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Jornalismo na Internet Já está à venda o novo livro de Ramón Salaverría, professor da Universidade de Navarra (Pamplona). Intitulado Redacción Periodística en Internet, o livro trata o "Impacto das Ferramentas Digitais na Redacção", as "Técnicas de Redacção Ciberjornalística" e os "Géneros Ciberjornalísticos. Segundo o autor, «trata-se de um manual em que se pretende oferecer uma introdução prática à escrita em publicações digitais».

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Jornalistas e Tribunais É lançado amanhã, às 18h30, na livraria Bertrand do Centro Comercial Picoas, o livro Jornalistas e Tribunais, de Sofia Pinto Coelho. Constituindo-se como um guia de procedimentos para a cobertura jornalística de casos judiciais, o livro retoma questões fundamentais do debate sobre a relação entre a Justiça e a Comunicação Social, como o sigilo profissional dos jornalistas e o segredo de justiça.

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Jornalistas não servem primeiramente o público Um livro recentemente lançado em Zurique defende que os jornalistas não servem primeiramente o público, mas antes protegem os seus próprios interesses. Em Der Journalist als "Homo Oeconomicus", Susanne Fenzler e Stephen Russ-Mohl sustentam que o jornalista age racionalmente, tomando decisões, como o "Homo Oeconomicus", na base dos seus interesses particulares, nomeadamente quando pesquisam, quando contactam fontes de informação e quando tomam decisões editoriais. A ideia fundamental do livro é mostrar que a economia, que se tornou uma parte importante de várias disciplinas, também pode ser aplicada aos estudos da comunicação.

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Sete anotações para noticiar a violência doméstica A corporação portuguesa da ONG Soroptist International lançou ontem, no Porto, um manual para ajudar os media a falar de violência doméstica. Já disponível para discussão on-line, o manual apresenta sete propostas para informar convenientemente sobre violência doméstica: 1. Noticiar as agressões a mulheres, porque dizem respeito a todos. São uma afronta aos direitos humanos. 2. Preservar a imagem da mulher. 3. Tratar os casos de violência doméstica nas secções de sociedade, com enquadramento sóbrio que rejeite o sensacionalismo. 4. Distinguir o essencial do acessório e reportar apenas testemunhos «colhidos com o assentimento das vítimas e em estado emocional normal». 5. «Não criminalizar a vítima. As vítimas não devem ser apresentadas de modo a dar a aparência de criminalização, com distorção de voz, efeito mosaico, tiras sobre os olhos, disfarces. É preferível recorrer à voz ?off?, ao contra-luz ou jogos de sombras.» 6. «Identificar o comportamento do agressor». 7. Recorrer a várias fontes: «as pessoas envolvidas, os vizinhos, a polícia, fontes judiciais, instituições públicas, ONG's, associações de apoio à vítima...»

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Viagem Nos próximos dias: trabalho na UNESCO, abrandamento no blogue.

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O jornalismo na revolução digital: entrevista a Ramón Salaverría Já tem algum tempo esta entrevista de Ramón Salaverría, um especialista espanhol do jornalismo on-line, ao jornal colombiano El País (via Observatório da Imprensa). A dado passo, é-lhe perguntado: "Qué opina de la participación del lector a través de la reciente explosión de los blogs?". A resposta: "Es el síntoma de un cambio de paradigma en el periodismo. Básicamente durante el Siglo XX los medios de comunicación tradicionales entendían su labor como algo unidireccional, era el medio el que contaba la información, y el público tenía una capacidad de respuesta muy limitada. En el caso de los medios impresos, encontramos las cartas al director y en el caso de la radio, respuestas vía telefónica. Los blogs son la muestra de que está cambiando el paradigma unidireccional. No estoy diciendo que vayan a sustituir a los medios de comunicación, pero, primero, estos últimos van a tener que aprender a compartir esa visibilidad pública y la capacidad de difundir contenidos, y en segundo lugar, me parece que van a recibir una cura de humildad, porque los bloggers y los usuarios de internet en general, tienen una gran capacidad fiscalizadora sobre la información que realizan los periodistas, una posición que tiene sus consecuencias (...)".

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Uma mina de recursos para o jornalismo on-line Recomenda-se vivamente a visita ao site de Multimedia Training que a Escola de Jornalismo da Universidade da Califórnia/Berkeley disponibiliza. A visita pode iniciar-se pelos Five Steps To Multimedia Reporting, percorrendo, sucessivamente: 1. Choosing a story 2. Storyboarding 3. Fieldwork 4. Editing 5. Assembling Your Story. Mas quem se interessar a sério por esta matéria pode passar, depois, a visitar tutoriais de vídeo ( Video Cameras, Video Accessories, Shooting Tips, Standups and Voice-overs,iMovie, Final Cut Pro, Premiere, Exporting Web Video), de áudio (Minidisc Recorders, Pro Tools) e de web design (Dreamweaver, Adding Multimedia, Flash).

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Leituras * What We Heard, What We Learned:Exploring the Fusion Power of Public and Participatory Journalism: relatório final da conferência do Civic Journalism Interest Group, ocorrida em Agosto passado, em Toronto. * A New Journalism for Democracy in a New Age: discurso de Bill Kovach, na Escuela de Periodismo UAM/El País, Madrid, em 1 de Fevereiro passado.

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Estará o jornalismo on-line a atingir o seu potencial? 'New News' retrospective: Is online news reaching its potential? A pergunta é de Nora Paul, num texto de referência na Online Journalism Review, no qual a directora do Institute for New Media Studies da Universidade do Minnesota (EUA) procura fazer um balanço de dez anos de jornalismo on-line. Até onde se avançou nas promessas enunciadas há uma década, nos planos da ausência de limitações de espaço/tempo, do aprofundamento e contextualização, da hipertextualidade, da interactividade entre o repórter e o leitor, novos estilos expressivos. follow-up das estórias, novas relações entre as palavras e o grafismo? Eis como introduz o problema: "Many of the predictions were based on the idea of the 'limitless newshole', an endless space for providing deep context and satisfying the 'give me more' that reporters thought news seekers were craving. The promise of hyperlinking and easier communication between readers and reporters were all high on the list of ways this new news space would change news. Creating new expressive forms of reporting, providing better follow-up on reported stories and crafting new relationships between words and graphics were noted as new potentials for online news. Ten years later, just how far have we come in realizing these predictions? How much have we truly leveraged the possibilities of new forms of news writing and reporting online? " Sobre este texto, eis o comentário de Ami Garhan, no E-Media Tidbits: "Personally, I suspect that one of the unacknowledged reasons behind the news industry's lack of vigor in pursuing these opportunities lies in the nature of what is deemed 'news'. The era of mass media yielded a rather dictatorial approach to the dissemination of current information that seems largely contrary to the nature of human communication, psychology, and society. The internet seems to resonate more with human nature - how we are as individuals and in groups. It's intensely, fundamentally interconnected - not top-down. It works best if actively explored rather than passively absorbed. And, I think, it's exposing just how artificial the mass-media approach to news can be". (Mais do mesmo comentador aqui).

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Dois novos blogues Referência para Chão de Papel, de Paulo Nuno Vicente, sobre media, jornalismo e estudos culturais. Referência ainda para La Tejedora, um blogue dos media do grupo Prisa, dedicados ás redes e às novas tecnologias.

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Versão on-line do "Público" paga a partir de 4 de Abril Cinquenta euros é quanto vai custar a assinatura da versão on-line da edição diária do "Público" em papel a partir do dia 4 de Abril. Uma promoção especial de lançamento reduz esse valor para 20 euros, se a assinatura for feita até 30 de Abril. A notícia explica que a restrição do acesso apenas diz respeito aos textos da edição impressa (a primeira página do jornal e os títulos dos artigos), mas não adianta aquilo a que dá direito a assinatura, relativamente, por exemplo, à possibilidade de adquirir à peça ou de aceder ao arquivo. Nem sequer sobre o acesso à ultima semana de edições, que é algo a que o utilizador actual do site está habituado.

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E-mail lidera usos da Internet Mais de 2,3 milhões (86,9 por cento) dos internautas portugueses maiores de 14 anos utilizam o correio electrónico, segundo dados do Bareme Internet 2004 da Marktest agora divulgados. O e-mail é o uso mais frequente da Internet, seguido a grande distância pelo instant messaging (46.5% dos internautas) e a transferência de ficheiros (44.5%). Por idades, verifica-se que a faixa dos 15 aos 24 usa mais o instant messenger, ao passo que a dos 25 aos 34 recorre com mais frequência ao correio electrónico. O facto de o Bareme Internet não contabilizar os utilizadores menores de 15 anos leva com bastante probabilidade ao enviesamento do quadro geral, pelo menos neste caso.

