Weblogue colectivo do projecto Mediascópio - CECS / Universidade do Minho | RSS: ATOM 0.3 |



Cenários digitais para os media Tendo por pano de fundo os debates na cimeira de Davos, o International Herald Tribune escreve sobre "os cenários digitais para os media". Começa assim: "Imagine a future in which media consumers, empowered by new technology, demand everything for free. What they can't get legitimately, they show no qualms about pirating. August names of film studios, television networks and newspapers lose their aura of trust and authority. TV viewers turn off advertising with nifty digital devices - or simply tune out apathetically, leaving marketers powerless and media companies with no way to finance their content. (...)".

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Nova revista sobre o mundo digital A partir de 11 de Fevereiro, os alemães vão ter uma nova revista dedicada ao mundo digital. De acordo com a Journalismus.compact, a nova publicação chama-se Infodigital, custa 1,99 Euros e contém apresentações, testes práticos e estudos de mercado sobre o mundo digital e o entretenimento electrónico. O objectivo é «filtrar os produtos do mercado que se adequam às necessidades dos consumidores».

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Referências que podem ser úteis A propósito de um curso sobre Weblogs e Jornalismo, Thomas Mrazek criou um weblog que acompanha o curso, onde disponibilizou uma lista de referências de livros e outros textos sobre o tema. Apesar de boa parte ser em língua alemã, há também algumas referências em inglês. A lista é muito extensa. Talvez seja útil dar uma espreitadela (para isso, basta descer um bocadinho na página para onde remeto atrás) ...

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Dois pontos de (salutar) discordância Caro Pedro, da troca de mensagens entre duas pessoas que se estimam e que estão preocupadas com o jornalismo - creio ser o nosso caso - gostava de me centrar sobre aspectos que nos façam sair de um tipo de polémica que correria o risco de se tornar de "alecrim e manjerona". Destaco dois pontos que permanecem como motivo de aparente discordância: 1) O Pedro entende que o jornalismo já está mais escrutinado do que qualquer outra profissão ou actividade, e que, por conseguinte, esse escrutínio público não é necessário. Vai mais longe quando sugere que bater no jornalismo quando ele já foi ao tapete não "propicia o levantamento da qualidade do mesmo". Do meu ponto de vista, há aqui um equívoco: escrutinar não é necessariamente "bater", "dar porrada", "malhar", sequer criticar ou menos ainda denegrir. Pode ser. Mas pode também ser aplaudir, sugerir, relacionar, comparar. Para mim, escrutinar não é, de resto, em primeiro lugar, criticar ou aplaudir. É analisar criticamente. Interrogar. Perspectivar. Vê agora porque é que não nos entendemos quanto ao conceito de vigilância a que foi tão sensível? 2) Em segundo lugar, o Pedro é de opinião que a multiplicação de vozes, por exemplo através dos blogues, não contribui para a qualidade do jornalismo. "A qualidade do jornalismo continua na mesma - fraca, fraquinha, fracota... - e a decrescer" - observa. Sobre este ponto, poderíamos ficar a discutir interminavelmente, cada um a defender o seu ponto de vista. É que não é fácil medir estas coisas. Digo isto como jornalista, mas sobretudo como observador do jornalismo. Há hoje sinais do melhor, do vulgar e do pior, neste campo. Há problemas novos e um processo em marcha que vai certamente obrigar a redefinir aquilo a que temos chamado jornalismo. Neste contexto, será a blogosfera um espaço e um factor de enriquecimento ou, antes, um fenómeno irrelevante ou mesmo prejudicial? Eu diria que, também aqui, há do sublime e do mais rasteiro. Mas, em termos gerais, diria que haver mais pessoas ou grupos atentos ao espaço público e em particular ao trabalho jornalístico é tendencialmente salutar para o jornalismo e para a sociedade. Apesar de todas as ambiguidades, contradições e possíveis motivações. A "multiplicação dos pólos de enunciação" no interior da vida social (a expressão fui buscá-la ao sociólogo José Madureira Pinto) é, por si mesma, um factor positivo, ainda que nebuloso e embrionário. Estamos a viver e a intervir - inclusive com esta polémica - no coração de um fenómeno novo, cujo alcance estamos porventura longe de captar em toda a sua dimensão. É isto, pelo menos, o que acho. Não quero deixar de lhe agradecer o facto de me ter dado oportunidade de esclarecer o que estava por detrás daquele meu post inicial que foi feito, recordo, sob a forma de pergunta. As suas provocações obrigaram-me a clarificar, incluindo para mim próprio, aquilo que escrevi.

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"O mundo on-line espelha o mundo off-line" Um estudo sobre a evolução da Internet na última década, publicado pelo Pew Institute, admite que os americanos trazem para a Internet as actividades, os interesses e os comportamentos que os preocupavam antes de a Web existir. O mesmo estudo revela ainda números curiosos: «On a typical day at the end of 2004, some 70 million American adults logged onto the Internet to use email, get news, access government information, check out health and medical information, participate in auctions, book travel reservations, research their genealogy, gamble, seek out romantic partners, and engage in countless other activities. That represents a 37 percent increase from the 51 million Americans who were online on an average day in 2000 when the Pew Internet & American Life Project began its study of online life.»

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"Nem todas as fontes são potáveis" Não está mal para título. Encontrámo-lo na coluna do provedor do leitor do jornal La Vanguardia (acesso mediante pré-inscriçao). Deixo a parte final: " (...) Tal vez algún otro lector interesado por estas cuestiones de enorme calado profesional y ético se pregunte por qué se publican noticias sobre las que no hay aún datos ciertos. Se publican porque de no hacerlo se cae en otra falta, grave: la omisión. Los lectores recelaríamos del diario si ocultara una muerte que sale en televisión con todo tipo de imágenes, como ocurrió sobre este suicidio. Ésta es una servidumbre del periodismo: caso de no aparecer esta noticia en La Vanguardia algunos lectores habrían pedido al defensor que se quejara porque el diario ocultó información. Nada de lo publicable se debe ocultar. Pero los periodistas, en nombre de los lectores, deben ser más exigentes con las fuentes en materia de veracidad. Es deber esencial del periodista velar por la potabilidad de todos los canales informativos".

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"M'espanto às vezes, outras m'avergonho" Ao ver alguma manchete ou ler algum título dos jornais de hoje, torna-se necessário um acto de vontade para não seguir o caminho que sugere Gregorio Morán, em La Vanguardia, a propósito de um assunto completamente distinto: "En ocasiones pienso si estar informado no será malo para la salud, si leer periódicos no afectará al metabolismo de tal modo que poco a poco mine nuestro interior y bajemos el impulso, nos debilitemos, hasta llegar a ese grado de inanidad que se resume en la frase "a mí todo me da igual". Prefiro, antes, o comentário de Sá de Miranda, que o Abrupto exibe como divisa: "M'espanto às vezes, outras m'avergonho".

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Implementação de Bolonha na Comunicação Encontra-se disponível no site do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho a posição pública tomada por este departamento e pela Direcção da Licenciatura em Comunicação Social sobre o parecer relativo à implementação do Processo de Bolonha a nível nacional, na área da Comunicação, coordenado pelo Prof. José Viegas Soares. Três notas conclusivas da tomada de posição: '1. O documento em análise apresenta-se como uma proposta insuficientemente sustentada e argumentada, e escandalosamente distante da comunidade académica da especialidade. É um documento de trabalho certamente com a sua utilidade, mas que não pode ser considerado como proposta representativa da área científica a que diz respeito. 2. Com os dados actualmente disponíveis, é censurável o facto de o coordenador para a área de conhecimento de Ciências da Comunicação, ter trabalhado em situação de quase clandestinidade; não ter, tanto quanto se sabe, auscultado de forma aberta e visível a comunidade científica e profissional; e não ter tomado antes, durante ou depois da elaboração do parecer, qualquer iniciativa de debate sobre matéria tão relevante e tão sensível. 3. Sabendo, embora, que se encontra prestes a findar o prazo de consulta pública, mas tendo, por outro lado, em consideração os problemas de natureza processual apontados a este documento e as insuficiências quanto à matéria substantiva, somos de opinião que deve ser lançado um verdadeiro debate, que até agora não foi desencadeado, entre todas as partes directamente interessadas na implementação do processo de Bolonha na área de Ciências da Comunicação.'(p.4-5) Helena Sousa

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Sharon Stone e as reflexões sobre o jornalismo Mário Bettencourt Resendes escreve hoje no Diário de Notícias um artigo intitulado "A elegância da verdade nos media". Nada o faria crer, mas o ex-director daquele jornal refere-se, nos primeiros parágrafos do texto, a reflexões de Sharon Stone sobre o jornalismo por ocasião do Forum de Davos. Cito: «Invocando os debates familiares que travou ao longo do seu último casamento com o director de um diário de São Francisco, Stone defendeu a tese de que "é sempre preferível ter um rosto numa qualquer história" e que a diferença entre o jornalismo de qualidade e o sensacionalismo está na "elegância do tratamento desse rosto e das vicissitudes da sua vida".»

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Novo provedor do leitor em "El País" O jornalista catalão Sebastián Serrano é o novo provedor do leitor do diário El País, sucedendo no cargo a Malén Aznárez, que terminou funções no domingo passado. Serrano era até agora chefe de Redacção do caderno daquele diário para a Catalunha e tem uma longa carreira ligada ao jornalismo sobre ciência e sobre política. O cargo foi instituído pela primeia vez em El País há 20 anos. (A este propósito: aguardam-se notícias do "Público").

