Aquiles perante a ira de Zeus Sobre a exposição das fotos dos filhos de Saddam Hussein, Udai and Qusai, pergunta Don Wycliff, no Chicago Tribune: "How far is too far?" E recorda: "In Homer's "Iliad," the Greek hero Achilles incurs the wrath of Zeus and virtually all the other gods by disrespecting the body of the fallen Trojan hero Hector. Instead of returning Hector's body to his people, Achilles ties it to his own chariot and, for 12 days, drags it three times daily around the tomb of his beloved companion Patroclus. The outrage ends only after Zeus sends him a message: "... tell him that the gods frown upon him, that beyond all other/immortals I myself am angered that in his heart's madness/he holds Hector beside the curved ships and did not give him/back." Obviously, the proscription against misusing or abusing the body of a slain enemy goes back a long way in Western literature and history. So it was no small thing for the Defense Department last week to release to the media gruesome photos of the slain sons of Saddam Hussein, Udai and Qusai".
Publicado em Julho 31, 2003 por Manuel Pinto.Paulo Mendo aprecia Este conhecido clínico escreve sobre blogs em "O Primeiro de Janeiro": "Temos assim em pleno desenvolvimento uma área de cultura viva, em que ideias, posições, comentários, estudos, críticas nascem diariamente, criam disputas, suscitam questões, em ambiente de entusiasmo e de camaradagem intelectual, que se está a tornar visita diária indispensável dos cada vez mais internautas deste mundo". Nova é a ideia, que expressa, do interesse do computador, da Internet e dos blogs para a terceira idade. Só não simpatizo - hélas! - com o cenário apontado de uma vida mais parada, de uma vida sem sair de casa.
Publicado em por Manuel Pinto.Berlusconi, sempre ele! Os negócios multisectoriais do chefe do Governo italiano, Silvio Berlusconi, não param de lhe trazer aborrecimentos políticos: o seu ministro da Justiça, Roberto Castelli, quis impedir as investigações judiciais a alegadas fraudes fiscais no grupo mediático Mediaset, do primeiro ministro, argumentando que o caso caía sob a alçada da lei de imunidade, recentemente aprovada (de certo modo "ad casum"). Não só a oposição, mas inclusivamente parceiros da coligação, como os democratas cristãos, reagiram duramente contra esta pretensão. Uma crise política esteve à beira de eclodir. O governo recuou e as investigações prosseguem. Segundo o Guardian, "It is claimed that offshore subsidiaries of the Berlusconi group bought US film rights and sold them to Mediaset, its TV arm, at inflated prices which allowed the TV network to cut its tax bill. The alleged fraud was after Mr Berlusconi gave up running his empire, but the prosecutors claim to have evidence he knew of it." (Fontes: Daily Telegraph e Guardian)
Publicado em por Manuel Pinto.Blogs: "um verdadeiro acontecimento"? Eduardo Prado Coelho volta às páginas do Público, depois de uma interrupção, e recomeça, escrevendo sobre blogs. Um excerto da parte final: "Pode ser uma observação verrinosa, um comentário sardónico. Pode usar toda a agressividade que quiser, porque isso faz parte das regras do jogo. É possível que se esteja a formar uma nova forma de intervenção ou novos processos de produção e exposição do pensamento. É possível que seja um mero fenómeno de moda e que mais tarde possamos dizer: houve um verão em que só se falava em blogues, lembram-se? Mas é um facto que surgiu um novo dispositivo, uma nova maneira de participar na cena pública, um novo tom, uma outra energia. Para quem acredita que o lugar onde se escreve condiciona o que se pensa e escreve isto pode ser um verdadeiro acontecimento".
Publicado em por Manuel Pinto.E NÃO ACONTECE NADA? As relações entre políticos e jornalistas têm conhecido episódios edificantes, nos últimos dias. *O caso de Alberto João Jardim tornou-se crónico e, aparentemente, quase todos temem dizer o que pensam sobre o comportamento do personagem. Desta vez, além dos recados para todos os lados, incluindo para o Primeiro Ministro, decidiu implicar com o jornalista do Público que cobre os assuntos madeirenses, ou seja, "albertojoaninos". Desejou que ele "fique desempregado", por alegadamente, com outros correspondentes locais, "denegrir a imagem da região". Recentemente, escreveu que "o Tolentino defecou no Público mais um prosa contra os direitos autonómicos da Madeira". Estaremos todos obrigados a dizer: "Deixem lá! É o estilo do Alberto João!?". "Quousque tandem abutere Catilina patientia nostra? (...) O tempora, o mores!". * Passou sem grandes referências um texto de Luís Filipe Menezes, no "Público" de domingo, que contém insinuações da maior gravidade contra um "jornal de 'referência'", "qual vaca sagrada da comunicação social", cujo nome não é referido, mas que todos sabem ser o "Expresso". Afirma ele que uma notícia feita por uma jornalista, na Cidade Invicta, "saiu integral do Porto, havia sofrido um primeiro ajuste editorial em Lisboa, havia sofrido um segundo após uma ameaça política de um ministro, e um terceiro após uma intervenção mais 'comercial' de um outro membro do Governo". Poderá dizer-se, também neste caso, que "é mais uma do Luís Filipe Meneses". Mas isto é assim? Dizem-se coisas deste calibre e não acontece nada? Actualização: Francisco José Viegas comenta, no JN, o caso Alberto João Jardim e as declarações que proferiu no Chão da Lagoa. Deixo a última frase: "Eu, como sou um liberal, limito-me a sorrir. Afinal de contas, trata-se de Alberto João Jardim." A pergunta é: será que ficamos, assim, esclarecidos sobre o que é ser liberal?
Publicado em por Manuel Pinto.Ainda a TSF Escreve o blog Respirar o Mesmo Ar: (...) uma rádio não é só o que quem a faz produz, é também o modo como quem escuta o que ela produz, constrói dela um entendimento.
Publicado em por Manuel Pinto."The New York Times" vai ter um Provedor O novo director do diário The New York Times aceitou a recomendação do grupo que inquiriu sobre as irregularidades verificadas em torno e a propósito do caso de Jayson Blair, de que seja criado o cargo de "ombudsman" ou provedor, que aquele jornal designa também por "public editor". Uma outra recomendação do grupo aponta para a criação de "senior-level posts for editors to monitor internal compliance with the paper's standards and to insure that assignments and promotions within the newsroom are made on a more transparent basis." O relatório completo pode ler-se no site da empresa que edita o NYT. Este influente diário norte-americano era o único dos grandes jornais que não tinha achado necessário dotar-se de provedor. Como escrevia ontem o USA Today, "The Washington Post, the Chicago Tribune, The Sacramento Bee and The Oregonian all have ombudsmen, but Times editors have traditionally felt they were best at policing their own shop."
Publicado em por Manuel Pinto."Importante, se for verdade" No número de Agosto, já distribuído, da American Journalism Review, vem o texto de Jill Rosen, intitualdo "Important if True", cuja leitura é proveitosa. O sumário: "Despite periodic spasms of concern over discredited stories relying on unnamed sources, the practice of granting anonymity has survived and thrived. Will the Jayson Blair episode reverse the momentum?" No texto são citadas palavras de John Temple, editor do Rocky Mountain News: "To me the discussion is central not because people would act out of malice--not like Jayson Blair--but because newspapers are better when they're discussed, weighed and critiqued."
Publicado em por Manuel Pinto.Emissão planetária na beatificação de Madre Teresa O Vaticano pretende fazer do acto de beatificação de Madre Teresa de Calcutá, em 19 de Outubro próximo, um "acontecimento televisivo de repercussão mundial". A cerimónia evocará igualmente o 25º aniversário do pontificado de João Paulo II. O Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais está a organizar as condições para que a transmissão, que ficará a cargo da RAI, possa ser difundida para os cinco continentes.
Publicado em por Manuel Pinto.Sentença inédita em Espanha A “Audiência Nacional”, numa medida sem precedentes, condenou a TVE – Televisão Espanhola por ter violado os direitos fundamentais da greve e da liberdade sindical. Esta situação surgiu na sequência da denúncia do sindicato Comisiones Obreras ter denunciado a TVE de manipulação informativa nos “Telediários” do dia 20 de Junho de 2002, dia de greve geral em Espanha. De acordo com a sentença, “não se estabeleceram mecanismos de controlo e critérios objectivos para a distribuição dos tempos, espaços, e conteúdos”. Não sei se o direito à greve e o da liberdade sindical foram violados (é uma perspectiva que pode merecer discussão), mas que a liberdade de informação e o direito à informação não foram respeitados, lá isso não parece deixar dúvidas. Foi talvez por isso que esta sentença deixou em estado de sítio a TVE e sobretudo o director de informação Alberto Urdaci, cuja cabeça é insistentemente pedida pela oposição, que já tinha chamado a atenção para as coberturas da TVE da catástrofe do “Prestige” e da “Guerra do Iraque”. Não é pois de estranhar que a oposição espanhola qualifique a decisão da “Audiência Nacional” de histórica por ser a primeira vez que a estação pública é acusada de “censura e manipulação da informativa”. O facto que esteve na base da intervenção do sindicato CC OO foi o “Telediário 2”, apresentado e dirigido por Urdaci, no qual foi divulgada uma sondagem, da qual apenas foram apresentados os resultados que favoreciam ou reforçavam a posição governamental relativamente à greve, pretendendo, pretensamente, desmobilizar os potenciais grevistas. Apesar da total ausência de referências à sentença na TVE, os próprios funcionários da casa relatam situações e casos concretos da falta de objectividade nos telediários. As reacções na imprensa são também violentas e incisivas. O “El País” intitulou o seu editorial de 26/07/2003 “Al servício del Gobierno”, enquanto que no desenvolvimento do respectivo texto refere que “a TVE actuou em plena sintonia com as consignas governamentais que pretenderam tornar invisíveis os grevistas” e que “a TVE foi apanhada em flagrante violação não só das mais elementares regras jornalísticas, mas também das suas obrigações legais como serviço público”. Por outro lado, o “El Mundo” do mesmo dia, em editorial, é muito contundente ao afirmar que “na TVE não se nomeia os altos cargos pela sua capacidade profissional, mas pela sua cedência à submissão”. O "El País" tem acompanhado de muito perto este facto e o "Público" já o referenciou.
Publicado em Julho 30, 2003 por JoCaBraGo.Blogs: "the freest media the world has ever known" " (...) In the last few years, however, we have had a clean test, and it's weblogs. Weblogs are the freest media the world has ever known. Within the universe of internet users, the costs of setting up a weblog are minor, and perhaps more importantly, require no financial investment, only time, thus greatly weakening the "freedom of the press for those who can afford one" effect. Furthermore, there is no Weblog Central -- you do not need to incorporate your weblog, you do not need to register your weblog, you do not need to clear your posts with anyone. Weblogs are the best attempt we've seen to date of making freedom of speech and freedom of the press the same freedom, in Mike Godwin's famous phrase. (...) The one incoherent view is the belief that a free and diverse media will naturally tend towards equality. The development of weblogs in their first five years demonstrates that is not always true, and gives us reason to suspect it may never be true. Equality can only be guaranteed by limiting either diversity or freedom. The best thing that could come from the lesson of weblog popularity would be an abandoning of the idea that there will ever be an unconstrained but egalitarian media utopia, a realization ideally followed by a more pragmatic discussion between the "diverse and free" and "diverse and equal" camps. " Fonte: Clay Shirky's Writings About the Internet
Publicado em por Manuel Pinto.TSF em quatro minutos O que se passa na TSF constituirá apenas um assunto interno ou, mais restritamente ainda, um problema de gestão? Será que os ouvintes da estação não têm nada a dizer ao que se anuncia para o canal? É certo que a TSF é uma estação privada, que integra um grupo privado (ainda assim, com umas ligações não despiciendas ao Estado, por interposta PT). Mas, será que os ouvintes só contam para efeitos estatísticos e de cálculo da audiência e do share? (mesmo por esse lado, pelos vistos, a situação até não está má; bem pelo contrário). Que se passa então? As perguntas ocorrem-me, a propósito da anunciada intenção da Administração desta rádio de limitar a quatro minutos o tempo máximo de duração das notícias (com excepção do período das seis às 10 da manhã). Quatro minutos? Numa rádio que se define precisamente por ser uma Rádio de Notícias? Sem explicações sobre os porquês? Sem dizer nada sobre as consequências para a identidade da própria rádio? (Neste ponto, parece quase hilariante a informação que vem hoje na imprensa, de que Henrique Granadeiro admite que, em vez dos quatro minutos rangelianos, se possa passar à cota dos seis minutos. A cedência não anula o essencial de nenhuma das questões atrás colocadas, parecendo-me até que as torna ainda mais pertinentes). Em suma, a minha questão é esta: se a informação da TSF, em lugar das condições para se qualificar ainda mais, vier a ser espartilhada e açaimada, não será que a rádio portuguesa, a informação jornalística e a própria vida democrática ficarão mais pobres? Aos bloggers e a todos quantos (n)os lêem (sem ilusões de que são pouco mais de meia dúzia): enquanto ouvintes, enquanto interessados no futuro da TSF, que nos cabe fazer? (Não refiro, no quadro deste comentário, a programação de qualidade que a TSF indubitavelmente tem, quer no plano dos debates, quer no plano musical)
Publicado em por Manuel Pinto.FEJ apela ao debate sobre protecção das fontes A Federação Europeia de Jornalistas (FEJ) apelou a um debate urgente em defesa do “princípio sagrado” da protecção das fontes, envolvendo jornalistas, empresas de media e políticos, a propósito do caso de David Kelly. “Nada - a não ser crimes graves – justifica a revelação das fontes dos jornalistas”, disse o presidente da FEJ, Gustl Glattfelder. “É um ‘princípio sagrado’, reconhecido pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos e também reconhecido pelo Conselho da Europa na sua Recomendação R (2000) 7, que os jornalistas têm o direito de não revelar as suas fontes de informação”. (Fonte: Newsletter do Sindicato dos Jornalistas)
Publicado em por Manuel Pinto.V Congresso Português de Sociologia A comunicação é um dos muitos temas propostos para debate no V Congresso Português de Sociologia, que se irá realizar em Braga, no Campus de Gualtar da Universidade do Minho, de 12 a 15 de Maio de 2004. A Associação Portuguesa de Sociologia, entidade que promove a iniciativa, acaba de anunciar igualmente o tema geral do Congresso: Sociedades Contemporâneas: Reflexividade e Acção. As propostas de comunicação deverão ser apresentadas, acompanhadas de resumo, até 30 de Novembro próximo.
Publicado em por Manuel Pinto.A Rádio em Espanha Segundo um estudo publicado em Espanha, a rádio daquele País goza de muito boa saúde. O “Estúdio General de Audiências” (EGA) concluiu que a rádio, no seu conjunto, tem 24 792 000 ouvintes. Apenas 10 621 000 espanhóis não ouvem rádio. A maior parte dos ouvintes, prefere as rádios generalistas e preferem o período da manhã para ouvir rádio. Este estudo foi dado a conhecer na imprensa de Espanha no dia 20 de Julho e reporta-se ao período compreendido entre 18 de Junho e 3 de Julho de 2003. "Informe Semanal" 30 anos em antena O programa “Informe Semanal” da TVE – Televisão Espanhola, cumpriu trinta anos de emissão ininterrupta. É uma verdadeira instituição da informação no país vizinho, sempre baseada no rigor e competência. O seu formato foi inspirado no celebérrimo “Sixty Minutes” da CBS, cuja emissão arrancou em 1968. O fundador do “Sixty Minutes”, Don Hewitt afirmou, no “El País” de 2003-07-23, que o segredo do sucesso do seu programa residiu em dois aspectos: 1. A virtude de saber escolher os seus colaboradores e deixá-los trabalhar em paz; 2. Converter as histórias na chave de todo o seu trabalho. De acordo com o fundador do programa, “a sua tarefa era fascinar as audiências” e confessou-se “contrário à existência de linhas editoriais”, razão pela qual nunca teve nenhum tema tabu.
Publicado em Julho 29, 2003 por JoCaBraGo.Google News com os jornais francófonos O Google lançou hoje uma edição do seu serviço noticioso em francês, o qual cobre, em permanência, e segundo a empresa, cerca de 500 títulos do universo francófono. Além da primeira página, este serviço engloba seis secções: internacional, França, cultura, tecnologia e ciência, saúde, desporto e economia). (Fonte: Le Nouvel Observateur)
Publicado em por Manuel Pinto.O jornalismo em democracia Recupero o texto de Estrela Serrano, Provedora do Leitor do DN: - papel do jornalismo no confrontar os políticos com as suas promessas eleitorais; - as funções do jornalismo numa sociedade democrática: a ideia de um jornalismo "vigilante do funcionamento das instituições", que responsabilize o poder político perante os cidadãos, por contraposição a "um jornalismo centrado nos eventos e nos discursos oficiais, prisioneiro de fontes autorizadas e «bem informadas», oficiais ou oficiosas _ sejam do campo político, da justiça, do desporto ou de qualquer outro _ nem sempre capaz de se posicionar criticamente face às pressões a que, sobretudo em momentos de crise, está sujeito". - o alargamento do debate público, confinado quase exclusivamente a determinados «actores», que ocupam o espaço público «tradicional» _ jornais, rádio e televisão. "Contudo - nota Estrela Serrano - o espaço público tende a alargar-se e a «democratizar-se» através da Internet, nomeadamente em espaços alternativos, de que os blogues são um exemplo, não obstante o acesso a esse meio ser ainda limitado a algumas elites e de não se conhecerem suficientemente os seus contornos e as suas implicações. Trata-se, contudo, de um importante meio de transmissão e troca de ideias, embora de características diferentes dos espaços de opinião dos media tradicionais, desde logo sem os seus constrangimentos e sem que os autores que aí se expressam possuam o mesmo tipo de responsabilidade perante o público".
Publicado em por Manuel Pinto.Uma pequena nota: a peça sobre blogs (Ver post “Blogs chegam hoje ao Telejornal”, de dia 26) foi emitida ontem, por volta das 20h45. Foi referido que iria decorrer um encontro sobre weblogs em Braga, em Setembro, mas se não estou em erro a data e o local não foram referidos. A peça incluía depoimentos dos autores de diversos blogs: Bomba Inteligente (Carla Hilário de Almeida, julgo eu – se não for este o nome, as minhas desculpas desde já), Dicionário do Diabo (Pedro Mexia), Gato Fedorento (Tiago Dores, Miguel Góis, Ricardo de Araújo Pereira e Zé Diogo Quintela), Reflexos de Azul Eléctrico (Bragança de Miranda), e, como já tinha sido mencionado, a Elisabete Barbosa. Espero não me ter esquecido de ninguém.
Publicado em por Sara.Atenção aos sinais A ideia da cabala, que a Direcção do PS diz existir contra este partido, ou seja, a existência de uma rede, de um grupo, seja lá o que for, que conspira na sombra para açaimar ou imobilizar o maior partido da oposição carece de demonstração. Lançada para o ar, no quadro que é de conhecimento público, pode até ter efeitos deletérios e perigosos. Neste contexto, pareceu-me que o último artigo ("Tomar a sério") que Pacheco Pereira escreveu no Público era bem mais do que uma exigência de que Ferro Rodrigues explicasse as afirmações que havia feito no comício de Góis. O que quero dizer é que a ideia de um poder que se move na sombra - de baterias apontadas não necessariamente apenas aos socialistas - seria matéria muito grave para ser ouvida e reiterada e, pelo menos, não se ficar atento a todo o tipo de sinais. A existir um tal processo em curso, os media teriam, necessariamente, de desempenhar um papel -chave. As forças que se movem na sombra - veja-se o caso das organizações terroristas - carecem, como de pão para a boca, dos jornalistas e dos órgãos de informação e sabem, como ninguém, tirar partido da sua lógica mediática. Neste contexto, vale a pena ler o encadeamento de factos recentíssimos, que Teresa de Sousa faz hoje na sua coluna semanal, precisamente intitulado "Zonas de Sombra". A prudência aconselha que se olhe em todas as direcções. Mesmo que seja para concluir que, como dizia o outro, "é só fumaça". * Um complemento, sugerido pelo Ter Voz: de Clara Ferreira Alves, "O cadáver adiado", no Diário Digital.
