Weblogue colectivo do projecto Mediascópio - CECS / Universidade do Minho | RSS: ATOM 0.3 |



Lisboa-Dakar não cabe nos jornais desportivos? Arrancou hoje o Lisboa-Dakar. Nas primeiras páginas dos jornais generalistas de referência, a alusão ao acontecimento é discreta, mas todos eles trataram sobejamente o tema ao longo da semana. Estranho a opção dos jornais desportivos. Hoje, a mais importante prova de todo-o-terreno que, pela primeira vez, tem início em Portugal merece, ao nível da primeira página, uma pequena chamada de atenção no "Record" e n' "A Bola", sendo ignorada n' "O Jogo". Talvez o futebol venda mais do que o automobilismo, mas, por estes dias, não havia necessidade de continuar a centrar o jornalismo nas transferências e novas contratações dos jogadores dos maiores clubes. A partir de hoje, sigo com atenção o Lisboa-Dakar nas páginas de desporto do "Público", do DN, do JN e vou procurar não perder na RTP os apontamento de reportagem de João Fernando Ramos, um dos jornalistas com mais sabe (falar) de automobilismo.

1 commentário(s)

Doze casos para a memória de 2005

  • O "arastão" - talvez o caso mais grave dos últimos anos de um embuste colectivo montado pelos media;
  • Os exageros, lacunas e debates em torno da cobertura de grandes tragédias (tsunami, Katrina, e, entre nós, os incêndios que já não são estivais);
  • O papel (contido, enaltecido e criticado) dos media britânicos na cobertura dos atentados de 7 de Julho, em Londres;
  • Os deslizes de umjornal de referência como o Público, no caso das manchetes sobre Cavaco (que pretenderia uma maioria absoluta de Sócrates - lembram-se?) e sobre o regresso de Fátima Felgueiras (e a micro-causa a que deu origem)
  • O arrastamento e concretização da aquisição da Lusomundo pelo grupo Controlinveste e a expectativa (?) que se foi gerando sobre o que vai acontecer em alguns media deste grupo;
  • A tomada de posição do grupo Prisa na MediaCapital, com os contornos políticos que adquiriu;
  • O processo (ao que tudo indica) de "passagem administrativa" dos operadores de televisão privada, no que respeita à renovação, por 15 anos, das respectivas licenças;
  • A aprovação da nova Entidade Reguladora da Comunicação Social e as vicissitudes e impasses em que aparentemente se encontra a constituição de uma lista consensual no Parlamento;
  • A emergência da imprensa diária gratuita, os dez anos do jornalismo digital e o debate sobre o futuro da imprensa, que parece que ninguém quer fazer;
  • As movimentações cívicas (e do mercado) que levaram a SIC a acabar com (alguma) "baixaria" e a mudar o director de programas;
  • A aprovação da figura do provedor do telespectador e do radiouvinte nos canais públicos (e espera-se que a sua próxima escolha e entrada em funções);
  • A emergência da problemática do "jornalismo dos cidadãos" (que alguns não vêem senão como alargamento das fontes jornalísticas, com recurso a novas tecnologias, mas que é, provavelmente, bastante mais do que isso).

0 commentário(s)

Suponhamos que Soares tem razão Suponhamos que Mário Soares tem razão em criticar a cobertura da sua campanha, por parte dos media. Ainda assim, parece-me uma estratégia débil acusar "a comunicação social" no seu todo. O correcto seria identificar os casos ou os órgãos. Mas isso expô-lo-ia a polémicas desgastantes, com a eventualidade de ser desafiado a provar as acusações e a entrar num terreno armadilhado como é o dos nem sempre claros "critérios jornalísticos". Falando na generalidade, corre o risco de ser incluído no rol daqueles que, perante as más notícias, opta por sacrificar o respectivo mensageiro. Dito isto, também não estou seguro que Soares não tenha alguma razão. Não tenho acompanhado a cobertura o suficiente para ter dela uma visão completa. É preciso estudar. E as reacções do candidato (como de outros, de resto) são matéria obrigatória desse estudo.

0 commentário(s)

Um testemunho sobre George Gerbner A notícia da morte de George Gerbner, aqui dada ontem por Helena Sousa, fez-me recordar não apenas o contributo científico deste investigador de primeira água, mas também o seu testemunho cívico. Na minha tese de doutoramento, talvez não lhe tenha prestado a devida justiça. Na altura, preocupado que estava com o lugar que a televisão ocupa na vida quotidiana das crianças e com o estudo dos contextos da recepção, via o criador da teoria da enculturação, uma das correntes de investigação mais interessantes do chamado "paradigma dos efeitos", como excessivamente "mediocêntrico". Conheci melhor, já em meados dos nos 90, as suas propostas de teor ambientalista, que chamaram (e chamam) a atenção para a (falta de) qualidade do ambiente simbólico, devido, em especial, ao papel das televisões dominadas pela demogogia mais descabelada. E achei especialmente interessante o seu papel na criação, em 1996, do Cultural Environment Movement, um plataforma de acção cívica de múltiplas e diversificadas ONG. Infelizmente, tanto quanto soube, Gerbner terá sido vítima de oportunismos vários de gente que se fez próxima dele, levando o movimento a debilitar-se e a morrer. Foi com alguma emoção que, na assembleia de Glasgow da IAMCR(International Association of Media and Communication Research), em 1998, um dia me dei conta de que estava sentado ao seu lado, numa das sessões de trabalho. E a ouvi-lo defender, com energia, o efectivo exercício dos direitos e deveres dos cidadãos face aos media. Um dos seus contributos que vejo como centrais reside na hipótese de que não são tanto conteúdos ou programas isolados ou específicos que influenciam as pessoas e a sociedade, mas, antes, a sua repetição, a reiteração de uma lógica, de um padrão de valores e comportamentos - uma mundividência em que as novas gerações são socializadas, tomando-a como referencial. Se quisermos, um meio-ambiente tido como "normal e natural", não sujeito a questionamento. A sua obra continuará a influenciar os estudos dos media, especialmente da TV.

0 commentário(s)

George Gerbner morreu Um dos mais prolíficos autores no âmbito da Sociologia da Televisão, George Gerbner, morreu, ontem, aos 86 anos. Senhor de uma extensa e profunda obra, George Gerbner tornou-se conhecido do grande público devido aos seus estudos sobre o papel da televisão nas sociedades ocidentais. A Teoria da Enculturação (Cultivation Theory) terá sido porventura a mais citada e debatida tese do autor. Mais do que um admirável académico, George Gerbner foi também um importante defensor dos direitos dos telespectadores. Ficamos todos mais pobres.

0 commentário(s)

Revista do ano TSF À semelhança do ano passado, a Revista do Ano 2005 que a TSF acaba de emitir é um trabalho de incomparável qualidade. A sonorização é francamente genial e o trabalho de síntese de um ano de notícias de absoluta excepcionalidade. Mais uma vez, num trabalho conjunto, Fernando Alves e Alexandrina Guerreiro fecham o ano com uma exaltação do melhor lado do jornalismo. É provável que este trabalho fique disponível on-line. Passará, de novo, na emissão de amanhã. Valerá certamente a pena ouvir mais uma vez. Do ponto de vista artístico, tem várias qualidades: o som foi musicalmente trabalhado (como é, aliás, apanágio dos melhores trabalhos jornalísticos da TSF) e o texto literariamente criado. Do ponto de vista do jornalismo, é, de facto, um registo justo da "intensa leveza dos dias"!

0 commentário(s)

Cobertura das presidenciais: ir além das aparências Um dia destes vai valer a pena estudar a fundo a cobertura feita pelos media da actual (pré-) campanha para a eleição presidencial. Não terá sido ainda devidamente sublinhado que esta é a primeira vez que a blogosfera acompanha e debate, a par e passo, e com uma intensidade notória, o que vai acontecendo. A propósito da contabilização feita do número de jornalistas que apoiam cada uma das candidaturas (acrescento agora que também Garcia Pereira indica 4 jornalistas como seus apoiantes), houve quem fizesse leituras que considero apressadas. Assim como sobre o facto de os dados da Marktest indicarem que Soares tem tido, nas televisões, o maior número de notícias e Alegre o menor (cf. imagem). Estes são indicadores, mas não podem ser tomados apenas pelo seu valor facial. Se a estratégia de Cavaco Silva foi de contenção, os dados das notícias sobre ele não podem ser desligados dessa estratégia. E, sobretudo, importa confrontar a quantidade com a qualidade. Ou seja: analisar o que se disse no tempo emitido, a perspectiva adoptada, a visão ou "carga" transmitida. Do mesmo modo, o número de jornalistas que se declaram apoiantes pode não ter que ver com os efectivos apoiantes com que cada um dos candidatos efectivamente conta nas redacções. De resto, parece-me mais aceitável e salutar esta manifestação de intenções do que a actuação enviesada a favor deste ou daquele, sem que tal seja devidamente assumido.

1 commentário(s)

Sexo explícito na Consoada da SIC Não vi televisão na véspera de Natal, mas, pelos vistos, a SIC decidiu apimentar a consoada. Enquanto lá em casa se fazia rabanadas e sonhos, às crianças oferecia a estação de Carnaxide nada menos que Shrek. Isto foi o que vinha no programa. O que se passou, porém, conta-o hoje o Correio da Manhã (CM): "O ogre e o burro andavam às voltas para salvar a princesa de um dragão, quando, no intervalo do filme (?Shrek?) transmitido pela SIC na noite da Consoada, foram interrompidos por duas mulheres seminuas em poses sexualmente explícitas, protagonistas de um anúncio para telemóveis". As cenas do anúncio terão sido objecto de reptição numerosas vezes, nos vários intervalos do filme. A explicação da SIC nãopodia ser mais "esfarrapada": "O horário da exibição do filme foi antecipado e, por lapso, o ?break? publicitário em questão não foi recolocado na hora inicialmente prevista (pós 24h00)". Ou seja, deviam estar a pensar emitir Shrek depois da meia-noite. A moribunda Alta Autoridade diz ao CM que abriu um processo. o presidente da CONFAP - Confederação das Associações de Pais é que não se conforma e exige responsabilidades directamente a Francisco Pinto Balsemão. "Nenhuma razão económica justifica o atentado. Na noite de Natal não pode valer tudo" -denuncia. Faz, assim, todo o sentido o que escreve no mesmo jornal o jornalista Miguel Martins: "Quando um canal televisivo autoriza a inserção de publicidade da indústria do sexo no meio de filmes para miúdos torna-se imperativo abrir uma discussão sobre os limites do aceitável e a falência do bom-senso". Sobretudo numa altura em que se processa a revisão da licença dos canais privados.