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Leituras de textos recentes sobre weblogues

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Tendências no consumo de media "on-demand" A empresa Arbitron/Edison Media Research acaba de dar a conhecer os resultados de um estudo realizado em Janeiro sobre tendências da componente "on-demand" entre os consumidores de media norte-americanos. O estudo intitula-se Internet and Multimedia 2005: The On-Demand Media Consumer e baseia-se em entrevistas telefónicas a uma amostra de 1855 pessoas com idades a partir dos 12 anos, constituída, na maior parte dos casos, por um processo aleatório. Uma apresentação dos principais resultados pode encontrar-se aqui. Uma nota de resumo, feita pela revista Digital Connect: "People are exercising greater control over media and entertainment nowadays by accessing content through a variety of digital channels and devices, according to a survey by market researchers Arbitron and Edison Media Research. An estimated 27 million Americans own one or more on-demand media devices--such as a TiVo digital video recorder (DVR), an Apple iPod or another portable music player--and exhibit multiple behaviors reflecting an on-demand media lifestyle, said the study, titled "Internet and Multimedia 2005: The On-Demand Media Consumer."

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"Nós Media " A referência aqui feita ao blogue "Casa dos Jornalistas" deu azo à descoberta de um outro blogue cabo-verdiano: "Nós Media - Uma leitura do jornalismo mundial, a partir de um olhar cabo-verdiano". O seu autor, Silvino Évora, é um mestrando de Informação e Jornalismo da Universidade do Minho.

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Dois "leads" alternativos para a mesma peça A decisão da Associated Press (AP) de difundir dois leads diferentes para algumas das suas peças, anunciada na semana passada, motiva uma interessante reflexão no Rethorica: Press-politics Journal e outra no Buzzmachine, de Jeff Jarvis: Version A, Version B (for Bias). Parece-me bem que se escrutine o plano da AP. Na verdade, é esperado de uma agência que dê os factos da forma mais completa, rigorosa e "seca" possível. Alguns comentários parecem-me, contudo, decorrer de uma crença de que o jornalismo é uma prática social objectiva que não admite dois modos de dizer a mesma coisa, sem com isso sacrificar necessariamente o rigor. A questão é que nada pode garantir que, seguindo os termos de Jarvis, seja a versão B que contém o tal "bias".

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Festival dedicado ao cinema português caaminhoscinemaA XII edição do Festival ?Caminhos do Cinema Português? decorre em Coimbra entre os dias 9 e 17 Abril. "O único festival dedicado ao cinema nacional, feito e promovido por estudantes", a iniciativa procura "fazer do nosso cinema uma mais valia cultural" e "fazer tudo para que o cinema nacional deixe de ser a última opção nas salas de projecção portuguesas". A organização cabe ao Centro de Estudos Cinematográficos da Academia de Coimbra que faz acompanhar o festival com workshops de Som e imagem, Edição não Linear, Animação Tradicional, Animação Digital e Design de Imagem.Informação complementar: aqui.

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"Casa dos Jornalistas" de Cabo Verde De Cabo Verde, país que admiro muito, chega este blog que desvenda um mundo tão próximo e, ao mesmo tempo, tão longínquo. A "Casa dos Jornalistas" pretende ser "um directório onde se encontra o essencial dos media em Cabo Verde" e, também, "um espaço onde se pretende promover o debate sobre temas relacionados com os media e o jornalismo". O autor, Humberto Santos, tem publicado posts sobre a história do jornalismo em Cabo Verde e os principais diplomas legais que regem o sector dos media e jornalismo do país.

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"Sociedade Aberta": novo espaço de debate do "Diário Económico" O "Diário Económico" vai apostar mais na "discussão, diária e reflectida, dos assuntos que marcam a agenda e determinam o rumo que segue o país". As páginas 2 e 3 serão alteradas a partir de segunda-feira próxima, passando a ter a designação de "Sociedade aberta". Os nomes já conhecidos são António Borges, Diogo Lucena, Rui Ramos, Pedro Adão e Silva, António Carrapatoso, João Marques de Almeida, Fernando Branco e António Sampaio e Mello. "Uns mais à esquerda, outros mais à direita", "todos empenhados num objectivo comum: discutir Portugal", mas, por agora, todos ...homens. Será que as mulheres não querem ou não podem discutir "o rumo que segue o país"? Actualização: O site da Editor & Publisher dá hoje conta de que a questão do "gender bias" nas páginas de opinião se verifica igualmente nos Estados Unidos da América. Segundo cálculos do site, a percentagem de mulheres colunistas cresceu menos de um ponto nos últimos cinco anos (era de 23.7% em 1999, sendo actualmente de 24.4%) . Contudo o problema não é avaliado do mesmo modo por todos (ler, a este propósito, a coluna de hoje de Romenesko, do Poynter). 2ª actualização: - E&P Study: Even Fewer Female Editorial Cartoonists Than Op-Ed Writers - Girls Just Wanna Have Pundits - The not-so-great op-ed debate of 2005.

- Women's Opinions Also Missing on Television

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Leituras Na Sala de Prensa, o número de Março traz um dossier sobre "Imprensa e Poder", que inclui, entre outros, os textos: * Ciudadanía y medios en América Latina:alcances y proyecciones, de Carlos A. Camacho Azurduy * El carácter democrático enla mediatización de la política, de Gonzalo Gajardo * Animus Narrandi El abordaje periodístico del campo jurídico, de Carlos A. Sortino * Periodismo y poder, de Wilson Hernández.

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TV propicia má alimentação Já sabíamos que a Televisão era inimiga da vida saudável, por propiciar o sedentarismo, mas a Sociedade Alemã de Nutrição apresentou recentemente os resultados de um estudo que apontam o dedo ao pequeno ecrã no aliciamento a uma alimentação pouco saudável. Tendo analisado durante quatro semanas a programação de oito canais de TV, a Sociedade de Nutrição constatou que 30% da alimentação visionada são snacks ou produtos embalados, aparecendo muito escassamente uma maçã saudável. Além disso, 25% das refeições visionadas são doces ou gorduras, o que pode induzir a ingestão de alimentos inconvenientes. Sobretudo tendo em conta que estava já comprovado que quem vê mais televisão come normalmente mais.

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Literatura online: Chirac quer rivalizar com Google A Biblioteca Nacional de França (BNF) vai desenvolver um vasto plano para colocar obras literárias europeias na Internet, como forma de criar um contrapoder ao Google, segundo declarações do presidente francês Jacques Chirac citadas pela Reuters. A luz verde de Chirac seguiu-se a um alerta lançado pelo director da BNF, Jean-Noel Jeanneney, segundo o qual os planos do Google para colocar livros online nas principais bibliotecas do mundo iria reforçar ainda mais a língua inglesa. O ministro da Cultura, Renaud Donnedieu de Vabres, disse que a iniciativa francesa não ia desafiar directamente o projecto de Google. "É apenas o desejo da diversidade na influencia", salientou.

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Protecção das fontes dos jornalistas: um grande passo na Bélgica O Parlamento belga aprovou quinta-feira por unanimidade uma lei que garante aos jornalistas do país o direito a manter a confidencialidade das fontes de informação. A medida, que foi recebida com júbilo pelos profissionais do jornalismo, constitui, segundo o jornal Le Monde, "uma das leis mais progressistas do mundo em matéria de protecção das fontes". A medida surge na sequência de uma série de peripécias desencadeadas pela justiça, nos últimos anos, no pais, que desencadearam enorme contestação. As linhas de força do novo documento legal são assim resumidas pela Associação de jornalistas Profissionais Belgas: # Non seulement les journalistes se voient reconnaître explicitement le droit de se taire, lorsqu'ils sont convoqués à titre de témoins, mais ils sont aussi explicitement protégés contre les perquisitions, les saisies, les repérages téléphoniques, et autres moyens d'investigation. # Il est désormais beaucoup plus difficile à la Justice de contourner la loi par des poursuites lancées contre les journalistes eux-mêmes: des poursuites pour recel de documents ou complicité de violation du sercret professionnel par un tiers sont explicitement interdites. # La Justice ne peut désormais plus forcer le secret des sources que ?pour prévenir la commission d?infractions constituant une menace grave pour l'intégrité physique d'une ou de plusieurs personnes?, et ceci seulement si le renseignement recherché est d'un intérêt crucial pour la prévention de ces infractions et ne peut par ailleurs être obtenu d'aucune autre manière. # Non seulement les journalistes professionnels bénéficient de cette protection, mais également tous les collaborateurs qui les assistent dans leur tâche .