Publicado em por Manuel Pinto.Tendo em conta que o "post" que tentei publicar a partir de Espanha continha algumas gralhas, vou novamente proceder à sua publicação. Os Jornais de grande circulação e a aproximação aos leitores Os meios técnicos das televisões e rádios, a informação em “tempo real” que atira para o baú o interesse da notícia que só pode ser publicada no dia seguinte, fizeram com que os jornais redireccionassem a sua estratégia informativa para a análise e aprofundamento das notícias da véspera e para a informação que, normalmente, não interessa aos meios audiovisuais, designadamente a informação regional, de proximidade. Daí o grande desenvolvimento e mesmo tradição que a imprensa regional granjeou em França e Espanha, onde existem diários regionais de grande expansão e tiragem. Embora mais recentemente, o fenómeno começou a chegar a Portugal. Primeiro com as edições Norte e Sul do “Público”, “Diário de Notícias” e “Jornal de Notícias” e, mais recentemente, com edições mais localizadas do JN e “Público”. Na nossa vizinha Espanha, uma nova tendência está em curso. O jornal “El Mundo”, diário de grande expansão, está a testar um novo modelo de aproximação com os leitores e com as suas regiões. Em algumas regiões espanholas, em vez de publicar uma edição regional – modelo normalmente seguido – está a lançar a edição nacional em conjunto com um diário regional, oferecendo um verdadeiro dois em um – dois jornais, informação do mundo, nacional e, muita informação regional. Estão nesta situação a Galiza, com o “Correo Galego”; Baleares, com o “El Dia de Baleares”; León, com o “la Crónica de León”; e Burgos com o “El Correo de Burgos”. Este é um modelo com vantagens, embora também com inconvenientes. O inconveniente é o facto do leitor ter que consumir dois jornais distintos, com uma organização e estruturação diferentes e, como é evidente, com notícias repetidas ou que sobrepõem. As vantagens residem na possibilidade de promoção do diário regional, ao alargar o campo de potenciais leitores e, consequentemente, do diário nacional; a diversidade e quantidade de informação é muito grande; a informação local sai claramente beneficiada, tanto em quantidade, qualidade como diversidade. Um exemplo a seguir e que, numa perspectiva de concentração crescente no campo dos media e de constituição de grandes grupos, pode ter um cabimento e uma pertinência mais próximos do que aquilo que se pode imaginar.
Publicado em Julho 28, 2003 por JoCaBraGo.A TSF debatida nos blogs No Dicionário do Diabo:
"A TSF é, desde os anos em que ainda era pirata, a minha rádio. Só deixei há muito de ouvir o Fórum - como expliquei, sou masoquista apenas ao Sábado - e tento manter-me católico evitando ouvir Madre Pintasilgo e o Bispo Alarve; mas acompanho o Grande Júri, o Flashback, o Pessoal e Transmissível, os noticiários e sobretudo as jornadas informativas quando há temas mais candentes. A saída de Carlos Andrade não me agrada nada, porque sempre foi das pessoas por quem tive respeito na TSF (e não o conheço de lado nenhum). E o dedo de Rangel que aí vem só pode estragar, porque Rangel parece viver, há vários anos, apenas para estragar boas ideias. Espero que a TSF continue a ser a TSF, porque mesmo incrivelmente esquerdista é a nossa melhor rádio. Se eu tiver que ouvir a Renascença, torno-me um homem-bomba."Resposta do Outro-Eu:
Oh, Diabo! Há elogios risíveis. Fica-se com aquela sensação de que estão a querer ser simpáticos mas a atirar completamente ao lado. É o caso de Pedro Mexia, a falar da TSF. Diz, no Dicionário do Diabo, que "mesmo incrivelmente esquerdista é a nossa melhor rádio". Isto de ser "a nossa melhor rádio" - para quem, como eu, lá trabalha - é bom de ouvir. Mas a frase vem inquinada de trás. "Esquerdista"? Dá vontade de rir. Pedro Mexia não esconde que é de direita. Deve ser esse o problema. A TSF, não é. Ou seja, a TSF não segue a cartilha de Mexia porque, que eu saiba (e podem ter a certeza que sei do que falo), não segue cartilha alguma. Qual será o melhor exemplo que Pedro Mexia encontra do suposto esquerdismo da TSF: ter ouvido aqui há tempo uma canção de José Afonso? Mexia deve ter tudo contabilizado. Estou a arder de curiosidade.Entretanto, já há réplica e tréplica, bem mais desenvolovidas. O Valete Fratres também entrou em cena, para reforçar o argumento político-ideológico. Se isto quer dizer alguma coisa... . A seguir com atenção. Publicado em por Manuel Pinto.
Fronteiras da Imagem com a Palavra Na Sala dos Capelos da Universidade de Coimbra, decorre hoje à tarde o doutoramento de Isabel Calado, que apresenta uma tese intitulada "Fronteiras da Imagem com a Palavra - contributo para uma abordagem da representação e cultura visuais". Trata-se de um trabalho de grande fôlego, que postula a necessidade de romper com um quadro em que as imagens aparecem como “elementos de comunicação supostamente secundários, laterais, extra ou para-textuais" e aponta para a necessidade de, salvaguardando diferenças, especificidades e até irredutibilidades entre a palavra e a imagem, explorar as enormes zonas de interface, complementaridade e diálogo entre os dois universos culturais. Isabel Calado é docente da Escola Superior de Educação de Coimbra. Tem diversos trabalhos publicados, designadamente "A Utilização Educativa das Imagens", na Porto Editora.
Publicado em por Manuel Pinto.O "Globo" tem 15 blogs! Há órgãos de comunicação que proíbem os seus profissionais de terem blogs. Outros, pelo contrário, incentivam ou, pelo menos, não menosprezam essa prática. É o caso do brasileiro O Globo On Line. Neste jornal, são nada menos de 15 os colunistas com blog no site do próprio órgão. Os assuntos vão da ciência à política, da música à economia, e do desporto às tecnologias.
Publicado em por Manuel Pinto.Negócio e blogs, de novo A empresa de estudos de mercado Jupiter Research acaba de realizar um estudo sobre os "consumidores de blogs" (assim mesmo!). As perguntas-chave colocadas também falam por si >> Who is consuming Weblog content? >> How should businesses best take advantage of the Weblogging environment as a business tool? As conclusões supõe-se que se aplicam aos EUA (o press release não é explícito): "Weblog readers currently comprise only four percent of the online community, and Weblog creators, only two percent. Although the Weblog audience is small, several businesses including Groove Networks, Jupitermedia, and BizNetTravel have taken the opportunity to capture this audience's attention through business Weblogs. As Weblog consumption grows, business Weblog creators must identify to which audience, and by which means, Weblogs will be most beneficial. Of online users who read Weblogs at least once per month, 61 percent have annual household incomes of at least $60,000, suggesting a target audience for business Weblogs. Enterprises should follow business Weblog best practices to be well positioned for the future as the popularity and readership of business Weblogs increases. In the meantime, businesses can catch the attention of a small yet lucrative market in a personal, authoritative manner by using the Weblog platform."
Publicado em por Manuel Pinto.Descontracção O MUNDO NUM CLICK - Jornalismo startpage é o nome de um site que se propõe como página de acesso a uma série de meios de comunicação social nacionais e estrangeiros, além de instituições do campo dos media. Até aqui tudo bem. É útil, não terá ainda tanta informação como o Eu Sou Jornalista, mas parece ser de utilização mais fácil. Entendeu o seu responsável colocar lá um link para o Jornalismo e Comunicação, o que naturalmente agradecemos. Só achamos graça foi à rubrica sob a qual nos meteram lá: "Descontração". Dado o carácter de entretenimento e evasão deste blog, só podem ter querido mesmo escrever "Descontracção". *** O mesmo site insere uma sondagem na qual se pergunta aos visitantes: "Considera que as Universidades de Comunicação Social preparam convenientemente o futuro jornalista?". Supondo que existe algo chamado "Universidades de Comunicação Social", elas saem muito mal cotadas: de um total de 86 votos, 72 por cento acham que não.
Publicado em Julho 27, 2003 por Manuel Pinto.Manifesto pela qualidade da TV para crianças Mais qualidade na televisão para crianças é o que exige um Manifesto aprovado por 17 grandes instituições espanholas, por iniciativa do Defensor del Pueblo (o equivalente, grosso modo, ao nosso Provedor de Justiça). O documento salienta o facto de ser reduzidíssima, sobretudo no período da tarde, a programação para os mais pequenos, tida pelos operadores como pouco rentável. Refere o sistemático incumprimento de disposições legais nacionais e comunitárias, relativamente aos conteúdos das emissões televisivas, em horários diurnos. Exige, por outro lado, a criação de um Conselho do Audiovisual, ao nivel do Estado, com a incumbência de assegurar o cumprimento de normas que estejam ou venham a ser estabelecidas. O Manifesto foi apoiado por organizações como UNICEF, Comisiones Obreras, UGT, Organización de Consumidores y Usuarios (OCU), Federación de Asociaciones de Prensa de España (FAPE) e Asociación de Usuarios de la Comunicación (AUC). “Queremos parar esta cadena de improperios, mal gusto y violencia que perturba a nuestros niños y adolescentes, respetando siempre la libertad de expresión”, assinalou o Defensor del Pueblo, Enrique Múgica.
Publicado em por Manuel Pinto.Empresas recorrem aos blogs Nos EUA, em especial, cresce a cada dia o uso dos blogs no âmbito dos negócios e, também, na gestão da vida interna das empresas. Algumas estão mesmo, segundo notícia do Chicago Tribune, a substituir e-mails, faxes e telefones por blogs.
Publicado em por Manuel Pinto.Número da "Telos" sobre Arte Digital
É interessante a consulta do mais recente número da revista espanhola TELOS. A edição de Julho-Setembro compreende um dossier dedicado á "arte digital": "de la mano de expertos y artistas reconocidos, explora una nueva cultura audiovisual y multimedia intervenida por una conversión substancial que afecta a la comunicación." Outros artigos deste número: *La empresa responsable, Justo Villafañe *Lecciones de Irak, de Antonio Pasquali *La crisis de las revistas científicas y las nuevas oportunidades de Internet, de Dídac Martínez *En una época sin respuestas políticas-culturas juveniles, de Néstor García Canclini *Oligopolios mediáticos: La televisión contemporánea y las barreras de entrada, de Valério Cruz Brittos * Comunicación en tiempos bélicos: La guerra de la información en Afganistán, de Jörg Becker. Publicado em por Manuel Pinto.Acontece ... mas não devia acontecer O JN volta hoje com notícias sobre a extinção do Acontece, na RTP2: "Carlos Pinto Coelho planeou a retoma do programa a 11 de Agosto. Até ao seu último dia de emissão, antes das férias, nada lhe tinha sido avançado sobre um eventual fim do programa. Nesse dia, recebeu até a indicação do director de Informação para anunciar o regresso do "Acontece". O seu pedido de rescisão foi entregue em Setembro do ano passado, esclarece, mas até à data não obteve qualquer resposta." O Jornal dá igualmente conta das reacções de Emídio Rangel ("erro crasso"; "a eliminação de uma referência fundamental da RTP"; "se já se tem um programa completamente firmado junto do público alvo, qual é a razão desta mudança?" ) e de António Pedro Vasconcelos (que lamenta que o fim do "Acontece" não seja acompanhado de sinais positivos que apontem para alternativas.).
Publicado em Julho 26, 2003 por Manuel Pinto.Das seis matérias que o Público insere hoje na sua página de Media, pelo menos quatro já foram objecto de tratamento neste e noutros blogs nos últimos dias; uma, pelo menos, tem quase uma semana.
Publicado em por Manuel Pinto.Blogs chegam hoje ao Telejornal A RTP tem previsto apresentar no Telejornal de hoje um trabalho sobre blogs que tem estado a preparar nos últimos dias. Margarida Neves de Sousa é a jornalista que coordena e edita a informação recolhida sobre o assunto. A Elisabete Barbosa, do Jornalismo e Comunicação (e também do Jornalismo Digital, do Blog Clipping, etc), foi uma das entrevistadas, para falar, nomeadamente sobre o encontro. Um mote implícito: que importância é essa dos blogs a ponto de já serem pretexto para um encontro nacional? Vamos ver se a RTP dá argumentos. ACTUALIZAÇÃO: Não consegui ver o TJ completo, mas pareceu-me que a peça prevista não foi para o ar.
Publicado em por Manuel Pinto.Quem deve ser o dono do off ? "Quem deve ser o dono do off?", pergunta Luiz Weis, no derradeiro número de Observatório da Imprensa, do Brasil. Trata-se de retomar a discussão sobre o comportamento da BBC, no caso das informações sobre o modo como o governo de Blair lidou com o dossier das armas de destruição maciça atribuídas a Saddam Hussein. Para ele "trata-se, obviamente, de um caso extremo, em mais de um sentido da palavra, envolvendo a definição dos limites da responsabilidade jornalística no uso do off". Caso que liga com um outro: "O ombudsman da Folha, Bernardo Ajzenberg, conta na edição de domingo (20/7) que a editora-executiva Eleonora de Lucena determinou aos repórteres que devem comunicar a origem das informações em off, sempre que os seus "superiores hierárquicos" o solicitarem. E estes, "conhecendo a identidade das fontes que são mantidas no anonimato, devem cuidar da manutenção do sigilo". A preocupação da editora parece procedente. Ela acha que "o emprego de informações ?off the record? está banalizado no jornal" e, por isso, "é preciso redobrar os cuidados na apuração e os controles na edição de notícias obtidas desse modo". Luís Weis, reconhecendo que a posição da editora da Folha abre lugar para "um poderoso debate", não concorda com esta exigência: "É óbvio que isso torna mais difícil "redobrar os controles" etc. Mas o uso do off ? ou do not for attribution, para ser mais exato envolve, como estas Notas já observaram, uma cadeia de relações de confiança. Para "trás", entre repórter e fonte. E para "frente", entre repórter e chefias. E, por último, entre o jornal e o seu leitor. (...) E como em qualquer outra situação de vida, segredo compartilhado é segredo desfeito."
Publicado em por Manuel Pinto.Dia da Galiza e nova norma linguística Hoje, 25, é o Dia da Galiza ou o Dia da Pátria Galega, conforme se queira. É também o dia de S. Tiago. Apesar da facilidade de comunicação e de circulação entre o Norte de Portugal e a Galaiza; apesar ainda da proximidade cultural, em muitos aspectos, as distâncias continuam a ser significativas. Por exemplo, tanto quanto me apercebi, passou praticamente por referir o facto de ter sido aprovada no passado dia 12 uma nova normativa do galego que se pode considerar um pouco mais próxima do português. O que leva a publicação "A Nosa Terra" a escrever na sua última edição: "Quen escriba Galiza, libraría, cuxo ou ouvir estará a empregar a normativa oficial. O pasado sábado día 12 a Academia daba o visto bo ao acordo normativo e puña fin a un proceso que se iniciaba en novembro de 1999, cando a AS-PG convocaba aos representantes das tres Universidades mais ao Instituto da Língua Galega para chegar a un consenso que elimínase o conflicto ortográfico. Os cambios son oficiais desde o propio sábado xa que a Academia ten autoridade na materia. A Xunta, nun próximo consello, aprobará as medidas para facela efectiva." A actual norma linguística tem mais de 20 anos, datando de 1982, mas foi desde cedo objecto de contestação por sectores importantes dos meios culturais e académicos galegos, que defendiam uma maior aproximação ao português. De facto, a questão linguística tornou-se um tema´da luta política e ideológica. Em 1999, a Associação Sócio-Pedagógica Galega tomou a iniciativa de convidar representantes das três Universidades da Galiza para iniciar um processo de exame da norma linguística. Outras instituições ligadas à língua se associaram. A Academia Galega da Língua, entidade com poder decisório na matéria, não viu, inicialmente, estas démarches com bons olhos. Contudo, a mudança de presidente veio abrir novas perspectivas, uma vez que Xosé Ramon Barreiro, o novo titular do cargo, se mostrava mais aberto a uma política linguística consensualizada. Nas novas condições, foi possível, com negociações que se prolongaram por quase quatro anos, chegar a uma proposta que caberá, agora, à Xunta concretizar. (A fim de evocar este Dia da Galiza, o Centro de Estudos Galegos da Universidade do Minho abriu hoje um site sobre a Galiza e as relações desta com o nosso país).
Publicado em Julho 25, 2003 por Manuel Pinto."Acontece" desaparece Morais Sarmento já tinha pré-anunciado e hoje só vi a notícia no JN: o programa Acontece, uma espécie de joia da coroa do Canal 2 da RTP, vai desaparecer e dar lugar a outro. A notícia é ambígua. Em título diz que Programa "Acontece" será rejuvenescido , mas no corpo da peça refere que Almerindo Marques, presidente do Conselho de Administração da RTP, anunciou que "o programa de Carlos Pinto Coelho não vai figurar na grelha do Canal Conhecimento que deverá ser lançada em Outubro". E acrescenta: "O programa "Acontece" será substituído por outro de moldes mais rejuvenescidos e conhecerá então uma outra designação. À questão de se o seu fundador e apresentador se manterá à frente do novo magazine cultural, Almerindo Marques respondeu que Carlos Pinto Coelho pediu já a rescisão do contrato."
Publicado em por Manuel Pinto.Uma pequena notícia sobre o continuado crescimento do número de blogs à escala mundial: neste momento já serão perto de três milhões...
Publicado em por Joaquim Fidalgo.Um fórum da TSF sobre ... ... ... a TSF A ideia-desafio vem, formulada na negativa, no blog Ânimo: "por causa do confessado amor por uma rádio que nos tem ajudado a tornar os dias mais leves, queremos ajudar, aqui, a minorar os estragos, mantendo-nos de olhos e ouvidos bem abertos, para que nada se perca do projecto inicial. Erros,desvios,insuficiências,quem os não tem. É por isso e porque sabemos que a TSF jamais fará um FORUM para saber O QUE É QUE ACHA QUE SE VAI PASSAR COM A TSF (e ... por que não?!) que divulgamos na íntegra a acta da reunião entre o Conselho de Administração e o Conselho de Redacção, a carta de Andrade e o comunicado dos Trabalhadores." E lá vem a anunciada acta, mais outra documentação relevante já referenciada neste blog e um primeiro (e azedo) comentário de JMC muito crítico da actual TSF e esperançoso na direcção, que aí vem, a partir de 18 de Agosto, de José Fragoso. O comentário de JMC não poupa a actual equipa dirigente da TSF: "...gostava, já agora, que me dissesses quem é que pôs a TSF neste estado de absoluta indigência (manda um jornalista 12 dias para Barcelona por causa do Quaresma, que nem sabe ligar uma frase seguida, e não ligou pêva ao golpe militarem S. Tomé; há quanto tempo a TSF deixou de estar na frentes das notícias e da reportagem jornalística?; além do Fórum, que por acaso é uma invenção, mais uma, dessa tão sinistra figura rangeliana como tu e outros lher chamam, diz-me o que é que os Andrades, Alves, Villas e Cassianos promoveram de diferente, e de melhor, na TSF pós-Range?l; etc., etc., etc.).". Parece que há aqui lógicas de "grupos" a funcionar. Ou não será? O debate está aberto. Com o reconhecimento, que me parece justo, de que, com defeitos e limitações, a TSF continua a ser uma referência. E que isso se deve muito a muitos dos seus profissionais.
Publicado em por Manuel Pinto.O jornalismo pode matar? A pergunta não pode ter maior actualidade, depois do caso de David Kelly, e volta a ser colocada no site do Observatório de Imprensa. Leneide Duarte-Plon recorda os casos de Bérégovoy e de um outro político francês, dos anos 30, para reflectir sobre o jornalismo hoje, em conversa com o jornalista especialista francês Thomas Ferenczi. Alberto Dines, director do Observatório, escreve, a propósito do caso do cientista-conselheiro inglês e da polémica entre o governo Blair e a BBC: " (David Kelly) Não foi executado na Torre de Londres mas num patíbulo dominado pelos fantasmas dos reis-facínoras criados por Shakespeare: ** A BBC ensandecida no esforço para valorizar a sua independência no mercado internacional de TV all news. ** A mídia comercial assanhada para desmoralizar a denúncia da BBC de que o governo Blair havia "esquentado" a informação que justificaria a invasão do Iraque. ** O governo Blair desesperado com o desprestígio da adesão incondicional ao esquema troglodita da família Bush. ** Os deputados conservadores doidos para cortar o orçamento de uma empresa pública como a BBC. ** A esquerda inglesa exaltada com a possibilidade de livrar-se do perfumado neotrabalhismo de Tony Blair. ** A ferocíssima imprensa inglesa no jejum do verão, incapaz de meias medidas, pronta para crucificar o primeiro que aparecer – o mordomo da rainha, um político homossexual ou uma garota de programa. (...)"