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Gratuitos chegam ao desporto "Mediapunta" é o nome de uma revista desportiva gratuita que acaba de aparecer em Espanha. Com sede em Madrid e com uma tiragem aproximada de 245 mil exemplares, Mediapunta propõe-se dar prioridade a entrevistas e reportagens. Conta com uma equipa constituída por dez redactores e outros tantos repórteres fotográficos, além de desenhadores. Escritores como Eduardo Galeano e Montero González colaborarão também na revista que se apresenta com 32 páginas e uma periodicidade semanal..

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Não há notícias? Então não há notícias sobre o debate que o Sindicato dos Jornalistas promoveu ontem ao fim da tarde com representantes dos partidos, sobre os programas eleitorais para os media? Alguém que lá tenha estado pode dizer o que se passou? (A vantagem do blogue é que podemos fazer perguntas destas).

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"Quem vigia os cães?" - comentário a um post indignado "Quem vigia os cães?", pergunta o Contrafactos e Argumentos, em resposta ao meu post anterior. Para onde ele foi levar a conversa! Deve haver ali alguma experiência passada menos agradável, para se sentir atingido de forma tão pessoal e para descortinar logo o olho salazarista por detrás de uma simples pergunta ("Irão os bloggers portugueses "adoptar" um repórter?"). Talvez não existam os fantasmas que a resposta agita. Talvez seja apenas uma forma de evocar um caso de que se falou há algum tempo e sobre ele levantar uma preocupação de que o PedroF partilha: "Acho bem a vigilância (não no sentido policial mas sim de atenção aos media)". [A propósito: eu nunca usei o termo vigilância que, esse sim, tem conotações que recuso em absoluto]. Devo dizer que a ideia da "marcação" de jornalistas por parte de bloggers nem sequer me suscita grande simpatia. Ela poderá exprimir uma preocupação de escrutinar de perto um trabalho sensível como é a cobertura de uma campanha eleitoral, mas exprime uma militância "ad hominem" ou "ad casum" de que me sinto distante. Mas mantenho o que já escrevi: são escassos os espaços de reflexão e de debate nos media "mainstream" sobre o jornalismo que se faz. E a blogosfera, com todas as suas contradições e potencialidades, constitui uma ampliação das possibilidades de alimentar uma conversa pública que - julgo eu - contribui para a qualidade do jornalismo. Recuso, por conseguinte o espírito "vigilantista", mas perfilho o escrutínio público do jornalismo. E não só do jornalismo - também dos blogues, dos professores, dos provedores, das universidades. Afinal, não é isso, também, a democracia? Sinceramente, não percebo tanta indignação.

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Irão os bloggers portugueses "adoptar" um repórter? Ha um ano discutia-se nos media e na blogosfera um fenómeno que consistia em um determinado blogue "marcar" um determinado repórter dos media clássicos destacado para fazer a cobertura da campanha eleitoral para a eleição presidencial norte-americana. Tratava-se de criar uma instância de acompanhamento crítico (tipo watchdog) da independência com que a cobertura eleitoral era feita. Embora os processos não tenham que ser importados, não deixa de ser oportuno recolocar a questão no nosso contexto, agora que está prestes a iniciar-se uma importante campanha eleitoral e que está a pôr-se em marcha o "roadshow" dos principais partidos. Irão os bloggers (alguns, pelo menos, mais claramente interessados pelo terreno do político ou pelo campo mediático) acompanhar de forma regular e sistemática a cobertura? de que forma? A questão não é pequena, uma vez que, neste tipo de situações e de momentos, são escassos os espaços de reflexão e de debate nos media "mainstream".

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Metade tem computador, mas apenas um terço usa No Continente, são quase quatro milhões (3 969 000) os portugueses que residem em lares onde existe computador pessoal, o que representa 47.7% do universo que incide sobre a faixa acina dos 14 anos. Os dados são do estudo Consumidor, da Marktest, relativos a Novembro passado. Mas é interessante confrontá-los com os dados mais recentes acabados de divulgar pela mesma empresa e que indicam que apenas 33.0% do universo utiliza esse equipamento informático. A informação divulgada permite ver as variações pelas diferentes regiões do país, pelos segmentos etários, pela classe social e pela ocupação.

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Partidos debatem programas eleitorais sobre os media Os cinco partidos com assento parlamentar debatem amanhã as suas propostas para o campo da comunicação e dos media, numa iniciativa proposta pelo Sindicato dos Jornalistas, que vai realizar-se às 18.30, na Casa da Imprensa. Aberto ao público, o debate conta com a participação de Luís Campos Ferreira (PSD), Arons de Carvalho (PS), Pedro Mota Soares (CDS), António Filipe (PCP) e Daniel Oliveira (BE). Entre os temas propostos a debate, que será moderado pelo presidente da Direcção do SJ, Alfredo Maia, conta-se:

- os direitos de autor dos jornalistas, - o sigilo profissional, - o segredo de justiça, - os estágios de acesso à profissão, - o regime de sanções por actos incompatíveis com a profissão de jornalista, - a classificação do jornalismo como profissão de desgaste rápido, - a entidade reguladora para o sector, - as edições on-line, - os Conselhos de Redacção, - os directores de informação da Rádio e da Televisão, - a responsabilização civil das empresas jornalísticas, - as concentrações empresariais, - a transmissão de alvarás das rádios locais, - os incentivos às empresas de comunicação social, - a revisão das disposições do Código de Trabalho "com repercussões graves no sector".

Para uma perspectiva de conjunto acerca dos programas partidários no domínio em debate, pode consultar-se o site do Clube de Jornalistas que recolheu a informação relevante sobre a matéria (com excepção do CS/PP, que já tem candidatos a ministros, mas não tem programa).

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Um em cada três lê imprensa de informação geral

Apenas um em cada três portugueses continentais maiores de 14 anos leu ou folheou um jornal ou revista de informação geral, no período de Setembro a Dezembro de 2004, segundo o estudo Bareme Imprensa da Marktest que acaba de ser disponibilizado pela empresa. Se considerarmos o acto de ler ou folhear todo o tipo de veículos impressos, a percentagem passa dos 34,9 para os 85.4 por cento, um valor 1.2% superior ao verificado no trimestre anterior (Abril/Junho de 2004) e 2.2% acima do verificado no mesmo trimestre de 2003. As publicações de informação geral ocupam a liderança das preferências dos leitores , seguidas pelas de de desporto e veículos, de 25.1%, as femininas e de moda, com uma audiência média de 18.3%. Por órgãos de comunicação, o Jornal de Notícias é o título com maior audiência média no último trimestre de 2004, de 11.8%, seguido do Correio da Manhã, que regista 10.4%, e da revista Proteste, com 10.3%. A Bola e o Expresso ocupam a quarta posição, ambos com 8.4% de audiência média, ao que se segue o Record, com 7.8%.

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Vaga de frio mediático-político Foi anunciada no fim de semana, cá e noutros países do sul da Europa, uma vaga de frio vindo do Polo Norte. Está frio, sem dúvida. Mas não descomunal. No entanto, seja pela quadra pré-eleitoral que atravessamos, seja pelos focos mediáticos apontados ao tema, seja pelo efeito de "pescadinha de rabo na boca" entre política e media, tem sido um fartar de cobertura noticiosa do frio ... sem propriamente notícias que o suportem. Já vimos numa TV directos de Bragança dizendo que o frio era o comum da época. Da mesma cidade já escutei numa rádio que "está um sol radioso". Mas os media e o Governo decretaram que o frio é o principal tópico da agenda desta semana. "Apesar disso, os portugueses resistem - e muito - a admitir que sentem frio", escreve hoje o Diário de Notícias. Estou com Miguel Gaspar, no mesmo diário: "Eles falam, falam, falam mas eu não vejo frio nenhum". A não ser que o frio a que se referem seja, afinal, de outro tipo.

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RSF cria prémio para blogs que defendem liberdade de expressão A organização Reporteres Sem Fronteiras acaba de anunciar a criação de um prémio para blogues que se distingam pela defesa da iberdade de expressão. A distinção destina-se a chamar a atenção para a importância dos blogues em países cuja imprensa se encontra sob o controlo das autoridades São admitidos blogues individuais ou de pequenos grupos, incluindo de jornalistas, desde que não pertençam a organizações governamentais ou não-governamentais e existam, com actualização regular, há pelo menos seis meses. Endereço de e-mail para envio de nomeações aqui (proposta acompanhada de curta descrição da respectiva actividade).

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Um Defensor do Cidadão Um jornal espanhol de distribuição gratuita («20 Minutos») acaba de criar uma figura inédita na imprensa do país vizinho, como noticia a newsletter «Periodista Digital»: a de um Defensor del Ciudadano. Trata-se de um cargo que tem alguma coisa do «nosso» Provedor do Leitor (que em Espanha assumiu a designação de Defensor del Lector) mas, sobretudo, do «nosso» Provedor de Justiça. O objectivo é receber queixas e reclamações dos leitores relativamente ao funcionamento de serviços da administração pública e ir tentar apurar o que se passa, eventualmente ajudando a solucionar as questões. De tudo isso é, depois, dada informação nas páginas do jornal. José Angel Gonzalez, o jornalista já nomeada para a função, explica numa entrevista: «Um simples "Zé ninguém" tem bastante menos possibilidades de resolver um assunto do que um jornalista que faça quatro chamadas telefónicas. (...) Dado que a nós, jornalistas, se abrem mais as portas, pensamos que seria uma boa ideia ir indagar [os casos concretos] no terreno». Em sua opinião, esta é uma forma de aproximar o jornal do cidadão-leitor e de dar corpo a uma «função pública» de que os media, aparentemente, andarão meio esquecidos.