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EUA: um "duro" à frente do regulador dos media Mais intransigente nas campanhas contra a "indecência" nos media do que o seu antecessor. Assim é descrito Kevin Martin, que o presidente norte-americano acaba de colocar à frente da Federal Communications Commision (FCC), em substituição de Michael Powell. Jurista de formação e com 38 anos, Martin foi conselheiro económico do presidente Bush e trabalhava já na FCC desde 2001. Na análise de Le Monde, "les principaux dossiers auxquels sera confrontée la FCC seront les fusions en cours entre opérateurs de téléphone, la téléphonie par Internet, la télévision numérique et la révision des lois sur la concentration des médias. Cette réforme voulue par Michael Powell ? approuvée par M. Martin ? a été bloquée par la justice fédérale, et la FCC devra présenter une nouvelle version".

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Verificar sempre, mesmo o que vem do chefe do Governo José Antich, director de La Vanguardia, parece ter aprendido a lição. Numa conferência proferida ontem em Palma de Maiorca, contou o que se passou na manhã dos atentados de 11 de Março, em que foi um dos directores a quem o presidente do Governo espanhol telefonou a assegurar que os atentados haviam sido cometidos pela ETA. Conta hoje La Vanguardia: "Su impresión fue que en la conversación inicial no hubo intento de manipulación, sino el relato de los hechos que en aquellos momentos se conocían. Sin embargo, el resultado final, en opinión del conferenciante, fue "un desastre" para muchos medios. En ese sentido, comentó con cierta ironía que en ningún libro de estilo de ningún periódico se dice que si la fuente es el presidente del Gobierno, no se deba contrastar. Repitió también, en el turno de preguntas, que en una primera llamada, la actitud de Aznar fue más segura, mientras que por la tarde perdió contundencia".

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Info-ricos e info-pobres Realiza-se hoje, em Lisboa, a conferência "Inforricos e infopobres: entre la utopia meritocrática y la pesadilla aristocrática", a proferir por Mariano Enguita, da Universidade de Salamanca. A iniciativa é do Mestrado de Educação e Sociedade do Departamento de Sociologia do ISCTE e do CIES ? Centro de Investigação e Estudos de Sociologia, e terá lugar no Anfiteatro B203 (Ed.II) do ISCTE, pelas 18h00.

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Leitura "Privacidade na Internet: GMail e a ameaça aos direitos civis", de Hudson Lacerda, no Observatório de Imprensa. Ver igualmente os links que o mesmo artigo propõe contra e em defesa do Gmail.

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Os Media e a Deficiência "Encobrimento da deficiência versus abordagem dos media" é o tema da palestra que a Livraria Almedina promove na próxima terça-feira, 22 de Março, pelas 15h00, na Universidade do Minho. Moderada pelo Director de Informação da Rádio Universitária do Minho, a sessão inscreve-se no Ciclo de Conferências sobre "Deficiência em Portugal em Luta contra o Mito" e conta com a presença de Joaquim Fidalgo, docente do Departamento de Ciências da Comunicação e director do UMJornal, e de Sandra Estévão, do Gabinete de Apoio ao Estudante com Deficiência da UM. A RUM transmite o debate no programa Upload.

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"Transformações no audiovisual" O número mais recente da revista espanhola Telos publica um texto do português João Almeida Santos (Berlusconi o el nuevo príncipe pos-moderno, recenseando um livro homónimo de Pierre Musso), sendo o dossier central sobre as transformações recentes no audiovisual de que se destacam os textos:

De salientar também um texto sobre Medios y discapacidad: la presencia de la discapacidad en los medios de comunicación, de Juan Benavides Delgado.

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Reacende-se a polémica sobre o romance "O Código Da Vinci" Dan Brown, autor do best-seller O Código Da Vinci estava certamente mais interessado em produzir uma narrativa que interessasse os leitores e vendesse muitos exemplares do que em investigar temas de natureza teológica e histórica. Mas, muitos meses depois de o livro se ter transformado num verdadeiro fenómeno de vendas, quando do autor já se vêem nas livrarias montes e montes de um título subsequente, o Vaticano decide reagir e colocar uma alta figura eclesiástica - o arcebispo de Génova, ex-vice de Ratzinger - à frente de uma campanha para pôr em evidência as mentiras e embustes do Código. A iniciativa surge na sequência de múltiplas tomadas de posição, ao nível da base, com destaque para a Opus Dei - que sai da obra de Dan Brown vilipendiada. Não espanta que a Igreja se sinta incomodada com o sucesso (e o receio do impacto) de um livro que subverte representações de figuras da História do Cristianismo, a começar pelo próprio Cristo. Mas já é de estranhar que envolva altos cargos em campanhas contra uma obra de ficção, depois de ela já ter sido adquirida e lida por tantos e correndo o risco de ampliar ainda mais o fenómeno. Assim como não deixa de ser sintomático que, em casos deste tipo (recorde-se o filme "Je vous salue, Marie", de Godard ou o "Evangelho segundo Jesus Cristo", de Saramago), se insista sempre, apenas ou quase só nos aspectos negativos e nunca ou quase nunca no que estes fenómenos possam conter (pelo menos ao nível da recepção) de sintoma de uma curiosidade ou de uma incessante procura em torno de figuras marcantes dos relatos bíblicos, como Jesus Cristo ou Maria Madalena. O arcebispo de Génova, Tarcísio Bertone, insurge-se contra a campanha de marketing do livro, a qual pretenderia que nenhum católico adulto na fé deixaria de ler o Código. Mas a verdade é que um católico adulto na fé que ficasse perturbado com tal leitura não seria provavelmente nem muito adulto nem grande católico. Complemento: Vatican appoints official Da Vinci Code debunker Don't read Da Vinci Code, says cardinal The Da Vinci Code FAQs Dismantling The Da Vinci Code

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Congresso de Estudos Jornalísticos on-line Encontram-se já on-line as actas do II Congresso Luso-Brasileiro de Estudos Jornalísticos/IV Congresso Luso-Galego de Estudos Jornalísticos, que amanhã começa na Universidade Fernando Pessoa, no Porto. As actas serão também editadas em CD-ROM e, futuramente, em livro, segundo anuncia a organização.

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Linhas de análise da cobertura mediática do terrorismo Mário Bettencourt Resendes faz, na sua coluna do Diário Digital, uma síntese dos debates ocorridos na semana passada em Madrid, sobre a cobertura mediática do terrorismo: "(...)alcançaram-se, neste plano, três grandes linhas de análise: * em primeiro lugar, os jornalistas e os responsáveis editoriais têm de resistir à tentação de distinguir entre «bom» e «mau» terrorismo em função de diferentes enquadramento histórico-políticos. Ou seja, o esforço de investigação sobre as origens de um movimento terrorista não pode resultar em tolerância face à violência cega exercida contra inocentes. * Em segundo lugar, os media não podem ceder aos ditames da competição quando está em causa o tratamento do terrorismo ? e isto serve para a contenção em termos de publicação de textos e imagens, bem como na recusa de utilização de meios pouco «ortodoxos» no acesso às fontes. * Finalmente, é fundamental, manter o sentido crítico face às tentativas, por parte de governos democráticos, de adoptar nova legislação que sacrifica a liberdade, supostamente a favor de maior segurança".

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Lorenzo Vilches analisa "Migração digital" O Prof. Lorenzo Vilches, da Universidade Autónoma de Barcelona, especialista de televisão, imagem e novas tecnologias, estará a partir de amanhã na Universidade do Minho, em Braga, para orientar um seminário sobre "Migração digital". A iniciativa decorre no âmbito do mestrado em Ciências da Comunicação, áreas de especialização de Informação e Jornalismo e Comunicação, Cidadania e Educação. A "migração digital" é o tema do mais recente livro de Vilches, já traduzido no Brasil (Edições Loyola/PUC Rio, 2003). Da apresentação da edição em castelhano, destaco: "La fusión o fisión de los nuevos y antiguos medios es un resultado inevitable de los movimientos migratorios de las tecnologías digitales, la televisión e Internet. Esta migración afecta al imaginario tecnológico, al lenguaje y al mercado cultural, a las nuevas formas narrativas, a las conductas de los usuarios y a la nueva manera de vivir el espacio y el tiempo que las imágenes generan en nuestro entorno. A partir de un detallado balance de los aspectos tecnológicos, estéticos y socioculturales de las actuales modalidades de la producción y los usos de los medios, el autor plantea cuál será el papel de los espectadores y usuarios en el nuevo negocio de la comunicación. ¿Será sólo un cambio de estrategias de marketing o algo más radical que producirá una ruptura del conocimiento y de nuestro sistema de valores? Las cuestiones planteadas en esta obra afectan a todos los ciudadanos: ¿Tendrán los espectadores una mayor libertad para interpretar los mensajes pero menos autonomía respecto a los valores dominantes en este mundo cada vez más globalizado?"