Publicado em por Manuel Pinto.Jovens: mais Internet do que TV Há dias, alguém escrevia num blog que uma vantagem deste novo meio de expressão consistia no facto de há três semanas não ver televisão. Não sei se é uma vantagem. Mas pode estar a desenhar-se uma tendência (significativa?passageira?). Agora, leio no Contrafactos a referência a um estudo sobre o uso da Internet entre 2600 jovens com idades compreendidas entre os 13 e os 24 anos que conclui, precisamente - e no título da peça que o USA Today dedica à matéria - que "Internet tops TV in battle for teens' time". ''The reality is the media landscape has changed,'' says Wenda Harris Millard of Yahoo, which commissioned the study with media agency Carat North America. ''It's not that it's about to change. It has.''
Publicado em por Manuel Pinto.O novo contra o velho jornalismo Jeff Jarvis, preparou um artigo sobre weblogs para a Nieman Reports, mas não gostou das alterações introduzidas no texto pelo editor. No seu blog pessoal publicou as diferenças entre o texto antes e depois de ser editado. E escreveu isto sobre o jornalismo: Journalism still needs to escape its closed, think-tank think and get out there and use the tools the audience is using. They need to read what the audience is writing. They need to listen. That's what is so damned exciting about weblogs. Weblogs give you the chance to hear your audience and what they really care about -- if only you are ready to listen. Reacções aqui e aqui.
Publicado em Julho 24, 2003 por Elisabete Barbosa.Médico opera para jornalistas e outros intelectuais Começou há dias a "operar" o Médico Explica Medicina a Intelectuais, um blog que se apresenta deste modo: "São tantos os dislates que se ouvem e lêem, por vezes inconscientes, que decidi esclarecer quem me procurar, para que os jornalistas (e outros intelectuais!) sejam o veículo para os 'media' não fomentarem a iliteracia científica". Apesar do tique anti-jornalista que transparece não apenas no cabeçalho, mas igualmente em posts que dão destaque a comentários de terceiros, a ideia é interessante e potencialmente útil. Refiro o tique apenas porque o jornalismo é um campo social em que coexiste a competência e a incompetência, como entre os professores, os médicos, e outros grupos profissionais. Como é sabido, há também "posturas" de médicos que contribuem igualmente não apenas para a iliteracia científica, como para a própria doença. Portanto, a questão está mal posta quando é proposta anti-qualquer coisa ou para esclarecer os ignaros. Dito isto, todos temos a beneficiar dos esclarecimentos deste Médico.
Publicado em por Manuel Pinto.Mais uma crónica sobre blogs. Esta é de Francisco José Viegas e, entre outras coisas, aborda a questão – por vezes polémica – da relação dos blogs com o jornalismo. Fica aqui um excerto: “Os blogs não põem em risco o jornalismo, evidentemente, nem os jornais: mas desafiam-os, obrigam-os a moderar a sua marca ideológica e as suas tentativas de manipulação, lançam reptos à preguiça das redacções e à sua modorra, provam que não é preciso ser-se profissional do jornalismo para escrever sobre a passagem do tempo ou sobre a actualidade – mas que o profissional do jornalismo deverá ser mais exigente, mais rigoroso, mais culto e mais informado do que tem sido até agora”.
Publicado em por Sara.Posição dos trabalhadores da TSF Consideraram os trabalhadores da TSF: 1)Inaceitáveis as circunstâncias que forçaram a demissão da direcção e das chefia de redacção; 2) Rejeitar qualquer despedimento na TSF, já admitidos pelo presidente do conselho de administração; 3) Exigir à administração que torne possível o reassumir de funções da direcção demisssionária; 4) Rejeitar qualquer descaracterização do projecto TSF; 5)Manifestar estranheza pelo facto destes acontecimentos ocorrerem num quadro de reforço das audiências pelo quarto trimestre consecutivo que tal como reconhece o presidente do conselho de administração "...estão entre os mais altos da TSF". (Fonte: Telefonia Virtual)
Publicado em por Manuel Pinto.Nova imagem da RTP É hoje que a estação pública apresenta a sua nova imagem institucional, segundo noticia o Diário Económico. Um mesmo nome com nova assinatura e grafismo, para uma nova empresa a ser criada no início de 2004. "A novidade será apresentada na mesma altura em que a administração fará o balanço de um ano do plano de reestruturação da empresa, que deverá estar terminada até ao final deste ano.".
Publicado em por Manuel Pinto.Assinalando blogs O ritmo do nascimento dos blogs deixa-nos incapazes de acompanhar a passada. E de assinalar logo alguns que, mal surgem, cintilam no firmamento blogosférico. Isto é: espicaçam, inquietam, rasgam horizontes, interrogam. Diferentes entre si, ficam hoje estes três: - Reflexos de Azul Electrico, elaborado por José Bragança de Miranda; - Socio(b)logue, de João L. Nogueira; - Apanha Imagens, sobre fotografia.
Publicado em por Manuel Pinto.Legisladores travam FCC Por 400 votos contra 21, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos da América votou quarta-feira o bloqueamento das recentes decisões da FCC de facilitar a concentração nos media. Trata-se, segundo observadores, de um facto pouco frequente, neste tipo de situações. No entanto, a decisão terá de passar ainda pelo crivo do Senado. Com a ameaça da Casa Branca de vetar as intenções da Câmara, prevê-se que se procurem, agora, soluções de compromisso. É, entretanto, de salientar, que a oposição às medidas da FCC traduz, de algum modo, um vastíssimo movimento de pressão contrária à concentração mediática. (Fonte: The New York Times).
Publicado em por Manuel Pinto.José Fragoso é o novo director da TSF Carlos Andrade, director da TSF, demitiu-se do cargo, em divergência com a Administração, tendo sido já substituído pelo jornalista José Fragoso. O motivo da demissão é, salutarmente, assumido pelo presidente do CA da TSF Rádio Notícias, Henrique Granadeiro, que refere, em comunicado, que as divergências se prendem com "os meios a afectar no lançamento da nova grelha da TSF, em Setembro próximo". O presidente do CA considera que "o lugar que a TSF tem hoje no panorama da Rádio Portuguesa é-lhe (a Carlos Andrade) devido em larga medida e está reflectido nos dados de audiência e de share recentemente divulgados e que estão entre os mais altos da história da TSF". Actualização: Segundo o Diário Económico, "a decisão da demissão foi originada pelo «número significativo de despedimentos planeado e que irá afectar sobretudo os jornalistas» da TSF, referiu ao Diário Económico uma fonte do grupo. Reestruturação que levará a que, em Setembro a Lusomundo lance «a nova TSF», fruto de um plano apresentado por Emídio Rangel." Por sua vez, o site da Telefonia virtual transcreve a carta de despedida de Carlos Andrade e dá conta da reacção dos trabalhadores da estação.
Publicado em Julho 23, 2003 por Manuel Pinto.A tendencia regionalizdora da imprensa e uma realidade. Depois das pujantes realidades francesa e espanhola, com diarios regionais de grande expansao e tiragem, Portugal comeca a ter tambem experiencias desse tipo, com as edicoes regionais do "Publico" e "Jornal de Noticias". A proximidade e complementaridade com outros media, sao campos e trunfos que a imprensa esta a tentar explorar. Contudo, na vizinha Espanha, uma tendencia diferente esta a emergir. O jornal "El Mundo", esta a testar um novo modelo. Em algumas regioes, em vez de editar a edicao local, esta a lancar a edicao nacional juntamente com um diario regional. E o caso da Galiza, juntamente com o "Correo Galego"; Baleares com o "El Dia de Baleares"; Leon com o "La Cronica de Leon; e Burgos com o "El Correo de Burgos". E caso para dizer que esta e a verdadeira sinergia e complementaridade entre a imprensa regional e a nacional de grande expansao.
Publicado em por JoCaBraGo."Deep linking" é legal na Alemanha É o que, do meu ponto de vista, se chama uma boa notícia, dada pelo E-Media Tidbits : depois de vários tribunais terem declarado ilegal o deep linking, o Supremo Tribunal Federal alemão acaba de declarar a prática legal naquele país. O "deep linking" é a ligação, na Internet, para artigos específicos em sites públicos, sem passar pela página principal (homepage). A decisão judicial por um tribunal de ultima instância surgiu de um processo em tempos posto pelo grupo de media Georg von Holtzbrinck contra o Paperboy (motor de pesquisa de notícias). Nomalmente, este tipo de empresas queixa-se que o "deep linking" as prejudica, ao evitar que os visitantes contactem vcom os banners publicitários. Por causa desta acção, o Paperboy viu-se forçado a suspender os seus serviços. Importa referir, porém, que a decisão do Supremo alemão apenas se aplica aos sites de acesso gratuito.
Publicado em por Manuel Pinto.Governo francês apoia jogos vídeo O governo francês criou uma bolsa de quatro milhões de euros para apoiar novos criadores de jogos video apassarem as suas ideias à prática. O ministro da Cultura , que anunciou a medida, procura, desta forma, dar "um sinal de que existe um potencial muito forte na indústria dos jogos video em França", num quadro de mercado que vive tempos difíceis. Recorde-se que são franceses alguns dos grandes fabricantes e editores deste tipo de jogos e, nomeadamente de Infogrames, o maior editor de jogos interactivos da Europa. (Fonte: BBC News).
Publicado em por Manuel Pinto.Blog: entre o chat e a coluna Houve uma ideia lançada ontem, no debate da NTV sobre a blogosfera, creio que pelo Ricardo de Araújo Pereira, do Gato Fedorento, que gostaria de registar: a de que a natureza dos blogs se situa algures entre o chat e a coluna jornalística semanal. Mais imediata do que esta, mas mais cuidada (na qualidade da escrita) e um pouco menos rápida do que o chat. Ou seja, o blog permite alguma intervenção e alguma conversa "em cima" do que se passa, mas sem aquela imediaticidade, aquela colagem às coisas e à conversa sobre as coisas que se verifica no chat. Seria, por isso, uma "passada" que assegura um mínimo de distanciamento e uma boa dose de elasticidade.
Publicado em por Manuel Pinto.Nova revista de lazer “Fora de série” é o nome de uma nova revista de periodicidade trimestral que vai ser lançada na sexta-feira, juntamente com a edição do Diário Económico. A revista, que dá corpo a um novo projecto editorial, define-se como de "lazer, consumo e tendências".
Publicado em por Manuel Pinto.Partilho da inquietação do Contrafactos, quando pergunta:
Porque é que a Carta do ministro dos Negócios Estrangeiros ao director do Público, onde se apontam "faltas de ética profissional, com V. Exa a publicar trechos de conversas privadas que tínhamos tido antes de eu desempenhar as actuais funções", não teve um desmentido na "Resposta do PÚBLICO"?Publicado em Julho 22, 2003 por Manuel Pinto.
“Afinal”, pergunta a jornalista Carla Borges Ferreira, na Briefing, “quantos clientes tem a TV Cabo?”. Pelos vistos, parece que depende de quem faz a pergunta… porque a resposta pode variar entre 800 mil, 1,2 milhões ou cinco milhões. É obra.
Publicado em por Sara.Ainda a memória da Internet Talvez não seja novidade, mas existe um projecto, o Internet Archive, que é provavelmente o maior do mundo no que diz respeito à preservação dos conteúdos digitais. Os materiais arquivados estão disponíveis para pesquisa através da Internet, sem encargos, através da funcionalidade “Wayback Machine”. O Internet Archive está em funcionamento desde 1996, e tem já uma “pequena” colecção de páginas da Web: mais de 10 biliões, segundo dizem os seus responsáveis. O Internet Archive tem algumas limitações, como é de esperar num projecto desta envergadura: as páginas só são disponibilizadas meses depois da sua publicação na WWW, e há muito material que não é abrangido. Os blogs, por exemplo, são incluídos, mas não exaustivamente, pelo que a maior parte das páginas acaba por se “perder”. Só por curiosidade, o Jornalismo e Comunicação tem apenas duas entradas, de Maio e Setembro de 2002, e o Ponto Media conta com 11. E o registo mais recente do jornal Público é de 21 de Novembro passado. Nas FAQs do site está tudo explicado sobre o funcionamento do Internet Archive. Acredito que o que já foi feito seja ainda uma gota de água, mas pode ser um ponto de partida para preservar o efémero que circula na Internet. Julgo, no entanto, que há ainda muitas questões por debater, no que diz respeito a este gigantesco arquivo. Faz sentido que apenas uma organização tenha esta tarefa em mãos? Seria benéfica a criação de estruturas em cada país que se responsabilizassem – seguindo, claro, um modelo comum – pela recolha das páginas instaladas nos domínios nacionais, para posteriormente adicionar esses registos ao “arquivo-mãe”? Ou isso iria traduzir-se numa burocracia interminável que apenas atrasaria e dificultaria ainda mais a tarefa que o Internet Archive tem vindo a realizar de forma razoável? Em caso de se optar por estruturas nacionais, e especificamente em relação a Portugal, que instituição teria capacidade para levar a cabo um projecto destes, sabendo-se que envolve custos materiais elevados e a necessidade de disponibilizar recursos humanos? Basta ver que, por exemplo, a Biblioteca Nacional (BN) se debate com inúmeras dificuldades na microfilmagem e/ou digitalização de edições periódicas em papel (jornais e revistas), e estas são bastante menos que as páginas na Web, em crescimento exponencial. Mesmo assim, este assunto tem vindo a ser pensado pela BN, que no final do ano passado organizou o “Encontro sobre Preservação Digital – Experiências e Estratégias”, e por bibliotecas nacionais de diversos países.
Publicado em por Sara.Revelar a identidade da fonte Deveria a BBC ter revelado qual a sua fonte de informação, no processo que terá levado ao suicídio de David Kelly? O "Diário de Notícias" colocou a questão ao presidente do Sindicato dos Jornalistas, ao director do Público e ao director do DN. A peça ganharia, porém, outro interesse se colocasse o problema não apenas sobre o que se passou depois, mas também antes da morte do cientista-conselheiro, uma vez que, depois da morte, a família de Kelly terá concordado com a divulgação. Ora a questão já era motivo de polémica no Reino Unido antes de sexta feira passada, nomeadamente por causa ds fortísimas pressões do Governo e de outros sectores políticos para que a BBC divulgasse a identidade da sua fonte.
Publicado em por Manuel Pinto.“O público, esse desconhecido” “O público, esse desconhecido” é o tema da última coluna da provedora do leitor do DN. São tão raras as reflexões sobre os media e o jornalismo a partir dos utilizadores da informação que não poderia deixar de fazer referência a esta peça de Estrela Serrano. “De facto – observa a provedora - apesar do aperfeiçoamento dos métodos de pesquisa, sobretudo inspirados no modelo do «consumidor» construído pelo marketing e pela publicidade, o conhecimento assim obtido depende cada vez menos da intervenção directa do público. Os dispositivos tradicionais usados nos estudos de audiência fornecem a ideia de um público anónimo, instantâneo, atomizado, redutível a práticas simples e descritíveis”.
Publicado em por Manuel Pinto.Blogs de novo na NTV O programa "Livro Aberto" que vai para o ar hoje, a partir das 22h, na NTV, será dedicado aos blogs. Foi, pelo menos, esse o tema anunciado na semana passada por Francisco José Viegas, ele próprio um blogger. O "Livro Aberto é um "programa sobre leituras que, a pretexto da relação entre livros e leitores, vai discutindo assuntos de interesse geral, resultem eles de temas universais ou de vivências locais ou particulares. Será um programa aberto ao movimento editorial, ao interesse pela leitura, às experiências e aos eventos que estimulem a utilização do livro como fonte de prazer e conhecimento."
Publicado em por Manuel Pinto.FCC: em mudança? A Federal Communications Commission (FCC) pode estar em vias de sofrer remodelações. O presidente, Michael Powell, terá confidenciado a vontade de deixar o cargo, enquanto três dos quatro restantes membros estarão igualmente a encarar seguir outros rumos. A notícia é do New York Times. Refira-se que o Financial Times noticiava ontem que o grupo News Corporation, de Rupert Murdoch, está a desenvolver uma forte acção de lobbying no sentido de dissuadir o congresso de travar as regras facilitadoras da concentração dos media, recentemente estabelecidas pela FCC. Um dos argumentos invocados é o de que uma marcha atrás poderia levar Nurdioch a vender algumas das suas estações de TV nos Estyados Unidos.
Publicado em por Manuel Pinto.Amazon: dos livros à leitura A Amazon está, ainda segundo o New York Times, a negociar com vários editores com vista ao desenvolvimento de um plano que possibilitará a pesquisa online de dezenas de milhares de livros (com excepção dos de ficção) em formato digital. O programa designa-se Look Inside the Book II. "It would expand on a current program that lets shoppers read a table of contents, a first chapter or a few selected pages provided by the publishers of certain books. But Look Inside the Book II would let online browsers search by terms like "Caravaggio," "sans-culottes," or "Osama bin Laden," and then see a list of books mentioning the term along with the sentence that contains it. Browsers could then choose to see several pages around that citation."
Publicado em por Manuel Pinto.Vous avez dit courriel? Os franceses têm graça : lembraram-se agora de impor o uso do termo « courriel » em vez de « email ». A medida afecta, para já, tudo quanto seja documento, publicação ou site oficial. O Ministério da Cultura, que tomou a decisão, quer limpar a língua da contaminação crescente das expressões e termos ingleses.
Publicado em por Manuel Pinto.Fonte suicidada e ... manobras de diversão A imprensa sensacionalista britânica chama "rato" ao jornalista Andrew Gilligan e as forças mais conservadoras apelam ora a um maior controlo da BBC ora à sua privatização pura e simples. A lógica, agora, é a do bode expiatório: quem deverá ser responsabilizado pela morte de David Kelly, conselheiro científico do Ministério da Defesa britânico e do número 10 da Downing Street? Deveria o jornalista (e a a estação) ter revelado a identidade da sua fonte de informação, quanto ao modo como o governo de Blair lidou com o dossier das armas de destruição maciça? Esse é um ponto sensível - e, poderíamos dizer, decisivo - no que respeita à independência e credibilidade do jornalismo. Não é frequente que casos destes cheguem ao ponto a que este chegou. Mas não será avisado aproveitar o clima emocional que o suicídio provocou para pôr em causa o dever ético dos jornalistas de não revelarem as suas fontes de informação, quando assim tenham com elas acordado. De qualquer modo, a pressão foi de tal ordem - desde logo sobre o próprio cientista - que a BBC se viu forçada a transgredir um princípio que, desde 1937, nunca tinha violado: vir publicamente confirmar que Kelly foi de facto a sua fonte. Está ainda por apurar se uma informação de tanta gravidade foi (ou não) difundida depois de devidamente verificada. Se tal não ocorreu, a posição da BBC fica claramente vulnerabilizada. De qualquer modo, o fulcro do problema - o de saber se o Governo britânico carregou nos tons para sensibilizar a opinião pública para a causa da intervenção militar - esse já pouca gente o discute. Como salienta hoje o editorial de Le Monde: "Que les proches de Tony Blair essaient de détourner l'attention du public sur la tragédie de cet homme est compréhensible, mais cela ne doit pas effacer l'essentiel : le gouvernement britannique n'avait pas les preuves qu'il prétendait avoir, notamment dans le fameux rapport publié en septembre, sur l'existence, le type et le danger des armes de Saddam Hussein." Para uma perspectiva do que têm escrito sobre o assunto alguns jornais britânicos, clicar aqui e aqui.
Publicado em Julho 21, 2003 por Manuel Pinto.Tendências do Cinema em 2002 As receitas de bilheteira da indústria de Hollywood registaram, em 2002, um crescimento de 13,2 por cento face ao ano anterior, o que constitui a taxa de crescimento mais acentuada dos últimos vinte anos, sublinha o último número da newsletter do Obercom, citando o Relatório Focus 2003 - World Film Market Trends sobre as tendências do mercado cinematográfico mundial. O relatório, recentemente apresentado em Cannes pelo Observatório Europeu do Audiovisual aponta ainda para a estagnação da frequência de cinema na Europa: "quanto à circulação de obras europeias fora do seu mercado doméstico, desceu acentuadamente (de 102 milhões de bilhetes vendidos, em 2001, para 60 a 65 milhões, em 2002). Um dos factores explicativos avançados pelo Observatório Europeu do Audiovisual é a inexistência de projectos com potencial comercial à escala europeia, e não apenas à escala nacional. Uma das fraquezas do cinema europeu será, em particular, a carência de filmes para o segmento adolescente -essa foi a categoria etária que, nos Estados Unidos, mais contribuiu para o aumento na frequência de cinema. Aliás, à escala mundial, os títulos europeus de maior sucesso são precisamente 007 e Astérix".
