biological or chemical attacks--as the rest of their units. But at the end of the day, they'll be expected to remain journalists, exercising an objective eye and writing critically of the people and things they observe when criticism is warranted. It's hard to imagine a stiffer test of journalistic discipline”. *Sobre este mesmo assunto se pronuncia Carol Brightman (“Pentagon's Recipe For Propaganda”), no site AlterNet. As reticências são aqui mais explícitas: “It’s time to take a close look at the Defense Department’s plan for managing the press during the impending invasion of Iraq. Called "embedding," it will position chosen reporters and photographers inside military units – not for a week but for the duration of the war. "Embedding for life," is how deputy Assistant Secretary of Defense for Public Affairs, Bryan Whitman, sees the program – which appears to be viewed a bit differently by the military than by the media”. * Num texto intitulado “War, Protest and the Press - The Failure of American Journalism”, Dave Lindorff critica com aspereza a cegueira dos grandes media comerciais, nomeadamente ao não valorizarem o significado das manifestações do passado dia 15: “Although there are clear and rational and compelling arguments being made against war both at home and abroad by professional soldiers, seasoned diplomats and millions of ordinary people, the American corporate media, both print and electronic, have become virtual parrots of the Administration line that war is necessary because Saddam Hussein is evil and a clear threat to America”. * Mário Bettencourt Resendes, no editorial que assina no “Diário de Notícias" de ontem (“Um jornalista na frente de combate”), pergunta-se por que será que um jornalista experimentado e com provadas de independência dada como é o caso do veterano Dan Rather assume claramente uma posição pró-guerra. “Julgo – escreve o director do DN - que a resposta tem a ver com os sentimentos da esmagadora maioria dos norte-americanos, que vivem os acontecimentos presentes como uma consequência inevitável dos atentados de 11 de Setembro e não entendem a quebra de solidariedade por parte dos europeus”. * Ao mesmo tempo, porém, e do lado do público norte-americano, surgem notícias que indicam estar a haver, nos últimos meses, uma crescente procura de informação junto dos media europeus. No texto “US public turns to Europe for news”, vindo a lume Sexta-feira no site (inglês) “Dot Journalism”, Elizabeth Croad escreve: “The threat of war in Iraq is driving increasing numbers of Americans to British and international news web sites in search of the broader picture. According to the internet audience management and analysis company, Nielsen NetRatings, traffic to the UK's biggest news sites, BBC News Online and Guardian Unlimited, has increased dramatically over the past year. Many of these new users are from the US”.

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Biblioteca Científica Digital . O Ministério da Ciência e Ensino Superior acaba de anunciar que até ao final do semestre vai ser criada a biblioteca científica digital, a qual permitirá a estudantes, universidades e laboratórios o acesso a mais de 2.200 revistas científicas internacionais. O trabalho com esse fim está a ser realizado no âmbito das actividades da Unidade de Missão Inovação e Conhecimento (UMIC), dirigida por Diogo Vasconcelos. Segundo este responsável, entre 2003 e 2004 todas as universidades e institutos politécnicos terão implementadas redes de acesso sem fios de banda larga.

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Desde finais de Janeiro, está on-line um novo weblog que se propõe tratar as tendências da imprensa e do jornalismo. Chama-se "Periodismo 21" e é seu autor Juan Varela. Dica e-periodistas.

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A universidade estatal de Ohio quis ajudar os jornalistas a fazer melhores trabalhos sobre cancro, criando um livro que acabou por se tornar uma referência de investigação e consulta sobre a pior doença dos nossos dias. "Reporting on Cancer - a guide for journalists" foi lançado em 1994 e agora, face aos muitos pedidos de reposição da obra, a "Ohio State" fez melhor: colocou uma versão electrónica disponível na net, para quem a quiser consultar e importar livremente (em pdf). Isto é serviço público.

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Que uma educação para os media é necessária, isso já todos sabemos. Que é importante chamar a escola a colaborar neste desígnio, também já todos o sentimos. Mas convencer os nossos governantes desse facto já é mais complicado. Pelo menos, já não seria mau se os educadores deste País utilizassem as aulas de Educação para a Cidadania para tratarem de assuntos da actualidade, para incentivarem os seus alunos a participarem nos grandes debates da sociedade, mas também para o grande desafio da leitura e descodificação das mensagens televisivas, do conhecimento do complexo mundo empresarial dos media, da compreensão das dinâmicas e dos processos de produção das notícias, etc., etc. Sem querer puxar a brasa à minha sardinha, a produção de jornais escolares é um fantástico momento de exercício da cidadania: a produção de notícias, o colocar em comum as suas ideias e opiniões, a participação na vida da escola, da comunidade e do mundo. Poderia e deveria ser mais aproveitado neste sentido e com este objectivo. Pronto, desabafos! Mas enquanto muitos destes desejos não passam disso mesmo, chamo a atenção para um interessante sitio com bom material para a educação para os media. Chama-se "CREM - Centre de Ressources en Éducation aux Médias" e nele pode ser encontrada informação, exercícios práticos e conselhos para pais e educadores, sobre o complexo mundo mediático em que estamos inseridos.

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O "Le Monde" de sábado, no seu suplemento "Radio Télévision", inclui um interessante conjunto de peças sobre a guerra e a televisão, intitulado "La guerre des médias a commencé". No seu destaque diz o seguinte: "Conflit ou pas, les télévisions son prétes. Le Pentagone organise et encadre la couverture des opérations contre l'Irak. Les journalistes suivent les stages commando et rodent des matériels de transmission dernier cri. Mais comment eviter la manipulation?"

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O insuspeito "Le Monde" é o protagonista do enredo de um novo "romance" dos media intitulado "La face cachée du Monde", que deverá surgir nas bancas na próxima quarta-feira dia 26 de Fevereiro. A expectativa é já elevada e o semanário "L'Express" fez uma pré publicação da obra, onde são contadas diversas histórias sobre os procedimentos e métodos utilizados naquele jornal de referência. Os enredos de alguns dos 25 capítulos da obra, dos quais sete são divulgados na edição desta semana do L'Express fariam corar de vergonha Hubert Beuve-Méri. O "Le Monde" já reagiu numa pequena nota inserida na sua edição de sábado. Insere a publicação do livro numa campanha contra o jornal e reserva qualquer tomada de posição para depois do lançamento da obra e do seu conhecimento integral. Por cá, o Diário de Notícias de sexta-feira já fez eco do assunto.

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"Não é meu papel ser educador do povo". A entrevista que Miguel Pais do Amaral, patrão da Media Capital, dá à última edição do "Expresso" (revista "Única"), tem partes saborosas. Quando lhe é perguntado sobre se os media do grupo podem dar notícias contrárias ao grupo, responde: "Uma coisa é atacar os accionistas, outra é falar do grupo" (...) "No 'Diário Económico' tinha alguma influência real. Entendia que devia ser o jornal do capitalismo português e isso devia ser tido em conta pela linha editorial. Por exemplo, quando o Nicolau Santos era director, publicou um artigo de opinião do Vasco Gonçalves. Eu disse-lhe que não fazia muito sentido (...) Nâo tem nada a ver com censura, tem a ver com posicionamento". Antes, já tinha dito, a propósito do facto de "O Independente" nunca ter falado da atribuição de frequências radiofónicas ao "Correio da Manhã", quando Carlos Barbosa era accionista da SOCI: "Eu parto do princípio que o director, se é escolhido pelos accionistas, não é um 'kamikaze'". Sobre a informação da TVI, perguntam-lhe se "gostaria que lhe aparecessem cenas de sexo do 'Big Brother' quando está a ver o telejornal com as filhas". A resposta: "Felizmente as minhas filhas não vêem o telejornal. Acredito que seja um pouco embaraçoso. Se calhar as minhas filhas não estão no 'target'. Não sei o que lhe hei-de responder". E ainda: "Não é o meu papel ser o educador do povo português. Nem é fnção da televisão privada educar as pessoas".