0 commentário(s)

Figuras do ano A equipa da secção de Media do DN propõe hoje a sua retrospectiva do ano, focada, particularmente, nos protagonistas do campo mediático. Considera, por outro lado, que "o relacionamento dos jornalistas com as fontes de informação foi uma das marcas de 2005", aludindo ao caso de Judith Miller (ex-New York Times) e ao desfecho (feliz) do caso Manso Preto. Estranhamente, não refere o caso - passado com o próprio DN - da jornalista Paula Martinheira, em risco de ser constituída arguida por se recusar a revelar as suas fontes. Já agora, na mesma secção, um pormenor: no artigo sobre o aniversário do Diário de Notícias, aparecem estas "perolas" de escrita: "O DN celebrou ontem o seu 141.º aniversário. Mais um momento a juntar aos 140 recentemente assinalados, com pompa e circunstância (...). (...) O DN ouviu o que pensam alguns jornalistas portugueses sobre o que pensam do DN e do seu papel na sociedade portuguesa (...)".

0 commentário(s)

Coisas boas e coisas péssimas da comunicação social portuguesa em 2005 Pacheco Pereira assina no Abrupto uma lista de "coisas boas" e de "péssimas coisas" na comunicação social nacional no ano que termina. Do lado positivo, destaca-se, por exemplo, a blogosfera, a edição de livros, documentários culturais e reportagens jornalísticas. Do lado negativo, Pacheco Pereira sublinha a cobertura jornalística de alguns acontecimentos (tsunami, arrastão, Katrina), o fim dos jornais "A Capital" e "O Comércio do Porto", bem como o fim do acesso gratuito ao "Público", "os comentários de António Vitorino na RTP" e "as primeiras páginas inventivas do 'Expresso'". Nas coisas boas, eu acrescentaria a instituição dos provedores do ouvinte e do telespectador (embora não conheçamos ainda os nomes que vão ocupar estes cargos nem o modo como funcionarão exactamente). Para as coisas más, escolheria também, por exemplo, a ausência de discussão sobre a renovação das licenças de televisão.

0 commentário(s)

Guia para procurar trabalho como jornalista Daniel Forcada sugere, no Becario Perpétuo, um "guia de auto-ajuda e conselhos para encontrar emprego como jornalista". A ideia é "dar uma mãozinha" aos que «no son hijos de ningún directivo, no tienen ningún enchufe cercano y no forman parte de ese 70% de licenciados que encuntra trabajo antes de terminar la carrera».

0 commentário(s)

A rádio e a cidadania: notas de um debate O programa do Clube de Jornalistas de ontem teve por tema os programas de antena aberta aos ouvintes, que a TSF, a RDP e a RR mantêm diariamente no ar. Não sei se a ideia foi do moderador, João Paulo Meneses, ele próprio jornalista da rádio e estudioso deste meio: seja de quem for, foi uma excelente ideia. É importante que, nas temáticas abordadas pelo CJ, se reforce a atenção ao lado das práticas sociais, das percepções das pessoas sobre o jornalismo, dos direitos de cidadania face aos media. E os fóruns da rádios são, claramente, uma modalidade com o seu lugar já conquistado nesta materia, que pode ainda ampliar-se e diversificar-se, como foi observado pelos vários intervenientes. Mais do que as televisões, certamente, e mais também do que os jornais e revistas - as rádios têm criado espaços de participação e de discussão de temas de actualidade que talvez não tenhamos sabido valorizar devidamente. Foi o Passageiro da Noite, que Cândido Mota criou e animou, nos anos 80; foi o Fórum da TSF, nascido há uma dúzia de nos, com a marca de Francisco Sena Santos, passando pela Antena Aberta da Antena 1; e foi o espaço um pouco diferente na Rádio Renascença (de terça a sexta, da meia noite às 2). A TSF merece, neste quadro, uma menção especial: além da persistência e do prestígio do seu Fórum, criou, nos últimos anos, outros espaços igualmente reconhecidos e pautados pelo mesmo espírito: o Fórum Mulher e a Bancada Central. Isto significa que a experiência existente poderá vir a fazer com que o Clube de Jornalistas regresse ao tema, noutra oportunidade. Seria interessante ouvir também Fernando Correia, Eduarda Maio, Ana Bravo, Óscar Daniel. (Em tempo: O programa Clube de Jornalistas estava marcado para as 23.30. Começou cerca de 25 minutos depois. Sem uma explicação. Nâo é forma de um serviço público tratar os cidadãos).

0 commentário(s)

Imprensa gratuita dá machadada nas vendas de diários Os dados da APCT relativos à circulação paga nos primeiros nove meses deste ano indicam que, relativamente ao período homólogo de 2004, os jornais diários desceram, globalmente, cerca de 6%. As excepções são o Correio da Manhã e o 24 Horas. São os jornais da Controlinveste Media - JN e DN - que mais pesam nesta descida. O sucesso (maior ou menor) do marketing de produtos paralelos e, sobretudo, o impacte da imprensa gratuita (que aparentemente se faz sentir de modo diferenciado nas diferentes regiões do país) são factores explicativos da queda das vendas da imprensa diária. Segundo o Público de hoje, a tiragem conjunta de 234.389 exemplares por dia dos gratuitos representa já 72,7 por cento do conjunto das vendas dos seus congéneres pagos. Vai ser interessante ver como sobretudo o grupo liderado por Joaquim Oliveira irá responder a esta situação. Para a primeira quinzena de Janeiro está previsto o lançamento do "novo" DN e algumas mudanças se anunciam também no JN. Uma revista sobre televisão e sociedade passará a sair à sexta-feira com estes dois diários (deixando de se ublicar aos sábados a Grande Reportagem). Entretanto, o DN anuncia hoje que o Público vai lançar, a 10 de Janeiro, uma nova revista mensal dedicada à temática da educação. Terá por título "Pontos nos ii", tendo como director Santana Castilho. A iniciativa resulta de uma parceria entre o diário e a Texto Editora. A data de lançamento surge claramente como resposta às novidades apresentadas na véspera pelo seu mais directo concorrente.

0 commentário(s)

Um ano de NetFM Completa hoje o primeiro ano de vida o blogue NetFM, criado e produzido por Paula Cordeiro. Vale a pena passar por lá, porque é um dos espaços onde melhor se reflecte sobre rádio. É, de resto, interessante observar como o meio rádio, tão esquecido nos restantes media, tem, na blogosfera "nacional", uma boa meia dúzia de blogues que vão acompanhando, de perspectivas diversas o campo radiofónico e as suas transformações.

0 commentário(s)

Jornalistas apoiantes de candidatos Pode não ser especialmente relevante, mas a distribuição de apoiantes identificados como jornalistas nas diversas candidaturas à Presidência da República apresenta resultados bastante diversos. Assim:

Actualização: Garcia Pereira - 4.

1 commentário(s)

Consumo de rádio: mais nortenho e litoral radio-B Os residentes no litoral Norte e, em especial no Grande Porto, são os que apresentam maior consumo de rádio, de acordo com os resultados do último estudo Bareme Rádio relativos ao primeiro semestre de 2005 que a Marktest acaba de divulgar. O estudo mostra que, considerando o universo dos residentes no Continente com 15 e mais anos, a audiência acumulada de véspera é de 59.9%. Numa análise por regiões, é possível ver como são os residentes no Grande Porto e no Litoral Norte os que apresentam maior consumo deste meio, com 66.2% e 65.5%, respectivamente. Pelo contrário, no Sul observam-se as taxas mais baixas, de 53.9%. A região da Grande Lisboa apresenta o mesmo valor do Interior Norte, com 58.5% de audiência acumulada de véspera, enquanto no Litoral Centro este indicador baixa para os 57.1%. Sublinha ainda a newsletter da Marktest: "Comparando a audiência acumulada de véspera dos Grupos de Rádio em cada região com a observada no Universo, através do índice de afinidade, vemos como cada Grupo tem uma geografia específica. Assim, Grande Lisboa, Grande Porto, Litoral Centro e Sul apresentam uma afinidade positiva com as rádios do Grupo Media Capital, com um consumo superior à média (índice de afinidade superior a 100). O Litoral Norte, Grande Porto, Grande Lisboa e Sul apresentam uma afinidade positiva com as rádios do Grupo RDP. Todas as regiões do Norte do país apresentam uma afinidade positiva com as rádios do Grupo Renascença, ao passo que a TSF regista maior afinidade nestas regiões e também na Grande Lisboa".

0 commentário(s)

Caso do dia (de ontem) CORREIO DA MANHÃ: Governo incomodado com Cavaco Silva O Governo não terá apreciado as declarações do candidato presidencial Cavaco Silva a propósito da criação de uma secretaria de Estado (CM que criou um Fórum sobre o tema-pergunta: "Presidente deve exercer mais poderes?") JORNAL DE NOTÍCIAS: Cavaco atacado em bloco por candidatos à esquerda - Cavaco Silva foi criticado em peso, ontem, pelos candidatos presidenciais da Esquerda, por ter proposto, em entrevista ao JN, um secretário de Estado para acompanhar as empresas estrangeiras em Portugal. O ex-líder do PSD é acusado de estar a interferir nos assuntos do Governo e de ainda ter "alma de primeiro-ministro". PÚBLICO: Cavaco recua e nega ter feito sugestões ao Governo - Candidato afirma que o país deve olhar para o que está a ser feito no estrangeiro para evitar as deslocalizações e o desemprego DIÁRIO DE NOTÍCIAS: Sugestão de Cavaco gera polémica na campanha - Uma sugestão de Cavaco foi o suficiente para gerar um coro de críticas. Em entrevista ao JN, defendeu a criação de uma secretaria de Estado para acompanhar as empresas estrangeiras em Portugal. Perante a bateria de ataques, foi obrigado a explicar-se por duas vezes durante o dia de ontem.

