Weblogue colectivo do projecto Mediascópio - CECS / Universidade do Minho | RSS: ATOM 0.3 |



"O experimentalismo na produção de documentos animados" Hoje, amanhã e domingo decorre na Casa das Artes, no Porto, um Simpósio sobre Arte e Animação, promovido pela Casa da Animação, com a participação de diversos especialistas nacionais e estrangeiros. Amanhã, sábado, terá lugar uma conferência de Clare Kitson, do britânico Channel 4, e outra de Peter Dougherty, director criativo da MTV Europe, a que se seguirá um debate sobre o tema "Debate ‘Inovar para seduzir". Neste debate, além dos representantes dos dois canais, intervêm ainda Abi Feijó, José Bragança de Miranda e Helena Santos.

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Anti-código deontológico dos jornalistas Já tem algum tempo, mas não conhecia: é um "código deontológico" feito do ponto de vista do empresário dos media que actua apenas por critérios mercantis. A autoria é de Philippe Boure, doutor em Direito dos Media e das TIC e docente no Instituto Universitário de Nice (França). Exemplificação através de dois dos dez artigos do "código": Article 2 : Le droit de savoir trouve ses limites dans le devoir d’informer utilement, en fonction des intérêts propres à son média. Article 10 : La critique du métier, du monde de la communication ou de ses confrères est à bannir en ce qu’elle porte atteinte à la liberté d’entreprendre des multinationales, à la liberté d’expression, ainsi qu’à l’image des médias.

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A produção científica portuguesa no âmbito das Ciências da Comunicação A recente realização na Covilhã dos congressos de Ciências da Comunicação nacional, ibérico e lusófono e a próxima realização, na Universidade do Minho, do V Congresso Português de Sociologia são excelente motivo para uma pequena nota, num momento em que se encontra em debate público o "Novo Modelo de Financiamento à Ciência", em Portugal. No que diz respeito às Ciências da Comunicação, António Granado já por diversas vezes anotou a insignificante produção científica portuguesa em revistas internacionais academicamente credenciadas (em que os artigos são objecto de avaliação independente). Ainda na semana passada, ele criticava o presidente dos Congressos da Covilhã, o Prof. António Fidalgo, pelo teor do seu discurso de abertura, em que abordou o assunto. Julgo que o António Granado tem razão, no sentido de que temos de fazer um acrescido esforço de internacionalização da produção científica portuguesa nesta área. Embora não possamos esquecer que essa avaliação e validação começa a ser feita, nomeadamente através da análise e veredicto sobre os centros de investigação por parte de júris internacionais, como o que ocorreu recentemente nas Ciências da Comunicação. Mas julgo também que chamar a atenção para esse objectivo não pode fazer esquecer os condicionalismos que afectam, de um modo geral, o campo das Ciências Sociais em Portugal. Entre esses condicionalismos, recordo dois: o carácter recente destes estudos na Universidade Portuguesa e, estreitamente relacionado com ele, a verdadeira amputação deste campo na Universidade, ao longo do Salazarismo. Acresce um facto não despiciendo: a tradição francófona de muitos investigadores que, no regime anterior, fizeram a sua formação no estrangeiro. Tudo isto faz com que não seja legítimo comparar campos consolidados, com uma longa trajectória de intercâmbios internacionais, designadamente no universo anglosaxónico, e campos que estão ainda a criar massa crítica, a lançar os seus programas de mestrado e doutoramento e a solidificar os seus centros de investigação. Ora é precisamente este tipo de condicionalismos que o documento do Ministério da Ciência e Ensino Superior, que tem estado em discussão, escamoteia completamente. Ao medir tudo pela bitola dos sectores científicos consolidados - nomeadamente quanto ao peso dos parâmetros de publicação em revistas internacionais - corre o risco de deixar na valeta as Ciências Sociais, numa fase em que se tornaria necessário apoiá-las precisamente para que possam internacionalizar-se mais. Nesse aspecto concordo com parte dos alertas lançados hoje por Manuel Villaverde Cabral no DN. Não me parece, ao contrário do que defende este investigador, que não se possa conhecer a nossa sociedade se uma parte da produção científica for feita num idioma que não o português. De resto, tal produção abre terreno a projectos internacionais e a estudos comparados que são essenciais para o estudo da nossa sociedade. Mas há especificidades que deveriam ser acauteladas e não são.

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Evidências e dissonância cognitiva No site Open Democracy, Todd Gitlin pergunta-se, no texto "The faith-based superpower", como é que a América pode ser uma superpotência assente na ignorância do seu povo acerca do que se passa no mundo, no Iraque, em particular. Como diria alguém, não será propriamente fé, mas "fezada"). Um excerto:

"(...)The news from home is that a March poll conducted by the University of Maryland's reliable Program in International Policy Attitudes discloses that 57% of Americans think that Saddam Hussein, while in power, gave substantial support to al-Qaida. Forty-five percent think that ?clear evidence? found in Iraq buttresses this position. The same percentage, 45 %, believe that Saddam possessed weapons of mass destruction before the war. This is, of course, fantasy. There is no such ?clear evidence.? Close to half of America is living in fantasy. This happens to be the near half that is represented by George W. Bush and his government. What shall we make of a faith-based superpower? (...) In other words, the principle of cognitive dissonance is hard at work. The true believers, faced with pesky evidence that counters their faith, wish it away ? the evidence, that is. If they notice irritating counterevidence in the newspaper, they skim. If they hear the words on TV, they forget them. If anything, as the psychologists Leon Festinger, Henry Riecken and Stanley Schachter wrote in their classic study, When Prophecy Fails, the less their predictions pan out, the more some of them will redouble their energies, harden their faith, recommit themselves to proselytize.(...)".

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"Ciência Hoje" - Jorge Massada lança jornal on-line Jorge Massada, que foi, nos últimos 16 anos, jornalista do Expresso na Redacção do Porto, está a preparar o lançamento de um jornal on-line sobre matérias de ciência e tecnologia, intitulado "Ciência Hoje". O jornal, pioneiro no género em Portugal, está já registado no Instituto da Ciomunicação Social e na FCCN, aguardando apenas o registo da marca no Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Como suporte conta apoiar-se em patrocinadores e em verbas do programa POSI. "Trata-se de um jornal aberto a toda a comunidade científica. Apesar de estar em construção já é possível colocar peças no Ciência Hoje", nota o director deste projecto editorial, que está a apelar à participação da comunidade científica. Jorge Massada editou na Campo das Letras a obra "Vale a Pena ser Cientista?", com entrevistas a nomes relevantes do panorama científico português.

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7,2 milhões de portugueses utilizam a Internet? Vem hoje no "Diário de Notícias": "Numa altura em que 7,2 milhões de portugueses utilizam a Internet e vários meios de acesso à informação se impõem para além do computador que quase toda a gente tem em casa, as estratégias de marketing escrevem-se, cada vez mais, segundo novas regras." Seria, porventura, excelente que o número de 7,2 milhões fosse verdadeiro. Mas deve ser a tal história, que outros jornais já difundiram, da confusão entre número de assinantes de serviços de acesso à Internet e número de utilizadores.

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Encontro de jornalistas com D. McQuail na U. Minho Não será a tradicional conferência de Imprensa, mas a oportunidade para os jornalistas debaterem sobre a responsabilidade dos media com Denis McQuail, um dos nomes de referência dos estudos meditáticos no panorama internacional. Será na próxima semana, na Universidade do Minho, em Braga. McQuail estará toda a semana na UM, como titular da Cátedra Lloyd Braga, pela primeira vez atribuída à área das Ciências Sociais e Humanas, ocorrendo o momento mais significativo na quarta-feira, dia 5 de Maio, às 14.30, dia em que aquele especialista dará uma Aula Aberta - com entrada livre - sobre "Publication in a Free Society: The Problem of Accountability". Logo na segunda-feira, dia 3, no dia seguinte e ainda no dia 6, sempre de manhã, McQuail intervirá num Curso Avançado de Investigação, no qual serão apresentados e debatidos os mais relevantes projectos em curso no quadro do CECS - Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, da UM. Os temas a abordar pelo visitante serão os seguintes: * The state of the art and the future: new research trends and opportunities * The construction of research objects and the interwinded levels of analysis * The nature of change: technological developments and the transformation of research practices and theories. O Encontro/Debate com Jornalistas realiza-se na sexta-feira, dia 7, às 10 horas, no Complexo Pedagógico II do Campus de Gualtar. Vários jornalistas confirmaram já a sua presença nesta sessão. Outros poderão contactar através de correio-electrónico ou do telef. 253 604214 / 4280), manifestando interesse em participar.

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Quando as redacções "deixam andar" Joaquim Fidalgo escreve, na sua coluna semanal no "Público", sobre os repetidos casos de jornalistas que falsificam, inventam e plagiam trabalhos: "(...) Fica-se com a ideia desconfortável de que estes casos anómalos andam a surgir com demasiada frequência. Mais: nas últimas situações, a descoberta das fraudes acarretou demissões em cadeia ao mais alto nível e reflexões críticas sobre a vida interna dos jornais, pois se concluiu que, independentemente da enorme habilidade e desfaçatez dos "artistas", as redacções onde trabalhavam de algum modo lhes facilitaram a vida: falta de mecanismos de controlo, ambiente de medo (que levava os colegas a calarem-se), estímulo aos jornalistas capazes de trazerem uma história "quente" e com título forte para a primeira página (mesmo quando essa história parecia demasiado boa para ser verdade...), vontade de bater as concorrências a todo o custo, fazendo mais depressa - e não melhor.(...)" Ainda sobre este caso, Katheleen Norton escreve ("Reporters' deceit shames all honorable journalists") no Poughkeepsie Journal: "These cases are nauseating to those who break their necks each day to live up to high standards of journalism".

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Novo modo de fazer reportagem num diário O jornal El Mundo já havia feito isso na tomada de posse do novo governo espanhol e voltou a fazê-lo hoje, na cobertura da ida de Rodrigues Zapatero ao Parlamento para justificar e debater a retirada das tropas espanholas do Iraque: os repórteres no local vão dando, com intervalos de alguns minutos, notas do teor das intervenções, as quais surgem no site do jornal sob a forma de weblog em directo (a ordem cronológica inversa é refeita, no final da "emissão", e colocada na sua forma normal). Lateralmente, vai aparecendo uma outra coluna de apontamentos, com anotações sobre o ambiente, os dados de contextualização, as reacções, os fait-divers. Uma ou outra foto ilustram a página.

