Weblogue colectivo do projecto Mediascópio - CECS / Universidade do Minho | RSS: ATOM 0.3 |



Tanto como acompanhar e referenciar os desenvolvimentos na cobertura mediática da guerra, precisamos (eu, pelo menos, preciso) de pensar o que se está a pensar. A "pólvora" já não pecisa de ser inventada. Mas pode ser que haja, neste macro-acontecimento, algo de novo (ou mesmo muito de velho, que precisa de ser recordado). Deixo aqui uma nota breve, marcada por tal preocupação. As circunstâncias em que os jornalistas – quer os de Bagdad quer os da frente de guerra (os “embedded" nas forças atacantes) - são obrigados a trabalhar, bem como a necessidade de alimentar as exigências dos media para que reportam, faz com que se transformem com frequência, e com alguma lógica, em comentadores e analistas. Tais comentários e análises são, depois, replicados e desenvolvidos por outros comentadores em estúdio, fardados e à civil, que dissertam sobre estratégias e tácticas, avanços e recuos, vitórias e derrotas. Ao fazê-lo, todos se tornam, deliberadamente ou não, em agentes legitimadores da guerra, porque formatam o discurso de dentro do acontecimento. Ora um discurso sobre a guerra formulado de dentro da guerra e nos seus precisos termos de referência é, quase inevitavelmente, um discurso que pode discutir os passos da guerra mas não interroga a própria guerra. O que faz, ao fim e ao cabo, é colocar-nos num registo em que, quer sejamos contra quer sejamos a favor da invasão, não vamos além de saber se “estamos a ganhar” ou “estamos a perder”.

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O conhecido jornalista Peter Arnett foi hoje banido dos ecrãs da NBC e MSNBC, "after the journalist told state-run Iraqi TV that the U.S.-led coalition’s initial war plan had failed and that reports from Baghdad about civilian casualties had helped antiwar protesters undermine the Bush administration’s strategy. [...] Arnett apologizes for the interview he gave to Iraqi TV, saying he made a "stupid misjudgement." (dica de ContraFactos).

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A agência Reuters decidiu seguir as ordens das autoridades iraquianas, deixando de fornecer à CNN o acesso às imagens que continua a captar em Bagdade. As imagens difundidas vêm agora com a indicação "no access CNN". O governo de Sadam Hussein acusa a cadeia de TV de ser um agente de propaganda e havia já procedido à expulsão da equipa jornalística que se encontrava na capital do Iraque.

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Os resultados do Barómetro da Marktest para o DN e TSF, relativo a Março, são hoje apresentados. As preocupações e prioridades dos portuguesespreocupações e prioridades dos portugueses, inquiridas na segunda quinzena de Fevereiro, posivcionam-se do seguinte modo: - Desemprego (28%) - Listas de espera na saúde (25%) - Equilíbrio das contas públicas (14%) - Paz social (9%) - Violência (8%) - Qualidade da educação (7%).

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Donald Rumsfeld é "um mestre no controlo da informação e na manipulação dos media". A afirmação é de Jerry Broeckert e vem publicada num texto do número de Abril da revista The Rake, com o título "Loose Lips Float Ships! How the military uses the media today". O autor é um "public affairs officer" da Marinha dos EUA e um especialista bem rodado nas relações entre os militares e os media. O texto é daqueles que vale a pena guardar. (dica de Romenesko).

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o jornal ABC inicia hoje uma série de entrevistas com jornalistas que têm tido, nos canais de TV espanhóis, o papel de editar e apresentar a informação sobre a guerra no Iraque. A primeira entrevistada é Àngels Barceló, da Telecinco, que "reconoce que la carrera contra el reloj que supone estructurar y dar forma y sentido al continuo bombardeo de información que sufren las redacciones es también un reto apasionante. Y agotador".

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A Federação Internacional de Jornalistas exige um inquérito imediato e completo à agressão e detenção de um jornalista e um câmara da RTP e dois outros profissionais israelitas, esta semana, pelas tropas da coligação anglo-americana no Iraque. “The reporters were told to pick up their shirts and let down their pants to prove they were not carrying bombs and they were later kept in a closed jeep for 36 hours. The Portuguese journalist asked to phone home and was allegedly beaten, his ribs were broken and he is now in hospital. One of the Israeli journalists was also beaten. Yediot Aharonot, concerned about loss of contact with the journalists, asked the Pentagon to help find them. After 48 hours, a helicopter flew the reporters to an American military base in Kuwait where they were released and given their telephones back.”

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Acaba de abrir em Ponferrada, Espanha, um museu da rádio considerado de interesse internacional. O seu mentor, o jornalista Luis del Olmo, considera-o superior ao de Nova Iorque.

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Um panorama da evolução do consumo de televisão no mundo pode ser consultado aqui. Com base num estudo da Eurodata TV, ficamos a saber que os cinco países que mais televisão consomem são a Bósnia, o Japão, a Estónia, os Estados Unidos e a Hungria.

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Para observar, de forma expedita, as primeiras páginas de perto de 200 (!!!) jornais diários de diferentes partes do mundo, actualizadas diariamente, o Newseum é um sítio interessante.

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O secretário geral da Federação Internacional de Jornalistas, Aidan White, quer saber se o bombardeamento da televisão iraquiana constitui ou não uma violação da Convenção de Genebra e sugere mesmo a realização de uma investigação internacional sobre o assunto. As forças que invadem o Iraque decidiram claramente atacar não apenas as instalações e redes de difusão do sinal de televisão mas também as infra-estruturas de telecomunicações. Em declarações à Reuters, White observa: "Once again, we see military and political commanders from the democratic world targeting a television network simply because they don't like the message it gives out." Note-se que, na véspera do primeiro ataque com mísseis à TV do Iraque, em Bagdad, pelo menos quatro importantes órgãos de comunicação norte-americanos (Fox News Channel, MSNBC, CNBC e NBC Nightly News) difundiram matérias em que se insurgiam comtra o facto de as forças anglo-americanas não terem ainda retirado a TV iraquiana do ar. (Fonte: FAIR).

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Henry Norr, colunista do San Francisco Chronicle foi suspenso depois de ter sido preso, por participar num protesto (ele chama-lhe acção de desobediência civil) contra a guerra. Do site do Jim Romenesko no Poynter, cheguei a um artigo que inclui declarações de de uma professora de jornalismo da Graduate School of Journalism at the University of California-Berkeley. Cynthia Gorney diz que se trata de an enormously complicated question. Alguém quer comentar? Os jornalistas devem ou não participar em acções deste tipo?

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Duas notícias a envolverem jornalistas portugueses em cenários de guerra. Primeiro soube-se que dois repórteres portugueses, do JN e da Antena 1 foram detidos hoje na Turquia. Até há pouco tempo, ainda não se sabia o motivo. Apenas suspeitas. Entretanto, a notícia de que dois jornalistas da RTP foram detidos e agredidos por soldados americanos, acusados de espionagem. Quando foram presos, os jornalistas portugueses estavam acompanhados por dois colegas israelitas. Uma notícia também contada pela UIP.

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Em tempos de guerra, com guerra a ser servida nos media de todas as formas e feitios, é natural que surja a preocupação, sobretudo nos pais e outros educadores, sobre como reagir perante questões das crianças sobre a guerra. Elas são inevitáveis, pois ninguém fica indiferente perante a guerra em tempo real que passa nas televisões, perante a corrida desenfreada da contra-informação que invade media ocidentais e orientais, passando pela tentativa de censura de países que sempre introduziram no seu discurso o primado da liberdade e da democracia. A ubiquidade, característica tão presente na televisão, faz com que o telespectador se sinta na frente de batalha, observando do sofá, através da janela mágica, o horror sanguinário de uma batalha. As crianças também vêem televisão e, naturalmente fazem perguntas. O jornal canadiano "Le Devoir", publicou um interessante artigo sobre esta questão e sobre qual deve ser o comportamento dos educadores, sugestivamente intitulado "A guerra no recreio" e pode ser lido aqui.

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Já agora: o humor também tem o seu lugar. Um salto à revista Mother Jones, para ver uma animação interesante.

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Os jogos video e, mais latamente, os jogos electrónicos constituem hoje uma indústria que movimenta muitos biliões (de dólares ou euros, tanto faz). E não só trabalha até à exaustão o tema da guerra (mesmo da guerra virtual "realista"), criando um "excelente" caldo cultural, como tem servido, nos últimos anos, para o treino militar. O tema, além de o andar a abordar noutros lados, foi-me suscitado pela edição mais recente do Courrier International ("Jeux vidéo: Le djihad dans votre salon"). É uma dimensão a que não se tem prestado a devida atenção, mas que tem profundas e extensas incidências ideológicas, militares, económicas e sociais. Cf., por exemplo: - "No strangers to war, video gamers play on" - "Computer Games Liven Up Military Recruiting, Training" - "'War Games’ Played Like a Contact Sport"

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Na terra do "free speech", mais uma que vinha ontem no USA Today: "A small, independent news website that had posted images of killed or captured US soldiers was temporarily shut down by its ISP, initiating a debate over the role of private service providers in censoring the news. The site, www.YellowTimes.org, believes it was the first to post such images, which the Pentagon had requested not be shown. Vortech, the Florida-based ISP for YellowTimes, shut the site down in response to complaints from viewers".

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Um grupo de warbloggers (assim se chamam os autores de blogs sobre a guerra) reuniu-se e criou um blog com informação actualizada sobre a guerra. Além dos posts dos sete blogs que integram o site, é possível ver também notícias sobre o conflito publicadas em órgãos de comunicação social. Dica de Microdoc.

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A estação árabe de TV Al-Jazeera terá visto crescer em cerca de quatro milhões o número de assinantes na Europa, desde que a invasão do Iraque se iniciou, há oito dias, refere um trabalho publicado em EuropeMedia.net. " Before the start of the war, al-Jazeera had around 35 million subscribers with the vast majority located in the Middle East, where the channel is broadcast for free. In the last week, overall subscriptions have doubled. Al-Jazeera has been at the centre of controversy over the media's coverage of Iraq after its decision to broadcast footage of captured American soldiers. However, the incredible surge of al-Jazeera's European subscriber base is perhaps an indication of a growing dissatisfaction with the US and European news media. Al-Jazeera has not refrained from showing footage that many news agencies have considered 'too sensitive' to transmit".