0 commentário(s)

Ciberjornalismo: "o fim da infância" ? ciberjornalismoAs evocações dos dez anos de ciberjornalismo vao-se sucedendo, ao ritmo a que o arranque se fez, nos diferentes contextos nacionais. É caso da Argentina. Num texto de Julián Gallo, publicado pelo NacionLine, considera-se que, passados dez anos de trajectória, poderemos falar de um "fim da infância" para o ciberjornalismo. O lado menos conseguido reside no facto de a produção se continuar a fazer, fundamentalmente, da mesma maneira que no passado, centrada no texto escrito, com profissionais que, muitas vezes, ainda não mudaram de "paradigma": "El texto es la columna vertebral, el cuerpo y la sustancia del relato, y a su alrededor se desprende una serie de apéndices de otros contenidos -considerados de relativa o muy baja importancia- integrada por fotos, audios, videos y links. Salvo en el caso de los links, el autor tiene poca o ninguna influencia sobre los contenidos multimedia que acompañarán a su texto". Dez anos depois, interroga-se o autor, que é também um blogger: "Cómo será dentro de diez años el periodismo? Qué clase de periodistas necesitará Internet? A qué cosa llamaremos "noticia"? Mientras pensamos las respuestas, los audios, las fotos, los videos y los mapas que ya están embebidos en páginas de Internet engendrando nuevas formas de relato, demuestran que hay algo obsoleto en el periodismo actual y un nuevo lenguaje por delante que habrá que aprender a escribir y a leer. " Um aspecto interessante deste texto é que apresenta múltiplos exemplos daquilo que pode ser o jornalismo no futuro: um "slideshow" a partir do Flickr, um ficheiro áudio do Castpost, vídeos a partir de YouTube, etc. Mais: o autor fez a edição da sua coluna no Blogger, copiou, depois, o código de HTML que enviou para o jornal, para publicação no diário. (Crédito da foto: Julián Gallo/La Nación)

0 commentário(s)

O poder dos ouvintes A rádio é finalmente tema central de um programa do Clube de Jornalistas. A edição de amanhã, dia 28, é dedicada aos programas de rádio que "vivem" da opinião dos ouvintes. O poder dos ouvintes e a questão da interactividade são dois dos tópicos do debate que conta com a participação de Manuel Acácio (editor do Forum TSF), Cândido Mota, considerado pioneiro neste tipo de programas, e Maria João Taborda, investigadora. A moderação está a cargo de João Paulo Meneses, jornalista da TSF-Porto e animador do Blogouve-se.

0 commentário(s)

Tsunami: um ano depois Os media recordam hoje o tsunami asiático de 2004. Um ano depois, temos também melhores condições para avaliar a cobertura jornalística desta catástrofe. Por que razão foi o tsunami notícia durante tanto tempo? Por que razão o sismo de Outubro passado no Paquistão não teve a mesma exposição mediática? Como é que os media trataram a informação num acontecimento tão traumático como este? Numa leitura muito pontual, diria que o tsunami reuniu todos os critérios de noticiabilidade para se "aguentar" na agenda da actualidade por vários dias: a) os maremotos são fenómenos bem mais raros do que os terramotos (esta seria uma das principais justificações da diferença relativamente ao sismo no Paquistão); b) as consequências humanas e naturais foram devastadoras (embora o local do acontecimento seja distante do mundo ocidental, estavam naquela zona muitos turistas europeus que prenderam a atenção dos seus países de proveniência); c) apesar de não ter sido possível transmitir o acontecimento em directo, as televisões tiveram rapidamente acesso a imagens de vídeos amadores (e a existência de imagens é determinante para conferir dimensão a um acontecimento); d) as tragédias naturais, como as de carácter terrorista, são propícias à curiosidade e a gestos de solidariedade. Quanto ao tipo de tratamento, este foi, como outros no início deste milénio, um acontecimento em que a informação frequentemente se cruzou com a emoção. É que, esgotada a informação factual, e aguardando-se constantemente os números oficiais de mortos e de desaparecidos, bem como os trabalhos de identificação de corpos, aos jornalistas que permaneceram nos locais da tragédia não restavam muitos tópicos de reportagem. Abundaram, por isso, as descrições de ambientes (até do cheiro dos corpos em decomposição nos falaram os jornalistas!), os testemunhos na primeira pessoa, os depoimentos de familiares e amigos das vítimas... dito de outro modo, dominou um discurso sensível, quase comprometido, como o de quem procura, informando, fazer sentir... Um ano depois do tsunami é, parece-me, tempo de reflectir sobre o modo como os media tratam acontecimentos que envolvem grande dor... Haverá uma intenção deliberada de jornalistas e editores para rentabilizar as notícias através da emoção? Prefiro acreditar que não, mas o certo é que a dor dos outros também prende a nossa atenção e isso reflecte-se nas audiências. Tiveram os media um papel decisivo para que as organizações internacionais tivessem desencadeado os mecanismos de ajuda necessários à população afectada? Acredito bem que sim. Há sempre dois lados nestas questões. Ao assinalarmos a data era bom que não descuidássemos nenhum deles.

1 commentário(s)

Música portuguesa na rádio pública: há ou não há "Índex"? A propósito de um texto que dois deputados social-democratas assinam hoje no "Público", sobre a eficácia e exequibilidade de medidas legislativas tendentes a assegurar tempos de emissão de música portuguesa no meio radiofónico, seria de recordar um tema que tem vindo a ser repetidamente apresentado por Álvaro José Ferreira, agora com expressão no blogue A Nossa Rádio. Refiro-me à alegada existência, na RDP, de uma 'play list' que pura e simplesmente ignora nomes ou grupos como Galandum Galundaina, Ronda dos Quatro Caminhos, Janita Salomé, José Afonso, Vicente da Câmara, Rão Kyao, Frei Fado d´El-Rei, Pedro Barroso, Quinteto de Jazz de Lisboa, Bernardo Sassetti, Mísia, Brigada Victor Jara, Canto Nono, António Chaínho, António Pinho Vargas, Amália Rodrigues, Lua Extravagante, Amélia Muge e muitos outros. Álvaro José Ferreira, que tem sido um caso raro, em Portugal, de assunção da cidadania face aos media e, em particular face à RDP (a campanha que desenvolve - muitas vezes quase sozinho - pelo reconhecimento de programas como Lugar ao Sul, de Rafael Correia, é m bom exemplo disso), constituiu uma lista, à qual alguém já chamou - talvez um pouco exageradamente, o Índex - das largas dezenas de autores banidos da música de continuidade da Antena 1 da RDP, bem como uma outra de autores só de longe a longe emitidos. A pergunta óbvia é: isto é verdade? Trata-se do resultado do gosto de alguém ou de directiva nesse sentido? Em qualquer dos casos, o facto é grave. E é grave que, tendo a RDP sido alertada para a situação há algum tempo, o problema aparentemente persista. É ainda preocupante que o assunto não seja objecto de abordagem nos grandes media, tanto quanto me tenha apercebido. Não há quem pergunte aos responsáveis da RDP o que se passa?

0 commentário(s)

Publicidade vs. Telejornal "(...)Em rigor, ninguém sabe à volta do quê e de quem gira o imenso poder de sedução que se experimenta na sociedade contemporânea da abundância. A sua lógica, no entanto, é cristalina. Quer nos anúncios quer nas notícias, os critérios de participação e de exclusão são claros. Em momentos cerimoniais como o das compras em massa que socialmente se impõe nesta quadra, percebe-se que no mundo simbólico digital, na realidade imaterial em que vivemos, a nossa história é contada todos os dias na televisão: se tudo correr bem, se rolarmos na grande roda da abundância, as boas noticias, ou seja, a publicidade, é o que nos é dirigido; caso contrário, um dia, sem querer, aparecemos no telejornal (...)". Fernando Ilharco, Público, 26.12.2005

0 commentário(s)

Leitura No Púbico (acesso mediante assinatura): A liberdade de expressão colocada à prova, por Ralf Dahrendorf . Extracto: "(...) Desde o 11 de Setembro, cada vez mais liberdades estão a ser restringidas em nome da defesa da liberdade. Novas exigências para conseguir vistos e outros obstáculos a viajar, mais dados íntimos recolhidos pelos governos, e a presença de câmaras de vídeo em toda a parte - ao mesmo tempo tranquilizadoras e indiscretas - lembram-nos cada vez mais do Big Brother, de George Orwell, do que de On Liberty, de John Stuart Mill. (...) Todas as liberdades podem ser alvo de abusos por parte dos inimigos da liberdade, mas no caso da liberdade de expressão é seguramente maior o risco de a restringir. Mais: as vantagens de tolerar a liberdade de expressão ultrapassam as desvantagens de abusar dela (...)".

0 commentário(s)

Jornalista do DN intimada a revelar as suas fontes A jornalista do DN Paula Martinheira foi constituída arguida por se recusar a revelar as suas fontes de informação, num processo que corre num tribunal algarvio. Segundo explica o DN, "este caso remonta ao dia 30 de Abril de 2003, quando a jornalista publicou um trabalho sobre uma investigação da Polícia Judiciária à Região de Turismo do Algarve (RTA). Na altura foi arrolada como testemunha num processo que Paulo Neves, então presidente da RTA, moveu contra o jornalista e ex-funcionário do organismo, João Leal, alegando ter sido este o verdadeiro autor da notícia". O Sindicato dos Jornalistas já manifestou solidariedade e elogiou a determinação daquela profissional, lembrando que o sigilo das fontes é um "dever indeclinável" dos jornalistas, ao abrigo do seu código deontológico. Em declarações ao DN, Alfredo Maia, presidente do SJ, acusa o sistema judicial de estar a transformar "os jornalistas em elementos auxiliares de investigação". O SJ recorda a proposta que sobre este ponto específico apresentou ao ministro que tutela a comunicação social, no âmbito da revisão do Estatuto do Jornalista (embora não seja conhecido, até ao momento, o teor global das sugestões do Sindicato, na sequência da auscultação que fez à classe, em Outubro passado).

0 commentário(s)

Novidade da Marktest: o Bareme Cinema A Marktest acaba de anunciar que passará a realizar regularmente, a partir de 2006, um estudo específico sobre os hábitos de audiência de cinema através do Bareme Cinema. De acordo com a newsletter da empresa, o Bareme Cinema será realizado numa base contínua, publicando audiências por complexos/circuitos/redes de cinema. Vai permitir caracterizar o comportamento da população de Portugal Continental com mais de 14 anos, sendo a informação recolhida através de entrevista telefónica assistida por computador. O estudo fornecerá indicadores de audiência, como audiência média e cobertura máxima, para o meio cinema em geral, por complexos de cinema, por distrito (distritos com maior população) e, numa base anual, por concelho (para os concelhos com maior população). O estudo permitirá caracterizar os indivíduos que costumam ir ao cinema e conhecer outros indicadores como o dia preferido para ir ao cinema, as localidades ou os complexos onde costumam fazê-lo. Actualmente, a informação disponível é recolhida pelo ICAM (BoxOffice) e refere-se aos frequentadores das salas e às ofertas.