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O blog de Rebecca Blood chega à maturidade Se "cinco anos na vida da Internet são uma eternidade", na vida dos blogs representam quase a idade de Matusalém: Rebecca's Pocket atingiu hoje essa bonita cifra. Vale a pena ver os seus primeiros posts. "Nunca sonhei que me abrisse as portas que de facto abriu", refere a autora. Especialmente depois de publicar, em 2000, Weblogs: A History and Perspective, entretanto traduzido para português.

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"Em Linha" Em Linha - "A Comunicação vista pela perspectiva de duas RP [Relações Públicas], cada uma numa margem diferente do Oceano Atlântico. De Portugal e do Brasil chegam notícias!". Um blog criado com o estímulo da Elisabete por uma ex-aluna de Comunisação Social da UM e uma finalista-estagiária do mesmo Curso.

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Vivência real nas redacções: "um tema tabu" Helder Bastos, no Travessias (e também no JornalismoPortoNet), comenta o caso dos bloggers do "Diário de um Jornalista": "Este caso indicia (...) um certo mal-estar instalado nalgumas redacções e que só ganha expressão ocasionalmente, em artigos esporádicos num ou noutro jornal, em conversas informais de bar ou corredor, em almoços de colegas de trabalho, nos bastidores dos poucos congressos jornalísticos levados a cabo no país, ou em espaços de publicação autónomos, passíveis de anonimato, como são os blogues. De resto, a vivência real das redacções dos diferentes media portugueses continua a ser tema tabu. Um não-tema. Mas se a moda dos diários de jornalistas pega... "

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A visão de um editor de "O Primeiro de Janeiro" No blog "A [Minha] Jornada", o editor de "O Primeiro de Janeiro" Filinto Melo comenta os despedimentos de colaboradores da empresa em que o jornal se integra, adiantando alguns elementos interessantes: - Os bloggers despedidos são (ou eram) "tarefeiros do Departamento Comercial ou de Edições Especiais de "O Primeiro de Janeiro"; - Os ditos "mentem" quando referem nos seus textos e na declaração ao "Público" que estão a trabalhar na Redacção de "O Primeiro de Janeiro"; - "Um desses jornalistas com aspas ou eventualmente um comercial/angariador de publicidade tem um processo por usurpação de funções de jornalista, processo que foi instaurado por juiz a quem ele queria ludibriar para uma entrevista comercial" (Filinto Melo acrescenta: "a propósito esse juiz trabalha n'"O Primeiro de Janeiro" a sério") - "Nos dois períodos de colaboração com "O Primeiro de Janeiro" os jornalistas com aspas da parte comercial do jornal (...) nunca mantiveram qualquer relação com a redacção de "O Primeiro de Janeiro"" - As pessoas em questão "não exercem funções muito diferentes das que exercem, por exemplo, os jornalistas com aspas da Suplementária (espero que lá por ser outsourcing não achem que as pessoas têm menos direitos) ou dos gabinetes comerciais de TODOS os jornais". Que os jornalistas do PJ se sintam incomodados com esta situação não pode causar espanto. A questão, porém, mantém-se de pé e não cabe à Redacção esclarecê-la: foram ou não os colaboradores do Departamento Comercial contratados com base no facto de terem carteira profissional de jornalistas? E esse dado foi - tem sido - ou não utilizado nas relações entre o referido Departamento e as pessoas e instituições que têm aceitado ser entrevistadas ou objecto de reportagem?

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'O Primeiro de Janeiro' nega ter despedido três jornalistas Alfredo Mendes, do Diário de Notícias, ouviu a directora de «O Primeiro de Janeiro», Nassalete Miranda, a propósito dos três bloggers do "Diário de um Jornalista" que afirmam ter sido despedidos do jornal. A directora "negou peremptoriamente" os despedimentos e pôs em causa a idoneidade dos visados ao duvidar de que sejam de facto jornalistas, como afirmam, uma vez que não teriam carteira profissional. "Trata-se, esclareceu a directora do diário sediado no Porto, de pessoas «que trabalhavam no departamento comercial, vendedores ou angaria-dores de publicidade. Não despedi ninguém, jornalistas ou colaboradores da redacção», insistiu Nassalete Miranda". «Não há jornalistas comerciais. Nada de confusões» - observou a directora. Ora bem: de tudo o que se sabe até agora, a única coisa que é indesmentível é o que afirma Nassalete Miranda: "Não há jornalistas comerciais". Também parece certo que os despedidos, que afirmam ser detentores de carteira profissional de jornalista, trabalhavam - como jornalistas, afirmaram eles, reiteradamente, no seu blog - em "O Primeiro de Janeiro". Logo, o busílis da questão parece residir aqui: havia (continua a haver?) detentores da carteira profissional de jornalista que foram contratados para o departamento comercial para fazer entrevistas e publi-reportagens. Assumiam-se como "jornalistas". Resta saber se eram contratados por serem titulares da carteira e se esse estatuto de jornalista era utilizado pelos responsáveis do diário na realização dos trabalhos quotidianos. Para efeitos legais, a empresa apenas assume que tinha colaboradores comerciais. Daí o título da peça do "Diário de Notícias" de hoje: "'O Primeiro de Janeiro' nega ter despedido três jornalistas". Claro!

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Concentração dos media e jornalismo participativo Disrupting the News Industry: Media Concentration and Participatory Journalism é o tema de um debate a realizar sexta-feira na Universidade da Califórinia, em Berkeley, promovido pela sua escola de Jornalismo e pelo Western Knight Center for Specialized Journalism, a partir das 10.30 (hora local) . A iniciativa é difundida em tempo real na web (exige-se acesso via cabo ou ADSL e QuickTime) e nela tomam parte: - Neil Chase, managing editor of CBS MarketWatch - Vin Crosbie of Digital Deliverance LLC media consulting firm - Dan Gillmor, columnist for the San Jose Mercury News and author of the forthcoming book "Making the News" - Ken Sands, managing editor of online and new media at The Spokane Spokesman-Review - Bob Magnuson, lecturer at the UC Berkeley Graduate School of Journalism and former CEO of InfoWorld (moderador) (Lido em PJNet)

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"Uma imagem ausente" António Marujo, no Público: "Durante todo o discurso do Presidente da República, não se viu nunca - nunca - quem aplaudia. As imagens mostravam-nos sucessivamente Jorge Sampaio, a bancada do Governo, os convidados dos países lusófonos, os militares que fizeram a Revolução, até a esposa do Presidente. Nunca, mas nunca, quem aplaudia o quê, ao sabor do discurso de Sampaio. De tal maneira que, a meio, decidi desligar o som televisivo e ligar o rádio, sem grande sorte. A manipulação (má realização? ingenuidade? opção ideológica? falta de câmaras suficientes?) também se faz escondendo informação."

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Novo título O livro que Dan Gillmor tem vindo a escrever sobre os novos media (e no qual têm participado leitores do seu blog) vai chamar-se We the Media. A explicação é simples: It's going to be "We the Media" -- which my publisher thinks is more catchy and likely to get browsers in bookstores to glance again. I can't disagree. A versão draft dos vários capítulos pode ser encontrada aqui.

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"Público" faz do caso "Primeiro de Janeiro" matéria jornalística "Conflito entre o dever de lealdade e a liberdade de expressão - Blogue Provocou Despedimento de Jornalistas" é o título do trabalho que Pedro Fonseca publica hoje no suplemento Computadores, do Público. O texto faz o historial do que se passou - e que tinha, até agora, estado circunscrito à blogosfera - tendo como ponto de interesse o facto de os protagonistas do weblog Diário de um Jornalista avançarem com explicações mais desenvolvidas do que aquelas que eram até agora conhecidas. Ninguém do jornal em questão quis prestar declarações ao Público. E o que diz a tudo isto o Sindicato de Jornalistas? Pedro Fonseca recolheu a opinião quer do presidente do Conselho Deontológico quer a do assessor jurídico do SJ. "Se não mentiram no blogue", refere Óscar Mascarenhas, os jornalistas "não praticaram um acto de deslealdade nem de encobrimento". Por outro lado, "não existindo falsidades nos textos", o assessor jurídico "salienta que os despedimentos dos jornalistas na semana passada poderão ser derimidos em tribunal." Gostaria de anotar que não é frequente um órgão de comunicação fazer este tipo de tratamento jornalístico de congéneres seus.

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Algumas tendências dos media em Espanha O weblog Periodismo 21 resume deste modo um texto pormenorizado em que apresenta os principais dados da última leva do Estudio General de Medios em Espanha: "- Los diarios gratuitos se han convertido en la auténtica prensa popular y son el único medio que crea lectores de información general. - Internet es el medio de mayor crecimiento. Los consumidores de información en internet son mayoritariamente los mismos que ya lo hacían por otros medios. Aumenta su consumo de información, pero no el número de personas interesadas en las noticias. - La prensa de pago se consolida como producto de elite y selectivo. Crecen más los diarios con más marca y poder de referencia. - La radio continúa gozando de una alta credibilidad informativa y es el medio preferido para las noticias de urgencia. La Ser se afianza como referente informativo fundamental. - Aumentan los oyentes de radio musical, tanto en radiofórmula como en radio digital, que en breve será medida por el EGM. Es el medio más complementario con internet por perfil de consumidor y capacidad de consumirse al mismo tiempo. - Las revistas se recuperan en consonancia con la mejora de la situación económica. Pese a la saturación de cotilleo, la prensa del corazón vuelve a subir. Siguen ganando más audiencia los mensuales, encabezados por la divulgación científica y la decoración. Los semanarios informativos siguen en su agonía, ahora peligrosamente amenazados por los confidenciales, con quienes comparten modos y firmas en demasiadas ocasiones. - Comoditización de la información: desciende el valor de la información para los ciudadanos, que se conforman con la información gratuita, normalmente menos elaborada y extensa. - Superusuarios: algo menos de un tercio de los ciudadanos son consumidores compulsivos y exigentes de información. Demandan calidad. El resto del público sólo acude a los medios informativos cuando hay acontecimientos de excepcional importancia".