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O La Voz da Galicia criou um weblog, mantido pelo repórter do jornal em Bagdad, David Beriain. Além dos posts que envia regularmente, o repórter ainda responde a perguntas que lhe são colocadas pelos leitores do jornal. Dica de Periodistas 21.

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Os R.E.M. oferecem música no protesto contra a guerra. E vale a pena fazer download e escutar. "Os norte-americanos R.E.M. já se tinham manifestado contra a intervenção dos EUA no Iraque. Agora, a banda colocou uma canção de protesto online, à semelhança do que vários músicos - como Beastie Boys ou Zack de la Rocha - têm feito nas últimas semanas. O tema chama-se "The final straw" e foi tocado ao vivo no passado domingo num pequeno concerto em Vancôver (Canadá). O grupo liderado por Michael Stipe disponibilizou uma versão da música no seu site oficial" (Fonte: Vizzavi). Enquanto se ouve, pode seguir-se aqui a letra: FINAL STRAW As I raise my head to broadcast my objection As your latest triumph draws the final straw Who died and lifted you up to perfection? And what silenced me is written into law. I can't believe where circumstance has thrown me And I turn my head away If I look I'm not sure that I could face you. Not again. Not today. Not today. If hatred makes a play on me tomorrow And forgiveness takes a back seat to revenge There's a hurt down deep that has not been corrected There's a voice in me that says you will not win. And if I ignore the voice inside, Raise a half glass to my home. But it's there that I am most afraid, And forgetting doesn't hold. It doesn't hold. Now I don't believe and I never did That two wrongs make a right. If the world were filled with the likes of you Then I'm putting up a fight. Putting up a fight. Putting up a fight. Make it right. Make it right. Now love cannot be called into question. Forgiveness is the only hope I hold. And love-- love will be my strongest weapon. I do believe that I am not alone. For this fear will not destroy me. And the tears that have been shed It's knowing now where I am weakest And the voice in my head. In my head. Then I raise my voice up higher And I look you in the eye And I offer love with one condition. With conviction, tell me why. Tell me why. Tell me why. Look me in the eye. Tell me why.

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"Nobody including the media has the full picture of what's going on. Reporting the war is about putting together fragments of information. We're all trying to work out this jigsaw and what the overall picture is". A afirmação é de Richard Sambrook, director editorial da BBC News, numa peça de The Guardian em que se reflecte sobre as questões ligadas à emissão 24 sobre 24 horas, frequentemente em directo.

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O Sindicato dos Jornalistas acaba de pronunciar-se contra o ataque das forças anglo-americanas à Televisão do Iraque, considerando que um órgão de comunicação "deve ser considerado neutro, como a Cruz Vermelha e os hospitais". Por isso, "espera do Governo português uma inequívoca tomada de posição exigindo aos EUA e à Grã-Bretanha o respeito pela segurança dos profissionais de informação e pelas mais elementares regras da liberdade de expressão”. A este propósito, merece leitura um texto de opinião bastante áspero, de Maureen Dowd - "Take Down Saddam TV" - acerca do modo como a guerra tem sido conduzida pelos norte-americanos: "(...) With sandstorms blackening their TV screens, with P.O.W.'s and casualties tearing at their hearts, Americans are coming to grips with the triptych of bold transformation experiments that are now in play. (...) The administration was afraid that with too many Iraqis dead, we would lose the support of the world. But some generals worry that by avoiding tactics that could kill Iraqi civilians and "baby-talking" the Iraqi military, we have emboldened the enemy and endangered American troops. (...) American war planners were privately experiencing some shock and awe at Iraqi obliviousness to shock and awe, which we can see on TV, as Iraqis crowd into restaurants and onto roofs to watch the bombing. Miscalculating, the Pentagon delayed trying to take down Iraqi TV until last night because it hoped to use the network after the war. But that target should have been one of the first so the Iraqis could not have peddled their propaganda, paraded our P.O.W.'s and shown brazen speeches by Saddam, or Stepford-Saddam, and the mockery of Iraqi officials over the predictions of a quick victory."

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"Television Producers Struggle to Keep Track of War", escrevem Jim Rutenberg e Bill Carter no New York Times de hoje. "(...)The vivid coverage has been enhanced by the Pentagon's decision to allow reporters to travel with military units. Despite the access, producers say they are struggling to keep score on the war's status. It is often difficult to square the up close battle scenes with Pentagon assertions that all is moving apace. And military planners, they say, are not always at the ready to help them do that. It is a conundrum for the news divisions, which know that viewers are thirsting for new information. Each network wants to be the first to give it to them — perhaps lifting ratings in the process. Producers said they walked a fine line between paying too much attention to dramatic footage and underplaying the difficulties at hand.(...)

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É lançado hoje, em Lisboa, o livro "Direito da Comunicação Social", da autoria de Alberto Arons de Carvalho, António Monteiro Cardoso e João Pedro Figueiredo. A publicação, que sai com a chancela da Almedina, será apresentada por Mário mesquita e Pedroso Lima. O acto decorre na Livraria Almedina (Atrium-Saldanha), pelas 18.30h.

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A notícia é da insuspeita CNN: uma das empresas a quem já foi adjudicada a reconstrução do Iraque é a Halliburton Co.. O Nome não diz nada? A CNN dá uma ajuda: trata-se de um grupo de que o Vice-Presidente dos EUA, Dick Cheney, foi director entre 1995 e 2000. "Halliburton wouldn't speculate about the total monetary value or duration of its contract, under which it will put into action some of the firefighting and repair plans it outlined for the Army in a study it conducted in November.". Refira-se, a propósito, que a Halliburton Co. foi recentemente solicitada a rever as suas relações com o Irão e a Síria, países que a Adminstração norte-americana considera darem apoio ao terrorismo.

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Recomendo aos directores, editores e apresentadores das nossas TV's a leitura das "questõezinhas" que Pedro Fonseca coloca no seu ContraFactos e Argumentos de hoje. As referidas "questõezinhas" surgem no contexto de uma peça do Público, em que os responsáveis da SIC, TVI e RTP dizem que "As guerras são mesmo assim". Então não são?

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Não é surpreendente, mas é significativo: "World and America watching different wars. CNN vs. Al Jazeera: Seeing is often believing": "(...) The gruesome video shown Sunday on Al Jazeera - reaching 35 million Arab-speakers worldwide, including about 20 percent of the Egyptian population - will probably never be seen by the average American TV viewer. In fact, American audiences are seeing and reading about a different war than the rest of the world. The news coverage in Europe, the Middle East, and Asia, reflects and defines the widening perception gap about the motives for this war. Surveys show that an increasing number of Americans believe this is a just war, while most of the world's Arabs and Muslims see it as a war of aggression. Media coverage does not necessarily create these leanings, say analysts, but it works to cement them. "The difference in coverage between the US and the rest of the world helped contribute to the situation that we're in now,'' says Kim Spencer, president of WorldLink TV, a US satellite channel devoted to airing foreign news. "Americans have been unable to see how they're perceived.(...)" Por falar na Al-Jazeera, este canal abriu hoje a sua versão em inglês, "temporary site dedicated to special coverage of Iraq" (via E-Media Tidbits). Talvez pela saturação na procura, tem estado difícil conseguir acesso ao site. ACTUALIZAÇÃO: Segundo o Washington Post, o problema com o acesso ao site em inglês da Al-Jazeera tem que ver com um ataque de hackers, de que terá sido vítima: "Hackers attacked the Web site of Arab satellite television network Al-Jazeera on Tuesday, rendering it intermittently unavailable, the site's host said"

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O Elmano Madaíl, membro do nosso grupo de webloggers, está de partida para o Kuwait e, depois, para o Iraque. Vai como enviado especial em serviço para o Jornal de Notícias, diário para o qual trabalha. Resta-nos desejar-lhe bom trabalho e... boa sorte.

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As declarações que prestei ontem ao "Público" e que vêm parcialmente citadas na edição de hoje exigem um pequeno esclarecimento. Sobretudo na parte em que o jornal refere que eu apontei o dedo aos canais de televisão, acusando-os de uma "exibição pornográfica" de imagens da guerra. Eu falei de facto em pornografia, mas para referir um caso concreto que presenciei no telejornal da TVI de domingo passado, quando o canal mostrou repetidas vezes as imagens em grande plano dos cadáveres dos soldados norte-americanos. E referi os riscos que existem de isso voltar a repetir-se. De resto, a ausência do país nos últimos dias não me permitiria sequer fazer um juízo sobre a globalidade do trabalho que foi feito.

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"Informação televisiva - ainda há jornalismo nas televisões generalistas?". É este o tema da próxima sessão da série Falar Televisão, uma iniciativa do Centro de Investigação Media e Jornalismo (CIMJ), organizada por José Carlos Abrantes, que decorrerá no Instituto Franco-Portugais, em Lisboa, na quinta-feira, dia 27, às 18.15h. Intervêm Hália Costa Santos (Instituto Politécnico de Tomar), Joaquim Vieira (Observatório de Imprensa) e Miguel Gaspar (crítico de televisão do Independente). Antes do colóquio, e a partir das 15 horas, decorrerá, no mesmo local, um atelier de apresentação de vários jornais televisivos, por Isabel Ventura e Telmo Gonçalves, e, às 17.15, a apresentação de um vídeo sobre um telejornal da RTP, sobre "Modos de ver - percursos de uma notícia", por José Carlos Abrantes. (Mais informações no website do CIMJ).