0 commentário(s)

van Dijk editado em Portugal O Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, em parceria com a Campo das Letras, acaba de publicar "Discurso, Notícias e Ideologia.Estudos na Análise Crítica do Discurso", de Teun A. van Dijk. Da contracapa: "Os leitores portugueses têm agora a oportunidade de ler na sua língua materna uma colectânea de textos que exemplificam a maioria dos projectos, interesses e teorias desenvolvidas por Teun A. van Dijk no quadro dos Estudos Críticos do Discurso. Este livro é particularmente relevante para estudantes e académicos interessados na investigação sobre comunicação e media, sobretudo no discursos da notícia e nas relações entre este tipo de discurso e o poder social, ou a cognição social e a ideologia. Discurso, Notí­cia e Ideologia apresenta formas de abordar as notí­cias da imprensa que são mais detalhadas, mais sistemáticas e mais expí­citas do que o simples comentar, parafrasear ou dissecar o conteúdo dos textos jornalí­sticos". A tradução esteve a cargo de Zara Pinto-Coelho.

0 commentário(s)

À atenção dos deputados: Que se passa com a nova Entidade Reguladora? Criada oficialmente a 8 de Novembro, a nova Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) tarda em dar sinais de vida, sem que se conheçam os motivos. De acordo com a lei que a instituiu, ela começará a existir no concreto quando a Assembleia da República designar os quatro membros que lhe competem e estes, até cinco dias depois, cooptarem, por sua vez, o quinto elemento. Segue-se a tomada de posse e a instalação. Tudo tem prazos fixados, excepto a escolha dos membros pela Assembleia. Na altura em que a lei saiu, escreveu-se que o facto de a AR estar, então, a discutir o Orçamento do Estado, levaria a que o processo da ERC não avançasse antes dos inícios de Dezembro. Já não parece viável que seja decidido este ano. É provável que estejam a decorrer, nos bastidores dos partidos com assento parlamentar, negociações sobre os nomes a figurar numa lista com possibilidades de passar nas votações. Essa lista terá de recolher o apoio de dois terços dos deputados presentes, desde que superior à maioria absoluta dos deputados em efectividade de funções. Por outras palavras: como não se vê, na agenda dos trabalhos parlamentares, qualquer referência à data da eleição, que condicionará, por sua vez, a audição das individualidades propostas para exercer funções no Conselho Regulador da ERC, o mais provável será que, na melhor das hipóteses, só na segunda metade de Janeiro venhamos a conhecer decisões. Sendo que um dos dossiers mais quentes que a ERC herdará é a renovação dos alvarás dos dois canais privados hertzianos, e sendo que os prazos caducam (na perspectiva da AACS) pouco tempo depois, aqui temos desenhado o cenário excelente para a "renovação administrativa". Será assim?

0 commentário(s)

Inquérito revela deterioração da profissão de jornalista em Espanha A precaridade laboral, as interferências, o desemprego e os baixos salários são alguns dos principais problemas que os jornalistas espanhóis apontam à sua própria profissão. Os dados constam de um inquérito por questionário feito junto de uma amostra de 401 dos cerca de 25.000 jornalistas no activo, no país vizinho. Dos resultados globais, a que se refere uma peça publicada no diário El Mundo, transparece uma imagem geral de "deterioração da profissão". Este retrato sai ainda mais rcortado, quando os inquiridos salientam a falta de promoção, a insegurança profissional, a escassa organização e a deficiente formação e preparação como problemas que os jornalistas sentem.

0 commentário(s)

Leitura sobre "O Ecossistema Digital" "El Ecosistema Digital: Modelos de comunicación, nuevos medios y público en Internet " é um livro que teve a sua génese numa jornada na Universidade de Valencia, em Maio deste ano e está disponível em formato pdf sob uma licença Creative Commons . Inaugura as publicações digitais do Grupo de Análisis Crítico "Democracia y Poder". Índice Introducción: medios y usuarios de la comunicación digital (Guillermo López García) I. MODELOS Comunicación interpersonal y comunicación de masas en Internet. Emisor y receptor en el entorno virtual (Germán Llorca Abad) Propuesta metodológica para el estudio de las formas de comunicación en Internet (Jaime Alonso Ruiz) Modelos de medios de comunicación en Internet: desarrollo de una tipología (Guillermo López García) II. NUEVOS MEDIOS Qué son las bitácoras y algunos datos sobre ellas (Fernando Tricas García y Juan Julián Merelo Guervós) Coordenadas para una cartografía de las bitácoras electrónicas: ocho rasgos de los weblogs escritos como diarios íntimos (Rosanna Mestre Pérez) Los weblogs como herramienta didáctica en el seno de una asignatura curricular (Sonia Blanco) ?Confidenciales? y blogs en la red española: una aproximación a las causas de la confusión entre ambos fenómenos (María Sánchez González) Gabinetes on line y redes sociales virtuales (Berta García Orosa y José Luis Capón García) Modelos de veracidad en la cultura digital: Google News y los videojuegos históricos (Francesc Felipe Campillo) III. EL PÚBLICO La usabilidad y la accesibilidad, elementos esenciales para optimizar la comunicación del diseño web centrado en el usuario (Guillermina Franco Álvarez) La participación de los usuarios en los contenidos periodísticos de la Red (Lourdes Martínez Rodríguez) La interactividad como aliada del público: estímulo democrático y nuevos retos para la participación en los medios digitales (Ainara Larrondo Ureta) La censura de los productos culturales. Retos del control ideológico de la industria ante la digitalización(Manuel de la Fuente Soler).

0 commentário(s)

O debate nas primeiras páginas Público: Soares ao ataque, cavaco "à espera das ideias" do Adversário Jornal de Notícias: Provocações de Soares resvalam na frieza de Cavaco Diário de Notícias: O ponta-de-lança e o defesa experiente Correio da Manhã: Duelo entre gigantes

0 commentário(s)

Quando os jornais se tornam caixas de correio das fontes "(...) As notícias sobre a barbárie moral e jurídica em que se tornou a cruzada da Administração Bush contra a barbárie terrorista já não mereceria, infelizmente, qualquer relevância não fora Bush ter classificado de "vergonhosa" não a situação mas a fuga de informação que permitiu ao "New York Times" revelar o caso. Algo parecido se passa em Portugal com a barulheira à volta das escutas telefónicas (legais) e das fugas de informação sobre processos em curso. A singularidade nacional é que, entre nós, são os próprios jornais que fazem manchetes com o teor das escutas que mais protestam (às vezes na mesma edição) contra as violações do segredo de justiça e contra as fontes que "vergonhosamente" lhes fornecem as informações que publicam, e quem mais reclama "rigorosos inquéritos". Como se os jornais, tornados caixas de correio dos interesses de certas fontes (por que mistério não haverá violações do segredo de justiça sobre o "processo BES" de branqueamento de capitais?), subitamente se tomassem de problemas de consciência e tentassem tapar com uma mão o que com a outra todos os dias destapam". Manuel António Pina, in Jornal de Notícias, 2o.12.2005

0 commentário(s)

Ainda o New York Times e a Casa Branca O presidente George W. Bush disparou forte contra o New York Times, por este ter revelado, na passada sexta-feira, a autorização presidencial para escutas telefónicas sem mandato judicial. Num discurso pronunciado ontem no Salão Oval da Casa Branca, Bush considerou a medida por si tomada, pouco tempo depois dos ataques terroristas de 11 de Setembro, um instrumento "legal e essencial" na batalha contra o terrorismo, acusando os que revelaram este caso como tendo cometido "um acto vergonhoso". Na resposta, o Times, citado pelo Editor & Publisher, justifica-se: "Let's be clear about this: illegal government spying on Americans is a violation of individual liberties, whether conditions are troubled or not. Nobody with a real regard for the rule of law and the Constitution would have difficulty seeing that. The law governing the National Security Agency was written after the Vietnam War because the government had made lists of people it considered national security threats and spied on them. All the same empty points about effective intelligence gathering were offered then, just as they are now, and the Congress, the courts and the American people rejected them." Mas o Times enfrenta igualmente a crítica daqueles que não aceitam que o jornal tenha retido uma informação de tanta relevância pública durante um ano. A explicação para este cuidado foi dada num comunicado do director, transcrito no site da CNN: "As we have done before in rare instances when faced with a convincing national security argument, we agreed not to publish at that time. We also continued reporting, and in the ensuing months two things happened that changed our thinking. First, we developed a fuller picture of the concerns and misgivings that had been expressed during the life of the program. It is not our place to pass judgment on the legal or civil liberties questions involved in such a program, but it became clear those questions loomed larger within the government than we had previously understood. Second, in the course of subsequent reporting we satisfied ourselves that we could write about this program - withholding a number of technical details - in a way that would not expose any intelligence-gathering methods or capabilities that are not already on the public record".

13 commentário(s)

José António Saraiva no Clube de Jornalistas O programa desta semana do Clube volta ao formato da entrevista, tendo convidado para estar presente José António Saraiva - "o arquitecto que nunca quis ser jornalista". Saraiva, que este fim de semana escreveu a sua última coluna como director do "Expresso", será entrevistado Ana Sá Lopes, do jornal "Público", e Fernando Esteves, editor da revista "Sábado". A moderação cabe a Estrela Serrano. O programa conta ainda com depoimentos de Francisco Pinto Balsemão, fundador e primeiro director do "Expresso", e Marcelo Rebelo de Sousa, que sucedeu a Balsemão como director. Na Dois, quarta-feira, às 23.30.

0 commentário(s)

Gmail no telemóvel Para quem utiliza o Gmail: passou a ser possível aceder através do telemóvel, recorrendo ao Gmail Mobile. De resto, com outras facilidades de acesso em quadra de viagens e de férias: por exemplo, a possibilidade de instalar um auto-respondedor a anunciar a ausência.