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Tentativa de censura sobre o blog "Diário de Um jornalista" "Foi sugerido - foi mais uma ordem do que uma sugestão - a dois jornalistas deste blogue que, pura e simplesmente, apagassem todos os posts. Ou seja, regressar ao ponto zero, ao ponto em que o blog não existia" - conta hoje um dos autores do Diário de Um Jornalista. Entretanto, o número daqueles que foram objecto de despedimento por causa das situações que denunciaram passou de dois para três. O facto, porém, não fará morrer o blog. Num post de sexta-feira, dedicado ao futuro, e escrito ainda antes do terceiro despedimento, sublinha-se que "Diário de um Jornalista" prosseguirá: "Gostando-se ou não das coisas que temos escrito, parece-me evidente que, pelo menos, já conseguimos que se falasse daquilo que se passa no "O Primeiro de Janeiro". Quem pensou que encerrava a questão despedindo dois meus colegas, enganou-se. Só nos veio dar mais força. Quem pensou que poderia, para sempre, continuar a viver, intocável, no seu feudo de tirania, estava errado. Quando as condutas são erradas, não existem intocáveis. Quem pensou que tudo se resolvia na base da arbitrariedade, estava errado."

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Revisão constitucional extinguiu Alta Autoridade Não foi registado aqui um facto digno de menção: ao aprovar a revisão constitucional, na passada sexta-feira, o Parlamento português assinou a extinção da Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS), a qual será substituída por uma nova entidade reguladora. A AACS mantém-se, porém, em actividade até à entrada em funcionamento da instituição que a substituirá. «Enquanto não forem aprovados e operacionalizados os instrumentos legais que materializam o novo órgão regulador, a Alta Autoridade para a Comunicação Social mantém plenamente as suas atribuições e competências, quer perante os órgãos de comunicação social quer perante os cidadãos», destaca um comunicado emitido pela (ainda) entidade reguladora, hoje citado pelo Diário Económico. O DE recorda também que "o novo órgão será objecto de uma lei paraconstitucional, que carece de uma aprovação por dois terços dos parlamentares, o que implica um acordo entre o Governo e o principal partido da oposição, o PS."

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Congressos da Covilhã: duas ou três notas Nos últimos dias, realizaram-se três congressos de Ciências da Comunicação - o lusófono, o ibérico e o nacional - localmente organizados pela Universidade da Beira Interior. Cerca de oitocentos participantes passaram, em momentos distintos, pela ensolarada cidade, situada na encosta da Serra da Estrela. É difícil dar uma ideia de um conjunto de iniciativas que envolvem dezenas de conferências e centenas de comunicações, de valor muito desigual. De resto, este tipo de congressos é sobretudo ocasião para interconhecimento, descoberta de pontos de interesse comum, surgimento de novos projectos. Um esboço de algo que poderá vir a ter repercussões interessantes no espaço ibero-americano poderia ser a articulação entre o portal Infoamerica e a BOCC - Biblioteca Online de Ciências da Comunicação (ver, a este prop?sito, a peça que ontem trazia o Público). Pela parte que me toca mais directamente, e tendo estado a coordenar, com Pilar Diezhandino, a mesa de jornalismo, do encontro ibérico, um aspecto que me chamou a atenção foi a reduzida expressão do ciberjornalismo ou webjornalismo - as comunicações apresentadas, directa ou indirectamente relacionadas com o assunto foram propostas na mesa de Novas Tecnologias. Interessante, não é? Em contrapartida, nos congressos vários, terá havido três papers sobre weblogs. Dois deles sobre a relação com o jornalismo, apresentados na mesa que coordenei. Também significativo, não é? Uma última nota para assinalar o facto, ainda invulgar em Portugal, nesta comunidade académica nascente, de ter sido entregue aos participantes, no primeiro dia, o CD-ROM com os textos das comunicações.

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A madrugada que eu esperava "Esta é a madrugada que eu esperava 0 dia inicial inteiro e limpo Onde emergimos da noite e do silêncio E livres habitamos a substância do tempo." (uma falha na ligação à Internet impediu-me ontem à noite de colocar este fragmento de um poema de Sophia de Melo Breyner. Aqui fica, como evocação dos 30 anos da revolução de Abril)

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Perguntas incómodas ao jornalismo desportivo Armando Rafael lança, hoje, num texto no Diário de Notícias, intitulado "O pudor do jornalismo desportivo", um conjunto de questões que tocam numa questão fulcral do panorama jornalístico português: que jornalismo desportivo temos? Com três diários desportivos e páginas e páginas de informação desportiva nos jornais de informação geral, imensos programas radiofónicos e televisivos sobre desporto, como explicar que factos como os que conduziram esta semana à detenção de uma série de pessoas do mundo do futebol (e da política) não tenham sido objecto de investigação jornalística? Armando Rafael começa por perguntar, no seu texto: "Haverá jornalismo desportivo de investigação em Portugal? Será que os jornalistas especializados em temas desportivos contam tudo o que sabem ou investigam tudo aquilo de que suspeitam?". A resposta: "Os últimos dias forneceram-nos fortíssimos indícios sobre o que há muito já se suspeitava: a imprensa desportiva nacional só acorda para as promiscuidades em torno do mundo do futebol quando a realidade se impõe e os factos são por demais evidentes".

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"Micro Persuasion" - novo blog Steve Rubel criou um weblog para reflectir sobre vomo estão os weblogs e o jornalismo participativo a transformar a prática das Relações Públicas. O autor é um especialista de Relações Públicas. (lido no E-Media Tidbits).

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Doze tendências no desenvolvimento da Internet Internet Trends é o título de um documento da autoria de Mary Meeker, Brian Pitz e Brian Fitzgerald, que procura evidenciar as doze tendências-chave que estão a conduzir as mudanças em diversas vertentes da Internet. Logo a abrir: "• We continue to believe that the Internet is still in the early stages of becoming a central communications, information, commerce, and entertainment medium. • We estimate there are 750+ million Internet users worldwide using the Internet an estimated average of 30-45 minutes per day. We expect the number of Internet users to grow at 15%+ annually for the next several years, with stronger growth in non-US markets. • And we believe that usage growth (in part because of ongoing broadband adoption) should continue to be higher, thus, demonstrating compelling underlying growth trends."

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Divulgado relatório da investigação ao escândalo do USA Today O jornal USA TOday acaba de tornar público o relatório de quase 30 páginas, resultado da investigação levada a cabo nas últimas semanas sobre as "façanhas" do jornalista-vedeta Jack Kelly. O relatório revela "an extraordinary public indictment of the newspaper's slowness to investigate, document and stop Kelley's transgressions". Eis as três primeiras das conclusões que figuram numa longa lista: "1) Jack Kelley's dishonest reporting dates back at least as far as 1991. There were more than enough serious cumulative concerns, challenges and doubts expressed about Kelley's work, to have triggered an intensive internal investigation of him years before the anonymous letter arrived. 2) The complaints about Kelley came from members of the newspaper's staff and from external sources, a number of them officials representing government and non-governmental institutions. 3) A virus of "fear"—defined somewhat differently by different staff critics—clearly infected some staffers in the News section and inhibited them from pushing complaints about Kelley. Some staff members said they were scolded or insulted when they expressed concerns about Kelley to editors. We did not find that "a culture of fear" blankets the entire newspaper or most of its departments. It is alive and sick in the News section."

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Variações em torno de Valentim Loureiro Nestes dias, em que o major Valentim Loureiro tem estado no topo das atenções mediáticas, já ouvi e li nos media três versões distintas da sua situação: - há os que acham que ele "está detido" nas instalações da Polícia Judiciária (PJ); - há os que entendem que ele "passa a noite" nessas instalações; - e há, finalmente os que consideram que ele "se encontra nos calabouços" da PJ.

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De internautas a "intervenautas" A France 5 pretende direccionar o seu site especialmente à faixa dos 15-25 anos, procurando que os internautas se convertam em telespectadores do canal. Recorrendo a um título do jornal Le Monde, o objectivo é tornar os internautas "intervenautas". O ponto de partida é um site e o ponto de chegada uma emissão mensal dedicada às novas tecnologias, cujos assuntos são definidos pelos internautas.

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Conhecer os ciberjornalistas latino-americanos Através do excelente Intermezzo, aqui fica o resumo de um estudo que procura caracterizar os ciberjornalistas da América Latina: "Eles têm entre 20 e 30 anos, ganham menos que seus colegas de impresso e são vistos como profissionais de menor nível. Trabalham mais com edição e redação e pouco com reportagem. Esse é o perfil dos ciberjornalistas latino-americanos segundo pesquisa desenvolvida por Julio César Guzmán e Guillermo Franco. Outros dados do levantamento: # 68% dos sites de jornais são tocados por 8 ou menos jornalistas; # Apenas 10% dos sites jornalísticos têm profissionais que atualizam conteúdos 24 horas por dia; # 49% dos ciberjornalistas ganham menos que seus colegas de impresso; # 53% dos jornalistas não têm formação específica para trabalhar com jornalismo digital; # 70% dos responsáveis pelos jornais online acreditam que a sua maior necessidade é a de formar os jornalistas para criar produtos multimídia; # 91% dos jornalistas entrevistados dizem que editam material das agências noticiosas; # 43% dos sites disseram que usam áudio e vídeo em suas reportagens".

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Despedidos por escreverem num blog Lê-se no blog "Diário de um Jornalista": "Hoje, dois jornalistas que escrevem neste blog foram DESPEDIDOS por causa do conteúdo do mesmo. Afinal, a liberdade de expressão continua, muitas vezes, e por parte de pessoas profundamente mal formadas, a ser letra morta. Sempre, ao longo da polémica que este blog foi gerando, defendi que ao centrar-se a discussão nas eventuais diferenças entre jornalismo e “jornalismo”, se estaria a deixar passar o essencial da questão".

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Novo contrato colectivo dos jornalistas da Imprensa Não-Diária O Sindicato dos Jornalistas (SJ) e a AIND-Associação Portuguesa de Imprensa assinaram e depositaram para publicação o novo texto do Contrato Colectivo de Trabalho (CCT) para o sector, que se aplica a duas centenas de empresas editoras de jornais e de publicações on-line . A notícia foi dada hoje pela newsletter do SJ. Alguns aspectos do novo instrumento contratual (que, no tocante a tabelas salariais produz efeitos a partir do dia 1 de Outubro de 2003): - “Os jornalistas não podem ser obrigados a trabalhar para órgão de informação diferente daquele a cujo quadro pertençam, mesmo quando a respectiva entidade patronal seja proprietária de outro ou outros órgãos ou participe no capital de empresas detentoras de outros órgãos de comunicação” - "O novo instrumento consagra, por outro lado, novas regras no domínio da formação profissional contínua dos jornalistas, impondo às empresas a organização de acções de formação e a concessão de facilidades para a participação de acções relacionadas com o exercício do jornalismo, sem perda de vencimento enquanto as mesmas durarem".