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Montes de "papers". O Portal da Comunicação, da Universidade Autónoma de Barcelona acaba de colocar online o texto integral de uma parte das comunicações apresentadas à 23ª Conferência da IAMCR - International Association of Media and Communication Research, que se realizou na capital catalã, de 21 a 26 de Julho de 2002. Das comunicações de que não há texto há, pelo menos, o resumo.

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Década da alfabetização. As Nações Unidas acabam de criar um site para apoiar a Década da Alfabetização, que se desenrola de 2003 a 2012. Explicitando o conceito de literacia utilizado, afirma-se: "Literacy is about more than reading and writing - it is about how we communicate in society. It is about social practices and relationships, about knowledge, language and culture. Literacy - the use of written communication - finds its place in our lives alongside other ways of communicating. Indeed, literacy itself takes many forms: on paper, on the computer screen, on TV, on posters and signs. Those who use literacy take it for granted - but those who cannot use it are excluded from much communication in today’s world. Indeed, it is the excluded who can best appreciate the notion of ‘literacy as freedom’".

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Hábitos. No seu blog, Jeremy Zawodny propõe "The 10 Habits of Highly Annoying Bloggers".

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Petição sobre o “Acontece” on line. A petição sobre o programa “Acontece” da RTP2, que foi posta online por um docente da Universidade do Algarve, tem registado um número de assinaturas que não pára de aumentar. O site, alojado num servidor vocacionado para causas cívicas, encontra-se mesmo no “top ten” dos mais concorridos. No texto que acompanha a recolha de apoios ao programa diz-se que ”os abaixo-assinados estão dispostos a demonstrar que o número de telespectadores que vêem a RTP2 e, particularmente, o programa “Acontece” é bastante superior ao que o Sr Ministro imagina”. Ironicamente, refere-se ainda que os subscritores abdicam da viagem à volta do mundo a que aludiu o ministro da tutela, porque acreditam que “a televisão possa ter alguma utilidade intelectual, com programas de qualidade”.

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JN lança suplemento para a terceira idade. O Jornal de Notícias (JN) vai começar a publicar um suplemento dedicado à terceira idade, abordando temas como turismo, viagens, saúde e alimentação, para além do desenvolvimento de um tema principal. A notícia é veiculada pela “Meios e Publicidade", que acrescenta ainda que o suplemento se chamar-á "Sénior", e sairá às quartas feiras com 12 páginas, sob a coordenação de Manuel Neto.

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A guerra anunciada na TV 1 de Janeiro a 16 de Fevereiro de 2003 O MediaMonitor procedeu a um estudo das notícias sobre o caso da guerra no Iraque, abarcando o mês de Janeiro e a primeira metade de Fevereiro. Eis alguns dados apurados: Total de notícias: 707 - RTP1----240----Mais de 8h - TVI-----145----Perto de 6 h - SIC-----139----4h 30m - RTP2---110----4h 11m - SIC-N---73----2h 32m "A RTP1 foi simultaneamente o canal que emitiu mais notícias sobre o assunto e lhe dedicou mais tempo de informação (...) A RTP2 distinguiu-se por ter sido o segundo canal que dedicou mais tempo a este tema, que motivou perto de 6 horas de informação, tendo sido o que mais relevância deu ao caso (por ter sido este o tema com maior peso no conjunto da sua informação) e ainda aquele que transmitiu notícias em média mais longas sobre o assunto durante o período em análise”. FONTE: dados da MediaMonitor.

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Weblogs e jornalismo. Só agora passei os olhos por um artigo publicado segunda-feira no "Toronto Star", intitulado "Original journalism lacking on the Internet". Parece um "deitar água na fervura", mas não será tanto assim. Para abrir o apetite, um pouco da prosa de Antonia Zerbisias: "(...)Oh sure, there are plenty of bloggers: free-ranging opinionators from right-to-left who post their thoughts on their Web pages, inviting commentary from visitors. They link to other sites, refer to other media, even attack the mainstream press but they rarely, if ever, set out to do an investigative report, an original interview or actually step out into the daylight to cover an event. So one of the reasons that they're free-ranging is that most do it for free, for love not money".

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Tabloides na guerra. Alguma imprensa tabloide inglesa e norte-americana tem vindo a atirar-se, nos últimos dias, contra a França e, em particular, contra o presidente Chirac, por causa da posição francesa relativamente à guerra contra o Iraque. Depois de ter chamado "verme" ao presidente francês, o diário sensacionalista "The Sun"(propriedade de Rupert Murdoch, 3,5 milhões de exemplares diários), chama-lhe, no editorial da edição de hoje, "hipócrita sem escrúpulos", "mentiroso e batoteiro". O pretexto mais imediato reside, agora, no facto de Chirac ter recebido e apertado a mão a Robert Mugabe, na cimeira de chefes de Estado africanos que hoje terminou em Paris. Um dossier sobre este assunto intitulado "Chirac et la presse française face au Sun" foi disponibilizado online pelo "Nouvel Observateur".

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Comunicação Social e Democracia em debate. Realiza-se amanhã, sábado, às 14.30h, no Hotel Roma, em Lisboa, uma mesa-redonda sobre o tema “Comunicação social e Democracia”, na qual participarão Mário Ventura, Fernando Correia, José Rebelo, António Rego Chaves e João Corregedor da Fonseca. A iniciativa cabe à Associação Intervenção Democrática (Fonte: Newsletter do SJ).

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O berço da TVI nos dez anos do canal. Sobre os dez anos da TVI, ontem evocados, o blog Coluna Infame, "assumidamente conservador", insere um post no qual Pedro Mexia propõe uma leitura contundente da relação da Igreja Católica com os media: "(...) a Igreja não tem um jornal decente (e há centenas de jornaizecos católicos), não tem um editora dinâmica (a comparação com a Espanha é uma vergonha para nós), quase não há livrarias católicas de jeito, a presença da Igreja nas artes é invisível. Etc.,etc., etc. Não é com meia-dúzia de profissionais, uns tantos carolas, dinheiro de freirinhas e Misericórdias que se faz uma tv aceitável. A Rádio Renascença - da qual a Igreja se ufana - é, com excepção da vertente informativa, parte integrante da cultura pimba em Portugal (...)". E especificamente sobre a TVI: "Que a Igreja se tenha deixado arrastar nesta aventura insensata é lamentável. Como escreveu Miguel Sousa Tavares, já que a Igreja entrou numa de pedir desculpas a torto e a direito porque é que os bispos portugueses não pedem desculpa pela TVI? Há países com uma cultura católica viva e exigente, como a Itália ou a Espanha, e mais recentemente a França, e essa dinâmica pode passar pontualmente pela televisão (caso da RAI). Mas um canal católico era, é e será, uma aventura sem sentido. Vejam a Canção Nova cinco minutos e percebam porquê". Só posso dizer que subscrevo.