0 commentário(s)

"Cacha" do New York Times suscita polémica em duas frentes O diário The New York Times revela, na sua edição de hoje, que a o presidente Bush autorizou que centenas ou porventura milhares de americanos fossem colocados sob escuta, sem que para tal os tribunais tivessem dado a necessária autorização. A medida é justificada pela Casa Branca como inscrevendo-se na luta contra o terrorismo e causou embaraços inclusive entre altos funcionários da Administração, preocupados com a legalidade da situação assim criada. Porém, o que está a causar igualmente polémica é um parágrafo da notícia do Times, que refere o seguinte: "The White House asked The New York Times not to publish this article, arguing that it could jeopardize continuing investigations and alert would-be terrorists that they might be under scrutiny. After meeting with senior administration officials to hear their concerns, the newspaper delayed publication for a year to conduct additional reporting. Some information that administration officials argued could be useful to terrorists has been omitted." Sobretudo na blogosfera, tanto a medida de Bush como o comportamento do jornal têm sido objecto de críticas. Novidade é o facto de o jornal, seguindo uma sugestão recente do provedor dos leitores, estar a criar links para fontes externas, muitas delas críticas do próprio jornal.

0 commentário(s)

É uma pena! Perdemos [pelo menos eu perco!] um bom motivo para ler o PÚBLICO à sexta-feira. Miguel Sousa Tavares anuncia na coluna de hoje o fim dos catorze anos de crítica semanal neste jornal. Foi mesmo com muita pena que li esta despedida (já tinha sido assim também quando saiu da revista "Grande Reportagem"). Se as colunas de opinião fazem sentido, a de Miguel Sousa Tavares era [pelo menos para mim!] imprescindível. Não devo ter perdido muitas ao longo destes 14 anos. Aprecio-lhe sobretudo a coerência da argumentação, a frontalidade, a clareza e até o estilo - preferível no papel do que na televisão...

0 commentário(s)

Três livros novos... ... que ainda não li, mas que vi referenciados: - OVERHOLSER, Geneva; e JAMIESON, Kathleen H. (eds. (2005) The Press, Oxford University Press. O livro integra um projecto mais vasto de obras de fundo sobre as grandes instituições da sociedade norte-americana e nele tomam parte autores como Zelizer, Hallin, Entman, Picard, Mindich, Stephans, Horwitz, entre outros. Na nota sobre a obra, escrita pelo blogue Comunicación Politica: "Proporciona el periodismo la información que los ciudadanos necesitan? Qué clase de periodismo es esencial para una democracia? Por qué a los gobiernos les interesa controlar la información? De qué manera pueden los medios equilibrar los intereses empresariales y los intereses del público? Estas son algunas de las cruciales preguntas a las que se da respuesta en el libro". - FOGEL, Jean-François; PATINO, Bruno (2005) Une presse sans Gutenberg, Paris: Grasset. Os dois autores são responsáveis da edição online do jornal Le Monde. Francis Pisani, que por acaso tem o seu blogue alojado no site deste diário francês, considera este um livro "apaixonante e útil", quando se quer pensar a fundo na questão ddo futuro da imprensa e dos media. E acrescenta: "Tout chaud sorti des presses, La presse sans Gutenberg raconte comment "Internet n'est pas un support de plus ; c'est la fin du journalisme tel qu'il a été vécu jusqu'ici". (...) Basé sur une pratique intense La presse sans Gutenberg est une explication concrète et détaillée de l'impact de l'internet sur le journalisme sous toutes ses formes car "les technologies qui permettent l'avancée du nouveau média vont intervenir dans le processus de travail des autres supports". Pisani tem, entretanto, acrescentado mais reflexões e comentários no blogue, a propósito deste livro. - GALINDO, Jesús; KARAM, Tanius; RIZO, Marta (2005) Cien Libros hacia una Comunicología posible. Ensayos, reseñas y sistemas de información. México: Universidad Autónoma de la Ciudad de México, 2005. Na nota de recensão feita pelo Portal de la Comunicación pode ler-se: "la propuesta de este libro se enfoca en ofrecer, desde las lindes de la Comunicología como disciplina tendiente a recuperar a la Comunicación de la ubicuidad que normalmente la designa, un cuerpo bibliográfico en español que pueda dar cuenta de los antecedentes teóricos y conceptuales de una ciencia de la comunicación en singular. En palabras de uno de los autores, el Dr. Karam, las llamadas ciencias de la comunicación donde se ubica hoy el paradigma comunicacional, acatan el plural enfocándose fundamentalmente "a la instrumentalización de las prácticas comunicativas y no a la construcción de un saber disciplinario inherente a la comunicación como espacio conceptual complejo".

0 commentário(s)

Google Book Search Não sei de quando é a novidade, mas descobri-a hoje. É mais uma das versatilidades do Google, especificamente vocacionada para pesquisa de livros.

0 commentário(s)

Reunião nacional de docentes e investigadores de Comunicação O Prof. Moisés Martins, presidente da SOPCOM - Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação convocou para o próximo sábado uma reunião nacional de docentes e investigadores para debater "Uma estratégia nacional para os cursos de Ciências da Comunicação segundo Bolonha". A reunião terá lugar na Universidade do Minho, em Braga, no Campus de Gualtar, pelas 14 horas. Explicitando as razões que o levam a dirigir-se à comunidade académica de Ciências da Comunicação, Moisés Martins sublinha o processo de reestrturação dos cursos, que actualmente está a ocorrer e adianta o seguinte: "É do conhecimento público que algumas instituições do Ensino Superior tomaram posições em Senado académico que fixaram a estrutura dos planos de estudo do primeiro e segundo ciclo dos seus cursos. Outras instituições, por certo a maior parte, esperam que sejam as áreas disciplinares a estabelecer um consenso sobre a estrutura a adoptar. Enquanto isto, uma Comissão Especializada do CRUP tem-se afadigado a racionalizar o panorama da oferta das áreas disciplinares do Ensino Superior."

0 commentário(s)

Estudo sobre a representação da deficiência na TV

A entidade reguladora dos media britânicos divulgou hoje um estudo sobre "The representation and portrayal of people with disabilities on analogue terrestrial television - Content analysis research report". O estudo resulta de uma análise qualitativa que incidiu sobre uma amostra de programas emitos pelos canais hertzianos ao longo do ano de 2004.

Para os interessados: os autores distinguem entre frequência e natureza da representação, considerando as dimensões seguintes:

  • " the proportion of programming that includes representations of people with disabilities;
  • the number and proportion of people with disabilities represented on television;
  • variation in the representation of people with disabilities across different television genres;
  • whether people with disabilities are represented in major, minor or incidental roles;
  • the types of disability (sensory, mobility, physical, mental) portrayed in the programmes in which people (or characters) with disabilities are represented;
  • the occupational roles in which people with disabilities are represented on television;
  • the relevance of disability to the roles in which people with disabilities are represented on television;
  • the type of role in which people with disabilities represented on television are portrayed; and
  • whether sampled programmes representing people with disabilities were produced in the UK or the USA or elsewhere".

0 commentário(s)

Jornais escolares A próxima edição do Clube de Jornalistas na TV é dedicada aos jornais escolares. Em estúdio vão estar Eduardo Jorge Madureira, director pedagógico do projecto Público na Escola, Joaquim Igreja, professor da Escola Secundária Afonso de Albuquerque, da Guarda, e coordenador do jornal "Expressão" e Maria Emília Brederode Santos, pedagoga. [amanhã, dia 14, 23h30, na Dois]

0 commentário(s)

Estudo sobre a nova imprensa tablóide "EXTRA! EXTRA! New Tabloid Breed is More than Screaming Headlines. But could they be Blueprint to the Future?". Assim se intitula o mais recente estudo - foi publicado hoje mesmo - elaborado pelo Project for Excellence in Journalism, de Washington, centrado no fenómeno da novíssima imprensa tablóide. O estudo começa por reflectir sobre os aspectos inovadores da imprensa tablóide, relativamente ao conceito de imprensa sensacionalista e de escândalos que já existiu e ainda existe: "Today, however, tabloid is coming to mean something else. A new breed of youth-oriented tabs is emerging in cities such as Philadelphia, Chicago, Washington, Dallas and Boston. And a second, new model of tabloid is being established in several cities aimed less at young people and more at stealing readers from the traditional broadsheets by offering them something quicker to read. Some newspaper executives, indeed, think audiences may soon prefer the size and even the style of tabloid to the 'mainsheets' of the past". Formula, depois, as perguntas que orientaram o estudo: "What are these new tabloids like? How does their journalism compare with the traditional broadsheet papers that came to dominate American journalism in the 20th century? Might these new tabloids suggest anything about the future of print?" As respostas a estas perguntas "poderão surpreender os tradicionalistas que tendem a menosprezar os tablóides tomando-os por lixo impresso", observam os autores do relatório. E enunciam as grandes linhas das conclusões: "A reader with 20 minutes will be more likely get a basic outline of the news about a broader range of topics?including foreign affairs, technology, science, faith and the top stories of the day - from the tabloids than the section fronts of the broadsheets. "Yet readers of the tabloids would be hard pressed to get much in the way of sourcing, impact or even more than one side of the story - even on the top stories of the day. Indeed, 74% of controversial stories offered just one side or mostly one viewpoint on things - and this doesn't include the very shortest items. "And despite their supposed youth orientation, the new tabs do surprisingly little to pioneer making news events more relevant to new audiences - fewer than one in ten stories even tried. This is basically the same percentage found in the section-front stories in the broadsheets".

0 commentário(s)

Sucesso Felisbela Lopes foi aprovada por unanimidade nas provas de doutoramento em Ciências da Comunicação, hoje realizadas na Universidade do Minho. O seu estudo sobre a informação não diária dos canais generalistas portugueses de 1993 a 2003 foi considerado excelente pelo júri. Vários bloggers, nomeadamente da capital, deslocaram-se a Braga, pelo que pode ser que surjam aí algumas notas de reportagem (aguardemos um pouco pelo Atrium, Indústrias Culturais, Irreal-TV e As imagens e nós).