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Congressos Nos próximos dias, a actualização do blog será mais espaçada. Motivo: a participação nos congressos de Ciências da Comunicação, na Universidade da beira Interior.

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Demite-se directora do USA Today A directora de Redacção do USA Today apresentou a sua demissão, na sequência do escândalo do jornalista-vedeta do jornal Jack Kelly.

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Manobra para salvar Berlusconi É o que afirma o site EUobserver.com: os populares europeus, com todo o empenho dos deputados da Forza Italia, propuseram um tal número de emendas a um documento cuja votação estava prevista para hoje e que condenava o controlo de Berlusconi dos media privados e públicos italianos, que a votação provavelmente não se efectuará. E como está prestes a terminar a sessão parlamentar... Ler a história Berlusconi?s media empire under fire.

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Internet pessoal: uma proposta da Corunha (que alguns dizem revolucionária) Da cidade galega da Corunha não vem apenas o Deportivo: vem igualmente, a partir de ontem, uma proposta com facetas várias, que permitem a indivíduos e grupos criar o seu espaço na internet, autonomamente gerido, incluindo o e-mail, weblog, fotolog, agenda, espaço de textos, chat, notícias, etc. E gratuito. Trata-se da Intper - Mi Internet Personal. Relativamente ao mail, há algumas particularidades que o limitam, mas que têm também o seu lado interessante: "Es un servicio pensado para que los usuarios de Intper se olviden del spam y de los virus, ya que elimina la opción de adjuntar archivos y la opción de recibir correos de otras cuentas de correo que no pertenezcan a Intper. Sabemos que tal vez se entienda como una medida poco "popular" pero comprendemos que en la Red, prácticamente, todos los internautas disponen ya de otras cuentas de mail gratuitas que permiten esas acciones. Además, Intper permite almacenar y compartir fotografías e imágenes por lo que el envío por mail de estas entre usuarios no es necesario. (...)A su vez, permite enviar cualquier correo a cuentas de correo exteriores. (Ej. Hotmail, Yahoo, Google, etc.)".

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Fontes de informação em tempo de guerra Sugestão de leitura: "Las Fuentes de Información en Tiempos de Guerra", de Alfredo Cazorla, Leonardo Cermele, Mauricio D' Alessandro, Jimena Lachalde y Miguel Mendoza Padilla. Abre com uma epígrafe tirada de "Sobre a Guerra", de Karl Von Clausewitz, que diz: "Las informaciones que se obtienen durante la guerra son en gran parte contradictorias, en la mayor parte falsas, y casi todas inciertas".

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Comunicação e Cidadania Realiza-se sexta-feira, na Universidade da Beira Interior, na Covilhã, o lançamento do livro de João Carlos Correia "Comunicação e Cidadania: os media e a fragmentaçao do espaço público nas sociedades pluralistas". O acto decorrerá no âmbito dos Congressos de Ciências da Comunicação (da SOPCOM, LUSOCOM e Ibérico) que hoje se iniciam. A obra, publicada pela Colecção Media Jornalismo das Edições Horizonte será apresentada por Wilson Gomes, Professor Titular da Univesidade Federal da Bahia (Brasil).

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Hillary Clinton exige mais informação de Bush Hillary Clinton, senadora democrata por Nova Iorque, incentivou ontem os editores de jornais a serem "mais vigilantes" e a agirem com "mais tenacidade" no combate à falta de "informação vital" para o público, por parte da administração Bush Entrevistada na abertura da convenção anual da American Society of Newspaper Editors, a senadora acrescentou: "It's difficult for editors and publishers here to get to the bottom of stories. This administration, to an extent I haven't seen before, tells the press to go away -- and they do, like most people do when told that more than once. ... Many in this administration are quite expert at saying nothing despite your best efforts to get them to say something."

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Manuel Castells, o Iraque e a gestão política da informação Sobre o mesmo tema da "informação vital", pode ler-se a última colaboração do sociólogo Manuel Castells no jornal La Vanguardia, intitualada "Iraq, año I": "Tenemos ahora nuevos datos, que se han ido conociendo en un tenaz esfuerzo de sociedades y periodistas por conocer hechos que nuestros gobiernos habían ocultado o tergiversado".

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Cinco anos: uma eternidade "Five years is an eternity in Internet time!" Mark Fletcher, em entrevista ao blog the media DROP.

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Colaboração entre os media e os cidadãos How can the news media cooperate with all the citizen content providers to improve the quality and depth of journalism while maintaining standards of excellence? A questão foi lançada aqui, assim como alguns tópicos sobre o assunto. The Solutions: Don’t throw it away, recycle all information: * Today an editor or a reporter gets a press release, he or she reads it quickly and either uses it as a source, culls some information from it or most often tosses it. But guess what, there actually might be readers who find it interesting. Find a category for it and post the release as is. * Check all information that passes through the newsroom, ask if it could be repackaged or just simply indexed or categorized and displayed for anyone who wants to tap into it. With bloggers and other amplification vehicles it might receive wide notice. * Community newspapers have established yes editors whose job it is to see yes to anyone who wants to get something in the newspaper. That makes people happy. That’s what we are doing here. More yeses, less no’s mean a lot of happy people and more information for your readers. Dica de Dan Gillmor.

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Manuel C. Chaparro analisa a Imprensa portuguesa O professor de Jornalismo da Universidade de S.Paulo Manuel Carlos Chaparro iniciou, na semana passada, no portal Comunique-se (acesso mediante registo) uma análise da Imprensa portuguesa, elaborada na sequência de um mès de permanência entre no país. Aqui e ali, essa análise é levada a cabo em termos comparativos com o panorama brasileiro, o que lhe confere um interesse e alcance acrescidos. Apesar de pontualmente - e como o próprio autor adverte - se notar a falta do "suporte de uma observação sistemática", o texto é importante e merece ser analisado. Destaco algumas notas soltas:

- "A imprensa portuguesa está histórica e culturalmente vinculada à escola francesa de jornalismo [em contraponto com a brasileira, mais vinculada à escola norte-anericana], enraizada na força argumentativa de articulismo. Mais do que os fatos, as ideias dão tom aos jornais mais conceituados". - "A proeminência do esporte (leia-se futebol) constitui uma faceta pouco estudada, e surpreendente, nas preferências jornalísticas dos portugueses". - "Com mais ou menos intensidade argumentativa, com tiragens maiores ou menores, a verdade é que impressiona a massa de texto oferecida pelos principais diários portugueses, em especial nos fins de semana." - "Será que o tom argumentativo e os exageros verborrágicos explicam as baixas tiragens dos diários ditos de referência? (...) De qualquer forma, temos aí uma equação que não fecha, no mínimo curiosa: quem mais leitores tem, não gera discussão pública; quem gera discussão pública, poucos leitores alcança." - "Deve-se levar em conta, entretanto, que essa é uma questão tangenciada por grossos preconceitos, em Portugal como no Brasil. Um deles, o que leva as elites, protagonistas do tal debate público, a proclamarem como 'produto ruim' o jornalismo que elas próprias rotulam de 'popular', para o desqualificar. Sequer se importam com as complexidades que o termo 'popular' pode conter, uma delas, a possibilidade de escolha de outras perspectivas, no 'ver' e no 'relatar' do que acontece."

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Número da Telos dedicado ao webjornalismo O Nº 52 (relativo a Abril-Junho) da revista espanhola Telos tem como tema do caderno central o jornalismo na rede. Destaque para os artigos: - Ciberperiodismo, profesión y academia - Medios digitales españoles en Internet, de Javier Díaz Noci - Necesidades de formación y experimentación - El hipertexto informativo, de Antonio Rodríguez de las Heras - Análisis centrípeto de la periodista en red - Nuevos perfiles profesionales, de Quim Gil - Una mera transposición? - Los géneros periodísticos en la Red, de María José Cantalapiedra - Los primeros pasos de un largo proceso - El diseño en los medios digitales, de José Ignacio Armentia Vizuete - Una necesaria revisión de estrategias - La prensa local en Internet, de Xosé López Neste número publica também um artigo o português Artur Castro Neves, intitulado Una visión estratégica para la industria de contenidos.

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Weblog Magazine Acaba de ser editada em Espanha a Weblog Magazine, uma revista com artigos escritos por bloggers. Foi a forma encontrada para evocar os três anos do BlogPocket. O autor do eCuaderno, a quem devo a dica, é um dos muitos bloggers que escreve neste número zero (que poderá ter continuidade).

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300 mil bloggers na China Participantes (a distância) de Xangai no BloggerCon de sábado passado indicaram que poderá haver na República Popular da Cina um número da ordem dos 300 mil webloggers, um fenómeno dos últimos dois anos. Um dos intervenientes, referenciado no E-Media TidBits, explica a novatos nos blogs como evitar palavras que possam suscitar problemas com as autoridades. Recorde-se que ainda no mês passado os blogs estiveram bloqueados pelo Governo, bem como fornecedores do serviço como o Typepad.

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Cimeira Mundial dos Media para Crianças e Adolescentes Está a começar no Rio de Janeiro, prolongando-se até sexta-feira, IV Cimeira Mundial dos Media para Crianças e Adolescentes, que conta com a participação de cerca de duas mil, pessoas de diferentes partes do mundo. "Profissionais da indústria global de mídia, pesquisadores e educadores dos cinco continentes vão debater e analisar a produção para crianças e adolescentes na televisão, no rádio, no cinema, na internet e nos jogos eletrônicos. Em pauta: o direito das crianças e dos adolescentes à mídia de qualidade. Mídia de Todos, Mídia para Todos é o tema do encontro, que será tratado durante quatro dias de intenso trabalho". É possível seguir parte das sessões programadas registando-se previamente. A edição da semana passada do Observatório da Imprensa publicou um dossier sobre esta Cimeira.