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"Éticas, Estéticas e Políticas da Comunicação". O Curso de Ciências da Comunicação da Universidade do Algarve organiza a 2 e 3 de Maio próximo as I Jornadas de Comunicação sob o tema «Éticas, Estéticas e Políticas da Comunicação para o Século XXI». Um dos principais objectivos deste evento consiste na dinamização e no aprofundamento de um debate em torno das grandes questões da Comunicação, debate que “cada vez se apresenta como mais necessário para a compreensão da sociedade em que vivemos, nomeadamente no que respeita às formas comunicativas que mais caracterizam os modos contemporâneos de cidadania e de intervenção socio-cultural, quer numa perspectiva global, quer numa perspectiva regional e local”. Intervirão nos debates nomes como Francisco Rui Cádima , Joaquim Vieira, Paquete de Oliveira, Augusto Santos Silva , João Teixeira Lopes, José Pacheco Pereira, Thierry de Smedt, Jose Ignacio Aguaded, Cristina Ponte e Vitor Reia-Batista. Comunicações podem ser apresentadas designadamente nas áreas de Comunicação Cultural e Intercultural; Comunicação Científica e Ambiental; Comunicação Educativa e Telemática; Comunicação Global e Política. Contactos com os organizadores: tel. 289 800 100 - Ext.: 6230, Fax 289 864 675 ou e-mail: educaunet@ualg.pt

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Quanto maior a empresa menor a qualidade. O Project for Excellence in Journalism acaba de dar à estampa (digital) um estudo de largo espectro, intitulado “Does Ownership Matter in Local Television News?”,que procura analisar a relação entre dimensão da empresa/grupo económico e a qualidade do jornalismo. As perguntas de partida são estas: será que grandes grupos, com recursos vastos e empresas diversificadas levam a um jornalismo melhor? Ou será que empresas mais pequenas e mais próximas das comunidades locais permitem uma trabalho mais bem feito? Destaques das conclusões: * "Smaller station groups overall tended to produce higher quality newscasts than stations owned by larger companies-by a significant margin. * Network affiliated stations tended to produce higher quality newscasts than network owned and operated stations-also by a large margin. * Stations with cross-ownership-in which the parent company also owns a newspaper in the same market-tended to produce higher quality newscasts. * Local ownership offered some protection against newscasts being very poor, but did not encourage superior quality". A operacionalização do complexo conceito de qualidade foi feita tomando como referência um conjunto de critérios que podem ser consultados num anexo do estudo.

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“Luzes no labirinto audiovisual”. O Colectivo andaluz Comunicar organiza na cidade de Huelva, de 23 a 26 de Outubro próximo o Congresso Iberoamericano de Comunicação e Educação, sob o slogan «Luzes no labirinto audiovisual». Este evento de carácter internacional é aberto a todos os profissionais da comunicação e educação preocupados e interpelados pelo actual panorama dos meios de comunicação e pela necessidade de fomentar «luzes» para o seu melhor conhecimento e apropriação”. Toda a informação disponível pode ser consultada no site do Congresso.

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Profissionalidade jornalística. A edição mais recente do portal Sala de Prensa (nº 52, relativo a Fevereiro de 2003) inclui um texto de Enrique Aguinaga - “Profesionalidad: Conciencia y definición “ - que vale a pena ser lido. Trata. Nomeadamente, do problema da rescisão de contrato por justa causa, quando o jornalista invoca como motivo a mudança de orientação editorial do órgão para que trabalha. A realidade de referência é a espanhola.

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Chegou-me informação sobre um novo weblog, com um nome bem "apanhado", dedicado ao debate político. Pode ser visto aqui.

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Site sobre análise do mercado de media. A OMD Research já tem em linha o seu portal que disponibiliza "serviços na área de research em media, numa perspectiva de análise e entendimento dos meios enquanto marcas". Além de informações actualizadas sobre esta área, o "site" disponibiliza as publicações da OMD Research: a "newsletter" mensal, estudos de e sobre os meios (O Valor Das Marcas) e o anuário de "media" ("Media Facts"). (Fonte: secção de Media do Público)

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Qualidade da programação infantil. O Grupo Parlamentar do Partido Ecologista 'Os Verdes' promove hoje, na Assembleia da República, uma audição pública parlamentar sobre a qualidade da programação infantil no audiovisual. Esta audição tem como objectivo promover uma reflexão alargada e um debate sobre a matéria, com diversos especialistas e interessados, abordando a caracterização da programação a que hoje as crianças estão sujeitas e os reflexos pessoais e sociais desses programas sobre as crianças. Procurar-se-á também compreender da necessidade ou não de mecanismos de regulação nesta área e que medidas são fundamentais para uma boa selecção de programas infantis. Serão ouvidas opiniões de representantes de associações (de pais), académicos, profissionais ligados ao audiovisual, entre outros. ... Fórum web sobre educação e TV. Numa iniciativa conjunta do Centro de Competência Nónio da Universidade do Minho (CCUM) e do Departamento de Ciências Sociais e Humanas da Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso, decorre entre de 17 a 27 deste mês um fórum Web, destinado a debater a relação entre a educação e TV. Este espaço estará aberto à participação de todos, alunos, professores e comunidade em geral, pretendendo ser, para além de um local de debate, um local de aprendizagens e de intervenção activa na vida da comunidade.

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Já por várias vezes se tem falado do fim da Salon, a revista norte-americana considerada como um bom exemplo de jornalismo digital. O projecto foi, de resto, concebido para a Internet. Hoje, ao ler um texto sobre o assunto encontrei um parágrafo que me levanta algumas questões: Salon's pending demise also underscores the difficulty of mounting a commercially successful on-line-only project. On-line media brands, such as The Wall Street Journal Online, that break even or are close to it are often part of a broader corporate organization with traditional newspapers or magazines. As questões poderão ser levantadas de diversos ângulos. Por um lado, é interessante para os jornalistas compreenderem que o seu papel na sociedade actual não está em risco e que o público que pesquisa notícias online continua a confiar nas marcas que conhece. No entanto, projectos interessantes e de boa qualidade como a Salon, ficam impedidos de se manterem no mercado, fora da alçada de um (grande) grupo económico, limitando o surgimento de novas iniciativas. Este assunto, sugere mais comentários? Dica de Jim Romenesko.

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Morais Sarmento. Na sequência da polémica suscitada pelo ministro Morais Sarmento em torno da audiência da RTP2 e, particularmente, do programa "Acontece", o ministro da Presidência colocou online os dados de que se serviu na sua intervenção. O documento intitula-se "QUAL É O PÚBLICO DA RTP2" e responde a perguntas como estas: "Quantos são os espectadores da RTP2?, Quem são? Que programas preferem". O estudo foi elaborado em Janeiro último pelo "Gabinete de Estudos e Audiências".

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um jornal. A Universidade do Minho (UM) lançou ontem “um|jornal” - um projecto informativo profissional que pretende tratar jornalisticamente a actualidade da instituição e da sua envolvente. O jornal, de periodicidade mensal, é dirigido por Joaquim Fidalgo, tendo Luís António Santos como editor executivo. Tendo surgido no quadro da filosofia de acção da nova equipa reitoral da UM, “um|jornal” é, no entanto, um órgão autónomo face à Reitoria. Está prevista a versão online desta publicação.

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Televisão, Estado e Sociedade Civil. É este o tema do 10º “Falar Televisão”, que hoje decorre em Lisboa, no Instituto Franco-Portugais. O motivo próximo deste debate, organizado por José Carlos Abrantes, é a publicação do livro "Televisão e Cidadania". Esta discussão tem também, como pano de fundo, a polémica nascida da extinção anunciada da RTP2 e da criação do Canal Sociedade, agora já com director indigitado. Problematizando o debate, questiona o organizador: "Deverá a televisão de serviço público dirigir-se ao consumidor ou ao cidadão? Deverá a televisão de serviço público ser planeada, concebida e executada por profissionais de televisão ou deverá ser fruto de uma participação alargada da sociedade civil? Ou haverá uma terceira via que combine, de forma eficaz, profissionalismo com pulsar social? Reconhecem-se os cidadãos na televisão de serviço público que pagam ou consideram que esta se tornou uma estrutura alheada das preocupações do conjunto dos cidadãos e de grupos sociais específicos que precisam de protecção e de estímulo? Qual o papel de regulação que o compete ao Estado nos conflitos entre os cidadãos e a emissão televisiva? Como tornar efectivo esse poder regulador?"