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"Estado do jornalismo nos EUA 2005" - estudo acaba de sair "O jornalismo tradicional, virado para a verificação dos factos, compete hoje com outros modelos de jornalismo, sendo que alternativas mais rápidas, mais baratas e menos rigorosas apresentam vantagens específicas no mercado". A conclusão é do relatório deste ano do Project for Excellence in Journalism, State of the News Media 2005, hoje publicado nos EUA, pelo segundo ano consecutivo. "Os weblogues vieram acrescentar uma nova filosofia a este desafio: publicar primeiro e assumir que o processo de verificação ocorrerá na argumentação e resposta que se lhe seguir", observa o relatório. O estudo apresenta uma panorâmica do estado dos media jornalísticos, com capítulos pormenorizados emtorno da imprensa, televisão, rádio, internet e media alternativos. Um press release da organização que edita o estudo refere: "As traditional media continue to lose audience, the report suggests, moreover,news organizations will be tempted to cut back on news gathering and changestandards to compete with the new models."In effect, Americans are shifting from being consumers of news to pro-activepartners in creating their own personalized news account each day, andtraditional journalism is only part of that mix," said Project Director TomRosenstiel. "This amounts to a new kind American citizenship with moreresponsibilities for the consumer."

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Conhecer a opinião pública árabe No Editorsweblog.org encontrei este post - "The survey that American and Arab media try to ignore" - que me chamou a atenção. Refere-se a um desenvolvido estudo - "Revisiting the Arab street" - que, segundo o blogue, permite fazer uma ideia completamente diferente do que é hoje a opinião públic árabe. "The report published by the Center for Strategic Studies at the University of Jordan is available since mid February 2005 but very few media covered it! Some in Europe and in Maghreb, but how many in the States and in the rest of the world?", pergunta o editorsweblog.

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EUA: O direito de saber sunshine weekCerca de meia centena de empresas mediáticas e organizações jornalísticas ou ligadas às questões da liberdade de informação promovem esta semana a "Sunshine Week", para pressionar o Governo dos Estados Unidos a aliviar as limitações impostas aos media, após o 11 de Setembro. A iniciativa partiu da American Society of Newspaper Editors, na sequência de campanhas análogas ao nível local. Para se ter uma ideia da situação que motiva a campanha, são significativas as palavras de Theresa Medoff, presidente da Associação de Imprensa de Delaware: "Antes do 11 de Setembro, a informação governamental era acessível, a não ser que existisse um bom motivo para mantê-la em segredo; agora a informação governamental é secreta, a menos que se demonstre o contrário". Para conhecer a dimensão desta iniciativa e o leque de recursos elaborados para a sua dinamização, é útil a consulta ao site dos seus promotores.

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A ler: "A jornalista que gosta de ouvir" É um perfil de Ana Sousa Dias, traçado por Isabel Faria, no Correio da Manhã. Escrito com base em depoimentos de Antóno Mega Ferreira, Marcelo rebelo de Sousa, João Paulo Velez e Jorge Wemans. De Jorge Wemans este excerto: "A sua escrita, a relação que mantinha com as fontes e o seu olhar de repórter nunca se encaminhavam para a destruição dos temas que tratava, ou para textos taxativos, daqueles que evitam que o leitor pense. Este modo de ser jornalista e a sua atenção a assuntos em que mais ninguém sabia ou conseguia pegar são os traços profissionais mais distintivos da Ana com quem trabalhei. Creio que hoje continua igual a si própria".

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O 11 de Março e a auto-censura a imagens chocantes Alguns textos da imprensa espanhola dos últimos dias ajudam a debater as questões suscitadas por Helena Matos, no Público de ontem, a propósito da sugestão de Rodrigues Zapatero aos media, para que não divulgassem imagens chocantes no aniversário dos atentadios de 11 de Março. Em primeiro lugar, a recomendação de que o presidente do Governo espanhol se fez eco, foi feita, na verdade, pela responsável da associação das vítimas dos atentados, Pilar Manjón. O responsável governamental terá "cavalgado" esse pedido. O tema é tratado na coluna de vários dos provedores do leitor de jornais do país vizinho, em tons relativamente diversos. Em resposta a uma questão da Amiga del Lector de La Voz de Galicia, o subdirector deste jornal observa que "vistos los justos reproches de Pilar Manjón y la sensibilidad de muchos ciudadanos ante el problema, la solución puede parecer sencilla: basta con no publicar fotos ni testimonios terribles. Pero para los medios de comunicación serios, que se precian de dar un servicio a la sociedad, esa respuesta no es aceptable como pauta general, porque introduce un virus catastrófico en la relación leal con los lectores: la autocensura. (...) Como periodistas sabemos que lo realmente terrible del 11-M no son las fotos, sino el aborrecible atentado que se perpetró en Madrid. Y eso no podemos suavizarlo. (...) Pero es cierto que se puede ser fiel a la verdad sin renunciar a la sensibilidad, especialmente para no añadir dolor a las víctimas". No caso de La Vanguardia, eis as repostas do "defensor del lector", Josep Maria Casasús: "-Hasta qué punto la prensa y la televisión tienen que hacer caso a una persona que les pide que no se pongan imágenes de una desgracia? -me preguntó la lectora. Contesto: los periodistas tienen que atender estas peticiones por razones éticas y también por imperativo legal. Honor, intimidad y propia imagen están amparados en España por la ley 1/1982, de 5 de mayo. Pero aunque no existiera esta ley, los periodistas están obligados por ética, deontología y sensibilidad. En virtud de ellas no deben difundirse fotos escabrosas o íntimas. -Por qué razón deben censurarse estas visiones de la realidad? -replicó la lectora-. Debe hacerse por un principio ético básico del que derivan muchas reglas deontológicas del periodismo: el principio de evitar sufrimientos y dolor en las personas. Prohibiciones que derivan de este principio: difamar; atentar contra la intimidad; difundir fotos escabrosas de muertos, heridos o enfermos, y las de menores afectados por accidentes o delitos (aunque nos autoricen o lo pidan sus padres); identificar o acusar a quienes sólo son sospechosos o imputados; discriminar por raza, sexo, creencias, enfermedad, o extracción social y cultural. La regla periodística de evitar el dolor moral está al mismo nivel que las de no mentir y no plagiar. Todas se inspiran en los valores de la verdad, la paz, la solidaridad, el respeto a las personas y el derecho a la vida".

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Três temas para o sector da Comunicação Social O Baleia Branca sugere três assuntos para a agenda política da comunicação social, agora que Augusto Santos Silva acaba de assumir a tutela do sector: 1) Início da discussão das televisões regionais, "tendo em conta a situação de mercado num momento de crise e as lições da experiência espanhola" 2) Necessidade de revitalizar os emissores regionais da RTP 3) Necessidade de fazer as rádios locais cumprirem integralmente a Lei da Radiodifusão e as Leis da República relativas à independência dos titulares de licença de Radiodifusão.

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Jornalismo e propaganda Em "Propaganda", Helena Matos escreve no Público um texto que suscita discussão. O motivo é a sugestão feita pelo chefe do Governo espanhol no sentido de os media não mostrarem imagens chocantes dos atentados do 11 de Março, na evocação do primeiro aniversário dos atentados terroristas de Madrid. Considera a jornalista que "o jornalismo de causas é uma fraude que serviu e serve para que se editem, sob a forma de notícia, conteúdos de propaganda. Os jornalistas não têm, nem devem de estar comprometidos com nada a não ser com a qualidade e o rigor do seu trabalho. Isto não invalida que pessoalmente tenham as suas causas, mas ajuda a que não coloquem as notícias ao serviço do seu ideário. Não só não mostrar as imagens dum atentado não faz qualquer sentido do ponto de vista jornalístico, como o pedido de Zapatero tem implicações políticas muito mais amplas. (...)". Concordo, no essencial, com este ponto de vista. Mas convém ver o que se quer dizer com "a qualidade e o rigor" do trabalho jornalístico. É que não se trata propriamente de um trabalho realizado em laboratório asseptizado. Há, no código da profissão, algumas causas fundamentais que o jornalismo, para o ser, não pode deixar de defender e praticar.