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Os jornais não dizem nada? Eu gostava de ver os jornais pegarem no debate que tem vindo a ocorrer nos últimos dias, a propósito das condições em que se está a praticar o jornalismo em algumas redacções. O assunto é, evidentemente sensível, mas não o tratar é igualmente sensível. Glorificamos, nestes dias, as conquistas de Abril - eu n?o fugi ? regra - mas podemos estar a construir os caminhos da profissão com base em percursos que negam o espírito e a letra dessas conquistas. E, ao silenciá-las, criar-se um biombo, um jogo de faz-de-conta, que poderia desembocar, objectivamente, numa forma de censura.

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Novos proletários do jornalismo A jornalista no desemprego continua a procurar...emprego. Queixava-se, na sexta-feira: "Há muito que não sai um único anúncio que diga "Jornalista - Precisa-se". Eis que, no sábado, depara, nos classificados de um jornal, com o anúncio para "jornalista / produtora de conteúdos"! "Um oásis no deserto das oportunidades de emprego!!!" - exclamava. A candidata ao exercício da profissão dá ideia de andar longe dos comentários que, a propósito do seu caso, e, sobretudo, do caso dos bloggers do "Diário de um Jornalista", se têm levantado, nomeadamente no Ponto Media e no Contrafactos e Argumentos. Que há empresas sem escrúpulos, que se estão nas tintas para a deontologia jornalística, não será grande novidade (embora me pareça que estamos longe de ter uma noção aproximada da amplitude do fenómeno, não apenas nas redacções de pequenos media). Mas já é novo, e merecedor de atenção, que apareçam os novos proletários do jornalismo, a justificar a publireportagem como uma atribuição não problemática da profissão ou a sugerir que a forma de arranjar trabalho é deixar-se explorar, ou, talvez ainda pior, a aceitar fazer "trabalho sujo", desde que devidamente pago. Aqui as novidades são pelo menos duas: que essas posições sejam escarrapachadas com todas as letras e que não se vislumbre uma ponta de, digamos assim, interrogação, dúvida ou má-consciência (a não ser o lamento-revolta provocado pelo stress, pelas excessivas horas de trabalho e pelos fracos proventos que desse esforço se tiram). Eu compreendo que haja quem, vendo-se em situações difíceis, corra os riscos da exploração, porque não tem ou não vê alternativa. E, deste ponto de vista, sou levado a recusar o purismo de posições que, em nome dos princípios, levam a ser juiz de casos individuais. O que já me parece preocupante é que os princípios que fundam a profissão estejam ausentes das inquietações partilhadas (e agora assumidas e publicadas). Aparentemente, estes colegas, que trabalham num jornal, assumem-se, acima de tudo, como "produtores de conteúdos". Ou não será? Eu gostava que este debate se mantivesse aberto, porque podemos correr facilmente o risco de matar quase à nascença aquilo que é o mais interessante que pode ocorrer, quando a polémica se instala: aprendermos todos com a experiência e as reflexões de um lado e de outro.

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Destaques dos jornais de hoje - "A noção de terrorismo está ligada aos media", entrevista de Miguel Gaspar com Daniel Dayan - "Outro lado, e os mesmos", Olho Vivo, de Eduardo Cintra Torres - "Censura, nunca mais! Mas...", de Graça Franco - "O nihilismo como espectáculo", de Fernando Ilharco

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A censura tratada por estudantes de jornalismo Através do cada vez mais interessante Atrium, acedi ao trabalho "Portugal censurado", de Catarina Branco - uma reportagem multimedia sobre a censura à Imprensa, publicada pelo JornalismoPortoNet. Vale a pena guardar um quarto de hora para ver o resultado.

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"Making the News": mais três capítulos Nos últimos dias, Dan Gillmor disponibilizou, para comentários, mais três capítulos em formato de rascunho, do seu livro em preparação intitulado "Making the News". São eles Cap. 9 - Trust's Boundaries Cap. 10 - Here Come the Judges (and Lawyers) Cap. 11 - The Empires Strike Back. Em qualquer um destes capítulos se pode aceder ao conjunto dos capítulos anteriores.

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Notas do debate sobre weblogs e jornalismo Uma das participantes no encontro de bloggers de ontem, organizado por Dave Winer publicou o seguinte post sob a forma de um "top ten" de afirmações: "Chris Lydon (responding to Jay's question, "What is moving blogs toward journalism?"): "We're moving toward journalism for the same reason we bombed Baghdad--because we can." Henry Copeland: "150 yrs ago, one of the mainsprings of journalism was partisanship. That has been denatured in the big media." Dean Landsman: "Look at LiveJournal. Those are journals--but is that journalism?" Callie Crossley of WGBH: "I am a journalist. Journalism is not just the tools. Journalism is a set of practices, a framework. It involves the selection of material, framed by some ethics about how you get the material.There are people on the web who are journalists, and there are bloggers, and the two are quite different." Dan Gillmor (responding to Jay's question, "You had a whole career in journalism before you became a blogger. How did it change you?") : "Not as much as you think. I was a columnist. If you write about tech in Silicon Valley, you are used to feedback from readers, and you learn they know much more than you do." Jay Rosen: "Trust is part of the brand in journalism. The reader doesn't have to re-decide, every time a new byline shows up, do I trust this person? In a blog you have to re-do that every day." Jeff Sharlet: "As journalist, I covered the Christian right. As a blogger, I find myself more and more becoming part of the community of the Christian right." Micah Sifry: "People are hungry for filters they can trust. We are awash in information....An expert, somebody who grabs onto something and sticks to it, is serving a useful function." David Weinberger says, "I'd rather have an aggregator than a filter--100 different viewpoints from all over the world." Micah responds, "It's not either-or." Tom Regan, Christian Science Monitor: "I think journalism needs an enema--I think blogging is the best thing to happen to journalism." Mary Hodder: "Blogging pulls back the curtain. If a campaign reporter has some particular opinion, I want to know it." Apontamenos de outros participantes aqui , aqui e aqui.

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Em que falhou Aznar São uma pérola - do ponto de vista da sociologia política e comunicacional - as declarações da ex-ministra dos Negócios Estrangeiros de José Maria Aznar, a propósito da derrota do PP nas eleições legislativas de 14 de Março. Vêm citadas, por exemplo, em El Mundo. Começa por recorrer àquele consabido argumento - já utilizado também por Durão Barroso: "el Gobierno saliente no había sabido explicar a la opinión pública determinadas decisiones". Depois, acrescente El Mundo, "indicó que la sociedad española no entendió la guerra de Irak porque "tiene muy arraigado el sentimiento y el ansia de paz". (...) Evidentemente, en la cuestión de Irak el Gobierno no ha sido capaz de trasladar determinadas ideas, y no es que sea fácil cuando uno tiene que trasladar una idea que rompe con otras preconcebidas muy generalizadas. (...). Hay razones históricas múltiples, entre otras, que está muy presente en la conciencia de las familias, y esto son tradiciones que se trasladan de padres a hijos, lo que España sufrió durante la Guerra Civil. Eso hay que tenerlo en cuenta". Por conseguinte, dois problemas que o governo de Aznar não considerou devidamente, segundo Ana Palacio: a comunicação e o conservadorismo da sociedade espanhola, que "tem muito arreigado o sentimento e a ânsia de paz".

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Clube de Jornalistas debate evolução dos media desde o 25 de Abril de 74 O tema da edição de hoje do programa Clube de Jornalistas, em A Dois, foca a evolução dos media em Portugal, desde o 25 de Abril. Intervêm Fernando Dacosta e Daniel Ricardo (da Visão) e Mario Dujisin (da Agência Italiana de Imprensa). A condição do debate cabe a Maria Flor Pedroso (da Antena 1). Como sempre, às 19.00. A jornalista Patrícia Viegas fez uma reportagem dos bastidores na altura em que o programa foi gravado. Pode ler-se no DN de hoje.

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Weblogs e jornalismo: distâncias e aproximações Jay Rosen coordena hoje uma das mesas do BloggerCon, organizado por David Winer. Na sequência do texto que tinha colocado em finais de Março a debate ("What is Journalism? And What Can Weblogs Do About It? ") e dos debates a que ele deu origem, propôs ontem uma nova aproximação: Journalism and Weblogging in Their Corrected Fullness Sumaria as suas conclusões nos pontos seguintes: "Blogging is not journalism. When we separate these two things, we honor both. Then we're prepared for the real work of the conference, which is to arrange more imaginatively, in sentences newly drawn, our two key terms-- and to do this not once, but as many times as we can in 90 minutes of conferencing, plus the refelections after. Here's a bit of what I mean: - Blogging is not journalism, but some journalists are natural bloggers and some bloggers may be natural journalists. - Blogging is not journalism, but bloggers now filter and edit journalists, and journalists read blogs. (Both facts are new.) - Blogging-- hey, it's not journalism. But when journalists blog they have to depart from normal practice if they want to tap the weblog's strengths. These are an author's voice, the art of linking, the immediacy and person-to-person tone, the comments section, the conversation with other blogs, tools like Technorati and RSS, none of which shone through in Web Journalism before the weblog's rise. - Blogging is not journalism, but whereas journalism is on the Web, blogging is deeply of it, and so bloggers are ahead of journalists in learning what the Web is for, and how its ecology works. (To say nothing of its social psychology.) - Blogging ain't journalism, but more of it should be, if we're serious about "advancing" this form. (Doc Searles says so in a pre-BloggerCon post.) - Blogging is not journalism. But the blog sphere has a better memory for journalism than most hustling journalists, who are better at forgetting and moving on to the next thing. (What bloggers call their archive, newspaper journalists call the morgue.) - Blogging is not journalism, but it is journal-ing; and there's a connection at the root there that has to do with recording events through time, then using that record to become fuller creatures of our time. (Thus Dave Winer's probe: Journalism is "an independent view of a series of events," a definition he built for bloggers, so use it if you can.) - Blogging is not journalism, but as Breslin said, journalists are writers and so are bloggers, which leaves reporting (the strength of journalism) and linking (the weblogger's art) as two differences bound to make a difference. Blogging... just don't call it journalism. It's what happens when the readers of journalism turn into writers, and the audience into a talking public. That's a shock to the body of "mass" media, and even if it's only a tiny shock, we can still say it's electric."