0 commentário(s)

Sinais do fosso digital em Portugal Não foi talvez dada a devida atenção aos dados divulgados pelo INE na semana passada, acerca do Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação nas Famílias, relativos ao primeiro trimestre de 2005. Por eles se ficou a saber que 42,5% dos agregados domésticos portugueses possuíam computador e 31,5% tinham acesso à Internet a partir de casa; e, ainda, que 39,6% dos indivíduos com idade entre os 16 e os 74 anos utilizaram computador e 32% acederam à Internet no mesmo período. Mas há, nos resultados, elementos interessantes que merecem atenção. Por exemplo, nas razões invocadas pelos inquiridos para não terem ligação à Internet. Vejamos os motivos mais fortes: - 58,0% - Não precisa de Internet, porque não a acha útil, interessante, etc. - 53.5% - O custo do equipamento é elevado - 52.0% - Não sabe utilizar Internet - 49.2% - O custo do acesso é elevado - 23.4% - Não quer Internet, porque acha o seu conteúdo perigoso ou prejudicial. Se 32% acederam à Internet (apesar de tudo é mais do dobro do que em 2000) isto significa que 68% não acederam. E, desses, 58% entendem que não precisam da Internet para nada. São dados que obrigam, no mínimo, a ter os pés no chão. (Este Inquérito foi realizado pelo INE com a colaboração da UMIC - Agência para a Sociedade do Conhecimento. A recolha dos dados decorreu nos meses de Abril e Maio de 2005. O período de referência dos dados, salvo indicação em contrário, é o primeiro trimestre de 2005. Amostra: 6 026 alojamentos familiares de residência principal, a que correspondem 4 298 agregados domésticos com pelo menos um indivíduo com idade entre os 16 e os 74 anos e 9 716 indivíduos nesse âmbito etário).

0 commentário(s)

Impacte das TIC na economia Via Obercom, acedi ao relatório "Information Economy Report 2005", elaborado e difundido pela UNCTAD (United Nations Conference on Trade and Development). Mostra, com dados à escala do planeta como as TIC (tecnologias de informação e comunicação) estão a mudar profundamente o comércio global, as finanças e a produção. Excelente para verificar o "digital divide" na sua forma mais crua.

0 commentário(s)

"Longínqua voz" "(...) A poesia não tem respostas (às vezes, pobre dela, nem perguntas), não oferece consolo, não promete coisa nenhuma. É apenas um fio de voz desprovido e solitário, vindo de lugares antiquíssimos dentro dos homens e persistindo obstinadamente no meio da vozearia do comércio e da gritaria dos media. Que haja quem continue à escuta dessa longínqua voz pode significar que talvez haja esperança e que talvez, afinal, não sejamos inteiramente miseráveis" Manuel António Pina, in Jornal de Notícias, 12.12.2005

0 commentário(s)

Crise na Imprensa diária em França O diário "El País", que tem uma parte de 15% no capital de Le Monde, publica hoje um artigo em que escalpeliza alguns dos problemas subjacentes ao que designa por "crise na imprensa francesa". O quadro traçado é elucidativo: diários franceses "La prensa diaria francesa de difusión nacional ha visto caer sus ventas un 40% desde 1975. Libération ha sufrido un descenso del 20% desde 1990; L'Humanité, un 65% desde 1981; France Soir, que acaba de presentar suspensión de pagos, ha perdido un 62% en cinco años. Incluso los especializados como el deportivo L'Equipe o el económico Les Echos caen, respectivamente, un 18% y un 10%. También Le Monde y Le Figaro, los dos buques insignia, sufren una erosión continuada desde principios de la década de 1990. Todos tienen graves problemas financieros. Sólo el diario católico La Croix registra una pequeña subida". Um dos factores que agravam a situação, que o diário madrileno aponta, reside num sistema de distribuição imposto por via legal, que tem estado a funcionar como autêntico garrote para os postos de venda: "Muchos expertos atribuyen buena parte del descenso de la difusión de los periódicos parisienses a que a menudo es imposible encontrarlos en la calle. Entre 1995 y 2003 se perdieron casi 4.600 puntos de venta en Francia. En 2004 había 29.200 según las cifras de las NMPP, mientras que en Alemania hay 90.000. En París la situación es aún más desesperante, ya que el número de quioscos se ha reducido de 355 en 2000 a menos de 300. Cada semana cierra un quiosco".

0 commentário(s)

Telemóvel para cães Para cães? Sim, para cães. Nos Estados Unidos - previsível! - a partir de Março próximo, conforme contava há dias a Wired. O aparelho virá dotado de um dispositivo de GPS que permitirá localizar o bicho, no caso de se perder. Com o mercado dos humanos em vias de saturação, nunca se sabe o que pode vir aí. O que é certo é que "while a cell phone for pets may strike some as silly, the economic reality is not. The American Pet Products Manufacturers Association says U.S. pet owners spent an estimated $35.9 billion on their furry friends in 2005".

0 commentário(s)

Sobre a "passagem administrativa" da SIC e da TVI Na semana que passou tanto a SIC como a TVI fizeram saber que vão actuar como se as suas licenças de emissão tivessem sido automaticamente renovadas. Argumento: falta de resposta da Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS) nos prazos que entendem regulamentares. Como é sabido, há uma disputa sobre a interpretação da lei quanto à questão dos prazos, a qual, muito povavelmente, só os tribunais irão dirimir. A AACS, por exemplo, entende que o prazo começou a contar em Outubro e que vai até Fevereiro-Março. Vamos ver. Seja o que for que se vier a passar, creio que a atitude dos dois operadores privados não pode passar sem um reparo. Parece a daqueles miúdos traquinas que se põem a torcer as mãos de nervosos a ver se passam sem que o professor os inquira sobre se fizeram os trabalhos de casa. Depois do que se passou nos últimos meses, dos debates havidos, das diligências feitas, a SIC e a TVI sabiam e sabem perfeitamente que, do ponto de vista da "accountability" face à sociedade, elas não podiam actuar como acabam de fazer, quanto à renovação dos alvarás. Uma atitude destas dá a ideia de que têm algo de importante a temer, no processo de avaliação a que deveriam ser sujeitas. Mesmo que tivessem razão quanto aos prazos.

0 commentário(s)

Perigos Eduardo Cintra Torres, na coluna dominical "Olho Vivo", no Público: "Os perigos sobre o jornalismo crescem. O paradigma do jornalismo (chamado sério, como se houvesse outro) vai ficando desadaptado do mundo actual, em especial na televisão. É cada vez mais opinativo, emotivo, superficial, condicionado à forma. E cada vez mais se confunde com relações públicas e publicidade. Num Telejornal recente, a estação pública pôs um jornalista (num blogue chamaram-lhe um "vendedor") em directo no Freeport de Alcochete, numa manobra de inserção publicitária dum tipo a que as várias instâncias do Estado de defesa do consumidor e das regras da publicidade fecham sistematicamente os olhos. No Jornal da Noite uma propaganda sobre um produto comercial, a nova consola da Microsoft, durou quatro minutos, dois deles com imagens de jogos quase sem comentários. O autor fez contraditório? Não. Desculpabilizou a ausência de instruções em português (não mencionou a ilegalidade). E falou do preço, que chega ao salário mínimo nacional, como de coisa normal. E as apresentações de filmes que todos os noticiários reproduzem tal e qual como vêm da indústria cinematográfica? Trata-se de venda de espaço em noticiário ou de miserável cedência aos industriais? Outra área em que o paradigma de informação independente está ameaçado é a do jornalismo desportivo. Um estudo realizado em 10 países concluiu que "o jornalismo crítico e independente quase deixou de ter espaço nas páginas sobre desporto" (Público, 13/11). Que resultados teria um estudo feito à informação desportiva na TV portuguesa? Liderada pela RTP, a informação desportiva televisiva quase se reduz a relações públicas dos maiores clubes de futebol".

0 commentário(s)

Cimeira em Londres: Por uma melhor comunicação à escala global Criar uma melhor comunicação à escala global, em que todos sejam capazes não apenas de falar, mas também de escutar é o espírito da Global Voices London Summit que decorre hoje, na sede londrina da Reuters, reunindo sobretudo bloggers, jornalistas e outros "que se preocupam com o que significa para os media, a geopolítica e a sociedade o facto de o mundo começar a expressar-se online". Haverá, a partir das 10 horas, um webcast que permitirá acompanhar as sessões em directo. De destacar a sessão da tarde, a partir das 14.30, sobre o tema "O que faz uma blogosfera bem sucedida". Um blogue especial acompanhará igualmente o desenrolar dos trabalgos. Recorde-se que o blogue de Global Voices acaba de receber o prémio de melhor blogue jornalístico em língua inglesa, atribuido pela Deutsche Welle International Blogs Awards. Global Voices Online nasceu no ano passado num workshop da conferência Votes Bits & Bytes na Harvard Law School (cf. "International Bloggers Start Connecting the Dots". Foi de lá que saiu uma declaração de princípios orientadores da Global Voices, que se transcreve: "We believe in free speech: in protecting the right to speak - and the right to listen. We believe in universal access to the tools of speech. To that end, we seek to enable everyone who wants to speak to have the means to speak - and everyone who wants to hear that speech, the means to listen to it. Thanks to new tools, speech need no longer be controlled by those who own the means of publishing and distribution, or by governments that would restrict thought and communication. Now, anyone can wield the power of the press. Everyone can tell their stories to the world. We seek to build bridges across the gulfs that divide people, so as to understand each other more fully. We seek to work together more effectively, and act more powerfully. We believe in the power of direct connection. The bond between individuals from different worlds is personal, political and powerful. We believe conversation across boundaries is essential to a future that is free, fair, prosperous and sustainable - for all citizens of this planet. While we continue to work and speak as individuals, we also seek to identify and promote our shared interests and goals. We pledge to respect, assist, teach, learn from, and listen to one other. We are Global Voices".

0 commentário(s)

Duzentos mil O blogue Jornalismo e Comunicação passou hoje a fasquia dos duzentos mil visitantes, cerca de um ano depois de ter atingido os cem mil (parece o discurso de um conhecido PR de outros tempos!). Alguns dados:

  • Abril de 2002: arranque do J&C
  • Janeiro de 2004: atingue as 50 mil visitas
  • Novembro de 2004: cem mil
  • Dezembro de 2005: duzentas mil e cerca de 280 mil páginas.
É visível, nestes dados, o crescendo de interesse por este espaço. Mas está na hora de tomar decisões quanto aos caminhos a percorrer, um processo que diz respeito aos membros da equipa, mas também aos leitores, em particular àqueles que acompanham regularmente este trabalho. As sugestões são bem-vindas.

0 commentário(s)

"comum online" - projecto jornalístico de estudantes da U. Minho Já se pode ler a "comum online", um projecto dos estudantes de Comunicação Social da Universidade do Minho, concebido e amadurecido ao longo dos últimos meses. Até aqui existia a revista, voltada para o ensaio e para a entrevista. O novo espaço, de natureza jornalística, valoriza as notícias de âmbito universitário e estrtura-se, no plano da actualidade nacional e internacional, em três eixos: cultura, desporto e sociedade. A fase é de procura e tacteamento.