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Qual o lugar das religiões no serviço público de televisão? Em que canal devem inserir-se tais programas? A agência Ecclesia, da Igreja Católica, noticia hoje que as confissões religiosas chegaram a acordo com a RTP para a continuidade da programação religiosa, embora com "um significativo emagrecimento do orçamento para estes programas, mas incluído integralmente nos custos do serviço público de televisão". O acordo que será celebrado em data a anunciar, prevê que a RTP assegure a produção de dois dos seis programas apresentados de segunda a sexta-feira e no domingo. Recorde-se que este ponto foi objecto de controvérsia quando o operador público, ainda no tempo de Emídio Rangel, anunciou a intenção de fazer recair sobre as confissões religiosas os encargos com a produção daqueles programas. Um ponto que continua, aparentemente, a dividir posições é o do canal em que as emissões religiosas serão programadas. Para o cónego António Rego, director do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, "a programação religiosa ora existente na RTP deve continuar a ser considerada Serviço Público, que a nenhum título pode ser retirada do Canal 1 para se alinhar num caleidoscópio de mensagens pertencentes a minorias muito direccionadas". Para Luís Andrade, porém, o lugar da programação religiosa na RTP é no Canal2, "e não se justifica nenhum receio por parte das confissões religiosas". O Canal2, "a pérola da RTP", segundo o seu director de programas, "vai ficar muito melhor", pelo que o acordo agora obtido acaba por "beneficiar as duas partes", assegura Luís Andrade.

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O jornal Público de hoje faz eco das preocupações de muitos pais e professores: O que fazer com a invasão dos media pelas notícias da guerra, com comentários e imagens muitas vezes chocantes? O jornal ouviu alguns especialistas na área, entre os quais os "nossos" Manuel Pinto e Sara Pereira. Entre as passagens mais interessantes destaco as seguintes: "Para Sara Pereira, especialista em estudos da criança da Universidade do Minho, "não vale a pena esconder" do jovem o que se passa. Sobretudo "se a criança vê e fala e sabe que é uma coisa bem real", a melhor opção "é explicar o que está a passar-se". Ou seja, o silêncio, a tentativa de ignorar, de deixar passar não são uma boa escolha: "Não se pode nem deve retirar a criança da realidade." Tanto mais que as imagens da guerra são susceptíveis de produzir "efeitos indesejáveis em crianças vulneráveis", lembra Manuel Pinto, investigador de "media" da mesma universidade.

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Num contexto diplomático complexo e num panorama noticioso dominado pelos media em inglês, sobretudo ao nível das cadeias televisivas de informação, Jacques Chirac está a avançar a todo o vapor para a criação de uma "CNN em francês". A notícia é do "Le Monde" e refere o seguinte:"Dans un contexte diplomatique de plus en plus difficile pour la France, l'absence de chaîne d'information internationale capable d'étayer la position des "antiguerre" au fil des manœuvres militaires des Américains en Irak n'a jamais été ressentie de façon aussi cruciale".

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Acabado de chegar da Grécia, de um local em que, por falta de tempo e acesso a reduzido número de canais, tive dificuldade em acompanhar de perto a cobertura mediática da guerra, sou confrontado, com um caso digno de nota: deparo com Marcelo Rebelo de Sousa a comentar este assunto na TVI, enaltecendo a qualidade do tratamento dado à guerra nos media portugueses e, em especial, nas diferentes televisões. Marcelo perorava num telejornal que acabava de mostrar até à exaustão, e provavelmente já com o comentador em estúdio, as imagens horrendas de corpos deformados, estropiados, manchados de sangue de soldados norte-americanos. A TVI deve ter repetido as mesmas imagens mais de meia dúzia de vezes, ao longo do principal serviço noticioso do dia, cuidando bem de editar os planos mais impressionantes. Se isto é de louvar - e se não há ninguém, nem no canal nem fora dele, que se preocupe com o respeito devido aos telespectadores - eu vou ali e ...não volto.

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Howard Kurtz, do Washington Post: "'Webloggers,' Signing On as War Correspondents". Cito: " (...) For all the saturation coverage of the invasion of Iraq, this has become the first true Internet war, with journalists, analysts, soldiers, a British lawmaker, an Iraqi exile and a Baghdad resident using the medium's lightning speed to cut through the fog of war. The result is idiosyncratic, passionate and often profane, with the sort of intimacy and attitude that are all but impossible in newspapers and on television. Many of these so-called Weblogs eliminate the middleman -- the news outlets whose reach was once needed for a broad audience -- and allow participants to have their say, typos and all, without being run through the media's Cuisinart. "The most interesting thing about the blog coverage is how far ahead it is of the mainstream media," says University of Tennessee law professor Glenn Reynolds, whose InstaPundit.com site has seen a surge in traffic as the Iraq crisis has heated up, doubling to 200,000 hits a day (...).

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Christian LOSSON, enviado especial do Libération no Kuwait, escreve hoje no jornal uma peça ("Le sentiment illusoire d'une guerre en temps réel") que, entre várias questões importantes, suscita a da desigualdade de acesso dos jornalistas à informação no terreno da guerra, conforme se trate de oriundos de países apoiantes ou não apoiantes da política norte-americana: " (...) Les télés française, belge ou canadienne, dont les pays ne font pas partie de la coalition, ne sont pas les premières servies. «Comme par hasard, il n'y a pas ou peu de télévisions francophones incorporées avec les unités combattantes», indique une journaliste française. Ou elles connaissent des problèmes de transmission... Question : les journalistes télé, qui, pour l'instant, filment une «guerre propre», «sans morts» à l'exception de ceux d'Al-Jezira , deviennent-ils des relais de relations publiques de l'armée ? «Difficile d'être critique, admet un rédacteur en chef coordinateur d'une télé anglaise. Les journalistes intégrés partagent au quotidien la vie des soldats. Mais ils doivent garder leur indépendance.»". Por sua vez, Patrick Jarreau, no Le Monde de hoje toca na mesma questão, de uma perspectiva diferente: "(...) L'image que les médias donnent de l'offensive terrestre est très largement positive. (...) Au total, l'opération, jusqu'à maintenant, est positive pour le gouvernement, qui peut faire valoir qu'il ne cache rien. "C'est un choix audacieux et risqué", estime Marvin Kalb, ancien reporter de CBS, qui étudie maintenant les rapports entre les médias et la politique à l'université Harvard. C'est, en tout cas, un complet renversement par rapport à la première guerre du Golfe, en 1991, caractérisée par un contrôle extrême de l'état-major sur l'information, au point qu'on avait pu parler d'une "guerre sans images". Les militaires américains vivaient alors dans le souvenir de la guerre du Vietnam, perdue en partie, croyaient-ils, à cause de la liberté laissée aux journalistes. Trente ans plus tard, M. Rumsfeld tente de se faire un allié de l'appétit d'informations et d'images des Américains". Ainda em Le Monde, é esclarecedora a leitura do artigo de Florence Amalou intitulado "Le contrôle des reportages télévisés, enjeu stratégique pour les belligérants".

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Por falar em Le Monde, este jornal noticia hoje que a França vai ter, a partir do próximo ano, um canal de informação internacional para rivalizar com a CNN. As propostas serão entregues já no mês que vem: "Le pays paraît, cette fois, décidé à se doter d'une chaîne de télévision qui, sans être gouvernementale, puisse faire connaître au monde le point de vue français sur la situation internationale. C'est, en tout cas, à marche forcée que l'on travaille désormais à la "grande chaîne d'information internationale en français capable de rivaliser avec la BBC ou CNN"

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Vale a pena visitar o site sobre Técnicas de Manipulação de Massas, nestes dias em que boa parte da informação circulante sobre a invasão do Iraque não passa de desinformação e de contra-informação. Os capítulos cobrem dimensões como acção psicológica, propaganda estratégica e táctica, sintomas e canais de desinformação, medidas activas como assassinatos, intoxicação e subversão, planificação de acções psicológicas, etc. (dica Vincent Truffy, de Le Monde).

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Mesmo depois de aconselhados a sair de Teerão, vários jornalistas, entre os quais alguns portugueses, decidiram ficar para relatar a guerra. O "Le Monde" juntou alguns deles e ouviu os seus testemunhos.

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Os canais generalistas nacionais renderam-se`ao noticiário e cobertura da guerra. Em espanha, como informa o diário ABC, houve um canal que furou a onde bélica em horário nobre e conseguiu uma audiência record. Começa assim a notícia do ABC: "La guerra en televisión no vende lo que debería, por lo menos en «prime time». Pocas imágenes, menos audio y exceso de analistas y contertulios con galones fueron el lastre del que se colgaron las cadenas generalistas que decidieron rendir sus parrillas de «prime time» a los bombardeos de George W. Bush".

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O Mediabriefing noticia hoje que o papel da internet como fonte de informação ficou reforçado com o início da guerra. Na verdade, os meios online têm tido uma grande procura desde o início do conflito e alguns sites enfrentam mesmo problemas de excesso de tráfego. Os meios online têm outras potencialidades que os meios tradicionais não podem oferecer (infográficos, integração dos vários formatos, actualização permanente) e têm dado uma boa resposta. A informação gerada pela guerra veio também mostrar como os weblogs podem ser importantes. Destaco hoje o weblog de John Pendygraft, fotógrafo do St.Petersburg Times, que está a acompanhar a guerra do Golfo a partir do Kwait. Além das fotografias, o fotografo envia também alguns textos sobre o que enfrenta.

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A guerra também já começou na Internet. O tráfego aumentou assustadoramente, como pode ser comprovado por um artigo publicado pelo IDG Now. Eis alguns dos dados fornecidos: Os portais online de notícias nos Estados Unidos e na China – que juntos totalizam quase 250 milhões de internautas – reportaram tráfego três vezes maior do que o normal, confirmando o poder da Internet como fonte principal de informação e aumentando os lucros dos portais Web. O site chinês Sohu.com, que fornece notícias via mensagens de texto pelo celular (SMS), registrou 20 mil novos usuários nas primeiras horas após o início da guerra. Cada assinante pagará US$ 3 por mês para receber notícias urgentes em seu telefone móvel. Pessoas de todo o mundo também utilizaram o celular para enviar mensagens de texto sobre a guerra com medo, alegria ou humor negro. Na China, as salas de chat de três grandes portais estavam cheias de atividade, com vários usuários criticando os Estados Unidos. O site norte-americano de notícias Yahoo teve tráfego três vezes maior que o usual, logo depois que George Bush declarou oficialmente o início a guerra. Já o tráfego do portal da rede MSNBC estava funcionando com nível duas vezes acima do normal depois que a guerra começou. Nas primeiras seis horas depois do ataque inicial, cerca de 40 milhões de usuários visitaram o portal chinês Sina.com, contra 20 milhões de internautas que acessam o Web site em dias normais. A procura pelo serviço de mensagens SMS do portal também foi muito grande. Até o fim deste ano, o Sina.com espera alcançar 1 bilhão de assinantes SMS, principalmente devido à tensão gerada com a guerra.