Publicado em por Manuel Pinto.Continuando a conversa sobre a memória da Internet Sobre o depósito legal - logo, obrigatório - dos conteúdos digitais e, nomeadamente, dos blogs, algumas observações feitas levam-me a pensar que a questão levantada é pertinente e actual - urgente, até! Mas talvez haja que "matizar" ou, como sugere o ContraFactos, de fazer depender o arquivamento de uma manifestação de concordância dos interessados (a posição do ContraFactos é um pouco diferente: o arquivamento ficaria dependente de uma iniciativa do autor dos conteúdos nesse sentido). O tema apresenta uma dimensão gigantesca, quase irrealizável. Porém, haverá formas de distinguir o que é prioritário e o que é acessório, o que se obtem pela via da recolha exaustiva e o que se consegue pela via da amostragem, etc. Como sugestão para reflectir sobre a questão de fundo, deixo o link para uma tese recentemente defendia em França, no âmbito de um mestrado de Documentação e Informação, intitulada LE DEPOT LEGAL DES DOCUMENTS DIFFUSES SUR INTERNET (um documento de anexos da tese pode ser consultado aqui). Porque esta é uma conversa que deverá continuar e que não deverá ficar apenas pela conversa.
Publicado em Julho 20, 2003 por Manuel Pinto.Jornalismo Cívico em livro A "Livros Horizonte" acaba de publicar "Jornalismo Cívico", um livro organizado por Nelson Traquina e Mário Mesquita, que contitui "uma introdução ao mais importante movimento jornalístico norte-americano desde o 'novo jornalismo' da década de 1960´: o 'jornalismo cívico'", também designado "jornalismo comunitário" ou "jornalismo público". O volume abre com textos dos dois organizadores e desenvolve-se, depois, através de contributos de outros autores, nomedamente daquele que é tido como um dos fundadores do novo movimento: Jay Rosen (que "é daqueles críticos que põem os cabelos em pé a jornalistas com ouvido duro para críticas e pouco espaço mental para interrogações", nas palavras há anos escritas por um ex-jornalista do JN, Helder Bastos). O "jornalismo cívico" emerge de um sentimento de crise de credibilidade das bases tradicionais da actividade jornalística e da consciência de que ele pode ser feito de modo tal, que restabeleça os canais de comunicação com as sociedades que serve e em que opera. Em versões mais "soft", concretiza-se em iniciativas, mais ou menos consistemntes e continuadas, de cobertura aprofundada de assuntos próximos do quotidiano dos cidadãos e de manifesto interesse público. Em versões mais radicais, preconiza o que poderia ser quase uma ruptura epistemológica: o jornalismo enquanto arma de "empowerment" das comunidades locais, na resolução dos seus problemas. Entre os dois pólos, tem vindo a desenvolver-se uma grande variedade de projectos e iniciativas, de que o livro agora publicado procura dar conta. Escusado será dizer que me parece muito importante que o público português possa ter acesso aos textos publicados neste livro. Complementos disponíveis online: - Doing Civic Journalism - "Public Journalism and Democracy" (texto de uma conferência de Jay Rosen) - Getting the Connections Right Public Journalism and the Troubles in the Press - What are journalists for?, por Jay Rosen; - Journalists to Citizens: "Drop Dead!" - "Part of Our World: Journalism as Civic Leadership".
Publicado em por Manuel Pinto.Por detrás das páginas de um grande jornal O jornal The New York Times tem ultimamente andado na ribalta nem sempre pelas melhores razões. Visitando o seu site, encontrei, há dias, um texto que apreciei e que não me importaria de ver também em jornais portugueses. Trata-se da apresentação de uma parte daqueles que fazem o diário, mais particularmente o Editorial Board, que tem a seu cargo duas páginas diárias de opinião, incluindo as dos colunistas e as cartas dos leitores. Algo que desconhecia: "The editorial department of the paper is completely separate from the news operations and Ms. Collins (a responsável por este board) answers directly to the publisher, Arthur Sulzberger Jr." A peça, publicada no jornal, não só apresenta cada um dos membros desta equipa, como explica como funciona esta importante parte do jornal. Um enquadramento do significado da criação das páginas de opinião no NYT, em 1970, pode ser lido no prefácio do livro de J. Rosen "Getting the Connections Right - Public Journalism and the Troubles in the Press".
Publicado em por Manuel Pinto.O site Educare, noticiou a realização no Brasil de uma Campanha de Educação para os Media, promovida pela Agência Nacional dos Direitos da Infância: "Porque a educação para os media é um dos direitos da infância, está a decorrer, no Brasil, uma campanha sobre as relações entre as crianças e a comunicação social. Isto pouco depois de ser lançado o livro sobre os media e a violência sexual contra crianças e adolescentes". No site da ANDI, podem ser obtidas informações complementares.
Publicado em Julho 19, 2003 por JoCaBraGo."Lugar ao Sul" Como me acontece com frequência, tenho estado a ouvir mais uma edição do programa "Lugar Ao Sul", de Rafael Correia, na Antena 1 da RDP. Já escrevi sobre esse trabalho notável de um homem discreto, competente e atento ao seu país. Hoje dei comigo a relacionar o programa com aquele item do Abrupto, sobre os objectos desaparecidos (mas podia ser também sobre aquele tema, lançado esta semana, também por José Pacheco Pereira, sobre a preservação da memória colectiva). O problema (e o desafio) não está, é claro, no que caiu em desuso ou pura e simplesmente desapareceu de circulação. Está, parece-me, justamente, na memória de um percurso, individual e colectivo, que foi habitado´por esses objectos e, em alguma medida, construído por eles. E está também na velocidade com que o novo substitui o antigo eno próprio conceito de novo e de antigo.
Publicado em por Manuel Pinto.TV digital em Espanha Arranca segunda-feira em Espanha a Digital +, a plataforma de televisão digital que resultou da fusão de Canal Satélite e Vía Digital. Os assinantes terão para escolher mais de 75 canais, agrupados en “pacotes”, cujos preços variam dos 22 aos 49,80 euros mensais.
Publicado em por Manuel Pinto.Sítio web para jovens repórteres Jovens repórteres que queiram mostrar o jornalismo que são capazes de fazer passam a ter um espaço aberto a colaborações de todo o mundo: trata-se do greatreporter.com, criado em colaboração com a equipa original que está por detrás do site da BBC News Online. Apresenta-se como um "expositor global para o trabalho de jovenes reporteres" que tenham dificuldades de ver os seus trabalhos publicados nos media dominantes. Funciona ainda como agência de notícias e organizará regularmente entrevistas com figuras às quais os jovens repórteres possm não ter acesos fácil.
Publicado em por Manuel Pinto.As "16 palavras" de Bush A organização "watchdog" FAIR - Fairness & Accuracy In Reporting publica um trabalho intitulado "Bush Uranium Lie Is Tip of the Iceberg - Press should expand focus beyond "16 words", em que dá conta dos passos que levaram à polémica instalada nos EUA em torno das armas de destruição maciça e da relação do ex-regime de Saddam com a Al-Kaeda. As "16 palavras" a que se refere o título reportam-se ao discurso do presidente norte-americano sobre o estado da União: "the British government has learned that Saddam Hussein recently sought significant quantities of uranium from Africa."
Publicado em por Manuel Pinto.A conhecida escola de formação de jornalistas de Paris Centre de formation et de perfectionnement des journalistes (CFPJ) vai passar a ser controlada por uma instituição dedicada à formação de quadros. A decisão foi tomada ontem pela justiça francesa, na sequência de um processo que se arrastava desde Maio e que se temia poder levar ao fim do centro, devido a dificuldades económicas. A solução encontrada conta com o apoio da comissão de trabalhadores da empresa e da associação dos antigos alunos.
Publicado em Julho 18, 2003 por Manuel Pinto.TV´s francesas censuram presidente da República Recomendo a leitura da coluna de Daniel Schneidermann, no Le Monde, intitualada "Chirac censuré". Reporta-se à tradicional entrevista do presidente francês na festa do dia da França, o 14 de Julho evocado na passada segunda-feira. Escreve Schneidermann: "C'est une séquence bien rodée. La mise en scène de la "traditionnelle-intervention-du-14-Juillet-du-chef-de-l'Etat" est à présent aussi "traditionnelle" que son sujet. Avant : voilà ce qu'il devrait dire. Le jour même : il va le dire, il le dit, il l'a dit. Après : voici les (copieux) extraits de ce qu'il a dit. Et les (pertinentes) raisons pour lesquelles il n'a pas dit ce qu'il n'a pas dit." Com este pormenor apimentado: a propósito da greve dos chamados "intermittents du spectacle", que tem vindo a comprometer diversos festivais, Chirac denunciou, de forma reiterada ("Un certain nombre d'entreprises, je le répète, de l'audiovisuel ou du spectacle ..."), o papel de empresários do audiovisual, incluindo, pelos vistos, os dos canais que o estavam a entrevistar. Depois de terem criado a expectativa sobre o que o presidente iria dizer, os canais tiveram de "meter a viola no saco" e evitaram pôr no ar aquilo que ele tinha de facto dito. A isto se chama, como observa Daniel Scnheidermann, censura.
Publicado em por Manuel Pinto.Não iria faltar muito até que a blogosfera se transformasse numa oportunidade profissional para o jornalismo. A Wired dá a conhecer a história de Rafat Ali, um jornalista que já trabalhou no “Inside.com” e no “Sillicon Alley Reporter”, e que agora se instalou em Londres. O seu blog, PaidContent, sobre negócios de media online, conseguiu interessar patrocinadores e anunciantes de tal forma que Rafat Ali tem aqui a sua única fonte de rendimento.
Publicado em por Sara.O Sindicato dos Jornalistas (SJ) apresentou ontem (data de início da reunião do Conselho de Ministros da CPLP), às organizações de jornalistas de países lusófonos, um primeiro esboço para a criação de uma Federação de Jornalistas de Língua Portuguesa. Os principais objectivos desta estrutura passam pela “promoção da língua portuguesa, a defesa da liberdade de expressão e a intervenção conjunta ao nível de organizações e instâncias internacionais”. Parece-me importante – e o próprio texto deixa transparecer essa ideia – que haja um esforço no sentido de agregar as iniciativas de cooperação que se têm realizado entre as organizações de jornalistas dos diversos países, que talvez desta forma pudessem deixar de ser pontuais e alcançassem uma maior dimensão e eficácia.
Publicado em por Sara.Mário Mesquita reflecte hoje, no Público, sobre "Teorias do escândalo, a propósito da nova série documental da RTP 2, baseada na comparação de escândalos actuais com outros, de natureza semelhante, ocorridos na primeira metade do século XX. Alguns excertos:
* "As notícias baseadas em acidentes, acasos ou escândalos garantem (ou, pelo menos, parecem garantir), além da curiosidade do público, a autonomia profissional, ao contrário da informação difundida por porta-vozes institucionais." *"Em certos países, a informação televisiva desligou-se dos modelos dos jornais de referência que, durante muitos anos, lhes serviram de referência. Passou a falar-se de "tabloidização" da informação televisiva. Dan Rather criou um neologismo: a"showbizificação" (em inglês, "showbizification") das notícias televisivas." * "Qual o efeito social e político dos universos de redundância centrados nos escândalos dos representantes eleitos e de outros cidadãos ligados à política ou tão-só personalidades notórias da vida social? John B. Thompson (Political Scandal - Power and Visibility in the Media Age, Londres, Polity Press, 2000) identifica quatro diferentes interpretações dos efeitos dos escândalos na vida política e social: (1) a teoria da não - consequência, que os reconduz a meras perturbações efémeras resultantes da "cultura dos media"; (2) a teoria durkheimiana e funcionalista do escândalo, segundo a qual a publicitação dos escândalos equivale a um reforço das normas sociais e das instituições, na medida em que a sociedade se confronta com a necessidade de sancionar as transgressões dos seus membros; (3) a teoria da banalização, oriunda ou herdeira das perspectivas da teoria crítica, postula que a revelação de factos secretos da vida das figuras públicas tem por efeito futilizar o debate público, desviando-o das questões essenciais para circunstâncias menores; (4) a teoria da subversão, ligada ao olhar dito "pós-moderno" (cultural studies), encara os textos dos "tabloides" sobre a política como formas de ridicularização subversiva da ordem institucional e cultural. John B. Thompson não se reconhece por inteiro em nenhuma destas abordagens e propõe-nos uma síntese alternativa: os escândalos são lutas pelo poder simbólico em que a reputação e a confiança estão em jogo. A destruição da reputação e da confiança não é consequência obrigatória do escândalo, mas frequentemente estas saem, se não eliminadas, pelo menos, abaladas ou enfraquecidas."Publicado em por Manuel Pinto.
Jogos vídeo: um mundo desconhecido Seis em cada dez adolescentes portugueses com idades entre os 10 e os 18 anos possui consola de jogos ou game boy, segundo os resultados do novo estudo da Marktest, Markteen. Este valor sobe dos 61.1% para os 73.1% se se considerar apenas os rapazes. É junto dos mais jovens que encontramos maior taxa de penetração: 70.4% dos jovens entre os 10 e os 12 anos diz ter este equipamento, tal como 62.8% dos que têm entre 13 e 15 anos e 52.1% dos que estão na faixa dos 15 aos 18 anos. Da mesma forma, em meio urbano é maior este valor: os jovens residentes na Grande Lisboa e no Grande Porto são os que registam maior taxa de posse de consolas e game boy: 72.3% e 69.2%, respectivamente. Finalmente, os teens pertencentes a famílias da classe social mais elevada (alta/média alta) registam também um valor superior à média: 75.2%. Apesar do grau de penetração dos videojogos, dos jogos de computador, nomeadamente online, dos conteúdos e das práticas que lhes estão associados, a verdade é que sabemos muito pouco sobre este universo de práticas, de lazeres, de relações, de interesses. É mais uma faceta de um lado invisível - e no entanto fortíssimo - da vida social, nomeadamente dos jovens.
Publicado em por Manuel Pinto."O Lugar da História" motiva petição à RTP Uma petição posta a circular na Internet invoca a "sociedade civil" para exigir ao Conselho de Administração da RTP que recue na anunciada decisão de suspender o programa "O Lugar da História", apresentado por José Hermano Saraiva. A petição recolhe, neste momento, mais de 1360 assinaturas e a própria Associação de Professores de História se tem movimentado no sentido da recolha de nomes subscritores.. O texto do abaixo-assinado pergunta: Pode um povo sem memória ser viável no futuro?" E faz notar: "Num espaço audiovisual às vezes tão pouco interessante, as noites de sábado eram um oásis para quem quisesse descansar o espírito do muito e profuso lixo televisivo e, ao mesmo tempo, descobrir nos caminhos tortuosos do passado os passos, os dramas, as alegrias e a inventiva dos homens e mulheres que nos antecederam. Os sábados eram um tempo de prazer para descobrir a nossa História mas também a História dos outros. Nós, membros da Sociedade Civil, não queremos que, em nosso nome, se tomem as piores opções para a Televisão Pública, isto é, para a televisão que nós pagamos. O programa O Lugar da História tem cumprido essa missão. Como serviço público que é, tem ajudado a divulgar, com qualidade, temas que se pensava pertencerem apenas às academias, tem ajudado alunos e professores a terem aulas mais vivas e mais interessantes, tem levantado questões e tem esclarecido dúvidas. E não será essa, também, uma das funções da televisão?"
Publicado em por Manuel Pinto."Reportagem" encenada no Sky News O canal britânico de televisão «Sky News» suspendeu um jornalista e um produtor, na sequência de uma notícia publicada hoje pelo jornal «The Guardian» de que o canal teria encenado uma reportagem durante a cobertura da Guerra do Golfo. De acordo com o jornal, uma equipa do canal de televisão terá filmado um submarino britânico numa alegada operação militar durante a intervenção aliada no Iraque, quando afinal o submersível se encontrava estacionado na base, simulando exercícios para os jornalistas. (Fonte e desenvolvimento da notícia: Expresso online)
Publicado em Julho 17, 2003 por Manuel Pinto.O "DEPÓSITO OBRIGATÓRIO" DA INTERNET PORTUGUESA "Quem guarda os CD-ROM, quem guarda os discos alternativos, quem guarda os fanzines, quem guarda os panfletos políticos e a parafernália dos objectos de campanha, quem guarda os arquivos digitais, quem guarda a Internet portuguesa?" As perguntas são de José Pacheco Pereira, no Público. E revestem uma actualidade e pertinência que não carecem de demonstração. Ao descurar-se toda a produção e expressão da criatividade que se manifesta no ciberespaço, é uma parte significativa da memória colectiva que fica de lado e se perde. O assunto tem merecido alguma preocupação por aqui. Tenho um colega que fez precisamente dessa questão o tema do seu projecto de investigação.
Publicado em por Manuel Pinto.Arons e o Código do Expresso O ex-secretário de Estado da Comnunicação Social, Arons de Carvalho, insurge-se contra a possibilidade aberta pelo novo Código de Conduta jornalística do Expresso de considerar aceitável a obtenção de informações através de escutas telefónicas, se estas forem consideradas "de interesse público" pelo jornal. Considerando o Código razoável, o actual deputado do PS considera, na edição de hoje do Público, que "não há interesse público que justifique chegar a esse ponto". "Deste modo, o 'Expresso' admite explicitamente que os jornalistas ao seu serviço cometam, não apenas uma grave falta deontológica, mas um crime punido pelo Código Penal. Com efeito, o artigo 192º do Código Penal pune a intercepção, gravação, registo e a divulgação de conversa ou comunicação telefónica 'sem consentimento e com intenção de devassar a vida privada das pessoas'.
Publicado em por Manuel Pinto.Um novo blog: "miniscente - pensamento, escrita, não dito, artes, desilusionismos", de Luís Carmelo. Mais um escritor e académico na blogosfera.
Publicado em por Manuel Pinto.Artigos sobre a blogosfera Blogosfera: creación de una comunidad a través de los enlaces, de Juan J. Merelo, Víctor R. Ruiz y Fernando Tricas, na revista digital Enredando:
"Aunque muchos han querido verlas como poco más que una expresión del ego de sus autores y han tratado de minimizar su interés, lo cierto es que hay una buena cantidad de ejemplos que las muestran como una interesante herramienta para la difusión del conocimiento. La importancia de cada bitácora por separado es relativa, y en muchos casos nula, pero el hecho de que las bitácoras tiendan a agruparse en comunidades, le proporciona mucho más interés al fenómeno".Para os autores, eCuaderno, de José Luis Orihuela "es (la bitácora) la más central; es decir, (...) está situada más o menos en medio de todas las demás" Onda Blogueira: Alarmismo com fenômeno morre na mesmice, de Fabio Leon Moreira, no site do Observatório de Imprensa, do Brasil:
"Quem tem um blog tem um mundo particular. Como uma casa a ser arrumada ou, para ser mais exato, um quarto, salvaguardadas as proporções de privacidade, o blogueiro atualiza da forma que vier à cabeça um dos mais inventivos meios de comunicação já inventados. Uma vanguarda talvez só comparada ao surgimento dos correios ou da máquina de escrever. Ao navegar num desses blogs que, por definição, se apresentam como diários virtuais na internet, percebe-se a espantosa facilidade de se poder ler/comentar toda sorte de informações testemunhadas ou sentidas na pele dos autores, cujo perfil mais adequado ainda está em estado de indefinição por parte dos órgãos que lidam com as oscilações das estatísticas."Blog discute nova ferramenta, de Gleice Carvalho:
"Alunos de pós-graduação da Cásper Líbero criaram um blog para abrir o debate sobre um novo formato de entrevista coletiva de imprensa, que veio a reboque da internet: a coletiva web. A experiência de criar e manter um blog está sendo vivenciada pelos alunos e substitui a monografia impressa, normalmente aplicada em trabalhos de conclusão. A proposta é que os alunos possam experimentar na prática todo o aprendizado obtido na disciplina Novas Tecnologias em Comunicação e Marketing, sob a batuta do professor-mestre Celso Matsuda."Publicado em por Manuel Pinto.