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A cara da opinião Interrogar a "opinião publicada" parece ser o principal objectivo da próxima edição do programa "Clube de Jornalistas" (que passa amanhã às 23h50, na 2:). Em estúdio estão Pedro Magalhães, politólogo, Fernando Madrinha sub-director do Expresso e Raúl Vaz, director-adjunto do "Diário de Notícias". Estrela Serrano modera um debate em torno de várias questões: «Os colunistas e comentadores que opinam sobre política nos jornais, rádios e televisão influenciam os cidadãos? Quem são e para quem escrevem os colunistas? Quais as características de um "bom" colunista? (...) Onde se "recrutam" os colunistas? Quais são os "melhores" colunistas portugueses? Será que muita opinião política lida e ouvida não passa de "conversa de café"?» A não perder, sugiro, numa altura em que os meios de comunicação social se auto-promovem pelos colunistas, colaboradores e comentadores cuja opinião publicam ou difundem.

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Adelino Gomes: O jornalismo está melhor do que há 20 anos Passou sem referência o texto de uma intervenção de Adelino Gomes, no recente congresso promovido em Lisboa pelo Observatório da Imprensa e que o Clube de Jornalistas colocou online. Diz aquele jornalista do Público: "Se me fosse pedida, num minuto, a resposta à pergunta subjacente a esta intervenção e a este painel - são hoje melhores os jornalistas e o jornalismo que se pratica em Portugal, já não digo do que quando eu entrei na profissão, porque havia censura e triplo emprego, mas, digamos, há 20 anos - eu responderia, sabendo que vou atrair a cólera dos mais velhos: 1. Os jornalistas, em termos gerais, chegam claramente mais apetrechados hoje à profissão e há nas rádios, televisões e jornais, claramente, uma mais generalizada competência profissional. 2. O jornalismo (isto é, a elaboração e apresentação técnica dos produtos noticiosos) está, em termos gerais, melhor (atenção: não valem as excepções, isto é, não vale virem-me falar do jornal da RT2 no tempo de Mega Ferreira; ou da revista do "Expresso" dirigida pelo Vicente Jorge Silva; ou da "Grande Reportagem" dos tempos de José Manuel Barata-Feyo, Joaquim Furtado, Miguel Sousa Tavares, Rui Araújo. Ou da geração de ouro que trabalhou no "Diário de Lisboa" e no "Século" e "Vida Mundial", e numa certa fase no "Diário Popular", e em "O Jornal"). 3. Piores estão a preocupação ética e a autonomia das redacções no interior da empresa ou grupo em que se integram". Para Adelino Gomes, piores estão também "a densidade jornalística, a concentração empresarial (que nem sempre é, necessariamente, má, mas que o é sempre que se faz no sentido de transformar notícia em mero produto e jornalista em mero produtor de uma cadeia comercial de conteúdos)"; "a perda de autonomia do campo jornalístico consentida pelos próprios jornalistas, quando renunciam ou desistem não apenas de instrumentos de defesa profissional e ética - os conselhos de redacção, por exemplo, mas também a organização sindical ? sem os substituírem por nada". "Pior ainda, e acima de tudo, do meu ponto de vista - prossegue - está a frouxidão das redacções, e dos jornalistas em termos individuais, ao aceitarem diariamente, sem luta, elaborar notícias, reportagens, editar noticiários, telejornais enviesados, distorcidos - notícias nem sempre verdadeiras, algumas vezes difamadoras; reportagens com os ângulos invertidos; títulos em que o rigor e a clareza cedem à ambiguidade, uma ou outra vez à insinuação torpe, em que o carácter necessariamente apelativo que devem ter é substituído por doses de sensacionalismo populista; telejornais saturados de banalidades desinformadoras e dos quais estão afastados, conscientemente, critérios de noticiabilidade e mínimas noções de hierarquização aprendidas quer nas universidades quer na tarimba ou no mero exercício da cidadania e prática do bom senso. A maior parte são, pois, problemas em cuja solução cada um pode intervir. E mais ainda os mais velhos (chefes) do que os mais novos".

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PS defende provedor para RTP e RDP Do programa do PS para o sector da comunicação social (pp.135-140 do documento), destacam-se os seguintes pontos: - Incentivo à auto-regulação - Limites à concentração horizontal, vertical e multimedia - Mecanismos que impeçam uma participação relevante do Estado, ainda que indirecta, em empresas do sector que não sejam a RTP, a RDP e a Lusa - Reavaliar o modelo da holding RTP SGPS e o figurino jurídico dos serviços públicos derádio e de televisão - Promover a criação de provedores dos espectadores e dos ouvintes, dotados de umestatuto de independência face à concessionária dos serviços públicos -Rever o actual contrato de concessão do serviço público de televisão, impondo, nomeadamente, obrigações quantificadas de programação e estabelecendo critérios deavaliação de forma a fixar exigentes padrões de qualidade -Integrar plenamente o canal A Dois numa concessão única do serviço público de televisão sem prejuízo de serem mantidas e mesmo estimuladas formas sustentáveis de participação de entidades representativas da sociedade civil; -Promover a revisão da legislação relativa ao exercício da actividade jornalística, aperfeiçoando os mecanismos relativos aos respectivos direitos, incluindo os de autor e o sigilo profissional, e clarificando os modelos normativos de demarcação das atribuições e competências das direcções de informação e de programação face àsadministrações das empresas de media, sejam públicas ou privadas - Rever o regime de incentivos à comunicação social regional, restabelecendo as garantias de isenção na sua atribuição e valorizando os apoios que visem a qualificação e a profissionalização das empresas e a criação de novos serviços on line.

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Programas dos partidos para a comunicação social Depois de termos feito já referência ao programa do Bloco de Esquerda, cabe agora sinalizar a colocação online do programa do PS e o do PCP. O CDS-PP ainda não apresentou o seu e, no caso do PSD, o link "Manifesto eleitoral" recambia-nos para ... o programa de Governo do XVI Governo constitucional (demissionário).

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Imprensa francesa agita-se Depois de o capitalista Edouard de Rothshild ter recebido esta semana luz verde do pessoal do Libération para adquirir 37 por cento do capital da empresa que edita este diário, é a vez do Le Monde iniciar amanhã uma reformulação (para já considerada ligeira) do seu conteúdo. Segundo notícia da edição de sábado, a nova equipa directiva de Le Monde irá arejar a primeira página, considerada muito carregada de títulos. Além disso criará uma página diária sobre o campo dos media, enquanto que a página "horizons" (essencialmente de debates e análises) será colocada a meio do jornal. Além disso será conferida maior visibilidade e destaque à página dos leitores. Uma mudança mais de fundo está em preparação para ser posta em prática no Outono deste ano. (Para um panorama dos grupos de comunicação franceses, vale a pena consultar a notícia À qui appartient la presse française?, da AFP de sábado).

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Um milhar de portugueses defendem rádio em Lille A notícia é distribuída hoje pela France Press: cerca de um milhar de portugueses manifestaram-se hoje na cidade francesa de Lille para exigir a manutenção da Radio Triunf, uma rádio comunitária cuja frequência corre risco, segundo os manifestantes, de vir a ser atribuída à Radio Monte-Carlo. De bandeira portuguesa em punho ou cachecois ao pescoço, os portugueses pretendiam contrariar uma anunciada decisão do Conseil Supérieur de l'Audiovisuel, que se baseia no facto de aquela estação não ter respeitado um princípio das rádios geridas por associações, segundo o qual os rendimentos da publicidade não podem ser superiores a 20 por cento do volume total de negócios. Os responsáveis da rádio argumentam que tal ocorreu na vigência de uma outra direcção, num período de dificuldades económicas em que a rádio foi gerida por um administrador judical.

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Onde estão os programas? Os partidos estão a apostar nos blogues e alguns dos líderes parece que têm um (só consegui aceder ao de Sócrates e não fiquei especialmente entusiasmado). Mas era exigível, nomeadamente para os partidos que mais provavelmente virão a formar governo e que falam de inovação e aposta nas novas tecnologias, que fossem expeditos a colocar na net os respectivos programas. Alguém os viu?

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Livro de Dan Gillmor editado em Portugal O livro de Dan Gillmor foi publicado em Portugal, editado pela Presença, com o título "Nós os Media". Está já disponível nas livrarias e custa perto de 15 euros.

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Conferência da IAMCR Faltam apenas 10 dias para encerrar o prazo de candidaturas para a apresentação de comunicações na conferência da Internacional Association for Media and Communication Research. A data limite é 1 de Fevereiro e a divulgação dos resultados terá lugar até ao dia 1 de Abril. Este ano, a conferência será realizada entre os dias 26 e 28 de Julho, na Universidade Shih Hsin, em Taipé. Helena Sousa

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Leituras recomendadas ...daquelas que dariam para debater em profundidade assuntos da maior importância, se não andássemos ocupados com milhentas coisas: - The End of Objectivity (Version 0.91), no Dan Gillmor on Grassroots Journalism, Etc. - The ethic of blogging, the ethic of journalism, no Blogging, Journalism & Credibility (sobre isto, cf. igualmente Blog nice, everyone: why credibility matters even if you write for free, no site da MSNBC) - A série de posts (aqui, aqui e aqui) que, nos últimos dias, Francisco Rui Cádima tem publicado no Irreal_TV, sobre o problema da concentração mediática.

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O terrorismo e os media - debate em Braga A Fundação Cultural Bracara Augusta promove amanhã à noite um colóquio aberto sobre o tema ?O papel dos media no mundo do terrorismo globalizado?, com intervenções de Teresa de Sousa (?Público?), Miriama Assor (?Independente?), João Morgado Fernandes (?Diário de Notícias?) e moderação de António da Costa Guimarães (director do "Correio do Minho"). A iniciativa terá lugar no Auditório da Faculdade de Filosofia de Braga, às 21.30, e insere-se num ciclo de conferências que teve início em Novembro último.