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Agora que a guerra já começou, os OCS procuram apresentar as várias perspectivas possíveis sobre o conflito. O jornal americano San Francisco Chronicle decidiu subscrever a televisão Al-Jazeera para poder obter mais informações.

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Nos próximos dias, o mais provável é não poder contribuir para o Webjornal. Estou de partida para Tessalónica, onde irei participar, a convite da UNESCO, num seminário para a elaboração de um currículo de educação para os media para a faixa dos 12-17 anos. Trata-se de uma iniciativa em que estão envolvidos todos os países do Mediterrâneo, incluindo os do Sul da Europa e os do Norte de África. Só um facto extraordinário de última hora fará com que a guerra não seja, entretanto, desencadeada. Resta a vaga consolação de poder encontrar-me com pessoas de culturas e civilizações diversas e de poder, assim, aprender com perspectivas diferentes das minhas.

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A nova política relativa ao porte pago poderá conduzir à redução dos jornais regionais dos actuais 900 para metade, segundo previsões do Governo, de que se faz eco o Diário Económico de hoje. O Executivo pretende, nomeadamente, fazer depender a atribuição daquele subsídio à aceitação do controlo de tiragens por parte das empresas jornalísticas. Para a AID - Associação da Imprensa Diária, uma das formas de enfrentar a actual situação passa por apoiar a fusão de títulos e contemplar no porte pago todas as formas de distribuição e não apenas a postal.

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Já viram o novo design do Sapo? Segundo o DE, o novo grafismo e a nova arrumação da informação "é a face visível de um processo de alterações que vão surgir durante o primeiro semestre, que também passam por parcerias a estabelecer na área dos conteúdos".

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Nos últimos dias, surgiram pelo menos mais três weblogs, todos relacionados com um novo campo, ainda relativamente desconhecido em Portugal: a Educação para os Media. Trata-se de "Educomunicação", "Crianças e Media" e "Educação para os Media", todos directa ou indirectamente relacionados com actividades no âmbito da Universidade do Minho (UM). O primeiro surgiu como espaço de apoio ao Curso de Mestrado de Comunicação, Cidadania e Educação, que acaba de ter início no Instituto de Ciências Sociais da UM. "Crianças e Media", que é para já semelhante ao primeiro, mas que irá ter o seu percurso autónomo, constitui um espaço de trabalho para a disciplina de Comunicação, Media e Infância, do Curso de Mestrado em Sociologia da Infância da mesma Universidade. Finalmente, o terceiro é da iniciativa de um dos estudantes de mestrado e professor do ensino básico.

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A mais recente edição da newsletter da norte-americana FAIR - Fairness & Accuracy In Reporting examinou durante duas semanas as notícias sobre a campanha contra o Iraque nos noticiários da noite dos canais de televisão (ABC, CBS, NBC e PBS) e a conclusão fala por si: "In Iraq Crisis, Networks Are Megaphones for Official Views". "More than two-thirds (267 out of 393) of the guests featured were from the United States. Of the U.S. guests, a striking 75 percent (199) were either current or former government or military officials. Only one of the official U.S. sources-- Sen. Edward Kennedy (D.-Mass.)-- expressed skepticism or opposition to the war. Even this was couched in vague terms: "Once we get in there how are we going to get out, what’s the loss for American troops are going to be, how long we're going to be stationed there, what’s the cost is going to be," said Kennedy on NBC Nightly News (2/5/03)".

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Vicente Jorge Silva decidiu questionar de forma radical a posição da Direcção Editorial do Público, expressa no passado sábado, de não tomar partido na questão da guerra (cf. "O PÚBLICO e a Crise Iraquiana"). Na edição online do jornal vem o título da peça de Vicente, mas não o corpo do texto. Mas, curiosamente, aparece a resposta que a Direcção lhe dá. Esperei desde manhã cedo para ver se a situação se alterava, mas nada, até este momento. Ou seja: à peça "O PÚBLICO e a Crise Iraquiana - Resposta a Uma Nota da Direcção " só há...uma Nota da Direcção. Considero que, independentemente da forma e de outros aspectos, a questão de fundo que o ex-director e hoje deputado do PS levanta é pertinente. E é-o, do meu ponto de vista, porque a decisão da Direcção de não tomar partido constitui uma forma de dar cobertura a posição alinhada do seu director (posição pessoal cuja legitimidade obviamente não pode ser contestada). E parece-me mais: é discutível que, em matéria de tanta gravidade e magnitude como é uma guerra com a projecção e a natureza da que está prestes a rebentar, se coloque a questão de uma eventual posição do jornal ao mesmo nível que, para dar um exemplo, uma eleição para presidente da República. O problema não é apenas do 'Público'. O 'Expresso', na sua última edição, dava cobertura à posição do governo português e da Administração Bush, embora de uma forma não excessivamente vincada. De outros órgãos de comunicação não conheço posição institucional. Mas, em matéria de guerra, numa guerra em que o nosso país foi envolvido, julgo que é complicado manter posição neutra. E não considero que uma definição da posição editorial tenha que comprometer a independência, o rigor e o equilíbrio no tratamento das matérias noticiosas. Como tem provado, por exemplo, o New York Times, depois do seu já célebre e corajoso editorial do passado dia 9 ("Saying No to War"). Que pensam os visitantes e leitores deste weblog? Partilham da ideia de que o assunto em questão se diferencia pelo seu carácter extraordinário? Como vêem as posições que alguns media têm tomado? E como analisam a posição daqueles que não tomam qualquer posição?

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"A web em guerra" - escreve em The Independent Andy Goldberg. E acrescenta, na abertura da peça: "As America's media slavishly back their President on Iraq, the public is going online for more balanced views". No mesmo sentido se pronuncia Leander Kahney, na Wired News ("Media Watchdogs Caught Napping"): "In the run up to a conflict in Iraq, foreign news websites are seeing large volumes of traffic from America, as U.S. citizens increasingly seek news coverage about the coming war". E conta algo que não pode deixar de ser significativo: "In January, for example, half the visitors to the Guardian Unlimited news site, an umbrella site for Britain's left-leaning Guardian and Observer newspapers, were from the Americas". O artigo da Wired News cita Deborah Branscom, uma ex-colaboradora da revista Newsweek (que tem, de resto um interessante weblog sobre assuntos dos media): "Given how timid most U.S. news organizations have been in challenging the White House position on Iraq, I'm not surprised if Americans are turning to foreign news services for a perspective on the conflict that goes beyond freedom fries" (alusão a iniciativas de norte-americanos que, para protestar contra a posição da França, mudam o nome das "french fries" para "freedom fries"). E do lado iraquiano, como se informam as pessoas? Vem hoje no El País uma peça do seu enviado a Bagdad ( "Las noticias que ven los iraquíes"), que dá a imagem possível de um país submetido à censura, onde, a avaliar pelos media oficiais, tudo está bem e a vitória é certa.

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Depois das interrogações, a certeza, para Mark Glaser, num texto hoje publicado na Online Journalism Review: Blogging Goes Mainstream, Take 258. "The media have been playing this game for months, and despite so many headlines hinting that indeed, weblogs are now mainstream, the text of such articles seems to beg off from that notion.(...)There are signs of blogs going mainstream, and things that seem to push them into the mainstream. (...) But still, despite so many notices that blogs are mainstream (or might be mainstream), there's something missing. Somebody big, really big, needs to drop in on the blogosphere. Saddam Hussein needs to start one during the war".

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"Les Etats-Unis ne parviennent pas à améliorer leur image", escreve no Le Monde de hoje o correspondente do jornal em Nova Iorque. Não me tinha apercebido do facto contado na peça: a demissão, há duas semanas, de Charlotte Beers, a coordenadora do sector da comunicação do Departamento de Estado norte-americano. Motivo: não ter conseguido melhorar a imagem dos Estados Unidos no estrangeiro e, em particular, nos países muçulmanos. Beers era uma conhecida publicitária, autora de campanhas mundiais de marcas conhecidas, contratada em Outubro de 2001 (logo após o 11 de Setembro), com pompa e circunstância pelo governo de Bush.

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As alterações introduzidas pela internet no trabalho das redacções terão que originar mudanças no ensino do jornalismo. Na OJR um artigo procura dar um conjunto de dicas para professores de jornalismo que queiram ensinar a convergência (multimedia) nas redação. O artigo é baseado num seminário ministrado pelo Poynter Institute e defende: :: Define “convergence” for faculty and students :: Emphasize shared journalistic values :: Don’t try to create “Super Reporters" :: Educators must continue to learn new skills :: “Seek Geeks” :: “Slowing down to speed up”

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Ontem foi dia de espectáculo na base das Lajes. Triste espectáculo, em minha opinião. As crónicas da guerra - oxalá existam! - farão provavelmente uma pequena referência ao episódio. Daí que convenha reter o modo como, através das manchetes, os jornais diários nacionais pegaram no assunto. Quem terá sido mais lúcido a ver o busílis da questão? Aceitam-se comentários. Público: Bush Avisa a ONU Que Hoje É "o Momento da Verdade" Diário de Notícias: Cimeira Atlântica das Lajes: Dia da Verdade. EUA, Reino Unido e Espanha apresentam hoje nova resolução na ONU com ultimato a Bagdad. Jornal de Notícias: Ultimato: Cimeira dos Açores dá um dia à ONU para acompanhar EUA. Correio da Manhã: Guerra avança Bush disse nos Açores que "hoje é o momento da verdade". Diário Económico: Ultimato ao Conselho de Segurança. (As zonas de link correspondem ao título destacado).

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Nos últimos dias tenho experimentado uma série de problemas com o Blogger.com. Na zona de edição, o texto aparece-me com caracteres estranhos. Se a escrita demora um pouco mais, surgem mensagens de erro e chego a perder o que já havia escrito. Será apenas problema meu? Ou será sinal de que qualquer coisa pode estar a mudar na política do Blogger, nomeadamente para incentivar a assinatura paga?