Radiografia sugere "degradação" da situação dos jornalistas "O recurso sistemático a trabalho precário e à substituição de jornalistas por estudantes de jornalismo, avaliações de desempenho arbitrárias, esvaziamento das redacções e estagnação dos salários, são alguns dos traços essenciais que caracterizam a situação que se vive em várias empresas de comunicação social", segundo uma extensa radiografia do Sindicato dos Jornalistas, ontem divulgada. O texto é o resultado de uma reunião recente da Direcção do SJ com o Conselho de Delegados Sindicais e consttui uma análise pormenorizada da situação nas redacções dos mais importantes meios de comunicação social portugueses A situação em várias empresas jornalísticas é caracterizada, pelos dirigentes sindicais, com base nos seguintes traços essenciais:
- Desrespeito generalizado por direitos consagrados em lei e nos contratos colectivos de trabalho - Tentativa de diminuição da capacidade reivindicativa e do exercício dos direitos sindicais - Recurso generalizado à substituição de jornalistas por estudantes de jornalismo, constituindo uma prática sistemática de trabalho ilegal - Recurso a utilização de formas de trabalho precário (recibos verdes e contratos a termo) - Proliferação de contratos individuais de trabalho, fixando regras à margem das convenções colectivas - Elevado número de empresas à margem de qualquer associação patronal - Avaliações de desempenho dos jornalistas e outros trabalhadores sem a negociação prévia dos respectivos regulamentos com as organizações representativas dos trabalhadores - Agravamento do esvaziamento das redacções, designadamente com recurso às rescisões ditas amigáveis - Estagnação dos salários - Atribuição discricionária de aumentos salariais.Para combater estes problemas e a degradação do exercício do jornalismo que eles acarretam, o SJ decidiu reclamar a acção do Inspector-Geral do Trabalho e dos tribunais de Trabalho; propor aos grupos parlamentares que agendem o debate, no plenário da Assembleia da República, da situação em que se encontra a comunicação social portuguesa; e sugerir ao Presidente da República uma «presidência aberta» sobre esta matéria. O texto completo da radiografia feita encontra-se aqui. Publicado em Julho 16, 2003 por Manuel Pinto.
FCC vista por um ex É interessante ler a entrevista que o ex-presidente (democrata) da Federal Communications Commission (FCC) norte-americana dá á revista Mother Jones e às recentes medidas que facilitam a concentração dos media. Registo um pormenor que até nem tem directamente a ver com o foco principal da entrevista: "I would like to have the FCC say things that are true. Let me give examples. This FCC says that the Internet completely and totally transforms the media landscape. In any given week, Americans spend in total ten times more time looking at the TV screen for news than looking at the PC screen. Point number two: Think about how many people are hired by web portal companies to do investigative journalism. Would the number be greater than zero? Point number three: Think about how many people are hired by web portals even to write news. Would the number be greater than zero?"
Publicado em por Manuel Pinto.22 jornalistas iranianos na cadeia Com os cinco jornalistas presos no Irão no passado sábado, eleva-se a 22 o número daqueles profissionais que se encontram detidos pelo exercício do jornalismo. A organização Repórteres Sem Fronteras acaba de manifestar "a mais viva preocupação" por mais esta vaga de detenções, que se segue à morte, em circunstâncias obscuras, de uma fotojornalista de dupla nacionalidade (iraniana-canadiana).
Publicado em por Manuel Pinto.Crawford Kilian, autor do livro Writing for the web está a testar a versão beta do Typad, o novo serviço ligado à ferramenta de criação de blogs Movable Type. O blog chama-se precisamente writing for the web. No entanto, Killian, professor numa universidade do Canadá já possuia um outro blog denominado Metawriting. Sugiro também uma visita à sua página pessoal onde é possível encontrar um conjunto de links interessante. Dica de Jornalistas da Web.
Publicado em Julho 15, 2003 por Elisabete Barbosa.O Blogouve-se - Entre o que é preciso e o que ficou por dizer do livro "Tudo o que se passa na TSF", de João Paulo Meneses, publica, ontem e hoje, posts de comentário ao Código de Conduta (CC) divulgado no sábado pelo Expresso.
Publicado em por Manuel Pinto.Não é só por cá que a esfera política “descobre” os blogs… No Reino Unido o Parlamento agendou para ontem à noite um encontro com cerca de 120 bloggers, em que o tema da discussão era precisamente “how politicians can best use the "blogosphere" to further policy and public interaction”. Já há algumas referências sobre o encontro (e, sem grandes surpresas, aparecem em blogs): - Tom Watson – Labour MP - Vox Politics – net campaigning and e-democracy - Plasticbag.org Não era interessante que a AR fizesse a mesma coisa? ;)
Publicado em por Sara.XPTO na NTV XPTO é um novo programa diário da NTV ontem estreado. Hoje, terça-feira, dedicará parte do seu tempo a analisar o fenómeno dos blogs, contrapondo-os às tertúlias. Como convidados: Jorge Marmelo, do Apenas Um Pouco Tarde , eu próprio, pelo Jornalismo e Comunicação e João Nuno Coelho, sociólogo e membro de um grupo denominado "Sociedade civil", que organiza várias tertúlias na cidade do Porto. O XPTO define-se como "um talk show virado para o faixa etária entre os 16 e os 26 anos". Tem diariamente um tema base e rubricas permanentes de cinema, música, moda etc. É transmitido na NTV entre as 17 e as 19, sempre em directo.
Publicado em por Manuel Pinto."Importante é o brindezinho"
De um texto de Eduardo Jorge Madureira, no "Diário do Minho" de domingo:
Hoje, como se sabe, é difícil encontrar um jornal ou uma revista que não tenha o hábito de presentear generosamente os seus utentes. No futuro, as regras da concorrência determinarão os novos caminhos que a imprensa deverá seguir. Pode-se, claro, seguir o rumo da qualificação do jornalismo. O mais provável, contudo, é que, em vez de ser por melhor imprensa, a opção seja por mais prendas. Criado o hábito, será difícil mudar de caminho. Por este andar, texto sem brinde, é texto sem leitores. Por mim, já me vou então prevenindo.
Brindes é o que muitos frequentadores de quiosques agora quase apenas querem. A boa informação arrisca-se a ser algo mais ou menos irrelevante. Importante é o brindezinho. Neste capítulo, a semana foi, sem dúvida, próspera. Uma espreitadela bastante rápida a dois ou três quiosques permitiu estabelecer uma lista, evidentemente pouco exaustiva, que inclui: uma máquina de barbear descartável de lâmina tripla, um colar romântico, uma toalha de praia, uma almofada de praia, um porta-moedas em três cores e um gel Sanex, um rádio lanterna, um anel mágico de paixão, duas bases para copos em bambu e, finalmente, uma bobina Krypton Fluor. Os ofertantes são as revistas "AutoPress", "Bravo", "Cosmopolitan", "Crescer", "Elle", "GQ", "Guia Astral", "Máxima Interiores" e "Mundo da Pesca".
Agora, até escapulários de Nossa Senhora do Carmo — "a última moda no Brasil, são fios para usar ao pescoço, que trazem imagens dos seus santos protectores, além de uma oração para cada ocasião", dizia o anúncio do "24 horas" .
Novo director no NYT The New York Times escolheu dentro de casa o substituto de Howell Raines na direcção do jornal. O escolhido foi Bill Keller articulista de opinião e ex-correspondente em Moscovo. O desafio que tem pela frente é de monta: restabelecer a credibilidade do diário, abalada com o escândalo Jayson Blair. O novo director defendeu, na fase que antecedeu a intervenção militar no Iraque, uma posição oposta à linha oficial do jornal: "I supported the war, with misgivings about the haste, the America-knows-best attitude and our ability to win the peace," he wrote in a June 14 column. "The deciding factor for me was not the monstrosity of the regime (routing tyrants is a noble cause, but where do you stop?), nor the opportunity to detoxify the Middle East (another noble cause, but dubious justification for a war when hardly anyone else in the world supports you). No, I supported it mainly because of the convergence of a real threat and a real opportunity."
Publicado em por Manuel Pinto."Lit idol" A BBC vai lançar em Setembro um programa de televisão com o objectivo já não de encontrar novas estrelas da música, mas antes estrelas ... literárias. O concurso de jovens autores, na perspectiva do correspondente do Libération em Londres "veut enflammer le coeur des adolescents britanniques avec un concours national du meilleur... jeune écrivain. Cette fois, les files d'attente des aspirants chanteurs de pop serpentant aux quatre coins du royaume feront place aux processions de jeunes littéraires désireux de connaître la gloire des grands auteurs dramatiques du pays. Avec ce que certains ont déjà nommé «Lit idol» (pour littérature), la BBC semble vouloir botter en touche et contredire ses détracteurs l'accusant d'abrutir la nation avec des programmes sans contenu et de plus en plus racoleurs."
Publicado em por Manuel Pinto.O número de jornalistas "embedded" com os militares norte-amercianos no Iraque passou de mais de 700, durante a guerra, para pouco mais de duas dezenas, actualmente. Isto acontece no momento em que situação naquele país ocupado pelos EUA parece cada vez mais complicada, sem que os media internacionais dêem atenção ao facto. Segundo a Editor & Publisher, "most editors, who said they nearly broke the bank to staff Iraq coverage during the war, find that budget constraints -- and summer vacation schedules -- have limited their resources for postwar stories. The need to cover other foreign hot spots, such as Liberia, Israel, and North Korea, allows fewer people for Iraq".
Publicado em Julho 14, 2003 por Manuel Pinto.“Acredite se ler no Expresso” Não podia ficar sem referência a decisão do Expresso de publicar, na edição de sábado, um “Código de Conduta”, que apresenta como “um compromisso com a sociedade”. É, desde logo, um bocadinho pretensioso. Com os leitores já não estaria mal. Mas mesmo relativamente a estes, somos logo avisados em editorial: A Direcção e a Redacção do Expresso já se orientam, “no essencial”, por estas regras, “o que não significa que elas tenham sido sempre integralmente respeitadas e mesmo que venham a sê-lo no futuro”. Motivo: “nenhuma lei é cumprida a cem por cento”. Fica, assim, em suspenso uma margem de erro, que não está rigorosamente calculada e definida e que serve de alibi para o Expresso continuar a fazer o que tem feito e a ser o que tem sido. O que ainda não vi ser tomado como motivo de reflexão foi a oportunidade. Tantas são as explicações que acompanham o Código e nenhuma sobre o porquê de o publicar agora. Serão efeitos das (aqui ténues) ondas de choque do New York Times? Serão os ecos de algum debate público ou interno, na sequência de polémicas recentes? (Recorde-se que as reacções da Direcção Editorial a uma célebre manchete publicada na edição de 31 de Maio foram sensivelmente idênticas às do Director de Informação da RTP sobre a cobertura da “conferência de Imprensa" de Fátima Felgueiras: em ambos os casos, aqueles órgãos de informação ter-se-iam limitado a fazer “bom jornalismo”.) Há um ponto que não aparece no Código de Conduta e que, no caso do Expresso, pode ser o que, de forma mais eloquente, nos dá a indicação de que se trata, no gesto da publicação, de um certo “fogo de vista”: não há referência normas relativas à identificação das fontes das notícias. Há, nesta matéria, aquilo que me parece ser um claro retrocesso relativamente ao actual Código Deontológico dos Jornalistas, que estabelece aquilo que muitos não cumprem: “O jornalista deve usar como critério fundamental a identificação das fontes. (...)”. Ora este julgo que será um dos grandes “calcanhares de Aquiles” do Expresso”. Num estudo em que colaborei, há cerca de dois anos, o Expresso era, de entre os jornais de informação geral, aquele que mais matéria informativa publicava sem referenciar devidamente as fontes. Ora, como julgo que concordarão, este é um dos pontos sensíveis, que mais compromete a credibilidade de um jornal. Em diversos outros pontos, o documento que passa a vincular os jornalistas e colaboradores do semanário do grupo Impresa limita-se a enunciar aquilo que já se encontra na Lei de Imprensa, no Estatuto do Jornalista e no Código Deontológico da Profissão. O ponto sobre o acesso privilegiado a informação financeira talvez seja uma explicitação inovadora. Em todo o caso, eu gostaria de dizer que me parece, apesar de tudo, positivo que o jornal assuma este compromisso com os leitores. Estes, que não conhecem, na maioria dos casos, as normas deontológicas que regem o jornalismo, encontrarão à mão um instrumento para ajuizar sobre aquilo que o jornal publica e assim tomar as atitudes e posições de crítica ou de aplauso que entendam dever assumir (já agora, seria vantajoso que o documento fosse colocado online em regime de acesso livre). (Vejam-se achegas sobre esta matéria nomeadamente em A Esquina do Rio, Dicionário do Diabo e Flor de Obsessão).
Publicado em por Manuel Pinto.Blogs luzem na publicidade "The Hidden Persuader - Weblog de Publicidade & Afins: la crème de la crème", inspirado no clássico de Vance Packard com o mesmo título (de 1957), é um novo blog sobre temas publicitários. O mesmo se diga do "Publicidade Off-the-Record - Blog de escárnio, zombaria & má língua". Isto depois do surgimento do Blog de Publicidade, no mês passado, começa a configurar uma tendência.
Publicado em por Manuel Pinto.BBC, Blair, independências Merece referência o editorial de hoje do jornal espanhol ABC, sob o título "BBC, pública e independiente". Eis a ideia central: "Con independencia del fondo del asunto y de que la dificultad de encontrar las armas no significa que no existan ni que no hayan podido ser destruidas ni que el Gobierno de Sadam Husein representara una amenaza para la paz y la seguridad mundiales, lo cierto es que el panorama ha cambiado y que la BBC ha puesto en graves dificultades al Gobierno de Blair. La cadena británica demuestra una vez más que el carácter público no se encuentra reñido con la independencia y que lo estatal puede distinguirse de lo gubernamental. Una televisión pública puede ser independiente del Gobierno y una televisión privada puede ser gubernamental. Una cadena pública no tiene que ser necesariamente presa del Gobierno. Es ésta una vieja enseñanza que viene reiterando la BBC."
Publicado em por Manuel Pinto.No Público de hoje há sobeja matéria merecedora de atenção e debate. Emídio Rangel dá uma entrevista á revista dominical em que, indirectamente, prossegue a reflexão sobre o futuro da imprensa, tema suscitado há dias pelo director do DN. Do seu ponto de vista, os jornais, nomeadamente os de referência, não têm sabido estudar e definir os seus públicos e trabalhar no sentido de ir de encontro às suas expectativas. Rangel considera ainda que o Canal Sociedade, aquele em que desembocará o actual canal 2 da RTP, constituirá um rotundo fracasso (o assunto merece que a ele voltemos em breve). Ana Sá Lopes, por sua vez, mostra-nos o seu encantamento com os blogs e, em particular com o Desejo Casar . Finalmente, Mário Mesquita retoma o tema das Conferências da Arrábida, que tratou, na semana finda, os acontecimentos mediáticos. Uma conclusão ressalta do que escreve: "O novo mapa dos acontecimentos mediáticos desloca-se do positivo para o negativo; da negociação para a violência; dos valores centrais da sociedade para a contestação do "centro"; das elites, que se exprimem através da palavra, para as não-elites, que recorrem à acção." Ainda a ideia, transmitida por Elihu Katz, de que "a televisão está morta". Não "enquanto moinho de histórias e lugar de entretenimento", mas no seu "papel de elo social e cultural, lugar de construção de consensos e de ligação entre os (muitos discutidos) "valores do centro" e a periferia das sociedades." Acrescente-se a estas peças o texto de opinião de Alberto Arons de Carvalho, de crítica às propostas governamentais de financiamento do operador público de TV e a entrevista ao investigador inglês Paddy Scannel.
Publicado em Julho 13, 2003 por Manuel Pinto.50 anos de jogos e concursos televisivos A estação televisiva France 5 dedica hoje, pelas 17.30, um documentário evocativo dos 50 anos dos jogos e concursos na televisão. Um dos pioneiors deste tipo de programas, falecido já depois de ter sido entrevistado paar este programa comenta: "Quando vejo o que (os telespectadores aceitam hoje na televisão, fico com a impressão de ter sido um esteta". Este documentário inscreve-se numa série de outros programas sobre a televisão e a sua história. Ao longo dos próximos meses serão abordados os seguintes temas: - Histoire de la fiction, de Sabine Chalvon-Demersay et Patrick Jeudy, - Histoire du direct, réalisé par Michel Royer, - Une histoire de la variété française à travers la télévision, de Richard Cannavo et Patrick Chamings, - Histoire de la pub, de Christian Blachas, - Une histoire simple du téléspectateur, réalisé par Pierre-Henry Salfaty, - Al-Jazira, réalisé par Ali Essafi.
Publicado em por Manuel Pinto.Sinais do tempo... Leio no Pastilhas:
"Uma vez comparei a explosão portuguesa dos blogues - mais do que a explosão dos blogues portugueses - à sensação levemente clandestina e altamente erótica e embriagante de trazer a fita matriz do "Closer" para Portugal. Agora, à maneira de Elizabeth Barrett Browning, preciso de acrescentar outras maneiras de amar; outras comparações. Na verdade, o impulso diário de ir ler os meus blogues - de ver o que diz X; como reagiu Y; o que se passa com Z - é mais parecido com a semana que se seguiu ao 25 de Abril de 1974. Eu estava em Évora e a minha principal actividade era fazer bicha nas poucas tabacarias da cidade, na ânsia de poder comprar um jornal de Lisboa ou do Porto que contasse o que estava a acontecer. Se acaso conseguisse aterrar as mãos planantes num rectângulo de papel impresso, levantava vôo, como se aquelas folhas molhadas de tinta cheirosa fossem aeródromos. Ao fazer o meu longo "check-in" diário junto dos vários blogues, é essa a sensação que tenho. E tudo cada vez mais à margem dos jornais com que passei a minha vida, com menos pressa de atravessar a rua para comprá-los. A isto - e muito bem - chama-se uma revolução. Obrigado."Ok! Cada experiência é única. Há aqui um encantamento tocante. Mas: "...parecido com a semana que se seguiu ao 25 de Abril de 1974"? O que se está a passar tem, certamente, o seu lado revolucionário. Mas o mundo continua a ser muito mais vasto do que a blogosfera. Esta mesma blogosfera está a alargar o mundo e a experiência do mundo. Um exercício (a fazer, por exemplo, em férias): ver a blogosfera a partir do espaço - seja este espaço o que a gente quiser - mas sempre um algures fora, um olhar distanciado. Publicado em por Manuel Pinto.
JN encerra redacção em Guimarães O Gabinete de Imprensa de Guimarães - Associação de Profissionais e Colaboradores da Comunicação (GIG) acaba de manifestar "tristeza" pela "informação que um dos títulos líderes de mercado vai deixar de ter redacção numa das principais cidades médias do país". A Empresa do Jornal de Notícias, pertença do grupo Lusomundo, terá decidido, segundo o Gabienete, encerrar a componente jornalística da delegação do jornal, mantendo a comercial. Para o GIG, "a tristeza é tanto maior" quanto "o encerramento da referida redacção acontece numa altura em que o jornal em causa até tem um produto específico para o Minho".
Publicado em por Manuel Pinto.Jornalismo cívico "Periodismo cívico: Pasado, presente y futuro", de Marcio Fernandes, é um dos textos que vem publicado no último número da revista de comunicação Chasqui: "Pueden los medios de comunicación, al difundir acontecimientos que supuestamente tienen interés para la colectividad, restar importancia a las actividades y programas que se proponen contribuir para la mejora de la vida de esta misma comunidad? Si la respuesta es positiva, deben los medios notificar en forma destacada tales proyectos y, también, proveer la infraestructura para la realización de esos acontecimientos? Si la respuesta también es sí, lo hacen sin irse en contra de algunos de los pilares contemporáneos de la prensa occidental, como la precisión e independencia? Estas son algunas de las preguntas que tienen interés cuando se habla acerca de los conceptos y las prácticas del periodismo cívico".