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La Vanguardia: trabalho sobre Dalí recebe prémio em Huesca Vale a pena ver as possibilidades do multimedia no trabalho "Desmontando a Dalí", de La Vanguardia.es, que acaba de obter o Premio de Periodismo Digital 'José Manuel Porquet'. O prémio será entregue no âmbito do sexto Congreso Nacional de Periodismo Digital que começou esta manhã na cidade de Huesca (programa aqui). (via e-periodistas).

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Manipulação de imagens digitais Através do imprescindível e-cuaderno, acedi a um texto querecomendo a quem se interesse pelo problema da manipulação da imagem com base nas tecnologias digitais hoje ao dispor. É do blogue espanhol The Writer's Back Porch (que escreve também noutras línguas) e intitula-se Ver, creer y pensar: manipulación digital de imágenes.

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Google cria mecanismo anti-spam nos comentários dos blogues A fim de prevenir o sapm, o Google acaba de anunciar a testagem de um dispositivo que bloqueia certo tipo de conteúdos indesejados na zona de comentários. É um problema a que este blogue tem estado relativamente imune, mas que parece ser sério e grave noutros blogues mais procurados ou mainstream.

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Caricaturas e cartunistas ze_povinho"Há pessoas que me telefonam para ver se são caricaturadas....", revela o cartunista António no programa Clube de Jornalistas de hoje (A Dois, 23.50), dedicado precisamente ao fenómeno do cartunismo na imprensa. Serão os que se dedicam a essa actividade artistas ou jornalistas? E como são tratados nas redacções? Que importância é dada ao cartune enquanto forma de condensar, interpretar e comentar a actualidade? Herdando uma longa tradição cultural, sendo uma das expressões da liberdade de criação e expressão, a caricatura (do italiano: exagero) desempenha uma importância central. A três dias de evocarmos o centenário da morte de Bordalo Pinheiro, que foi, ao longo de 35 anos, um dos grandes actores criativos da cena portuguesa de final do século XIX; um dia depois do lançamento de "O fenómeno", livro que reúne cartunes sobre Santana Lopes, da autoria de António e Augusto Cid, temos oportunidade de acompanhar um debate conduzido por Ribeiro Cardoso, em que participam António (do "Expresso") e Cristina Sampaio (que trabalha para várias publicações), e ainda João Paulo Cotrim, um estudioso da ilustração portuguesa. Durante o programa, escutar-se-ão depoimentos de Vasco e Luís Afonso. Segundo uma nota divulgada pelo Clube de Jornalistas, "o programa arranca com uma evocação/homenagem ao genial Rafael Bordalo Pinheiro, cuja obra continua plena de actualidade apesar do seu autor ter falecido há 100 anos (23 de Janeiro de 1905)". Leituras complementares: A Palavra Desenhada, de Ana Cristina Cruz À volta d'A Picaresca Viagem de Rapahel Bordallo Pinheiro, de António Dias de Deus e Leonardo de Sá.

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TV emitida e televisão recebida: dois mundos que não coincidem É muito interessante analisar os dados do MediaMonitor que a Marktest acaba de divulgar, comparando a programação emitida pelos quatro canais hertzianos portugueses a respectiva audiência. O destaque vai para a ficção e, num segundo plano, para a informação. Ambas estas categorias apresentam uma relação bastante favorável entre o tempo de emissão e o tempo de consumo. Em sentido inverso encontram-se as categorias de arte e cultura, juventude, conhecimento e as emissões de publicidade.

Eis algumas notas citadas da newsletter da Marktest: - A RTP1, 2:, SIC e TVI emitiram em média, durante o ano de 2004, mais de nove horas e meia diárias de programas de ficção e informação, num total superior a 14 mil horas. Este número corresponde a 39.9% do total de programas emitidos. Este valor correspondeu, na audiência, a 53,9%. - Em termos de "procura" (minutos recepcionados), os números favorecem a ficção, que foi o tipo de programa mais visto em 2004, constituindo 30.8% do total. A informação constituiu o segundo tipo mais visto, representando 23.1% e o divertimento foi o terceiro, com 18.5% do total. - Se comparada a "oferta" (minutos emitidos) e a "procura" (minutos visionados), vemos que os programas de desporto obtiveram a melhor relação, estando a sua "procura" 54% acima da "oferta". Numa relação positiva (acima de 100), posicionaram-se também os programas de informação, ficção e divertimento. - Comparativamente a 2003, os programas de arte e cultura e de informação registaram os maiores decréscimos na oferta destes canais, que lhes dedicaram menos 28.8% e menos 11.8% das suas grelhas, respectivamente. Pelo contrário, os programas de desporto e de divertimento foram os que mais cresceram face ao ano anterior, aumentando 34.7% e 21.1%, respectivamente. - No que diz respeito à audiência por tipo de programas, as maiores variações positivas foram registadas nos programas de desporto e de juventude, cujas audiências aumentaram 48.0% e 15.7%, respectivamente. Os maiores decréscimos em termos de audiência relacionaram-se com os programas de cultura geral/conhecimento e de arte e cultura, cujas audiências baixaram 32.7% e 10.1%, respectivamente.

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Estudar os blogues e a blogosfera Já se encontram online os resumos das várias dezenas de comunicações aceites para o II Congresso Luso-Brasileiro de Estudos Jornalísticos e IV Congresso Luso-Galego de Estudos Jornalísticos, que decorrerá na Universidade Fernando Pessoa em 17 e 18 de Março próximo. Entre outros temas, há duas comunicações sobre a blogosfera: - Dos diários íntimos aos virtuais: uma abordagm etnometodológica dos weblogs (Daniel Dantas, Universidade Federal do Rio Grande do Norte) - A saúde na blogosfera portuguesa (João Canavilhas, Universidade da Beira Interior).

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Protecção de jornalistas "É muito mais arriscado ser ladrão de casas em Londres do que matar jornalistas" em teatros de conflito como por exemplo o Iraque, refere Jim Boumelha, ligado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), no jornal The Guardian. A FIJ tem vindo a reivindicar uma lei especial internacional para proteger os jornalistas, na linha de uma resolução das Nações Unidas que protege trabalhadores humanitários apanhados em zonas de guerra.

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Cancelado debate sobre Bolonha e os cursos de comunicação A SOPCOM (Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação) cancelou o encontro de directores de curso da área de comunicação, prevista para sábado, segundo soube o J&C de um dos seus dirigentes. A iniciativa visava discutir o teor do documento elaborado por um grupo coordenado pelo Prof. Viegas Soares e que se encontra em debate público até dia 31 deste mês. O motivo do cancelamento ter-se-á ficado a dever ao facto de a reunião estar "acoplada" a um encontro entre a SOPCOM e os decanos das faculdades de comunicação de Espanha, que foi adiado para Abril. Deste modo, e uma vez que também os autores do estudo não promoveram qualquer encontro para debate das propostas apresentadas, quer na fase de elaboração quer após a entrega do texto, a área das Ciências da Comunicação não terá qualquer reflexão comum sobre a matéria. Desconhece-se se existiu, até ao momento, qualquer tomada de posição ao nível de escola ou de curso.

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Argumentação e Imagem Pessoal no Debate Televisivo Vai ser apresentada e discutida na próxima sexta-feira, no Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho, em Braga, uma tese de mestrado sobre "Estratégias de Argumentação e Construção da Imagem Pessoal no Debate Político Televisivo". A autora é Daniela Filipa Macedo Braga Moreira da Silva e a dissertação ocorre no quadro do Mestrado em Linguística, sob orientação da Prof. Aldina Bessa Ferreira Rodrigues Marques.

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Blogues de jornalismo que acabam O blogue "Fim do Jornalismo?", de Joel Pinto parou. O jornalismo é que ainda não chegou ao fim. Criado em Dezembro de 2002 para reflectir sbre as ameças e contradições que desafiam o campo e a prática do jornalismo, termina devido aos afazeres profissionais e indisponibilidade do seu animador. Joel Pinto é um dos autores do blogue "Diário de um jornalista" que trouxe a público uma série de situações chocantes do diário ?O Primeiro de Janeiro?, blogue esse que está igualmente em fase de inactividade. A propósito, suspendeu igualmente a sua actualização, em finais de Dezembro último, o "Diário de uma jornalista no desemprego", aqui referenciado por mais de uma vez.

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Sobre o fenómeno da imprensa gratuita Hoje mesmo, o grupo Recoletos, alegado candidato à compra de meios de comunicação da Lusomundo Media, lançou, no país vizinho, o diário gratuito "Qué", com uma tiragem de arranque da ordem do milhão de exemplares, e com edições (extensíveis ao online) em 12 cidades diferentes, com a particularidade de serem em parte feitas com notícias dos próprios leitores, através de um sistema de blogues pessoais e de mensagens SMS. Só para se fazer uma ideia do que isto representa, basta atentar no facto de haver em Espanha, em Setembro último, cerca de três milhões de jornais gratuitos por dia em circulação (notícia da agência Lusa). Entre nós, e na sequência da trajectória do Jornal da Região e do Destak, Metro-Lisboa é um dos últimos projectos dos quase 50 que a Metro Internacional lançou nos últimos anos, em mais de uma dúzia de países, com especial alcance em França, Polónia e Espanha. O assunto está longe de merecer entre nós a atenção que deveria, por parte da imprensa instalada. O site do Clube de Jornalistas acaba de dedicar ao tema um conjunto de peças que vale a pena ler. São muitas e diversas as questões que importa ter em consideração:

  • Concorrem os gratuitos com o leitorado habitual de jornais diários? Com todos ou com alguns em especial? Concorrem no terreno da publiciadade?
  • Que características tem o conteúdo deste tipo de imprensa?
  • O que é gratuito pode ter qualidade?
  • Que características específicas apresenta este tipo de negócio?
  • Como se posicionam os diários pagos relativamente aos gratuitos?
  • Que balanço pode ser feito da experiência das múltiplas edições do "Jornal da Região" e do Destak?
  • Que tendências indicia a expansão do fenómeno da imprensa gratuita?
  • Quais as conexões entre esse fenómeno e a "tabloidização" em países como o Reino Unido, por exemplo?
  • Qual a amplitude internacional do fenómeno?
  • Que potencial de desenvolvimento, num país como o nosso?