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Governo espanhol quer regular jornalismo digital O ministro da Indústria, Turismo e Comercio de Espanha anunciou esta semana, no Senado, a intenção de regular "quanto antes" o sector do jornalismo digital, seja por iniciativa do próprio sector, que considerou "a via desejável", seja por iniciativa do Executivo. A notícia, dada pelo diário galego La Voz de Galicia, adianta que as declarações surgiram no quadro de uma sessão de perguntas ao Governo, em que o ministro foi confrontado com a não acreditação de jornalistas dos meios electrónicos para poderem aceder às conferências de imprensa posteriores aos conselhos de ministros.

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Como funciona e qual o segredo do Ohmynews? O fundador e director de Ohmynews.com, o jovem e bem sucedido jornal sul-coreano, feito em grande medida pelos cidadãos, dialogou nesta semana com internautas espanhóis. A iniciativa foi dos media do grupo Prisa, que edita El País, e do diário El Mundo. Nos links aqui assinalados pode encontrar-se uma selecção das perguntas a e respostas de Oh Yeon Ho.

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Ainda o "Habituem-se" João Morgado Fernandes, no DN: "(...) O 'habituem-se' de Vitorino mereceria, porém, uma discussão mais séria, na medida em que sintetiza uma das grandes preocupações dos democracias modernas - as relações entre os media e a política. Uma boa dose do mal-estar existente é, afinal, mais que natural. Embora aparentemente radicados no mesmo princípio - o serviço público -, jornalistas e políticos acabam por ter agendas próprias, por vezes contraditórias, sendo que esse é um dos aspectos mais saudáveis da democracia tal como hoje a entendemos.(...)"

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O "meu" 11 de Março Faz hoje um ano, sem qualquer razão aparente,acordei cedo. Encontrava-me a trabalhar na U. Autónoma de Barcelona, no âmbito da minha sabática. No pequeno apartamento que ocupava na "vila universitaria", em Bellaterra, onde deliberadamente não tinha TV, liguei um rádio de pilhas para ouvir as notícias das 7.30. O pivot da Cadena Ser, o conhecido Iñaki Gabilondo, creio, fez vagamente alusão a uma explosão numa linha ferroviária de cercanias, em Madrid, noticia que registei, mas a que, confesso, não prestei muita atenção. Nos minutos seguintes, novos dados. Primeiro, que do atentado teriam morrido duas pessoas. Em antena, entra uma repórter esbaforida informando que noutro ponto da rede de comboios teria havido nova explosão. Os dados foram chegando, o número de mortos aumentando e um quarto de hora depois, já se começava a ter a noção de que não estávamos perante um vulgar "atentado de ETA". De repente, as outras notícias eclipsaram-se e a emissão normal doi abafada pela torrente de elementos ainda fragmentários, mas cada vez configurando mais um puzzle terrível de tragédia. As vozes dos repórteres misturavam-se com gritos de pessoas e silvos de ambulâncias. Pelas 8 horas, eu tinha a clara noção de que se fosse jornalista no activo tinha eu próprio de estar já a caminho da Redacção ou, de qualquer modo, a receber instruções do meu editor. Preso ali no quarto, mandei um SMS ao director do Jornal de Notícias, para o alertar para a envergadura do caso. Escassos minutos depois, estávamos os dois ao telefone a trocar informações. As horas seguintes, a partir daquele momento, foram de verdadeira vertigem, com a sensação, cada vez mais nítida, de um acontecimento extraordinário que marca um antes e um depois na vida das pessoas e da sociedade. Nunca esquecerei a manifestação de Barcelona, no dia 12 ao fim da tarde, em que estive com Pilar e Jose Manuel Perez Tornero. Quase não se conseguia sair da estação de metro de Passeig de Gracià. Centenas de milhar de pessoas. Há quem diga que mais do que em Madrid, onde chovia, o que faz as manfs maiores. Na Catalunha, tinha havido a "bronca" política do encontro secreto de Carod Rovira com a ETA em Perpignan, de modo que muitos catalães quiseram mostrar, naquela hora, que estavam com Madrid. Mas havia, sobretudo, uma campanha eleitoral prestes a findar. E a sensação de que, naquele momento, se não dizia toda a verdade, dos lados de Aznar e do Gobierno. Mais: de que se procurava impor uma "verdade". Daí que, na manifestação, que deveria ter sido silenciosa, a palavra de ordem decidida na Moncloa - "Contra o terrorismo e pela Constituição", ou seja, contra a ETA - rapidamente degenerou no "Contra o terrorismo, sim à Paz", fazendo entrar em cena o Iraque, onde se encontravam os soldados espanhóis. Isto num dos países em que mais se destacara a contestação pública à invasão norte-americana. A sensação de que o povo estava a ser ludibriado - recordo-me ainda do mote "Queremos la verdad!", que ouvi ao fim do dia seguinte, ao cimo da Rambla de Catalunia, numa cacerolada - terá sido determinante na mobilização de uma geração de jovens eleitores que, noutras circunstâncias, nunca poria os pés nas secções de voto, mas que foi provavelmente decisiva na inesperada vitória obtida pelo PSOE. Escrever este texto é, para mim, um ano depois e sensivelmente à mesma hora, uma forma pessoal, ritual, se quisermos, de evocar o que se passou.

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Sobre a cobertura mediática do 11-M Os estudos e ensaios sobre a cobertura mediática dos atentados terroristas de 11 de Março em Madrid são já numerosos. Deixo aqui constância de alguns: - Los cibermedios ante las catastrofes: del 11S al 11M, de Ramón Salaverría - El 11-M y el consumo de medios de comunicación, de Guillermo López García - Comunicación institucional y desplazamientos de la opinion publica: la crisis del 11M al 14M, de Gotzon Toral Madariaga e Victor Santiago Pozas - 11-M: Apuntes sobre el fracaso de la desinformacion, de J.M. Rivas Troitiño - Del 11M al 14M: Jornadas de movil-ización social, de Noelia Salido Andrés - Reportando el dolor: el riesgo de la emoción en la información, de Madalena Oliveira - Bases psicosociales de la interpretación mediática del 11 M y de sus consecuencias electorales, de Marina Cabada del Río - Prensa y terror: tratamiento informativo de la tragedia, de María del Mar Blanco Leal - Desinformación, rumores y fuentes alternativas de comunicación entre el 11M y el 14M, de Antonio Delgado Barrera - El 11-M en la Prensa europea, de Laura Teruel Rodríguez - El 11-M y 14-M en la prensa de referéncia anglo-sajona (Reino Unido y EE.UU), de VV.AA - La cobertura del 11-M en la prensa diaria de Galicia, de VV.AA. - Medios de comunicación y fuentes interpersonales: el modelo de difusión de la información del 11 de Marzo de 2004 y sus efectos, de Mª Rosa Berganza Conde - Comunicar en Medio del Terror - 11-M: Repercusiones en la red, de Caspa.tv - El dolor y la verdad de la imagen, de Juan Varela - Las fuentes de información en tiempos de guerra, de VV.AA.

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Maior escrutínio da Imprensa, defende director de The Guardian Os académicos deveriam investir mais no escrutínio da imprensa, tendo em conta uma mudança sem precendentes que a indústria do sector enfrenta, defendeu o director do jornal The Guardian, Alan Rusbridger, numa conferência na Universidade de Shefield. "Falling circulations, declining profits, unprecedented challenges from other media and a "widespread feeling that newspapers are failing in their duty of truly representing the complexity of some of the most important issues in society" were, he said, just some of the themes that could be examined by new academic centres dedicated to scrutinising the role of the press". Complemento: Texto integral da intervenção de Rusbridger: "What are newspapers for?" Notícia editada em The Guardian: "Press needs greater scrutiny, says Guardian editor".

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Estudo sobre a blogosfera portuguesa Hugo Neves da Silva, mestrando em Ciências da Comunicação da Universidade Católica Portuguesa, fez um estudo sobre a blogosfera lusa, cujos resultados acaba de disponibilizar online e...num blogue, o Lisbonlab. Interessante, embora com um senão: o ter-se limitado a uma amostra construída com um critério claro: foi circunscrito aos cem blogues mais visitados no dia 19 de Janeiro último, apurados pelo 'blogómetro' do Weblog.com.pt. Mas é um critério limitado relativamente ao objectivo central da pesquisa: conhecer a blogosfera. Assim, ficamos a conhecer melhor a blogosfera mais visitada, o que já é bom.Mas fica a pergunta e sugestão para outro estudo: que resultados se obteria se, porventura, a amostra incidisse sobre os cem menos visitados? Ou sobre os cem mais, os cem menos e os cem médios?