Publicado em por Manuel Pinto.Chaparro analisa Marcelo "A falta que faz o bom articulismo". Assim se intitula o texto semanal de Carlos Chaparro, no site Comunique-se. Na sequência da sua recente estadia em Portugal, comenta o fenómeno daquilo que cá designamos por colunistas (termo que, tanto quanto sei, terá outro sentido no Brasil). O texto é particularmente interessante do ponto de vista de como um observador externo aprecia tribunas televisivas como a dominical de Marcelo Rebelo de Sousa na TVI. Deixo apenas este apontamento:
"No espaço do telejornalismo português, em termos de prestígio, audiência e influência na opinião pública, ninguém bate o analista político Marcelo Rebelo de Sousa. Aos domingos à noite, durante cerca de 15 minutos, partilhando a cena com o apresentador do telejornal da TV Independente (TVI), que propõe os temas e faz as perguntas do roteiro, Marcelo comenta a semana política do país. E o faz com brilho, conhecimento, precisão de linguagem e charme que o distinguem no cenário jornalístico da televisão lusitana. (...) Assisti-o domingo passado, em Lisboa. O homem é realmente notável, com uma retórica de sofisticado raciocínio e recheios irônicos escorrendo por um fraseado ao mesmo tempo elegante e claro. Na base do sucesso, duas competências que exibe naturalmente, sem soberbas: conhece bem as táticas e as estratégias políticas, tanto de Portugal quanto da Europa, e seleciona os fatos e os temas por um lúcido critério de relevância política. Ou seja: sabe como falar de política ao povão, embora os principais recados sejam para as elites."Publicado em Julho 12, 2003 por Manuel Pinto.
webjornalismo em marcha lenta Quem se interessar pelo problema da interactividade no webjornalismo, lerá com proveito a última edição da coluna El cuarto bit, que Eva Dominguez publica regularmente en La Vanguardia. Intitulado "Radiografía interactiva", apresenta e analisa alguns dos pontos mais salientes do congresso recentemente realizado na Universidade de Navarra "Hacia nuevos paradigmas de los medios". A ideia forte é a de que a mudança para o "novo paradigma" é lenta, ainda que importe analisar atentamente os casos mais interessantes. A autora cita o investigador Nora Paul que, com base na aplicação de uma taxonomia criada no quadro das suas pesquisas, concluiu que "sobre 30 páginas principales de medios considerados innovadores online, menos de un tercio permitían una interacción con el contenido más allá de leer, ver o escuchar. Otra prospección sobre las 39 historias más destacadas por su uso del medio en InsertTextHere mostró que el 70% de ellas ofrecía únicamente comunicación unidireccional."
Publicado em por Manuel Pinto.O Diário Económico na sua versão online já deu sinais de ter sido adquirido pela espanhola Recoletos: deixou de estar sediado no site da IOL passando para o endereço www.diarioeconomico.com. Quem for pelo antigo endereço ainda será temporariamente reencaminhado para o novo.
Publicado em por Manuel Pinto.Textos de jornalismo de investigação na Dom Quixote Nelson de Matos dá a novidade no Textos de Contracapa: "A D(om) Q(uixote) (...) vai aliás recuperar em breve uma outra velha ideia do seu passado: a dos "Cadernos DQ". Provavelmente ainda este ano. E com nova forma e novos objectivos, evidentemente. Textos de jornalismo de investigação, escritos por jornalistas, com o espaço que hoje os jornais e as revistas não consentem aos seus trabalhos, sobre alguns temas quentes que atravessam a sociedade portuguesa actual. Os três primeiros, se tudo correr bem, surgirão lá para o início de Outubro. Os temas e os autores são, por enquanto, surpresa. E os próximos já estão a ser escritos, também, neste momento. É um projecto que estou a acarinhar com bastante entusiasmo, "compensador" da situação em que se encontra a imprensa escrita actualmente. Chama-se "Cadernos DQ de Reportagem". Com três vertentes: as reportagens portuguesas de actualidade; algumas reportagens de jornalistas estrangeiros sobre temas internacionais; uma área antológica de grandes reportagens "perdidas no passado". Vamos ver se conseguimos interessar os leitores. E os divulgadores, é claro, que os livros não se fazem sem isso, e "isso" é o que menos existe na nossa comunicação social."
Publicado em Julho 11, 2003 por Manuel Pinto.O Que é Internet? Gustavo Cardoso responde Acaba de me chegar às mãos o novo livro de Gustavo Cardoso "O que é Internet", editado pela Quimera. Em 190 páginas e seis capítulos, este investigador do ISCTE procura mostrar que "o papel da Internet na sociedade actual é reconhecidamente o de agente de mudança (de valores, de comportamentos, de estratégias de comunicação)", configurando, no entanto, "um processo que está ainda por compreender em toda a sua complexidade" (texto da contracapa). Os capítulos do livro abordam aspectos tais como: o que há de novo com a Internet; a biblioteca digital; as comunidades virtuais; comércio electrónico e nova economia; mass media e jornalismo na Internet; e democracia electrónica.
Publicado em por Manuel Pinto.“Moblogs Seen as a Crystal Ball for a New Era in Online Journalism” é o título de um artigo que está disponível no Online Journalism Review (OJR), e que integra um texto de Howard Rheingold (“Smart Mobs Revisited”). O autor começa por escrever sobre os “moblogs”, ou seja, os blogs criados com a ajuda de ferramentas móveis (com destaque para os telemóveis, mas não só), e vai passando para outras preocupações, nomeadamente os efeitos que este fenómeno poderá trazer para o jornalismo online. Só para aguçar o apetite, aqui fica um pequeno excerto: “The right tools for global, instantaneous, multimedia production and distribution are necessary, but not sufficient, to achieve the goal of democratizing journalism. (…) Journalism, if it is to deserve the name, is not about the quality of the camera, but about the journalist's intuition, integrity, courage, inquisitiveness, analytic and expressive capabilities, and above all, the trust the journalist has earned among readers”. E ainda, sobre o papel social e político dos blogs: “The more attentively we sift and analyze and share our discoveries online, the more the writers of blogs (and whatever blogs evolve into) can grow a social intelligence: personally tunable but collectively produced sense-making and way-finding. At least that's a plausible ideal. (…) For all its entertainment and social networking value, the most important promise of blogging is that it could help revivify the moribund public sphere that is as essential to democracy as voting”.
Publicado em por Sara.A imprensa de hoje está repleta de matéria informativa e de temas de reflexão relacionados com o campo do jornalismo e dos media. Destaco os seguintes: - desde logo, as notícias, no Público, no JN e no Diário Económico, sobre os novos rumos da NTV, com um maior entrosamento com a RTP-Porto e com nova programação a estrear a partir de segunda-feira. Está longe de ser claro oq ue pretende a Administração da RTP (e a tutela) fazer deste canal de cabo, sendo que, pessoalmente, tenho dificuldade em acreditar na viabilidade de um canal voltado para "as regiões" (estranha designação e especificidade, num país que recusou, por referendo, a regionalização). - Foram constantes, ao longo da semana, as peças de cobertura do seminário sobre os acontecimentos mediáticos, realizado no âmbito das Conferências da Arrábida, sob a coordenação de Mário Mesquita. Praticamente todos os dias, os vários jornais alimentaram o assunto. Independentemente do interesse da matéria - que é óbvio - e da qualidade de vários dos intervenientes - igualmente óbvio - é interessante notar o índice de cobertura desta iniciativa, comparado com muitas outras iniciativas igualmente importantes e interessantes. A época do ano, o local do evento, a matéria em estudo ... - O texto "Baixas de guerra", de José Manuel Fernandes (JMF), merece atenção. Segundo ele, o comportamento enviesado da BBC e os plágios e deturpações do New York Times na cobertura da guerra do Iraque fizeram destes meios de comunicação vítimas da guerra no plano jornalístico. Nesse quadro, o "Público" teria tido uma performance clara, plural, objectiva. Parece-me que, pelo menos no caso do diário norte-americano, a peça de JMF não esclarece de todo a relação entre a crise pela qual o jornal tem passado e a posição assumida na guerra do Iraque. Ao que julgava saber, apenas tangencialmente o caso do jornalista Blair se cruzava com a cobertura da guerra. Por outro lado, ao colocar o "Público" como referência na matéria, o director do jornal subavalia um aspecto que não é menor: num jornal com o lugar que o "Público" ocupa, não é irrelevante, para a avaliação do desempenho global, o facto de o próprio JMF ter feito uma óbvia, insistente e sistemática "magistratura" editorial contra a guerra e contra os argumentos daqueles que se opunham à intervenção bélica. Reconhecendo que a cobertura informativa feita pelo jornal deixou uma impressão globalmente positiva, e congratulando-me, obviamente, com esse facto, julgo que um juízo imparcial e rigoroso sobre o trabalho geral do jornal não pode deixar de lado o peso específico - quiçá decisivo - da tribuna editorial. Este é um tema que merece debate e - para não ficarmos por meras impressões e opiniões - exige estudo aturado, que certamente não deixará de ser feito.
Publicado em por Manuel Pinto.A Microsoft contratou uma equipa de técnicos para encontrar novos algoritmos que permitam competir com o motor de busca Google. A notícia vem no Diário Económico. Não diz muito mais do que isto.
Publicado em por Manuel Pinto.Recomendo vivamente os comentários do ContraFactos & Argumentos sobre o futuro dos jornais generalistas, a propósito do editorial de ontem de Mário Betencourt Resendes, aqui referenciado. Não é correcto - sugere PedroF - "misturar o futuro dos jornais com o dos seus suportes (e ainda com o do jornalismo). Não é o jornal como o conhecemos que pode desaparecer mas sim o jornal em papel que pode ser substituído por estes ecrãs. Pode-se concordar com o peso afectivo do papel mas também se deve olhar para o potencial deste novo suporte (...)".Sobre a desafectação dos jovens dos jornais de papel e a sua adesão às novas tecnologias de informação e entertenimento e às "publicações temáticas, observa o autor do Contrafactos: "E os jornais generalistas como o DN, na voz de MBR, só agora descobriram isso? O que fizeram entretanto para alterar essa tendência, nomeadamente num jornal que lançou um suplemento para os jovens com sucesso? Nada! Optou-se por associar DVDs, livros e baixelas aos jornais para o público tradicional mas nada foi feito desde então para cativar o público jovem quando é sabido que as publicações temáticas atingem esse público-alvo e há anos que as tendências internacionais se reflectem rapidamente no nosso país."
Publicado em Julho 10, 2003 por Manuel Pinto.Foi ontem apresentado em Madrid o relatório 'Situación social de la infancia en España', elaborado para o governo espanhol por um grupo de investigadores da Universidade de Comillas. Apresentando o documento, o jornal El Mundo refere que "Sobre la televisión y la infancia, el informe señala que los niños comienzan a ver la televisión a los dos años, y de media dedican dos horas en los días laborables y tres en los festivos. Estos números permiten establecer que un menor de 15 años habrá visionado unas 12.000 horas de televisión. lo que significaría haber visto la televisión 17 meses seguidos, día y noche."
Publicado em por Manuel Pinto.O Media Lab do Massachusetts Institute of Technology lança amanhã uma base de dados na web sobre o governo dos EUA, designada "Government Information Awareness" (GIA). Its creators hope it will become a massive clearinghouse of information, pooling the collective wisdom of government watchdogs and serving as a tool to counter new government technologies that are being used to track information about citizens. GIA's name and mission are a kind of inversion of the Pentagon's $20 million "Terrorism Information Awareness" project.
Publicado em por Manuel Pinto.É fácil “construir” novos sentidos para as palavras que foram ditas? Um artigo de Brendan Nyhan ("Unreliable quotations"), publicado no Spinsanity.org, dá inúmeros exemplos fundamentados de situações recentes em que, intencionalmente ou não, os discursos citados se transformam.
Publicado em Julho 09, 2003 por Sara.Que futuro para os jornais generalistas? Sob o título "Os jornais generalistas à procura de um futuro", Mário Betencourt Resendes assina hoje um texto no Diário de Notícias com questões que merecem resposta e debate. Pergunta o director do DN:
"Terão razão os visionários que prevêem um destino negro para os jornais? Terão futuro as experiências que se fazem no Media Lab do MIT, em Boston, à volta de um jornal em suporte sintético e durável, capaz de mudar diariamente o conteúdo em função de um chip? Terá Sarsfield Cabral motivos suficientes para se sentir uma «espécie em vias de extinção», como escreveu há dias no DN, por gostar de ler jornais?".Alguns factores são carreados no próprio texto: a disseminação da cultura audiovisual; o progresso dos media electrónicos, conjugado com a modificação de hábitos quotidianos; o envelhecimento do leitorado; a desafectação dos mais jovens relativamente à imprensa... Mas importa ver a natureza de cada um destes factores e de outros que pesam nesta situação (para o caso português, uns posts mais abaixo, é dada uma estatística arrepiante, sobre o nível da iliteracia funcional). E importa, sobretudo ver os factores que dependem da própria iniciativa e comportamwento dos jornais. Alguém quer comentar? Publicado em por Manuel Pinto.
...e, por referir a leitura de jornais, deixo aqui a referência a uma tese de doutoramento intitulada justamente "MAKE MY DAY: RITUAL, DEPENDENCY AND THE HABIT OF NEWSPAPER READING", da autoria de Clyde H. Bentley, apresentada na School of Journalism and Communication and the Graduate School of the University of Oregon em 2000.
Publicado em por Manuel Pinto.Começa hoje a taça do mundo de videojogos, depois de uma cerimónica de abertura reralizada ontem à tarde no Futuroscope, perto da cidade francesa de Poitiers. Cerca de 400 campeões com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos, seleccionados em 37 países, tomam parte no desafio, que assenta em três modalidades: 'Counter strike', 'Warcraft 3' e 'Unreal Tournament' e se prolonga até domingo, dia da final. Os sul-coreanos são os grandes favoritos. O seu país regista 25 mil casas de jogo, contra apenas mil num país como a França, por exemplo, e campeonatos deste tipo constituem já uma tradição.
Publicado em por Manuel Pinto.Na sequência da breve “conversa” sobre o texto Re-thinking Objectivity , motivo de vários comentários a um post de há dias, Américo de Sousa, do Retórica e Persuasão, colocou online o seu texto O ESTATUTO DA SUBJECTIVIDADE NO CAMPO JORNALÍSTICO, comunicação apresentada no I Congresso Luso-Brasileiro de Estudos Jornalísticos, em Abril último, na Universidade Fernando Pessoa, no Porto. Nele assume uma posição de crítica ao subjectivismo defendido por José Rodrigues dos Santos na sua tese de doutoramento, parte da qual foi publicada no livro "A Verdade da Guerra".
Publicado em por Manuel Pinto.O Relatório do Desenvolvimento Humano 2003 ontem divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento contém importantes elementos que permitem compreender, comparativamente, por país e por região, alguns dos grandes problemas da humanidade. É motivo de relativa satisfação ver que Portugal se posiciona melhor no contexto das outras nações. Mas olhar para os dados relativos a Portugal e deparar com uma taxa de iliteracia funcional para a faixa etária dos 16-65 anos da ordem dos 48 por cento permite-nos compreender muita coisa.
Publicado em por Manuel Pinto."A imprensa britânica de qualidade inspira-se nos muito contestados tablóides", escreve o correspondente do jornal Le Monde na City, Marc Roche: "Des quotidiens tels que "The Independent", "The Guardian" ou "the Times" parient sur des "unes" plus accrocheuses et sur une utilisation renforcée de la photo pour augmenter leurs ventes. Au risque d'une dérive sensationnaliste."
Publicado em por Manuel Pinto.A administração norteamericana e a guerra no Iraque The New York Times, 6 de Julho: artigo "What I Didn't Find in Africa" de Joseph C. Wilson, ex-embaixador dos Estados Unidos enviado no início de 2002 pela CIA a África, para verificar se o Iraque ali teria ou não adquirido urânio para fabricar armas nucleares:
"Did the Bush administration manipulate intelligence about Saddam Hussein's weapons programs to justify an invasion of Iraq? Based on my experience with the administration in the months leading up to the war, I have little choice but to conclude that some of the intelligence related to Iraq's nuclear weapons program was twisted to exaggerate the Iraqi threat."The New York Times, 7 de Julho: artigo na primeira página: "Bush Claim on Iraq Had Flawed Origin, White House Says":
"The White House acknowledged for the first time today that President Bush was relying on incomplete and perhaps inaccurate information from American intelligence agencies when he declared, in his State of the Union speech, that Saddam Hussein had tried to purchase uranium from Africa. The White House statement appeared to undercut one of the key pieces of evidence that President Bush and his aides had cited to back their claims made prior to launching an attack against Iraq in March that Mr. Hussein was "reconstituting" his nuclear weapons program."Algum enquadramento, de Eric Altman, nomeadamente sobre a cobertura mediática deste caso, pode ser lido no seu blog Altercation. Publicado em Julho 08, 2003 por Manuel Pinto.
Pela primeira vez um blogger figura na lista de "The Media Guardian 100", uma lista que, pelo terceiro ano consecutivo, destaca as principais figuras no campo mediático no Reino Unido, utilizando critérios como projecção cultural, peso económico e influência política. Desta vez, o director geral da BBC, Greg Dyke, suplantou Rupert Murdoch, no juízo de um painel de analistas dos media ligados ao jornalismo, política, publicidade e internet. Na lista dos "cem mais", o blogger anónimo figura em 94ª posição. A decisão de incluir o fenómeno dos bloggers é justificado do seguinte modo:
"Only in the aftermath of the September 11 attacks and the ensuing "war on terror" did blogging come into its own and become a unique news source for millions of web users across the globe. There are now an estimated one million bloggers at work. They record everything from the mundane routines of every day life ("cleaned my room, now I feel tired, I always feel tired after cleaning") to world-changing events such as the conflict in Iraq as recorded through the eyes of the famous "Baghdad Blogger". Writing under the pseudonym Salam Pax, the Baghdad Blogger scooped western news networks time and again by simply sitting in his front room and recording how the conflict affected his family and friends. Within days his account was being read by a daily audience of 20,000 people. Web-logging came of age when Pyra - the company that had enabled the phenomenal growth of blogging - was snapped up by Google at the beginning of this year. So-called "old media" have reacted to the rise of blogging with bemusement, unsure whether to treat it as a threat to already dwindling audiences or a potential source of news stories? Do bloggers add clarity to a situation, or do they serve only to only confuse it further? And - a subject closer to some hacks' hearts - why the hell are these people writing for free, anyway? It all depends on the blogger. But underestimate their power at your peril. Just ask former New York Times executive editor Howell Raines, who was eventually hounded out of office by bloggers after the Jayson Blair plagiarism case."(A lista dos dez primeiros pode ser consultada aqui). Publicado em por Manuel Pinto.
Podem os weblogs mudar a política? Para debater o tema, vai realizar-se um encontro na próxima segunda-feira, na Câmara dos Comuns, em Inglaterra (Fonte: Plasticbag, via Contrafactos). à consideração dos parlamentares portugueses, que vão passar a intervir através dos blogs.
Publicado em por Manuel Pinto."Os Acontecimentos Mediáticos, a Televisão e a Sociedade Civil" é o tema do seminário iniciado ontem, sob a coordenação de Mário Mesquita, no âmbito dos Encontros da Arrábida. O primeiro dia de trabalho foi dedicado aos acontecimentos de celebração, que justificam algumas das maiores audiências televisivas mundiais, como, por exemplo, as viagens do Papa, o funeral de Lady Di ou os Jogos Olímpicos (cf. cobertura no Público e no DN). Hoje, o tema centra-se nos acontecimentos disruptivos, dramáticos e hipermediatizados, que têm no 11 de Setembro de 2001 o modelo mais dramático e globalizado. Amanhã os trabalhos incidirão sobre os "acontecimentos de excomunhão" (ou "ex-comunicação"), cujo efeito consiste em banir da esfera pública determinadas personalidades, através de insistentes campanhas de comunicação. Na quinta-feira, será analisada a questão global: "Televisão – Estado, mercado e sociedade civil".
Publicado em por Manuel Pinto."If I can operate Google, I can find anything... Google, combined with Wi-Fi, is a little bit like God. God is wireless, God is everywhere and God sees and knows everything. Throughout history, people connected to God without wires. Now, for many questions in the world, you ask Google, and increasingly, you can do it without wires, too." Alan Cohen, V.P. of Airespace, a new Wi-Fi provider, New York Times, 6/29/03 Curiosamente, deparei com esta visão encantatória num sítio a que me levou o Contrafactos, intitulado The internet is shit. O encantatório e o apocalíptico. Lado a lado.
Publicado em por Manuel Pinto.Publicidade televisiva bate informação Entre Janeiro e Junho deste ano, os quatro canais generalistas emitiram mais de um milhão de minutos divididos pelos diferentes géneros de programas, sobretudo de Ficção, Informação e Variedades/Entretenimento. Estas três tipologias também foram as mais vistas pelos espectadores e por consequência as que mais contribuíram para a audiência, segundo dados acabados de divulgar pela Mediamonitor, da Marktest. É interessante verificar que a Publicidade ocupou uma fatia da programação (198.319 minutos e 19,5 por cento de share do tempo total emitido), mais importante do que a da Informação (194.399 minutos e 19,1 por cento de share). Mas se isso se verifica ao nível da emissão, o mesmo não acontece ao nível da recepção. Aqui o share dos que viram as emissões informativas tende a crescer (26,8 por cento do tempo de consumo, só superado pelo tempo dedicado a programas de ficçã0), enquanto que as emissões de publicidade não vão além de 11,4 por cento do share do consumo).