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Retratos de um outro mundo. Vale a pena ler hoje no "The New York Times" o artigo "Behind the Great Divide", , de Paul Krugman, uma explicação para a diferença de posições entre as opiniões públicas dos países europeus e das norte-americanas. A questão, para o autor, está no fosso que separa as notícias a que um lado e outro do Atlântico têm acesso. Eis alguns extractos: "(...) Most people, though, get their news from TV — and there the difference is immense. The coverage of Saturday's antiwar rallies was a reminder of the extent to which U.S. cable news, in particular, seems to be reporting about a different planet than the one covered by foreign media. What would someone watching cable news have seen? On Saturday, news anchors on Fox described the demonstrators in New York as "the usual protesters" or "serial protesters." (...) Europeans, who don't see the same things on TV, are far more inclined to wonder why Iraq — rather than North Korea, or for that matter Al Qaeda — has become the focus of U.S. policy. That's why so many of them question American motives, suspecting that it's all about oil or that the administration is simply picking on a convenient enemy it knows it can defeat. They don't see opposition to an Iraq war as cowardice; they see it as courage, a matter of standing up to the bullying Bush administration. (...) There are two possible explanations for the great trans-Atlantic media divide. One is that European media have a pervasive anti-American bias that leads them to distort the news, even in countries like the U.K. where the leaders of both major parties are pro-Bush and support an attack on Iraq. The other is that some U.S. media outlets — operating in an environment in which anyone who questions the administration's foreign policy is accused of being unpatriotic — have taken it as their assignment to sell the war, not to present a mix of information that might call the justification for war into question. So which is it? I've reported, you decide".

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Porque "bloga" o Google?. Comentando ontem a aquisição da Pyra.Labs (grupo que controla o Blogger.com) pelo Google, a Elisabete Barbosa observava: "Há muito é conhecida a simpatia que o Google manifestava em relação aos blogs, mas até agora, não se sabe ao certo qual a estratégia da empresa ao comprar esta ferramenta". Hoje, no post "The Real Scoop on Google's Blogger Acquisition?", inserido no blog E-MediaTidbits, Steve Outing, citando uma fonte tida por bem informada, comenta assim o acontecimento: "Google buying into a weblog enterprise makes sense for a number of reasons. One of them: Google could use the links created by Blogger's webloggers to enhance its news service, Google News, which automatically crawls 4,000 Web news sources. That's significant because weblogs increasingly break some important news stories more quickly than traditional media".

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Visita ao Museu da Imprensa. Queres ocupar as tardes de sábado com a família de forma interessante e original; não conheces ainda o Museu Nacional de Imprensa (MNI); gostas de experiências novas e com um leve toque retro; és sensível às questões ambientais – serás de certeza um bom candidato ao programa especial de visitas daquele Museu portuense, ao longo dos próximos meses. Na verdade, o MNI organizou para as tardes do quarto sábado de cada mês, até Junho uma “viagem” especial ao mundo do papel e dos tipos”, dirigido expressamente às famílias. Em pequenos grupos, e mediante inscrição prévia, os visitantes aprenderão os processos artesanais de fabrico de papel e poderão imprimir com tipos, à moda de Gutenberg. Pode levar-se “papel velho, pétalas, folhas secas e outros materiais biodegradáveis que durante o processo da reciclagem manual serão transformados de novo em papel utilizável”. Enquanto dura esta “visita activa”, os participantes podem ainda visitar as mostras patentes na Galeria de Exposições Temporárias do Museu: “240 Anos da Imprensa Literária e Cultural” e “O 11 de Setembro na Imprensa Mundial”. (tel. 225304966) (dica de JBCC)

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Leo Bogart e os leitores jovens. Esta é uma peça saída há dias no Innovation e citada pelo Mediabriefing: “Is there a "lost generation" of newspaper readers? Historically, it has always been true that young people acquired the newspaper-reading habit when they settled into jobs, marriage, home ownership and the responsibilities of family and civic life. But as is well known, both by newspaper people and by advertisers, movement into the mainstream of regular readership has become progressively less of a sure thing. (The phenomenon is worldwide. One recent survey in the United Kingdom reports that those aged 16-34 spend three times as much time on the Internet as they do with the press.) (…) The new generation of readers must be sought, not given up.(…)”.

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“Os Simpsons” chega ao nº 300. Um texto de Steve Johnson no Chicago Tribune evoca o episódio nº 300 da série de desenhos animados Os Simpson, que foi para o ar no domingo. O título da peça faz transparecer algum desencanto: “Doh! `Simpsons' 300th not up to usual standards”.

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Dave Winer, considerado o mais antigo blogger ainda activo, é o responsável pela gestão do Weblogs at Harvard: the place where we point to the developments in the developing World O'Weblogs at Harvard University. Além de facilitar o acesso à criação de weblogs a todos os que possuam um endereço de correio electrónico da Universidade, este site pretende ser um espaço para a divulgação de conclusões e resultados da criação destas novas ferramentas. Alguma universidade portuguesa interessada? Muitos dos bloggers portugueses que conheço (a grande maioria, aliás) estão ligados a instituições de ensino superior. Este weblog, por exemplo, é composto por alunos e professores da UM. Dica de eCuaderno.

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Castells e a sociedade em rede. Uma boa notícia: a Fundação Gulbenkian acaba de publicar o Volume I da trilogia de Manuel Castells "A Era da Informação: Economia, Sociedade e Cultura". Este primeiro tomo intitula-se "A Sociedade em Rede". A coordenação geral da tradução para português deve-se a J. Paquete de Oliveira e Gustavo Cardoso, docentes do ISCTE.

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Desemprego de Jornalistas. O número de jornalistas que foi para o desemprego triplicou entre 2000 2 2002, segundo os dados divulgados pelo Público, numa peça de Elisabete Vilar. Só no ano passado registaram-se 259 pedidos de subsídio e, apenas em Janeiro último, 60 profissionais no desemprego inscreveram-se na Caixa dos Jornalistas. O número dos desempregados cobrem as diferentes faixas etárias. Mas, como salienta a jornalista, “diz respeito apenas aos profissionais por conta de outrém que, no ano passado, foram despedidos e requereram subsídio: não inclui aqueles cujos contratos a prazo terminaram e não foram renovados, nem as rescisões ditas amigáveis ou tão pouco os chamados falsos recibos verdes que tiveram de abandonar os seus postos de trabalho. E, afinal, são precisamente profissionais nestas últimas situações - com vínculos precários - que cada vez mais enchem as redacções”. Segundo a notícia, o Sindicato dos Jornalistas “está a ultimar um relatório sobre o desemprego no sector”, sabendo-se já que se eleva a 500 o número de jornalistas que perderam o trabalho em 2002, em primeiro lugar no sector televisivo e, a seguir, no "on-line".

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"O lugar da catarse" . É o título da coluna da Provedora do Leitor do DN, Estrela Serrano. Refere-se às inicidências, em especial naquele diário, dos “momentos de intensa dramatização mediática” que o país viveu nas últimas semanas, a propósito da pedofilia na Casa Pia.