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Blogs, jornalistas e os seus jornais Em que condições podem/devem os jornais ou revistas acolher no seu site os blogs dos seus jornalistas? Que riscos e que potencialidades estão envolvidas nesse tipo de decisões? Esse é o tema de um trabalho que o blog "Liberal, Libertário, LIbertino" colocou ao dispor dos interessados. Um panorama de experiências brasileiras cheio de questões e de sugestões.

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"Diário de uma jornalista no desemprego" Diário de uma jornalista no desemprego. No princípio, pensei tratar-se de algum dos denodados bloggers do Diário de um Jornalista que tivesse sido posto no olho da rua. Não é, mas foi inspirada por esse blog que decidiu dar, também desta forma, mais um sinal de que não desarma, na luta por trabalho em jornalismo. Aqui ficam dois posts exemplares e exemplificativos: "Já perdi a conta aos currículos que enviei, desde Janeiro de 2002, para jornais, revistas, imprensa especializada e nem a revista Maria escapou à minha perseguição desenfreada... conseguir um emprego remunerado no jornalismo. Se fui a meia dúzia de entrevistas foi muito... mas sem resultados. A resposta mais original que tive foi a de "o jornal não tem condições para dar emprego a uma jornalista licenciada mas que um estágio arranjava-se"... ora bolas, já não me bastou estar um ano a trabalhar de borla para obter a carteira profissional. Até quando estagiária?" "Hoje ligaram-me para marcar uma entrevista numa revista. É na próxima sexta-feira, no final do dia. Para a semana lá vou eu, com o fato escuro da Zara, curriculo e dossier de trabalhos numa mão, uma dose de esperança (desculpa Daniel Oliveira, por usar o titulo do teu livro) na outra. Já sei de cor as perguntas que me vão fazer. Já sei as respostas que vou dar... Vamos ver, pelo menos volto a ter uma névoa de esperança..." Ou me engano muito ou os materiais como o destes blogs vão ser importantes nos estudos que se vierem a fazer sobre os caminhos que trilha hoje o jornalismo. Especialmente um certo "lumpen-jornalismo" que inclui, naturalmente, algum tipo de desemprego. Estes relatos podem ser vistos como o reverso do jornalismo instalado, dominante nos discursos e nas representações da profissão. Mas são, por outro lado, "relatos do vivido" que normalmente não chegam à esfera pública senão em segunda mão, através de protagonistas que falam um "argot" já distante da experiência.

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Audiência de Imprensa no 1º trimestre de 2004 Segundo os dados do Bareme Imprensa, da Marktest, a audiência dos jornais e revistas entre indivíduos com 15 e mais anos, no período de Janeiro a Março registou os seguintes valores (entre parêntesis os dados do período homólogo de 2003): Diários: - Jornal de Notícias - 10,9 por cento (11,8) - Correio da Manhã - 10,4 (10,8) - Público - 5,3 (5,1) - Diário de Notícias - 3,9 (3,9) - 24 Horas - 3,1 (2,6) Semanários: - Expresso - 8,0 (8,7 ) - Tal&Qual - 1,3 (1,7) - O Independente - 1,1 (1,7) Revistas: - Notícias Magazine - 11,8 - Grande Reportagem - 7,8 - Visão - 7,2 (7,1) - Focus - 1,8 (1,7) NOTA 1: As revistas Notícias Magazine e Grande reportagem são distribuídas com as edições de fim de semana dos diários da Lusomundo NOTA 2: A audiência média diz respeito a indivíduos maiores de 14 anos que, mediante entrevista, disseram ter tido contacto com a última edição de uma dada publicação. A amostra é de 5059 pessoas residentes no Continente. (Dados extraídos das notícias do Público, DN e JN).

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Leituras e interrogações sobre as audiências da Imprensa Em primeiro lugar, o modo como os diversos jornais apresentam a informação da Marktest: Jornal de Notícias: JN continua a ser o jornal mais lido em Portugal Correio da Manhã: "Correio da Manhã" ganha leitores Público: "Imprensa com dificuldade em segurar audiências" Diário de Notícias: 'JN' mantém-se na liderança . É difícil encontrar, nos jornais, trabalho jornalístico problematizador sobre as vendas e as audiências da Imprensa. Sei que é matéria sensível. Mas, na lógica em que estes dados são habitualmente apresentados, cada qual procura sublinhar aquilo que lhe convém, subavaliando ou escondendo o que não lhe é favorável. Como sabemos, as estatísticas dão-nos sempre mantimento para falar das nossas vantagens, mesmo que dentro de casa estejamos a passar fome. As audiências dos media são talvez dos terrenos mais extraordinários para estas operações de cosmética estatística (nem sempre desacabida, sublinhe-se). No caso em apreço, salvo o título do Público ("Imprensa com dificuldade em segurar audiências"), é difícil descortinar um sinal de preocupação ou de alerta. A lógica é: como evoluí eu, face aos meus concorrentes? Se não cresci globalmente, a que pormenor positivo me posso agarrar? Que aspectos positivos se recortam relativamente aos media do meu grupo? Ou seja: olhar para o meu umbigo, com o canto do olho no umbigo do meu vizinho. E não haverá nada mais a dizer, sobre a "performance" da Imprensa generalista em Portugal? Não haverá por aqui sintomas que carecem de ser urgentemente enunciados e discutidos, alguns deles com especificidades em alguns segmentos da Imprensa? Talvez o "submundo" profissional e empresarial retratado pelos bloggers do "Diário de um Jornalista", sendo porventura, e embora, o degrau mais baixo de uma certa degradação, nos possa dar pistas para analisar o que se está a passar. Quem deseja dar achegas para este debate?

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"Ele está ali, na Casa Branca..." Vasco Pulido Valente, no DN: "A conferência de imprensa de Bush, a terceira do seu mandato, a que assisti em directo, foi ao mesmo tempo extraordinária e assustadora. Em meia hora o mundo, que nós conhecemos, desapareceu. Com fervor, o Presidente explicava: a grande «missão histórica» da América era estabelecer uma democracia a sério no Iraque e, a seguir, pela influência e o exemplo do Iraque, em todo o Médio Oriente. Havia algumas dificuldades de percurso? Claro que sim. Como tinha havido com a democracia americana. Quanto à ocupação propriamente dita, não tinha uma ocupação semelhante, ou pior, levado à liberdade o Japão e a Alemanha? (...) Mas, pouco a pouco, vem uma dúvida. Bush parece sincero, ingénuo, quase inocente. Olha para nós com olhinhos brilhantes de boneca, sem profundidade e sem malícia. Fala com uma convicção de adolescente. E, por mais que se queira, não se pode evitar a suspeita terrível: será que ele acredita naquilo? (...) O estereótipo do americano ignorante e simplório já passou de moda. Só que, de repente, ele está ali, na Casa Branca, com o seu ar simpático e bonzão, a preparar uma catástrofe. Um Bush cínico, um Bush hipócrita e mentiroso como Blair não meteria medo. Este Bush mete medo".

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Media watchdogs A ler, de Mark Glaser, na Online Journalism Review: Media Watchdogs Gain Global Clout Through the Web. Começa deste modo: "The term "monitoring the media" has become so politicized in the United States that we instantly assume it has something to do with the obvious or ridiculous notion -- depending on your political orientation -- that there's a liberal media bias. But there are many other reasons to monitor the media, whether it's to track the way the media influences events or to track the treatment of journalists working at huge corporate behemoths."

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The Guardian poderá adoptar também o formato tablóide Decididamente a imprensa de referência inglesa está a aderir à tabloidização do seu formato. Depois de oIndependent ter tomado essa opção, no fim de Setembro passado, e de o Times lhe ter seguido os passos já perto do final de 2003, parece chegada a vez de o Guardian seguir pelo mesmo caminho, segundo noticia o La Vanguardia de hoje. Esta parece estar a ser uma tendência imparável. Recentemente, a Newspapers & Technology, de Janeiro, referia, sob o título The World is going tabloid, da : "In Europe, as in the United States, more and more publishers are looking to smaller formats. For some time now, publishers, advertisers and even readers have been anticipating the demise of the broadsheet. Who in truth wants a newspaper that can only be read on a table, is too big to read on the train or plane, and requires the eye to exceed its scanning ability as it subliminally identifies what to read?" Um acompanhamento deste assunto pode ser seguido no interessante editorsweblog Informação complementar: London Papers Go Tabloid, and Circulation Is Going Up

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Os media no discurso de investidura de Rodrigues Zapatero O discurso proferido hoje por Rodrigues Zapatero, enquanto candidato a presidente do governo espanhol, incluiu a referência a algumas das promessas eleitorais que haviam sido feitas pelo PSOE, na campanha eleitoral: "El proceso de reforma política (...) ebe extenderse al ámbito de los medios de comunicación públicos - singularmente Radio Televisión Española y la Agencia EFE -, a los que quiero liberar del control del Gobierno al que tradicionalmente han estado sometidos, para que puedan desempeñar sin trabas el papel que les corresponde en una sociedad democrática avanzada. El Consejo de Ministros procederá, de inmediato, a nombrar un Consejo Independiente de Expertos para que, en un plazo no superior a nueve meses, formulen una propuesta que el Gobierno se compromete a traducir en disposiciones legales mediante el correspondiente Proyecto de Ley que remitiremos a las Cámaras en el primer trimestre de 2005. Con ello, avanzaremos claramente en la transparencia del ejercicio del poder público, garantizaremos la información veraz a que tienen derecho los ciudadanos e incrementaremos las posibilidades de control social de la acción del Gobierno. La exigencia de información veraz y el control social deben, con todo, extenderse a otros campos. La publicidad institucional y el acceso de los ciudadanos a la información de las Administraciones Públicas son otros ámbitos cuyos criterios serán reformados por mi Gobierno para impedir usos ilegítimos e implantar la máxima transparencia".

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Minho participa com mais 17 universidades em projecto com o Google A Universidade do Minho, através do RepositóriUM – Repositório Institucional da Universidade do Minho, integra um projecto piloto que envolve o motor de pesquisa Google e 17 universidades de todo o mundo. O objectivo é desenvolver serviços de pesquisa e acesso à literatura académica depositada nos repositórios que utilizam a plataforma DSpace. O projecto encontra-se numa fase de testes. Se tudo correr como o previsto, dentro de alguns meses esta vertente da pesquisa poderia aparecer no Google, eventualmente na zona de pesquisa avançada, segundo referiu há dias na Chronicle of Higher Education uma responável das bibliotecas do MIT, instituição também participante no projecto. Por sua vez The Guardian explicava, na edição de terça-feira: "The new scheme builds on the DSpace "superarchive" developed by the Massachusetts Institute of Technology and now copied by more than 100 universities, including Cambridge, to hold academic papers, technical reports, drafts of articles, and other work by an institution's academic staff. Because these archives store papers before they are published in expensive journals, they are seen as a major step towards freer publication and the circulation of ideas".