Publicado em por Manuel Pinto.Literatura, jornalismo, totalitarismo e liberdade Comemorou-se recentemente o centenário de George Orwell. Há um site australiano - Project Gutenberg of Australia - com uma boa parte das obras deste autor. Entre elas, refiro Fifty Orwell Essays, nos quais se faz algumas referências ao jornalismo, em particular no ensaio The Prevention of Literature. É dele que destaco os seguintes excertos, a que não falta alguma actualidade: "In our age, the idea of intellectual liberty is under attack from two directions. On the one side are its theoretical enemies, the apologists of totalitarianism, and on the other its immediate, practical enemies, monopoly and bureaucracy. Any writer or journalist who wants to retain his integrity finds himself thwarted by the general drift of society rather than by active persecution. (...) "The organized lying practiced by totalitarian states is not, as is sometimes claimed, a temporary expedient of the same nature as military deception. It is something integral to totalitarianism, something that would still continue even if concentration camps and secret police forces had ceased to be necessary. Among intelligent Communists there is an underground legend to the effect that although the Russian government is obliged now to deal in lying propaganda, frame-up trials, and so forth, it is secretly recording the true facts and will publish them at some future time. We can, I believe, be quite certain that this is not the case, because the mentality implied by such an action is that of a liberal historian who believes that the past cannot be altered and that a correct knowledge of history is valuable as a matter of course. From the totalitarian point of view history is something to be created rather than learned. A totalitarian state is in effect a theocracy, and its ruling caste, in order to keep its position, has to be thought of as infallible. (...) "To keep the matter in perspective, let me repeat what I said at the beginning of this essay: that in England the immediate enemies of truthfulness, and hence of freedom of thought, are the press lords, the film magnates, and the bureaucrats, but that on a long view the weakening of the desire for liberty among the intellectuals themselves is the most serious symptom of all. (...) "Above a quite low level, literature is an attempt to influence the viewpoint of one's contemporaries by recording experience. And so far as freedom of expression is concerned, there is not much difference between a mere journalist and the most "unpolitical" imaginative writer. The journalist is unfree, and is conscious of unfreedom, when he is forced to write lies or suppress what seems to him important news; the imaginative writer is unfree when he has to falsify his subjective feelings, which from his point of view are facts. (...) "Prose literature as we know it is the product of rationalism, of the Protestant centuries, of the autonomous individual. And the destruction of intellectual liberty cripples the journalist, the sociological writer, the historian, the novelist, the critic, and the poet, in that order. In the future it is possible that a new kind of literature, not involving individual feeling or truthful observation, may arise, but no such thing is at present imaginable. It seems much likelier that if the liberal culture that we have lived in since the Renaissance comes to an end, the literary art will perish with it. Of course, print will continue to be used, and it is interesting to speculate what kinds of reading matter would survive in a rigidly totalitarian society. Newspapers will presumably continue until television technique reaches a higher level, but apart from newspapers it is doubtful even now whether the great mass of people in the industrialized countries feel the need for any kind of literature. They are unwilling, at any rate, to spend anywhere near as much on reading matter as they spend on several other recreations. Probably novels and stories will be completely superseded by film and radio productions. Or perhaps some kind of low grade sensational fiction will survive, produced by a sort of conveyor-belt process that reduces human initiative to the minimum. It would probably not be beyond human ingenuity to write books by machinery. But a sort of mechanizing process can already be seen at work in the film and radio, in publicity and propaganda, and in the lower reaches of journalism."
Publicado em por Manuel Pinto.Uma reportagem da SPTV (TV de São Paulo) sobre blogs pode ser visionada a partir do site Blogues - Apontador de Blogues de Língua Portuguesa. Em tom ligeiro, de "life style", reduz a blogosfera a uma questão de entretenimento, convívio, obsessão. O videograma demora cerca de sete minutos e exige que se tenha instalado o Windows Media Player.
Publicado em Julho 07, 2003 por Manuel Pinto.A Tenda dos Índios é provavelmente o primeiro rockblog português. Foi criado por Fernando Zamith, jornalista da Lusa e docente do Curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto, onde anima, há já bastante tempo, o JornalismoPortoNet . Define-o como rockblog, porque lhe pareceu "a expressão mais óbvia para um blog sobre rock". "Nos 'States' - acrescenta - rockblogs é mato".
Publicado em por Manuel Pinto.Revistas de televisão e informação: as mais procuradas As revistas estão a ganhar leitores, sendo que as preferências vão para as de informação geral e televisão. De acordo com dados do Diário Económico, apesar de a maior subida relativa na circulação paga das revistas ter sido, segundo dados da Associação para o Controlo das Tiragens (APCT), conseguida pela Focus (com mais cerca de 55% de vendas e assinaturas), foi a TV Guia que aumentou mais o número de exemplares vendidos no primeiro trimestre deste ano, passando de uma média de 73 mil exemplares vendidos nos primeiros três meses de 2002 para cerca de 110 mil até Março deste ano. No total dos três meses, os portugueses compraram mais cerca de 50 mil exemplares de revistas de televisão do que tinham comprado no primeiro trimestre de 2002, chegando aos 350 mil. A procura dos títulos de informação também cresceu, tendo os três principais títulos vendido mais 19 mil exemplares, ficando perto dos 155 mil.
Publicado em por Manuel Pinto.Mais de 60% dos jovens portugueses, entre os 10 e 18 anos de idade, utilizam a Internet, segundo um estudo da Mark-teen sobre hábitos de consumo, estilos de vida e leitura de media, citado pelo Jornal de Notícias. As conclusões, resultantes de uma amostra representativa de mil jovens entrevistados telefonicamente, permitem afirmar que, entre os jovens que utilizam Internet:
- 85,5% fazem pesquisa escolar; - 62,6% conversam; - 47,2% fazem "downloads"; - 42,8% jogam; - 35,8% procuram notícias; - 22,1% acedem ao correio electrónico - 2,9% fazem compras por Internet.Publicado em por Manuel Pinto.
Eduardo Cintra Torres aborda na coluna "Olho Vivo", do Público, alguns comentários a acontecimentos recentes: Sobre a repercussão mediática da prestação de Berlusconi no Parlamento Europeu:
"As TV só me deram parte dos factos. Se não fosse o "blog" nada abrupto de José Pacheco Pereira eu não teria sabido como as coisas se passaram. (...) Os apontamentos televisivos deram-me a versão "consensual" do jornalismo europeu, onde não cabem factos - factos, repito - que saltem fora do penico consensual. O relato de Pacheco Pereira colocou-me mais perto do que aconteceu e deu-me um contexto totalmente diferente."Sobre José-Manuel Barata Feyo e um comentário que terá feito para José Rodrigues dos Santos ("Não podes estar com Deus e com o Diabo: ou estás com a administração ou estás com a redacção"):
"Faz aflição este estilo de quem vive do passado profissional e não faz nada de jeito em televisão há não sei quantos anos e invoca emprateleiramentos. Eu não acredito em prateleiras de dois, cinco ou dez anos."Sobre Rodrigues dos Santos na recente polémica da "conferência de Imprensa" de Fátima Felgueiras:
"Além do mau gosto de invocar grau académico para justificar a praxis jornalística, ele disse, a propósito do caso da felgueirada brasileira: "Não há jornalismo público e privado, mas há bom e mau jornalismo." É isso mesmo. O caso da felgueirada da RTP1 foi apenas mau jornalismo."Publicado em por Manuel Pinto.
Repensando a objectividade em jornalismo O número de Julho-Agosto da conceituada Columbia Journalism Review adopta como título de capa "Re-thinking Objectivity". Acabada de sair, retoma o caso Blair/The New York Times, assim como as polémicas sobre a cobertura jornalística da guerra por parte dos media norte-americanos, para sustentar que, no que se tem passado, a questão da objectividade tem tido um certo papel. Enquanto outros textos não são disponibilizados online, vale a pena ler aquele que constitui uma espécie de introdução ao tema cental: Re-thinking Objectivity, de Brent Cunningham. Cita E.J. Dionne que escrevia, em 1996, que: " (...) the press operates under a number of conflicting diktats: be neutral yet investigative; be disengaged but have an impact; be fair-minded but have an edge. Therein lies the nut of our tortured relationship with objectivity. Few would argue that complete objectivity is possible, yet we bristle when someone suggests we aren't being objective - or fair, or balanced - as if everyone agrees on what they all mean. "
Publicado em por Manuel Pinto.O DN passa a contar com novos colunistas, às terças e quartas-feiras. O Cruzes Canhoto adianta uma leitura do facto:
"Queremos dar aos parabéns aos colegas bloguistas, cuja excelente escrita lhes abriu as portas do clube de bridge para idosas que se tornou opinião da imprensa portuguesa. Se por um lado é um alívio poder ter uma coluna de opinião da direita inteligente que nos permita ignorar a direita trauliteira do VGM, por outro temos uma reclamação a fazer: E os jovens e talentosos colunistas de esquerda, DN? Ou estão a ver se se transformam no Weekly Standard português?"Seja como for, está por fazer, tanto quanto sei, uma análise em profundidade do "colunismo" e dos colunistas portugueses: quem são, que formação têm, a que instituições estão ligados, em que órgãos escrevem ou falam e em que estatuto, etc. O próprio DN dá uma achega relativamente aos seus novos colaboradores. Uma achega, necessariamente muito incompleta:
"Pedro Lomba é licenciado em Direito e assistente na Clássica. Foi colaborador assíduo do DN Jovem e do DNA e está a escrever um livro sobre filosofia política. Na vida, como na escrita, aposta na máxima de Twain: «Na dúvida, diz a verdade.» Miguel Poiares Maduro é professor de Direito Comunitário na Universidade Nova de Lisboa, no Instituto Ortega y Gasset, em Madrid, e no Colégio da Europa. É doutorado pelo Instituto de Florença e vai ser advogado geral da União Europeia. Pedro Mexia é licenciado em Direito, deu os primeiros passos no DN Jovem e os seguintes no DNA. É um dos mais prestigiados críticos literários portugueses. Tem quatro livros de poesia publicados e é autor do blogue «Dicionário do Diabo». Nuno Severiano Teixeira é professor na Universidade Nova de Lisboa. Doutorado pelo Instituto de Florença, foi professor visitante na Universidade de Georgetown e ministro da Administração Interna. Publicou várias obras sobre relações internacionais. João Miguel Tavares é licenciado em Ciências da Comunicação e jornalista no DN. Escreve sobre cinema, música e banda desenhada e faz parte da equipa do «É cultura, estúpido!», uma tertúlia mensal das Produções Fictícias. António Costa Pinto é professor no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Doutorado pelo Instituto de Florença foi docente na Universidade de Stanford (EUA) e é autor de várias obras sobre o Estado Novo."Publicado em Julho 06, 2003 por Manuel Pinto.
A revista bimestral "The Technology Source", publicada pela Michigan Virtual University, dedica boa parte do número de Julho-Agosto aos blogs no ensino e na aprendizagem. Entre os textos publicados destaca-se Weblogs at Harvard Law, de Stephen Downes, Blogging as a Course Management Tool, de Jon Baggaley, e RSS: The Next Killer App For Education, de Mary Harrsch.
Publicado em por Manuel Pinto.... e por falar em blogs: enquanto se aguarda pelos do Parlamento português, podemos visitar o blog de um deputado trabalhista britânico.
Publicado em por Manuel Pinto.Os jornalistas franceses que cobrem o panorama cinematográfico desencadearam recentemente um processo de luta contra o modo como as majors norte-americanas controlam a informação sobre cinema. O motivo próximo foi uma atitude considerada de sobranceria face aos jornalistas da parte de Steven Spielberg, na apresentação à imprensa do filme Catch Me If You Can. Daí surgiu, em fins de Março, um MANIFESTE DES JOURNALISTES DE CINEMA, que define as condições consideradas necessárias para um trabalho jornalístico com dignidade no campo da cr´tica e reportagem cinematográficas. O texto continua a receber assinaturas.
Publicado em Julho 05, 2003 por Manuel Pinto.NetMedia 2003 | Premios europeus de jornalismo online Não vi referidos os resultados da escolha deste ano: a BBC esteve em foco, ao ganhar oito dos 21 troféus em disputa. Também oito foi o número de trabalhos que versaram sobre a guerra e a paz e sobre a corrupção empresarial. Eis a lista de alguns desses prémios: - Diário interactivo do ano: PaidContent.org: the economics of content (PaidContent.org) - Contributo relevante para o jornalismo electrónico europeu: Mike Smartt (BBC News Online) - Melhor serviço global de jornalismo: LaMalla.net (Lavinia) - Jornalista do ano na Internet: Vincent Landon, por "The Malaria Business? (Swissinfo/Swiss Radio International) - Melhor reportagem: Europe Moves East (Deutsche Welle) - Melhor reportagem de investigação: Weapons of Mass Destruction special report (FT.com) - Melhor disenho e navegação nas notícias: BBC War In Iraq coverage (BBC News Interactive) - Melhor apresentação geral de uma notícia: BBC News Online?s War In Iraq and postwar coverage (BBC News Online) - Melhor inovação em jornalismo electrónico: Transitions Online.
Publicado em por Manuel Pinto."Parlamento Aprovou Criação de Blogues de Deputados": "O fenómeno dos blogues chegou oficialmente à Assembleia da República (AR). A partir da próxima legislatura, os deputados parlamentares podem usufruir da possibilidade de criar blogues numa área reservada para esse mesmo efeito instalada no servidor da AR". Confesso que tenho alguma curiosidade em ver como é que este processo se vai desenrolar!
Publicado em por Sara.A Alta Autoridade para a Comunicação Social assumiu uma posição bastante crítica relativamente às propostas do Governo para o serviço público de televisão. O Público sumaria-as nos seguintes pontos: - Canal Sociedade é "projecto insuficientemente estruturado" que, a prazo, pode conduzir "à privatização" - Falta de controlo da nomeação dos Conselhos de Administração da RTP e RDP - A ausência de previsão de auditoria anual é considerada "especialmente surpreendente" - Crítica à transferência do Conselho de Opinião para a "holding" - Indefinição do serviço público das Regiões Autónomas - Exagero na imposição de limites horários para programas violentos - Referência genérica no texto a "Entidade Reguladora" - Crítica à hipótese de o Estado não ser no futuro o único accionista da "holding" que agrupe RTP e RDP - Defesa da futura autonomia das redacções da RTP e RDP - Defesa da necessidade de fixar quota mínima de taxa para a RDP - Oposição à afectação exclusiva das receitas da publicidade à dívida acumulada da RTP - Receio dos efeitos provocados pelo facto de a previsão plurianual do orçamento para a RTP ser fixada num pior ou melhor momento . Numa apreciação geral à proposta de lei de televisão, a AACS considera que o texto se traduz "numa diluição" e "fragilização do modelo" de serviço público que o órgão regulador considera "preocupante".
Publicado em por Manuel Pinto.Na morte de Augusto Abelaira, um mini-depoimento: «Escrevo porque me dá prazer. Além disso, procuro descobrir algo importante na interpretação da realidade, captar um pedacinho dela» ( in Folha de São Paulo, 18/8/96)
Publicado em por Manuel Pinto.Exposição de Fotografias em Coimbra É hoje inaugurada na Casa Municipal da Cultura de Coimbra, a exposição de fotografia Ao Redor de Coimbra II, com trabalhos de António Pinto e Dinis Manuel Alves. A exposição, patente até ao próximo dia 31, integra-se no Projecto "Dias de Coimbra". Esta é a quarta exposição do projecto, que terá continuidade em Outubro do presente ano, com "A Fé". A totalidade das fotografias expostas em sala encontra-se disponível AQUI.
Publicado em Julho 04, 2003 por Manuel Pinto.Nos EUA, a decisão de um tribunal define que os weblogs não podem ser acusados por difamação com informação que publicam. Além dos blogs, esta protecção estende-se a sites e listas de discussão não comerciais. A explicação para esta decisão: "One-way news publications have editors and fact-checkers, and they're not just selling information -- they're selling reliability," said Cindy Cohn, legal director of the Electronic Frontier Foundation. "But on blogs or e-mail lists, people aren't necessarily selling anything, they're just engaging in speech. That freedom of speech wouldn't exist if you were held liable for every piece of information you cut, paste and forward." A notícia completa aqui. Dica de Dan Gillmor.
Publicado em por Elisabete Barbosa.Os blogues como fonte de informação. Depois de se terem transformado na maior curiosidade da net, hoje são a moda que todos querem usar. Com a chegada dos famosos ao mundo da blogosfera, chegou também a instauração do estatuto de fonte aos blogues. O jornal "Público" não abdica da consulta diária ao weblog de Pacheco Pereira e lá vai reproduzindo as suas opiniões. Desta vez, na edição de hoje, as palavras de Pacheco Pereira sobre o grande dia do Parlamento Europeu em que, depois da arruaça de alguns eurodeputados, se seguiu a pérola oratória de Silvio Berlusconi.
Publicado em por JoCaBraGo."Os blogues do futebol" é o título de um artigo publicado no jornal "A Bola" de hoje, debruçando-se sobre as cores, as tendências e os autores que vão circulando na, cada vez mais extensa e famosa, blogosfera nacional.
Publicado em por JoCaBraGo.A Causa Nossa é o nome do weblog colectivo que um grupo de individualidades vai lançar no espaço de um mês. Li a notícia no ContraFactos. Pela minha parte, confirmei-a junto de um dos envolvidos na iniciativa que incluem Ana Gomes, Eduardo Prado Coelho, Elisa Ferreira, Jorge Wemans, Luís Nazaré, Luís Osório, Maria Manuel Leitão Marques, Vicente Jorge Silva, Vital Moreira. O nome do blog inão se pode dizer que seja brilhante e a data de lançamento também não. Mas poderemos estar em vésperas de mais um marco no desenvolvimento da blogosfera, em Portugal. A expectativa vai crescer.
Publicado em por Manuel Pinto.É um documento importante aquele que a Federal Communications Commission divulgou na terça-feira. Nâo tanto pelas disposições normativas sobre as novas e mais suaves regras relativas à concentração mediática, que já eram conhecidas, mas pela análise que as acompanha - bem documentada e a permitir uma retrospectiva histórica sobre o problema da concentração e da regulação dos media nos Estados Unidos da América. São mais de 250 páginas, disponíveis em formato .doc e em formato .pdf.. Pode ler-se igualmente no Washington Post uma peça jornalística sobre o assunto.
Publicado em por Manuel Pinto.O que é o jornalismo (não) público? A pergunta é feita por Carlos Chaparro, na sua recente coluna no site Comunique-se, referenciado ontem pela Elisabete Barbosa. O (luso-descendente) professor da Universidade de São Paulo retoma o caso da cobertura televisiva da conferência de Imprensa de Fátima Felgueiras, reflectindo sobre a declaração de Morais Sarmento, em comentário ao papel desempenhado pela RTP: “Falta discutir o que é jornalismo público”. Sobre este ponto escreve o autor: "Ao fim e ao cabo, narrar (para o relato) e argumentar (para o comentário) são as artes do ofício de ser jornalista. Em ambos os casos, as razões do fazer jornalístico são impostas pela procedência irrecusável das expectativas do cidadão destinatário da informação e da análise. Por causa dessas expectativas sociais, sustentadas em direitos, tradições e pressupostos universalmente estabelecidos, o jornalismo tem de ser veraz, honesto, independente, crítico, rigoroso e claro, vinculado a razões éticas – qualquer que seja a natureza (pública ou privada) do meio de comunicação que o difunde. Na sua totalidade, e não apenas em parcelas supostamente “virtuosas”, o jornalismo tem, por natureza e vocação, o predicado de ser público. Porque públicas são as suas razões de ser." Uma nota só: a questão que se levantou em Portugal, a este propósito, referia-se ao modo, manifestamente exagerado, como a RTP tratou o assunto.