0 commentário(s)

Polémica dos crucifixos: crucificação do jornalismo? Poucas matérias, nas últimas semanas, motivaram tanta opinião na imprensa como a decisão do Ministério da Educação de mandar retirar os crucifixos que existiam em algumas escolas. Tem havido dias em que esse tópico domina e hoje será um desses dias (no Público e no DN, em particular). O clima de disputa eleitoral pode não ser de todo alheio a este puxar pelo assunto. Mas o simples facto de ele merecer tanta detença diz muito sobre um problema não resolvido na nossa cultura. As posições são defendidas com ardor e, de um modo geral, parece-me salutar que este debate se esteja a travar. Mas há demasiados bloqueamentos e medos que não nos deixam pegar na questão com abertura e profundidade. Sobretudo porque o tema está muito longe, creio eu, de se limitar ao eixo religiosos-laicos. No plano político e cultural, varre-se para debaixo do tapete, a fim de evitar, por exemplo, uma nova "questão religiosa". Neste contexto, pergunto-me se o jornalismo não tem estado excesivamente ausente; se não tem sido demasiado cauteloso; se alguma informação necessária à contextualização do caso não tem surgido na arena pública mais pela via da opinião do que pela investigação jornalística. Como tem acontecido noutros casos, o jornalismo desencadeia a polémica, ao noticiar determinados factos. Mas, depois, parece não ter pedalada para acompanhar aquilo desencadeia. Estarei errado?

0 commentário(s)

A ERC e os blogues Na sequência de um já longo debate (ver aqui, aqui, aqui...) a propósito da eventualidade de as responsabilidades da ERC recairem também sobre os blogues, Luís António Santos questionou o Ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, sobre a ambiguidade do diploma legal nesta matéria. A resposta chegou através da chefe do gabinete. 1. Enquadramento O artigo 6 da Lei que cria a nova entidade reguladora para a comunicação social dá conta de que estão sujeitas à supervisão e intervenção do conselho regulador todas as entidades que, sob jurisdição do Estado Português, prossigam actividades de comunicação social, designadamente: e) As pessoas singulares ou colectivas que disponibilizem regularmente ao público, através de redes de comunicações electrónicas, conteúdos submetidos a tratamento editorial e organizados como um todo coerente". 2. Questões - como se define uma 'actividade de comunicação social'? - o que se considera por 'tratamento editorial'? - quais os parâmetros usados para avaliar um 'todo coerente'? 3. Resposta (...) Com efeito, o artigo 6º dos Estatutos da ERC combina um critério aberto (?todas as entidades que, sob jurisdição do Estado português, prossigam actividades de comunicação social?) com um elenco meramente indicativo de pessoas jurídicas que se enquadram, automaticamente, nesse conceito. Daqui decorre que o advérbio ?designadamente? permite que o diploma legal em causa seja aplicado a outras entidades que não apenas aquelas enunciadas nas diversas alíneas do artigo 6º dos Estatutos. Essa liberdade de interpretação é própria de qualquer sistema jurídico-legal de matriz democrática, pelo que a aplicação das normas jurídicas contidas naquele diploma dependerá, em grande medida, do esforço interpretativo que lhes for dedicado pelo Conselho Regulador da ERC e pelos tribunais(...).

0 commentário(s)

Felisbela Lopes apresenta tese de doutoramento sobre programação informativa não diária nas TV generalistas Tem lugar na próxima segunda-feira, dia 12, às 15 horas, na Universidade do Minho, a apresentação e discussão da tese de doutoramento apresentada por Felisbela Lopes, colaboradora deste blogue. A tese intitula-se "Uma década de televisão em Portugal, 1993-2003 - estudo dos programas de informação semanal dos canais generalistas" e será discutida perante um júri que inclui académicos da UM e ainda os Profs. Paquete de Oliveira (ISCTE) e Francisco Rui Cádima (U. Nova). O acto decorrerá no salão de actos do Instituto de Estudos da Criança (Av. Central, 100, no centro da cidade de Braga). No seu estudo, a autora, que havia já realizado no final dos anos 90 um estudo sobre o Telejornal do serviço público (publicado na Minerva), analisa as tendências da programação dos programas de grande informação da RTP, SIC e TVI, focando, em particular, o lugar desse tipo de programas na grelha, bem como os actores e as temáticas.

0 commentário(s)

Uso da Internet cresce mais do que os restantes media O consumo de Internet está a crecser na Europa a um ritmo superior ao de qualquer outro meio, de acordo com um estudo que a Associação Europeia de Publicidade Interactiva acaba de publicar. De acordo com os dados apurados, relativos a nove países da UE mais a Noruega, 24 por cento dos europeus navegam por semana cerca de 16 horas, estando a média nas 10 horas e 15 minutos. São variadas as actividades de uso da Internet, sendo que 10 por cento dos inquiridos referem expressamente blogs, podcasts e chamadas telefónicas fia VoIP (Voice over Internet Protocol). Eis o resumo das conclusões do estudo:

  • "Internet use growing faster than other media with the number of internet users going online 5 or more days per week increasing from 51% to 69%.
  • European consumers are spending increasing amounts of time online with the average European internet user now spending over 10 hours online each week
  • Increasing to 13 hours for 16-24s
  • Internet is the second most dominant medium in media mix from 10am
  • Young Europeans are driving internet usage forward with more than three quarters of 16-24 year olds going online in a typical week.
  • The level of media-meshing, i.e. using more than one media at a time, amongst Europeans is set to grow, but consumers are more focused while online compared with other media
  • Europeans surf a wide variety of websites ? from e-commerce to local information to online gaming
  • Europe is embracing new internet activities - 1 in 10 regularly contribute to on-line blogs, podcast and make telephone calls via VOIP - and internet users are becoming more sophisticated
  • There are high levels of internet usage in France, with all countries showing a significant increase through 2003 and 2004.

1 commentário(s)

Rui Araújo, novo provedor do Público A notícia já corria, mas está na página de Media da edição de hoje: o Público escolheu o jornalista e escritor Rui Araújo para ocupar o cargo de provedor do leitor do jornal. Quase um ano depois da saída de Joaquim Furtado, o cargo volta a ser retomado a 1 de Janeiro próximo. Rui Araújo trabalhou na RTP em programas como Grande Reportagem e Enviado Especial, tendo chegado a receber em 1991 o Prémio "Gazeta" de Reportagem de Televisão . Foi também colaborador de órgãos de comunicação social como a TSF, O Jornal e Expresso e foi co-fundador da revista Grande Reportagem. Em termos internacionais, colaborou no jornal Libération, na estação de rádio RFI e na CBS News. Antes de aceitar o cargo de provedor, Rui Araújo era colaborador do PÚBLICO e do semanário francês Le Point. Ganhou vários prémios de jornalismo e publicou três livros de ficção e um ensaio sobre Timor-Leste. Os três diários - DN, JN e Público - passarão, assim a ter os seus provedores em funções (aos quais se junta igualmente o digital Setúbal na Rede), aos quais se juntarão brevemente os da RTP e RDP. A Imprensa noticia hoje, a propósito deste últimos, que o diploma legal respectivo poderá ser aprovado brevemente e que não está posta de parte a possibilidade de os primeiros titulares de tais funções iniciarem os seus mandatos ainda no próximo mês.

0 commentário(s)

Grande-reportagem de Pedro Coelho distinguida com medalha de ouro

"Mulheres que amam demais", uma grande-reportagem da autoria de Pedro Coelho, jornalista da SIC, foi distinguida com a medalha de ouro comemorativa do 50º aniversário da Declaração Universal dos Direito do Homem. Trata-se de um galardão atribuído pela Assembleia da República a personalidades que se destacam na defesa dos direitos humanos. No início desse trabalho jornalístico, entrecortado com música e furando por meio de imagens dadas a ver a partir da sombra, surge o texto, assertivo e de grande expressividade: "às esquinas sem rosto da prostituição de Lisboa, encostam mulheres que nos habituámos a ver de olhos fechados pelo desprezo e pela indiferença". Depois, lá vamos caminhando pelos ângulos de reportagem de Pedro Coelho e pelas imagens de Luís Pinto. Ao longo de dois meses, estes repórteres andaram nas ruas de Lisboa, procurando perceber a vida de mulheres que vivem da prostituição. A montagem deste trabalho jornalístico, que se pode rever a partir do site da SIC, é de Marco Carrasqueira. Este é mais um exemplo de jornalismo de qualidade, que comprova que a grande-reportagem é um género de grande importância para o jornalismo televisivo. Também nos canais generalistas privados que hoje tanto cultivam um certo entretenimento.

0 commentário(s)

A grande reportagem na TV portuguesa Vai uma conversa interessante na zona dos comentários ao post "Sá Carneiro na história de Snu", aqui colocado no sábado pela Madalena Oliveira. Vale a pena passar por lá. Sublinho as anotações sobre a presença (ou ausência) do tipo de programas como o de Cândida Pinto nos nossos ecrãs. Felisbela Lopes lamenta que "trabalhos destes não possam constituir programas de informação semanal", acrescentando que "os canais generalistas privados continuam a pensar que a chamada 'grande-informação' se circunscreve aos canais temáticos", introduzindo-a "de tempos a tempos (...) a martelo nos noticiários das 20h00". Por sua vez, o jornalista da RTP Luís Miguel Loureiro observa o seguinte: "A actual organização das redacções, logo, o próprio modelo de trabalho, não permite mais do que a esporádica apresentação de trabalhos resultantes mais da iniciativa individual dos jornalistas do que do pensamento estratégico das estações. A forma como a Grande Reportagem afecta meios humanos e técnicos, reclama tempo para investigação e maturação dos temas e condiciona a elaboração das grelhas, fazem com que se torne, nas actuais condições, um "grão na engrenagem". Por isso tem sido, e penso que continuará a ser, o resultado de uma luta dos Grandes Repórteres, que encontram, no seu trabalho e obrigações diárias, a forma de agarrar as oportunidades que se apresentam".

0 commentário(s)

Estudos sobre promoções e auto-promoções de programas na TV A OFCOM, entidade reguladora dos media britânicos, acaba de publicar Television promotions - what the viewers think, um estudo quantitativo e qualitativo sobre uma matéria sensível, também em Portugal: tem a ver com as auto-promoções e promoções cruzadas, nos intervalos e no fim dos programas televisivos. A mesma entidade disponibilizou igualmente um outro relatório, este sobre a situação das promoções no Reino Unido. Intitula-se "Analysis of current promotional activity on television: A report of the key findings of a content analysis study".