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"Falar televisão, falar cinema" com Daniel Dayan "Ritual Televison and democracy" é o tema da comunicação que Daniel Dayan (CNRS, França) fará sábado, em Lisboa, em mais uma sessão da série "Falar televisão", promovida, desta vez, pelo CIMJ e pela European Science Foundation. A sessão começa às 15 horas e decorre no Hotel Lisboa Plaza (na Travessa do Salitre, 7). Segue-se-lhe uma outra sessão pelas 16.45 sobre "Falar cinema", em que intervém Paulo Filipe Monteiro, da Universidade Nova de Lisboa, que falará sobre "Portugal as thought through its cinema". As intervenções serão feitas em inglês, dado que incorporam os participantes num encontro, em Lisboa, do fórum “Changing Media, Changing Europe", programa de investigação da European Science Foundation. (O número de participantes é limitado e sujeito a pré-inscrição).

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O que é um grande assunto? Artur Costa, no Jornal de Notícias: "Há pessoas que pensam que só os grandes assuntos são temas de crónica. Mas o que são os grandes assuntos? A torva situação no Iraque será um deles. O terrorismo fundamentalista será outro. As próximas eleições americanas, com certeza. O processo da Casa Pia, a nível interno. Mas o que é que define, afinal, um grande assunto, ou seja, um tema cronicável? Talvez o seu impacto público, não? Talvez a sua visibilidade. E a visibilidade dum assunto dependerá de quê? Da publicidade que lhe dão os media? (...) É talvez por isso que hoje há tanta gente a escrever (a opinar) sobre os mesmos assuntos, dizendo coisas idênticas aqui e acolá, seja por decalque, seja por coincidência. O que é um grande assunto?"

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A ReadMe, webzine dos estudantes do Departamento de Jornalismo da Universidade de Nova Iorque, publica na edição actual um conjunto interessante de textos sobre weblogs e cultura digital. Destaco alguns textos: - Political Bloggers Playfully Pushing Their Way into Journalism Ecosystem - If You've Got it, Blog it! - WWJVF: Who Would Jesus Vote For? Dica de JD Lasica.

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"A Paixão de Cristo": filme bem recebido no Médio Oriente Uma reportagem do correspondente em Beirute do Christian Science Monitor d? conta de um fenómeno curioso: o filme de Mel Gibson, "A Paixão de Cristo", está a ser um um sucesso de audiência em boa parte dos países do Médio oriente. Há mais de uma interpretação para o fenómeno. A versão mais óbvia e imediata é que a carga anti-judaica que alguns têm atribuído à obra funciona como um acicate para os árabes, como se dissessem: se os judeus não gostam, nós só podemos gostar. A outra versão é a que remete para um fenómeno de identificação-projecão: as atrocidades cometidas contra Jesus seriam análogas às que hoje são cometidas contra os palestinianos. A interpretação, atribuída directamente a Yasser Arafat, que viu recentemente o filme acompanhado de um grupo de cristãos e que terá comentado que os sofrimentos dos palestinianos às mãos dos israelitas são "comparáveis àqueles que Jesus enfrentou durante a sua crucifixão". Para um quadro de reacções ao filme em diferentes países europeus, clicar aqui. Enfim: aqui está talvez um "case study" para os estudiosos dos processos e complexidades da recepção.

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Quem poderá reparar a imagem do jornalismo? O ano de 2003 foi terrível para o jornalismo norte-americano. Randy Dotinga comenta: "With their credibility battered as never before, newspapers began appointing committees and reaching out to readers and sources. But few editors are making major changes in the way they do business".

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"Diário de um jornalista": um blog inquietante Foi criado no dia 30 de Março último. A iniciativa coube a um jornalista de um jornal diário sediado no Porto e devidamente identificado no primeiro post: O Primeiro de Janeiro. Chama-se "Diário de um Jornalista". Mas, logo no primeiro dia, o autor muda de ideias e abre-o a mais quatro colegas. Desde então, os posts foram aparecendo - numa linguagem por vezes rasteira, reflexo aparente do stress de "fechar cadernos" - mas que talvez dê a ideia do que é hoje o ambiente, em certas redacções. E com o interesse de uma visão do jornalismo a partir da "base", o que, convém referir, não é muito frequente. Torcendo para que sobreviva e se afirme, vamos ver quanto tempo dura.

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Indicadores no campo da Internet, das telecomunicações e dos media O IDATE divulgou recentemente a quarta edi??o do seu DigiWorld Report. Destacam-se três tendências: "- the gradual recovery of a number of leading players who were hit hard by the Internet-telecom crash in the spring of 2000; - the emergence of a new generation of hardware and services, making concrete the infamous convergence which had been first excitedly announced and later accused of having created the 'bubble'; - the stunning rise of Asian powers, and particularly China's thriving regional market".

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Há ou não há censura hoje, nas Redacções? Merece leitura o texto de Paulo Querido, em (0 Vento Lá Fora) e o debate que sobre o que escreve se desencadeou. "Quando digo acabou com uma instituição não estou a dizer acabou a censura. Com efeito, a censura continua. Penso que ela faz parte do processo criativo, mas não é desse seu lado que vou falar. É da censura-censura. A auto-censura do jornalista, que omite certos detalhes por variadas razões, a começar pelo medo de perder o emprego num mecado dominado por três empregadores apenas. O lápis azul, símbolo da censura, desapareceu. Mas a censura não." E seguem-se alguns exemplos.

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Google: "quando a esmola é grande..." Uma plataforma internacional de associações de consumidores escreveu aos fundadores do Google expressando preocupação pelo facto de o anunciado Gmail ir "espiar" cada mensagem, à procura de palavras-chave que desencaderão a entrada em cena de textos publicitários. A notícia é dada pelo site IBLNews que anuncia a adesão da espanhola FACUA- Federación de Consumidores en Acción (FACUA). Ao mesmo tempo, uma senadora democrata do Estado da Califórnia anunciou ontem que está a preparar legislação que bloqueie a iniciativa do Google, argumentando que ela violaria de forma flagrante a privacidade dos cidadãos. "Estamos a procurar que eles revejam toda a filosofia do produto", acrescentou a senadora. Recorde-se que, nos finais de Março, a empresa que detém o Google, o principal motor de busca da web, anunciou que iria lançar um serviço de correio electrónico, o Gmail ,que ofereceria aos utilizadores 1GB de espaço, em troco da aceitação de que as mensagens possam ser passadas a pente fino para que se activem anúncios publicitários.

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TV digital:tendências de crescimento As expectativas de crescimento do mercado de televisão digital são muito positivas, de acordo com um estudo que acaba de ser publicado pela In-Stat/MDR . O estudo prospectivo aponta para que o número de televisores equipados para receber TV digital passará de 17 milhões de unidades este ano para cerca de 93 milhões em 2008. O crescimento será mais acentuado em alguns mercados asiáticos. Nos EUA, esse crescimento faz-se sentir de forma visiível uma vez que a entidade reguladora (FCC) impôs que os fabricantes de equipamento incorporassem a tecnologia digital, o que não acontece, por exemplo, na Europa. Um extratcto do press release difundido sobre este trabalho: "According to Michelle Abraham, a Senior Analyst with In-Stat/MDR, ?There are two important trends in the TV set market today. CRTs are being replaced with flat panels and microdisplays in direct view and rear projection TVs (RPTVs). Digital tuners are being integrated alongside analog tuners in large TV set markets like North America, Europe, and Japan.? Abraham believes that these two trends are opportunities for many companies that are not traditional suppliers of TV sets, like PC manufacturers, to enter the market. They are also creating opportunities for traditional TV set manufacturers to expand and target new markets".

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La Vanguardia muda de sede, cem anos depois La Vanguardia, o jornal líder da Catalunha, deixou ontem a rua Pelai, junta à Plaza Catalunya, onde se encontrava instalado desde 1903, e foi-se instalar num arranha-céus da conhecida Avenida Diagonal. "Los periodistas -en total el traslado afecta a 250 profesionales- cuentan con mesas más espaciosas, sillas más cómodas, modernas pantallas y sistemas de calefacción y aire acondicionado muy bien ajustados. Pero, por encima de todo, la redacción vive abierta al mundo exterior. Amplios ventanales permiten que la luz natural se apodere del espacio interior, dejando en un segundo plano la iluminación halógena. (...) Jaime Arias vuelve a dar la definición certera: "Antes viajábamos en un submarino, con un buen sonar, pero sin periscopio, y hora vemos el mundo a la altura de un helicóptero".

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Como os media dos EUA trataram documento sobre o 11-S Press Didn't Buy White House Spin on 9/11 Document, escreve Greg Mitchell, na Editor & Publisher, num apanhado sobre o modo como alguns dos grandes media dos Estados Unidos da Am?rica trataram a divulga??o do memorandum do briefing di?rio do Presidente Bush, cerca de um m?s antes dos atentados de 11 de Setembro. N?o teria sido essa a leitura pretendida pelos conselheiros de comunica??o da Casa Branca: "When the White House released the sure-to-be-controversial Aug. 6, 2001, President's Daily Brief (PDB) on the terrorist threat against the U.S., its timing could not have been accidental. Coming shortly after 6 p.m., Eastern Standard Time, on Saturday, it not only emerged too late for the network news programs, it also gave the nation's daily newspapers just hours to digest and interpret it. To help reporters in this task, the White House also released a guide longer than the 17-sentence PDB".

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A Internet e as novas redes sociais Um conjunto de textos sugestivos, na página de Barry Wellman, da Universidade de Toronto: - Computer Network as Social Network - 'Changing Connectivity - Examining the Internet in Everyday Life - Charting Digital Divides - ... e muitos outros: aqui.