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O "ombusdman" do Washington Post, numa coluna intitulada Connecting the Blips, chama a atenção para as reiteradas deficiências e atrasos no tratamento de matérias que tenham que ver com movimentos e vozes de dissentimento relativamente à estratégia da Administração Bush quanto à guerra: "looking back over Sunday ombudsman columns and reader challenges during that time and up through today, there is a pattern in the news pages of missing, underplaying or being late on various blips with respect to public voices of dissent or uncertainty". Romenesko, que chama, no seu weblog, a atenção para esta peça, refere igualmente vários outras colunas de provedores que abordam o mesmo problema. Por sua vez, no Los Angeles Times, o crítico de media David Shaw insurge-se contra o recurso a celebridades (de Hollywood, por exemplo) para dar visibilidade ao movimento anti-guerra: "Names make news. It's the first aphorism I learned in journalism. Not all names are created equal. That's the second. But I don't understand why the media give space and time -- and credibility -- to celebrities just because their names are attached to controversial political issues".

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No "Público" de sábado e no de domingo, vêm publicadas algumas peças de referência para quem pretenda acompanhar a posição editorial dos media relativamente à guerra contra o Iraque. Refiro, nomeadamente: - A coluna dominical de Mário Mesquita (O "Não" do "New York Times" ) "A relevância do editorial não deriva apenas nem "do que é dito", nem sequer de "como é dito", mas, sobretudo, do "lugar onde é dito". (...) O "NYT", além de desbloquear o debate interno, tem o mérito de desfazer na Europa e no mundo o mito do "unanimismo" norte-americano". - Uma peça de Paulo Miguel Madeira ("Não" do "New York Times" à Guerra Relança Discussão Sobre Posição dos "Media"), igualmente sobre as incidências do célebre editorial do New York Times, com depoimentos de José rebelo, Mário Mesquita e Carlos Chaparro; - Citação de Posições editoriais de diferentes media europeus e norte.americanos. - E, claro, não poderia faltar o extenso editorial de sábado, O PÚBLICO e a Crise Iraquiana, no qual a Direcção se explica sobre a decisão de não tomar partido quanto à guerra.

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A revista "TELOS" publicou um interessante estudos sobre os hábitos televisivos das crianças espanholas. Começa assim "Una investigación inédita realizada en los años 1999-2002 revela que los niños de 4 a 12 años son el grupo de espectadores que menos tiempo dedica a ver televisión; las cadenas emiten los programas para niños en los horarios de menor consumo infantil; y los niños ven más emisiones de prime time para adultos que los programas dedicados a ellos" e pode ser encontrado aqui.

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O Mediabriefing publica também um artigo sobre os weblogs e a sua importância crescente, noticiando que alguns grupos de comunicação começam a levar muito a sério esta forma de comunicar, que poderá significar um instrumento para criar uma nova relação com as audiências. Como se não bastasse, o mesmo Mediabriefing publica um artigo de opinião de Leo Bogart, onde exprime a sua preocupação relativamente aos reduzidos hábitos de leitura de diários dos mais jovens. Refere inclusivamente os efeitos preversos da ausência de jornais e revistas no quotidiano de sucessivas gerações de jovens.

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Para atrair o público mais jovem que não lê o jornal, o "The Washington Post" decidiu partir para a publicação de uma secção especial, tendo como base muitas das técnicas utilizadas nos novos media. A notícia é do Mediabriefing e começa assim: "The Washington Post no se conforma con atraer a la audiencia joven -tarea harto difícil para la prensa escrita- sino que pretende además cautivar a los no lectores del diario. Tratará de hacerlo con una nueva sección que saldrá los domingos y que tiene un carácter experimental, trasladando al papel muchas expectativas de los nuevos medios ".

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Que se está a passar com a TV por cabo em Portugal? De que modo se estão a alterar as práticas de uso da televisão? Para responder a estas e outras perguntas, merece leitura o texto "De olhos no cabo", de Maria João Caetano, no "Diário de Notícias de hoje". Alguns factos e argumentos: * "Em dois anos, o 'share' dos canais por cabo subiu de 6,1 por cento para 10,9 por cento"; * "A audiência dos canais de televisão por cabo está a aumentar de forma acentuada, sobretudo entre as classes A/B e entre os mais jovens (15-24 anos)"; * "Este aumento deve-se, em primeiro lugar, ao alargamento dos vários serviços de cabo no país _ no final de 2002 havia já 3,36 milhões de alojamentos cablados e o número de assinantes chegou aos 1,26 milhões, mais 12 por cento do que no ano anterior, segundo dados da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom)"; * "Existe uma tendência clara para a segmentação do mercado _ que se oberva também nos outros meios de comunicação (jornais, revistas, rádios) _ e as televisões tentam tirar o máximo partido dos nichos de mercado, procurando os espectadores que não estão satisfeitos com os canais generalistas"; * "Há uma excepção: dentro do universo de espectadores do cabo, a SIC Notícias é, desde Outubro, o quarto canal mais visto, ultrapassando a RTP2"; * "...os canais por cabo têm mais sucesso entre os homens (onde conseguem um share de 33,7 por cento) do que entre as mulheres (apenas 19,5 por cento do público feminino prefere o cabo). Percebe-se: afinal, são as mulheres o público mais fiel das telenovelas que preenchem o prime time da SIC e da TVI"; * "Em termos de grupos socioeconómicos, é curioso verificar que, nos últimos dois anos, apenas a classe D se afastou dos canais especializados e que a penetração do cabo aumentou 47,7 por cento entre as classes A e B. Actualmente, os canais por cabo conseguem um share de 33,7 por cento no grupo etário 4-14 anos; e de 34,5 por cento entre os jovens de 15-24 anos".

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O Relator Especial para a Liberdade de Opinião e Expressão da ONU, Ambeyi Ligabo, apresentará o seu relatório anual à Comissão dos Direitos Humanos (CDH) na semana que se inicia em 31 deste mês. Mas há já uma versão com as linhas fundamentais, no sítio da CDH na Web. Segundo Ligabo, a maioria das violações à livre exprtessão que lhe foram presentes em 2002 implicavam profissionais dos media. Refere ainda que, desde os ataques de 11 de Setembro nos EUA, um grande número de governos invocam a segurança nacional e a luta contra o terrorismo como argumento para limitarem a liberdade de expressão.

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A conhecida revista Wired está a fazer dez anos de vida e já tem (pelo menos em parte) o número de aniversário disponível. Entre as peças de evocação que preparou, destaca-se a que revisita o ano de 1993 ("The Way we Were") e a que lança os olhos para o de 2013 ("Future Fetish").

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"O Regime Jurídico-Administrativo da Concentração dos Meios de Comunicação Social em Portugal" é título de um lilvro que a Livraria Almedina, de Coimbra, acaba de editar, da autoria de Clara Elete Gomes Rabaça. Trata-se de um estudo que corresponde à tese de doutoramento defendida pela autora em Outubro de 2000, na Universidade de Santiago de Compostela, e realizada com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Na contracapa, a autora enquadra a obra, considerando que "o actual panorama dos meios de comunicação social demanda que os mesmos sejam estudados não só do ponto de vista jurídico, mas também a partir da perspectiva económica. Os meios de comunicação são empresas em que a regulação dos seus aspectos económicos apresenta, na actualidade, uma importância capital, apesar da coexistência da dicotomia serviço público/livre concorrência, revitalizada com o Tratado de Amsterdão. Até ao momento em que esta tese foi realizada não havia nenhum estudo em Portugal que especificamente abordasse esta temática: a análise do funcionamento do direito da concorrência no sector da actividade económica que representam os meios de comunicação social. Esta obra pretende dar o seu contributo para o desbravar deste tema em Portugal." Esta informação surge na actualização da newsletter de Março do Obercom que traz ainda um outro trabalho sobre a revisão da legislação sobre a concentração no sector mediático nos Estados Unidos e em Espanha.

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Não sei se já alguém leu a reportagem que saiu na revista Exame Informática sobre weblogs. A história está na edição de Março da revista e é muito pequena. Resume-se a duas páginas, sendo que uma são descrições de alguns weblogs. Por outro lado, pouco informa sobre este fenómeno, remetendo-o para a sua função de diário online, sem abordar outras utilidades ou outros tipos de weblogs existentes. No entanto, é um começo...

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Imagino que já tenham visto esta notícia sobre a progressiva influência dos weblogs e sua interacção coms os media tradicionais, pois também devem receber a "Mediabriefing". Em todo o caso, aqui fica a indicação.

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O Portal de Comunicação INFOAMERICA, anuncia na sua newsletter de Março, alguns conteúdos novos dignos de referência: .Guerra entre a Espanha e os Estados Unidos em 1989, por causa de Cuba: "Recoge 22 fragmentos de cine documental de la guerra de Estados Unidos contra España en 1898 (Cuba), que puede ver automáticamente si tiene cargado el ‘plug-in’ RealOne Player y, si no lo posee, mediante la descarga gratuita del reproductor desde nuestras páginas. La mayoría de las imágenes pertenecen a Thomas A. Edison y sirven, sin duda, para reconstruir la memoria histórica de las relaciones internacionales contemporáneas". - Uma entrada para a exposição sobre a vida e obra de Roland Barthes, que esteve patente no Centro Pompidou, em Paris, até ao passado dia 10. - E uma série de contributos para a rubrica "Teóricos da comunicação".

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Depois de Luís Delgado, segue-se Deolinda Almeida. Segundo a Meios & Publicidade, esta jornalista passa a ser a nova directora de informação da agência Lusa. E já terá a sua equipa constituída. Deolinda Almeida desempenha actualmente o cargo de directora interina do Diário Digital, precisamente na sequência da saída de Luís Delgado. Já trabalhou para a Lusa como correspondente em Bruxelas e foi directora executiva de "Dinheiro Digital".

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Vale a pena dar uma olhada ao dossier que a Visão traz esta semana sobre o magnate dos media Rupert Murdoch, bem como sobre o envolvimento de diversos media do grupo, nos EUA; Reino Unido e Austrália, na campanha a favor da guerra.