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Google compra Pyra e Blogger.com– Segundo anunciou no fim de semana Dan Gillmor, a empresa que detém o Google acaba de adquirir a Pyra Labs, de San Francisco, a empresa criadora de uma das primeiras tecnologias para produzir weblogs, a blogger.com. “The buyout is a huge boost to an enormously diverse genre of online publishing that has begun to change the equations of online news and information. Weblogs are frequently updated, with items appearing in reverse chronological order (the most recent postings appear first). Typically they include links to other pages on the Internet, and the topics range from technology to politics to just about anything you can name. Many weblogs invite feedback through discussion postings, and weblogs often point to other weblogs in an ecosystem of news, opinions and ideas”. (Devo a dica a António Granado)

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Serei eu que estou a ver mal as coisas ou os Estados Unidos da América e os seus governos aliados tiveram ontem de "meter a viola no saco", pelo menos por mais algum tempo, face ao teor do relatório dos inspectores das Nações Unidas no Iraque? Pois nem o "Expresso", nem qualquer dos grandes jornais diários portugueses, que, noutras circunstâncias, são tão lestos a fazer leituras, entenderam dever pôr as coisas nos seus devidos lugares e dizer, com clareza, que Collin Powell esteve à defesa, que a Administração Bush e o governo Blair tiveram de refrear o furor bélico. Vejamos, caso a caso, as primeiras páginas: Expresso: Na primeira página não há referências ao que se passou ontem no Conselho de Segurança (dia - recorde-se - que era considerado decisivo pela propaganda norte-americana até ao momento de a sessão do Conselho se iniciar). A manchete deste semanário é: "Durão cede à Espanha. Primeiro-ministro desilude grandes empresários". O jornal traz, no entanto, em primeira página o arranque de uma peça sobre as manifestações de hoje em 600 cidades em todo o mundo. Correio da Manhã: Chamada de primeira página: "Relatório da ONU compreensivo com Iraque". (a manchete é: "Bibi prefere antes morrer do que calar"). Note-se, no entanto, que, na peça do interior (na edição digital, surge na primeira página), este diário é bem mais taxativo, ao titular: "Relatório isola EUA" Público: Na primeira página deste jornal, vem o título: "Iraque: Inspectores da ONU Aprofundam Divisões no Conselho de Segurança ", com o seguinte texto de apresentação: "O chefe dos inspectores de desarmamento da ONU, Hans Blix, disse ontem que ainda não encontrou armas de destruição maciça no Iraque mas reconheceu que ainda há preocupações sobre materiais desaparecidos. A França interpretou o relatório como prova de que é preciso continuar inspecções. Os EUA consideram que as inspecções não podem continuar para sempre". (a machete do Público é: "Governo investiga lares de crianças ligados à Igreja". Diário de Notícias A manchete do DN é "Médico usava net para aliciar crianças". A questão da guerra não figura na primeira página (tanto quanto se consegue ver pela imagem que figura na edição electrónica). No "Internacional", surge o título: "Nações Unidas. Relatório apresentado por Hans Blix deixa bem claro que o Iraque tem de provar que já não possui armas de destruição maciça". Jornal de Notícias Neste diárioNovo relatório deixa a ONU mais dividida Inspectores falam em maior cooperação iraquiana. Crise traz prosperidade aos leiloeiros de Bagdade É, no entanto, este jornal que insere um texto de opinião, a coluna semanal de Judite de Sousa que, sob o título de A revolta das opiniões públicas , escreve com clareza: "As opções unilateralistas da administração norte-americana têm vindo a sofrer um forte revés nos últimos dias. Quando se pensava que o caminho para a guerra estava definitivamente traçado, independentemente das brechas existentes com alguns aliados europeus e do cisma na OTAN, eis que a sessão realizada ontem na sede das Nações Unidas se constituiu como um "anticlímax" para os desígnios norte-americanos.A América não está a conseguir vencer as resistências de uma velha Europa que está a lutar energicamente contra o furor belicista da cruzada proposta pela Casa Branca". Vale a pena continuar a acompanhar com atenção a cobertura mediática deste assunto.

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Guerra, protestos e Internet. É difícil antever a dimensão dos protestos que hoje se desenrolarão em diversas partes do mundo. Mas já é possível dizer que a Internet teve, de novo, um papel fundamental, na mobilização das pessoas. Calcula-se que as demonstrações contra o provável ataque norte-americano e inglês ao Iraque envolverão mais de 300 cidades de 60 países (cf. World protests war, de Ruth Rosen, no "San Francisco Chronicle"). O papel mobilizador da web é sublinhado, nos últimos dias, em vários lados (“But the Internet is only the messenger“).Um exemplo é Tom Abate, no mesmo jornal: “Technology creates a new form of activism”. A mesma Internet pode tornar-se, entretanto, um dos palcos da guerra que se teme, se contesta ou se deseja, conforme as posições de cada um. O site IBLNews, por exemplo, titulava ontem: “Los sistemas informáticos de EE.UU. e Irak se preparan para una 'infoguerra'”. E explicava: “Estados Unidos e Irak están preparando sus sistemas informáticos para iniciar una "infoguerra" paralela a los ataques militares. Se trata de controlar los 13 principales servidores mundiales para atacar masivamente los controlados por el bando contrario, según explicó hoy a Europa Press el presidente del Observatorio Español de Internet, Francesc Canals”.

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Fusão falhada. As conversações que vinham decorrendo nos últimos tempos entre as cadeias de TV norte-americanas CNN e ABC News foram suspensas, por decisão das duas partes, segundo anunciou a AOL Time Warner, o gigante das comunicações que controla a CNN. "After careful review, it was determined that although there are great merits and possibilities to a merger of CNN and ABC news, the potential problems associated with the completion of such a transaction and the integration of these two distinct and great cultures was more than we want to pursue at this time," the company said in a statement.

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Diários apostam no local - O "Público" aproveita o seu 13º aniversário, a 5 de Março, para lançar a Edição Centro, que apostará no triângulo Viseu-Coimbra-Aveiro. Para tal, reforçará o número de jornalistas na região (passarão a ser 11, entre os quais dois repórteres fotográficos). O “Jornal de Notícias”, por sua vez, apresenta segunda-feira em Coimbra – o propósito de marcar o terreno ao “Público” parece evidente – o seu novo projecto gráfico e de conteúdo, bem como o projecto de edições locais que vai lançar na primeira quinzena de Março, igualmente no Centro e no Minho. (fonte: Lusa)

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Serviço Público de Televisão.O NECS - Núcleo de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho e o Institut Franco-Portugais convidam os leitores deste blog para o lançamento do livro TELEVISÃO e CIDADANIA Contributos para o debate sobre o serviço público. A sessão terá lugar no próximo dia 19, às 17.30h, no Institut Franco-Portugais, Avenida Luís Bívar, 91, em Lisboa. O livro é da autoria de um grupo de investigadores da Universidade do Minho - Manuel Pinto (coord.), Helena Sousa, Joaquim Fidalgo, Helena Gonçalves, Helena Pires, Felisbela Lopes e Luís António Santos – no âmbito do projecto Mediascópio – Estudo da Reconfiguração do Campo da Comunicação e dos Media em Portugal, projecto que conta com o apoio da FCT, no âmbito do Programa Operacional Ciência, Tecnologia e Inovação (POCTI). O Director do NECS Prof. Doutor Moisés de Lemos Martins O livro tem o seguinte Índice: Prefácio Moisés Martins I. De que é que se fala quando se fala em Serviço Público de Televisão? Joaquim Fidalgo II. Pensar e projectar o serviço público com a participação do público Manuel Pinto III. RTP e Serviço Público: Um percurso de inultrapassável dependência e contradição Helena Sousa e Luis António Santos IV. Os conteúdos do serviço público de televisão: pistas para a elaboração de uma grelha de programação Felisbela Lopes V. A publicidade e o serviço público de televisão: o caso RTP. Contributos para uma reflexão Helena Gonçalves e Helena Pires VI. Conclusões e recomendações ANEXOS: seleccção de textos publicados na Imprensa

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Sociologia do jornalismo. O número 54 da revista espanhola "Telos", relativo ao trimestre Janeiro-Março, já está online e tem como tema central os estudos sociológicos do jornalismo. Esse dossier é constituído pelos seguintes textos: Sociología del periodismo Presentación Los retos del periodismo Introducción: F. Ortega Evolución de roles y actitudes. Cultura y modelos profesionales del periodismo María Luisa Humanes La importancia de un trabajo colectivo. El anonimato del periodista Ofa Bezunartea Regulaciones y déficit de una profesión emblemática. El Derecho de los periodistas Guillermo Escobar Roca Una simbiosis compleja. Políticos y periodistas Félix Ortega

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MediaChannel suspenso. Ainda há dias referia aqui alguns sites que procuram disponibilizar informação que não corre nos grandes media comerciais. Hoje, chega-nos a notícia de que um dos mais importantes, o MediaChannel vai suspender a difusão regular de informação, por motivos económicos. O enorme manancial de recursos continua disponível, bem como o weblog do editor, Danny Schechter.