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Leituras Artigos destacados do vol. 10 (nº 2) do "Journal of Computer-Mediated Communication" (Jan.2005): * Gender, Identity, and Language Use in Teenage Blogs, de David Huffaker & Sandra Calvert * A Content Analytic Comparison of Learning Processes in Online and Face-to-Face Case Study Discussions, de Robert Heckman & Hala Annabi * Mechanisms of an Online Public Sphere: The Website Slashdot, de Nathaniel Poor * The Role of the Habitus in Shaping Discourses about the Digital Divide, de Lynette Kvasny.

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Debate sobre o processo de Bolonha e as Ciências da Comunicação Realiza-se no próximo sábado, no ISCTE, entre as 15 e as 18h, um encontro para discussão do Projecto Bolonha na área dos cursos superiores de comunicação. Será objecto de apreciação o documento apresentado à Ministra da Ciência, Inovação e Ensino Superior, comissão coordenada pelo Prof. José Viegas Soares. A reunião foi solicitada pela Direcção da SOPCOM - Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação, sendo convidados a participar todos os responsáveis dos Cursos das Ciências da Comunicação existentes nas Universidades Privadas e Públicas, assim como nos Institutos Politécnicos.

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Quatro anos de Portal da Comunicação O Portal da Comunicação, uma iniciativa da Universidade Autónoma de Barcelona, acaba de completar quatro anos de vida, introduzindo uma nova frente de documentação: o Observatorio de Comunicación y Salud (OCS), assente em três eixos: "la comunicación entre sujetos, la comunicación entre instituciones y sujetos y el análisis de la información sociosanitaria que transmiten los medios de comunicación de masas" [Já existia o de Comunicação local e o de Políticas da Comunicação]. Recorde-se que, ainda há dias o portal criou uma zona dedicada ao tema "Weblogues e comunicação".

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"Os comentadores e os media" Vai ser apresentado na quinta-feira, dia 10, às 18.30, o livro de Rita Figueiras "Os comentadores e os media - os autores das colunas de opinião". O acto realiza-se na sala de exposições da Universidade Católica, em Lisboa, cabendo a apresentação à prof. Isabel Ferin da Cunha. O livro, editado pelos Livros Horizonte e CIMJ, é prefaciado pelo jornalista e comentador António José Teixeira.

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"Campanha suja", boatos, blogues... "O que é uma campanha 'negativa' e uma 'campanha suja'? Será que a última campanha eleitoral cabe nalgumas destas classificações? Onde e como nascem os boatos, como se propagam, qual o papel dos media e das novas formas de comunicação surgidas na Internet, nomeadamente os blogues, nessa propagação? Quais as fronteiras entre o jornalismo e os blogues? Os blogues contaminam o jornalismo? Ou é o contrário?" Estas são algumas das perguntas a que o programa Clube de Jornalistas vai procurar responder, na edição de hoje em A Dois. No estúdio participam José Pedro Castanheira, jornalista do "Expresso" e autor do livro ?No reino do anonimato?, João Pedro Henriques, jornalista que acompanha a área política, no jornal "Público" e Joaquim Letria ex-jornalista e actualmente consultor de comunicação. A moderação é de Estrela Serrano.

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Ser alfabetizado na sociedade da informação O texto que publiquei ontem no JN ("O jornal sonhado pelos jovens") tem um complemento ("Ser alfabetizado na sociedade da informação") de que destaco: "Com tão grande quantidade e diversidade de informação disponível, há hoje dois problemas novos que deveriam preocupar os cidadãos e em particular os educadores. O primeiro consiste em saber como se aprende a seleccionar a informação pertinente, a distinguir a que é relevante da que não tem utilidade e a gerir e utilizar adequadamente essa informação. O segundo consiste em interrogar o papel e importância da informação jornalística, decisiva para acompanhar a actualidade e atribuir sentido ao mundo à nossa volta, mas provavelmente cada vez mais diluída no meio da torrente de dados e de mensagens de natureza diversa. A estes dois pontos poder-se-ia acrescentar um terceiro, decisivo como passar da informação à comunicação, ou seja, como fazer para que mais informação não corresponda a menos, mas, antes, a mais comunicação entre as pessoas?Aprender a dominar as ferramentas e recursos que permitam navegar em oceanos tão turbulentos constitui, cada vez mais, um desafio à cidadania. Em vários países, tem-se vindo a apostar numa educação para os media como processo de formação básica, cuja finalidade é a "literacia" mediática e cultural, promotora de posicionamentos críticos e participativos face ao ecossistema informativo em que vivemos imersos. Até 2002, o Ministério da Educação deu sinais, embora incipientes, de pretender agarrar esta dimensão na educação escolar. Depois disso, foi o retrocesso, provocado em especial pela aniquilação do Instituto de Inovação Educacional. Mas continuaram, na sociedade civil, sinais vários de que o assunto preocupa e estimula a intervenção. Uma tarefa desta envergadura não é obra apenas dos governos, embora também não possa prescindir do seu incentivo e apoio. Os media, as instituições de formação de professores, os centros de pesquisa científica, as associações de pais e de consumidores, as fundações e associações culturais, as associações pedagógicas e científicas - todos têm um contributo a dar nesta vertente tão decisiva para a cidadania e para a simples qualidade de vida. A negligência de hoje acerca deste "analfabetismo" em torno de uma instância central da produção cultural dos nossos dias, como são os media, poderá pagar-se caro no futuro. Há um "novo mundo" em gestação e nós continuamos a encará-lo com modelos e paradigmas do passado.(...)"

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A televisão em casa: para além do conforto Há dias uma jornalista de uma revista telefonava-me para saber se havia dados acerca da percentagem de lares portugueses sem televisão. Não dispondo de dados à mão, sublinhei a ideia de que esse valor deveria ser verdadeiramente residual. O "Expresso" deste fim de semana, baseado numa amostra de mil indivíduos seleccionada através do método de quotas, traz uma confirmação dessa ideia: apenas 0,3% declara não ter TV em casa. Mas os dados apurados permitem ir mais longe: apenas 23% têm apenas um televisor, sendo que 37 por cento possuem três ou mais aparelhos receptores. Como é lógico, não é apenas o número de televisores que determina o consumo de televisão. Mas é certamente um factor que contribui poderosamente para configurar esse consumo, em quantidade e em "qualidade". Uma segunda televisão em casa significa, com frequência, poder aceder às emissões na sala e na cozinha. Mas, ter ou não televisão na cozinha, no(s) quarto(s) de dormir (designadamente das crianças) já não se pode considerar apenas um indicador de conforto, como faz habitualmente a informação estatística.

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Guerra de palavras O provedor do leitor do diário The New York Times publica hoje uma reflexão sobre a carga das palavras (como por exemplo, terrorismo, terrorista) usadas nos relatos jornalísticos. Até expressões aparentemente tão 'pacíficas' como "conflito israelo-palestiniano" ou "colonatos" podem suscitar problemas. O abuso do termo terrorista, nomeadamente no discurso dos estados pode ser tão questionável como a omissão desse conceito. Daniel Okrent define uma posição: "My own definition is simple: an act of political violence committed against purely civilian targets is terrorism; attacks on military targets are not. (...) Given the word's history as a virtual battle flag over the past several years, it would be tendentious for The Times to require constant use of it, as some of the paper's critics are insisting. But there's something uncomfortably fearful, and inevitably self-defeating, about struggling so hard to avoid it".

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"TV torna os corações frios" Um investigador alemão acaba de lançar um livro com um título, no mínimo, curioso: "Kalte Herzen - Wie das Fernsehen unseren Charakter formt" ["Corações Frios - Como a Televisão forma o nosso carácter"]. O professor de Psicologia dos Media, que estuda os efeitos emotivos da televisão há 20 anos, refere-se a uma cultura do sentimento, garantindo que se procura constantemente incitar à excitação. A tese de Peter Winterhoff-Spurk é a seguinte: A televisão tornou-se, em tempo de flexibilidade e mobilidade totais, num educador secreto, que criou um novo carácter social. É que a televisão é, diz o autor, um amplificador para os desenvolvimentos pessoais e sociais.