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Uma peça referenciada no ContraFactos & Argumentos ('Bloggers Are Becoming Influencers' do IwantMedia) abriu-me o acesso ao blog "Breaking News - War on Irak". É editado por Jeff Jarvis "president and creative director of Advance.net, which oversees the Internet operations for Advance Publications, including CondéNet and Advance Internet. He is a former television critic for TV Guide and People, creator of Entertainment Weekly, Sunday editor of the New York Daily News and columnist with the San Francisco Examiner".

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Descobri hoje uma coluna no Editor and Publisher chamada Journalism 2.0. O seu autor comparou a lista dos 20 jornais americanos impressos com a lista dos 20 jornais online mais visitados. E concluiu que as duas listas são semelhantes, ou seja, há poucas diferenças entre os lugares que ocupam na lista as versões impressa e online. Há, no entanto, algumas diferenças. Apesar de não se poder comparar com fiabilidade (são estatísticas muito diferentes, como o próprio autor reconhece) acho interessantes estes resultados. O artigo completo aqui.

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Que tal soa a ideia de comprar um livro que está fora de impressão há anos? Não, isto não é uma mutação comercializante do fenómeno bookcrossing, mas uma possibilidade real. A Harvard University Press pegou em cem clássicos e lançou um serviço de print-on-demand, através de uma parceria com uma empresa de impressão de livros de Boston - a Acme Bookbinding - permitindo a compra de exemplares policopiados em poucos dias. Mas são cópias de altíssima qualidade, nada mais nada menos do que um clone perfeito da última edição do livro que deu à estampa. A Acme faz fac similes dessa última edição e depois imprime o livro num papel igual, no mesmo tamanho. Claro que há diferenças, por exemplo, nas ilustrações que serão feitas a jacto de tinta... Mas, mesmo assim, a HUP e a Acme acreditam ter criado uma referência na produção digital de livros. E não só. "Putting back into print, in a beautiful, high-quality volume that will last forever, a classic work of history or philosophy is like making a museum piece available to everyone.", diz Paul Parisi, dono da Acme Bookbinding. Colhi esta óptima notícia no bowblog.

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Uma revista brasileira dedicada aos cidadãos portadores de deficiência, a Revista Nacional de Reabilitação, é líder de segmento no mercado latino-americano há cinco anos e disso deu notícia a revista Imprensa. Dirigida às pessoas com deficiência e aos profissionais do sector, traz notícias sobre novidades tecnológicas, produtos e equipamentos que podem garantir mais autonomia e qualidade de vida e diversos outros temas, como cuidados de saúde, sexualidade, legislação, veículos e mercado de trabalho. Não está nas bancas e chega por assinatura a cerca de 20 mil pessoas no Brasil e noutros países da América Latina e Europa, assim como nos Estados Unidos.

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"La complicidad de la televisión, radio y prensa norteamericanas con la guerra inminente en Irak está llegando a extremos nunca vistos" - escreve en El Mundo o jornalista Carlos Fresneda, traçando um panorama configurador de uma generalizada auto-censura por parte do jornalismo nos EUA. O texto completo, que é pago no site de El Mundo, está, porém, acessível no site do Periodismodigital.com.

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A coluna das quartas-feiras do Joaquim Fidalgo, no Público, retoma o tema do jornal sul-coreano "OhMyNews" que é, em grande medida feito pelos leitores, sem recurso a jornalistas. Cito a parte final: "(...) a iniciativa pode bem ler-se como uma reacção crítica, facilitada pelo admirável mundo novo das tecnologias comunicativas, à muito debatida incapacidade do jornalismo "tradicional" em afirmar a sua necessidade e a sua especificidade, tanto em termos sociais como profissionais. A sua função, o seu papel, o seu lugar próprio. Uma publicação com as características do "OhmyNews" é um jornal? As histórias contadas por "correspondentes-leitores" de todo o país fazem, juntas, e só elas, o alimento informativo necessário a um cidadão? Pode o jornalismo ir para casa descansado, que já não tem nada a acrescentar?"

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Acaba de nascer o BLOGO - mais um apontador de blogs de língua portuguesa. Diz pretender apostar na qualidade, promovendo, com ritmo semanal, uma catalogação e apreciação de blogs. "O objectivo do blogo é premiar os blogs e os seus respectivos autores pelo trabalho e dedicação postos na concepção e construção dos mesmos, tendo como critérios o impacto visual (grafismo), o conteúdo (interesse) e a actualização". A categoria "Inspirador", com cinco estrelas, vai, esta semana, para os blogs numb.deslizo.net na parede do meu quarto Diário meu...

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Na edição de Março-Abril da revista norte-americana MotherJones, vem uma infografia sobre a relação entre o previsível ataque ao Iraque e o problema do petróleo, que merece consulta. Título:The Thirty-Year Itch: Oil and Arms.

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A crise em "Le Monde" vista pelo lado humorístico de Plantu. Ao abrir, clicar no primeiro cubo "News". Dica do Libération, jornal em que o cartoonista dá elementos sobre a leitura dos seus trabalhos.

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A primeira página do "Libération" de hoje não podia ser mais expressiva. Eis aqui a versão em pdf. Trata-se de um trabalho do designer Philippe Starck, presentemente com uma exposição polémica no Centro Pompidou, em Paris, e a quem o jornal solicitou que redesenhasse o jornal, por dentro e por fora. As explicações de Starck sobre o trabalho realizado no texto «Une mise à plat charnelle de l'information».

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É bastante interessante a consulta dos resultados do "2003 European Trusted Brands Survey", nomeadamente os relativos aos índices de confiança em diferentes tipos de instituições sociais (p. ex.: imprensa, televisão, rádio...) em 30 países da Europa. (Dica de ContraFactos & Argumentos).

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"Que papel desempenha o jornalismo na sociedade actual?". Esta foi a pergunta já há algum tempo lançada pelo jornal La Vanguardia. As respostas dos leitores continuam a parecer. Vale a pena fazer uma visita (o acesso supõe o registo prévio, que é gratuito).

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Um site francês apelidou de fenómenos os weblogs. Começa assim o texto: "Véritable phénomène, les blogs -ces pages web faciles à créer, mêlant informations et points de vue personnels- envahissent la Toile. Une réussite qui en appelle beaucoup d'autres : les warblogs, les sexblogs et bientôt les phoneblogs".O texto de Myriam Berber pode ser lido aqui.

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Os primeiros prémios de jornalimo na internet vão ser entregues em Barcelona a 3 de Julho. Na mesma altura decorre o NetMedia, uma conferência cujo principal tema em debate será a capacidade dos meios de comunicação online se pagarem a si próprios. Dica de Jornalistas.com (um interessante site sobre jornalismo lusófono que descobri recentemente).

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Em Maio de 2001, o então primeiro ministro francês Lionel Jospin criou o Forum dos Direitos na Internet. Esse Forum acaba de publicar uma recomendação em que sustenta o princípio da liberdade de criação de links entre sítios da Internet, dando cobertura, nomeadamente, àquilo que se tem designado por "deep linkage". Recorde-se que esta prática motivou queixas de editores de jornais em vários países, tendo os os tribunais, em mais de um caso, dado razão aos queixosos. Sobre "deep linkink", ver, por exemplo: - Deep Links Return to Surface - Canadá: Common Look and Feel Working Group on Linking

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Um diário on-line norte-coreano feito pelos próprios leitores converte-se no mais influente jornal do país. Chama-se OhmyNews.com e foi a ele que o novo presidente do país acaba de dar a sua primeira entrevista. A informação é de Mediabriefing.

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O editorial de The New York Times de ontem (Saying No to War) está traduzido em castelhano (DECIMOS NO A LA GUERRA).

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Dois dos mais importantes diários norte-americanos e internacionais - The New York Times e Washington Post, definem, nas suas edições de hoje, as respectivas posições relativamente à guerra que, a todo o custo, a administração Bush quer desencadear contra o Iraque. O primeiro diz não; o segundo diz sim. * The New York Times: Saying No to War "Within days, barring a diplomatic breakthrough, President Bush will decide whether to send American troops into Iraq in the face of United Nations opposition. We believe there is a better option involving long-running, stepped-up weapons inspections. But like everyone else in America, we feel the window closing. If it comes down to a question of yes or no to invasion without broad international support, our answer is no.(...)". * Washington Post: "Moment of Decision" "(...) We share the concern of those on the council who spoke of the damage of an enduring rift over Iraq -- damage for which the Bush administration's clumsy and often high-handed diplomacy will be partly responsible. Yet we would argue that the only way to preserve international cohesion is for the council to face up to the tough question that it has been avoiding for weeks -- not world order or U.S. power but Saddam Hussein's defiance of an unambiguous Security Council disarmament order. In their bid for global opinion, the French and Russians now invoke principles they would never agree to if they were applied to Chechnya or Francophone Africa. As President Bush pointed out in his news conference Thursday, Iraq's continued stockpiling of banned weapons is a direct threat to the United States, and the country has a right under the U.N. Charter to defend itself against that threat. (...)"

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O ano de 2002 terminou com um número de assinantes de TV por cabo que se elevava a um milhão e 256 mil, tendo-se verificado um crescimento anual de 12,2% e de 1,8% face ao trimestre anterior. Em termos absolutos, estes dados correspondem à adesão de cerca de 137 mil e 23 mil novos assinantes, respectivamente. (os dados, mais completos e quantificados, vêm na newsletter do Obercom).

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Para se ter uma ideia do impacto do motor de busca Google no vocabulário e, mais geralmente, na relação das pessoas com a Internet vale a pena dar um salto ao WordSpy, um site "devoted to recently coined words and phrases, old words that are being used in new ways, and existing words that have enjoyed a recent renaissance".

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O Google fechou buracos na segurança do Blogger, usando informação dada por um hacker que descobriu como "tapar" endereços existentes com outras páginas. A notícia, do The Register, refere que o alerta tinha sido feito à Pyra Labs, recentemente adquirida pelo Google, em Janeiro passado.