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O título da notícia do Mediabrifing (antes chamava-se Mediascópio) origina um sorriso: La fidelización llevada al extremo: los lectores se convierten en colaboradores del periódico E a notícia lá vem, completa, a seguir: alguns jornais estão a criar bases de dados com informação sobre leitores que possam colaborar dando opiniões e respondendo a questões levantadas pelo jornalistas. Não estamos perante fontes oficiais, mas pessoas comuns que apresentem uma visão diferente dos acontecimentos. Na verdade, como se pode ler na notícia, se habla ya de la creación de verdaderas agencias interactivas de opinión, reacciones y colaboraciones de los lectores que otorgan una mayor calidad a las historias y, sobre todo, acercan las informaciones al público. Una buena estrategia para los malos tiempos de audiencia y circulación. Eu acho muito interessante a possibilidade dos leitores poderem participar e dar opinião nos jornais que lêem (participação que vá além das cartas ao director). E considero também que este relacionamento será profícuo, tanto para leitores como para jornalistas. Esperemos que a novidade chegue a Portugal...

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Bagdad - Pyongyang - Washington. A revista "Time" lançou um inquérito que procura apurar que país, de entre três expressamente citados - Coreia do Norte, Iraque e Estados Unidos da América - constitui maior perigo para a paz mundial em 2003. Apesar de a página web em que se processa a votação possuir ao alto uma foto de Saddam Hussein, os resultados dos quase 400 mil votantes são concludentes: mais de 80 por cento apontam os EUA. Todos sabemos o que valem estes inquéritos electrónicos. Mas corre já, por aí, uma campanha para pôr as coisas em "termos correctos".

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"Revisitando a Censura em Tempos de Selvajaria". O texto que, com este título, José Pacheco Pereira escreve hoje no Público é daqueles que vale a pena ler e guardar. Alguns extractos, para "aguçar o apetite": "(...) Pela primeira vez, ao fim de 48 anos de censura prévia e da sobrevivência por mais de 28 anos depois do 25 de Abril, das suas sequelas, interiorizadas na mentalidade comum, o espaço público nacional libertou-se de uma série de interditos que sobre ele pesavam. Não ocorreu de um dia para o outro, foi preparado por uma série de eventos traumáticos reais (como a queda da ponte de Castelo de Paiva ) e por um novo mediatismo virtual assente nos "reality shows". O "escândalo da pedofilia" revela muito bem esse contínuo entre o real e o virtual, acentuado pelo facto de os seus protagonistas maiores serem pessoas que vivem entre esses dois mundos. Tenho sobre este processo sentimentos contraditórios. Por um lado, nada me contenta mais do que a progressiva emancipação dos portugueses dessa ganga pastosa que a ditadura deixou atrás de si, uma mentalidade avessa ao confronto e ao contraditório, uma cultura de salamaleques, um país de reverentes, obsequiosos e obrigados, de discursos pomposos e vazios associados a imensa maledicência de café, efectivamente hostil à democracia. Por outro lado, a simultaneidade deste processo antigo, o fim da censura, com um novo - a emergência de uma maior agressividade verbal e visual, produzida e alimentada na cultura de massas - gera outras violências sobre as pessoas individuais e sobre o sentido colectivo dos portugueses. Se bato palmas ao primeiro, não posso deixar de me preocupar com a selvajaria do segundo, até porque, quer num caso, quer noutro, estão patentes os sinais do nosso atraso. (...) A censura em Portugal foi eficaz, lavrando a nossa mentalidade colectiva muito fundo, exactamente porque o que ela reprimia era, em primeiro lugar, o conflito, todo o tipo de conflito, todas as formas de conflito, e a hierarquia social que ele ameaçava." Pacheco Pereira exemplifica, a dada altura, com a notícia, dada pela SIC, sobre os antecedentes criminais de um assessor de Carlos Cruz e com a sua "notória relevância jornalística". "Ela não só dá uma luz nova a declarações recentes que fez, como também mostra o desastre que é a administração da justiça em Portugal", observa o autor. Mas a exploração que o mesmo canal fez com as imagens e depoimentos das (então) crianças sexualmente abusadas já é, para Pacheco Pereira, do domínio da selvajaria". O remate: "E não me venham com a hipocrisia de que o acto em si é que é chocante e não a sua notícia. É o acto e é a notícia, sinal de uma brutalidade desenvolta que só se explica pelo vale tudo, pela ignorância do que se está a tratar, e pela irresponsabilidade. Com ou sem censura, os traços do nosso atraso estão lá, fazendo profundos estragos no tecido social."

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“Digital divide” português. Os dados mais recentes da Marktest sobre o acesso a novas tecnologias de informação e comunicação entre as diferentes classes sociais mostram à evidência as enormes assimetrias existentes. Os dados a seguir referidos não permitem concluir outra coisa: Lares com computador pessoal (40.3% - média nacional) : - 86.7% - Classe alta - 75.9% - Classe média alta - 54.5% - Classe média - 31.9% - Classe média baixa - 13.2% - Classe baixa Lares com ligação à Internet (18.9% - média nacional): - 59.2% - Classe alta - 44.0% - Classe média alta - 25.7% - Classe média - 10.6% - Classe média baixa - 4.2% - Classe baixa Posse de telemóvel (59.7% - média nacional): - 92.2% - Classe Alta - 84.1% - Classe média alta - 75.1% - Classe média - 58.6% - Classe média baixa - 30.1% - Classe baixa

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Mais de dois mil milhões de euros. Eis o valor calculado pela Media Monitor para os investimentos em publicidade durante o ano de 2002, em Portugal (dados ainda não definitivos e que tomam como referência os valores de tabela). A repartição percentual do bolo de 2.325 milhões de euros pelos vários tipos de suporte é a seguinte: TV – 61.8%; Imprensa – 23.7%; rádio – 7.3%; e outdoor – 7.2% (fonte: Newsletter da Marktest).

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Ética na TV. Já referimos aqui, em Dezembro passado, a campanha brasileira intitulada “Quem financia a baixaria é contra a cidadania”. Trata-se de uma iniciativa da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados em conjunto com várias dezenas de entidades da sociedade civil, cuja finalidade é “promover o respeito pelos direitos humanos e pela dignidade do cidadão nos programas de televisão”. A campanha, que apresentou recentemente, no Forum Social Mundial de Porto Alegre, a sua Cartilha, acaba de abrir um site – Ética na TV – que pretende ser um novo canal para receber denúncias e reclamações de pessoas insatisfeitas com o nível da programação da TV brasileira.

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A nomeação do jornalista e director do Diário Digital Luís Delgado para a administração da Agência Lusa esteve em foco na sessão de hoje na Assembleia da República, na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos Liberdades e Garantias. Os partidos da Oposição foram particularmente contundentes na denúncia do alegada falta de perfil profissional e deontológico daquele jornalista para o exercício do cargo, enquanto que os que apoiam o Governo bem como o ministro da tutela defenderam, como seria de esperar, a escolha feita. Um resumo dos debates na peça do Público-Ultima Hora "Escolha de Luís Delgado para a Lusa é 'erro de casting' ".