Como escreveu Francisco Fernández Beltrán, na revista Chasqui ("Los periódicos gratuitos tienen futuro?", nº 80, 2002):

"Independientemente de que se dirijan a los mismos lectores, o a otros, y de que pugnen diariamente por la inversión de iguales o diferentes anunciantes, lo cierto es que la prensa gratuita que se ha desarrollado en los últimos años en Europa lo ha hecho a partir de un modelo ciertamente diferenciado de la de pago. El primer rasgo distintivo es la ausencia de confrontación política. Se trata de un periodismo que pone el acento en el interés humano de los acontecimientos, más allá de las meras declaraciones partidistas y que busca sobre todo la difusión de informaciones cercanas al lector, algunas de las cuales no tienen cabida normalmente en la prensa de pago. En este sentido, resulta muy esclarecedora la apuesta de todos los gratuitos por las ediciones locales. Un hecho que no está ligado únicamente a su sistema de distribución en el transporte público metropolitano, sino que responde en gran medida a un modelo de periodismo de proximidad y que se refleja también en otros aspectos, como el tratamiento personalizado de la información, con la identificación abundante de los protagonistas de las noticias y profusión de fotografías con gente de la localidad".

Como já em tempos chamou a atenção Josef Kotzrincker, não deixa de ser enigmático que seja precisamente o jornal diário impresso (gratuito) um dos grandes fenómenos dos últimos anos, quando seria de esperar que fosse o webjornalismo a emergir e afirmar-se.

CORRECÇÃO: Ao contrário do que se diz nesta peça, a data do lançamento de "Qué" não é 17, mas 18 de Janeiro.

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Comunicação Visual e Multisemiótica O Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, da Universidade do Minho, está a organizar, no âmbito do projecto "Ecrã: dependência e imagem", um curso breve para estudantes de doutoramento dedicado à Comunicação Visual e Multisemiótica. O curso será leccionado pelo Professor Gunther Kress do Instituto de Educação, Universidade de Londres. Tem a duração de três dias (28 de Fevereiro - 2 de Março). Algumas obras: Kress, Gunther (2003) Literacy in the New Media Age. London: Routledge. Kress, Gunther & van Leeuwen, Theo (2001) Multimodal Discourse the Modes and Media of Contemporary Communication. London: Edward Arnold. Kress, Gunther & Leeuwen, Theo (1996) Reading Images: the Grammar of Visual Design. London: Routledge. Helena Sousa

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DN modifica grafismo "Grafismo do DN alterado três vezes em dois anos" é o título da peça do Diário Económico. As principais alterações (cuja apresentação pública foi marcada para hoje, segundo a notícia do DE) prendem-se com a alteração do logótipo (que perde o fundo azul escuro) e a supressão da secção "País". Novidade é também a utilização da cor em todo o corpo do jornal, e não apenas em algumas páginas - lembro-me de ter lido esta informação há alguns dias, mas não me recordo onde. No DN, porém, nem uma palavra é dita hoje sobre estas alterações - apenas se pode ver, na edição em papel, uma publicidade de página dupla de promoção ao jornal, sem fazer referência às alterações gráficas. Ainda que não seja uma reformulação de monta, merecia algumas linhas, na minha opinião. Desconheço se na edição de ontem foi feita alguma menção - pelo menos na edição online não surgia nada. Em contrapartida, o lançamento de um novo suplemento diário do DN mereceu hoje uma página inteira, na secção "Artes" - podia (e devia) ser uma notícia, mas soa-me mais a um texto de auto-promoção não assinado ("um conjunto de 16 páginas que diariamente marca a diferença no renovado Diário de Notícias e que constitui um verdadeiro serviço ao leitor").

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A ler, nos jornais de hoje Re-definições de campanha, de Miguel Gaspar, no DN «A SIC trouxe a Portugal a democracia televisiva», no DN; Os 'Bloggers' e a Protecção das Fontes , de Pedro Fonseca, no Público/Computadores Criar Uma Sociedade da Comunicação , de Isabel Gorjãoo Henriques, no Público/Computadores Portugal, Hoje: o Medo de Mudar, de Eduardo Cintra Torres, no Público Quatro mil euros/dia só para satélites, de Ricardo Paz Barroso, no JN Venda da Lusomundo Media poderá estar concluída até Março, de Carla Castro, Maria João Gago e Gilda Sousa, no DE

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Ipsis verbis "Sabemos que vivimos en un mundo globalizado, pero he leído estudios que dicen que el contenido de los medios de comunicación no acierta a dar una visión adecuada del fenómeno. Se considera noticia lo que dicen las autoridades, pero éstas no siempre se enteran de la globalización que se produce debajo de sus pies. Los avisos del tsunami no llegaron a las playas asiáticas cuando se conocían en la costa americana del Pacífico. No se pensó que también la naturaleza está más globalizada de lo que pensamos". Lorenzo Gómis, in La Vanguardia, 17.01.2005

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Rui Rio e a comunicação social De uma entrevista de Paulo Baldaia e Jorge Pinto ao presidente da C. M. Porto e vice-presidente do PSD, no DN: P - Olhemos para a comunicação social e para a forma como ela funciona. Falta regulamentação? R - Nós estamos a sofrer em Portugal, e agora de forma mais agudizada, traumas profundos que vêm do antes e pós-25 de Abril. Qualquer coisa que se faça tentando regular e defender a liberdade dos cidadãos rapidamente é apontada como censura. Quando um cidadão lê ou ouve uma notícia, que segurança lhe podemos dar de que o que está a ler ou a ouvir é verdade? Isto é gravíssimo. Não há democracia sem liberdade de imprensa, é incompatível. E para ter capacidade de decidir, para lá da formação, tem que haver informação. Com verdade total e não com mentira. P - Como mudar? R - Nós tínhamos na política, a seguir ao 25 de Abril, inegavelmente, gente de qualidade, numa percentagem muito razoável. Pela evolução que foi havendo, a comunicação social foi degradando os noticiários políticos, puxando muito por questões de conjuntura, fait-divers. Isso faz com que as pessoas, quando são sérias, não estejam disponíveis para isso e se vão embora. O espaço ficou livre e, por isso, ficaram os de menor qualidade. A qualidade dos políticos baixou a pique, justamente porque ficaram aqueles que estão disponíveis para fazer este jogo. (...)"

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Duas notas do Jornal da Noite O Jornal da Noite (SIC) de hoje apresentou duas peças jornalísticas (eu diria mesmo metajornalísticas) curiosas: uma sobre a tendência das televisões para aproveitar imagens de vídeos amadores para reportar a realidade, de que foi exemplo inequívoco a cobertura do tsunami asiático; a outra sobre a comercialização ou oferta de brindes e outros produtos, nomeadamente livros e DVD's, mas também chinelos, faqueiros e copos, com os títulos da imprensa escrita, como estratégias de rentabilização das publicações. Ambos os tópicos são suficientemente estimulantes para análises mais profundas sobre o jornalismo actual.

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Como combater eficazmente o terrorismo?

  • Faz agora dois anos, os Estados Unidos da América montavam a parafernália de argumentos que haviam de servir de justificação para a invasão do Iraque. Quase dois anos depois do início do conflito, o inferno em que o país se converteu faz com que haja candidatos às próximas eleições que, com medo de perder a vida, nem sequer ousam dizer o nome próprio. Vemos o primeiro-ministro fazer campanha acompanhado de soldados dos EUA de carabina a tiracolo, ao mesmo tempo que as notícias dos atentados já quase deixaram de interessar aos media.
  • Mais: um relatório recente do National Intelligence Council - nada mais nada menos do que um organismo da própria CIA - reconhece que o Iraque se tornou, com os desenvolvimentos do actual conflito, na principal fonte que alimenta o terrorismo profissional, nisso substituindo o Afeganistão.
  • Entretanto, e face à aproximação da data das eleições naquele país, diversos governos europeus aconselham os jornalistas a não irem para o Iraque, devido aos riscos de vida que podem correr. Os riscos são óbvios mas os jornalistas não podem aceitar, sem mais, que o Iraque seja varrido do mapa da informação.
  • Se se comparar o silêncio de hoje sobre esta tragédia - nomeadamente na blogosfera em Portugal - com o encarniçamento dos debates havidos em 2003, poderemos ser levados a pensar que o assunto deixou de ser importante. Ora, mais do que nunca, agora é que valeria a pena retomar algumas das questões então suscitadas e, em particular, esta: como combater eficazmente o terrorismo? E qual o papel dos media nesse combate, tendo em conta a experiência destes últimos anos?