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As peripécias sucedem-se, nos media franceses, depois da publicação do livro "La face cachée du Monde". O Nouvel Observateur dá conta de vários outros episódios, que têm por protagonistas Daniel Schneidermann, jornalista de Le Monde e responsável pelo programa "Arrêt sur Images", na France 5, e Robert Solé, o provedor dos leitores ("Médiateur") do mesmo jornal. No suplemento "Radio-Télévision" de 28 de Fevereiro último, Schneidermann publicou um primerio texto intitulado Contre soi-même , no qual solicita à Direcção do jornal que se explique sobre alguns aspectos denunciados no livro. Ontem volta à carga no mesmo suplemento, com "Parole contre parole", assumindo-se, na perspectiva do "Nouvel Obs" como a face visível da oposição interna no jornal. O grave é que a versão publicada está longe da versão inicialmente redigida e que pode ser lida aqui, tendo sido modificada na sequência de negociações com a chefia de Redacção. Afirma, em qualquer dos casos, este jornalista: "Evidemment, nous avons ici davantage envie de croire nos dirigeants plutôt que le duo (Péhan et Cohen ndlr) de producteurs en série d'erreurs, de dates et de prénoms. Mais le réflexe - et le devoir - d'un journaliste est de ne croire personne, pas même son chef (…) C'est justement quand on est 'parole contre parole' que commence l'investigation, contradictoire, fouillée et indépendante, qui devra bien un jour ou l'autre, sur ce sujet précisément, trouver sa place ici ou ailleurs." Mais preocupante ainda, e também de acordo com Schneidermann, em declarações a um programa de TV, a Direcção de "Le Monde" teria censurado a última coluna do provedor do jornal (a versão publicada intitula-se Face-à-face). A explicação do director foi dada nestes termos: ""(…) Samedi 1er mars, il m'a cependant été signalé, très peu de temps avant le bouclage de 10 h 30, qu'elle (la chronique du médiateur, ndlr) donnait une information sur notre vie interne que je n'avais pas retransmise dans les mêmes termes à toute la rédaction. Dans un moment particulier, où notre collectivité est attaquée, j'ai été, de plus, étonné que le médiateur ne m'ait pas demandé quelle était ma réponse aux lecteurs qui trouvaient que nous n'avions pas assez répondu au livre de Péan et Cohen et quelles étaient nos intentions pour les jours à venir. J'ai donc tenté de joindre Robert Solé et, n'ayant pu l'atteindre, j'ai demandé à Jean-Marie Colombani de supprimer ces quelques lignes, en laissant toute sa place aux commentaires personnels du médiateur. (…)" (É possível ler o texto completo das suas declarações). A resposta do médiateur é dada hoje, através da sua coluna com título "Après la tourmente".

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Webjornalismo.com é o nome de um novo site em português, criado por João Canavilhas, docente e investigador da UBI - Universidade da Beira Interior. Fica, a partir de hoje, disponível para os interessados, "com um único objectivo: juntar no mesmo local tudo o que se relaciona com o jornalismo na web, evitando assim obrigar-nos a «andar à pesca» no meio de sites sobre comunicação". Sobre o conceito, explica João Canavilhas: "No início do ano 2000 falei pela primeira vez em webjornalismo. Nessa altura o objectivo era marcar uma diferença entre o jornalismo que existe NA web e o jornalismo pensado PARA A web. Fundamentalmente tratava de marcar uma fronteira entre o uso da Internet como meio e como suporte. Mas o tempo acabou por mostrar que não estamos perante duas realidades diametralmente opostas, mas antes perante um estádio de evolução que culminará numa forma de jornalismo capaz de tirar partido de todas as potencialidades da Internet. Considero que essa forma jornalismo é o webjornalismo e por isso abro este espaço onde os interessados nesta área poderão discutir as alterações que o webjornalismo deverá introduzir nas rotinas jornalísticas, no ensino do jornalismo e que características deverá ter aquilo a que chamei «texto inteligente», uma linguagem composta por palavras, sons, imagens e hiperligações, tudo combinado num todo coerente, dinâmico, aberto e de livre navegação. O debate está aberto, o espaço é vosso".

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Como é que os media online podem fazer dinheiro? É esta a pergunta central do NetMedia 2003, a nona conferência anual sobre meios de comunicação e internet, que se realiza em Barcelona, em 3 de Julho, na Uinversidade Pompeu Fabra. O título do debate que reunirá directores e responsáveis de publicações digitais ou empresas com elas relacionadas (como representantes da Yahoo Espanha ou do Internet Advertising Bureau) é, mais concretamente, "Repensar la rentabilidad de los medios digitales". Nos dois dias anteriores, decorre o seminário NetMedia sobre jornalismo digital, na cidade de Vilanova i la Geltrú. O congresso é também palco da entrega dos prémios anuais European Online Journalism, destinados a assinalar projectos de excelência no jornalismo digital. A data limite para a apresentação de candidaturas é 31 de Maio.

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Amira Hass, a única jornalista israelita que vive nos territórios palestinianos, foi galardoada com o prémio mundial da liberdade de imprensa UNESCO/Guillermo Cano 2003. Segundo a Lusa, o director geral da UNESCO, Koichiro Matsuura, afirmou que "se a paz se estabelecer entre israelitas e palestinianos será graças a pessoas como Hass, capazes de ver os factos e compreendê- los, sem preconceitos".

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O professor José Luis Orihuela, do blog eCuaderno, é um dos responsáveis pelo seminário sobre weblogs e revistas digitais marcado para o próximo dia 18, em Barcelona. As inscrições estão abertas e cada participante terá que pagar 200 euros. Entre outras questões, serão abordados a utilidade dos blogs e revistas digitais nas empresas, como criar blogs, experiências interessantes.

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Um fait divers com piada: os correspondentes do Washington Post em Moscovo, Peter Baker e Susan Glasser, são casados há dois anos e não devem ter motivos para se queixar de monotonia matrimonial. Já cobriram o conflito no Afeganistão cada um para seu lado durante oito meses, encontrando-se alguns fins de semana, e agora vão para o Iraque. Ele, com uma unidade de marines; ela, à cata de estórias com gente dentro. Vi no Editor & Publisher.

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Um site holandês anti-spam foi retirado da web depois do seu dono ter começado a receber ameaças de morte pelo telefone. O site - spamvrij.nl - listava o nome das empresas que utilizavam o spam e dos respectivos ISPs. A notícia está no Europemedia, que, noutra notícia mais antiga, dá conta da dimensão inquietante do spam: segundo os cálculos de uma empresa inglesa anti-spam, o spam foi a causa de 40 por cento de todos os emails recebidos em Inglaterra em Dezembro do ano passado.

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"Sistemas de responsabilização da mídia". Mais um pequeno contributo para o debate (será? estará a ser? terá sido) em que nos envolvemos na semana passada em torno do escrutínio público dos media. Este é um texto de Claude-Jean Bertrand e foi publicado como prefácio à edição brasileira de "O arsenal da democracia – sistemas de responsabilização da mídia", de do mesmo autor (trad. Maria Leonor Loureiro), 514 pp., Editora da Universidade do Sagrado Coração, Bauru, 2002. O Observatório da Imprensa publicou-o na sua última distribuição. Eis as perguntas de partida: "A mídia é uma indústria e um serviço público ao mesmo tempo. Será que por causa disso ela pode se comportar como as outras indústrias, os outros serviços públicos? Seria correto deixá-la aos cuidados do Estado? Ou deixá-la bater-se sozinha em meio à selva que é o mercado? Os países comunistas provaram que um controle governamental total não melhora os veículos de comunicação, mas os deixa piores ainda." O livro trata de um assunto caro a Bertrand: os Media Accountability Systems.

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Research Weblogs é uma página que reúne um conjunto de links para blogs de investigadores e académicos que utilizam esta ferramenta como parte da sua investigação. Destaco, por exemplo, este weblog relacionado com o estudo da comunicação e da partilha de conhecimento. Por outro lado, sugiro a leitura de um texto que o autor do Research Weblogs escreveu acerca dos blogs. Dica de Contrafactos.

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Para combater o "fosso digital" no interior da União Europeia, em particular nas zonas mais depauperadas, a Comissão acaba de anunciar a disponibilidade para afectar fundos estruturais à disseminação da rede de banda larga: "Around EUR10 billion has been set aside by the Commission for investment in projects that would reduce the "digital divide", including the upgrading of telecoms infrastructure to support broadband. The Commission is set to shortly issue guidelines on the use of these funds". A notícia pode ser consultada aqui.

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Sobre a mudança de discurso, nos últimos dias, relativamente à guerra nos media norteamericanos, vale a pena ler "Chronicle of a Gulf War Foretold - Did the Media Have a Choice?", de Cynthia Cotts, em The Village Voice de hoje. Eis a abertura: "Last week, journalists were still using phrases like "a possible war," "in the event of war," "if war breaks out," and "assuming there is a war." Events were unfolding so quickly behind the scenes that results were impossible to predict. But by press time, the subtext that was previously embedded in every newspaper, Internet, and TV war story had become the main thesis: The U.S. is going to attack Iraq. Case closed."

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Liliana Moreira é a portuguesa que vai integrar o grupo de oito jovens finalistas de um programa europeu intitulado “Ça Roule” que os vai levar pelos países da União Europeia em reportagem para as estações de TV Arte e BBC durante os próximos três meses. A iniciativa arranca em finais deste mês em Atenas e termina em meados de Junho em Lisboa. Os jovens repórteres viajarão num autocarro, equipado com meios de gravação e edição e terão, em cada uma das capitais da UE a visitar, de gravar aspectos e histórias que considerem relevantes e interessantes. O casting e selecção do grupo de participantes foi feito nos dois últimos meses em diversos países, incluindo Lisboa, e,, posteriormente, numa final em Paris. Liliana Moreira terminou o seu curso de Comunicação Social na Universidade do Minho em 2002, depois de ter estagiado no programa "Acontece" .

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O "Público" completa hoje 13 anos de vida e apresenta-se ao leitor com duas iniciativas: uma edição para a região Centro (depois de ter iniciado em Outubro último a do Minho e escassos dias depois de o JN ter feito a mesma coisa), e um suplmento sobre os cinquenta anos da morte de Estaline. Estava à espera de mais uma novidade: o anúncio do nome do provedor do Leitor e, por essa via, o restabelecimento de um canal de comunicação entre o jornal e os seus leitores. O asunto estava em vias de resolução há cerca de meio ano e já se sabia, nos bastidores, quem seria o nomeado. Até agora nada.