Publicado em por Manuel Pinto.O NetMedia decorreu ontem em Barcelona, pela primeira vez fora de Inglaterra, para debater o jornalismo online. Milverton Wallace, fundador e impulsionador da iniciativa, considera que é chegada a hora de investir neste segmento procurando a rentabilidade: ?El fin de la burbuja de las puntocom ha cortado el flujo de capital fácil hacia los proyectos on-line. Ahora los inversores piden que en estos negocios on-line se apliquen principios claros de rentabilidad. De ahí que los responsables de las publicaciones on-line deban, ahora, centrar sus esfuerzos en conseguir ingresos que pueden venir de suscripciones y de muchas otras fórmulas?, explica
Publicado em por Manuel Pinto.Duas novidades que chegam do Brasil: A All TV criou um programa sobre blogs. Chama-se Blog&Roll e é um programa semanal apresentado pelo jornalista Rodrigo Rodrigues. Através do site da televisão é possível ver o programa nas 72 horas seguintes à sua emissão. Ligado ao Comunique-se, um excelente portal sobre comunicação oriundo do brasil, foi criado o Blog-se, um servidor para criação de weblogs destinado aos jornalistas.
Publicado em por Elisabete Barbosa.É um "sinal dos tempos" a presidência da União Europeia ficar entregue a uma figura como Silvio Berlusconi. Não se pode discutir a legitimidade que tem para as funções que exerce. Mas não se pode igualmente deixar de analisar estes processos que não julgaríamos possíveis há anos atrás. Certamente que essa análise não pode ser feita em termos simplistas. Mas aí está, justamente, uma das facetas da personagem. Ao alimentar este lado provocatório - como seja chamar (indirectamente) nazi, em pleno Parlamento Europeu, a um deputado que o critica, Berlusconi põe a Imprensa europeia a vituperar a figura e não as políticas e os argumentos. Ele sabe como ninguém tirar partido da lógica do show business que alimenta os media. Pensando porventura que estão a criticá-lo, muitos media estão ainda a fazer o seu jogo.
Publicado em por Manuel Pinto.O número de Julho de "UM Jornal - a Universidade do Minho em notícia", dirigido por Joaquim Fidalgo, traz uma página inteira sobre a blogosfera (não está ainda disponível on-line). Publica igualmente um artigo de opinião de Helena Sousa, Directora do Departamento de Ciências da Comunicação, no qual aborda a relação entre jornalistas e cientistas. Referindo-se à queixa de cientistas de que a astróloga Maya tinha mais espaço na RTP do que o campo da ciência, escreve, a dado passo:
"Se a ciência produz novidades necessariamente relevantes e se esta é a matéria-prima do jornalismo, por que são ignorados os cientistas? Se a ciência produz as mais belas histórias, por que não vale a pena contá-las? Começar a resposta pela ignorância crónica do povo, não nos levará longe. Continuar a elaborar sobre a inultrapassável falta de talento dos jornalistas, também não nos tira do marasmo. Mas talvez já valha a pena interrogarmo-nos sobre o que temos feito, nós investigadores, pela divulgação da ciência. Quantos cientistas consideram a divulgação pública dos seus trabalhos como uma responsabilidade social e uma exigência de cidadania? Quantos desenvolvem esforços no sentido de apresentar à comunidade e à imprensa os seus projectos e respectivos resultados?"Reconhece Helena Sousa que "as actuais lógicas de produção jornalística estão longe de permitir aos jornalistas o tempo e o espaço que a complexidade da ciência exigiria". Contudo, observa:
"As dificuldades de um lado não justificam, no entanto, a inacção do outro. Os cientistas também devem procurar compreender as lógicas fundamentais da construção das agendas mediáticas e da construção narrativa nos vários suportes. Não podem temer a «redução» das suas densas teses a meia dúzia de caracteres ou de segundos. O jornalismo não existe para contar a história toda. Mas, agarrando o olhar, abre caminho a histórias mais longas que podem ser contadas noutros lugares".Publicado em por Manuel Pinto.
A Marktest começou a realizar um estudo sobre os adolescentes a que chama Markteen. Estes são classificados em três categorias: pré-adolescentes, informados e tecnológicos. Eis a caracterizaç~«ao fornecida para cada uma delas: Os Pré-Adolescentes - Maioritariamente constituído por jovens com idade compreendida entre os 10 e os 12 anos, com hábitos de consumo em linha com a média. Ocupam os seus tempos livres principalmente a ver televisão, jogar e brincar. Costumam brincar com os amigos e/ou irmãos, andar de bicicleta, jogar futebol e jogar consola ou Game Boy. Possuem bicicleta e trotineta. São o grupo mais numeroso, representando 44.0% do universo (residentes no Continente com idades compreendidas entre os 10 e os 18 anos). Os Informados - São maioritariamente do sexo feminino, com idade compreendida entre os 16 e os 18 anos. São jovens que costumam ocupar os seus tempos livres a ver tv, ler, ouvir música e por outro lado, costumam sair e estar com os amigos, passear, ir ao cinema, centros comerciais, museus, teatro, discotecas/ bares, concertos musicais e praticam desporto. Têm comportamentos de consumo de media e de “produtos” ligados à informação bastante acima da média. Este grupo é constituído por 260 mil jovens, o que representa 24.7% do total. Os tecnológicos - São na sua maioria jovens urbanos (residentes nas regiões da Grande Lisboa e do Grande Porto), do sexo masculino, com idades compreendida entre os 16 e os 18 anos e pertencentes às classes alta, média alta e média. Ocupam os seus tempos livres a jogar computador, jogar consola, jogar futebol, praticar desporto ou a tocar instrumentos musicais. Costumam sair e estar com os amigos, ir ao cinema, centros comerciais, discotecas, bares, concertos e assistir a jogos de futebol. No que se relaciona com as novas tecnologias, apresentam consumos bastante acima da média. Representam 31.3% do total.
Publicado em por Manuel Pinto.Novos blogs relacionados com o campo comunicacional: -Blogouve-se - Entre o que é preciso e o que ficou por dizer do livro "Tudo o que se passa na TSF", de João Paulo Meneses (dica de Silhuetas) - Retórica e Persuasão, de Américo de Sousa: "pensar... falar... argumentar... persuadir... convencer"; - Arquivos do Cinéfilo - "A historia do cinema, os filmes, os realizadores, os actores, as estreias de cinema, a critica, o comentario, noticias variadas e curiosidades do universo da Setima Arte", por Vasco Martins. - Os Donos da Bloga - Jornalismo, Pedro Mexia, MEC ... .
Publicado em por Manuel Pinto.Nos jornais online com conteúdo de qualidade, que têm clientes fidelizados, os anúncios publicitários (os web ads) obtêm uma maior eficácia. Esta é a principal conclusão de um estudo (disponível aqui em pdf) públicado pela Online Publishers Association. É o fenómeno semelhante aos outros meios, mas acho interessante que finalmente se comece a afirmar a web como um espaço interessante para a publicidade. O investimento em publicidade neste meio tem vindo a crescer, nomeadamente nos EUA. Dica de E-Media Tidbits.
Publicado em Julho 02, 2003 por Elisabete Barbosa.Estamos sem o Blogs.em.pt. Percebo bem o que diz Pedro Fonseca que nos prestou um serviço inestimável, ao longo de todos estes meses. Era importante encontrar um modo de prosseguir com esse trabalho. O obrigado do "Jornalismo e Comunicação". Aproveitando ainda da mensagem que nos disponibiliza hoje, chamo a atenção para a cronologia da evolução dos blogs indexados e a relação dessa evolução com a mediatização do fenómeno:
25 Jan - 174 blogs (lista inicial) 25 Mar - 280 blogs 18 Abr - 350 blogs 17 Mai - 468 blogs 18 Jun - 682 blogs 26 Jun - 799 blogs 02 Jul - 905 blogs.Publicado em por Manuel Pinto.
De que forma pode um jogo de computador evoluir para uma elaborada forma de expressão entre os seus utilizadores? A resposta é dada num interessante artigo da Wired, sobre o fenómeno de “apropriação” de uma funcionalidade do jogo “The Sims”, que passou a ser usada para criar histórias, diários, e outras formas de narrativa. Para quem não conhece, este jogo consiste na criação e desenvolvimento de personagens (“Sims”) que têm de ser alimentadas, vestidas, ocupadas e socializadas, tornando-se muitas vezes autênticos alter-egos dos jogadores. Uma das funcionalidades existentes é o “family album”, inicialmente criado “ como uma forma de os jogadores fotografarem, recolherem e publicamente partilharem momentos importantes na vida dos seus Sims”. Segundo Daniel Terdiman, o autor deste artigo, “o que ninguém imaginava – muito menos os designers do jogo – era que milhares de jogadores iriam rapidamente passar por cima da finalidade do álbum e usá-lo para criar dezenas de fotografias encenadas, gerando complexos e articulados comentários sociais com vários episódios, novelas gráficas ou mesmo filmes, com os Sims nos papéis principais”. Há de tudo, desde histórias puramente ficcionais, até relatos verídicos de situações traumáticas que acabam por funcionar como terapia. Por vezes, estes álbuns acabam até por funcionar como uma espécie de mistura entre a “reality TV” e os diários pessoais publicados na Internet. Os álbuns criados estão disponíveis na Internet (os responsáveis do jogo contam este mês que sejam atingidos os cem mil) e são classificados pelos cibernautas de acordo com a sua qualidade e interesse. Só a título de curiosidade, “The Sims” foi lançado em 2000 (a primeira versão) e é o jogo para PC mais vendido de sempre.
Publicado em por Sara.EDUCAÇÃO PARA OS MEDIA: DESAFIO AOS DEPUTADOS O grupo de 25 mestrandos de Comunicação, Cidadania e Educação da Universidade do Minho enviaram hoje aos grupos parlamentares um documento em que solicitam uma maior atenção à Educação para os Media na nova Lei de Bases de Educação cujas propostas são hoje apreciadas na generalidade. Segundo os subscritores, "o contexto e as condições do exercício da cidadania alteraram-se significativamente nas últimas décadas, muito particularmente a partir dos anos 90. Perante uma crescente multiplicação da informação disponível e da expansão das indústrias do entretenimento, quer por via dos media tradicionais, quer dos novos media, novas competências são exigidas aos indivíduos e aos grupos sociais. Neste contexto, a formação escolar, mas também outras modalidades e instâncias de formação mais informais podem desempenhar um papel decisivo de preparação para a vida". Na esteira de iniciativas tomadas pela UNESCO, Conselho da Europa e Parlamento Europeu, o texto observa que "uma alfabetização sobre a cultura das imagens e sobre os media em geral, quer se faça em termos semióticos, psicológicos ou sociológicos, é uma das mais importantes temáticas da Educação para os Media e abordá-la é ir ao encontro de uma necessidade que cada vez mais se configura como essencial: a da alfabetização visual dos cidadãos". Os mestrandos defendem a introdução de uma componente de formação em educação para os media transversal a todos os conteúdos programáticos, devidamente definida e avaliada; a sua integração de forma específica no conteúdo programático da disciplina de Desenvolvimento Pessoal e Social e da disciplina de Formação Cívica, bem como na Educação de Adultos. (ver texto integral no blog Educomunicação)
Publicado em por Manuel Pinto.Acaba de nascer: Metajournalism. Um site que "looks at media journalism and the power of web communities" (via JD´s blog - neu media musings). A propósito: Madalena Oliveira prepara, na Universidade do Minho, uma tese de doutoramento precisamente sobre o metajornalismo.
Publicado em por Manuel Pinto.I/EMIGRANTES E COMUNICAÇÃO Polarizados pela informação dos meios de difusão colectiva, esquecemo-nos de que a comunicação é muito mais rica e vasta do que aquela que ocorre em torno ou a propósito dos meios impressos ou electrónicos. A comunicação entre pessoas e grupos de diferentes culturas torna-se particularmente pertinente entre nós, que passámos a ouvir, nos transportes ou no mercado, línguas que nunca tínhamos escutado antes. Um texto da mais recente edição da revista electrónica Enredando trata este assunto candente, com a ajuda do prof. Miquel Rodrigo Alsina, da Universidade Autónoma de Barcelona. Os códigos da comunicação não-verbal variam, por vezes, substancialmente de cultura para cultura. Algumas indicações podem por isso ser interessantes e úteis (transcrevo do referido artigo):
"Sobre comunicación espacial: cada cultura tiene, por ejemplo, su distancia entre hablantes. ¿Quién no se ha sentido incomodado al topar con alguna de esas personas que se te acercan hasta allí donde ya se huele el aliento ajeno cuando te hablan...? Sobre comunicación táctil: el lío de los besos, por ejemplo. Los españoles dan dos besos al saludarse, los sudamericanos sólo uno, en Guatemala se dan la mano, etc. Sobre comunicación del gusto: dicen que lo que más se extraña al viajar es la comida. El pan con tomate de los catalanes, la pasta de los italianos, el mate de los uruguayos... Lo más interesante es darse cuenta cómo la cultura te impone los gustos hasta el punto de llegar a sugestionar el propio estómago. Hay miles de anécdotas de alguien que va al extranjero, que es invitado a comer por alguien del país, que encuentra el plato exquisito, que comenta ‘mmm, ¡qué rico!, ¿qué es?’, y cuando le contestan ‘serpiente’ o bien ‘caracoles’, de repente nota un súbito malestar que le provoca arcadas. Su cultura le dice ‘esto no se come’, y su organismo obedece. Sobre comunicación olfativa: los olores comunican, lo demuestra el hecho de que cuando viajas en avión a país ajeno, casi lo primero que notas son las aromas distintas que se perciben en el ambiente. Otro ejemplo: una vez vi un reportaje que hablaba de una tribu asiática en el que se relataba que cuando un miembro de la comunidad se iba para una temporada larga se despedían de él poniéndole la mano en la axila. Así, el olor del que se iba, su esencia, quedaba con ellos."Publicado em por Manuel Pinto.
RADIO...BLOG A Rádio em Portugal é o nome de mais um blog que surgiu neste último fim semana (dica de Conversas de Café). Nos poucos dias que leva de vida, já lá podemos ler um post sobre a periodização da história da rádio em Portugal e outro sobre a perda de peso da cidade do Porto no panorama radiofónico.
Publicado em por Manuel Pinto.CAPACIDADE TECNOLÓGICA: E DEPOIS? Um artigo do Mediabriefing intitulado "Del usuario abrumado por la tecnología y la avalancha de contenidos al usuario programador de su propio menú de información" refere a capacidade tecnológica instalada, ao nível planetário: "En este momento, en el mundo hay instalados 10 elevado a 18 bits de memoria RAM, y cada segundo se están fabricando 10.000 millones de transistores de memoria RAM. Hoy hay en el mundo 10 elevado a 20 bits de disco duro que permitirían guardar 10.000 millones de horas de cine y el texto de 10 billones de libros. Por si esto le parece poco a alguien, se puede añadir que en un cable coaxial pueden pasar simultáneamente 100 canales de televisión; en una fibra óptica monomodo pueden pasar 10.000 canales de televisión, y en una fibra óptica multimodo puede pasar un millón de canales de televisión. En términos de almacenamiento, de transmisión y de proceso, la capacidad tecnológica se ha convertido prácticamente en infinita" Se os problemas residissem aqui...
Publicado em por Manuel Pinto.“Eu simplesmente não agüento mais essa baboseira de blogs. Chega. Blog não passa de um meio de publicação. O autor do blog, dono e soberano do blog, faz o que bem entender com seu blog. Não existe literatura de blog. Não existe escritor de blog. Blogueiro não é escritor. Escritor não é blogueiro. Não existe escritor de blog. Existe blog enquanto meio de publicação para um escritor. Escritor é escritor. Escritor não é blogueiro. Não sei nada sobre o fenômeno blog. Sequer acho que seja um fenômeno. Nunca mais respondo nenhuma pergunta sobre blog. Por favor, não me incomodem com essas coisas.” Clarah Averbuck, citada No Mínimo (dica de A Esquina do Rio).
Publicado em Julho 01, 2003 por Manuel Pinto.A ÉTICA VENDE? O provedor do leitor do jornal espanhol La Vanguardia retoma, na sequência de várias interpelações recebidas, as sequelas do caso Blair, ex-jornalista do The New York Times, que foi acusado de repetidos plágios e falsificações. Há aspectos positivos que identifica:
"el desenlace de ese último caso en “The New York Times” creo que es representativo de una tendencia de cambio de prioridades en el mundo periodístico. Los valores éticos y deontológicos ganan peso en la balanza respecto a los valores estéticos y de mercado que pugnan por alterar el equilibrio. Un síntoma de ese cambio de signo es la inmolación profesional de los dos directores del aquel diario a partir de evidenciarse que había fallos graves en los resortes de control del rigor de los contenidos".
"Más allá del caso concreto, esa crisis refleja las tensiones entre dos corrientes periodísticas: la que se fija como objetivo principal publicar aquello que al lector le gusta y le atrae, aquello que el lector “desea saber” (valores de mercado), aunque a veces se resienta el rigor; y la que se fija como objetivo principal publicar aquello que el lector “debe saber” (valores éticos), aunque tal vez le disguste o le aburra, y a costa a veces de sacrificar en aras del rigor la difusión de una noticia que nos puede “pisar” la competencia."
"Los tiempos están cambiando al convertirse la ética en un valor de mercado. La ética ya es un reclamo comercial. Todo diario trata de mostrarse más ético que sus rivales, objetivo que modera otros criterios de competitividad."Publicado em por Manuel Pinto.
ESPECTÁCULO MEDIÁTICO E CULTURA
"Reflectir sobre o nosso mundo é uma exigência. Mesmo que sentados numa sanita, esgazeados entre os acontecimentos impressos no jornal do dia e uma diarreia de última hora, estaremos a pensar. Pensar. Que é, nos tempos que correm, uma urgência. Pensar e agir para lá do nosso umbigo. Encontrar o outro no caminho das conversas, das divergências, das convicções, da pluralidade de opiniões, dos modelos de vida numa sociedade do espectáculo mediático, da imagem como espaço de existência."Excerto da sinopse que anuncia um dia inteiro dedicado a debater o tema “Comunicação mediática e Cultura”. Acontecerá na Guarda, no auditório do Politécnico, na próxima sexta-feira, a partir das 10h00. Intervêm Rui Zink (escritor); Joaquim Fidalgo (docente na Universidade do Minho, colunista do “Público”); João Mendonça (coordenador da RTP/ Castelo Branco); Luís Nogueira (tradutor e dramaturgo); Paulo Serra (Director do Departamento de Comunicação e Artes da UBI); José Neves (actor do Teatro Nacional D. Maria II) João Correia (docente da UBI) e Jorge Mendes (presidente do IPG). A moderação cabe a Victor Amaral, presidente do (Aquilo Teatro) que, com o IPG organiza a iniciativa. Esta acontece no âmbito da co-produção da peça de teatro “Agora a Cores”: texto de Rui Zink (“A realidade agora a cores”), dramaturgia e encenação de Rita de Azevedo). Publicado em por Manuel Pinto.
BLOGGERS E O DIREITO Um tribunal dos Estados Unidos decidiu, na semana finda, não responsabilizar os weblogggers pela informação que re-publicam, por não serem fornecedores directos da informação (dica: A Esquina do Rio). Entretanto, o Contrafactos dava hoje conta de uma nova versão do esboço de recomendação sobre o direito de repsosta no âmbito dos novos media, em preparação no Conselho da Europa. O novo texto pode ser consultado aqui. Como observa argutamente Pedro Fonseca, a revisão da parte dos considerandos não joga com a definição de "medium" que surge no corpo das disposições normativas. Ou seja: não está excluída a aplicação das normas a certo tipo de blogs.
Publicado em por Manuel Pinto.LUTA DE MORTE Trava-se uma luta de morte nos Estados Unidos pelo controlo dos media de expressão espanhola. Segundo revista Slate,
"the dispute over the merger of two Spanish-language media heavyweights has exploded into a brutal conflict about media conglomeration and Latino political power—and how far Democrats and Republicans will go to influence Latino voters. The drama started a year ago when Los Angeles-based Univision, the largest Spanish-language media company, with 50 television stations, the broadcast networks Univision and Telefutura, and cable network Galavision announced a merger with Texas-based Hispanic Broadcasting Corp., which owns 63 radio stations. The deal is worth about $2.8 billion at current stock prices."Publicado em por Manuel Pinto.
BECKHAM E A IMPRENSA COR DE ROSA O Real Madrid decidiu não acreditar jornalistas da chamada imprensa cor-de-rosa para o acto público de apresentação do jogador David Beckham. O acto está marcado para o meio dia de amanhã e os dirigentes do clube pretendem que tenha um carácter eminentemente desportivo. Mais de 500 jornalistas receberam já acreditação, mas os que a requereram terão sido perto de um milhar, segundo a agência EFE cirtada pelo IBLNews.
Publicado em por Manuel Pinto.