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A "pirâmide invertida" e o webjornalismo São ainda ecos do encontro iberomericano de ciberjornalismo e da polémica então surgida sobre se a técnica da pirâmide invertida continua a ser uma vantagem, ou mesmo uma exigência, no jornalismo da era da internet. Carlos Castilho pega no assunto no último número do Observatório da Imprensa, fazendo um ponto de situação. Pergunta, a dado passo:

"Como aplicar, por exemplo, o formato da pirâmide invertida em narrativas jornalísticas que envolvam sons, imagens e interatividade? Quase todos os jornalistas sabem usá-la com maior ou menor habilidade, em textos que seguem uma estrutura linear. Mas será que é possível usar o mesmo recurso numa narrativa não-linear, que é a que dá ao internauta a possibilidade de escolher como vai navegar por um tema?"
O assunto tem sido objecto de debate. Neste número do Observatório, são apresentados depoimentos de dois especialistas com posições opostas: Rosental Alves, um jornalista brasileiro que é professor de jornalismo online na Universidade do Texas (EUA) e Ramón Salaverría, professor da Universidade de Navarra (Espanha) e co-autor do livro "Manual de Redacción Ciberperiodistica". Vale a pena ler.

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UNESCO debate liberdade de expressão no ciberespaço A UNESCO promove no próximo mês, em Paris, uma conferência internacional sobre "Liberdade de Expressão no ciberespaço". Neste fórum, a organização pretende debater se as normas universais sobre liberdade de expresão deveriam aplicar-se à internet e como se pode, ao mesmo tempo, proteger a liberdade de expressão e respeitar a privacidade, as leis nacionais e as diferenças culturais. A iniciativa tem lugar a 3 e 4 de Fevereiro e inscreve-se na preparação da Cimeira Mundial sobre a Sociedade da Informação, cuja segunda etapa se realiza em Novembro, na Tunísia.

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Livro de Joaquim Fidalgo: apresentação em Espinho e em Coimbra O livro "Em nome do leitor", de Joaquim Fidalgo, será apresentado em sessões públicas que decorrerão segunda-feira em Espinho e na terça em Coimbra. Em Espinho, a sessão decorrerá na Biblioteca Municipal, às 21.30, cabendo a apresentação a António Santos (professor, ex-director do jornal ?Maré Viva?) e Manuel Carvalho (jornalista, director-adjunto do jornal ?Público?). No dia seguinte, às 10.30, a sesão de apresentação realiza-se no Auditório da Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC). A iniciativa ocorre no quadro de uma mesa-redonda sobre "O papel do provedor nos media actuais" em que intervirá o autor, Graça Barbosa Ribeiro (jornalista do "Público"), Sara Meireles (professora de Deontologia da Comunicação Social da ESEC), Marlene Sá e Nádia Moura (alunas de «Deontologia da Comunicação», da Licenciatura em Comunicação Social da ESEC).

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Accountability É um conceito de tradução não fácil, mas que remete para dimensões como prestação de contas, responsabilidade social, verificação da qualidade de serviço prestado, escrutínio público, etc. Será o tema das sessões do mestrado de Informação e Jornalismo de hoje. Aqui deixo uma bibliografia de base, na suposição de que pode interessar a um público mais vasto:

  • Bardoel, J.; Haenens, L. (2004) "Media meet the citizen: Beyond market mechanisms and governmental regulations", in European Journal of Communication, vol.19, n.2
  • Bertrand, Claude-Jean (2001) A Deontologia dos media. Coimbra: Minerva
  • McQuail, D. (2004) Publication in a free society: the problem of accountability. Universidade do Minho: Cátedra Lloyd Braga (open lecture)
  • McQuail, D. (1997) "Accountability of media to society: principles and means", in European Journal of Communication, vol. 12, nº4
  • Pereira, J. Pacheco (2003) "O lugar da menor transparência", in Público, 27 de Fevereiro de 2003
  • Pritchard, D. (2000) Holding the media accountable: citizens, ethics and the law. Bloomington: Indiana University Press
  • Sonnenberg, U. (1977) Organising media accountability experiences in Europe, Maastricht:European Journalism Centre.

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Jornalismo e cidadania Alguns dos brasileiros participantes do 6º Congresso Internacional de Jornalismo de Língua Portuguesa , que decorreu segunda e terça-feira em Lisboa, colocaram os textos das respectivas comunicações on line, no sítio do Observatório de Imprensa (brasileiro). - Alberto Dines: Conceitos de serviço público: media estatais e privados - José Paulo Cavalcanti Filho: O drama da verdade (ou discurso sobre alguns mitos da informação) - Leão Serva: Meios de comunicação e o regime democrático - Fernão Lara Mesquita: A ameaça da imprensa "corporate" ? 1 e 2. A propósito: constou-me que José Pacheco Pereira fez, nesse mesmo congresso, uma intervenção brilhante. É impressão minha ou os jornalistas não foram da mesma opinião? Para tirar dúvidas, era interessante ter acesso ao texto (caso exista).

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O jornalista digital O recém-saído número da Revista Mexicana de Comunicación traz um dossier sobre "Empresa informativa y periodista digital". De destacar os textos Empresas, profesionales y derechos de autor: Barreras del periodismo digital, de Teresa Sandoval e Bárbara Yuste; El periódico se hizo periótico, de José Manuel de Pablos Coello; Comunicadores para la era digital, de José Manuel Pestano Rodríguez; Periodismo de precisión en línea, de José Luis Esquivel Hernández. (outros do mesmo dossier não se encontram ainda online).

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"Margens de erro", sondagens e media Os media têm um novo blog à perna para os ajudar e para os questionar. Chama-se "Margens de erro" e destina-se a reflectir e analisar as sondagens que vão sendo publicadas. É dinamizado pelo professor Pedro Magalhães, especialista na matéria, que exprime assim os objectivos da sua oportuna iniciativa, em ano de eleições: "O objectivo deste blogue é simples. Achei que seria bom que existisse em Portugal uma fonte de informação sistemática sobre as sondagens que vão sendo publicadas. É também provável que, por obrigação profissional, tenha de recolher alguma dessa informação, especialmente durante os próximos treze meses onde haverá eleições legislativas, autárquicas e presidenciais. É possível que tenha algumas coisas para dizer sobre essas sondagens. E essas coisas raramente são ditas (ou podem ser ditas) noutras fontes de informação que não um blogue. Logo, serão ditas e escritas aqui. É só isto. É um princípio".

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2004 na TV: 2.608 horas de informação e 7.697 de publicidade Os quatro canais de televisão de sinal aberto emitiram em 2004 nada menos de 826 721 inserções publicitárias, segundo os dados do serviço Publitex Tv da MediaMonitor, divulgados pela Marktest. Os anúncios, que representaram um aumento de 9.2% relativamente a 2003, ocuparam 7 697 horas, uma média diária de cerca de 5 horas e 15 minutos por canal. (Ainda que os dados não possam ser linearmente comparados, vale a pena considerar uma outra quantificação feita pela mesma empresa: ao longo do ano passado, os mesmos quatro canais emitiram 2 608 horas de informação nos seus serviços noticiosos regulares, com um total de 85 942 notícias). O investimento publicitário a preços de tabela nestes canais cifrou-se em 1 740 milhões de euros, evidenciando um crescimento de 13.8% face ao ano transacto (convém, porém, ter em conta aquilo que refere hoje o Diário Económico: Media mantêm descontos superiores a 70% em relação aos preços de tabela ) Ainda segundo a Marktest, a RTP1 foi responsável pela captação de 20.6% das inserções, 25.0% da duração e 19.3% do investimento publicitário. À 2: foram dirigidas 6.7% das inserções, 18.4% da duração e 0.1% do investimento. A SIC, pelo seu lado, recebeu 35.0% das inserções, 27.6% da duração e 26.2% do investimento. Finalmente, para a TVI foram canalizadas 37.7% das inserções, 29.0% da duração e 44.5% do investimento publicitário.

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"Clube de Jornalistas" faz um ano e muda de dia Francisco Pinto Balsemão é o entrevistado da edição desta semana do programa da Dois "Clube de Jornalistas. O programa, que completa agora um ano de vida, passa a ser emitido às quartas-feiras às 23.50, segundo informação divulgada pelo Clube. A propósito do programa, vale a pena ler e debater os comentários de Eduardo Cintra Torres no Público de segunda-feira.

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"Os silêncios do jornalismo" «Pode ser que os provedores não consigam fazer com que os jornais sejam melhores, mas já não é mau que não os deixem ser piores.» Foi assim que Joaquim Fidalgo, ex-provedor do leitor do jornal Público, respondeu à questão da eficácia da figura do provedor, que dava o mote à mesa redonda promovida ontem, ao final da tarde na Universidade Lusófona, em Lisboa. No encontro, agendado a pretexto do lançamento do livro "Em nome do Leitor", estiveram presentes os três provedores em funções na imprensa portuguesa: José Carlos Abrantes, do "Diário de Notícias", Manuel Pinto, do "Jornal de Notícias", e Joaquim Furtado, que terminou o mandato de provedor do "Público" no domingo passado. Procurando desenhar um auto-retrato da figura do provedor do leitor, Manuel Pinto sublinhou a importância da actividade dos ombudsmen, classificando-a como um exercício de cidadania em proveito de um escrutínio público que deve ser estimulado desde a escola, por uma educação para os media. Por outro lado, alertou também para a importância do reconhecimento de uma ética de empresa e da possibilidade de o jornalismo ser discutido na praça pública, ou seja, da possibilidade de um metajornalismo, conceito convenientemente tratado por Mário Mesquita num artigo já publicado na revista Jornalismo & Jornalistas e retomado no livro "O quarto equívoco". Joaquim Furtado preferiu formular questões. "O provedor será o mesmo independentemente do órgão para o qual exerce o cargo?" "O provedor deve pensar apenas as questões éticas e técnicas do jornalismo?" "Deve ou não o provedor exercer a função a tempo inteiro?"

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"Os códigos éticos não servem para nada" De forma provocatória, Hugo Aznar, especialista espanhol de ética e deontologia do jornalismo e dos media, discute, num texto acabado de publicar na Sala de Prensa, os diferentes motives que podem estar por detrás de quem desdenha os códiogs de referência da profissão.