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Pedagogia da Comunicação. O Dr. Vitor Reia-Baptista, da Universidade do Algarve, defende no próximo dia 24, pelas 15 horas, a sua tese de doutoramento, a qual tem por título "A Pedagogia dos Media - A Dimensão Pedagógica dos Media na Pedagogia da Comunicação: o Caso do Cinema e das Linguagens Fílmicas". A dissertação, que é feita no ramo da Comunicação Educativa, na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve, foi orientada pelos Prof. Doutores Duarte Costa Pereira e Fernando Gonçalves.

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Tintin, o jornalista que nunca escreveu uma linha. Faz hoje 20 anos que morreu Hergé e, com ele, uma das suas criações: Tintin, o tal que, no dizer do JN, “nunca escreveu uma linha que fosse, mas (que) é o jornalista mais famoso do planeta”. É ainda o JN que nos diz que “o falecimento de Hergé, assinalado hoje, dá justamente início às comemorações do "Ano Tintin", com os festejos a estenderem-se até Janeiro de 2004, quando o herói sem idade festejar as bodas de diamante”.

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“Do Mudo ao Sonoro: Cinema Português em Cartaz”. É este o tema da exposição que a Cinemateca Portuguesa inaugura na quarta-feira, mantendo-a aberta até 16 de Maio. O certame expõe cartazes de cinema português dos anos 10 e 20. “Testemunham o desenvolvimento da indústria publicitária cinematográfica em Portugal, nomeadamente a partir do aparecimento da empresa Invicta Filmes”, salienta uma nota da Cinemateca.

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"Penso, blogo, existo". Há ainda tão escassas referências a blogs nos media portugueses que a publicação de um texto sobre o assunto é motivo de referência. É o caso de "Penso, blogo, existo", que José Mário Silva publicou na edição de sábado do DNA (este suplemento do DN não está on-line, mas o autor disponibiliza o texto no seu "Escrita Automática" . Trata-se, como é de esperar, de um texto de "apresentação do fenómeno". Fica a parte final: "Quer isto dizer que os blogs podem substituir os jornais? Não, pelo menos por enquanto. Mas podem perfilar-se, nalguns casos, como uma alternativa. Já há de resto quem leia certos blogs portugueses todas as manhãs, antes mesmo, por exemplo, das crónicas de Eduardo Prado Coelho (Público) e de Vasco Pulido Valente (DN)". ::: Por falar em blogs, a compra do Pyra Labs pelo Google continua a dar assunto para escrita. Desta vez é "The Guardian" que observa, em título, que "Google takes the plunge". Para o autor, Bobbie Johnson, esta aquisição por parte do principal motor de pesquisas da Internet "could put weblogs in the mainstream".

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A coluna da Provedora do Leitor do "Diário de Notícias", intitulada "Mimetismos", aborda o lugar e papel dos leitores num projecto jornalístico. Alguns passos da coluna de Estrela Serrano constituem achegas para o debate sobre o artigo de Pacheco Pereira, de há dias, no "Público". Cito: "(...) O sociólogo Robert Entman (1989) escreveu que a democracia mediática está em perigo de tornar-se uma democracia sem cidadãos. Isso acontece, segundo o autor, porque a maior parte da cobertura jornalística é orientada por forças que encaram as pessoas mais como consumidores passivos do que como cidadãos activos. Para os jornalistas e para os analistas e comentadores, sobretudo do campo político, que escrevem e opinam nos media, o público tornou-se mais um mercado para ser testado, persuadido e vendido do que um parceiro igual no processo de comunicação e de governação". "As teorias de Entman vêm ao encontro de outras posições que afirmam que os jornalistas escrevem, sobretudo, para as suas fontes. Estudos nos EUA, baseados em entrevistas com jornalistas e políticos, mostram que o processo de comunicação se constrói essencialmente para benefício dos «actores» que estão por dentro do processo (insiders), que são pouco sensíveis à existência de um público com necessidades de informação. A «democracia sem cidadãos» é o resultado da marginalização do público da comunicação e da política. Entman interroga-se sobre o que são, afinal, para os políticos, jornalistas e outros insiders, os cidadãos e as suas necessidades de informação." "A ideia de democracia implica a existência de uma vida pública, isto é, que o público exprima as suas preocupações, exponha novas ideias e participe no debate. Ora, o domínio dos media por parte de um pequeno número de «actores» estreita o debate público e enfraquece a democracia. "(...)Daí que a colaboração e a crítica dos cidadãos deva ser encorajada, tanto mais que apenas uma pequena parte está disponível para reagir directamente ao conteúdo da informação veiculada pelos media. Talvez por isso os jornalistas tendam a subvalorizar as suas contribuições, alegando que são sempre os mesmos a manifestar-se. Ora, essa devia ser mais uma razão para que fossem incitados a prosseguir."

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Acabo de ouvir na RDP-Antena 1 que, actualmente, nenhum dos canais de televisão portugueses possui correspondente em Paris. Quando há serviços na capital francesa, vão os correspondentes em Bruxelas. Que, frequentemente, chegam tarde e a más horas, segundo dizia o correspondente da RDP na "cidade das Luzes". E eu pus-me a pensar: estando precisamente em Paris um dos pontos-chave para comprender o evoluir do processo que pode conduzir à guerra no Iraque, que informação é que os portugueses estão a ter sobre este dossier, através das televisões? Poderá argumentar-se que, num quadro de contenção de custos, Bruxelas é mais importante, por causa da União Europeia e que a capital belga não está longe de Paris. Ou, ainda, que é possível cobrir um ponto do globo como Paris, bem coberto por outros media. No entanto, também é verdade que o jornalista necesita de algum enraizamento para cultivar fontes, para acompanhar de perto dossiers, para seguir processos que estão para além dos eventos.

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Despedimentos e recuos. Diz o “Público” que “a administração da NTV vai dispensar 25 dos 37 jornalistas cujos contratos de trabalho a termo certo expiram no próximo dia 9”. Se a dispensa se verificar, a NTV ficará com cerca de duas dezenas de jornalistas , ou seja à volta de metade do que tem actualmente. Em contrapartida, quer o DN quer o “Público” dão conta do recuo da Administração da PT Multimédia de despedir os trabalhadores do portal Lusomundo.net, 24 dos quais jornalistas. O recuo, verificada na sequência de pressões de vários lados, conduzirá à integração da maior parte dos profissionais noutras empresas do grupo. [Em tempo: este recuo, que obviamente se saúda, não deixa de ser inquietante. Confronta-nos com as razões sempre dadas como inevitáveis e de “último recurso” e que levam alguns patrões e gestores a tomar a vida dos trabalhadores como se fossem peças descartáveis. Afinal...].

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McDonald´s, Berlusconi e TV pública. A semana foi agitada em Itália: o magnata dos media Berlusconi não só conseguiu vergar a presidência da RAI, forçando-a à demissão, como, alegadamente, está a pretender colocar o responsável da cadeia de fast-food McDonald´s em Itália a assumir a liderança da televisão pública.Veja-se a peça sobre o assunto em "The Guardian".

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Terrorismo, Guerra e liberdade científica. Recentemente foi divulgado que mais de duas dezenas de editores de revistas científicas tinham concordado em censurar artigos que pudessem conter matéria susceptível de ser aproveitada para o bioterrorismo. Agora, segundo a revista Science, os norte-americanos pretendem alargar esse pacto ao plano internacional, propondo a adopção de um “guia de procedimentos” que pode ser lido aqui. O ponto 4 reza assim: “We recognize that on occasion an editor may conclude that the potential harm of publication outweighs the potential societal benefits. Under such circumstances, the paper should be modified or not be published. Scientific information is also communicated by other means: seminars, meetings, electronic posting, etc. Journals and scientific societies can play an important role in encouraging investigators to communicate results of research in ways that maximize public benefits and minimize risks of misuse”.

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As notícias e as armas. " Las armas son noticia, pero las noticias también son armas de guerra". A frase é de Paolo Fabbri, professor de Semiótica na Universidade de Bolonha, e foi produzida no quadro de uma conferência proferida há dias na Universidade Complutense de Madrid, a propósito da anunciada intervenção norte-americana no Iraque. Para aquele professor, a guerra iminente constitui um «simulacro para hacer creer a los estadounidenses que se puede tener al terrorismo bajo control después del 11-S, atentado que descubrió a los ciudadanos que son vulnerables».

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“Infotoxicação”, jornalistas e documentalistas. Um texto de Borja González Riera no ABC coloca a questão da relação dos jornalistas com o “aluvião de informação” com que cada vez mais têm de lidar e as competências novas que tal supõe. “(...) El periodista trabaja cada vez con mayor cantidad de datos y sufre como ninguno el tan conocido mal del aluvión de información, la «infoxicación» de la que habla Alfons Cornella. En este contexto, no podemos imaginar al periodista que en unos años no tenga habilidades de gestión de la información, esto es, que no sepa buscar, organizar y recuperar información documental. Como ha dicho Stephen Quinn, estudioso de la gestión del conocimiento en prensa, «el periodista tendrá que aprender de la práctica profesional de bibliotecarios, documentalistas y arquitectos de contenidos». También lo ha dicho Vicente Partal, del Centro Europeo de Periodismo, al señalar que el periodista es cada vez más situador que narrador; el redactor de un periódico contextualiza, sintetiza e interpreta la noticia. En esta labor, el periodista desempeñará de forma creciente funciones de gestor de la información, por lo que, según él, «hace falta un buen entendimiento entre los dos colectivos con el fin de recoger lo mejor de ambas tradiciones» (...)”.

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Morte de R.K.Merton. Não vi referências à morte de um dos nomes cimeiros do pensamento sociológico contemporâneo: Robert King Merton. A notícia vem na revista The Scientist, da qual era conselheiro. Com 92 anos, Merton marcou o pensamento sociológico de inspiração funcionalista e deu grandes contributos para a sociologia do pensamento e da prática científicas.

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