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Em face da iminência do ataque ao Iraque, adquire mais interesse o trabalho de agências independentes de informação. Sob o título Underground news goes deeper, o site "journalism.com.uk" acaba de publicar uma apresentação de algumas delas: - Alternet - The Independent Media Centre - ZNet - Urban75 - Counterpunch :: Nem pensar em pôr os pés na manifestação contra a guerra, no próximo sábado, em Londres! É essa a ordem que uma série de figuras de proa da BBC - apresentadores, correspondentes, editores e "anyone who can be considered a 'gatekeeper' of our output" - acabam receber da direcção da empresa. Os profissionais mais novos podem participar, desde que não vinculem a imagem da empresa pública. O objectivo da ordem é "salvaguardar a imparcialidade da BBC". :: EUROPA é o título de um novo jornal diário que sectores da oposição a Berlusconi têm previsto lançar hoje em Itália. O nome procura enfatizar a preocupação de dar uma leitura europeia dos eventos, incluindo aqueles que ocorram em Itália. A notícia encontrei-a no NYT. :: "Chicago" (Rob Marshall) e "O Pianista" (Polanski) são alguns dos filmes com maior número de nomeações para a 75ª edição dos Óscares da Academia, que serão entregues em 23 de Março. Também lá figura "Fala com ela", do espanhol Pedro Almodovar e até "O Crime do Padre Amaro", filme mexicano, baseado na obra homónima de Eça de Queirós. A lista completa dos "nominees": aqui.

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Ele já não é apenas um chato, um carrapato que se sacode constantemente do ombro, um dot no canto superior. O homem tornou-se um fenómeno de omnipresença, suspeitando-se que tenha alguma obscura capacidade adivinhatória da agenda diária dos media, especialmente das televisões. Não obstante, não faltam fotos onde ele apareça nos arquivos dos fotojornalistas do Porto. Os jornalistas da Invicta habituaram-se a conviver com ele. Eu lembro-me daquela figura algo sinistra, com olhar imbecil e o enorme sinal na cara a fixar-se na câmara desde sempre, por isso podemos falar em alguns anos de convívio. Chamamos-lhe Animal e já o tratamos com uma indiferença de colegas, às vezes, damos-lhe os segundos de presença que obsessivamente procura. Não sabemos mais nada dele, nem de que doença mental certamente sofre. O facto é que o Animal se vai tornando famoso noutras bandas. De tal maneira que já tem um site na internet. Chama-se Emplastro Dragão, a propósito da sua militância portista. É divertido à brava e só tem fotos: verdadeiras, das vitórias do homem sobre os repórteres escorraçadores, e montagens que mostram que, tal como o turista do World Trade Center, ele esteve em toda a parte. O Animal está, portanto, na rede universal.

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Where is Raed? é um weblog de Bagdad, escrito por alguém que se apresenta como Salam Pax. A dica é do weblog do Guardian que alerta para o facto de alguns bloggers terem questionado a sua autenticidade. Não deixa de ser uma janela interessante para o quotidiano de um iraquiano crítico no contexto de uma guerra supostamente iminente. Ontem, Salam Pax contava uma curiosidade engraçada: “you know the band BUSH ? DJs on the English language radio station in Baghdad (voice of youth) are not allowed to say the name of the band, they have to spell it. “Bee yu ess etch have yet another single out”. I bet all the DJs there thank god there isn’t a band called schwartzkopf, imagine having to spell that everytime you play a song”.

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O Google é a marca do ano, segundo uma sondagem feita pela Interbrand, que perguntou a mais de mil pessoas de 72 países - mas a uma amostra de "estudantes e profissionais com uma inteligência acima da média" - que marca teve mais impacto nas suas vidas em 2002. O motor de pesquisa de todos nós (e estou com isto a gabar o Google e não a mim própria como elemento daquela amostra, entenda-se...) foi o mais escolhido. A Apple Computer ficou em segundo lugar e a Coca-Cola em terceiro. A notícia está no Navegante do El Mundo.

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Alguns exemplos da "guerra de palavras" da imprensa norte-americana e de colunistas seus, numa revisão de "The Guardian": "The "petulant prima donna of realpolitik" is leading the "axis of weasels", in "a chorus of cowards". It is an unholy alliance of "wimps" and ingrates which includes one country that is little more than a "mini-me minion", another that is in league with Cuba and Libya, with a bunch of "cheese-eating surrender monkeys" at the helm. Welcome to Europe, as viewed through the eyes of American commentators and newspapers as Euro-bashing, and particularly anti-French sentiment, reaches new heights this week. In a barrage of insults and invective which ranged from the basest tabloid rants to the loftiest columnists on the most respected US newspapers, European-led resistance to America's war plans in Iraq was portrayed not as a diplomatic position to be negotiated but as a genetic weakness in the European mindset which makes them reluctant to fight wars and incapable of winning them. American wrath has been reserved for those nations which oppose their leadership, particularly following the decision to oppose shifting Nato resources to Turkey. The front page of Rupert Murdoch's New York Post yesterday shows the graves of Normandy with the headline: "They died for France but France has forgotten." A cartoon in the same paper shows an ostrich with its head in the sand below the words: "The national bird of France."

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Da guerra (e) dos media: - Al-Arabia é o nome do canal televisivo de notícias dirigido ao mundo àrabe, que vai ser lançado no próximo dia 20 (ou antes, se a guerra, entretanto, rebentar) pelo Middle East Broadcasting, com financiamento saudita. O canal pretende competir com a Al-Jazeera e envolve um investimento de 300 milhões de dólares. - O ataque ao Iraque pode vir a atrasar a recuperação económica das indústrias dos media, mantendo o quadro de recessão publicitária. Segundo estrategas de marketing publicidade consultados por publicações especializadas dos EUA e citados pelo IBLNews, "a ameaça de guerra resfria os anunciantes". "La impresión dominante es que la incertidumbre y la preocupación por el desenlace frena el ánimo comprador. Añádase a ello que durante la cobertura especial y continuada de breaking stories, o noticias de impacto como es la guerra, las cadenas de TV y de satélite y cable no funcionan los cortes publicitarios, ni los anunciantes quieren aparecer. Las publicaciones impresas y los diarios también sufren el problema de la ausencia de marcas que no quieren ver sus productos en medio de la guerra". - Paul Van Slambrouck, editor do Christian Science Monitor, explica a posição desta publicação perante a guerra e noticia um facto interessante: "The Monitor, for instance, shuttered its Tokyo bureau and opened a bureau in Istanbul, assuming that Turkey would be a better place to cover a conflict with Iraq and the growing importance of the Islamic world". - Ted Turner, até há dias vice-presidente da AOL Time Warner, ridicularizou o ataque dos EUA ao Iraque: "We got all the bombs and they don't have very much but a few guns. It's the high-tech wealthy Western nation against the Third World country; it's kind of a foregone conclusion that we'll win. It's a question of how many civilians get killed over there -- that's what worries me," Turner said. "We're trying to get one man, right? And we're going to kill tens of thousands of people to get him. It seems like a pretty inefficient way to do things." - O museu das notícias e do jornalismo Newseum colocou na net um site sobre a história da reportagem de guerra, intitulado War Stories. Vale a pena dar uma olhada. Também o brasileiro "Estado de São Paulo" disponibiliza um site com um acervo significativo dos boletins de guerra de Julio Mesquita, fundador do jornal, entre os anos de 1914 e 1919. A iniciativa revela preocupações informativas e pedagógicas.

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Regressando ao tema da guerra iminente no Iraque e à participação dos meios de comunicação social no processo. A administração norte-americana deverá anunciar no final da semana quais os jornalistas e OCS que irão acompanhar tropas americanas em eventuais cenários de guerra. Está prevista a disponibilização de pelo menos 500 lugares para repórteres que acompanharão grupos determinados de soldados. Do site Editor and Publisher: The Pentagon is choosing which news organizations can travel with which troops, and how many people each organization can send, based on a broad criteria that includes the size of the news organization, its reach and impact as a news operation, and its location with regard to local military bases. He said newspapers, because of their sheer numbers, will likely have the most slots, with larger papers being allowed to embed the most people. A notícia completa aqui. Comentários?