  • "Para empezar, están quienes afirman esto porque son los primeros que ignoran olímpicamente este tipo de recomendaciones éticas. Se trata de profesionales que desdeñan totalmente la ética de la comunicación. (....)
  • "En segundo lugar están quienes opinan que los códigos no sirven para nada y que en realidad quieren decir que ?no es suficiente con que los códigos existan? para que la ética periodística sea una realidad. Pero lo que deberían decir entonces es que ?solamente los códigos no bastan". (...)
  • "En tercer lugar, están quienes afirman que los códigos no sirven para nada porque las circunstancias concretas del día a día de los medios son tan cambiantes y particulares que resultan de poca utilidad las indicaciones generales que dichos códigos suelen contener. Pero lo que deberían decir en este caso más bien es que ?los códigos no lo resuelven todo".

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Michel Maffesoli na Universidade do Minho O sociólogo e professor da Sorbonne Michel Maffesoli profere sexta-feira, pelas 9h 30, na Universidade do Minho, uma conferência sobre o tema "Imaginaire et post-modernité". A iniciativa cabe ao Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) e tem lugar no anfiteatro B1 do Campus de Gualtar, em Braga. Investigador do Centre d'Études sur l'Actuel et le Quotidien, da Universidade de Paris V (Sorbonne), Michel Maffesoli é um nome ilustre da sociologia francesa contemporânea e um influente pensador da sociedade pós-moderna. Da sua vastíssima bibliografia (com vários livros publicados em portugês, nas Edições Piaget), destacam-se títulos como - Le rythme de la vie - Variations sur l'imaginaire pos-moderne (Table Ronde, 2004); - La part du diable - Précis de subversion postmoderne (Flammarion, 2002); - L'instant éternel - Le retour du tragique dans les sociétés postmodernes (Denoël, 2000); - Éloge de la raison sensible (Grasset, 1996); - La transfiguration du politique. La tribalisation du monde (Grasset, 1992); - La conquête du présent. Pour une sociologie de la vie quotidienne (PUF, 1979).

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JN: o director, o parecer do CR e o abaixo-assinado JN José Leite Pereira é o novo director do JN, na sequência da passagem à reforma do titular do cargo, Frederico Martins Mendes. A nomeação não foi, no entanto, linear: o Conselho de Redacção do diário, solicitado a dar parecer, nos termos legais, pronunciou-se desfavoravelmente. A Administração da Global Notícias insistiu no nome e o próprio entendeu assumir a função. Entretanto, um abaixo-assinado posto a correr na Redacção, que manifesta discordância pela falta de razões para o parecer negativo e pelo facto de o CR não ter consultado previamente a Redacção, recolheu cerca de sete dezenas de assinaturas, entre os 114 jornalistas do JN. Os interessados em conhecer este processo encontram no site do Clube de Jornalistas o texto do parecer do CR, o texto e a lista (incompleta) de subscritores do abaixo-assinado e um comentário sobre o assunto, da autoria do jornalista Ribeiro Cardoso. CORRECÇÃO: O número de jornalistas que integram o quadro redactorial do JN não é de 114, como se refere neste post, mas de 142, o que, no caso, é significativo. Aqui fica a correcção e o agradecimento a quem chamou a atenção para o erro. MP

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Congresso de Ciências da Comunicação em Outubro A Direcção da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (SOPCOM) acaba de decidir a convocação do seu terceiro congresso para 20 e 21 de Outubro deste ano, cabendo à Universidade de Aveiro o papel de anfitriã. Na presidência do congresso estará o Prof. José manuel paquete de Oliveira e na presidência da Comissão Organizadora o prof. Doutor Óscar Mealha.

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Respostas a Pacheco Pereira A versão 2.0 de Boas e péssimas coisas do jornalismo português em 2004, no Abrupto, inclui respostas de Fernando Lima (sobre a sua passagem pela Direcção do DN) e de Vasco Trigo (sobre os telejornais de A Dois) que vale a pena registar.

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A Internet daqui a dez anos O Pew Internet Project enviou, em Setembro passado, um questionário a uma extensa lista de peritos, analistas e académicos relacionados com a internet sobre o futuro deste novo meio e ambiente de comunicação, de que obteve 1286 respostas. O resultado do tratamento das respostas consta de um novo documento acabado de sair, intitulado "The Future of the Internet". Algumas das conclusões:

  • - "This survey finds there is a strong across-the-board consensus that the internet will become so important to users in the coming decade that the network itself will become an inviting target for attack".
  • - "The internet will be more deeply integrated in our physical environments and high-speed connections will proliferate ? with mixed results".
  • - "In the emerging era of the blog, experts believe the internet will bring yet more dramatic change to the news and publishing worlds. They predict the least amount of change to religion".
  • - "Experts are both in awe and in frustration about the state of the internet. They celebrate search technology, peer-to-peer networks, and blogs; they bemoan institutions that have been slow to change."

Ler, a propósito deste documento, na CNet News.com: The Net's future? It depends on whom you ask.

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Novidades em "A Capital" Luís Osório diz, na edição de hoje de A Capital (Mudanças), que este diário lisboeta conseguiu estancar a perda de leitores e que vai apostar, a partir de agora, num reforço da opinião e na produção diária de uma página que edite as principais noticias do dia para os mais pequenos. Sobre a opinião, além de Daniel Sampaio, que passará a escrever todos os dias, a lista de colunistas de A Capital incluirá José Luís Peixoto, Jacinto Lucas Pires, Gonçalo M. Tavares, Luís Filipe Borges, Tiago Rodrigues, Nuno Costa Santos, Paulo Narigão Reis, Miguel Romão, Alexandre Borges, Pedro Castro, Ana Kotowicz e João Nascimento. O jornal iniciou hoje um trabalho de fundo sobre a história dos partidos portugueses, que se prolongará até às eleições legislativas de 2o de Fevereiro. O arranque fez-se com o Bloco de Esquerda, seguindo-se, na próxima semana, o PCP.

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Sobre os "pontos de chegada" de Joaquim Furtado Joaquim Furtado escreveu hoje a sua última coluna como provedor do leitor no Público, depois de um ano na função. Desde 11 de Janeiro de 2004, com "Pontos de Partida", foi um trabalho interessante de seguir. Pela parte que me toca, segui-o com particular atenção, porque sabia que tinha a aprender muito com ele. A questão do abuso das fontes confidenciais é um dos "Pontos de chegada" com que encerra o trabalho de provedor, de tonalidades moderada mas claramente positivas. O provedor do Público deixa algumas reflexões sobre a função que constituem, no quadro português, uma achega interessante: por exemplo, a defesa de um "conceito funcional mais alargado" e, correlativamente, a ideia de uma função exercida a tempo inteiro. Partilho, também, desta percepção. Espero que, no debate de terça-feira próxima, na Universidade Lusófona, tenhamos oportunidade de conversar sobre estes (e outros pontos). Não me parece que um ano seja tempo bastante, como sugere Furtado. Como experiência profissional, sim. Mas não como tempo desejável de exercício da função. Além do mais, no caso dele foi uma surpresa. É uma partida que vejo com pena. Resta a consolação da promessa da Direcção do Público de que anunciará um novo provedor do leitor tão cedo quanto possível. Esperemos que seja mais rápido do que o tempo que mediou entre o fim do mandato de Joaquim Fidalgo e o início do de Joaquim Furtado.

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Jornalismo em debate na blogosfera Alguns posts recentes que reflectem sobre o jornalismo que se vai fazendo: - "Lamentável", no blogue Ecosferas, do jornalista Gonçalo Pereira (ainda neste blogue, sugere-se também a leitura de "Dos jornalistas e cientistas - Parte 1" e Parte 2) - "À procura da coloquialidade (no Brasil)", no Blogueouve-se (sobre o modo como se faz jornalismo radiofónico) e a resposta de João Alferes Gonçalves, no site do Clube de Jornalistas sob o título "À procura do rigor (em Portugal)". - Las tendencias del periodismo actual, no blogue Peridosmo Gobal, do chieleno Fernando Meza.

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A ler Na Online Journalism Review, este texto de Shefali Srinivas: Online Citizen Journalists Respond En Masse to South Asian Earthquake. "An army of online citizen journalists quickly provided the world with essential first-hand accounts, photos, sounds and video of the tragic South Asian earthquake and tsunamis". No Poyteronline, a coluna de Kelly McBride sobre ética: "Covering Trauma & Tragedy: What it Takes - A conversation with a founder of the Dart Center yields five tips for improving coverage".

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Televisão educativa Na lista dos dez programas mais vistos de 2004, todos têm um ponto em comum: estão, na totalidade, relacionados com futebol, sendo que nove são jogos, dos quais seis partidas do Euro. Os dados são do Mediamonitor e constam de informação da newsletter da Marktest.com.

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"Newspaper" versus "Viewspaper" Merece leitura, em The Guardian, o texto "Views v news to set agenda", em torno da decisão de The Independent de criar um "viewspaper". Complicado?

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Bloco de Esquerda quer Parlamento a eleger presidente da RTP Já está na web o Programa eleitoral do Bloco de Esquerda (post do Bloguítica). No capítulo dedicado à sociedade da informação e aos media, defende, nomeadamente:- a separação da propriedade da rede fixa de telefone, TV Cabo e Televisão Digital Terrestre; - o acesso universal à Internet de Banda Larga e que este passe a ser con­siderado parte integrante do Serviço Universal de Telecomunicações; - a generalização do uso do software livre, a começar pela administração pública. Sobre a RTP, o BE propõe que: - o presidente e o Conselho de Administração sejam eleitos por maioria qualificada de dois terços na Assembleia da República - que o financiamento seja feito através de dotação financeira a atribuir pela AR;- que haja "discussão pública do Programa Estratégico do Serviço Público de Televisão apresentado pelo(s) candidato(s) à Presidência do Conselho de Administração da RTP, com participação da Autoridade para a Comunicação Social e do Conselho de Opinião da RTP, assim como o controlo anual da sua execução por parte destes organismos, são a garantia de um debate profundo do papel que a televisão pública deve ter na sociedade portuguesa". Curiosamente, não encontrei, no programa, quaisquer enunciados sobre a nova entidade reguladora dos media. Há apenas referência a uma "Autoridade para a Comunicação Social", sem mais especificações.