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Em defesa de "Lugar ao Sul" Acabou há pouco mais uma edição do programa da Antena 1 "Lugar ao Sul". Começa depois das notícias das 7 e vai até cerca das 9, em cada sábado. É um clásssico da RDP que tem muitos ouvintes em segmentos diversificados da audiência. Colocar um programa destes ao sábado e a uma hora destas é, de algum modo, liquidá-lo para muitos interessados em o ouvir. É esse o sentido da mensagem recebida do leitor Álvaro José Ferreira, que tem vindo a batalhar no sentido de o programa de Rafael Correia ser colocado numa hora que reconheça o seu valor e respeite a audiência: "(...) o programa 'Lugar ao Sul' foi, em meados de 2004, mudado para o espaço 07:00h - 09:00h, um horário esconso que (...) coloca esse Portugal profundo e ignoto ainda mais na sombra. Esta decisão infeliz do director cessante da Antena 1, sr. Luís Marinho (agora na direcção de informação da RTP), além de ser uma punhalada traiçoeira e soez nas costas do emérito profissional que é Rafael Correia, revela também uma tremenda falta de respeito e consideração pelos ouvintes que por nada deste mundo gostam de perder um dos melhores programas de toda a rádio portuguesa. E isto é tanto mais revoltante e intolerável na medida em que são os ouvintes que com os seus impostos e com a contribuição do audiovisual (cobrada aos consumidores domésticos de electricidade) financiam a rádio pública e, como tal, têm o direito inalienável de exigirem ser tratados com dignidade e respeito. É desumano e degradante, sobretudo para os ouvintes que com o seu trabalho árduo contribuem para a prosperidade do país ser-lhes negado o direito de poderem recuperar algum do sono sacrificado durante a semana. E tudo isto sem uma razão plausível e minimamente aceitável uma vez que o espaço 09:00h - 11:00h passou a ser preenchido com um alinhamento musical perfeitamente banal e sem qualquer interesse. Corre o rumor de que esteve (e continua a estar) em ponderação a decisão de extinguir o programa por ser considerado demasiado vetusto e destoar na linha editorial de uma rádio que se quer moderna. Tacanha e errónea noção de modernidade! É revoltante que a rádio pública tenha caído nas mãos de indivíduos deste nível (...)". Quem entender manifestar a sua opinião sobre este assunto pode enviar mensagens para a Antena 1, para o director de programas da estação ou para a secretária do presidente do grupo Radio e Televisão de Portugal.

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Desocultar a sociedade que somos Augusto Santos Silva [que, além de recém-nomeado para o cargo de ministro dos Assuntos Parlamentares, acaba de vencer o concurso para professor catedrático de sociologia na sua Faculdade de Economia do Porto] tem hoje no Público um texto ["A sociedade escondida"] que merece leitura e de que deixo aqui um extracto: "(...) se queremos compreender a sociedade que é agora a nossa, temos de desocultá-la. Só olhando-a com olhos de ver, conhecendo-a e mostrando-a, é que podemos agir com sentido e resultado.Mas, para isso, não podemos fingir. Fingir que não nos damos conta de que o comportamento privado dos fiéis está nos antípodas da moral que a hierarquia religiosa teima em defender. Fingir que nos repugna a extrema violência que os telejornais ilustram, de maridos sobre as mulheres, de pais sobre filhos, de adultos sobre menores ou idosos, quando o facto é que nos deleitamos com a sórdida transformação dessa violência em espectáculo para consumo de massas. Fingir que nos aflige a mortalidade rodoviária quando a sua causa principal está na forma como conduzimos.Não podemos também substituir a informação pelo preconceito. De nada serve condenar sumariamente os tempos actuais em nome de uma suposta superioridade moral de outrora. Nem cortar as pontes de entendimento com o que nos pareça diferente ou estranho ou novo. Nem distorcer a realidade das coisas só para carregar no drama, generalizando sem critério ou desvalorizando os sinais de esperança. Nem encontrar à pressa bodes expiatórios, sejam eles os jovens suburbanos ou os rurais iletrados."

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Silêncio A ler: "Silencio ensurdecedor", de Paquete de Oliveira, no JN: "o primeiro acto de gestão que o país está a assistir por parte do novo primeiro-ministro indigitado é a gestão do silêncio". A ler igualmente"Silêncio!", de Paulo Cunha e Silva, no DN. Sobre este silêncio "de alívio, de dor e de cansaço. De exaustão absoluta". "Um silêncio necessário para ajudar a limpar o ruído e antecipar o futuro". Um silêncio, enretanto, já interrompido.

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Empresa retalia com corte de publicidade Três jornais britânicos viram a empresa Marks & Spencer cortar-lhes todo o tipo de publicidade, segundo notícia de The Guardian, citada por El Mundo. Motivo: protesto por uma série de artigos no Daily Mail considerados "negativos" para a empresa. A decisão atinge não apenas aquele diário mas os restantes da Associated Newspapers (Evening Standard e Mail on Sunday).

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Trabalhar como 'free lance' "Trabajar como 'freelance', cada vez más difícil", considera a jornalista Carolina Podestà, no número de Janeiro da revista espanhola "Cuadernos de Periodistas". A realidade de correspondente internacional é aquela a que se refere e que conhece bem visto que ela própria é free lancer na Turquia, depois de ter trabalhado na Jugoslávia e no Iraque. Escreve, a abrir: "Aunque es indudable el auge del periodismo independiente, ya no es posible trabajar como hace unos años atrás. Asistimos a una nueva manera de hacer periodismo, donde otros escenarios hacen irrupción y las noticias pierden continuidad".

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"Público" torna mais exigente relação com as fontes A nova edição do Livro de Estilo do Público, substancialmente reformulado, é hoje distribuído com o jornal, no quadro do 15º aniversário do diário, que se completa amanhã. Sob a coordenação de António Granado, o trabalho de revisão do documento existente significa, em termos gerais, a adopção de "regras éticas mais exigentes", visão que é assumida naquele jornal. No capítulo da relação dos jornalísticas com as fontes de informação, são adoptadas algumas normas que surgem pela primeira vez codificadas. Ficam aqui algumas delas: "As entrevistas feitas por jornalistas do Público devem ter apenas a presença do entrevistado que, evidentemente, poderá gravar a conversa, desde que se comprometa a não a divulgar antes do jornal. Em caso algum, assessores de agências de comunicação, que trabalham com várias redacções e para vários clientes, poderão assistir a entrevistas feitas por jornalistas do Público *** Como regra, os jornalistas do Público não mostram as suas entrevistas aos entrevistados antes de serem publicadas. Em caso algum, deve o jornalista aceitar que o conteúdo da entrevista seja alterado e/ou adaptado às conveniências do entrevistado. Em caso de dúvida ou conflito, é a gravação que faz fé. Para evitar conflitos desnecessários e eventualmente prejudiciais para o jornal é conveniente que estes procedimentos de princípio sejam negociados previamente à entrevista. Só em casos excepcionais se farão entrevistas por escrito. Quando isso aconteça, o facto deve ser devidamente assinalado no texto e explicadas as razões do procedimento. A transcrição de qualquer entrevista implica, por regra, adaptar a linguagem oral à linguagem escrita, mas tendo a preocupação de não perder a espontaneidade, e reduções substanciais à transcrição integral das perguntas e respostas. Esse trabalho tem como regra de ouro respeitar as ideias expressas pelo entrevistado, sem deturpações ou cortes que alterem o seu sentido ou as coloquem fora de contexto. *** (...) a recusa sistemática de assessores de imprensa de entidades públicas, pagos por todos os portugueses para exercerem essa função, de não quererem ver o seu nome nos jornais (ao mesmo tempo que recusam o contacto directo do jornalista com o responsável público) tem de ser contrariada. Os gabinetes não falam, Belém, São Bento ou as Necessidades também não: só as pessoas podem fazer declarações. *** Os editores têm especial responsabilidade no controlo da utilização de fontes anónimas, factor de descredibilização crescente dos jornalistas e do próprio jornalismo em todo o Mundo. Por esse motivo, os editores do Público podem solicitar aos jornalistas que lhes revelem a identidade das fontes anónimas que utilizam nos seus textos. Sempre que o director ou quem o substitua o considere necessário (e não apenas por razões legais) tem também toda a legitimidade para pedir ao jornalista que lhe comunique quem é a fonte citada. O jornalista pode recusar estes pedidos, sendo que a decisão final de publicação ou não do texto, ou da parte do texto em causa, será sempre da responsabilidade do seu editor, do director ou de quem o substitua. *** As expressões do tipo ?várias fontes?, ?diversas fontes?, não podem ser utilizadas sem que o jornalista as individualize, na mesma notícia. O jornalista deve quantificar de forma exacta as suas fontes (ex: ?duas fontes disseram ao Público; ?três fontes reconheceram??)."