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A resposta a uma carta do leitor na Vanity Fair americana deste mês (numa daquelas rubricas tipo consultório de dúvidas em que o nosso universo de magazines femininas é fértil) suscitou uma onda de indignação entre a comunidade de língua espanhola. Um leitor perguntava se deveria aprender espanhol, a língua de maior disseminação nos Estados Unidos. O titular da rubrica (sob o pseudónimo de Dame Edna) responde jocosamente que o espanhol não tem nada de interesse, além do D. Quixote de La Mancha... A revista foi inundada de cartas de protesto e uma pesquisa no Google com a chave "vanity fair spanish" mostra a dimensão da fúria dos hispanófonos. O mais curioso é que na capa da Vanity Fair está a beleza poderosa da actriz mexicana Salma Hayek... A notícia está no El Mundo e aqui está um site de hispânicos enfurecidos .

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Zara Pinto Coelho, do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho, acaba de obter o grau de doutor com uma tese intitulada "Drogas em campanhas de prevenção: dos discursos às ideologias". A investigação que desenvolveu foi orientada pelo holandês Teun van Dijk, nome cimeiro da Análise Crítica do Discurso. A vinda a Portugal deste professor da Universidade de Amsterdão e da Universdade de Pompeu Fabra, em Barcelona, foi ocasião para entrevistas publicadas nas edições de domingo do "Jornal de Notícias" e do "Diário de Notícias".

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João Canavilhas, docente e investigador do Labcom (Universidade da Beira Interior) publica o artigo "Webperiodismo: Construyendo Noticias con Texto Inteligente", no mais recente número da revista mexicana "Razón y Palabra" (nº 31, relativo a Fevereiro-Março). ... O Grupo de Especialistas sobre serviços online e democracia, do Conselho da Europa, organiza hoje uma audição pública sobre o direito de resposta no ambiente online. Na iniciativa foram convidados a participar peritos dos media de diferentes países europeus. os quais terão por base um projecto de Recomendação elaborado pelo Grupo. (Refira-se, a este propósito, que a Divisão dos Media do Conselho da Europa acaba de disponibilizar o seu site com novo desenho e conteúdos alargados). ... O portal Infoamérica acaba de abrir uma nova secção intitulada "A imprensa de referência", cujo objectivo é permitir visualizar o conjunto dos diários do espaço ibero-americano "de ‘inducción rectora’, a través de los cuales se generan buena parte de los nutrientes de la opinión pública". De Portugal, figuram o Diário de Noticias e o Público. A partir desta zona do portal é possível, ainda, aceder directamente às páginas de opinião de um vasto conjunto de diários de referência. ... Quem quiser um texto que compendie de forma sucinta as funções de um provedor do leitor, pode, com bons motivos, consultar e guardar a última coluna do "Defensor del Lector" do diário La Vanguardia, Josep Maria Casasús. O texto intitula-se "Por qué no opinamos sobre opinión".

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O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas repudiou, em comunicado, "as persistentes violações dos princípios éticos e deontológicos dos jornalistas que se têm verificado nas recentes notícias sobre uma alegada rede pedófila envolvendo personalidades com visibilidade social". Aquele órgão convida os responsáveis editoriais da Imprensa, Rádio e Televisão a “um entendimento capaz de salvaguardar simultaneamente a dignidade do jornalismo e uma saudável competição”, que não pode ser confundida com o sensacionalismo. O texto integral do comunicado pode ser lido aqui.

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BREVES: - O Programa "Fenix" de reestruturação da RTP, apresentado publicamente por Morais Sarmento no passado dia 29 de Janeiro, encontra-se desde há dias online. - A organização ATTAC dedica um número especial da pubicação "Grain de Sable" a "Regards sur Communication e Information". com textos sobre media e cidadania, formatos mediáticos e informação digital. - Está a diminuir a credibilidade da TV como fonte de informação, de acordo com estudos realizados em Espanha, Reino Unido e Estados Unidos, sintetizados e apresentados no último número do Boletim BIT. As causas desta situação "en general, apuntan en tres direcciones: la calidad del producto, la imagen de los periodistas y la propiedad de los medios".

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Manuel Castells, professor de sociología da Universidade de Berkley (California, EUA), considera que "Não há nenhum governo no mundo que não tenha medo à liberdade" que a Internet proporciona aos seus cidadãoss para "se organizarem, se informarem e comunicarem entre si de forma autónoma". "Los gobernantes, en general - salienta Castells - tienen una relación ambigua y complicada con Internet, porque Internet permite la comunicación horizontal y difunde la información en todos los ámbitos". "Desde siempre (...) el poder se ha basado en el control de la información y de la comunicación; por tanto, en principio a ningún gobierno le gusta Internet y la primera obsesión de casi todas las comisiones gubernamentales creadas sobre la red en las que he participado es cómo controlar Internet".

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Sobre a prisão de Carlos Cruz: - J. M. Paquete de Oliveira, "O nosso lado oculto", in JN, 8.2.2003: "(...) A prisão preventiva de Carlos Cruz teve para nós portugueses o efeito de uma "bomba" muito superior àquele que tem tido o anúncio da "guerra preventiva" para onde o sr. Bush vai levar-nos. Carlos Cruz é um ícone da nossa vida. Numa sociedade mediática, aqueles que todos os dias entram por nossas casas dentro através daquelas pequenas pantalhas, dispostas nas nossas salas ou até nos quartos de dormir, como outrora os santuários das famílias com os "santinhos", são as "imagens" que adulamos e constroem as referências do nosso quotidiano. São assim os Sant'Antónios da nossa modernidade. Este "caso Carlos Cruz" – é curioso que das outras personagens em cena quase já não se fala – mexeu com o sistema das nossas representações. "Tocarem" no Carlos Cruz é tocar nas fímbrias da nossa interioridade. Sentimo-nos "apanhados" (...)". - Judite de Sousa, "Informação e Justiça", in JN, 8.2.2003: "(...)Faz hoje uma semana que Carlos Cruz foi detido. Com a prisão de um dos homens mais populares e carismáticos do país, é um pedaço de nós que está perdido num mapa de emoções onde não conseguimos identificar os pontos cardeais da explicação e da racionalidade. Confesso que me sinto zombie e julgo que esse será o estado psíquico de muitos portugueses. Entre a surpresa, a incredulidade, a revolta, a solidariedade para com a dor e o sofrimento das vítimas, é uma mistura explosiva de emoções que tomou conta do país. É também uma ansiedade incomensurável que se joga inevitavelmente no terreno da Comunicação Social. Esta proximidade e, por vezes, osmose de territórios gera efeitos contraditórios: a circulação da informação no respeito por um dos principais direitos democráticos e, por outro lado, a incapacidade de garantirmos a "pureza " dessa mesma informação, ou seja, a sua veracidade, daí resultando o boato, a mentira, ou seja, a perversidade da informação. É certo que o tempo da justiça é um e o tempo dos media é outro. Mas também é certo que nas sociedades contemporâneas, onde a comunicação se tornou uma espécie de nova ideologia ou até mesmo " a superstição dos tempos presentes "nas palavras de Ignacio Ramonet, estes dois tempos avançam lado a lado(...)".

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Na Europa, gostava de destacar um site que, apesar de não estar directamente relacionado com o Jornalismo, me parece um excelente exemplo de utilização da Internet por parte dos governantes. Trata-se de um portal criado pela Comissão Europeia para ouvir os cidadãos. De acordo com o calendário da instituição, são divulgadas no site consultas públicas e temas de discussão, permitindo aos cidadão apresentarem a sua opinião sobre variados temas. No final, a comissão publica as diversas participações nas consultas públicas. Os cidadãos ficam assim a saber o que foi dito e quais as opiniões que foram levadas em consideração. É mais um passo para a participação dos cidadãos na definição das políticas. O portal chama-se Your voice in Europe. Aqui a versão portuguesa.

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