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"Evoluções gráficas" ... também no Bloguítica se podem ver as "evoluções gráficas" do célebre outdoor, entretanto retirado,que tinha por título "Ninguém fez mais por Portugal" . Actualização: Miguel Gaspar comenta no DN o célebre outdoor que considera "um restyling do famoso ícone marxista-leninista, apesar das dissemelhanças capilares". E acrescenta: "Note-se como Sá Carneiro aparece, sorridente, num ângulo idêntico ao de Santana Lopes, enquanto Cavaco aparece de frente, inexpressivo. O grande soundbite televisivo foi de Luís Filipe Menezes «Cavaco não é dono da sua imagem». Assim se provando que o estatuto de homem público é definido por decreto visual".

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Encontro Nacional de Directores de Cursos de Comunicação Por iniciativa da SOPCOM (Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação), vai ter lugar, no próximo dia 22, em Lisboa, um encontro nacional de directores dos cursos de ensino superior (politécnico e universitário) do âmbito da comunicação. O motivo imediato é a análise e eventual tomada de posição sobre o documento que propõe a adapatação destes cursos aos princípios do processo de Bolonha. O documento foi elaborado por um grupo de docentes, maioritariamente da Escola Superior de Comunicação Social, de Lisboa, sob a coordenação de José Viegas Soares.

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Os blogues perante o maremoto "Os blogs deram um show de sensibilidade e rapidez na transmissão de informações sobre as vítimas e sobreviventes do maremoto na Ásia. Num cenário de destruição generalizada, ficaram nítidas as limitações da imprensa convencional diante da mobilidade dos repórteres-cidadãos". Carlos Castilho in Observatório da Imprensa. (...) (continuação AQUI)

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Os media e o esquecimento "(...) Os valores culturais estão reduzidos ao que os media entendem ser «actual» num dado contexto. Nesse sentido, pode dizer-se que o valor mais permanente do nosso tempo não é a actualidade, mas sim a sua consequência directa, o esquecimento. A sociedade governada pela actualidade torna-se uma sociedade sem memória. Aliás, sem essa incapacidade de recordar, a sociedade mediática do espectáculo nunca poderia funcionar. A memória tem que desaparecer, para que tudo possa parecer novo, mesmo que já seja velho." in DN (sem indicação de autor, na versão online)

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Os blogues no espaço público "Blogging brings new voices and information into the 'public square.' The boundary between producing information and consuming information is being obliterated, and it is not necessarily accurate to see them as separate and distinct realms. Also, bloggers can be raw material for traditional news media. Witness how mainstream reporters were quoting and using pictures from bloggers in the early days after the tsunami." Lee Rainie, director do Pew Internet & American Life Project, que publicou há dias um novo inquérito sobre blogues (via I Want Media)

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Ecos do Tsunami

O "Le Monde" publica um blog "animado" por uma equipa socorrista francesa a operar no Sri Lanka. Intitula-se Secouristes au Sri Lanka e define-se como um "Carnet de bord des équipes médicales du Comité de secours internationaux, après le tsunami en Asie du Sud-Est".
O "Le Monde" aborda tambám na edição de hoje a utilização de imagens de amadores da tragédia na Ásia justificada pela "faute de moyens sur place, télévisions et journaux ont d'abord utilisé les documents des touristes, témoins de la vague meurtrière".

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Leituras - No mais recente número da Columbia Journalism Review: Blog-Gate: Yes, CBS screwed up badly in 'Memogate' - but so did those who covered the affair . - De Danah Boyd, da Universidade da Califórnia (Berkeley): Broken Metaphors: Blogging as Liminal Practice.

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As notícias da catástrofe asiática O maremoto e a devastação subsequente no sudeste asiático ocuparam mais de metade da programação informativa regular das televisões nacionais, no período compreendido entre 26 de Dezembro de 2004 e 2 de Janeiro de 2005, de acordo com os dados da MediaMonitor, divulgados pela newsletter da Marktest.

O assunto motivou 988 notícias nos serviços informativos regulares dos quatro canais hertzianos, valor que representa 48.8% do total de peças emitidas nesse período. "Estas notícias tiveram uma duração total superior a 33 horas e 28 minutos, o que corresponde a 55.4% da duração noticiosa total", salienta a Marktest. O assunto tem continuado a merecer bastante tempo nos telediários, nesta semana. A este propósito, escreve Joaquim Fidalgo, no Público de hoje: "Neste momento, para o Sudeste asiático estão oferecidos também muitos milhões. As promessas passam diariamente na televisão. E quando a televisão se esquecer da Indonésia, da Índia, do Sri Lanka, como vai inexoravelmente suceder em breve?... Gostava de pedir que não se esqueçam de tudo tão depressa. Mostrem-nos o que se vai passando, para que não esqueçamos nós também. Afinal, nós comemos todos os dias... "

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"Televisómanos" "Também gostava que em 2005 desaparecesse a televisão, a pública e a privada, que desaparecesse mesmo o televisor. A sua insidiosa pressão sobre os nossos órgãos dos sentidos vai anestesiando o pensar, hipnotizando o sentido crítico, reptilizando o raciocínio. O televisómano torna-se um poltrão, no sentido literal de sentado na poltrona, olhando bovinamente aquele quadradito de imagens velozes. Como podemos depois ter cidadãos sadios?" Luís Fernandes, in Público, 5.1.2005

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O telemóvel e o canivete suiço swiss knife Um artigo no Wall Street Journal de hoje (acesso por assinatura) sustenta que à medida que as tecnologias se articulam, convergem e se fundem, os telemóveis apresentam "uma vantagem decisiva" sobre muitos outros aparelhos e tecnologias de comunicação, tonando-se, cada vez mais uma espécie de canivetes suiços. Argumentos: "People typically carry them wherever they go, unlike laptop computers, MP3players or digital cameras. As a result, cellphones have become products onwhich all sorts of industries want to attach their wares and services. Several factors are making such these attachments possible and attractive. For one thing, cellphone network coverage has improved, even in rural areas, to the extent that building cellphone headsets into ski jackets and motorcycle helmets has become attractive. The second factor is new technology such as a short-distance wireless system called Bluetooth, which enables cellphone users to don headphones that connect to their phones without cords. Third, better digital networks and improvements in the software inside cellphones have made the phones much more powerful and capable of handling an assortment of accessories. And finally, prices are coming down, turning the latest high-end features into mass-market offerings within months [SOURCE: Wall Street Journal, AUTHOR: Christopher Rhoads ]

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Mais um canal de TV no cabo De acordo com a Lusa, 13 de Janeiro é a data marcada para a estreia de um novo canal de TV no cabo português. The Biography Channel, produzido pela Multicanal e pela Arts & Entertainment, foi bem sucedido nos EUA, Canadá, Austrália e Reino Unido e é definido "como um canal de entretenimento para um público maioritariamente feminino, com idades entre os 18 e os 44 anos e pertencente às classes mais altas (A e B)". O primeiro documentário em português é sobre Siza Vieira.

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56 jornalistas morreram a trabalhar em 2004 2004 foi, segundo o Comité para a Protecção dos Jornalistas, o ano mais dramático para os jornalistas na última década. Esta organização informava ontem que, no ano que terminou, morreram 56 jornalistas durante o exercício da actividade. Deste total, 36 foram mesmo assassinados (23 deles no Iraque). Segundo a Directora Executiva do CPJ, o mais vergonhoso é a impunidade em que permanecem os assassinos: "But the fact that so many were murdered with impunity is shameful and debilitating. Governments have an obligation to pursue and prosecute those responsible. By failing to do so, they let criminals set the limits on the news that citizens see and read."

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Pôncio Monteiro: revista de imprensa Afinal Pôncio Monteiro vai ser afastado das listas do PSD/Porto, como referem hoje, em manchete, o DN, o JN e o Expresso online, ou tudo não passou de "uma pequena tempestade sem consequências", como diz o Público, citando "um dirigente social-democrata ligado ao processo de elaboração das listas"? Entretanto: oiço esta manhã numa estação de rádio de serviço público uma notícia do tipo: "o dirigente portista Pôncio Monteiro deverá ser retirado da lista de candidatos a deputado pelo PSD no círculo do Porto. A investigação do caso pelo jornalista X". Ouve-se o tal jornalista que não diz absolutamente nada de novo relativamente ao que dizem esta manhã o DN e o JN. Nem uma declaração recolhida pela estação. Pergunta-se: investigação? Talvez, antes, revista de imprensa (incompleta, de resto).

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Acaba de sair: "Notícias e Silêncios" NotSil "Notícias e Silêncios - A cobertura da Sida no Diário de Notícias e no Correio da Manhã", de Cristina Ponte, é o novo título da colecção de Comunicação da Porto Editora, que acaba de sair. "Este livro mostra-nos, de forma sistematizada, não só o que tem sido produzido - em Portugal e no estrangeiro - sobre a Sida como tópico de comunicação, mas também nos dá, através da pesquisa realizada, uma ideia de como as mensagens sobre a Sida têm passado para a opinião pública, com base numa análise às notícias publicadas nos jornais Diário de Notícias e Correio da Manhã entre os anos de 1981 e 2000".

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