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Entre falta de transparência e capitalização política do 11 de Setembro Do editorial do jornal La Vanguardia, de hoje: "Casi dos años y siete meses después de los atentados contra las Torres Gemelas y el Pentágono, la Casa Blanca hizo público el pasado sábado un documento entregado en mano al presidente Bush el 6 de agosto del 2001 en el que se alertaba sobre posibles atentados de la organización terrorista Al Qaeda en territorio estadounidense. (...) Es evidente que falló la coordinación entre los distintos servicios estadounidenses de inteligencia, pero también es obvio que nadie pudo anticipar el método utilizado por los terroristas del 11-S, que no tenía precedentes. Sin embargo, la negativa de la Administración Bush a hacer público ese memorándum durante tanto tiempo sugiere, en el mejor de los casos, falta de transparencia, y, en el peor, un intento de capitalizar políticamente la tragedia. Ya desde las primeras horas inmediatamente posteriores a los atentados, el Gobierno norteamericano declaró la guerra al terrorismo global, incluyendo en ese concepto tanto a los talibán de Afganistán y a la Al Qaeda de Bin Laden como al Iraq de Saddam Hussein, aprovechando la conmoción del momento para aprobar medidas legales de dudosa eficacia para la detención y puesta a disposición de la justicia de los artífices intelectuales del 11-S.(...)".

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Comentários ao refrescamento Numa primeira impressão, as mudanças no DN suscitam as seguintes notas: - Parece haver um investimento sobretudo em jornalistas rodados (pelo menos dois deles "veteranos") e especializados na informação económica, na defesa (matéria a que o próprio director é sensível) e nos media; - Denota-se a preocupação de renovar alguns cargos de chefia com profissionais do exterior do jornal; - O investimento na Redacção do Porto parece obedecer a uma lógica distinta da que prevaleceu em Lisboa. Outro tipo de leituras e comentários: - O DN fornece hoje uma informação pormenorizada sobre estes mexidas na sua Redacção, o que é excelente. Mas, a exemplo do que acontece com a generalidade dos media, porque é que se sabe habitualmente tudo por terceiros? Os media não terão serviços e estratégia de comunicação? - Ao contrário de outros meios de comunicação jornalísticos, o DN contrata, no geral, profissionais com provas dadas. O mesmo já aconteceu com o JN, por exemplo, que foi buscar vários jornalistas de grande valor "dispensados" por jornais como o Público. De resto, o grupo Lusomundo reforçou também recentemente com nomes conhecidos (Joaquim Vieira, Felícia Cabrita) a Grande Reportagem, semanalmente distribuída com o DN e o JN. Vale a pena acompanhar com atenção estes movimentos e estratégias. - Vamos agora estar atentos ao mais importante: que tradução deste "refrescamento" irá ocorrer no conteúdo do DN. E, não menos, interessante, como irá reagir o Público (o jornal concorrente e a audiência do Diário de Notícias).

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"Refrescamento" na Redacção do DN O Diário de Notícias confirma hoje uma série de notícias que foram publicadas nos últimos dias acerca do "refrescamento do seu quadro redactorial". A (também) nova equipa directiva, dirigida por Fernando Lima, é reforçada com nove jornalistas, quatro dos quais para funções de chefia: um editor-executivo adjunto e novos editores de Nacional, Internacional e Media. A Redacção do Porto do jornal passa a contar com mais dois profissionais e é igualmente reforçada a equipa de correspondentes. Foi igualmente confirmada a notícia sobre José Carlos Abrantes como novo Provedor do Leitor, dada por este weblog na sexta-feira passada O DN publica igualmente o perfil dos novos "camaradas da redacção".

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Um vídeo que põe G.W.Bush entre a comédia e a tragédia Lembram-se, certamente, do humor negro que o presidente dos EUA fazia há dias, no jantar anual com os correspondentes junto da Casa Branca, a propósito das armas de destruição maciça!? Jason Woliner, alguém que não achou graça nenhuma ao ver o seu presidente brincar com a questão do Iraque enquanto cidadãos do seu país lá morriam, pegou nas imagens difundidas e criou um vídeo de protesto que, com a ajuda do QuickTime, se pode ver aqui. J.D.Lasica, a quem devo a informação, observa que o vídeo "shows once again not only the power of citizens media but the ability of the Internet to act as a counterweight to a media elite perceived as being in bed with the political establishment."

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Weblogs são tema de debate em congressos de Ciências da Comunicação Os congressos Lusófono, Ibérico e da SOPCOM (Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação), que se realizam de 21 a 24 deste mês na Universidade da Beira Interior, na Covilhã, incluem pelo menos três comunicações que abordam o fenómeno dos weblogs. - Diario de a bordo do Prestige: o tratamento da catástrofe nos weblogs galegos, por Silvia López Ben e Fernando Redondo Neira; - A explosão dos weblogs em Portugal: percepções sobre os efeitos no jornalismo, por Luís Santos; - Weblogs e periodismo participativo, por Tiscar Lara.

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Filtragem intermédia Antonio Tabucchi, em entrevista a Albano Matos, no DN: "A mentira e a política têm antiquíssimas ligações, mas nos últimos tempos aquela tornou-se quase uma característica intrínseca desta. Veja-se o caso das armas de destruição maciça. Como é que os cidadãos podem reagir a esse duplo discurso do poder? Para já, não devem tomar todas as notícias vindas do poder central como se fossem a Bíblia. Manter a capacidade de duvidar, o cepticismo. Este também é um papel dos agentes da cultura, dos escritores, da informação, que, em vez de relatar de maneira passiva todas as notícias que vêm do poder central, faz uma filtragem. É perigoso quando uma notícia vai directamente do poder central para o consumidor, sem uma filtragem intermédia. Vivemos nesta contradição: nunca fomos tão esmagados pela sobreinformação e nunca vivemos numa sociedade afinal tão opaca. Que saída? Tanta informação que acaba por ser informação nenhuma. Como sair disto? O papel principal cabe sobretudo à imprensa escrita. Porque é importante dizer que se ateou um fogo na serra da Estrela, sim, mas também ficar a saber se foi fogo posto ou natural. (...) Retomando a velha questão de Sartre sobre o que pode a literatura perante uma criança com fome, pergunto-lhe: Que pode a literatura num mundo como aquele em que vivemos? Respondo como o fez outro escritor: se calhar, a literatura não serve para nada; mas é necessária. Ou então, citando o nosso querido Fernando Pessoa, quando diz que a literatura, como toda a arte, é a demonstração de que a vida não basta. A nossa mão chega até onde vai o braço. A literatura, como projecção do imaginário, vai mais além."

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"Esta semana tudo mudou" "(...)Esta semana tudo mudou. Títulos como o New York Times, Washington Post, Los Angeles Times ou Chicago Tribune foram obrigados a deixar de ignorar aquilo que estava a ocorrer no Iraque. Como explica Jim Naurekas, um analista de media norte-americano, «é difícil cobrir a história sem fotografias». Foi o que aconteceu. Com uma única variação: ainda há quem remeta todas as imagens de soldados mortos e feridos para as páginas interiores, mas também já existe quem não hesite em recuperar essas fotografias para as suas primeiras páginas.(...)" A.R, in DN

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"Usabilidade & Arquitetura da Informação" "Três profissionais do Rio de Janeiro compartilham suas opiniões, dramas e insights sobre Usabilidade, Arquitetura da Informação, Design de Interação, Experiência do Usurio". "Trabalho de Sísifo!". dizem eles. No post de sexta, dia 9, contam uma história recambolesca de "plágio e usabilidade", que merece ser lida. Só é pena vir a Inês involuntariamente metida ao barulho. Afinal a "guerra" (justa) não é com ela.

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Os EUA e a sua opinião pública após o 11 de Setembro São mais de 200 páginas, mas é uma fonte de descobertas e de ensinamentos: como evolui a opinião pública norte-americana a respeito do terrorismo, da Al Qaeda, de Saddam Hussein, dos candidatos à presiência dos EUA? E como dependem as respostas do modo de colocar as perguntas? Para responder a estas e muitas outras questões, o American Enterprise Institute for Public Research acaba de actualizar uma compilação dos mais importantes resultados de sondagens de opinião e respectiva evolução desde a altura do 11 de Setembro. Vale a pena passar por lá. COMPLEMENTO: Em contraponto, merece igualmente leitura o documento do Pew Research Center for the People and the Press, intitulado "A Year After Iraq War - Mistrust of America in Europe Ever Higher, Muslim Anger Persists". Os ddos foram publicados em 16 de Março último.

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"Fight" divers Aqui há uns anos, no tempo em que se liam e utilizavam "takes" das agências, escritos em maiúsculas, ouvi na rádio uma "locutora" pronunciar o nome do Papa Paulo VI como sendo "Papa Paulo vi". Algum tempo depois, escutei, no mesmo meio, uma outra alma referir-se à "civilização do Leiser em que vivemos", querendo dizer, obviamente, "civilização do lazer". Agora, o blog "Apresentador.TV" conta que uma leitora lhe endereçou o seguinte pedido: "Poderia explicar-me o significado de "fight-divers?" (os mergulhadores da luta????)" A pergunta poderá não ser completamente desatinada, a avaliar pela resposta que o consultado fornece: "Alguns camaradas profissionais portugueses, confrontados com tal expressão (num teleponto, por exemplo), achando this is so british, pronunciam-na como um cidadão inglês no seu tom mais vernáculo pronunciaria "fight" e, na oralidade, fait divers passa a fight divers."

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Que RTP? João Lopes escreve, no DN de hoje: "(...) qualquer evolução do tecido televisivo português passará sempre pela serena demarcação da RTP em relação às opções de fundo dos canais privados. Seria, no mínimo, uma prova elementar de respeito pela inteligência de cada um de nós não fugir ao sentido radical de tal questão. Que é como quem diz: pelas opções de programação da RTP decide-se a própria diversificação do audiovisual português, bem como a sua articulação (artística e económica) com muitos outros sectores da actividade cultural, incluindo, obviamente, o cinema. Há dias, na RTP1, promovia-se o jogo Portugal-Itália, citando a respectiva transmissão como futebol de serviço público. Não sou propriamente um nostálgico das arbitrariedades do nosso PREC, feitas em nome da direita e da esquerda. Mas dá que pensar a 'normalidade' institucional de uma expressão como essa, impossível nos anos imediatamente posteriores a 1974. Dá para ver, sobretudo, como as televisões (com a participação militante da RTP) geraram um novo espaço cultural em que o futebol é a matriz dominante de espectáculo e informação, sendo os seus protagonistas tratados como personagens principais do todo social.(...)".

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