1 commentário(s)

Sobre os debates televisivos A imprensa de hoje analisa em vários tons o debate de ontem à noite na SIC: "cordato e morno", "morno e soporífero", "à defesa". "Nem chegou bem a ser um debate - Duas entrevistas paralelas com ligeiras trocas de sorrisos", para José Manuel Fernandes, director do Público. Se bem que para Cavaco Silva tenha sido "um debate muito vivo e esclarecedor", transparece a ideia de moderação e de falta de sal. Talvez até o secreto desejo de uns casos que apimentassem um verdadeiro espectáculo. Julgo que é importante que haja (e que sejam cumpridas) regras que permitam ouvir o que os candidatos têm para dizer e que não se atropelem todos numa confusão de que só os malabaristas da palavra e do golpe baixo podem sair ufanos. Mas é importante não tolher de todo a vivacidade e a espontaneidade, para que, em vez do debate de ideias, não tenhamos uma entrevista a dois. Desse ponto de vista, o "dispositivo cénico" é importante. A mim pareceu-me que os debatentes, para falarem olhos nos olhos, têm de olhar para o lado, visto que só com os jornalistas-entrevistadores o podem fazer. Não será um pormenor a rever? Em tempo: a Universidade Aberta - delegação de Coimbra organiza amanhã um colóquio sobre "As Eleições e a Comunicação Social". A iniciativa decorrerá às 18 horas, na Casa Municipal da Cultura, tendo por objectivo "debater modelos de abordagem das eleições, como realidade política, pela comunicação social". Intervêm António Marinho, Carlos Magno e Dinis Manuel Alves, sendo moderador Jorge Castilho.

0 commentário(s)

Título "Envolvimento de Pedroso na Casa Pia chegou ao fim" (Diário de Notícias"). Não vou ao ponto de dizer que é deliberado, mas este é um título no mínimo infeliz, que raia o manipulatório, pelos subentendidos que transporta.

0 commentário(s)

Duas iniciativas em espaços Almedina Amanhã, 6 de Dezembro: "O jornalismo de referência e a 'tabloidização da informação'" - Orador: Manuel Carvalho, director adjunto do jornal PÚBLICO. [Livraria Almedina do Arrábida Shopping - Porto, 21h00] Quarta-feira, 7 de Dezembro: "Falar de Blogues III" - Orador: José Pacheco Pereira, autor do ABRUPTO. [Livraria Almedina do Atrium Saldanha - Lisboa, 19h00]

0 commentário(s)

Retratos de Mulher - Lançamento Silvana Mota Ribeiro quis «interrogar as relações entre construções sociais do feminino e representações visuais da mulher, entre o universo social e o visual, partindo da noção de imagem». Fê-lo em dois olhares: um olhar pelas representações sociais e um olhar pelas representações visuais. Por serem de difusão especialmente massiva, as imagens publicitárias foram o principal objecto de estudo. O resultado desta investigação (realizada no âmbito de um mestrado) é um livro que "esboça" Retratos de Mulher, agradavelmente exemplificados num conjunto de imagens editadas na terceira parte do texto. A primeira sessão de lançamento acontece em Braga, na próxima quarta-feira, dia 7, pelas 21h30, no Museu Nogueira da Silva. A apresentação estará a cargo da Prof. Carolina Leite, que orientou a investigação.

0 commentário(s)

Leituras na Imprensa de hoje Contributos da comunicação social para o assassinato da democracia, de António Vilarigues, no Público: "O que se silencia é, na maior parte das vezes, tão ou mais importante do que o que se publica". Jornalismo convoca cidadãos, de Filipe Morais, no DN: "O jornalismo pode estar a entrar numa nova fase em que convoca o cidadão comum para participar na cobertura da actualidade, principalmente através da fotografia".

0 commentário(s)

Dois novos livros na Minerva Assessores arendt É amanhã apresentado em Coimbra o livro "Espaço Público em Hannah Arendt", da autoria de Carla Martins, docente da Universidade Lusófona. A informação é avançada pelo blogue da editora MinervaCoimbra, a quem cabe a edição. O acto ocorrerá durante uma intervenção da autora, pelas 16.30, no quadro do seminário internacional sobre "Espaço Público, Poder e Comunicação", que decorrerá na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Entretanto, está já igualmente agendada para o próximo dia 12, às 18.30, na livraria de El Corte Inglés, em lisboa, a apresentação de um outro livro, também da colecção Comunicação, dirigida por Mário Mesquita. Intitula-se "Nos bastidores do Jogo Político - o Poder dos Assessores". Vítor Gonçalves é o autor desta obra. (Obrigado ao Rogério pela referência).

0 commentário(s)

Media e eleições: leituras No momento em que arrancam os debates televisivos entre candidatos ao cargo de presidente da República, uma sugestão de leituras, para ler o que se passa para além da "espuma dos dias": - L'Impatto di partiti e mezzi de informazione sulla partecipazione politica nelle campagne postmoderne, de Pippa Norris, in Il circoito politico-mediale, 2002 - Did the media matters? Persuasion, priming and mobilization effects in the British general election campaign, 2005 - The impact of political advertising in the 2001 UK general election, de David Sanders e Pippa Norris, 2005.

0 commentário(s)

A propósito da "Baby TV" O Francisco Rui Cádima, do blogue IrrealTV, teve o mérito, na semana agora a terminar, de marcar a agenda do debate sobre a relação da televisão com as crianças. O fórum da TSF de terça-feira passada pegou no assunto e, tanto quanto sei, um dos programas das tardes de A Dois irá fazer o mesmo dentro de dias. O próprio Irreal TV convocou diversos materiais interessantes, para reflectir sobre a questão. Todo o debate que se faça em torno do problema é pouco para dimensão das questões que nele estão implicadas. Mas é preciso dizer que sabemos pouco sobre o assunto e, por outro lado, tendemos a esquecer que uma das regras básicas, nesta matéria, é a do bom senso. Sara Pereira, uma investigadora que há largos anos trabalha sobre a relação das crianças mais pequenas com o pequeno ecrã, diz-me que tem estado atenta à programação do novo canal por cabo e que lhe tem parecido que existe nele uma evidente preocupação de escolher conteúdos adequados àquela faixa etária. Mas o problema suscitado é mais radical: a Associação Americana de Pediatria, por exemplo, entende que as crianças até aos dois anos não deveriam pura e simplesmente ver televisão. Eu creio que esse tipo de recomendações remete para um fundamentalismo que não faz sentido. Seria como exigir que os bebés, mal nascem, fossem metidos numa redoma, isolados da contaminação do mundo. Trata-se de uma posição neo-rousseaueana que assenta na velha ideia de que a infância é pura e sadia e que a sociedade é que a corrompe. O extremo oposto seria - e infelizmente é, muitas vezes - o fazer da televisão a "avòzinha electrónica" que toma conta dos meninos, nos tempos em que não estão "institucionalizados". Mas, aqui, o problema estará tanto na televisão como naqueles que a vêem. Em conclusão, não me parece negativo que surja um canal voltado para os bebés, desde que tenha qualidade. Parecer-me-ia negativo, sim, que, pelo facto de existir o canal, as famílais fossem depositar à frente dele os seus rebentos, alijando para a TV as suas próprias responsabilidades educativas.

0 commentário(s)

Quem somos

» Manuel Pinto
» Helena Sousa
» Luis Antonio Santos
» Joaquim Fidalgo
» Felisbela Lopes
» Madalena Oliveira
» Sara Moutinho
» Daniela Bertocchi
» Sergio Denicoli

» E-MAIL

Últimos posts

» "Jornalismo e Comunicação" mudou de casa
» Revendo 2006
» Fundador do Technorati, ao vivo, sobre a blogosfer...
» Webrádio tema de tese de mestrado
» Jornalismo na blogosfera...
» Sobre o futuro das comunicações e dos media
» TV por Internet e telemóvel
» O peso do marketing nas receitas dos diários
» Da ficção à realidade
» "Nem um crítico de rádio"

Ligações


Arquivos

» Abril 2002
» Maio 2002
» Junho 2002
» Julho 2002
» Agosto 2002
» Setembro 2002
» Outubro 2002
» Novembro 2002
» Dezembro 2002
» Janeiro 2003
» Fevereiro 2003
» Março 2003
» Abril 2003
» Maio 2003
» Junho 2003
» Julho 2003
» Agosto 2003
» Setembro 2003
» Outubro 2003
» Novembro 2003
» Dezembro 2003
» Janeiro 2004
» Fevereiro 2004
» Março 2004
» Abril 2004
» Maio 2004
» Junho 2004
» Julho 2004
» Agosto 2004
» Setembro 2004
» Outubro 2004
» Novembro 2004
» Dezembro 2004
» Janeiro 2005
» Fevereiro 2005
» Março 2005
» Abril 2005
» Maio 2005
» Junho 2005
» Julho 2005
» Agosto 2005
» Setembro 2005
» Outubro 2005
» Novembro 2005
» Dezembro 2005
» Janeiro 2006
» Fevereiro 2006
» Março 2006
» Abril 2006
» Maio 2006
» Junho 2006
» Julho 2006
» Agosto 2006
» Setembro 2006
» Outubro 2006
» Novembro 2006
» Dezembro 2006
» Janeiro 2007

Livros

TV do futebol

» Felisbela Lopes e Sara pereira (orgs) A TV do Futebol; Porto: Campo das Letras

» Televisão e cidadania. Contributos para o debate sobre o serviço público. Manuel Pinto (coord.), Helena Sousa, Joaquim Fidalgo, Helena Gonçalves, Felisbela Lopes, Helena Pires, Luis António Santos. 2ª edição, aumentada, Maio de 2005. Colecção Comunicação e Sociedade. Campo das Letras Editores.

» Weblogs - Diário de Bordo. António Granado, Elisabete Barbosa. Porto Editora. Colecção: Comunicação. Última Edição: Fevereiro de 2004.

» Em nome do leitor. As colunas do provedor do "Público". Joaquim Fidalgo. Coimbra: Ed. Minerva. 2004

» Outras publicações do CECS

Eventos

» Conferência: A Nova Entidade Reguladora no quadro das políticas de Comunicação em Portugal (2006)

» I Congresso Internacional sobre Comunicação e Lusofonia (2005)

» Jornadas ?Dez Anos de Jornalismo Digital em Portugal: Estado da Arte e Cenários Futuros? (2005)

» Todos os eventos







Subscribe with Bloglines


Technorati Profile Powered by Blogger and Blogger Templates