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Porquê a pressa? "Na sexta-feira [da semana passada] à noite enviaram-nos uma proposta de contrato que foi analisada pelos nossos advogados durante o fim-de-semana, mas logo na segunda-feira foi tomada a decisão [de venda]. Não houve tempo para qualquer negociação." (cf Público; de teor idêntico a peça do Diário Económico Prisa tece críticas ao processo de venda da Lusomundo) Se é verdade o que diz o administrador delegado do grupo Prisa, é legitima a pergunta sobre a pressa com que parece ter sido concretizada a venda da Lusomundo Media. Juan Luis Cebrián não esclarece o tipo de contrato recebido. Mas é estranho que na PT ou não se tenha esperado pela resposta ou não se tenha avisado do prazo útil para ela ser recebida.

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Prisa e Lagardère no capital de Le Monde O grupo Lagardère e o grupo espanhol Prisa, vão entrar no capital de Le Monde, segundo informação divulgada hoje por Les Echos e difundida pelo site Yahoo.fr. Cada um dos grupos ficará com uma posição corrrespondente a cerca de 15 por cento do capital de Le Monde. A operação deverá ainda ser submetida ao voto da Sociedade de Redactores de Le Monde, o que deverá ocorrer na próxima terça-feira. Recorde-se que o Grupo Prisa, que edita nomeadamente El País, mantém o seu interesse na aquisição de um ou mais media do grupo Lusomundo, mesmo depois da decisão da PT de vender esta holding à Controlinveste.

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O estereótipo do brasileiro nos media O texto "Brasileiros em Portugal:Volta pra tua terra, pá!", de José António Baço, no Observatório da Imprensa desta semana, é, à primeira vista, supreendente. Sugere que existe, em diversos sectores da sociedade portuguesa, e em particular nos media, um estereótipo negativo dos brasileiros, que leva a identificar brasileiro com "terceiro-mundista", "atrasado", versus português logo "europeu", "moderno", etc. Eu tenderia a ver esta perspectiva como simplista e unilateral. O estereótipo poderá existir. Mas coexiste, a meu ver, com o reconhecimento de um lado mais vivo, dinâmico, alegre e competente dos brasileiros. E, como entre os portugueses (incluindo os que há muito vivem no Brasil) deve haver de tudo entre os brasileiros que cá estão a viver e a trabalhar.

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Metodologia A VS Verlag acaba de publicar o livro Methoden der empirischen Kommunikationsforschung. Da autoria de dois investigadores do Instituto de Ciências da Comunicação da Universidade de Munique, o livro reúne um conjunto de abordagens aos métodos de investigação empírica no campo da comunicação e dos media (instrumentos de medida, inquérito, análise de conteúdo, etc.)

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Prestação de Marcelo: RTP disputa audiência à SIC

Os dados relativos à primeira edição de "As escolhas de Marcelo Rebelo de Sousa", na RTP1, no passado domingo, revelam que foi essencialmente com a audiência da SIC que o programa interferiu. Segundo dados do Mediamonitor, da Marktest, "As escolhas", além de terem liderado o share, durante o período em que o programa esteve no ar, colheram a adesão sobretudo entre as classes A/B e nos segmentos mais velhos da população.

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Novidades no terreno deontológico O novo Livro de Estilo do Público inclui uma série de pontos novos, de natureza ético deontológcia, que foram discutidos, ao longo dos últimos meses nomeadamente com o Conselho de Redacção do jornal. Entre esses aspectos, merecem destaque os seguintes: "O PÚBLICO deve ter como preocupação ser leal para com os seus leitores. E isto implica que deve informá-los, em primeira-mão se possível, sobre as questões laborais, éticas ou económicas relevantes que envolvam a própria empresa, assuntos sobre os quais os seus leitores têm o direito de ser informados. O PÚBLICO-jornal não pode ignorar o PÚBLICO-sujeito da notícia por mais delicado que seja o assunto em causa. Em nome do mesmo princípio, sempre que uma empresa accionista do jornal é citada noticiosamente, esse facto deve ser assinalado no texto. *** Os colaboradores do PÚBLICO que trabalhem para órgãos de comunicação social regionais devem deixar bem claro às suas fontes, quando isso se justifique, que têm também uma ligação profissional com o PÚBLICO. Em caso algum, poderão [utilizar] informações recolhidas ao serviço de outro órgão de informação ser utilizadas no PÚBLICO sem ser obtida autorização prévia das fontes sobre essa utilização *** Nos casos em que os jornalistas viajam a convite de empresas ou em comitivas oficiais, esse facto deve ser referido de forma clara junto aos textos resultantes dessas viagens. *** As entrevistas feitas por jornalistas do PÚBLICO devem ter apenas a presença do entrevistado que, evidentemente, poderá gravar a conversa, desde que se comprometa a não a divulgar antes do jornal. Em caso algum, assessores de agências de comunicação, que trabalham com várias redacções e para vários clientes, poderão assistir a entrevistas feitas por jornalistas do PÚBLICO. *** Como regra, os jornalistas do PÚBLICO não mostram as suas entrevistas aos entrevistados antes de serem publicadas. Em caso algum, deve o jornalista aceitar que o conteúdo da entrevista seja alterado e/ou adaptado às conveniências do entrevistado. Em caso de dúvida ou conflito, é a gravação que faz fé. Para evitar conflitos desnecessários e eventualmente prejudiciais para o jornal é conveniente que estes procedimentos de princípio sejam negociados previamente à entrevista".

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Jornais nasceram há 400 anos O Museu Gutemberg (Mainz-Alemanha) prepara-se para celebrar, em Julho próximo, o 400º aniversário da publicação do primeiro jornal impresso. A iniciativa é acolhida e apoiada pela Associação Mundial de Jornais (WAN), que recentemente deu notícia da efeméride. Apesar de algumas controvérsias sobre onde e quando exactamente surgiu o primeiro jornal, investigações recentes referidas nesta notícia sugerem que deve antecipar-se de 1609 (data das primeiras edições impressas preservadas até hoje) para 1605 o marco do nascimento dos jornais: terá sido nesse ano que um senhor de nome Johann Carolus iniciou a publicação, em Estrasburgo (cidade hoje situada em França), dos seus primeiros Avisa Relation oder Zeitung em versão impressa, cansado que estava de fazer cópias à mão para vender a ricos mercadores... Para um rápido sobrevoar dos primórdios da imprensa, ler também este pequeno texto.

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Lusomundo media: negócio em curso Foi tudo muito rápido, mais rápido do que faria supor uma matéria de tão grande envergadura e de tanta repercussão no panorama mediático português. A Controlinveste, que detém a Olivedesportos, teve apenas de esperar pouco mais do que um fim de semana, para que a opção do Conselho de Administração da Portugal Telecom fosse anunciada. Neste grupo, importa recordar, o principal accionista é o BES e outras importantes instituições bancárias que integram o seu CA manifestaram reservas (caso da CGD, que se terá abstido e do BPI, que terá votado contra esta venda dos activos da Lusomundo), segundo noticia hoje o Público. A Controlinveste diz, em comunicado, ir respeitar a orientação editorial dos media agora adquiridos e estar apta a gerir os jornais e revistas da Lusomundo, dada a experiência que já tem no sector. A primeira parte desta declaração é de saudar. Quanto à segunda, as dúvidas são legítimas. A experiência mediática da Controlinveste está longe da envergadura que será necessária para compreender as especificidades da imprensa generalista e de órgãos com as especificidades de um JN, DN ou TSF. Recorde-se que a Controlinveste é uma "holding" do grupo presidido por Joaquim Oliveira que, entre outras empresas, controla a Sportinveste, proprietária de 50 por cento da SportTV, a Jornalinveste, proprietária de O Jogo, e a Olivedesportos, que detém, nomeadamente, o exclusivo das transmissões televisivas dos jogos de futebol da Liga. A sua experiência está acantonada principalmente no terreno desportivo e do futebol. Consta, de resto, que a relação que mantém com o futebol vai para além do terrreno mediático, uma vez que será accionista das SAD's dos três principais clubes portugueses. Resta saber se a venda ontem anunciada pela PT significa um ponto final ou apenas um passo num processo de reconfiguração do sector que terá brevemente novos episódios. COMPLEMENTO: "Lusomundo: PS quer que reguladores garantam transparência".

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Profunda revisão do Livro de Estilo do Público O Livro de Estilo do jornal Público, que veio a lume em 1997 e que continua a ser uma obra de referência no jornalismo português, vai ser profundamente revisto na nova edição a lançar na próxima sexta-feira, nomeadamente no capítulo relativo aos aspectos deontológicos do exercício do jornalismo. Para dar uma ideia do alcance da revisão feita, basta dizer que dos 125 artigos, o novo texto inclui 40 novas disposições e 28 modificações ou acrescentos relativamente ao texto ainda em vigor.

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